PROFUSÃO DE NOTÍCIAS E FALTA DE INFORMAÇÕES ESTRATÉGICAS!

Nos dias atuais, a silvicultura brasileira vive num ambiente de intensas especulações. Nunca houve tantas notícias e informações disponíveis, e nem tantos profissionais competentes ligados aos serviços de comunicação do setor. Fala-se de tudo: sobre o mercado, preços de madeira, falta de madeira de pinus; queda nos programas de plantio; questionamentos sobre a produtividade das florestas; problemas de pragas e doenças; os impactos negativos da seca; a madeira mineira viajando para fora; as reações da siderurgia, o mercado de cavaco e biomassa surgindo; a exportação de pellet acontecendo; a resinagem se consolidando, e por aí vai… A lista é grande e são questões com diferentes respostas e opiniões. O preocupante é que dados estratégicos, se misturam nesse meio.

E daí, separar o “joio do trigo” passa a ser uma tarefa complexa e de alto risco. Ter informações confiáveis está se tornando um privilégio! São os novos tempos, com recursos do mundo digital à disposição de todos e para tudo! Nessa feira de saldos e retalhos, ainda vale a credibilidade e o respeito pelas fontes, que não se deixam contagiar por sensacionalismos e modismos! A falta de dados estratégicos e confiáveis é de fundamental importância ao desenvolvimento da atividade.

A nossa silvicultura, pela importância econômica e social que representa, parece que não deveria ficar refém dessa situação! Fica para nossa reflexão: será que temos dados, suficientemente, confiáveis para orientar as políticas públicas, tão reclamadas pelo setor? Seria consequência de nossa fragilidade institucional? A quem reclamar?

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – gestão e serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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DE QUEM DEVEMOS ESPERAR ALGUMA INICIATIVA?

 

Em postagens anteriores, falamos da necessidade de se elaborar um documento básico como referência para ser apresentado aos presidenciáveis. O setor precisa mostrar que existe, que contribui e que tem necessidades a serem atendidas! E esse exercício já foi feito em várias oportunidades, no passado.  É uma tarefa espinhosa e apimentada por interesses e vaidades, mas que precisa ser feita! Foi assim que modificações importantes aconteceram. E assim mesmo, para muitas coisas, nunca se deu a menor  atenção.  Independente de resultados, esse exercício institucional precisa e deve ser feito, mesmo que seja um “café requentado”.

Há muitas encrencas a serem resolvidas, mas definir meia dúzia de prioridades não parece tarefa tão complicada.  E até, já existem documentos, nas mãos de profissionais competentes, em preparação.  Com certeza, apresentar o que existe para uma discussão, já seria um avanço significativo. Mas o tempo passa e nada!

Dentro de poucos meses, já estaremos com novos Governantes e  perderemos  a oportunidade de  fazermos as devidas e antecipadas reivindicações. Depois das eleições   definidas, essa fila de apresentações “ vira a esquina”, e teremos mais dificuldades para mostrar as prioridades de nossa silvicultura.  Esse jogo sempre foi assim!

Temos problemas a serem solucionados, temos sugestões a serem oferecidas e temos profissionais competentes para tratar do assunto! E fica a questão:  quem vai tomar a iniciativa de encaminhar esse processo?

 

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – gestão e serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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E A MADEIRA JÁ FOI REFERÊNCIA PARA PREÇO DE CELULOSE!

Nos dias atuais, quando se fala dessa relação, ouve-se que “quem controla é o mercado, e não tem como lidar com isso”. Há até, quem garanta que “ isso é assunto da indústria e fim de papo – se o produtor quiser é assim, e se não quiser, é assim também”. Na verdade, quem paga a conta e, principalmente, quando a oferta é muito grande, não há o que se fazer. A indústria manda prender e manda soltar. Manda e desmanda!

