10 ANOS DE COMUNIDADE DE SILVICULTURA – 2026 COMEÇA COM PRINCÍPIOS — E COM BOAS PERGUNTAS

A Comunidade de Silvicultura chega a 2026 completando 10 anos.

Não foram 10 anos de respostas prontas.

Foram 10 anos de conversa, troca de informações, experiência de campo e perguntas do dia-a-dia.

Reafirmamos, nesse momento, o que nos trouxe até aqui — e o que ainda precisa ser enfrentado.

🌿 PRINCÍPIOS QUE NOS NORTEARAM NESSES 10 ANOS

✔️ O sucesso da silvicultura se faz no dia-a-dia de campo, não no discurso.

✔️ Informação técnica exige base científica para ser aceita e responsabilidade na sua aplicação.

✔️ Produção e sustentabilidade se complementam.

✔️ Pessoas constituem o alicerce da silvicultura e o tratamento exige ética e merece todo respeito: do rural ao engenheiro.

✔️ Comunicação é estratégia e instrumento de trabalho para ensinar, informar, divulgar e integrar.

✔️ Divergência qualificada fortalece, enriquece a prosa, aproxima pessoas, faz amizades e não enfraquece o setor.

✔️ Silvicultura exige visão de longo prazo e o sucesso é resultado do cuidado e atenção de todos os dias.

Esses princípios sustentaram 500+ textos, milhares de interações e uma década de diálogo aberto.

❓ AS PERGUNTAS QUE PRECISAM NOS GUIAR EM 2026

E agora, entramos no novo ano com perguntas que insistem em nos acompanhar:

🔹 Quem realmente representa, em nível institucional, a silvicultura brasileira nos dias atuais?

🔹 Por que um setor tão estratégico ainda comunica tão pouco com a sociedade?

🔹 Estamos formando profissionais para o futuro ou apenas sobrevivendo ao presente?

🔹 A pesquisa florestal está acompanhando e discutindo as adversidades do campo?

🔹 A terceirização evoluiu para parceria ou continua preocupada apenas com custo?

🔹 A silvicultura está integrada e mostrando sua contribuição no debate sobre clima, água e biodiversidade?

🔹 As espécies nativas emergirão para uma atividade pujante sem política governamental estruturante, ou seguirão como exceção e disposição de idealistas?

🔹 Em que momento o fomento florestal será resgatado como política estratégica de abastecimento e de integração comunitária?

2026 NÃO COMEÇA COM RESPOSTAS FÁCEIS

A Comunidade de Silvicultura entra em 2026 com a mesma essência de sempre: observar, questionar, aprender e compartilhar.

Se, ao longo do ano, essas perguntas ganharem respostas convincentes, teremos cumprido nosso papel.

Seguimos juntos.

10 anos de história! 2026 de reflexão, mais campo, mais prosa, mais integração!

A silvicultura irá agradecer!

🌳Nelson Barboza Leite – Agrônomo – Silvicultor – nbleite@uol.com.br

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NATAL DE GRATIDÃO. 10 ANOS DA COMUNIDADE DE SILVICULTURA. UM FUTURO A CONSTRUIR.

Ao encerrarmos mais um ano, celebramos também 10 anos de trajetória da Comunidade de Silvicultura, uma década de troca de experiências, reflexão técnica, aprendizado coletivo e compromisso com o desenvolvimento responsável do setor florestal brasileiro.

Tudo o que discutimos hoje sobre o futuro da silvicultura, pesquisa científica, inclusão social, proteção dos recursos hídricos e da biodiversidade, mecanização, valorização dos terceiros, diversificação do uso da madeira, ampliação das espécies cultivadas e a necessidade de uma governança florestal forte, é fruto da experiência acumulada nesses 10 anos de diálogo, prática e observação crítica da realidade.

A Comunidade nasceu da vivência de campo, da gestão, da indústria, da pesquisa e da política pública. Cresceu com a participação de profissionais, empresas, estudantes, técnicos e gestores que acreditam que a silvicultura se constrói com conhecimento, responsabilidade e visão de longo prazo.

O ano que se aproxima traz desafios evidentes. As mudanças climáticas, a escassez de mão de obra, as pressões ambientais e institucionais e a necessidade de inclusão social exigirão ainda mais preparo, união e clareza de propósito. Mas também traz oportunidades, para inovar, integrar, diversificar e fortalecer o setor.

Que este Natal seja um momento de gratidão, reflexão e renovação de energias.

E que 2026 ilumine a todos nós, profissionais, empreendedores, pesquisadores e governantes, para enfrentar as dificuldades com coragem, inteligência e cooperação, garantindo a sustentabilidade da silvicultura brasileira.

Feliz Natal.

Que 2026 venha com muitos avanços, conquistas e sucesso para o setor florestal.

