OS GRANDES SILVICULTORES – Professor Sylvio Pellico Netto

O Professor Sylvio Pellico Netto faz parte do respeitável grupo de profissionais que deram vida à  engenharia florestal no Brasil. Dedicou-se de corpo e alma ao ensino, à pesquisa e à formação de profissionais. Orientou centenas de estudantes, publicou milhares de trabalhos científicos, livros, etc.  Participou ativamente e com brilhantismo de reuniões, congressos, seminários no Brasil e no exterior. Sempre  atuando de forma efetiva  nas  inovações e reivindicações para o enriquecimento do ensino,  da pesquisa e desenvolvimento do setor florestal. Para  muitos é “o pai do inventário florestal no Brasil”. Tem sido exemplo de dedicação e empenho na luta pelo reconhecimento profissional do engenheiro florestal!. Pesquisador de reconhecida capacidade de trabalho deu enorme contribuição ao desenvolvimento da ciência florestal do Brasil. Atuou intensamente em universidades, instituições de ensino e pesquisa em nível nacional e internacional.

Possui graduação em Engenharia Florestal pela Universidade Federal do Paraná (1965), mestrado em Manejo Florestal – New York University (1968) e doutorado em Biometria e Inventário Florestal – Albert-Ludwigs-Universität Freiburg (1979). Ex-professor titular da Pontifícia Universidade Católica do Paraná e atualmente Professor Sênior da Universidade Federal do Paraná. Tem experiência na área de Recursos Florestais e Engenharia Florestal, com ênfase em Dendrometria e Inventário Florestal, atuando principalmente nos seguintes temas: floresta natural, inventário florestal, ecologia florestal, amostragem e regeneração natural. Participou da fundação e consolidação da FUPEF – Fundação de Pesquisas Florestais do Paraná.

Criador dos Cursos de Mestrado e Doutorado em Engenharia Florestal da UFPR, foi também Secretário Executivo do Conselho Estadual de Ciência e Tecnologia do Estado do Paraná e Diretor Presidente do TECPAR, entre outras importantes atribuições. Depois de prestar relevantes serviços públicos, veio trazer seus préstimos à PUCPR como professor, pesquisador e gestor. É nosso Professor Titular desde 2002. Foi Editor Chefe da Revista Acadêmica de 2003 a 2010. De 2002 a 2005, foi Coordenador do Projeto Sassafrás. De 2005 a 2007, foi Coordenador Administrativo do Projeto Robalo, no CPPOM em Guaratuba. Coordenou o Curso de Agronomia da PUCPR, de 1995 a 2000. Foi Decano do Centro de Ciências Agrárias e Ambientais de 1999 a 2010. Foi também Diretor do Câmpus São José dos Pinhais, de 2002 a 2010, e Diretor do Instituto de Ciências Agrárias e Ambientais – ICA, de 2000 a 2010.

Profissional exemplar, ético e competente. Professor muito querido e pesquisador reconhecido no mundo inteiro. Grande  defensor das causas florestais. Formou  brilhantes profissionais, que se orgulham de tê-lo como amigo, orientador e conselheiro. A Comunidade de Silvicultura com todo respeito e admiração rende-lhe as mais sinceras congratulações!

 

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – serviços florestais – nbleite@uol.com.br

Sylvio Pellico Netto

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A CHUVA CHEGOU E NÃO SE FALA MAIS NISSO!

Como se previa, só com um pouco de chuva e não se fala mais em revegetar as áreas degradadas e nem de se proteger nascentes.  Parece  que a lição da “torneira seca”, não colou!  As previsões mostram que as chuvas não  cobrirão  os déficits anteriores. E poderemos ter novas dificuldades. Mas isso não muda nada!

O preocupante é não se ouvir nada a respeito de soluções, que, de fato, corrijam os problemas já evidenciados! Será que alguém duvida da  necessidade de se pensar seriamente – com recurso e tecnologia – na revegetação das áreas degradadas e nascentes das bacias que alimentam nossos grandes reservatórios? Há tantas reuniões e pregações a respeito de assunto tão importante, e nada de concreto acontece!

E se as universidades e pesquisadores entrassem nessa luta, as coisas mudariam? Ou teremos que contar com o violão e berros de artistas famosos para que nossos governantes acordem! O choro da “torneira seca” parece que não adiantou nada!