Mas essa história já foi bem diferente! E para refrescar a memória, lembremo-nos das famosas reuniões da Associação Nacional dos Fabricantes de Celulose e Papel, nos anos 70/80 e do GT-7, que tratava de Reflorestamento – e que, periodicamente, era obrigado a apresentar relatório comprovando os preços crescentes da madeira: notas do produtor, contratos de compra, carimbos daqui e dali, tudo para justificar as solicitações do setor para aumentar o preço da celulose!

Havia falta de madeira e os valores crescentes tinham rebate automático no preço da celulose! Sem essa compensação, segundo a Associação, a indústria ficaria “ no vermelho” e inviabilizaria o setor! E tudo, formalmente, apresentado ao CIP ((Conselho Interministerial de Preços), ligado ao Ministério da Fazenda, que então liberava os aumentos no preço da celulose! Nesse tempo, e “ sem nenhuma frescura ”não havia muita prosa – ou se pagava o preço solicitado pelo produtor florestal, ou não se levava a madeira.

Como as coisas mudaram! O valor da madeira era, de fato, a referência para que fosse estabelecido o preço da celulose! E vem a pergunta: Como ficaria nos dias atuais, se a cada aumento de preço da celulose, houvesse alguma contrapartida para a madeira? E o pior: a quem reclamar se o produtor ficar “no vermelho”?

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – gestão e serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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E O FOMENTO FLORESTAL SERIA ALAVANCADO!

É significativa a disponibilidade de florestas plantadas e sem utilização, no entorno de grandes consumidores. Há justificativas de toda ordem: técnicas, econômicas, sociais, além de muita conversa! Soma-se daqui e dali, e não bate o valor da madeira colocada na fábrica! Esse indicador é composto pelo valor da madeira em pé, mais custos de colheita, transporte e impostos. Os custos de colheita e transporte tiveram grandes reduções nos últimos tempos, em função da mecanização e alternativas operacionais.

A evolução tecnológica foi intensa e minuciosa, quase à exaustão. Tudo feito com competência e profissionalismo. Alterações nesses componentes é como tirar leite de pedra! Nos impostos, só as isenções de produtor rural. Ficaram a madeira em pé, e o dono da porteira para acertarem as contas! E sobram dificuldades e sempre muito elásticas: topografia, tamanho das áreas, acessos, etc. Nem aquela floresta de alta produtividade, e certificada, passa no crivo seletivo do processo operacional de colheita e transporte. Com todos os riscos, o atravessador vira milagreiro e tem sido a solução. Tira mais um naco do produtor, mas leva a madeira.

Dá-se preferência à madeira, mesmo que à grande distância, consequentemente, barata, e que viabiliza o uso de toda a parafernália de mecanização de baixo custo operacional. Afora outros detalhes adicionais, o resumo do resumo é que, de perto ou de longe, a madeira do pequeno produtor precisa ter preço baixo para fechar a conta do grande consumidor! E fala-se que 30 % da madeira dos grandes consumidores vem do pequeno produtor! E então, como mudar esse quadro? Cooperativas, tecnologias, máquinas e equipamentos para as condições do pequeno produtor? Parece ser o caminho, mas que vai precisar muito do grande consumidor! Talvez, uma grande necessidade estratégica possa provocar mudanças! Mas, a curto prazo, parece que a única saída seria encontrar um incentivo tributário, que atraísse o consumidor! E para isso a participação do grande consumidor é imprescindível!

Essa é a realidade nua e crua. De fato, a sustentabilidade da silvicultura, tem muito a ver com pequenos produtores, sempre à reboque do grande consumidor de madeira! Esse precisa ser provocado! E qualquer arranjo, que possa ser feito, com certeza, vai se transformar em significativa alavanca para todos os programas de fomento florestal. E todos ganham!!!