🌳Nelson Barboza Leite – Agrônomo – Silvicultor – nbleite@uol.com.br

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20 ANOS DA REFLORE, A CONSTRUÇÃO DO POLO FLORESTAL E INDUSTRIAL DO MATO GROSSO DO SUL

A formação do polo florestal do Mato Grosso do Sul é resultado de uma trajetória construída ao longo de décadas, combinando pioneirismo empresarial, avanços científicos, apoio governamental e fortalecimento institucional. O processo começou nos anos 1970, quando alguns empreendedores decidiram iniciar os primeiros plantios em uma região sem tradição florestal, sem indústrias estruturadas e ainda marcada pela predominância da pecuária.

Entre os inúmeros pioneiros, há de se destacar o Luiz Calvo Ramires, que por sua dedicação passou a representar de maneira ampla e legítima o trabalho sério, a visão antecipada e o compromisso com o futuro que marcaram o início da atividade florestal no estado. Sua contribuição simboliza toda uma geração de empresários que, mesmo diante de incertezas, acreditou no potencial da silvicultura como alternativa de desenvolvimento regional.

Outro marco importante na formação do setor foi a atuação da Champion Celulose e Papel, lembrada na celebração dos 20 anos da REFLORE na fala de Manoel de Freitas. A Champion implantou áreas florestais e, com os primeiros passos na direção do aproveitamento das florestas, de forma pioneira, introduziu o espírito industrial que serviria como referência para os empreendimentos que surgiriam nas décadas seguintes. Sua presença reforçou que o território tinha condições reais de sustentar projetos florestais de porte industrial. Era a grande semente do extraordinário patrimônio que existe atualmente na região,

A pesquisa florestal também desempenhou papel central. Diversas instituições de pesquisa contribuíram para desenvolver modelos de manejo adaptados ao Cerrado, consolidando a base técnica necessária para o setor evoluir. Consultores especializados ajudaram a transformar esse conhecimento em práticas concretas. Joésio Siqueira, homenageado no evento, participou intensamente dessa trajetória, oferecendo suporte técnico, assessorando empresas e o governo, colaborando em grupos de trabalho voltados à formulação de políticas públicas e de legislações estaduais que garantiram segurança e orientação ao desenvolvimento do setor.

Nesse ambiente de crescimento, foi fundada em 2005 a REFLORE, Associação Sul-Mato-Grossense de Produtores e Consumidores de Florestas Plantadas, sediada em Campo Grande, que se tornou o principal elo institucional do setor no estado.

Atualmente, a entidade é presidida por Luiz Ramires Júnior, cuja atuação tem sido decisiva para fortalecer a presença da REFLORE no cenário estadual e nacional. Seu trabalho, marcado por dedicação e senso de responsabilidade, foi amplamente reconhecido na celebração dos 20 anos. Sua condução abnegada tem garantido presença ativa da entidade nos debates estratégicos, articulação com órgãos governamentais e integração consistente com o setor produtivo.

No cotidiano da instituição, o funcionamento efetivo da REFLORE depende da atuação do Diretor Executivo Dito Mário, cuja dedicação se tornou parte essencial da construção administrativa da associação. Seu trabalho contínuo, cuidadoso e organizado assegura que a entidade mantenha seu ritmo, preparando eventos, articulando ações e sustentando a operação diária como se cuidasse de algo pessoal.

A comemoração dos 20 anos da REFLORE, realizada em uma festa muito bem organizada, reuniu pioneiros, pesquisadores, consultores, autoridades públicas e representantes das empresas que investiram no estado e apoiaram a entidade ao longo dos anos. O evento resgatou a trajetória histórica, prestou homenagens aos que contribuíram em cada etapa e reconheceu o apoio decisivo do Governo Estadual, que ao longo dos anos deu condições para que o setor crescesse com estabilidade, segurança institucional e ambiente favorável a novos empreendimentos.

Ficou evidente que o sucesso do setor florestal do Mato Grosso do Sul não é resultado de um único fator, mas de um conjunto articulado de ações, pioneirismo, pesquisa, indústria, apoio público, consultoria técnica, empresas comprometidas e atuação institucional consistente. E essa construção não é estática, é uma base sólida que aponta para um futuro ainda maior.

O Mato Grosso do Sul está preparado para receber novos empreendimentos, ampliar sua capacidade industrial, diversificar sua produção e avançar em responsabilidade socioambiental. Tem terra, tem tecnologia, tem governança, tem articulação institucional e tem, acima de tudo, gente que faz.

Os protagonistas dessa história, os de ontem e os de hoje, mostraram que a silvicultura pode transformar territórios, criar oportunidades e gerar desenvolvimento de forma sustentável.

Se os primeiros plantios dos anos 1970 exigiram coragem, os próximos passos exigirão visão, e o MS tem demonstrado, ao longo desses anos, que não lhe falta nenhum dos dois.

