SILVICULTURANDO-SE

Recortes da silvicultura para conhecermos, valorizarmos as boas ações, refletirmos sobre dicas, copiarmos bons exemplos e evitarmos erros já cometidos:

1) Os incentivos fiscais e 1% de plantio com espécies nativas!

Quando surgiram os incentivos fiscais obrigava-se o plantio de 1% da área incentivada com espécies nativas. Até que essa regra fosse mudada o Brasil já havia reflorestado quase dois milhões de hectares, o que compreenderia o plantio de no mínimo 20.000 ha de espécies nativas! Nenhuma estatística do setor mostra esses números. Foi um verdadeiro fracasso! Um dia, por sugestão da Eng. Maria Tereza Jorge Pádua, então Diretora de Parques e Recursos Naturais do IBDF, o 1% foi substituído pela manutenção de 10 % de matas nativas! Foi um sucesso! Com certeza, mais de 300.000 ha de matas nativas foram preservados! Salve, a grande sugestão da Dra. Maria Tereza!

2-) Os grandes erros dos incentivos fiscais!

Numa acalorada discussão sobre os grandes erros dos incentivos fiscais forma destacados: a-) uma infinidade de empresas sem base técnica (gente estranha e oportunista); b-) fiscalização precária; c-) falta de orientação técnica e planejamento sobre o que plantar, onde plantar, para que plantar e quanto plantar; d-) total falta de preocupações com os cuidados ambientais e sociais . As empresas com bons técnicos e interessadas, de fato, na produção de madeira seguiam princípios bem diferentes. Fizeram a diferença e salvaram a imagem dos incentivos fiscais para reflorestamento! Por volta de 1980 numa avaliação geral do comportamento das empresas, optou-se pelo corte de empresas inadimplentes. Foram cortadas mais de 1.000 empresas de reflorestamento! Foi uma revolução no setor!

3- Cuidado com sequelas…..

Os projetos incentivados pagavam o desmatamento, a queima da madeira e pouco se cuidava das APPs, principalmente próximo das nascentes. Foram anos de discussões para que tudo isso fosse apagado da memória do pessoal “do contra”. Precisamos tomar muito cuidado para que problemas modernos não se transformem em novas encrencas para o setor. Que problemas modernos? Preço da madeira, florestas sem uso, madeira viajando para longas distâncias, fomentados insatisfeitos, etc.

4-) Comunidade de Silvicultura na 51º EXPOAGRO de
Bragança Paulista – SP

No dia 8 de abril às 18 hs, vai ser aberta a 51º EXPOAGRO de Bragança Paulista de 2016. Serão 7 dias de festividades e exposições de produtores e criadores da Região Bragantina. Passam, nesses dias, mais de 300.000 pessoas, observando e discutindo com inúmeros expositores diversos temas de interesse dos produtores da região. A Comunidade de Silvicultura estará presente expondo materiais sobre o Manejo das Florestas para Uso Múltiplo, apresentando mudas de mais de 100 espécies nativas e fará um levantamento com produtores à respeito do mercado regional de madeira.

 

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – serviços florestais – nbleite@uol.com.br

SILVICULTURANDO-SE

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BRILHANTES PROFISSIONAIS DA SILVICULTURA

Parte 2

A Comunidade de Silvicultura agradece as manifestações, considerações e sugestões recebidas após a publicação da ( Parte1). Reiteramos  nossas desculpas por  eventuais erros.  Faremos complementações e correções com a colaboração dos amigos silvicultores. Lembramos também, que precisamos reconhecer o trabalho de  profissionais que dedicaram suas vidas, em  regiões distantes  do cenário nacional! Esperamos que sejam lembrados e mencionados por nossos colaboradores, e que a indicação  seja acompanhada  de informações a respeito da atuação e do seu trabalho.  Só para registro!  Recebemos a mensagem de um profissional, com  “anos de estrada” e que dizia : “mais da metade do pessoal mencionado, eu nunca tinha ouvido falar” e completou “ no Google não há sentimento”. Vamos redobrar nossos esforços! E contamos com a imprescindível participação dos amigos silvicultores. Segue mais uma relação de “craques”!

 

  • Edgar Campinhos – o comandante das pesquisas florestais da Aracruz. Juntamente com a Eng. Yara, sua companheira de equipe, são os verdadeiros criadores do eucalipto urograndis – o híbrido selecionado nas florestas da Aracruz, resistente ao cancro e que,   com sua clonagem, revolucionou a silvicultura brasileira.  Faziam parte da competente equipe do Dr. Leopoldo Garcia Brandão. Receberam o prêmio Wallenberg na Suécia, uma homenagem e reconhecimento internacional pela importância do trabalho desenvolvido. Deram inúmeras e ricas contribuições ao setor;

 

  • João Walter Simões – o “símbolo do silvicultor de botina suja”. Foi dos responsáveis pela Estação Experimental de Anhembi, pertencente ao IPEF. Excelente e dedicado professor na sala e no campo. Conhecia, detalhadamente, da formação de mudas às alternativas de colheita. Formou um grande grupo de admiradores, contribuiu significativamente para importantes  inovações e mudanças  nos serviços operacionais. Um grande amigo de seus orientados. Tivemos o privilégio dessa convivência;

 

  • Francisco Bertolani – um dos grandes responsáveis pela introdução e sucesso dos pinus tropicais no Brasil.  Como Diretor Florestal da CAFMA, coordenou a implantação de  uma grane área com florestas de inúmeras espécies e procedências de pinus tropicais. Com certeza, possuía a maior coleção de material genético das diversas espécies de pinus  no Brasil. Sua empresa constituiu -se por muito tempo, como a referência para  conhecimento das diversas espécies  que forma introduzidas no Brasil. Uma riqueza genética de valor incalculável e que recebia todo o cuidado e atenção de pesquisadores de todo o  país. Grande parte desse material, até então preservado, já não existia em suas áreas de origem!

 

  • Walter de Paula Lima – foi um  dos principais pesquisadores de  bacias hidrográficas e  suas relações com as florestas plantadas. Cientista de primeiríssima qualidade e de respeitabilidade internacional. Desenvolveu centenas de pesquisas em diferentes empresas, nas mais variadas condições para entender as relações dos plantios florestais e água. Foi  defensor do “plantar com tecnologia e respeito aos recursos naturais para se poder falar em sustentabilidade”. Possui centenas de publicações e formou competentes profissionais para dar continuidade aos seus trabalhos. É referência mundial!

