O “SILVICULTURANDO-SE” E O GRITO DE ALERTA DO SETOR FLORESTAL!

Um grupo de profissionais iniciou uma discussão, através do Whattsapp, em final de novembro, para juntar informações e sugestões a serem apresentadas aos novos governantes. Formou-se o Silviculturando-se! Em curto prazo, mais de cem profissionais se envolveram nas discussões! 
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Uma demonstração indiscutível da falta de representatividade e do vácuo institucional que existe no setor florestal brasileiro!! Tantas oportunidades, com mais de três milhões de empregos e formando mais de 1400 engenheiros todos os anos, o setor ainda carece de uma representação à altura de suas responsabilidades econômicas, sociais e ambientais!!! A carta que resultou desse trabalho conjunto talvez possa representar o início de novas discussões e encaminhamento de tantas reivindicações, que há anos se arrastam no setor. O documento deverá ser entregue à Ministra e os principais pontos destacados são:
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– Identificação e valorização institucional do setor florestal brasileiro. Dá-se grande importância à devida adequação e fortalecimento do Serviço Florestal Brasileiro, que agora se encontra no Ministério da Agricultura. O SFB pode ser o grande gestor da atividade em toda sua abrangência. Há de se dar o devido valor técnico e independência funcional para que suas funções sejam devidamente desenvolvidas;
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– Implementação das diretrizes apresentadas no Plano Nacional de Desenvolvimento Florestal. Nesse documento encontram-se as prioridades a serem implementadas visando o crescimento e desenvolvimento da silvicultura em suas inúmeras funções. São apontados os aspectos de licenciamentos, pesquisas com espécies nativas, a participação de investidores estrangeiros, a implementação do uso da madeira para outros fins industriais, dentre inúmeros aspectos. Destaca-se o grande potencial para crescimento e a necessidade de se integrar ao processo o pequeno, médio e grande produtor;
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– há uma sugestão excelente: a formação da Comissão Brasileira de Políticas Florestais – essa seria a grande e permanente ligação do Governo com todos os segmentos que se interessam pelo setor florestal!
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Esse documento, que será oportunamente distribuído, deve marcar o início de uma nova fase das atividades florestais no Brasil. Afinal somos três milhões de brasileiros trabalhando no setor, e todos os anos, as nossas escolas formam mais de 1400 engenheiros para serem usados em serviços florestais!
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A carta, antes de dar indicações para solução dos inúmeros problemas existentes, é um grito de alerta do setor florestal na direção dos novos governantes!!!!

 

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – gestão e serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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O PREÇO DA MADEIRA E AS ENCRENCAS QUE PODERÃO SURGIR!

O proprietário de florestas plantadas tem vivido dias de amargura, quando pretende vender a madeira, especialmente, nos últimos cinco anos. Fala-se em “preço de banana”, e até já se mostrou que o valor da madeira tem muito a ver com “preço de repolho”. Tudo mostrando que os custos para se fazer uma floresta, nem de longe tem sido compensado com a venda da madeira.

Há produtores que estão vendendo sua madeira pelo mesmo valor vendido, há quase 10 anos atrás!!!! Não precisa ser nenhum especialista para perceber que alguma coisa está errada e que pode trazer sérias conseqüências pela frente. Correções em culturas de ciclo longo, não se resolve no curto prazo! Consumir estoque até que não é tão complicado, mas fazer estoque de madeira é obra exclusiva do tempo!

E essa é a grande encrenca que poderemos enfrentar! Atualmente, planta-se muito menos do que se consome. Fala-se em programas de plantio bem abaixo dos níveis de consumo. Estamos limpando as sobras de estoques. Já há sinais de exaustão, mas o caminhão ainda consegue chegar nos cantos, onde a madeira é quase que de graça! Essa diferença – plantio /consumo – tem sido agravada pelos abatimentos nos estoques em função de menor produtividade decorrentes de diversas causas!

Acrescenta-se ainda, a esse quadro preocupante, a enorme quantidade de áreas que está sendo abandonada ou substituída por outras culturas após o corte da madeira. Perde-se a área plantada e o proprietário vira inimigo da silvicultura! Será que alguém pode duvidar de que essa situação não seja decorrência do preço miserável da madeira? O produtor abandonaria suas florestas ou trocaria de atividade com todas as dificuldades operacionais, se a madeira estivesse num valor satisfatório? Disso tudo parece que ninguém duvida, mas fica uma questão para reflexão – essa capacidade industrial instalada está preparada para diminuir produção ? Com certeza, não está!

A briga vai ser dura e a disputa pelo que existir de madeira, mesmo em idade de crescimento, vai ser dramática!! A conferir!