Por isso, a celebração dos 20 anos da REFLORE não foi apenas uma comemoração.
Foi uma afirmação de futuro.

O Mato Grosso do Sul seguirá crescendo, inovando e se destacando, porque aprendeu, desde cedo, que onde há floresta bem cuidada, há força, há desenvolvimento e há futuro.

Parabéns a todos os protagonistas dessa trajetória.

🌳Nelson Barboza Leite – Agrônomo – Silvicultor – nbleite@uol.com.br

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SEM FLORESTA NÃO HÁ DISCURSO E NEM FUTURO

Nos empreendimentos florestais industriais, que exigem ciclos longos, investimentos elevados e planejamento de décadas, existe uma verdade que precisa ser reafirmada de forma permanente, tudo depende da floresta.

O setor florestal brasileiro avança, se transforma, cria caminhos novos e abre portas para oportunidades que nem imaginávamos décadas atrás. Mas, conforme as indústrias crescem, ampliam produção, modernizam processos e diversificam mercados, cresce também uma inquietação que só os silvicultores conhecem bem, a garantia de madeira suficiente, na qualidade e no ritmo que a indústria demanda.

Essa preocupação não nasce de pessimismo, nasce da experiência. Quem vive silvicultura sabe que todo empreendimento industrial, por maior e mais eficiente que seja, só é viável se houver patrimônio florestal sólido, bem formado, bem cuidado e continuamente renovado.

É a floresta que cria condições e dá credibilidade ao discurso de sustentabilidade. E, ao contrário do que muitos imaginam, a floresta não responde a slogans, nem a promessas, nem a apresentações corporativas. Ela responde a cuidado, manejo, proteção, presença e habilidade de profissionais capacitados.

Sem florestas produtivas, todo o resto fica frágil, o plano de expansão, o CAPEX industrial, os compromissos de fornecimento, a logística, a competitividade e até o discurso institucional. Essa é a verdade que acompanha os silvicultores desde sempre, e hoje, mais do que nunca, precisa ser lembrada em cada sala de decisão.

A tecnologia evoluiu de maneira impressionante. Temos drones que enxergam cada falha, sensores que apontam riscos antes mesmo de aparecerem, mapas que mostram cada desvio, modelos digitais que simulam cenários complexos e sistemas que prometem otimizar tudo. São ferramentas extraordinárias, essenciais para uma indústria moderna. Mas existe algo que nenhuma delas consegue fazer, elas não fazem a floresta crescer.

Quem faz isso são as pessoas.

As pessoas que plantam no tempo certo, que observam o que o mapa não mostra, que corrigem o que o algoritmo não percebe, que protegem a floresta daquilo que nenhum satélite consegue evitar. Pessoas que entendem que o futuro industrial começa na muda, no viveiro, no plantio, na manutenção, no controle de formigas, no combate a incêndios, no zelo cotidiano.

É no chão da floresta, e não apenas na tela do computador, que a verdadeira sustentabilidade industrial acontece. É ali que se decide, silenciosamente, a competitividade do empreendimento. Um estoque florestal robusto é ativo estratégico, um estoque mal cuidado é risco industrial.

Quando a madeira falta, não é apenas a matemática que muda, muda a vida de toda a cadeia. Custos sobem, distâncias aumentam, plantas industriais perdem eficiência e aquele discurso bem-intencionado de sustentabilidade plena perde consistência, porque simplesmente não se sustenta sem matéria-prima.

Por isso, a floresta depende das pessoas.

Depende do cuidado atento, do manejo responsável, da proteção diária. Depende de quem age antes do problema aparecer. Depende de quem entende que, em empreendimentos florestais industriais, a formação do patrimônio florestal é tarefa permanente, nunca concluída.

A força da silvicultura brasileira sempre esteve na união entre conhecimento, prática, dedicação e presença no campo, e continua assim. A tecnologia soma, mas não substitui. Os silvicultores sabem que produtividade nasce de uma combinação delicada entre planejamento, zelo e trabalho.

E sabem também que a falta de madeira é um risco real, capaz de comprometer estratégias industriais milionárias e planos de futuro inteiros.

Por isso, o alerta precisa ser claro,
sem floresta bem cuidada, não há discurso que se mantenha em pé.
E sem pessoas comprometidas, não há floresta que resista.

A disponibilidade de madeira não é apenas um número, é o fundamento de todo empreendimento florestal industrial.

Essa é a preocupação dos silvicultores.
Essa é a realidade que sustenta, silenciosamente, todo o setor.

🌳Nelson Barboza Leite – Agrônomo – Silvicultor – nbleite@uol.com.br

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SILVICULTURA, O CAMINHO DO SUCESSO A SER SEGUIDO!