 

  • Celso Edmundo Foelkel – professor, silvicultor, tecnólogo, cientista, orientador, palestrante….. e acima de tudo, uma pessoa exemplar e maravilhosa. Tem dedicado sua vida à ciência e ensino. Trabalhou em empresas, instituições de pesquisas, universidades, entidades de classe, etc. Sempre com brilhantismo ímpar! Apaixonado pela silvicultura, é o grande fundador e responsável pelo site celso.foelkel.com.br É um dos pesquisadores de celulose e papel mais  ativo e conhecido no mundo.  Participativo e colaborador. Possui milhares de contribuições científicas;

 

  • Jose Carlos Carvalho – nosso ex-Ministro do Meio Ambiente. Sempre na luta por uma silvicultura sustentável – há anos, antes que isso virasse moda – o engenheiro Zé Carlos falava disso. Sempre à frente de reinvindicações para o setor. É do time da pensação e fazeção! Foi o grande articulador para conseguir assento para a atividade florestal no CONAMA. Estabeleceu as regras para um rodízio de entidades para representação do setor. Enfatizava sempre: “todas  as entidade precisam conhecer o Conama. É aqui, que as coisas acontecem”. A SBS foi a primeira a representar o setor e a única que respeitou o que tinha sido tratado! Não cansava de repetir – “ou o setor se une com legitimidade  e se fortalecer, ou nunca terá condições de reivindicar nada”;

 

  • Rubens Tocci – empresário florestal que fazia parte do Grupo dos que faziam e procuravam organizar e ponderar as reivindicações empresariais, na época dos incentivos fiscais. Participava ativamente das entidades representativas. Um grande negociador e conciliador. Esteve sempre à frente de questões que dificultavam o desenvolvimento do setor. Muito participativo e colaborador. Atuou em S.Paulo, na Bahia e na Pará, onde foi diretor do Jari e responsável por inúmeras contribuições, que a empresa prestou ao desenvolvimento e valorização dos recursos naturais e sociais da região.  Defensor fervoroso do setor e com admirável e invejável ética e educação;

 

  • Joésio Siqueira – um grande conhecedor da legislação e das potencialidades e oportunidades do setor florestal Brasileiro. Ativo empreendedor e muito respeitado como professor e orientador de profissionais.  Teve passagem brilhante pelo antigo IBDF, onde iniciou os primeiros trabalhos estatísticos e de  inventário florestal. Sempre esteve à frente de trabalhos e reinvindicações  visando as  devidas adequações legais e institucionais da atividade. É consultor de renome internacional e incansável batalhador pelo fortalecimento  e valorização econômica do setor florestal. É fundador de uma das maiores empresas de consultoria  florestal do mundo!

 

  • Manoel de Freitas – teve brilhante carreira na antiga Champion Celulose e Papel. Muito respeitado pela disciplina e organização  de seus trabalhos na empresa, e em suas consultorias.  Grande conhecedor da realidade florestal brasileira e de grande parte do mundo. Importante colaborador e incentivador da pesquisa florestal. Foi ativo presidente do IPEF por muitos anos. Um especialista em silvicultura e estratégias operacionais. Com muitas publicações e palestras;

 

  • Edson Balloni – silvicultor muito ativo e empreendedor. Foi um dos precursores na formação de parcerias com fundos internacionais e empresas brasileiras. Em Jaguariaíva –PR,  uma de suas regiões de atuação, formou um grande maciço florestal com pinus  e eucalipto que deu origem  a um dos maiores polos madeireiros do Brasil. Criativo e incansável inovador. Incentivador das pesquisas florestais naquela região e muito participativo nas entidades representativas do setor. Atua também no Mato Grosso do Sul e Tocantins. Tem  sido grande protagonista na valorização da madeira e na divulgação dos benefícios das atividades florestais;

 

  • Vitor Afonso Hoeflich – foi Diretor da Embrapa Florestas em Curitiba- PR. Entusiasta e participativo. Sempre presente em reuniões, encontros, congressos  procurando valorizar os serviços das florestas plantadas. Como representante da instituição de pesquisa florestal do Governo Federal, colaborou de forma significativa na formulação de políticas públicas  para o setor. Tem inúmeros trabalhos publicados e  muito prestativo em todas as reuniões e discussões de interesse do setor;

 

  • Moacir Medrado – também foi Diretor da Embrapa Florestas em Curitiba-PR. Criativo e inovador. Abriu e incentivou novas áreas de pesquisa. Grande motivador e protagonista em inúmeras parcerias com empresas e outras instituições. Fortaleceu sobremaneira o papel da entidade junto aos produtores florestais. Sempre presente procurando divulgar os trabalhos da Embrapa Florestas;

 

  • Francisco Kronka – Foi Diretor do Instituto Florestal de São Paulo e o responsável por inúmeros trabalhos  de relevante importância  técnica. Criou e manteve equipe competente e dedicada, que gerou por muito tempo, informações estratégicas sobre a cobertura florestal e os estoques de madeira de S. Paulo.  Sempre esteve presente e atuante nas discussões técnicas para o estabelecimento de politicas públicas. Formador, orientador e muito querido por suas equipes de trabalho;

 

  • Prof. Mario Ferreira  – o geneticista do eucalipto e do pinus. Acompanhou e estudou todas as introduções de espécies e procedências dessas espécies em todas as empresas associadas do IPEF. Orientou grupos de pesquisadores para coleta de sementes no exterior. Foi o grande batalhador para que o uso de sementes melhoradas se tornasse uma obrigação nos reflorestamentos incentivados. Foi um dos principais responsáveis pelo aumento da produtividade das florestas plantadas, através dos conhecimentos  genéticos.   Grande conhecedor da  maioria das áreas de origem das espécies e procedências de eucalipto e pinus introduzidas no Brasil. Preparou  muitos profissionais para continuidade dos trabalhos;

 

  • Manoel Francisco Moreira – engenheiro florestal  graduado pela UFPR, em 1970. Empreendedor, criativo e colaborador. Grande entusiasta da agregação de valores tecnológicos à madeira. Atuou em várias empresas e sempre participou ativamente de entidades representativas do setor. Sempre presente em reuniões do setor, com inovações e muito entusiasmo. Tem uma quantidade enorme de publicações técnicas em boletins e revistas da área. Conhecidíssimo  e com muitas amizades no setor;

 

  • Rubens Cristiano Garlipp –  engenheiro florestal e executivo da Sociedade Brasileira de Silvicultura – SBS por vários anos. Batalhador incansável por melhorias e adequações da legislação e politicas florestais. Grande responsável pela viabilização do CERFLOR –  Sistema Brasileiro de Certificação Florestal.  Deu vida institucional e valorizou a SBS, através de inúmeros trabalhos técnicos e participações em reuniões e Grupos de Trabalho, em nível nacional e internacional. Criou mecanismos de divulgação de informações e fez com que o  boletim diário da SBS –“ REDE dia-a-dia” chegasse a mais de 10.000    interessados na silvicultura brasileira. Conseguiu manter a entidade na liderança de todas as discussões de organização e reinvindicações da atividade florestal. Um grande agregador de esforços e de interesses do setor;

 

  • Amantino de Freitas – Presidente da SBS  por vários mandatos e reconhecido  engenheiro da Divisão de Madeira do IPT. Dedicou parte de sua vida no desenvolvimento de trabalhos de pesquisa com madeira. É grande entusiasta da valorização tecnológica e uso da madeira. Tem sido o  responsável pela manutenção institucional da SBS. Admirável pela competência, disciplina e ética em tudo que faz. Colaborou  intensamente para a efetiva consolidação do FSC no Brasil. Pesquisador reconhecido em nível internacional. Tem sido o representante oficial da SBS, nos inúmeros compromissos formais, atendendo convite dos Governos Federal e Estadual. Tem feito esforço gigantesco  para manter a entidade no mais alto nível de respeitabilidade;