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – gestão e serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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SETOR FLORESTAL E A MINISTRA DA AGRICULTURA

Passados os dias quentes das mudanças, já temos um retrato mais ou menos definido de como ficou o setor florestal brasileiro! Para muitos, perdeu-se bastante do que se conseguiu juntar em 50 anos! Para outros, é uma questão de oportunidade para crescimento do setor! Preferimos ficar com a segunda hipótese e vamos em frente…

A nossa Ministra precisa saber que falamos de um setor que contribui com exportações, gera milhões de empregos e tem oportunidade de se tornar protagonista num mercado internacional, onde atualmente, só somos representados, e brilhantemente, pelo setor de celulose e papel.
De fato, o setor que mais investiu e que acreditou no enorme potencial do Brasil.

Temos participação insignificante no mercado internacional – cerca de 2% – mas somos o pais detentor da melhor tecnologia para plantios e produtividade florestal de silvicultura e temos a maior floresta tropical do mundo e riquíssima em biodiversidade!

Somos, orgulhosamente, um rico país agrícola e não podemos perder a oportunidade de nos tornarmos um riquíssimo país produtor de madeira e outros produtos florestais. E temos razões de sobra para não perder essa oportunidade – a madeira , talvez seja o material que mais foi substituído em seus usos, mas continua sendo o produto que nunca diminuiu o ritmo de consumo, em nível nacional e internacional!

Um Grupo de profissionais independentes, no mês de dezembro de 2018, formou através do WhatsApp o Silviculturando-se. E já se contam mais de 100 profissionais trocando mensagens, sugestões e manifestações! Todos, unicamente, com o objetivo de fortalecer institucionalmente o setor florestal brasileiro em suas múltiplas funções!!! E esse Grupo estará em audiência a ser marcada com a Ministra de Agricultura com o firme propósito de mostrar a importância e as grandes dificuldades do setor florestal!!

E o mais importante: com a esperança de que a Ministra não pode perder a oportunidade de se tornar a grande protagonista dessa revolução no setor florestal brasileiro!!!

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – gestão e serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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A MELHOR NOTÍCIA PARA O PRODUTOR: A FALTA DE MADEIRA !

Numa viagem por algumas regiões produtoras de madeira, tivemos a curiosidade de conhecer o nível de satisfação dos produtores florestais. Numa enquete bem simples entre produtores dessas regiões, tivemos a curiosidade de saber qual seria a melhor notícia para o produtor de madeira! Mais de 90 % respondeu sem nenhuma hesitação: a maior satisfação é quando se ouve falar que vai faltar madeira! Até aqui, nenhuma novidade, considerando-se o longo período em que a madeira permaneceu a “preço de banana”.

A grande surpresa veio com a pergunta seguinte: melhorando o preço da madeira vocês continuarão plantando ou cuidando de suas florestas? E a resposta foi decepcionante! Mais de 50 % falou em desistir, abandonar as áreas plantadas e se possível investir na limpeza das áreas florestadas! É preocupante ouvir: “em silvicultura, nem pensar”! Esse pessimismo é o retrato de uma realidade nua e crua. E cheia de contrastes! Há mais de 50 anos atrás, o Brasil incentivava o reflorestamento e o país se tornou o maior produtor de celulose de eucalipto do mundo.

Muitas indústrias se formaram e milhares de produtores se envolveram nessa cadeia de produção. Fala-se em milhões de empregos na silvicultura e ainda comenta-se da necessidade de mais florestas plantadas em certas regiões! Um tremendo paradoxo!!! Já está faltando madeira em algumas regiões e continua sobrando em outras. Uma mistura de tudo: falta de planejamento, de orientação e de políticas públicas adequadas! E não faltam discursos falando e louvando a silvicultura sustentável! Essa novela não pode e não deve continuar dessa forma.

E esse é um grande desafio a ser enfrentado pelos que acreditam que a silvicultura seja uma atividade importante para geração de benefícios econômicos, sociais e ambientais! Esse bonde precisa ser colocado nos trilhos! E o Brasil tem ciência, competência profissional e empreendedores ousados. Será que vamos saber aproveitar as oportunidades existentes?

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – gestão e serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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COMO ANDOU A SILVICULTURA EM 2018 – CONHECENDO MELHOR O SETOR!   

A Comunidade de Silvicultura com o propósito de dar mais visibilidade às inúmeras e importantes atividades do setor e por sugestões de vários profissionais que nos acompanham está apresentando para comentários e sugestões uma relação de assuntos importantes à silvicultura brasileira. Procuramos formular perguntas que evitem nomes de empresas ou de profissionais para não causar nenhum constrangimento e facilitar as manifestações. Esse é um painel de realizações e todos terão o direito de escolher o assunto de sua importância e interesse para tecer as considerações. Fique à vontade para falar sobre qualquer assunto de interesse da silvicultura, mesmo que não esteja nessa relação. Contamos com a colaboração de todos e, acima de tudo, que a ética, profissionalismo e respeito sejam observados em suas considerações:

  • Informação científica de maior impacto operacional
  • Melhor programa de integração junto às comunidades
  • Contribuição setorial de maior impacto à sociedade
  • Regiões  brasileiras onde os fomentados  continuam motivados
  • Maior programa de silvicultura  – plantio/manejo
  • Maior programa de suprimento de madeira
  • Maior problema técnico evidenciado
  • Fato de maior repercussão no setor
  •  O fato mais decepcionante para o setor?
  • A grande esperança para 2019!