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – gestão e serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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A SILVICULTURA E A ELITIZAÇÃO DA PRODUTIVIDADE

As observações de campo já mostram diferenças significativas entre florestas, muitas vezes, separadas por uma simples cerca ou aceiro. E as diferenças são evidentes: formiga, competição com ervas daninhas, falhas, falta de adubação e os sinais das indisfarçáveis erosões! E em muitos casos, até as placas de beira de estrada já indicam as diferenças. Uma grande empresa e um pequeno produtor! Num chute bem conservador: uma floresta deve passar 40 metros cúbicos /ha/ano e a outra não chega a 25! Até aí, nenhum milagre! Com certeza, a falta e o descuido são reflexos da falta de se investir em tecnologia e mais insumos. A expressão desanimadora de um produtor, que se colocava ao lado da cerca, explica todo o drama: “eu sei que precisa fazer tudo isso, mas não tenho como fazer!”. E aí, parece que falta dinheiro e orientação técnica!

Afora essa realidade de campo, as diferenças começam a se estender às práticas de viveiro e até às preocupações de consultores especializados. No viveiro pode se notar a separação de clones especiais e o cuidado distinto com mudas de A ou de B. Nas ações dos consultores percebe-se, claramente, que a aplicação desse ou daquele conceito vai exigir mais ou menos investimentos adicionais. Na verdade, não há nenhuma novidade em tudo isso. Na silvicultura, no entanto, já tivemos programas de fomento florestal, onde dar tratamento exemplar ao produtor fomentado era “quase uma questão de honra da empresa”. E dessa forma, a evolução tecnológica não era separada por nenhuma cerca e as produtividades eram bem parecidas! E é lógico que a madeira era vendida por valores que permitiam gastar mais com adubo, formiga e mato-competição. Até as informações dos consultores, lá na frente, se transformavam em práticas repassadas aos fomentados! Enfim… todos ganhavam.

Com as modernidades introduzidas na silvicultura vamos torcer para que a evolução tecnológica não se restrinja a uma elite de grandes empresas e fique distante do pequeno produtor! Aí, estaremos sacrificando uma atividade que envolve milhares e milhares de famílias e a sustentabilidade da silvicultura vai ser uma realidade, só para discursos!

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – gestão e serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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OS HERÓIS DA CERTIFICAÇÃO FLORESTAL NO BRASIL

A evolução tecnológica da silvicultura brasileira atingiu níveis elevadíssimos. Muitos já colocam o Brasil na linha de frente da ciência florestal voltada à produção comercial de madeira. Produção e competitividade são características marcantes da silvicultura brasileira. E nesse contexto, em que se somam os conhecimentos científicos, não podemos deixar de destacar a extraordinária importância da certificação florestal.

Houve necessidade de muita ciência, recursos de toda ordem e dedicação de brilhantes profissionais para que tudo se consolidasse em favor da silvicultura sustentável. Precisamos valorizar e respeitar esse extraordinário esforço de profissionais que dedicaram parte de suas vidas no encaminhamento das soluções dos problemas setoriais. A relação de colaboradores é extensa e cabem, antecipadamente, as nossas respeitosas desculpas por eventuais esquecimentos.

Com a competente colaboração do Eng. Rubens Garlipp, a Comunidade de Silvicultura destaca alguns desses profissionais, e reitera os mais sinceros cumprimentos a todos que, direta ou indiretamente, colaboraram para o desenvolvimento da certificação florestal no Brasil. Que nossos amigos enriqueçam a relação de colaboradores com seus comentários!

1- JORGE HUMBERTO TEIXEIRA BORATTO

Idealizador do CERFLOR em 1991, na ocasião, Presidente da SBS- Sociedade Brasileira de Silvicultura. Estabeleceu convênio entre SBS x EMBRAPA FLORESTAS para elaboração de padrões de manejo florestal sustentável para as condições brasileiras. Incentivador e articulador junto aos órgãos governamentais, associações de classe , entidades de pesquisa, ensino, empresas e ONGs para implementar e fortalecer o Programa.. A parceria institucional com a EMBRAPA FLORESTAS , na ocasião sob a chefia de VITOR AFONSO HOEFLICH, que abraçou a ideia de se construir um processo de certificação florestal legitimado pela fundamentação científica e em colaboração com diferentes atores da sociedade brasileira ,teve extrema importância . Há de se ressaltar que o programa CERFLOR teve continuidade e se consolidou devido ao engajamento incondicional de todos os presidentes e vice-presidentes da SBS que se sucederam( Nelson Barboza Leite, Amantino Ramos de Freitas, Carlos Alberto Funcia e Adhemar Vilella Filho) , os quais não mediram esforços para sua consecução e conferir credibilidade ao mesmo .