 

  • Nairam Felix  de Barros– engenheiro de Viçosa,MG e  representante de competente grupo de pesquisadores que revolucionaram os conceitos a respeito de solos ,fertilização e nutrição de florestas. Juntamente, com seu inseparável companheiro Roberto Ferreira de Novaes formaram um seleto grupo de profissionais especializados no assunto. Não há empresa florestal brasileira que não tenha sido usuária dos conhecimentos desses brilhantes profissionais. Engrandeceram a SIF-Sociedade de Investigações Florestais, a Universidade  Federal de Viçosa-MG   e  deram ao assunto solo, fertilização e nutrição o destaque profissional merecido. A contribuição para o aumento da produtividade das florestas é imensurável;

 

  • José Lauro de Quadros – engenheiro defensor da silvicultura no Rio Grande do Sul. Abnegado e comprometido com o sucesso da atividade  na região sul do país. Com passagem pelo antigo IBDF, dedicou sua carreira profissional na luta pelas legislações e políticas públicas do setor. Foi o executivo, quase que permanente da Ageflor, a quem representava, discursava e honrava em  muitas reuniões e Grupos de Trabalho. Participativo e lutador;

 

  • Luiz Veit – o “homem da Teca”. Foi o grande  incentivador do plantio de Teca no Brasil. Seus trabalhos na região de Cáceres- Mato Grosso constituiu-se na referência  técnica de comportamento da espécie. Desenvolveu pesquisas silviculturais e estudos sobre a  tecnologia  da madeira. Entusiasta e incansável divulgador da espécie. Nunca se afastou das entidades representativas do setor ,especialmente da SBS, e não perdia nenhuma oportunidade para alardear o sucesso de seus plantios;

E vamos continuar….. esperamos mais contribuições. E se possível, enviar dados do trabalho e da atuação do profissional indicado.    Reiteramos nossos agradecimentos pelas sugestões e antecipadamente, apresentamos nossas desculpas por eventuais enganos. Ainda temos muitos profissionais a serem lembrados!

 

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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OS GRANDES SILVICULTORES

O Eng. Celso Foelkel é formado na ESALQ-USP, Piracicaba-SP, em 1970. Agrônomo silvicultor, foi dos mais brilhantes alunos que já passou pela ESALQ. Foi primeiríssimo em tudo : como aluno, como bolsista ,como professor, como pesquisador. Admirado e respeitado pela competência, ética e qualidades de “berço”.
Foi excelente professor nas universidades em que passou, competente pesquisador e dirigente muito querido nas empresas em que trabalhou. Uma pessoa admirada por tudo que faz, pelas prestativas colaborações e pelas incansáveis participações em cursos, reuniões, congressos nacionais e internacionais. Formou e orientou centenas de profissionais. Tem milhares de publicações científicas e tem tido uma vida dedicada à pesquisa e ao ensino.
É criador e responsável pelo site www.celso-foelkel.com.br , considerado um dos mais completos e abrangentes, ,em nível mundial, para tratar de assuntos florestais. É de conhecimento obrigatório de todos silvicultores. Veja mais :

• Brasileiro, casado, nascido em 05/04/1948
• 47 anos de experiência nas mais diversas áreas do setor de celulose e papel, tanto no Brasil como internacionalmente
• Um dos maiores especialistas e estudiosos das florestas e utilizações dos Eucalyptus e dos Pinus
• Criador do Eucalyptus Online Book & Newsletter e da PinusLetter (com Ester Foelkel), distribuidos gratuitamente a quem se registrar em http://www.eucalyptus.com.br
• Doutor Honoris causa pela Universidade Federal de Santa Maria
• Mestre em Ciências ( Celulose e Papel ) pela State University of New York e Syracuse University , USA
• Ex-professor da USP , UFSM, UFV, PUC/RS e UCS
• Trabalhou 3 anos na Cenibra e 19 anos na Riocell , onde ocupou posições executivas de gerência e diretoria
• Atua ou atuou em mais de 30 associações de classe e instituições na maioria delas com posição diretiva ( ABTCP, ABECEL, ANFPC, ANPEI, BRACELPA, CENEX, CNI, Embrapa Florestas, FIERGS, IPEF, SIF, SINPASUL, TAPPI, ASQ, ASQC, ACOTEPAC, APPITA, ATCP Chile, ATIPCA, ABCQ, ABES, ANAVE, CPPA, FPRS, IMAM, IUFRO, NatGeo Society, PAPTAC, PI, PIMA, SAF – Society of American Foresters, SBS, SBPC, SPCI, TAPPSA, ZELLCHEMING, WEF, WWF)
• Mais de 400 artigos técnicos e científicos publicados
• Mais de 600 eventos e cursos participados, na maioria como palestrante ou expositor.

Mais informações acerca de Celso Foelkel podem ser obtidas através dos arquivos a seguir:

– Curriculum Vitae Resumido. Versão Julho 2014 (em Adobe pdf)

– Sobre Celso Foelkel. Resumo executivo sobre Celso Foelkel. Versão 2014 (em Adobe pdf).

O amigo e companheiro Celso é considerado o profissional brasileiro mais conhecido no universo da tecnologia de celulose e papel. É um orgulho para o setor florestal brasileiro. É um verdadeiro patrimônio da ciência florestal! A Comunidade de Silvicultura, atendendo inúmeras indicações, rende–lhe as mais sinceras homenagens – ao profissional, ao cidadão e a todos seus familiares!

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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A SILVICULTURA, A BIOLOGIA E A MATEMÁTICA

Numa certa ocasião, em discussão com Diretor de empresa, insistimos em afirmar que  “ o bom trabalho de silvicultura  é  o resultado do equilíbrio  entre decisões biológicas e matemáticas” e que o sucesso  de qualquer empreendimento , depende  muito  de se saber dosar os referidos componentes!  Mais matemática  ou mais biologia, pode trazer  dificuldades imensuráveis. Alguns anos após, e observando o que acontece em muitas empresas e os desdobramentos em suas regiões de atuação, ficamos com certeza, ainda maior, de que  o desequilíbrio nas decisões pode trazer consequências desastrosas ao setor.  Há centenas de exemplos, onde o desequilíbrio pode criar enormes problemas, mas nada é tão emblemático, quanto ao uso desproporcional da matemática, no estabelecimento  das estratégias de abastecimento de uma grande indústria consumidora de madeira!  Nos casos, em que  a planilha que indica o custo da madeira posta na fábrica é o primeiro e o principal mandamento a ser observado, a possibilidade de se encontrar aberrações biológicas é muito grande. Esse procedimento  sacrifica a biologia, quase mata!