 

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – gestão e serviços florestais – nbleite@uol.com.br

 

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MUDANÇAS NO SETOR FLORESTAL E FICAMOS SÓ ASSISTINDO!

Iniciamos 2019 com importantes mudanças institucionais!  O Governo que saiu, fechou a porta e deixou na mesa o Plano Nacional de Desenvolvimento Florestal. Só não falou a quem cabe a responsabilidade de tocá-lo e que instrumentos estarão disponíveis para executá-lo!  E o documento aborda com bastante propriedade as principais questões do setor de florestas plantadas! A esperança é que as nossas entidades representativas, que sumiram durante o processo de transição, surjam agora para mostrar aos novos governantes a importância e a necessidade de se levar a sério as propostas apresentadas!

A estrutura do Ministério da Agricultura, passa a ter florestas plantadas na Secretaria de Políticas Agrícolas, mas também passou a contar com o Serviço Florestal Brasileiro. Tudo indica que poderão existir mudanças! Definindo –se esse quadro há de se registrar aspectos interessantes:

1- As mudanças aconteceram e nenhuma entidade representativa do nosso setor mostrou “a cara” para dar qualquer sugestão!   É o resultado de nossa fragilidade institucional!!!!

2- Enquanto não se definem as atribuições das estruturas governamentais fica a sensação de que o setor florestal foi mais diluído e os problemas antigos vão se mantendo intocáveis, firmes e fortes. Por exemplo, falava-se muito da necessidade de se simplificar licenciamentos! E agora, com quem fica esse assunto? E o CONAMA, que tem tudo a ver com isso, conhece essa reivindicação?

3- De positivo, parece que tudo que se relaciona com pesquisa, agora não se discute mais o endereço. Vai parar tudo na EMBRAPA FLORESTAS! E que tamanho de encrenca!

4- Políticas públicas para viabilização do Código Florestal, compromissos internacionais, agenda do clima, revegetação, serviços ambientais… ainda parecem sem pai e nem mãe! Tendem a ficar no Serviço Florestal. Será uma boa solução se derem condições de trabalho e apoio !

5- Fica a sensação de que o setor florestal perdeu e ficou menor do que era!

Enfim, há muitas modificações sacramentadas e outras a serem sacramentadas! Uma pena que nenhuma entidade representativa tenha se mobilizado para oferecer sugestões e aproveitar a experiência e competência de brilhantes profissionais, que não teriam a menor objeção para colaborar!

 

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MADEIRA: PODE FALTAR….MAS HÁ SOBRA EM ALGUNS LOCAIS! 

Em postagens anteriores falamos da possibilidade de eventual falta de madeira e aumento dos preços, a médio prazo! Tivemos muitas confirmações, além de vários depoimentos dando conta da troca de áreas plantadas por outras culturas. Tudo isso somado à insatisfação manifestada por muitos produtores, resulta numa tremenda preocupação a todos os profissionais dedicados ao desenvolvimento futuro da silvicultura!

Diante desse contexto, recebemos uma mensagem muito oportuna e questionadora, e que fazemos questão de compartilhar. Dizia com muita ênfase: “ não acredito em falta de madeira, tenho muitas áreas plantadas e conheço muitas florestas sobrando e que só conseguem comprador a preço de banana! Qual a explicação?”

De fato, há muitas encrencas a serem resolvidas! E aí, cabem algumas considerações!!!

1- Sobra madeira em regiões distantes dos grandes consumidores, onde pode existir dificuldades de acesso ou de topografia acidentada, que não permite colheita mecanizada! Nesses casos, a madeira é sacrificada pelo alto custo de colheita e de transporte e fica valendo “o preço de banana”!

2- De outro lado, a colheita mecanizada exige o trabalho em grandes áreas. E com isso pequenas áreas e com ótimas florestas ficam na mão de atravessadores, que usam o “preço de banana”, lá de longe, como referência para negociação! Muitos produtores que não estão de “língua de fora” se negam a vender! Ou quando vendem não dão continuidade à condução das florestas! Uma pena!

3- Há, no entanto, proprietários insatisfeitos, que estão optando para o manejo de longo prazo. Essa parece ser uma saída muito interessante, mas que precisa de orientação técnica para dar bons resultados!