A trajetória da silvicultura brasileira é uma das mais bem-sucedidas experiências de política pública no país, e talvez a mais estruturante para o desenvolvimento rural moderno. O ciclo dos incentivos fiscais ao reflorestamento não só transformou paisagens e regiões produtivas, como colocou o Brasil no seleto grupo dos grandes protagonistas mundiais do setor florestal.

Esse resultado não surgiu por acaso. Ele foi construído com base em um tripé sólido que poucos países conseguiram organizar de forma tão consistente, política pública clara, instituição forte, no caso o IBDF, para coordenar e governança eficiente, eliminando do sistema as empresas mal administradas. Foi essa combinação que permitiu transformar incentivos em florestas, planejamento em produtividade e visão de Estado em resultados permanentes.

O apoio institucional gerou as condições necessárias para que a pesquisa avançasse. Com o PRODEPEF e seus centros regionais, as universidades, as instituições de pesquisas e experimentações como IPEF, SIF, FUPEF, EMBRAPA FLORESTAS dentre outras, o país passou a conhecer melhor suas espécies, solos, tratos culturais, climas e limitações. Esse conhecimento técnico deu sustentação às decisões que, ao longo dos anos, moldaram o modelo florestal mais produtivo do mundo.

As entidades representativas, ARBRA, BRACELPA, ABRACAVE, SBS, associações regionais e tantas outras, tiveram papel decisivo na articulação do setor, na defesa de pautas estratégicas e na criação de uma cultura profissional sólida. Ao lado delas, empresas pioneiras implementaram operações exemplares, demonstrando que reflorestar com qualidade, responsabilidade e eficiência é possível, e rentável.

O impacto desse conjunto de fatores é conhecido e amplamente reconhecido:
• mais de 2,5 milhões de empregos diretos e indiretos,
• maior produtor mundial de celulose de eucalipto,
• bilhões de dólares em exportações,
• participação relevante no PIB do agronegócio,
• e uma das atividades mais eficazes no sequestro de CO₂.

Mas nenhum número explica, sozinho, a grandeza dessa história. Ela só existe porque pessoas brilhantes trabalharam incansavelmente para construí-la. Foram técnicos, engenheiros, pesquisadores, gestores públicos, líderes institucionais, trabalhadores do campo, professores, empresários e profissionais de todas as áreas que, com competência e dedicação, transformaram uma política pública em um legado nacional.

E é justamente por causa desse legado que o Brasil chega fortalecido ao novo ciclo da silvicultura. Hoje, ganham protagonismo agendas como a recuperação de áreas degradadas, os plantios com espécies nativas, os projetos de restauração, os mercados de carbono e as novas fronteiras da bioeconomia. São oportunidades extraordinárias que podem gerar desenvolvimento, renda e impacto ambiental positivo em grande escala.

Mas essas novas alternativas só terão futuro consistente se aprenderem com o exemplo do passado. Não há caminho sólido sem política pública bem estruturada, sem governança forte, sem pesquisa aplicada, sem entidades articuladas, sem empresas responsáveis e, acima de tudo, sem o compromisso das pessoas.

A silvicultura brasileira deu certo porque combinou visão, ciência, instituições e gente disposta a fazer acontecer. As novas florestas que o Brasil precisa construir agora devem copiar essa fórmula. É assim que honraremos a trajetória daqueles que dedicaram suas vidas ao setor e deixaram um patrimônio de aprendizado, ética, profissionalismo e resultados.

Que o futuro da silvicultura, seja com exóticas ou nativas, continue guiado pelos exemplos que fizeram do passado um capítulo de sucesso incontestável.


🌳Nelson Barboza Leite – Agrônomo – Silvicultor – nbleite@uol.com.br

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NOVAS FRONTEIRAS DA SILVICULTURA — A MADEIRA NA ERA DO ETANOL DE MILHO

A silvicultura brasileira entra em um novo e decisivo capítulo.

Depois de se consolidar em diferentes regiões e após o ousado e bem-sucedido avanço no Mato Grosso do Sul, que transformou o estado em um dos maiores polos florestais do país, o setor precisa agora encarar um desafio de grandes proporções: expandir-se para novas regiões, atender a novos usos e responder a novas demandas que estão surgindo no coração do agronegócio brasileiro.

As atenções se voltam para as novas fronteiras produtivas — MATOPIBA (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), Goiás, norte de Minas Gerais e o Mato Grosso. Nessas áreas, a agropecuária se expande com força, atraindo agroindústrias e, especialmente, usinas de etanol de milho, que se consolidam como importantes vetores de desenvolvimento.

Contudo, paira uma questão crucial e ainda pouco debatida: haverá madeira suficiente para sustentar energeticamente essas novas cadeias industriais?

A realidade é preocupante. Nessas regiões, praticamente não houve programas significativos de reflorestamento. A tradição silvicultural é incipiente e o plantio de florestas comerciais ainda é tímido. A madeira — insumo essencial para geração de energia térmica e secagem de grãos — pode simplesmente faltar.

