A SILVICULTURA, A CIÊNCIA E O PROFISSIONALISMO!

Só se faz florestas produtivas com conhecimentos científicos e profissionais competentes! Essa regra deveria ser seguida, obrigatoriamente, por administradores e empreendedores florestais. Formar florestas produtivas é aplicação de conhecimentos científicos, matemáticos, biológicos, além da indispensável participação de uma equipe de colaboradores treinados para execução e acompanhamento de todo o processo produtivo.

Trabalhar com equipe e saber valorizar seus colaboradores é quase uma arte. Para muitos, essa é a grande ferramenta do gestor bem sucedido! Para se ter uma floresta produtiva é necessário que a empresa tenha competência e experiência profissional. É o conhecido – “cheiro de terra”! Nos últimos anos, tem surgido situações curiosas, e que merecem registro! Aparecem daqui, e dali, novos modelos de organização, novos valores, novos conceitos, e novos procedimentos, as vezes, só com o objetivo de reduzir custos!

Muitas vezes, procedimentos silviculturais essenciais são relegados a segundo plano, e viram “luxo de engenheiro”. E assim, não se dá o devido valor ao planejamento das atividades, escolha e seleção do material genético, cuidados com nutrição das plantas, atenção com espaçamentos, etc. É o caminho do insucesso! E o interessante é que a inevitável retomada de rumo, lá na frente, ainda se transforma num parto de montanha com desgastes financeiros e pessoais incalculáveis. Para muitos, a administração que não sabe valorizar e respeitar o conhecimento científico e a experiência profissional, é a grande limitação para o sucesso de muitos empreendimentos florestais.

O consolo é que o bolso de qualquer empreendedor é de grande sensibilidade e, quase sempre, de tolerância zero! O sucesso da silvicultura brasileira deve muito ao desenvolvimento da ciência florestal e ao talento de brilhantes profissionais que dedicaram suas vidas ao trabalho!

Nelson Barboza Leite – nbleite@uol.com.br

Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

CELSO FOELKEL

Prezados amigos

Temos a enorme satisfação de apresentar aos amigos da Comunidade de Silvicultura o excelente trabalho do Dr. Celso B. Foelkel, a quem rendemos os mais elogiosos e respeitosos cumprimentos. Leitura imperdível a todos que se relacionam com o setor florestal brasileiro. Conheça a história do nosso setor, entenderá o esforço e dedicação de brilhantes profissionais, e a importante contribuição da SBS – Sociedade Brasileira de Silvicultura e da SBEF – Sociedade Brasileira de Engenheiros Florestais!

Publicação do LinkedIn de Celso Foelkel:

Amigos do setor florestal brasileiro: Oferecemos para acesso público e gratuito todos os livros técnicos (Anais) dos oito Congressos Florestais Brasileiros que aconteceram entre 1953 a 2003 em nosso País. Uma história e um relato da evolução do setor florestal no Brasil. Encontrem isso através do link:https://lnkd.in/dySF8AD

Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

A GREVE DOS CAMINHONEIROS E O PREÇO DA MADEIRA!

Como resultado da greve dos caminhoneiros, com certeza, haverá aumento do preço dos fretes, em geral. E isso pode trazer novos reflexos no preço da madeira! Senão vejamos: o valor da madeira no final da linha é composto pelo valor da madeira – de uma flexibilidade estrondosa – mais o custo das operações de colheita – discutido centavo por centavo e o custo do frete – agora, com liberdade formal para ser melhorado! Daí, a conclusão: a corda vai arrebentar do lado do produtor! Os otimistas dirão que os valores serão repassados e não haverá problema para os produtores! Os pessimistas apostam que a corda vai arrebentar do lado do produtor e nem haverá discussão.

Há anos atrás, quando o valor da madeira subia e os preços eram controlados, a correria era certa e a planilha de custo mostrava os acréscimos da madeira. Com entidades brigando e profissionais correndo para todo lado, sem nenhuma dúvida, os aumentos estavam garantidos. Os acréscimos da madeira eram, de fato, repassados! Nos dias atuais, a situação é totalmente inversa. O preço da madeira no final da linha não muda e com isso as adequações na cadeia de produção vão ficar na conta da madeira. E não se fala mais nisso!

Aliás, não haverá nenhuma entidade para discutir ou correr atrás dos repasses, que ficarem na conta da madeira. Uma pena o sofrimento dos produtores. Há de se evitar que num próximo movimento de caminhoneiro não haja um levante de produtores florestais para evitar que no fim da novela, a conta fique por conta da madeira!

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – gestão e serviços florestais – nbleite@uol.com.br

Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

GRANDES NEGOCIAÇÕES! E COMO FICARÁ A SILVICULTURA?