É muito simples de se entender: num determinado  tempo,  a empresa embalada pela política da boa vizinhança, que se prega  como diretriz da silvicultura sustentável,  inicia  amplo programa de fomento nas propriedades vizinhas. Só festança! Fotos, discursos, reuniões, programas de educação ambiental, doação disso e daquilo….. e a empresa vai formando um grande maciço florestal. Pode até surgir alguns questionamentos do “pessoal do contra”, mas a empresa  com seus vizinhos fomentados e parceiros  de produção de madeira, logo sufocam, e a vida continua. E a cartilha dos procedimentos silviculturais  é rigorosamente  aplicada – cuidados com  manutenções, incêndios,  medições para se estabelecer curvas de crescimento, ponto ideal de corte e, vamos que vamos.

É assim que manda a biologia e é isso que se aprende nas primeiras aulas de silvicultura! Quem fez o curso, sabe bem disso! E quem prega a sustentabilidade não pode deixar de lado esses conceitos básicos. Lá na frente, começa a colheita!  Mas de repente, uma crise na China  abala o mercado global e começam as reduções de  custo e as famosas revisões estratégicas e orçamentárias. Nesse momento, já apareceu em cena o “craque de planilha” e de forma inquestionável mostra o caminho a ser seguido: a  madeira nesse preço inviabiliza a aplicação dos princípios  da política de competitividade e otimização dos recursos produtivos ! E mais – veja a diferença no custo do produto final, se adotarmos  os novos valores de referência!   Com uma planilha “imexível” e o discurso recheado  de palavras  modernas,  é dado o sinal de partida para  novas batalhas na organização. O corre-corre é grande, mas de saída já se sabe que a madeira vai pagar parte significativa da conta. Aquelas florestas próprias, que ficam mais distantes e os fomentados, que não se cansam de reclamar dos preços  vão para as gavetas – essa madeira  não dá para ser usada!  E a biologia com suas curvas de crescimento, época de corte, etc.  e todo requinte técnico não cabe na planilha!

Aliás,  há  margens  para  florestas bem próximas, mesmo que  a biologia diga  que não   estejam na época de corte. É só um pouco, então, taca-lhe pau! É um santo  remédio  para  “buracos” inesperados! Depois é depois….! E a biologia?  Alguém haverá de  encontrar uma explicação mais tarde! Isso tudo seria muito simples, e sem maiores problemas, se nesse imbróglio não estivesse metido um punhado de gente, compromissos, terras ocupadas com florestas  sem aproveitamento e não demandasse centenas de gigantescos caminhões viajando milhares de quilômetros por rodovias públicas à procura daquela madeira, que  vem lá de longe, mas cabe na planilha!  Perdeu a biologia e fica por conta da sociedade todos os demais impactos sociais e ambientais daquelas florestas das vizinhanças! Não dá para entender muito bem e discutir essa lógica matemática, mas que essa encrenca gigantesca, num determinado momento, vai ter que ser repensada, parece que também não há dúvida! Precisamos respeitar a matemática, mas não dá para matar a biologia! Ou essa história de silvicultura sustentável é só para discurso e enfeitados relatórios de final de ano!

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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O VALOR DA MADEIRA E O TIRO NO PÉ!

Temos tido oportunidade de conversar com muitos produtores florestais pequenos, médios e grandes e a conversa passa por alguns assuntos  e encalha no valor da madeira! É de assustar o nível de descontentamento de parte de todos.  Dos que nem se preocupam com contas, até aos que discutem sofisticadas planilhas. É muito difícil encontrar alguém que não esteja indignado com o valor da madeira! Produtores de décadas e investidores que embarcaram há pouco tempo na atividade, todos reclamam!

Fala-se que cerca de 30% da madeira consumida pelas grandes indústrias  é proveniente de produtores! Será que esse número  está correto?  Se é esse o tamanho dos insatisfeitos, a  encrenca futura será muito grande!  A gritaria é geral! E se esse pessoal  desistir da silvicultura ou deixar no abandono suas florestas? Há os que acreditam  que  em terras valorizadas, já está valendo a pena destocar e partir para outra atividade! É fácil imaginar o desperdício em todos os aspectos: econômicos, sociais e ambientais. E o interessante é que essas terras mais valorizadas, normalmente estão próximas aos grandes consumidores. E se pelos menos parte desses estoques deixarem de existir? A madeira vai continuar viajando centenas de quilômetros para não deixar esse ou aquele consumidor  parar?  Ou será que vão  tentar motivar os produtores, lá na frente?

De qualquer forma, parece que essa economia, de curto prazo, pode ser um verdadeiro tiro no pé! Vamos torcer para que toda essa situação se altere com as mudanças políticas e econômicas, que parecem se aproximar. Caso contrário, o discurso da silvicultura sustentável vai virar piada ou capitulo só dos sofisticados relatórios de um grupo muito pequeno de grandes empresas!

Para não dizer que é só discurso, seguem alguns números: há produtores com o coração quase parando, quando ouvem R$30,00 – 35,00 por metro cúbico  de madeira de eucalipto em pé! O coração  deixa de bater, quando a oferta é menor! E a conversa só fica interessante e animadora, quando a oferta fica perto de R$ 50,00- 55,00 o metro cúbico de madeira em pé!  E não é adivinhação! É matemática  que pode ser instrumento de avaliação para todos. Grande ou pequeno produtor. Grande ou pequeno consumidor.

Enfim, todos  podem saber quanto realmente deve valer a madeira. Comprar na “bacia das almas” do produtor é  conscientemente dar um tiro no pé!

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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SILVICULTURANDO-SE

RETOMANDO a janela “SILVICULTURANDO-SE”. Registros, lembranças e informativos sobre o “dia-a-dia” da silvicultura brasileira!

1-) Discussão do Código Florestal

O Ministro do STF, Luiz Fux, convoca audiência, em 18 de abril, para discussão do Código Florestal e enfatiza o carácter técnico a ser observado. Será que não é hora de  dar a palavra às universidades e instituições de pesquisas? Quem vai  providenciar esse chamamento? Ou vamos esperar que professores e pesquisadores, sempre com falta de recurso financeiro, assumam voluntariamente esse papel? E o  básico: o que temos pendente e que necessita de mais explicações técnicas?  A quem passamos a palavra? E de quem vamos esperar as iniciativas de preparação e organização do setor? Ou já está tudo preparado e está faltando só informação?

2-) Centro de Pesquisas Florestais no Mato Grosso do Sul

Há muitos profissionais defendendo a criação de um Centro de Pesquisa Florestal naquela região ou a extensão de alguma entidade, que já exista.  O Dr. Antonio Sebastião Rensi Coelho, que conhece bem e trabalha na região, tem se mostrado importante defensor  da criação de uma instituição dessa natureza, e com urgência! O Dr. Rensi tem amplo conhecimento de toda a história de nossa silvicultura e  participou  da criação do IPEF.  Em seus comentários ele enfatiza : “A silvicultura tem papel fundamental no desenvolvimento econômico e social da região, e é um processo irreversível” e continua; “ a região já é destaque em todo o mundo  como  produtora de celulose de eucalipto! Será que não cabe uma instituição  para cuidar da sustentabilidade desse patrimônio”? e ainda  sinaliza as principais preocupações: “ temos muito a se fazer com o melhoramento genético, a nutrição das plantas e especialmente, uma atitude preventiva com respeito às pragas e doenças”. Aparentemente, há muita concordância  nessas colocações. Fica o desafio para reflexão de todos que atuam na região!