Esse é o ponto sensível que define o futuro da bioeconomia em expansão. E, mais do que um alerta, trata-se de um chamado à ação e à cooperação nacional.

Ignorar o problema seria aceitar o risco de um erro estratégico grave: permitir que grandes investimentos industriais sejam limitados por falta de insumo básico para energia. Não se trata de alarmismo, mas de lucidez técnica. O sucesso das usinas e da economia regional dependerá de políticas e ações imediatas para estruturar a base florestal.

O caminho é claro: prospectar as regiões, instalar ensaios experimentais, desenvolver materiais genéticos adaptados ao clima e solo locais e oferecer suporte técnico qualificado para que novas florestas sejam implantadas com base científica e planejamento de longo prazo.

A resposta deve vir de um esforço conjunto entre empresas, instituições de pesquisa, governos estaduais e profissionais da engenharia florestal — articulados e conscientes da urgência dessa nova fronteira.

O momento exige ousadia com responsabilidade. Acreditar que a oferta de madeira surgirá espontaneamente é apostar no improviso — e a história já mostrou que o sucesso florestal se constrói com base em ciência, cooperação e visão estratégica.

A madeira, “insumo esquecido”, é hoje a peça-chave — e ainda indefinida — do tabuleiro energético das novas fronteiras agrícolas. Enfrentar esse desafio com seriedade e esperança é garantir o futuro da silvicultura brasileira como aliada indispensável da bioeconomia, da sustentabilidade e da competitividade nacional.

🌳Nelson Barboza Leite – Agrônomo – Silvicultor – nbleite@uol.com.br

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PRODEPEF – A CONTRIBUIÇÃO CIENTÍFICA DO CONVÊNIO IBDF/FAO PARA O AVANÇO DA SILVICULTURA NACIONAL

O PRODEPEF – Projeto de Desenvolvimento e Pesquisa Florestal, criado em 1971, foi uma das mais relevantes iniciativas da história florestal brasileira, resultado de um convênio firmado entre o IBDF (Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal) e a FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação).

O projeto surgiu em um momento decisivo para a silvicultura nacional, quando a política de incentivos fiscais ao reflorestamento, instituída pelo Governo Federal na década de 1960, exigia embasamento técnico e científico que garantisse sustentabilidade e eficiência aos empreendimentos florestais em rápida expansão. Era necessário compreender melhor as espécies, os solos, as técnicas de manejo e as condições regionais, a fim de assegurar produtividade e qualidade à madeira produzida.

Nesse contexto, o desenvolvimento de estudos e pesquisas básicas e aplicadas tornou-se prioridade, seguido da formação de profissionais especializados capazes de aplicar e expandir o conhecimento gerado.

O PRODEPEF foi estruturado em cinco centros regionais de pesquisa, estrategicamente localizados em Belo Horizonte (Sudeste), Belém e Santarém (Norte), Brasília (Centro-Oeste), Curitiba (Sul) e Natal (Nordeste). Contava com uma equipe de mais de quarenta pesquisadores — brasileiros e estrangeiros — distribuídos entre esses centros e dedicados à experimentação, levantamento de dados, intercâmbio técnico e capacitação.

Essa estrutura coordenava centenas de experimentos de campo, envolvendo espécies exóticas, como Eucalyptus e Pinus, e espécies nativas, além de culturas adaptadas a diferentes ecossistemas brasileiros.

No Nordeste, o projeto destacou-se por incluir espécies como caju, coco e algaroba, estabelecendo, em parceria com o IBDF, normas técnicas de preparo do solo, adubação, espaçamento e escolha de variedades. Essa ação foi impulsionada pela destinação de 30% dos incentivos fiscais para projetos na região, o que alavancou o plantio comercial e gerou bases técnicas que fortaleceram atividades produtivas até os dias atuais.

Naquele período, o IBDF era presidido pelo Dr. Paulo Berutti e estava vinculado ao Ministério da Agricultura, sob a liderança do Dr. Alysson Paolinelli, cuja atuação visionária representou um marco no desenvolvimento rural brasileiro, ao integrar ciência, tecnologia e política pública de fomento à produção.

Entre as contribuições mais notáveis do PRODEPEF destacam-se o fortalecimento do Laboratório de Produtos Florestais, sediado na Universidade de Brasília (UnB), ampliando o alcance das pesquisas voltadas ao uso industrial e tecnológico da madeira; e a consolidação dos experimentos de melhoramento genético florestal, coordenados pelo Dr. Lamberto Golfari, pesquisador argentino e ecologista.

A partir do centro de Belo Horizonte, Golfari implantou — com apoio dos demais centros regionais e patrocínio da FAO — uma ampla rede de ensaios com espécies e procedências de Eucalyptus. As sementes foram coletadas in loco em países como África do Sul, Austrália, Nova Zelândia e Ilha de Timor, permitindo estudos de adaptação ecológica e comportamento silvicultural que resultaram em uma obra seminal.