2- MARCO ANTONIO FUJIHARA

Participou da conceituação básica e apresentou o CERFLOR no X Congresso Florestal Mundial da FAO em Paris em 1991. Fez os contatos institucionais iniciais. Participou de inúmeras reuniões nacionais e internacionais divulgando as bases da certificação florestal. Foi importante incentivador da certificação junto às empresas e, instituições governamentais e financeiras;

3- VIRGÍLIO VIANA

Iniciou o processo de consulta sobre a viabilidade de se introduzir a certificação FSC no Brasil em 1993. Participou da Fundação do Imaflora- Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola, em parceria com o Rain Forest Alliance em 1994;

4 – TASSO RESENDE DE AZEVEDO

Participou dos Grupos de Trabalho e Comissões Técnicas do FSC Internacional. Um dos fundad0res e, depois, Diretor Executivo do Imaflora de 1995 a 2003. Grande incentivador e promotor da certificação. Deu os passos iniciais dos processos de certificação FSC como trabalho profissional, mantendo contatos nacionais e internacionais. Com muita responsabilidade, estabeleceu diretrizes éticas para os trabalhos iniciais do Programa. Criou oportunidades aos profissionais que se iniciavam na certificação florestal. Teve desempenho importantíssimo no desenvolvimento do manejo e da certificação comunitária;

5 – AMANTINO RAMOS DE FREITAS

Como vice – presidente da SBS, na época, foi membro do primeiro Board Executivo do FSC internacional , eleito na AGE de fundação em Toronto, em1993,representando o setor econômico Sul. Teve efetiva participação na estruturação do FSC Internacional e na aproximação e participação de representantes brasileiros no processo e nas reuniões de formulação de padrões de manejo florestal , cadeia de custódia e regulamentos da operacionalização do sistema. É integrante de inúmeras associações internacionais e tem tido ativa participação em reuniões e encontros internacionais voltados para pesquisa, desenvolvimento e sustentabilidade da atividade florestal . Como presidente da SBS atuou buscando promover o intercâmbio e possível reconhecimento entre os sistemas de certificação florestal vigentes . Como atual Presidente da SBS não tem poupado esforços no fortalecimento da certificação florestal;

6- GARO BATMANIAN

Foi responsável pela organização e estabelecimento do Grupo de Trabalho – FSC Brasil ( integrado por representantes dos setores ambiental, social e econômico) para definir indicadores de manejo florestal , dentro dos Princípios e Critérios pré – estabelecidos pelo FSC internacional. Promoveu a Assembleia Geral Extraordinária (AGE) da criação do Conselho Brasileiro de Manejo Florestal- FSC Brasil. Membro do FSC internacional atuou buscando conciliar as perspectivas dos diferentes grupos de interesse..

7 – WALTER SUITER FILHO (in memorian)

Era coordenador do IPEF, quando participou da proposição dos padrões do CERFLOR e dos primeiros testes de campo para florestas plantadas. Era membro do FSC Internacional e participou da definição dos critérios do Princípio 10 –Plantações florestais –do FSC Internacional. Foi o primeiro coordenador do FSC Brasil, atuando como interlocutor do GT Brasil e estruturando a operacionalização do sistema em nosso país;

8 – CARLOS ALBERTO ROXO

Foi importante articulador e ativista institucional do setor industrial ligado às florestas plantadas. Com muita dedicação e competência, integrou diversos fóruns e associações nacionais e internacionais multi- stakeholders , inclusive como chairman. Foi dos profissionais de maior destaque e dedicação na preconização da sustentabilidade e responsabilidade social e ambiental do setor florestal e industrial. Teve papel significativo como divulgador do CERFLOR no cenário internacional, e foi grande articulador e defensor do reconhecimento mútuo de sistemas de cerificação florestal equivalentes. Reconhecido, em nível nacional e internacional como dos mais competentes profissionais em certificação florestal e na implementação de políticas empresariais em respeito aos princípios da sustentabilidade.