3-) O mercado de madeira vai melhorar?

Há muitas queixas e desânimo entre os produtores de madeira e uma questão inexplicável: como a indústria continua produzindo bem, vendendo melhor ainda, e o preço da madeira, à semelhança de um pé de repolho? Mas há sinais interessantes: há madeira viajando mais de 500 km para ser usada e,  em algumas regiões, já há fomentados conseguindo preços mais vantajosos em sua madeira! Será que, ainda teremos tempo para não se perder todos os produtores, situados nas vizinhanças dos  grandes consumidores e que estão sendo massacrados pelos preços da madeira.

4-) Cresce o interesse pelo uso múltiplo das florestas

Tem sido crescente o interesse de produtores pelo uso múltiplo das florestas, como consequência, principalmente, da impossibilidade de se alcançar um preço adequado para a madeira cortada  com 6 ou 7 anos, destinada às grandes indústrias. Com certeza, teremos algumas dificuldades operacionais, mas é o grande caminho da silvicultura, principalmente, próximo aos grandes centros de consumo. Em algumas regiões, que consomem madeira de eucalipto para serraria, já se fala em mais de R$ 200,00 o metro cúbico de madeira em pé para árvores com diâmetro superior a 40 cm!

5-) Só para lembrar!

Será que a crise política, econômica e ética que assola o país vai levar para o esquecimento as questões que dificultam o desenvolvimento da silvicultura brasileira? Vamos lembrar algumas: os milhões de hectares que deverão ser reflorestados para cumprir as promessas feitas em reuniões internacionais? E o Programa Nacional de Florestas Plantadas? E……

 

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – serviços florestais – nbleite@uol.com.br

SILVICULTURANDO-SE

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BRILHANTES PROFISSIONAIS DA SILVICULTURA – PARTE 1

Temos recebido de muitos amigos  com certa frequência, sugestão para se elaborar a relação de profissionais, que registraram seus nomes na história da silvicultura brasileira. Sempre em tom amistoso, ouve-se: “esses  silvicultores não podem ser esquecidos”. Não é fácil, e o risco de se cometer injustiça é muito grande.  É constrangedor esquecer esse ou aquele  profissional, que se dedicou de corpo e alma  à silvicultura, e que, de repente, “numa lista atrevida”, não vê o seu nome  mencionado. Antecipadamente, desculpem-nos pelas falhas! Sabemos de brilhantes profissionais, que não tiveram  visibilidade nacional, mas que merecem registro.  São respeitados e admirados em suas regiões de atuação. E isso é muito importante!

A idéia é valorizar o esforço de todos: dos grandes precursores, de professores, empresários, daquele silvicultor  que sujava a  bota, enfim….. lembrar de todos e sem distinção! Mas vamos….que vamos….. Pretendemos elaborar uma “lista aberta”, com alguns nomes, que em muitos casos ,representam grupos de profissionais de uma instituição, de uma escola, ou de uma empresa!  Esperamos que nossos colaboradores  relacionem os  seus  escolhidos para registro!  Contamos  com  essas complementações! É só mencionar os  profissionais, que de uma forma ou  de outra,  no seu entendimento, ajudaram a silvicultura brasileira! Vamos valorizar  todos que contribuíram para o sucesso dessa atividade tão importante à sociedade brasileira. Não deixe que seu grande colaborador, aquele que serviu de exemplo para você, fique esquecido! Outras  considerações:

A. Vamos ter como referência os últimos 50 anos para ficar bem caracterizado o período da  silvicultura  pós- incentivo fiscal;

B.  Seria interessante que  o  participante, nessa primeira etapa, colocasse apenas os nomes dos profissionais com pequenas citações. No final, procuraremos fazer pequeno histórico dos nomes mais citados;

C.  Aceitamos sugestões, inclusive a respeito do tipo de homenagem a ser prestada. Quem sabe uma bela confraternização!

 

A  Comunidade de Silvicultura  faz a primeira relação e sugere que novos nomes sejam acrescidos  a essa primeira lista:

  1. Helladio do Amaral Mello – o grande professor de silvicultura da ESALQ –USP. Chefiou o Departamento de Silvicultura da ESALQ. Fez parte da equipe que fundou o IPEF –Piracicaba. Comandou um grupo de brilhantes pesquisadores, que se doaram de corpo  e alma  à silvicultura brasileira. Participou ativamente da formação da estrutura básica – ensino e pesquisa – que  proporcionou o grande sucesso da silvicultura brasileiro. Incentivador,orientador e grande professor. Foi para centenas de profissionais o”Grande Mestre”. Uma brilhante equipe   de exemplares e dedicados professores deram continuidade a sua obra.

2. Ronaldo Guedes Algodoal Pereira- o grande professor de Economia Florestal do Departamento de Silvicultura -ESALQ. Ao lado do Dr.Helladio, tornou o IPEF uma realidade.  Criativo, arrojado e formador de equipe. O Professor Ronaldo foi grande orientador e entusiasta do setor. Foi Diretor e Presidente da antiga Champion Celulose e Papel.  Elogiado e admirado em tudo que fazia. Participativo e empreendedor;

3. Walter Suiter Filho – o grande batalhador das sementes melhoradas. Deu significativa contribuição à silvicultura brasileira, colocando no mercado toneladas de sementes de melhor qualidade comercializadas pelo IPEF.  Essas sementes mudaram o perfil das florestas incentivadas. Trabalho  desafiador e que contou com colaboradores incansáveis, com destaque para o Eng.  José Zani Filho;

4. Antonio Sebastião Rensi Coelho – participou ativamente de toda a vida do IPEF. Foi diretor da Duratex S.A e formou profissionais de muita competência. Homenageado, admirado e respeitado pela  inteligência, criatividade e entusiasmo. Um misto de professor, conselheiro, amigo, quase “um pai” para todos que tiveram o privilégio de sua convivência. O Eng. Angelo Di Ciero, excelente silvicultor, foi um grande destaque de sua equipe. Da mesma forma, o atual Presidente da Duratex, Eng. Antonio Joaquim, iniciou sua carreira de sucesso  na  equipe do Dr. Rensi;

5. Jaime Mascarenhas – Diretor Florestal da antiga Champion Celulose e Papel. Grande colaborador do IPEF.  Formou excelente equipe de profissionais na empresa. Foi Diretor da Flonibra, que mais tarde  deu origem à Bahia Sul. Foi Diretor do Jari. Sempre ligado aos movimentos das pesquisas florestais brasileiras;

6. Pieter Willie Prange –   grande profissional dedicado aos pinus do sul do Brasil. Foi Diretor da Olinkraft, onde conseguiu implantar extensa área de pesquisas com Pinus elliotti e Pinus taeda. Foi Diretor da Champion e participou intensamente dos trabalhos das entidades de classe – ANFCP,depois BRACELPA e SBS;

