SILVICULTULRANDO-SE FAZ SOLICITAÇÃO À MINISTRA

 

O Grupo de Profissionais Independentes – Silviculturando-se –  reunindo  cerca de 100 (cem) profissionais do setor florestal, através do WhatsApp,  preparou mensagem à Ministra da Agricultura, na data de hoje – 14/11/2018, solicitando urgentes providências no fortalecimento institucional do setor de Florestas Plantadas naquele Ministério.

Os colaboradores também colocaram-se à disposição para colaborar e, respeitosamente, sugeriram que o Ministério, agregando, de fato, o tema passe a ser denominado Ministério da Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Florestas!  Compartilhamos com nossos amigos a mensagem enviada. Reiteramos os cumprimentos já feitos pelo Grupo à Ministra e também  registramos nossos votos de muito sucesso!

“Prezada Dep.Teresa Cristina – Ministra da Agricultura

Participamos de um Grupo de Profissionais Independentes – Silviculturando-se – que se juntou para discutir as questões florestais do Brasil e permita-nos reiterar os cumprimentos anteriores, e alertá-la para medidas urgentes a serem tomadas, nesse início de gestão! Prezada Ministra, esse parece-nos o momento propício para que medidas, que podem mudar o rumo de nossas atividades  devam ser tomadas! Nosso setor de Florestas Plantadas encontra-se abrigado em seu futuro Ministério, há muitos anos!

– É responsável por significativa contribuição econômica, social e ambiental e reconhecido em nível internacional pelo elevada competitividade!

– Em algumas regiões representamos a mola propulsora de todo o desenvolvimento e ainda temos muito a crescer, e acima de tudo, cuidar da proteção desse rico patrimônio;

– O setor de florestas plantadas é amplo e precisa diversificar o uso da madeira, criar novas cadeias produtivas, implementar o uso de nossas espécies nativas, recuperar áreas degradadas, cuidar dos serviços ambientais, enfim, o nosso potencial de  crescimento  ainda pode contribuir de maneira significativa para o desenvolvimento do setor rural brasileiro;

– Prezada Ministra, precisamos de uma estrutura institucional forte e atuante em seu Ministério! o desafio é grande, mas as contribuições podem ser significativas e mudar a história da silvicultura brasileira;

– Esse é o momento e cabe, então, o nosso pleito com todo o respeito:

“ não deixe de criar e fortalecer institucionalmente o setor de florestas plantadas no Ministério da Agricultura” e se nos permite, seríamos até mais ousados :  falemos em  Ministério da Agricultura, Pecuária, Abastecimento e FLORESTAS!!!!

– Prezada Ministra, saiba que aguardamos isso, há mais de 50 anos! Não perca essa oportunidade e milhões de empregados rurais saberão dar o devido valor!

– O Grupo Silviculturando-se agradece e seus membros se colocam a sua disposição para colaborar no que for necessário!!

– Muito Sucesso, Ministra!”

 

Nelson Barboza Leite

Em nome do Grupo – Silviculturando-se

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SERÁ O MOMENTO DO MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, PECUÁRIA E FLORESTAS?

Já estamos em plena estação de caça e caçadores! Gente nova chegando, muitas esperanças e novidades à frente! Depois do susto com a junção dos Ministérios da Agricultura e Meio Ambiente ficaram os cacos para se juntarem! No Meio Ambiente, além das inúmeras políticas públicas, sempre em amadurecimento, temos o Serviço Florestal Brasileiro, que só não é responsável também por florestas plantadas por uma inconveniente e irresponsável interpretação! Talvez até justificada pelo fato do Serviço Florestal Brasileiro ter nascido vinculado ao Meio Ambiente.

Na época a torcida era para encontrar um abrigo no Ministério da Agricultura – na verdade, encontramos só o abrigo, sem mesa e sem cadeira! E com tudo isso, não aconteceu e nem mudou nada para as florestas plantadas. Mas ela tem vida própria, sabe o que quer e sabe onde procurar o que precisa – é outro mundo! Mas continuamos com muitas “pernas bambas” e todas com ligações florestais!