7 – MARIA TERESA REZENDE

Foi Secretária Executiva do CERFLOR desde a inserção do mesmo, em 2002, no Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade ( SBAC) até recentemente. Atuou pelo INMETRO , que é o órgão gestor do CERFLOR e o organismo acreditador oficial do governo brasileiro. Secretária da SCT – Sub Comissão Técnica de Certificação Florestal, no âmbito do Inmetro, que também tem a função de estabelecer os procedimentos e regulamentações específicos da acreditação , representou o CERFLOR com maestria perante o PEFC – Programme fo the Endorsement of Forest Certification Schemes;

8- RUBENS GARLIPP

Quando membro associado do FSC , participou do GT internacional que formulou os Critérios de Plantações Florestais do Princípio 10. No GT FSC- Br , atuou como um dos representantes do setor econômico. Colaborou intensamente para a consolidação do FSC no Brasil e sua convivência construtiva com o CERFLOR. Foi o grande responsável pela existência do CERFLOR. Deu vida, credibilidade e estruturação para seu funcionamento. Criou, articulou, desenvolveu e somou os mais diferentes interesses institucionais. Soube lidar com as limitações e dificuldades inerentes ao tema e sempre valorizou com ética e competência os mais distintos colaboradores. Participou da estruturação técnica e organizacional do CERFLOR, desde a implementando do convênio SBS x EMBRAPA para formulação dos padrões (P,C,I) de manejo florestal, de acordo com as características brasileiras. . Cuidou da integração do processo junto à ABNT- Associação Brasileira de Normas Técnicas- para elaboração das Normas Brasileiras (NBRs) de manejou florestal, cadeia de custódia e de auditoria florestal.

Foi o grande articulador e divulgador do CERFLOR junto às organizações e instituições governamentais, fóruns de discussões nacionais e internacionais ( FAO,ISO, ITTO, CDS-ONU). Coordenou e implementou o Projeto CERFLOR no Forum de Competitividade de Madeira e Móveis/ MDIC . Promoveu , com a colaboração das partes interessadas, a inserção do CERFLOR no SBAC -Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade – conduzido pelo INMETRO . Preparou a harmonização do CERFLOR para a filiação (2002) e para o reconhecimento internacional (2005) no PEFC – Programme for the Endorsement of Forest Certification Schemmes . Transformou sua vida profissional numa proposta de trabalho pelo desenvolvimento e valorização do setor florestal brasileiro;

9- PIETER PRANGE (in memrian)

Foi membro associado do FSC internacional, representante do setor econômico. integrante do primeiro GT de formulação de padrões FSC Brasil . Participou ativamente de reuniões nacionais e internacionais na defesa dos interesses da certificação. Um profissional exemplar e um modelo ético na luta pelos interesses institucionais das florestas plantadas do Brasil. Participou de entidades representativas do setor com dedicação e lições de credibilidade. Atuou como um dos primeiros auditores florestais de certificadoras internacionais ;

10- SERGIO AHRENS

Participante e colaborador ativo desde a concepção do CERFLOR e Integrante das Comissões de Estudo CEET/ ABNT e da SCT /INMETRO. Teve e tem importante atuação nas proposições e discussões das questões e requisitos técnicos e legais no âmbito do CERFLOR e do PEFC, no Brasil e no Exterior .Participou e continua participando das revisões e das revalidações do reconhecimento internacional do sistema pelo PEFC. Como membro da EMBRAPA FLORESTAS e por sua reconhecida competência profissional tem prestado significativa contribuição técnica em discussões polêmicas e mais sensíveis como desflorestamento, uso da terra, Código Florestal e outras questões legais e sociais;