 

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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70º ANIVERSÁRIO Sr. NELSON BARBOZA LEITE

E hoje, 20/05/2016, nós da Família Barboza Leite, temos o privilégio e a honra de comemorar o 70º aniversário do Sr. Nelson Barboza Leite, nosso Pai, um dos profissionais mais respeitáveis da Silvicultura Brasileira, um exemplo de caráter, honestidade, respeito, bondade, generosidade, de bem com tudo e com todos quase sempre. Somos suspeitos para falarmos qualquer coisa, pois afinal com um pai destes se dispensa qualquer tipo de elogio. Bom para não alongar muito esta conversa, desejamos ao Sr. pai sempre muita saúde para continuarmos tendo o privilégio de sua presença e que continue sendo sempre este homem espetacular. Amor imenso pelo Sr.!!

 

Família Teca Consultoria e Empreendimentos Florestais!

Esposa, Cleide Leite. Filhos, Alexandre, Gustavo, Daniel e Mariana.

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SILVICULTURA: ESTÁ SOBRANDO MADEIRA?

Apesar de existir inúmeras publicações mostrando a quantidade de áreas plantadas em suas diferentes versões, há uma unanimidade dentro do setor: não existe , com razoável garantia, dado que mostre a quantidade de madeira disponível de nossas florestas plantadas!

É lógico, que algumas empresas possuem tudo certinho: por espécies, por ano, curvas de crescimento e por aí vai…. Mas há dúvidas, principalmente, quando se fala na disponibilidade de madeira naqueles estados de grande produção industrial – por exemplo, Mato Grosso do Sul, ou quando se fala dos estados com mais madeira disponível – por exemplo, Minas Gerais. Essa falta de informações, com maior precisão, cria enormes dificuldades no estabelecimento de políticas públicas para o setor e gera muita desconfiança em novos investidores. E ainda se fala em aumentar a área de florestas plantadas!
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É inaceitável que continuemos nessas incertezas, ainda mais quando se sabe que o Serviço Florestal Brasileiro vem realizando , há anos, o levantamento de nossas florestas em muitos estados. Será que não é possível estender o trabalho aos estados com mais urgência dessas informações? Será que é possível tecnicamente, e com mais recursos atender a essas demandas? Se não for possível, a quem recorrer?

Muitas perguntas e uma certeza: há gente muito competente lidando com esse assunto no Serviço Florestal Brasileiro! Resta, então: como fazer para que a silvicultura brasileira possa ser devidamente dimensionada? E há sinais cruzados de todo lado: há regiões, onde aparentemente, sobra madeira; há caminhões rodando mais de 500 km carregados de madeira; indústrias anunciando ampliações; biomassa para energia, queda na produtividade, intensos ataques de pragas e doenças, e por aí vai….E não faltam notícias sobre reduções de programas de plantio!

Realmente, sem bola de cristal, só um inventário bem feito poderia dar tranquilidade aos rumos da silvicultura brasileira. Ou fiquemos com o que é certo – uma boa floresta e o consumo nas proximidades!

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Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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AOS AMIGOS SILVICULTORES – NOTA DE FALECIMENTO

Hoje, dia17 de maio, a silvicultura brasileira está de luto. Faleceu o Professor Paulo Y. Kageyama. Profissional brilhante e dedicado às causas sociais e ambientais da atividade florestal. Geneticista de reconhecida competência em nível nacional e internacional.
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Apaixonado pelas espécies nativas de nossa rica biodiversidade. Perde a ciência, perde a silvicultura. Um grande amigo de todas as horas! A Comunidade de Silvicultura rende a todos familiares e amigos as mais respeitosas condolências!

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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MUDANÇAS QUE PRECISAM ACONTECER!

Desde a segundo governo de Fernando Henrique Cardoso, já tivemos mais de quatro períodos governamentais diferentes e sempre o setor, através de suas entidades representativas, esteve presente, nos primeiros dias de Governo, mostrando seus pleitos, suas reivindicações. Na verdade, virou um café requentado! Enfim, continuava a esperança! Já se vão quase 20 anos, e de novo, estamos diante do mesmo quadro – gente nova precisando saber de nossas dificuldades, de nossas necessidades e de nossas possibilidades!
Os tempos são outros. Algumas coisas mudaram, nem sempre aquilo que precisava mudar, mas há coisas, que precisam mudar! O que não podemos é desistir! Vamos juntar pleitos antigos, mudanças realizadas, promessas, etc. e vamos em frente. Lá atrás, há mais de 10 anos, foi feita uma relação de perguntas para se medir, naquele tempo, a necessidade de pleitos e reivindicações;

