SILVICULTURANDO-SE

Recortes da silvicultura para conhecermos, valorizarmos as boas ações, refletirmos sobre dicas, copiarmos bons exemplos e evitarmos erros já cometidos:

1) Os incentivos fiscais e 1% de plantio com espécies nativas!

Quando surgiram os incentivos fiscais obrigava-se o plantio de 1% da área incentivada com espécies nativas. Até que essa regra fosse mudada o Brasil já havia reflorestado quase dois milhões de hectares, o que compreenderia o plantio de no mínimo 20.000 ha de espécies nativas! Nenhuma estatística do setor mostra esses números. Foi um verdadeiro fracasso! Um dia, por sugestão da Eng. Maria Tereza Jorge Pádua, então Diretora de Parques e Recursos Naturais do IBDF, o 1% foi substituído pela manutenção de 10 % de matas nativas! Foi um sucesso! Com certeza, mais de 300.000 ha de matas nativas foram preservados! Salve, a grande sugestão da Dra. Maria Tereza!

2-) Os grandes erros dos incentivos fiscais!

Numa acalorada discussão sobre os grandes erros dos incentivos fiscais forma destacados: a-) uma infinidade de empresas sem base técnica (gente estranha e oportunista); b-) fiscalização precária; c-) falta de orientação técnica e planejamento sobre o que plantar, onde plantar, para que plantar e quanto plantar; d-) total falta de preocupações com os cuidados ambientais e sociais . As empresas com bons técnicos e interessadas, de fato, na produção de madeira seguiam princípios bem diferentes. Fizeram a diferença e salvaram a imagem dos incentivos fiscais para reflorestamento! Por volta de 1980 numa avaliação geral do comportamento das empresas, optou-se pelo corte de empresas inadimplentes. Foram cortadas mais de 1.000 empresas de reflorestamento! Foi uma revolução no setor!

3- Cuidado com sequelas…..

Os projetos incentivados pagavam o desmatamento, a queima da madeira e pouco se cuidava das APPs, principalmente próximo das nascentes. Foram anos de discussões para que tudo isso fosse apagado da memória do pessoal “do contra”. Precisamos tomar muito cuidado para que problemas modernos não se transformem em novas encrencas para o setor. Que problemas modernos? Preço da madeira, florestas sem uso, madeira viajando para longas distâncias, fomentados insatisfeitos, etc.

4-) Comunidade de Silvicultura na 51º EXPOAGRO de
Bragança Paulista – SP

No dia 8 de abril às 18 hs, vai ser aberta a 51º EXPOAGRO de Bragança Paulista de 2016. Serão 7 dias de festividades e exposições de produtores e criadores da Região Bragantina. Passam, nesses dias, mais de 300.000 pessoas, observando e discutindo com inúmeros expositores diversos temas de interesse dos produtores da região. A Comunidade de Silvicultura estará presente expondo materiais sobre o Manejo das Florestas para Uso Múltiplo, apresentando mudas de mais de 100 espécies nativas e fará um levantamento com produtores à respeito do mercado regional de madeira.

 

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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