11 – CELSO FOELKEL

Apoiador das iniciativas de manejo florestal sustentável, incentivador e divulgador da certificação florestal como instrumento de valorização do setor .Participou de GTs nacionais e internacionais e escreve sobre o assunto dando visibilidade ao tema ,em especial no Brasil e no exterior. Suas contribuições, sempre calcadas na experiência, bom senso e extrema capacidade técnica , foram incorporadas nas normativas e regramentos dos processos de certificação ;

12 – JOSÉ AUGUSTO de ABREU e MARIANA FELLOWS

Respectivamente , ex-Diretor da ABNT ,que colaborou na formatação do CERFLOR conforme os preceitos internacionalmente aceitos para o processo de elaboração das normas e de participação dos grupos de interesse ; Ex-secretária da CEET /ABNT e instrutora de cursos de formação de auditores florestais pelas normas do CERFLOR ;

13 – ANDRÉ GIACINI DE FREITAS

Foi Diretor do Imaflora e implementador de feiras com produtos florestais certificados no Brasil , objetivando dar visibilidade às práticas de bom manejo e produção florestal . Atuou como Diretor Executivo do FSC Internacional e foi exemplar profissional na execução de empreendimentos que valorizassem a certificação florestal com vistas à sua sustentabilidade;

14 – ROBSON LAPROVITERA ( in memorian)

Assumiu a coordenação técnica dos trabalhos da CEET/ABNT e foi incansável defensor da certificação dos produtos florestais brasileiros. Foi propositivo e pró-ativo nas discussões internas e no exterior, tanto sobre as revisões das normas técnicas do CERFLOR, como nas iniciativas para aprimoramento do processo PEFC;

A Comunidade de Silvicultura abre espaço para que mais colaboradores sejam lembrados e reitera os respeitosos cumprimentos a essa elite de profissionais,cujos trabalhos enriquecem, sobremaneira, a silvicultura brasileira!!!!!

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – gestão e serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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A NOSSA SILVICULTURA: O QUE VIRÁ, A MÉDIO PRAZO?

Para o curto prazo não resta nada a acrescentar. Uma fotografia em branco e preto desanimadora! Madeira sobrando, preço baixo, muitas florestas sendo destruídas ou abandonadas…. e as indústrias crescendo! Enfim…. um momento de contrastes! Acrescente- se ainda: poucas áreas sendo reformadas, muitos plantios sem o devido cuidado, diminuição de áreas plantadas, o desastroso impacto dos déficits hídricos em muitas regiões, a queda da produtividade em outras tantas e desinteresse generalizado dos produtores! E no médio prazo – 6/7 anos – o que poderá acontecer?

Com certeza, o que muitos sabem, e já viram acontecer! Falta de madeira e o mercado aquecido! Culpados? Ninguém sabe ninguém viu! E, nesse vai e vem, a silvicultura fica com as pedradas! E como dizia um antigo produtor: “ não sei se devemos parar, ou se devemos plantar para aproveitar o novo ciclo das vacas magras”.

Fica para reflexão dos que já se livraram da ressaca carnavalesca : “será que com esse monte de limão, não descobrimos uma forma de transformar tudo isso numa limonada?

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – gestão e serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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AS VISÕES SOBRE A SILVICULTURA BRASILEIRA

Na década de 60/70, na ESALQ-USP, Piracicaba-SP, ouvimos do saudoso Prof. Helladio do Amaral Mello – um dos principais responsáveis pelo sucesso da silvicultura brasileira – em sua primeira aula – “ vamos tratar de uma atividade de grande importância econômica, social e ambiental e que pode contribuir de forma significativa para desenvolvimento de muitas regiões do Brasil”. E essa foi a sua razão e filosofia de vida!

Já se foram, exatamente 50 anos! E muitos caminhos se modificaram, inúmeros desafios foram superados, diversas perspectivas se abriram, e até novos rumos foram adotados! A Comunidade de Silvicultura, através da visão de colaboradores, pretende fazer registro dos ajustes experimentados pela silvicultura brasileira. E deixa para reflexão: continuam válidas as palavras do respeitabilíssimo e saudoso Prof. Helládio?