E só para não estender muito: como gerar empregos e dar ocupação para milhares de engenheiros florestais que se formam todos os anos? E esses compromissos todos que temos com o mundo! É para serem cumpridos? E não vamos usar nossas florestas naturais com tecnologia para gerar emprego e riquezas a toda sociedade? E temos mais um punhado de interrogações que ficam com inúmeras interrogações!

Em que momento vamos juntar tudo isso? Será que não é o momento de fortalecermos o Serviço Florestal Brasileiro, juntarmos e justificarmos o nome – Ministério da Agricultura, Pecuária e Florestas?

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – gestão e serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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E ESTAMOS COM NOVOS GOVERNANTES! E AGORA?

Parece que não assusta ninguém, mas estamos sujeitos à grandes mudanças! Para muitos não tem com o que se incomodar. Afinal, há anos, não temos “um pitaco” do Governo Federal para nada! Mas isso serve de consolo? Talvez não fosse de se preocupar, se tivéssemos um setor todo organizado, com políticas públicas definidas…

Mas bem ao contrário, está tudo desarrumado, sem eira e nem beira! E com canetadas desajustadas, pode ficar ainda pior! Temos alguns documentos com sugestões importantes, mas sem o peso de todo o setor, e, com certeza, não terão a devida atenção. Para quem chega pode soar como opinião de grupos interessados! E de legitimidade suspeita!!

Pelos bastidores fala-se em romper com compromissos internacionais e por desinformações, parece que alternativas com “apelo ambiental” tem tudo para serem engavetadas. Fica a impressão, de que estamos diante de verdadeiro “ balaio de gato”, com muitas encrencas e problemas a serem resolvidos!!!

É hora de juntarmos forças e unirmos o setor! Vamos esperar que nossas entidades representativas acordem e assumam esse papel de representantes de nossos interesses. E muito antes de reivindicar qualquer coisa, que se coloquem à frente dos novos governantes para mostrar o que somos e o que representamos para o desenvolvimento econômico, social e ambiental do Brasil! Há muito tempo, já se dizia: “não há nada mais perigoso do que um desinformado com garimpo na mão”!

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O “SILVICULTOR DE BOTA”: UMA ESPÉCIE EM EXTINÇÃO!

Nesses 50 anos de grande crescimento da silvicultura brasileira, há de se destacar o brilhante trabalho dos profissionais, que conseguiram transformar os conhecimentos científicos em práticas operacionais de campo – é o conhecido “silvicultor de bota” – de presença marcante nas áreas de trabalho, com sol ou chuva, e conhecedor de todos os detalhes do dia-a-dia – das mudas, às máquinas – e em especial, a atenção às dificuldades, sugestões e críticas de seus colaboradores! De comportamento bem simples e tão comum, há anos atrás, mas que está se tornando raridade nas empresas. Sinais dos novos tempos? Há quem diga que com os modernos sistemas de controle, as “coisas” foram simplificadas. 


E esse olhar, de todos os dias, deixou de ser necessário!

Planilha daqui e dali, enfim, todo o universo operacional monitorado! E dessa forma, a ausência do “silvicultor de bota” nem é notada! Todos os serviços são registrados, fotografados e repassados às centrais de controle e se transformam em índices e gráficos gerados numa sala almofadada e de ar condicionado. E dão origem às discussões, sugestões e avaliação conclusiva dos trabalhos silviculturais da empresa.

E as consequências disso? Há quem, nem imagina que essa situação possa existir, mas há muita gente que acha que a ausência desse silvicultor pode trazer sérios problemas à produtividade das florestas! De qualquer forma, fica o recado para os que se assustam, quando encontram inexplicáveis absurdos operacionais em muitos empreendimentos florestais!!!

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E AGORA! O QUE FALAR DE NOSSA SILVICULTURA?

Estamos às vésperas de eleições presidenciais e surgem diferentes perspectivas. Poderemos ter mudanças significativas! E o que devemos fazer? Vamos esperar que tudo se acerte normalmente sem maiores problemas? Cada um no seu lugar e depois vamos preparar nosso discurso? Aliás, temos documentos, com visões diferentes, rodando por aí, e esperando a oportunidade para serem apresentados.