7. Laerte Setúbal – diretor da Duratex S.A. Participou da fundação do IPEF e sempre liderou os movimentos do setor  visando o desenvolvimento tecnológico. Deu excelente contribuição a SBS – Sociedade Brasileira de Silvicultura e apoiou reinvindicações políticas que  valorizaram sobremaneira a silvicultura brasileira.  Foi  dos grandes empresários que mais valorizaram a silvicultura em suas empresas;

8. Silvio Péllico – professor da Escola de Florestas de Curitiba e  incentivador de pesquisas e inovações no setor. Para muitos é  considerado “o pai do inventário florestal no Brasil”. Foi  batalhador e juntamente com seus companheiros da Escola de Curitiba criaram a FUPEF. Participou da formação de centenas de brilhantes profissionais, que deram continuidade as suas iniciativas;

9. Roberto da Silva Ramalho – professor de Viçosa e batalhador  pela criação da SIF, entidade que congregava empresas, à semelhança do IPEF e FUPEF. Contribuiu de forma expressiva para o desenvolvimento da silvicultura, especialmente em Minas  Juntou profissionais brilhantes na Escola de Viçosa. Entre os quais o Eng. Mauro Silva Reis, diretor do PRODEPEF e depois Presidente do IBDF.  Fez com que Viçosa se transformasse num centro  de excelentes profissionais;

10.  Lamberto Golfari – grande pesquisador da FAO, que desenvolveu  extensa rede de experimentações com espécies e procedências de  plantas exóticas e  nativas, em todo o país. Pesquisas básicas que  contribuíram sobremaneira para o sucesso da silvicultura. Seus trabalhos, ainda servem de orientação para muitos  empreendimentos. Viajou  todo o Brasil e  proporcionou excelentes oportunidades para o desenvolvimento técnico de seus colaboradores. Uma grande equipe que, em diferentes empresas, deu continuidade a sua maravilhosa obra. Uma excelência técnica, e exemplo de dedicação;

11. Roberto de Mello Alvarenga – foi diretor do Instituto Florestal de S.Paulo. Foi um dos principais introdutores das diversas espécies de pinus em S. Paulo. Dedicou-se à legislação florestal e deu significativas contribuições ao setor. Foi professor e responsabilizou-se pela rotina executiva da SBS por muitos  Participou da organização de inúmeros Congressos Florestais Brasileiros. Admirável pela dedicação e companheirismo;

12. Leopoldo Garcia Brandão – foi um dos responsáveis pela criação da ARACRUZ S.A. Foi constante inovador. Criativo, empreendedor e entusiasta do desenvolvimento tecnológico. Foi um dos principais responsáveis pela projeção em nível internacional da silvicultura brasileira. Formou  equipe de profissionais altamente capacitados que proporcionaram à Aracruz,  inúmeras homenagens nacionais e internacionais.  Talvez tenha sido  um dos empresários, que mais valorizou as atividades florestais dentro de uma empresa;

13. Antonio Paulo Mendes Galvão – O coordenador do Grupo de Trabalho que criou a EMBRAPA- FLORESTA. Foi Diretor Geral da entidade e elaborou toda a sua programação de crescimento e desenvolvimento. Deu oportunidade para formação de dezenas de pesquisadores nas mais diversas especialidades   da ciência florestal. Participou da elaboração e organização de Congressos Florestais do Brasil e reuniões internacionais. Grande organizador  e comprometido com a qualidade e pontualidade de seus trabalhos. Tem extensa relação de contribuições ao setor florestal brasileiro;

14. José Luiz Magalhães – diretor da CAF e colaborador permanente do IPEF e SIF. Grande incentivador das pesquisas florestais para produção de madeira para carvão vegetal. Sua empresa possuía umas das maiores redes experimentais  de pesquisa em região de cerrado.  Foi  permanente  colaborador das entidades representativas do setor e incansável batalhador para mudanças e adequações das entidades públicas. Admirado e respeitado pela habilidade  de levar a frente suas reivindicações setoriais;

15. Luiz Ernesto George Barrichello – professor de tecnologia de celulose e papel do Departamento de Silvicultura –ESALQ. Brilhante pesquisador e muito querido e respeitado como professor. Orientou inúmeros profissionais. Ativo colaborador. Inovador, motivador e Remodelou toda a organização do IPEF. Comprometido com realizações e  capacitação de profissionais. Foi o grande responsável pela introdução das premissas de integração floresta-indústria;

16. Os irmãos Speltz – Os Engs.Geraldo, que trabalhou por muito tempo na Klabin, na antiga Borregard e Cenibra e Raul, que trabalhou anos e anos na Klabin. Respeitados e admirados pela dedicação, responsabilidade e comprometimento  com seus trabalhos. Incentivadores de inovações tecnológicas. Colaboradores incansáveis das instituições de pesquisas-IPEF,FUPEF e SIF. Foram exemplos de profissionais que se confundiam com  suas empresas – o “ Raul da Klabin, o Geraldo da Cenibra”. Deram enorme contribuição  às suas empresas e ao setor florestal brasileiro;

17. Luiz Calvo Ramires – empresário reflorestador, que conseguiu se manter firme e forte no setor, mesmo após o final dos incentivos fiscais. Sempre acreditou na atividade e foi um dos primeiros empreendedores a tentar  implantar um projeto florestal voltado a créditos de carbono. Durante o período de incentivos fiscais primou pela responsabilidade e cuidado com seus compromissos. Sempre acreditou na tecnologia. Grande colaborador e ativo participante das entidades de classe. Tem em seu filho Junior, um grande seguidor dos exemplos construídos;

18. Os irmãos Moura – os irmãos Gualter, Geraldo e Eustáquio representam um dos mais bem sucedidos exemplos do período de incentivos fiscais. Formaram  grande patrimônio florestal e caracterizaram da melhor forma o “serviço  de terceirização no setor florestal”. Transformaram-se em gigantes  no setor. Constituíram o único projeto brasileiro  de florestas plantadas integrado com siderurgia, que conseguiu se habilitar e  conseguir os créditos de carbono. Um exemplo, que tinha tudo para ser seguido como política pública pelo Governo Estadual de Minas Gerais e Governo Federal!

19. Carlos Eugênio Thibau –o grande entusiasta do manejo do cerrado para produção de carvão. Dedicou sua vida profissional em prol das causas florestais. Defendia fervorosamente o uso racional do cerrado e o plantio com tecnologia do eucalipto. Esteve presente em todas as reivindicações do setor junto aos Governos de plantão. Colaborou intensamente na formação da Embrapa Floresta e quando diretor da Florestas Rio Doce incentivou sobremaneira as pesquisas  na empresa;

20. Sebastião do Amaral Machado – professor da Escola de Florestas de Curitiba. Uma unanimidade como exemplo de profissional dedicado e professor amigo e orientador. Representa importante pilar de sustentação da silvicultura brasilieira. Participativo e grande colaborador de todas as iniciativas para melhoramento do ensino e da pesquisa florestal. Tem incontável relação de admiradores por sua ética, inteligência e companheirismo.

 

A Comunidade de Silvicultura  dará continuidade  a essa  relação  de brilhantes  profissionais. Não há critério de importância ou prioridade. Aliás, esse grupo de pessoas especiais fizeram o sucesso de nossa silvicultura e todos merecem o nosso agradecimento e respeito. Todos são craques! E a relação é grande!!!! CONTINUA………

 

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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A SILVICULTURA NÃO PODE PARAR!