Segue para reflexão…Uma visão da silvicultura, segundo o Eng. Edson Balloni !

……… na verdade, o que se faz com plantio de Eucalipto nas empresas de celulose, na minha opinião, não é silvicultura! Trata-se de uma agricultura de árvores para produção de fibras destinadas à celulose, ou seja, um agronegócio de ciclo mais longo. Agora com essa jogada de marketing da “fábrica de mudas” a coisa fica, ainda mais soja e milho, do que floresta. Quando vim trabalhar no sul e viver plantios de florestas para uso múltiplo passei a entender melhor o significado de silvicultura, onde se dá tempo às árvores, para que as mesmas agreguem valor à floresta, não só econômico como também ambiental.

Acontece que isso também está mudando! As grandes empresas estão levando o Pinus para o mesmo caminho do Eucalipto,cuja única diferença é que o ciclo passa de 5 a 7 anos para 12 a 13 anos. Eles estão totalmente certos, pois visam a produção de massa e a análise econômica é feita na ponta final da fábrica.E assim, somos os melhores do mundo. Quando você joga numa planilha os R$ 6 a R$ 7 mil, que custa um plantio de eucalipto e que não se consegue vender a madeira no mercado a mais que R$ 25/m³, não precisa ser economista para se ver que essa atividade é inviável economicamente.

Portanto, plantar eucalipto, hoje em dia, para quem não é dono de indústria de celulose, é jogar dinheiro no lixo. Temos visto muitas áreas sendo destocadas e convertidas para agricultura com a promessa do agricultor – “Eucalipto Nunca Mais”. Muitos entraram nessa atividade, através de propaganda enganosa, alguns imediatistas e outros pela onda, que se propagou de uma aposentadoria tranquila que a floresta proporcionaria! Do ponto de vista estratégico para o país isso é muito ruim, porque você cria uma aversão a uma atividade que se bem planejada e executada, de fato, traz resultados muito interessantes, no médio e longo prazo. Com relação ao aspecto estratégico o país já jogou e continua jogando no LIXO uma base genética fundamental, que são os Pinus Tropicais. Não há como expandir o plantio de Pinus no sul do Brasil, o futuro são os trópicos.

Há exatos 40 anos o IPEF lançava o PPT (Projeto de Pinheiros Tropicais) com um amplo programa de pesquisas que comtemplava qualidade da madeira, melhoramento genético, alternativas de plantio, manejo, etc. Experimentem fazer um plantio de Pinus caribaea var. bahamensis para ver se vocês conseguem! Temos que rezar para ainda existir algum material que consiga restaurar a base genética. Quanto às recomendações silviculturais tais como: espaçamento, adubação, regime de desbastes… nem pensar!!! Já o Pinus caribaea var. hondurensis que seria o Jegue das árvores, ou seja, tolera climas mais secos, mais úmidos e outros desaforos, a ação tem que ser URGENTE, pois a base genética está sendo destruída.

O Setor é novidadeiro, hoje temos um imenso comercial sobre os plantios de cedro australiano, mogno africano etc., que são espécies de madeira nobre e que, certamente, irão ocupar espaço nas nossas alternativas florestais. Mas visando usos múltiplos, as diferentes espécies de Pinus e Eucalyptus são imbatíveis! Alguém sabe como plantar e manejar o Citriodora? Sua madeira não fica devendo nada ao cumaru na construção civil. O Paniculata se iguala à aroeira, quanto à durabilidade no solo, e assim vai… Existe eucalipto para qualquer tipo de uso, o que não existe é dedicação das instituições, divulgação e incentivo para que a Silvicultura de verdade se estabeleça, de fato, no país.

Um abraço Balloni

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – gestão e serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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OS DESAFIOS DE TODOS OS SILVICULTORES!