Fica a dúvida: o setor estará representado em toda sua abrangência? O que, de fato, compreende o nosso setor? Para não complicar muito a discussão, teríamos no mínimo as seguintes frentes para serem defendidas: a silvicultura do metro cúbico – forte e muito bem representada por grandes consumidores e até usos alternativos da madeira, como biomassa energética, etc.; temos a silvicultura dos nichos especiais – trata de diferentes espécies comerciais, incluindo nossas espécies nativas; temos a silvicultura do Clima – e aqui, há todo o envolvimento com compromissos internacionais, serviços ambientais, recuperações de áreas degradadas, etc. e com apelo internacional fortíssimo!

E fora essas linhas, mais ou menos, definidas, temos um enorme universo florestal, compreendendo os diversos e ricos biomas, que necessitam de urgentes políticas públicas – aqui entra o Serviço Florestal Brasileiro com suas amplas atribuições! Com certeza, essa divisão pode ser desenhada e, com legitimidade, de diferentes formas! E isso mostra a complexidade do assunto! Fica para reflexão! – será que não está na hora de mexermos o bolo? E seria muito conveniente se pudéssemos juntar as forças ativas do setor, mesmo com suas adversidades e diferentes reivindicações!

Essa união só iria fortalecer o setor florestal e a silvicultura brasileira! E tem mais: se deixarmos que estranhos cuidem de nossos interesses, teremos chances de termos nossos problemas resolvidos?

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – gestão e serviços florestais – nbleite@uol.com.br

 

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CONVERSA: A INSUBSTITUÍVEL FERRAMENTA TECNOLÓGICA DA SILVICULTURA!

Numa reunião de profissionais, em que se discutiam os desafios tecnológicos e o mundo digital, um diretor florestal falou: “ a conversa dentro e entre os profissionais das empresas é insubstituível. É a grande tacada tecnológica para assegurar o sucesso de qualquer inovação de nossa silvicultura ”! Numa conversa animada, bastou essa senha, para que inúmeros exemplos fossem abordados. Uns para serem seguidos e outros para serem execrados. O grande exemplo ficou por conta daquela empresa, onde a conversa é livre e solta, o famigerado e-mail é instrumento de apoio e de lembrança e a “toda poderosa EXCEL” é sempre acompanhada de boas e esclarecedoras discussões! Acertos e desacertos são feitos sem muita frescura e de forma direta entre os interessados. Não há mensageiros ou “fofoqueiros” no meio do caminho.

E o exemplo a ser execrado ficou por conta da empresa onde o e-mail, sem muita discussão e com enorme lista de copiados, encaminha a decisão final! Diferenças e cuidados complementares ficam por conta do mensageiro, mas sem nenhum efeito. Tudo se encontra definido no e-mail, vindo da sala do canto, sempre acompanhado de detalhado ANEXO, e não se fala mais nisso! Quem tem a oportunidade de transitar em diferentes empresas, sabe muito bem, que esse modelo que merece ser execrado não é tão incomum, quanto possa parecer! Há muitos disfarces, mas o ranço da postura impositiva é inconfundível.

É, relativamente, fácil perceber o ambiente encrencado e cheio de competição e de desconfiança, que predomina dessas organizações. Todos perdem, mas quem perde mais é a silvicultura! O mesmo diretor, que deu a senha para a conversa, apresentou um brilhante exemplo: “ tivemos oportunidade de trabalhar com profissionais competentes e questionadores. Eram inevitáveis as conversas francas e objetivas, e assim criou-se um ambiente de amizade, lealdade e comprometimento. Foi a chave para se manter a equipe motivada e pronta para enfrentar qualquer dificuldade e aceitar inovações. Nunca um problema ficou sem solução. O trabalho se transformou numa tremenda satisfação profissional, consolidaram-se grandes e respeitosas amizades e assegurou-se o sucesso dos trabalhos silviculturais da empresa”!

Nesse mundo de inovações digitais, fica o registro para incentivar e enriquecer, o relacionamento entre as pessoas e transformar a rotina de trabalho em satisfação profissional. Assim, vamos acompanhar e facilitar os avanços digitais e evitar que o convite para uma prosa venha, via e-mail, da sala ao lado!

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – gestão e serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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E COMO FICA A SILVICULTURA?