A silvicultura brasileira de tempos em tempos apresenta características ou modismos bem marcantes. Há até quem se refira a esses tempos com suas  marcas bem expressivas: a época dos incentivos fiscais; a época das sementes importadas; e por aí vai….

De uma forma ou outra, sempre foram marcas que mostravam a evolução tecnológica que foi enriquecendo a silvicultura. E quais as marcas  da silvicultura dos tempos atuais?   Seria o processo de certificação? O manejo para uso  múltiplo das florestas de eucalipto? Um repensar na utilização de clones? Os  desajustes dos programas de fomento? A valorização dos aspectos  socioambientais? Os grandes negócios com ativos florestais? Os novos investidores envolvidos com  florestas? As novas indústrias e os estoques indefinidos? As perspectivas das novas fronteiras? Seriam algumas dessas marcas ou seria a soma de todas elas?  Essas interrogações levam a questionamentos inevitáveis: a silvicultura está sendo enriquecida?  Vai continuar competitiva?

Há de se registrar, no entanto, os sinais indesejáveis!  Há preocupações diferentes: entre  os profissionais da silvicultura, entre  os grandes produtores, grandes investidores e especialmente, entre os pequenos produtores.  As palavras de ordem são: diminuir custos, cortar isso ou aquilo, paralisar programas de plantio, paralisar a produção de mudas, etc. Fica a sensação, de que a silvicultura está desacelerando-se! Essas mudanças podem impactar a produtividade e os estoques futuros, e de forma insuperável! Com certeza, os reflexos poderão afetar a todos: produtores e consumidores! Problemas de curto prazo, numa atividade de longo prazo, podem  criar problemas imensuráveis! A madeira que é vendida  “ a preço de couve – flor”, segundo o Eng. Balloni,  impacta toda a cadeia de produção. Os produtores somem e não se planta mais nada!

E quanto vai custar, lá na frente, a madeira que não existirá?  Acreditamos que essas indagações merecem reflexão. Muito mais, por parte daqueles que brigam por uma silvicultura sustentável. A silvicultura não pode parar!

 

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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A SILVICULTURA PRECISA MUDAR O FOCO!

Há pouco tempo, através da Comunidade de Silvicultura – www.facebook.com.br/comunidadedesilvicultura – provocamos nossos colaboradores com a pergunta: O que atrapalha a silvicultura brasileira? O resultado foi muito aquém do que se imaginava, mas permite considerações interessantes:

– tomamos conhecimento de vários comentários feitos, pessoalmente, a respeito da pergunta. Alguns silvicultores, gerentes e até Diretores falaram a respeito com muita propriedade, mas evitaram fazer comentários no facebook. Há dúzias de razões para explicar os constrangimentos, que tais comentários poderiam causar! Mas há de se fazer esse registro, pois essa dificuldade de se discutir com mais liberdade e transparência os reais problemas da silvicultura, atrapalha o desenvolvimento do setor e a definição de prioridades a serem reivindicadas. Vamos continuar a “tacar pedra no lugar errado”. Valeu o conteúdo das sugestões, deliberadamente, abertas para serem compartilhadas. A isso, cabe o nosso mais respeitoso agradecimento pela confiança e crédito!

– nos comentários do facebook a grande encrenca está no excesso de madeira de algumas regiões, e consequentemente no preço de mercado! Há muitas queixas como decorrência da paralisação das siderúrgicas em Minas Gerais e a sobra de madeira. Na mesma linha,fica o preço “de repolho”, que se oferece à madeira de desbastes de pinus na região sul. O repolho e a madeira de desbaste de pinus foi assunto, oportunamente, abordado pelo Eng. Edson Balloni, na edição da Revista Opiniões de dezembro-fevereiro/ Nº 42 – www.revistaopinioes.com.br

– recebemos também algumas mensagens em e-mail pessoal nbleite@uol.com.br – e a grande queixa ficou por conta dos financiamentos.A enorme dificuldade em viabilizá-los, e ao fato de não se encontrar nenhuma justificativa razoável para os entraves encontrados. Um tremendo contraste! Fala-se muito das linhas existentes e dos recursos disponíveis, mas a viabilização é de uma “canseira” desanimadora! As garantias são exigidas e apresentadas, as documentações atualizadas conforme as regras, juntam-se dezenas de comprovações, são realizadas inúmeras reuniões e nada de recurso!!!! E ficam as dúvidas: qual a razão e a quem reclamar?

– curiosamente, há também de se destacar o silêncio a respeito de questões que sempre estiveram no topo das reivindicações: complexidade e dificuldades com as legislações, o desaparecimento do Programa Nacional de Florestas Plantadas, a insuficiência de recursos para pesquisas florestais, o contínuo esquecimento das espécies nativas, as questões pendentes no CONAMA, dentre outros.

– a grande novidade foi apresentada por respeitável profissional do setor de logística, e que não sabe o que é “um pé de eucalipto” : despreocupadamente, ele falou, – “briguem por mais indústrias, mais exportação” e seguiu com uma indagação: “o mundo não precisa de madeira e produtos de madeira”? e a conclusão foi de doer: “e vocês continuam falando em aumentar a produtividade, programa disso e daquilo…”

– de tudo, ficam para reflexão: o baixo valor da madeira em muitas regiões, a grande dificuldade para se viabilizar os prometidos financiamentos, o arrefecimento com respeito às antigas e conhecidas reivindicações e a grande pérola, que merece registro, vinda de um especialista em logística – “a silvicultura precisa mudar o foco – lutem por mais consumidores, mais indústrias, mais exportação”!

– Realmente, é para se coçar a cabeça!

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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SILVICULTURANDO-SE

A Comunidade de Silvicultura vai manter e alimentar a janela “SILVICULTURANDO-SE”. Não estamos criando nenhuma novidade. É mais para registros e lembranças! Há muitos informativos do setor, que se preocupam com o “dia-a-dia” da silvicultura brasileira. Ajudam e muito aos produtores, investidores, empresas, enfim… a todos que se interessam pela atividade. Essa janela da Comunidade de Silvicultura é para lembrar temas, críticas, mensagens, soluções e até problemas, que somem e de repente, aparecem com outra roupagem! É para evitar, como diz nosso amigo Paulo Galvão, de se dar “pique no lugar!” E vamos aos fatos para serem sugeridos, criticados, lembrados e comentados:

1- Endereço institucional da silvicultura

A falta, lá em Brasília, de uma sala, dizendo – Silvicultura Brasileira – aparece em todas as listas de reivindicações, desde quando o IBDF foi extinto, em 14 de fevereiro de 1989. Já se vão 27 anos! Contar toda a história? Nem pensar! Só lembrar, que mesmo retornando ao Ministério da Agricultura, a situação ainda não mudou! Continua a esperança e a confiança nas pessoas que estão lidando com a questão. Mas cabe um alerta de preocupação! Seria ótimo uma sinalização sobre o andamento das coisas! E aproveitando: E o Programa Nacional de Florestas Plantadas?