4- O uso da madeira como alternativa energética em suas variadas formas – lenha, cavaco, pelletes – está crescendo e dando “ um rapa “ nessas florestas, que estão sendo rejeitadas pelos grandes consumidores!

Essas dificuldades devem servir de alerta para as programações futuras da silvicultura! Expansões sem mercado assegurado será sempre uma tremenda e desaconselhável aventura!

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – gestão e serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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MUITAS CONFIRMAÇÕES…..PODE FALTAR MADEIRA!

Em nossa última postagem falamos de uma conversa que tivemos com tradicional produtor de madeira e de sua explícita convicção –“ vai faltar madeira e o preço vai subir”!

E vários comentários surgiram desse registro, evidenciando alguns aspectos:

1- Muitos comentários abordando os diversos problemas que rondam o mercado de madeira – quase sempre mostrando o ranço da insatisfação!

2- Os comentários confirmam também o desânimo de muitos produtores: florestas mal conduzidas, abandonadas e muitas áreas florestadas sendo substituídas por outras culturas!

3- Muita gente reclamando da falta de informações confiáveis sobre o mercado de madeira, gerando dúvidas a respeito do que pode acontecer nos próximos anos!!!

4- Parece surgir uma nova onda de “gente do contra” – os que sentiram no bolso os problemas com a desvalorização da madeira e tendem a se tornarem inimigos da silvicultura – e poderemos ter muitos problemas com isso!

Ficam esses registros e uma enorme preocupação para todos que lutam por uma silvicultura sustentável! Que mudanças precisam ser introduzidas no atual sistema de produção para, de fato, promovermos essa “tal” de sustentabilidade da silvicultura?

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VAI FALTAR MADEIRA E O PREÇO VAI SUBIR!

Há poucos dias, numa reunião de produtores rurais em Bragança Paulista – SP, ouvimos de um proprietário: “com certeza absoluta, em 3 a 4 anos a madeira vai virar um excelente negócio”. Daí, para ouvir mais detalhes, retrucamos: “ já faz alguns anos que estamos ouvindo isso, e esses 3 anos estão se estendendo demais”. E insistimos: “o que te faz ter tanta certeza disso”. E sem muita cerimônia, o moço colocou algumas evidências, que realmente preocupam e podem mudar a situação.

E foi dizendo: “há tempos ninguém planta mais nada, só vejo áreas cortadas e abandonadas ou sendo trocadas por pastagens, formiga para todo lado e um punhado de gente catando as florestas existentes e transformando em cavaco para queimar e cama de animais!”.

E completou: “pergunte para algum produtor rural se quer plantar floresta! e ouvirá com certeza, nem pensar!”. Então, indagamos com mais ênfase: “ e isso te leva a acreditar que madeira vai ser bom negócio?”. A resposta foi bem clara: “ não vai ter madeira sobrando e quem precisar vai ter que pagar o preço justo, ou coloca outra coisa no lugar”.

Essa prosa bem simples embute uma novela de longa data da silvicultura brasileira e mostra a força do mercado. Mas é uma prosa muito oportuna para reflexão dos grandes consumidores para os quais a madeira é insubstituível!

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AS FATIAS DO MUNDO FLORESTAL

É sempre bom lembrar! Começamos na década de 40 com o Instituto Nacional do Pinho com objetivos bem restritos, depois veio o IBDF, na década de 60, vinculado ao Ministério da Agricultura, com ampla abrangência – para muitos foi o melhor modelo já existente – mais tarde pegou pesca, borracha e mais algumas coisas e formou o IBAMA, que logo se vinculou ao Ministério do Meio Ambiente!

E aí, juntou tudo: reflorestamento incentivado e em fase terminal, questões florestais, comercialização, fiscalização, licenciamentos, multas, unidades de conservação e o mais complicado de tudo: pessoas com formação e experiência profissional diferente, visão, comprometimento, e por aí vai o mundo de diversidades, convergências e divergências! Deu no que deu: o fatiamento do setor florestal, com áreas bem desenvolvidas – o reflorestamento incentivado se transformou em florestas plantadas, cresceu, multiplicou-se e se mandou e algumas áreas necessitando de apoio e valorização!

Mas o fatiamento continuou dando frutos: surgiu o Serviço Florestal Brasileiro e o ICMbio, vinculados ao Ministério do Meio Ambiente, que manteve o IBAMA, falando de florestas!!!

É fácil perceber o tamanho da confusão, quando se fala em juntar, integrar, realinhar ou extinguir! E tudo é setor florestal. Há quem diga que o setor florestal só vai ser expressivo e ter o devido reconhecimento, quando essa família toda estiver reunida!

Mas o grande problema é que alguns desgarrados não querem nem pensar nessa possibilidade!

Não é fácil, e fica para registro dos que nas escolas aprendem que tudo isso é engenharia florestal e amam de paixão!

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – gestão e serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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