Considerando os resultados eleitorais, de ontem, fica uma certeza: ganhe A ou B, vamos ter mudanças nessa estrutura institucional vigente! A única dúvida é quanto à intensidade das mudanças. E temos para reflexão!
-O Programa Nacional de Florestas Plantadas que está sendo submetido à Audiência Pública (o prazo para sugestões foi prorrogado até 18 de outubro) vai ter validade?

-Entre A ou B, será que as sugestões vão ser aceitas, ainda mais vindas de um Governo que se arrasta!

– O Documento sob análise atende às reivindicações de toda a silvicultura? Acreditamos que a silvicultura do metro cúbico está bem retratada, mas a atividade ampliou-se significativamente, nos últimos anos!

– E as novas perspectivas da silvicultura estão devidamente contempladas no referido Documento? Atualmente, não dá para se pensar em silvicultura sem se lembrar dos compromissos assumidos em Convenções do Clima, não dá para se aceitar a falta de recursos para pesquisas com nossas espécies nativas, não dá para esquecer da necessidade de se recuperar nossas bacias hidrográficas e até a lógica da silvicultura do metro cúbico está sendo muito alterada no novo contexto econômico e social dos dias atuais!

– Dá para aceitar que nossa silvicultura continue discutindo seus interesses em diferentes ministérios?

– Será que não é o momento de se fortalecer o Serviço Florestal Brasileiro com autonomia e independência institucional para cuidar de tudo que se refira à floresta?

Para apimentar ainda mais as discussões, lembremos que na época do extinto IBDF, o assunto florestal era bem definido e reflorestamento convivia em harmonia com florestas nacionais, parques, mercado, pesquisas…..

Bons e saudosos tempos!

 

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – gestão e serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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REFLORESTAMENTO: QUANDO AS CONTRIBUIÇÕES SE SOMAM!

O reflorestamento, em grande escala, surgiu no Brasil com os incentivos fiscais em 1966, com a Lei 5106 e foi extinto em 1987. Deixou área plantada ao redor de 5 milhões de hectares, muita experiência de sucesso e polêmicas de toda natureza – desvio de recursos, florestas de péssima qualidade, abusos legais, etc., além de milhares de empresas se arrastando em termos técnicos e organizacionais. Mas o legado deixado é rico, amplo e diversificado! Só a parte bem sucedida – perto de 50 % da área plantada – deu condições para o surgimento de grandes indústrias, promoveu extraordinário desenvolvimento científico e tecnológico e fez com que a silvicultura brasileira passasse a ser referência em nível mundial.

O retorno dessas indústrias em impostos, já ultrapassou, algumas vezes, tudo que se colocou em incentivos fiscais. De longe, foi das políticas públicas de maior retorno ao país! E o legado é enriquecido, ainda mais, com as lições que ficaram para trás! E aqui, cabe registro especial: a otimização das contribuições econômicas, sociais e ambientais se somam e se consolidam de forma efetiva, quando o ciclo florestal se completa e todos os protagonistas da cadeia de produção são devidamente remunerados – quem planta, quem maneja, quem colhe, quem consome! Essa é a silvicultura sustentável, quando todos ganham e os benefícios econômicos, sociais e ambientais se somam e se consolidam! Se a cadeia é interrompida ou desequilibrada as contribuições se transformam em graves problemas à sociedade!
.

O que fazer com florestas improdutivas ou abandonadas? E onde ficam as contribuições sociais e ambientais de empreendimentos mal conduzidos e abandonados? Com certeza, nada disso é novidade! Mas que fique o registro para reflexão dos que lutam pelo crescimento da silvicultura brasileira!

 

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – gestão e serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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EQUIPE E PRIORIDADES, O SUCESSO DA PESQUISA FLORESTAL!

 

Um dia, lá atrás, ouvimos do nosso Mestre Dr. Helládio: “o pesquisador, que se isola, não consegue definir prioridades”!  E completou, com ênfase e muita convicção: “ trabalhar em equipe é uma necessidade na pesquisa e em qualquer atividade  produtiva!”. Essa conversa surgiu quando alguém apresentou, todo entusiasmado, um longo programa de pesquisa, rico em detalhes e com a pretensão de resolver “ um punhado de problemas” ao mesmo tempo.  O Dr. Helladio, acrescentou no comentário acima: “ discuta com todos os interessados e defina as prioridades a serem superadas” e ainda: “ veja o que precisa ser resolvido com urgência, o restante acontece naturalmente”!