– Naquela ocasião, havia fatos novos, que justificassem ajustes e mudanças?
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– Os grandes problemas, reclamados, no século passado, tinham sido resolvidos?
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– Os novos empreendedores nas novas fronteiras sentiam-se confortáveis para continuarem investindo?
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– A complexidade das legislações tinha sido resolvida? A corrupção tinha acabado?
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– Havia financiamentos em condições adequadas para a atividade?
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– A política de fomento florestal tinha dado certo ? E os fomentados estavam satisfeitos?
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-Tinha sido resolvida a questão institucional do setor?
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– Existia política de governo para acompanhar o crescimento setorial?
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– O Código Florestal tinha sido modificado para regulamentar as atividades florestais?
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– Você sabia onde discutir, ou a quem sugerir ou reclamar das políticas públicas do setor?
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Pode parecer piada! Mas essas questões já eram colocadas, há quase 20 anos atrás! E o mais interessante: representava o esforço conjunto de inúmeras entidades do setor. Talvez pecasse no conteúdo, mas era a “legitima vontade” dos diferentes segmentos da silvicultura. Esse aspecto merece destaque. Aliás, muita reflexão!
As indagações levavam qualquer silvicultor, mais atento, a responder “não” à grande maioria dos questionamentos apresentados.
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No entanto, em novos tempos, não podemos dar um “não” a tudo. Há considerações que precisam ser pontuadas. De forma resumida, teríamos a responder: há fatos novos que exigem mudanças e adequações. Os grandes problemas – por exemplo, legislação e financiamentos – vagueiam e não foram resolvidos. Os investidores nas novas fronteiras continuam lutando por conta e risco próprio. A legislação foi revirada, mas não se consolidou e ainda atrapalha. O financiamento continua nas estatísticas e discursos, menos no campo. Continua uma promessa. A política de fomento embalou, parou e os fomentados berram! Mudamos de endereço institucional, mas não temos sala! O Código Florestal foi mexido, mas deixou remendos inacabados. E continuamos sem ter para quem se queixar! Em resumo; é de chorar!
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A última turma que desocupou a sala falou muito em Grupos de Trabalho, em nível de Governo Federal, com o objetivo de se definir políticas públicas para o setor, mas nada foi apresentado de concreto. E também não conhecemos ninguém que tenha participado de alguma reunião para discutir assuntos relacionados a Programa Nacional. Com certeza, pelo falatório, há trabalhos em desenvolvimento. Para se fazer de forma isolada, sem ouvir e nem discutir, deve ser gente que conhece tudo do setor!. Se o trabalho estiver pronto para discussão, menos mal. Mas se estiver pronto para ser levado e sem a devida discussão, entre os que fazem a silvicultura, a chance de agradar e impressionar é grande, mas de dar certo é quase zero!
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Na expectativa de novas discussões, vão ser reapresentadas as questões pendentes – um café requentado, que não pode ser esquecido, de acompanhamento, a mesma reza! Mas se as novas demandas forem, devidamente colocadas, o cenário muda!- um café fresco para ser saboreado, com bolo de milho e pãozinho de soja. De acompanhamento, cabe uma reza diferente! Com certeza, além do que se arrasta, algumas questões serão inevitáveis , até para justificar o café diferente!
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– há de se fomentar o uso diversificado da madeira de nossas florestas plantadas. Não dá para a silvicultura ficar refém de meia dúzia de grandes consumidores! Uma atividade gigantesca voltada a poucos interessados! Não é justa e nem pode se sustentar!
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– a biomassa como alternativa energética precisa ser repensada e equacionada. Ela embute benefícios sociais e ambientais imensuráveis. E muita gente entendida diz que o uso da biomassa é caminho irreversível. É só ter coragem para enfrentar as dificuldades políticas!
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– Precisamos ampliar a participação do Brasil no comércio mundial de produtos florestais. É vergonhosa a participação do Brasil!
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– Temos o compromisso global de se aumentar a área de florestas plantadas: para onde e como fazer? É compromisso assumido com o mundo. E não importa a responsabilidade de quem prometeu. É compromisso do Brasil!
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– E a silvicultura de espécies nativas? Nem pesquisa, nem programas de revegetação das áreas ambientalmente frágeis! Um desprezo institucional, que mancha a silvicultura brasileira!
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– O fomentado precisa ser integrado ao processo de produção para usar terras ociosas e aumentar sua renda! Não pode continuar refém dos grandes consumidores. Há de se pensar em modelos que contemplem a efetiva participação, comprometimento e lucratividade do fomentado. É a melhor e única alternativa para garantir a competitividade e expansão do parque industrial instalado. Aquisições de terra? Nem pensar!
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– A consolidação de uma legislação objetiva, prática e que não exija adereços desnecessários e de alto custo é imprescindível à silvicultura. Da mesma forma, a inexistência de financiamento precisa ser dita claramente. É só discurso! Há de se encontrar as razões que impedem que interessados e habilitados para tal, fiquem na fila, até cansar e desistir!
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– E o que fazer para dar vida à siderurgia mineira, com tanta madeira e tantos desempregados e que perde para a siderurgia a carvão mineral, altamente poluidora, de outros países? E num mundo, que luta por iniciativas industriais e econômicas de menos carbono?
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São desafios que tocam direto no dia-a-dia da silvicultura brasileira!
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E será que alguém acha, que essas coisas não precisam mudar?
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Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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A TERCEIRIZAÇÃO SE REINVENTA!