Depois de tantas surpresas e encrencas, tudo indica que, entre mortos e feridos, a vida continua! Para os silvicultores parece que nada mudou e não há nenhum movimento ou sinal de algo preparado para ser discutido, e, muito menos, qualquer postura empresarial que altere essa calmaria! Mais reuniões daqui e dali, e nada. Ninguém se atreve “ a colocar o dedo nas feridas”. Num pequeno exercício de memorização, notamos que os problemas novos estão se envelhecendo e os problemas velhos são colocados na gaveta. Ouvi, de um amigo – é o ciclo do comodismo – é a maneira “inteligente” de não se fazer nada, mas manter a antena ligada!

A Comunidade de Silvicultura tem recebido inúmeras cutucadas provocativas. O objetivo é, de fato, promover discussões que possam contribuir para o desenvolvimento de nossa silvicultura! Longe, muito longe de se pretender solucionar as encrencas armadas! No entanto, esse ” céu de brigadeiro”, no meio de tanta tempestade, é muito preocupante! E nesse contexto de perplexa calmaria, a Comunidade de Silvicultura, teimosamente, lembra;

-Onde foi parar o Programa Nacional de Florestas Plantadas?
-E a madeira como biomassa para energia, vai acontecer?
-E as pesquisas e experimentações com nossas espécies nativas?
-E as grandes concentrações de florestas plantadas? como protegê-las?
-E o pequeno produtor? Parece que esse assunto já está na gaveta!
-Quem herdou os compromissos internacionais?
-E se os silvicultores quiserem discutir os rumos do setor? Onde e com quem discutir?

Se mais de uma pergunta ficar sem resposta, não desista! Mas também não deixe de colaborar! Esse desafio é de todos os silvicultores!

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – gestão e serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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A IMPORTÂNCIA E A RIQUEZA DA INFORMAÇÃO!

 

Durante muitos anos a silvicultura brasileira limitou-se a regiões tradicionalmente produtoras de florestas, sem grandes dificuldades. E a produtividade atingiu indicadores espetaculares! Da genética à colheita, sempre estava à disposição dos interessados, no mínimo, um feijão com arroz bem apetitoso. Os primeiros avanços da silvicultura – Bahia, norte de Minas, Mato Grosso do Sul, Maranhão, pampas gaúchos, dentre outras regiões, em pouco tempo, resolveram suas adequações tecnológicas e passaram a dispor de valiosas informações! Foram expansões acompanhadas de pesquisas e de profissionais altamente capacitados.

Na última década, no entanto, o avanço para novas fronteiras foi mais ousado – regiões do Tocantins, oeste da Bahia, áreas mais secas de Minas, do Maranhão, do Piauí, dentre outras – e então, a falta de informações evidenciou mais problemas e limitações. Grandes áreas, desocupadas e com terras baratas aguçaram o interesse de muitos aventureiros! Muita gente sem informação e diante das adversidades de clima, solo, mão-de-obra despreparada,……. e o mais agravante, com a mesma receita operacional.

O resultado não poderia ser diferente – empreendimentos paralisados; florestas improdutivas; limitações técnicas indefinidas! Na verdade, os desdobramentos foram bem mais complexos, e ficaram lições importantes para reflexão:

-as expansões que avançaram em suas adequações tecnológicas, encontram- se em situação privilegiada neste contexto, e são detentoras de valiosíssimas informações!

-há de se fomentar, urgentemente, a pesquisa florestal nessas regiões para se viabilizar uma possível expansão da silvicultura brasileira. Só com informações técnicas, essas expansões serão viabilizadas!

A silvicultura, a médio e longo prazo, poderá se expandir para essas regiões e não dá para esperar que as informações técnicas surjam sem um grande programa de pesquisas. As informações, ainda em formação e nas mãos de ousados empreendedores, mostram a viabilidade dessas áreas e a ampla abrangência das pesquisas a serem desenvolvidas.

Diante desse contexto, e se essas expansões, de fato, se tornarem realidade, o esforço para o desenvolvimento da pesquisa florestal será imprescindível e as informações técnicas constituirão uma riqueza imensurável!

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – gestão e serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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