Esse trabalho orientou, por décadas, a escolha de espécies adequadas a cada região do Brasil e serviu de base para os programas de melhoramento genético desenvolvidos posteriormente em Piracicaba, Viçosa e em empresas pioneiras como a Aracruz Florestal.

O centro de Belo Horizonte contou com uma equipe brilhante para acompanhar os trabalhos do Dr. Golfari e tinha como coordenador o Dr. Carlos E. Thibau.

Outros marcos importantes incluíram a elaboração do Manual Técnico de Reflorestamento, referência prática e metodológica para a execução dos programas de plantio em todo o país; a realização do primeiro Inventário Florestal Nacional, abrangente e pioneiro, que permanece como referência na quantificação dos recursos florestais; o estabelecimento de normas operacionais e legais para os Planos de Manejo Florestal Sustentado em florestas tropicais, que orientaram o manejo racional da Amazônia; a criação, em convênio com o INPE, do Programa de Monitoramento da Cobertura Florestal da Amazônia e das Florestas Plantadas, pioneiro no país; e o Projeto Tapajós, que comprovou, com base científica e técnica, a viabilidade do manejo racional e economicamente sustentável da floresta amazônica, especialmente na área experimental da Floresta Nacional do Rio Tapajós.

Em janeiro de 1976, o Dr. Mauro Reis assumiu a direção do PRODEPEF, conduzindo a fase final de execução do programa até dezembro de 1978, quando se encerrou o acordo de cooperação com a FAO.

No mesmo ano, o Dr. Mauro Reis assumiu a presidência do IBDF e, sob sua gestão, foi criada a estrutura do Programa Nacional de Pesquisa Florestal (PNPF), no âmbito da EMBRAPA, em convênio com o IBDF e sob a coordenação do Dr. Paulo Galvão.

O acervo técnico e científico do PRODEPEF foi transferido integralmente à EMBRAPA, assegurando a continuidade das pesquisas e a utilização dos resultados acumulados ao longo de quase uma década de intenso trabalho.

Poucos anos depois, em 1984, durante a presidência do Dr. Eliseu de Andrade Alves na EMBRAPA e sob nova estrutura administrativa do IBDF, foi criado o Centro Nacional de Pesquisa Florestal (CNPF), em Colombo (PR), consolidando institucionalmente a pesquisa florestal no governo federal e fortalecendo o elo entre ciência, tecnologia e políticas públicas para o setor.

A partir dessa integração, a EMBRAPA Florestas assumiu papel central na continuidade e no avanço das pesquisas iniciadas pelo PRODEPEF, aprofundando estudos sobre espécies nativas e exóticas e promovendo a modernização do conhecimento técnico da silvicultura nacional.

Paralelamente, instituições como o IPEF, a SIF e a FUPEF, surgidas no mesmo período, consolidaram um modelo exemplar de cooperação entre universidades, empresas e governo, garantindo a difusão e o aprimoramento da base científica e tecnológica que sustentou o crescimento florestal brasileiro.

Assim, o PRODEPEF, criado em 1971 e concluído em 1978, com sua continuidade institucional assegurada pela EMBRAPA Florestas, representou uma contribuição decisiva e duradoura para o avanço da silvicultura nacional.

Sob a liderança de técnicos visionários e o trabalho de mais de quarenta pesquisadores distribuídos em todo o país, o projeto colaborou diretamente para que o setor florestal brasileiro atingisse padrões de produtividade, sustentabilidade e excelência reconhecidos internacionalmente.

🌳Nelson Barboza Leite – Agrônomo – Silvicultor – nbleite@uol.com.br

Nota:
A Comunidade de Silvicultura expressa seu respeito e gratidão a toda a equipe do PRODEPEF – Projeto de Desenvolvimento e Pesquisa Florestal (IBDF/FAO), formada por brilhantes profissionais que, com dedicação exemplar, construíram um dos capítulos mais nobres da história da pesquisa florestal no Brasil.
Este texto contou com informações e com a colaboração do Dr. Mauro Silva Reis, cuja atuação no PRODEPEF contribuiu de forma expressiva para o sucesso e o significado desse notável esforço coletivo.


Nossos cumprimentos e sincero reconhecimento a todos que participaram dessa jornada — profissionais que uniram ciência, idealismo e amor pelas florestas brasileiras.

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QUANDO A OPORTUNIDADE VIRA ARMADILHA

O setor florestal brasileiro chega a um novo momento de inflexão.

Depois de décadas de aprendizado, que começaram com os incentivos fiscais e se consolidaram com a pesquisa aplicada, o aperfeiçoamento tecnológico e a profissionalização das empresas, o país volta a viver uma fase de grandes expectativas em torno das florestas.