2- As mudanças do novo Código Floresta

O novo Código trouxe inúmeras modificações. Há questões que necessitam de regulamentação! Como ficamos junto ao Conama? Será que as regulamentações junto ao Conama estão resolvidas? Não podemos esquecer que temos pendências a serem regulamentadas. É uma parada! Mas essas questões ligadas ao Conama precisam ser, adequadamente, definidas!

3- A falta de água e os plantios com espécies nativas

Há cerca de 1 ano atrás, faltava água nas torneiras de muita gente, e pipocavam projetos de recuperação de nascentes e de áreas degradadas por todo lado. Chegaram as chuvas e os projetos sumiram! Vamos esperar a próxima seca para continuarmos a novela? Aliás, proteger com reflorestamento de espécies nativas nossas nascentes é trabalho preventivo, imprescindível e gigantesco. Tendo ou não tendo chuva! Mas o assunto só entra em pauta, quando a torneira seca! Vieram as chuvas, e só restaram algumas iniciativas, que já existiam e o esforço da Secretária do Meio Ambiente de S.Paulo, que luta para estimular o plantio de espécies nativas em compensações ambientais, recomposição de APPs e Reserva Legal. Esforços louváveis e que precisam de continuidade e apoio. É enorme o tamanho dos problemas que precisam ser resolvidos!

4- Espécies nativas: incentivos e pesquisas

Apesar da necessidade de se reflorestar nossas áreas de proteção ambiental com espécies nativas, há de se manter em pauta, dentre outras, duas grandes necessidades : recursos para o desenvolvimento de pesquisas com nossas espécies nativas e o estabelecimento de mecanismo que incentive o plantio! A Lei 5106, de 2 de setembro de 1966, que deu início às políticas de reflorestamento no Brasil, é tida por muitos, como um bom modelo, que poderia ser discutido! Será que não é uma sugestão a ser pensada por nossos governantes? Os resultados para o eucalipto e para o pinus, apesar de críticas discutíveis, foram excelentes!

5- PROFOMENTO, criado em 14/10/2002, não decolou!

Naquela data, em Assembléia Geral, na sede do IPEF, em Piracicaba-SP, contando com o apoio de mais de 50 (cinquenta) participantes, era criado o PROFOMENTO. Já, naquela época, percebia-se a necessidade de uma entidade, que cuidasse dos interesses de fomentados e produtores florestais independentes. Na ocasião, problemas burocráticos e detalhes jurídicos impediram a continuidade da proposta. Um dos principais objetivos era encontrar mecanismos de interesse comum, que pudessem incentivar e dar segurança aos programas de fomento florestal, valorizar a madeira e conseguir justa remuneração, por ocasião da venda. De fato, muitas coisas mudaram…. para pior! Alguma entidade cuidando dos interesses dos produtores pequenos ou grandes, seria importante para a sustentabilidade da silvicultura! Será que alguém duvida disso?

6- A madeira viajando pelas estradas

Apesar do preço baixo da madeira, reclamado por produtores florestais de muitas regiões do Brasil, é de se assinalar alguns paradoxos: há empresas cortando florestas com idade bem aquém do ideal; há madeira sendo transportada a centenas de quilômetros do ponto de consumo e a madeira produzida a 40 ou 400 km de distância do consumidor tem o mesmo valor! Aliás, é bom lembrar que a produção industrial de celulose de S. Paulo, nos anos 80 e 90, só foi possível crescer e se sustentar em função da madeira trazida do Mato Grosso do Sul. Foram milhões de metros cúbicos transportados a mais de 700 km de distância. Tem muita razão, quem diz: “madeira cara é aquela que não existe!”. E muito mais razão, quem acredita, que tratar o fomento, sem as devidas ponderações, é “matar a galinha dos ovos de ouro!”

7- Ataques de pragas vai aproximar empresas!

Há muitos alertas a respeito do ataque de pragas em quase todas as regiões brasileiras. São apontadas como causas principais: grandes extensões de culturas monoclonais; inexistência de matas naturais; programas ineficientes de combate; falta de conhecimento ou negligência do produtor, cortes orçamentários, dentre outros. Há exemplos no mundo de enormes áreas florestais, que foram arrasadas por pragas surgidas em decorrência de desequilíbrios climáticos! Há especialistas na matéria, que dizem que já está passando da hora de grandes empresas e produtores florestais se atentarem para a expansão e os desdobramentos de ataques crescentes e mais agressivos, que estão se sucedendo! O “mais ou menos”, o “acho que ainda não é hora” e o “não tenho nada a ver com isso” podem custar muito caro à silvicultura brasileira! E outro aspecto interessante: o resultado vai sempre depender da disposição do vizinho!

8- A restrita base genética da eucaliptocultura

A clonagem de eucalipto trouxe excelente contribuição à produtividade das florestas de eucalipto. Mudou “a cara da silvicultura” com florestas uniformes e de produtividades espetaculares. Em alguns locais, o acréscimo foi superior a 50 %. De outro lado, trouxe a sensação, de que tudo estava resolvido, em termos de melhoramento genético. E assim, grande parte dos trabalhos de genética, que vinham sendo conduzidos, foram deixados a segundo plano. Nos dias atuais, um pouco mais de meia dúzia de clones, de alta plasticidade, são plantados em todo o Brasil! E já foram parar até na China! Há muito tempo, fala-se na estreita base genética da eucaliptocultura comercial do Brasil! Há inúmeros especialistas falando da urgente necessidade de se aumentar a quantidade de clones para os plantios comerciais!

9- A certificação e o “escopo de tartaruga”

A certificação florestal é considerada, por muitos, como um dos principais fatores que consolidaram o desenvolvimento da silvicultura brasileira. Há, no entanto, fatores que impactam fortemente na atividade e que não fazem parte do “escopo de certificação”. A relação e o tratamento dado às empresas terceirizadas e fomentados são exemplos de temas considerados “fora do escopo” da certificação, e se, mal conduzidos por empresas certificadas, podem criar impactos danosos em prestadores de serviços e comunidades do entorno dos empreendimentos florestais. Será que o “escopo da certificação” é como uma casca de tartaruga? Uma mãozinha desse lado, pode ajudar muito a sustentabilidade da silvicultura!

10- A diferença da chegada e da saída!

A chegada e a saída do setor são, no mínimo, chocantes! No início, os grandes empreendimentos são marcados por correria, entusiasmo e otimismo. Nem os processos burocráticos, legislações e as complexas licenças ambientais assustam. O EIA-RIMA com audiências públicas, negociações de condicionantes sociais e ambientais, conversas com autoridades de plantão, promessas às comunidades, cursos de treinamentos…. nada atrapalha! Centenas de empregos…. um punhado de promessas e muitas firulas! De repente, acaba tudo! De fininha e nenhuma satisfação, nem ao bispo! E as pedradas? Ficam para os que continuam lutando pela silvicultura sustentável. E os condicionantes disso ou daquilo……. às gavetas!

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – serviços florestais – nbleite@uol.com.br

SILVICULTURANDO-SE

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