A pesquisa falava de testar progênies de matrizes de espécies de eucalipto, em diferentes espaçamentos e tipos de solos! E, na ocasião, nem se tinha certeza da espécie adequada para ser usada! O programa original de mais de 100 páginas foi reduzido a menos de 20, e o tempo e os recursos foram significativamente diminuídos. Era, mais ou menos, com essa filosofia de trabalho, que a pesquisa se desenvolvia à alta velocidade e o IPEF conseguia manter a equipe de pesquisadores integrada e motivada!

Coisas do Dr. Helládio, profissional brilhante, de  altíssima  competência e sensibilidade prática! Foi com essa simplicidade que a silvicultura deu passos gigantescos para aumentar a produtividade. Nos dias atuais, temos  complexos desafios a serem superados. Talvez, nada tão simples!

Mas fica para reflexão os ensinamentos do Mestre Helládio: trabalho em equipe, muita conversa, simplicidade e objetividade são ingredientes indispensáveis para o sucesso da  pesquisa!

 

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – gestão e serviços florestais – nbleite@uol.com.br

 

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A SILVICULTURA “SEM EIRA NEM BEIRA”!

Numa reunião acalorada, quando alguém indagou: “qual o endereço institucional da silvicultura? “, surgiu a resposta com boa dose de ironia: “ só sei que estamos no Ministério da Agricultura e mais nada. Saímos do Ministério do Meio Ambiente, onde a luta era grande para encontrar espaço e fomos parar nos corredores do Ministério da Agricultura – sem sala e sem telefone”. Um descaso com setor tão importante para o desenvolvimento econômico, social e ambiental do país! A silvicultura encontra-se representada por Comissão, composta por profissionais competentes, mas sem mesa, sem cadeira e sem caneta para tomar decisão! Segundo muitos, “se não é para resolver, criemos uma Comissão”.

Será que poderemos falar em sustentabilidade da silvicultura com tanta fragilidade institucional? Se não ficarmos de braços cruzados, até 4 de outubro próximo – data limite para receber contribuições – será muito oportuno, que atendendo à Portaria SPA/MAPA nº 3086 de 04/09/2018 – que trata da Consulta Pública do Plano Nacional de Desenvolvimento de Florestas Plantadas – PNDF, que estabelece “os princípios e os objetivos da Política Agrícola para Florestas Plantadas”, enfatizemos essa vergonhosa situação, reconhecida no Tema 1 do referido Documento:

Tema 1: Locus institucional do setor de florestas plantadas

“A gestão política do setor de florestas plantadas foi transferida para o MAPA em 2014. Avanços foram alcançados, porém ainda de forma tímida. É necessário internalizar a cadeia produtiva florestal no MAPA. Seus sistemas de informação, apresentações de resultados 173 anuais, superintendências estaduais não incluem o setor florestal. Ou seja, a estrutura interna do MAPA ainda não considera o setor florestal como parte sistêmica. É importante que todas as divisões administrativas do MAPA tenham clareza de sua interface com o setor de florestas plantadas e insiram o setor em suas atividades, incluindo políticas, estratégias, estatística, comunicação e programas. A Câmara setorial de florestas plantadas, atualmente é a única instância de comunicação e de encaminhamento para as demandas do setor florestal ao MAPA. A ampliação da atuação e fortalecimento da Câmara Setorial como um canal efetivo de interface com o Ministério é fundamental. Este Plano recomenda ainda a criação de um locus dentro do MAPA, no nível de departamento, por exemplo, com profissionais especializados em florestas plantadas, a fim de desenvolver estratégias e mecanismos para a promoção e competitividade deste setor.”
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Com certeza, nenhum outro assunto teria tanta legitimidade para representar o Tema 1, do Documento que trata das prioridades da silvicultura brasileira!

E amanhã, 21 de setembro é Dia da Árvore” , quem sabe um dia teremos endereço institucional,onde a árvore seja lembrada todos os dias!

 

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – gestão e serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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