No passado, os incentivos fiscais foram decisivos para dar vida à moderna silvicultura brasileira.

Mas só se tornaram bem-sucedidos quando o Governo e as empresas comprometidas com o futuro da atividade aceitaram submeter-se a uma rigorosa seleção técnica.

Foi essa postura responsável que distinguiu os bons projetos e evitou que o setor fosse sufocado pelos abusos e pela falta de qualidade que ameaçavam sua credibilidade.

A competência técnica, a seriedade empresarial e o cumprimento dos compromissos assumidos foram, então, os pilares que sustentaram a consolidação da silvicultura nacional.

Sem esse filtro, a floresta plantada poderia ter sido apenas uma promessa passageira.

Hoje, novas oportunidades de expansão e reconhecimento público voltam a se abrir.

A recuperação de áreas degradadas, os mercados de carbono e os pagamentos por serviços ambientais (PSA) despertam enorme interesse e mobilizam recursos expressivos.

São iniciativas que, se bem conduzidas, podem unir economia, ciência e conservação, transformando o Brasil em referência mundial em restauração e uso sustentável do território.

Mas toda oportunidade exige cuidados.

Assim como ocorreu no passado, é fundamental que essa nova etapa seja guiada por planejamento, base científica e visão de longo prazo.

O setor florestal deve manter-se atento e colaborativo, contribuindo com as pesquisas necessárias, indicando possíveis dificuldades operacionais e compartilhando experiências acumuladas nas diferentes regiões do país.

As entidades setoriais, com sua representatividade e capilaridade, têm papel essencial nesse diálogo, ajudando a alinhar o entusiasmo com a prudência e a ambição com a viabilidade técnica.

Ao mesmo tempo, é indispensável fortalecer o papel do Serviço Florestal Brasileiro, que já existe e precisa ser estruturado de forma forte, independente e tecnicamente respeitada.

Uma instituição sólida e valorizada poderá coordenar e legitimar as ações de restauração, integrar as políticas de fomento e pesquisa, e garantir que o Brasil avance de maneira organizada, transparente e duradoura.

Temos, portanto, uma nova janela histórica diante de nós.

Que saibamos aproveitá-la com a mesma seriedade e discernimento que marcaram os períodos mais virtuosos da nossa silvicultura — para que o futuro das florestas brasileiras seja, mais uma vez, uma história de sucesso, e não de improviso.

🌳Nelson Barboza Leite – Agrônomo – Silvicultor – nbleite@uol.com.br

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PENSAÇÃO, FALAÇÃO E FAZEÇÃO: AGORA É A VEZ DAS ESPÉCIES NATIVAS

Todo processo de pesquisa – seja em ciência, tecnologia ou silvicultura – percorre inevitavelmente três fases: pensação, falação e fazeção.

Primeiro, alguém pensa e formula hipóteses. Depois, esse pensamento ganha espaço no debate, é discutido, testado e amadurecido. Por fim, chega a fase decisiva: a execução prática, que revela a realidade, expõe limitações e aponta os caminhos possíveis.

No caso dos plantios de espécies nativas, é fundamental observar em que estágio o tema se encontra. Hoje já temos muita gente pensando nas possibilidades, um número crescente de profissionais e instituições falando sobre o assunto, mas ainda falta ampliar a fazeção em escala e com método.

Existem iniciativas importantes, porém dispersas, muitas vezes sem protocolos comparáveis e sem as análises técnicas e econômicas completas necessárias (sobrevivência, crescimento, custos, produtividade, riscos e retorno). Sem isso, acumulamos impressões; com isso, construímos evidências.

A história da silvicultura de espécies exóticas no Brasil mostra bem esse caminho. O sucesso atual dos plantios de eucalipto e pinus não aconteceu por acaso: foi resultado de mais de um século de repetição desse ciclo.

Já em 1904, o engenheiro agrônomo Edmundo Navarro de Andrade, nos hortos da antiga Companhia Paulista de Estradas de Ferro, pensou, falou e executou centenas de experimentos com eucalipto, registrando e divulgando resultados.

Décadas depois, entre os anos 1960 e 1970, a política de incentivos (Lei 5.106/1966) reabriu o ciclo: pensação sobre o melhor formato dos plantios, falação em congressos e entidades emergentes, e muita fazeção em campo, com viveiros, ensaios e extensos plantios experimentais.

Nesse ambiente e num mundo de dúvidas, surgiram pilares como o IPEF, cujo Prof. Helládio do Amaral Mello, uma das mais expressivas lideranças da silvicultura, foi um dos criadores. Tivemos também a SIF, FUPEF, Embrapa Florestas e outras instituições, que ajudaram a consolidar a base científica e tecnológica do setor.