Há anos atrás, a terceirização surgiu no setor florestal como  alternativa para manter a competitividade da silvicultura brasileira. Discurso daqui e dali, mas na verdade o que se desejava é reduzir custos! Com o fim dos incentivos fiscais, a empresa florestal foi perdendo o brilho e, com os estoques em alta, a atividade florestal perdeu  espaço na mesa de decisões. Daí, para cortes, mudanças, reduções, foi um tiro! E a terceirização apareceu, no momento exato, para justificar dispensas, mudanças  e diminuição de custos.

A justificativa  era concentrar força na atividade fim e a terceirização cresceu! A enxugada inicial foi surpreendente e a moda pegou! Em pouco tempo, a estrutura de serviços do setor florestal era, praticamente, só de terceiros!  Daí, muitos dizerem que “a silvicultura brasileira é o melhor exemplo de atividade de longo prazo, em que tudo precisa acontecer ontem”.

E os desdobramentos inconvenientes foram inevitáveis! Muitas empresas, baixo nível de profissionalização, contratos leoninos, promessas não cumpridas, economia disso e daquilo e não tardou para que a produtividade das florestas mostrasse “sinais de fadiga”: novos ajustes e os questionamentos inevitáveis brotaram de todos os lados!  E ficou a dúvida: volta a primarização  ou a terceirização se profissionaliza? O dia-a-dia tem mostrado resultados interessantes de um lado e de outro. Com custos bem semelhantes, a grande preocupação  passou a ser o domínio da tecnologia,  com alto nível de profissionalização e comprometimento com bons resultados.

Há inúmeros exemplos de sucesso, com florestas de alta produtividade, gestão completa do processo produtivo e plena integração  às responsabilidades  e estratégias de suprimento da contratante. Nessa nova postura, a competitividade fica perfeitamente alinhada. Esse terceiro reinventado, fica com “cara” de parceiro, de verdade!

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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SILVICULTURA: QUE MUDANÇAS VIRÃO?

A silvicultura precisa ser repaginada para os próximos anos e esse é o exercício desafiador a todos: aos pesquisadores, profissionais, investidores, empresários…


Há pouco, em publicação tratando das mudanças da silvicultura, fizemos algumas considerações, que nos parecem importante reiterá-las. Falamos do avanço da produtividade das florestas, que passou de 10/15 metros cúbicos /ha/ano, nos anos 50/60, aos atuais 40 metros cúbicos /ha/ano; da mudança institucional, que implicou em mudanças importantes: em 60/70 fomos criados no Ministério da Agricultura.

De lá saímos corridos, em final de 80. Fizemos uma pausa no Ministério do Meio Ambiente e retornamos à casa antiga; do lado das empresas, tivemos inúmeras alterações- no final dos anos 60, criaram-se milhares de empresas. De todo tipo. E nessa onda surgiram alguns “diretores de verdade”, que perceberam a necessidade da pesquisa e da informação científica.

Daí surgiram as parcerias com as universidades e fundaram-se as instituições de pesquisas – IPEF,SIF,FUPEF, Embrapa Florestas, dentre outras. E a silvicultura brasileira tornou-se campeoníssima de produtividade. O setor se desenvolveu, as indústrias se expandiram.
Esse sucesso trouxe a sensação de que tudo se resolvera. Em mais de 30 anos, houve uma grande renovação nos quadros de profissionais do setor e poucos que respondem, atualmente, pelos trabalhos operacionais e de pesquisa em suas respectivas empresas, sabem dessa novela. Mas o processo de desenvolvimento não teve solução de continuidade, cabendo destaque ao esforço e dedicação incansável de brilhantes profissionais e pesquisadores.