O processo amadureceu e os resultados apareceram: a produtividade média de eucalipto, que girava em torno de 15–20 m³/ha/ano nos anos 60/70, saltou para mais de 40 m³/ha/ano com melhoramento genético, clonagem, manejo e tecnologia de ponta.

Hoje, o Brasil conta com cerca de 10 milhões de hectares de florestas plantadas, dos quais mais de 80% são eucalipto, sustentando cadeias industriais de celulose, papel, energia e madeira processada.

Com as espécies nativas, precisamos acelerar e organizar a fazeção. Isso significa estruturar redes cooperativas de ensaios, definir protocolos padronizados (espécies, materiais genéticos, espaçamentos, adubação, tratos culturais), medir com rigor sobrevivência, crescimento, qualidade da madeira e custo operacional, e realizar as completas avaliações econômicas.

Nesse esforço, merece destaque o papel da Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura e seus diversos parceiros e apoiadores, através da FT Silvicultura de Nativas, que tem articulado diferentes instituições, empresas e centros de pesquisa para construir agendas comuns e viabilizar a execução de projetos de larga escala com nativas.

Da mesma forma, é fundamental registrar o interesse do BNDES em participar ativamente desse processo, apoiando iniciativas de pesquisa e implantação, e oferecendo instrumentos financeiros capazes de acelerar a transformação da silvicultura de espécies nativas em uma realidade competitiva.

A arte, agora, no momento em que a fazeção começa crescer, é acompanhar e monitorar as atividades de campo de forma organizada, científica e transparente. Esse processo deverá gerar informações valiosas para ajustar o direcionamento das pesquisas e aperfeiçoar os procedimentos operacionais.

A fazeção, criteriosamente observada e bem sucedida, permitirá recomendar com segurança o uso das espécies nativas, transformando-as em alternativas efetivas tanto para a produção florestal quanto para programas de restauração.

Essa forma simplista e informal para descrever um processo criativo estava num quadro na sala de um grande empreendedor florestal com os dizeres complementares: “a genialidade da pensação e o entusiasmo da falação só se sustentam, quando a fazeção mostra resultados incontestáveis!”

🌳Nelson Barboza Leite – Agrônomo – Silvicultor – nbleite@uol.com.br

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ÁGUA EM RISCO: RECUPERAR AS BACIAS HIDROGRÁFICAS JÁ

O Brasil assumiu o compromisso histórico de recuperar 12 milhões de hectares de áreas degradadas até 2030.

Mas, para que essa meta tenha relevância prática e produza resultados concretos, é essencial definir prioridades claras. Entre elas, poucas são tão evidentes quanto a recuperação e proteção da vegetação natural das bacias hidrográficas que garantem o abastecimento de água dos grandes centros urbanos.

A água é o recurso mais vital da sociedade. Garantir sua disponibilidade deve estar no topo das prioridades nacionais.

Não se trata apenas de um programa ambiental, mas de uma questão de segurança hídrica, saúde pública e qualidade de vida.

É urgente que o país estabeleça uma governança eficiente, com uma instituição governamental responsável por definir prioridades, monitorar e orientar os projetos de recuperação.

O momento é propício: há crescente acesso a recursos internacionais vinculados a compromissos climáticos e de biodiversidade, incluindo créditos de carbono e pagamento por serviços ambientais.

Sem essa coordenação estratégica, corre-se o risco de dispersão de esforços e recursos, justamente quando poderiam estar voltados a prioridades inadiáveis — como proteger os reservatórios de onde milhões de pessoas retiram sua água diariamente.

O Sistema Cantareira, que envolve diversos municípios da Região Bragantina (SP) e abastece grande parte da Região Metropolitana de São Paulo, é um exemplo emblemático.

Suas bacias sofrem há décadas com a degradação ambiental. Iniciativas locais já apontam soluções, mas falta uma política de governo capaz de transformar esforços isolados em um grande programa nacional.

Situações semelhantes se repetem em diversas regiões do Brasil.

Comunidades, produtores rurais e instituições demonstram disposição em agir, mas ainda carecem de apoio técnico, legal e financeiro.

Um estudo cuidadoso, com base nas informações disponíveis, poderia indicar com clareza onde atuar e quais medidas adotar para viabilizar essa contribuição ambiental estratégica.

Ao priorizar a restauração das bacias hidrográficas abastecedoras dos grandes centros, o Brasil não apenas estaria cumprindo parte de sua meta internacional de restauração, mas garantindo um legado concreto para evitar graves dificuldades às próximas gerações.

Transformar esse desafio em ação é plantar hoje a segurança hídrica e social do futuro.

Esse é um chamado para toda a sociedade — e um alerta às instituições governamentais, que precisam enxergar com urgência a dimensão desse problema tão evidente.

🌳Nelson Barboza Leite – Agrônomo – Silvicultor – nbleite@uol.com.br

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