Vivemos, no entanto, nos dias atuais, momento especial e paradoxal! De um lado, temos oportunidades para melhorar a competitividade das florestas plantadas e de se agregar valores ambientais, sociais e econômicos às florestas. Enfim, há espaço para melhorias e valorização da silvicultura. Mas de outro lado, há dúvidas com respeito à produtividade, clones, o temor das pragas e doenças. Sente-se, de certa forma, a indefinição institucional, além da preocupante vulnerabilidade da sustentabilidade abatida pelo preço aviltado da madeira e a insatisfação generalizada dos produtores florestais.

Esse misto de oportunidades e dúvidas indica que a silvicultura precisa ser repaginada para os próximos anos. E esse é o exercício desafiador a todos: aos pesquisadores, profissionais, investidores, empresários. Não se discute a importância estratégica da madeira como matéria prima para diversas utilizações industriais, mas já há sinais de que a sociedade começa a perceber o efeito de suas contribuições ambientais e sociais. Será esse o “mantra” a ser adotado?

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – serviços florestais – nbleite@uol.com.br

ARTIGO PUBLICADO EM: www.painelflorestal.com.br

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SILVICULTURANDO-SE

1-QUANTO DEVERIA VALER A MADEIRA?

A principal preocupação da silvicultura nos dias atuais é o baixo valor da madeira. A indignação é geral! E causa grande admiração o paradoxo entre o baixo valor da madeira e a boa fase do mercado de celulose, especialmente o de exportação. Fala-se em valores bem variados de região para região. As variações vão de 20 a 60 reais o metro cúbico de madeira em pé! E vem a pergunta: qual é o valor justo? Segundo, conversas informais, os produtores, que usam a caderneta para pagar contas, falam de 50-60 reais o metro cúbico de madeira em pé, mas a turminha da planilha não fala em menos de 60! Mas o que assusta é a grande diferença de valores nas diferentes regiões, e mais ainda, a tranquilidade dos que dependem da madeira e sabem que vai vir encrenca por aí, a médio prazo. Então fica a dúvida:
– ou esse pessoal não conhece e não quer conhecer nada de silvicultura, ou está com a certeza, de que outros responderão pelas encrencas que virão!

2- AS CHUVAS E A REVEGETAÇÃO DE ÁREAS DEGRADADAS!

Como se previa, as chuvas chegaram e não se fala mais em problemas com as áreas degradadas, proteção de nascentes, etc. Será que a lição da “torneira seca”, ainda não foi suficiente? As previsões mostram que teremos chuvas, mas não cobrirão os déficits anteriores! E poderemos ter novas dificuldades. Não seria prudente pensarmos em soluções, que ,de fato, corrigissem os problemas já evidenciados? Alguém duvida da necessidade de se revegetar as áreas degradadas e de se proteger as nossas nascentes? Com quem fica a palavra?

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – serviços florestais – nbleite@uol.com.br

SILVICULTURANDO-SE

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A SILVICULTURA E AS MUDANÇAS POLÍTICAS!

Alguém pode negar que o país passa por delicado momento econômico e que em tudo se vê os sinais dos problemas políticos? E a silvicultura, uma atividade de longo prazo, consegue escapar desse cenário, e das limitações de curto prazo? E como esses problemas afetam a silvicultura? É difícil saber como e até onde afetam, mas é fácil imaginar que questões pendentes vão continuar, por mais algum tempo, “ mais pendentes ainda”. Há de se evitar os impactos na cadeia de produção florestal.
Árvores não plantadas não produzem madeira! Lá na frente, não vai adiantar chorar o “leite derramado”!
E os impactos nas questões institucionais são inevitáveis: no início do atual Governo, a silvicultura migrou para o Ministério da Agricultura e não há informação da situação que ficou; do Programa Nacional de Florestas Plantadas, que já estava em fase de conclusão, há alguns meses, não se tem nenhuma informação e nem sinal do encaminhamento adotado; e algumas questões do Código Florestal continuam em discussão fora do setor!
Essas dificuldades no processo produtivo e as pendências das questões institucionais seriam suficientes para causar preocupação! Mas há muita gente que acha, que nada disso é tão crítico a ponto de causar inquietação entre os silvicultores!
Enfim, o momento é de preocupação!
No processo produtivo os impactos são previsíveis e dimensionáveis. É só querer e fazer a conta! Mas do lado institucional, tudo é sempre surpresa! E se vierem mudanças e novos governantes as mesmas conversas terão que ser repetidas! Nesse sentido, fica o alerta aos que já fizeram a oração a cada troca de governantes! Só mais um alerta: – se trocarem o santo, será que não valeria a pena mudar a reza?

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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