Estamos assistindo às grandes negociações, que estão ocorrendo nas indústrias de base florestal. Novos protagonistas e um mundo de florestas mudando de mãos! Não temos muito a fazer, mas a proteger! Estejamos atentos aos eventuais impactos na silvicultura brasileira. Aceitar que não vai mudar nada é tremenda ingenuidade. Mas achar que o mundo vai acabar, também não faz sentido! Com certeza, teremos mudanças!

O exercício é saber que impactos poderão surgir, em que dimensão e quem serão afetados! Há de se torcer para que a estrutura básica e os grandes avanços alcançados não sofram retrocesso e, principalmente que as oportunidades que temos de crescimento não sejam afetadas! Mais diretamente: será que as pesquisas sempre compartilhadas e que levaram o Brasil às produtividades espetaculares serão mantidas? E a valorização da madeira, que se encontra bem abaixo da realidade, e afugenta os produtores, será corrigida? Não podemos deixar que os produtores florestais se transformem em inimigos da silvicultura!

A expansão do setor passa pela integração dos pequenos e médios produtores à cadeia de produção. E não há segredo: a madeira com preços atrativos é a maior alavanca para aumentar o plantio de florestas e aproveitar a grande quantidade de áreas ociosas, junto aos centros consumidores existentes. Há quem diga que estamos prestes a viver nova fase da silvicultura! Vamos esperar que surjam protagonistas com sensibilidade para preservar avanços e disposição para adequação de ajustes imprescindíveis !

Não se pode mudar as regras do mercado,nem se meter nessas negociações de gigantes, mas há de se mostrar e proteger os valores estratégicos,que entram nesse jogo, e que são importantes para o crescimento da atividade. Manter a pesquisa florestal compartilhada e fortalecida e criar condições concretas para a efetiva participação dos pequenos e médios produtores na cadeia de produção são responsabilidades de todos que atuam no setor. São premissas que precisam ser preservadas e valorizadas.

Que os novos protagonistas estejam alertas à realidade que vivemos e sirvam como alavancagem para o pleno desenvolvimento da silvicultura brasileira!

 

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – gestão e serviços florestais – nbleite@uol.com.br

Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

OS GRANDES SILVICULTORES – DR. AMANTINO RAMOS DE FREITAS

 

O Dr. Amantino Ramos de Freitas, nascido em Itapeva, em 1940, casado, com filhos e netos, é engenheiro civil, formado na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, em 1963.Há décadas, tem participado do desenvolvimento da silvicultura brasileira, com  destaque  em trabalhos e estudos científicos de tecnologia para uso da madeira para diversas finalidades.  Sua contribuição,no entanto, é ampla e diversificada. Tem sido, na verdade, um grande defensor dos mais diversos interesses do setor florestal brasileiro.Trabalhou durante mais de trinta anos no IPT. No período de 1976 a 1995, comoDiretor da Divisão de Madeiras, posteriormente, denominada Divisão de Produtos Florestais. Durante sua brilhante carreira, sempre foi um homem ético, afável, cordial e de  ricos conhecimentos tecnológicos.  Possui formação profissional admirável:

PhD em Engenharia Civil, Virginia Polytechnic Institute – VPI, EUA (1978)

MS in Forestry, U. de Washington, Seattle, EUA (1966)

Lumber Inspector, NHLA School, Memphis, EUA (1968)

Uma de suas principais características é a permanente disposição para colaborar, orientar e apoiar iniciativas de interesse  do setor florestal e da sociedade.  Atualmente, participa de inúmeras atividades, das quais se destacam:

-Presidente da Sociedade Brasileira de Silvicultura – SBS (www.sbs.org.br), S. Paulo

-Vice-Presidente da CPTI – Tecnologia e Desenvolvimento (www.cpti.com.br), S. Paulo

-Membro fundador (1987) do Instituto Fernando Braudel de Economia Mundial, S. Paulo

-Membro da Câmara Setorial de Produtos Florestais da SAA, Governo de S. Paulo

-Membro dos Conselhos Deliberativo e Consultivo da SBS, S.Paulo

-Membro da Comissão Externa de Avaliação de Projetos do LPF/SFB, Brasília.

-Colaborador do mensário “Folha Espírita”, S. Paulo.

Tem participado como consultor na área de produtos florestais e sustentabilidade para diversas organizações:

  • de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola – IMAFLORA, Piracicaba, SP
  • Rainforest Alliance, Nova Iorque, EUA
  • Responsible Jewellery Council (RJC), Londres, UK
  • Round Table on Sustainable Palm Oil (RSPO), Oxford, UK
  • Banco Mundial, Country Office, Brasília (2012-2016)
  • Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo – FAPESP: membro do quadro de assessores (1970 – presente)
  • Social and Envir. Acc. and Labelling Alliance – ISEAL, Londres (2012-13)
  • Eucatex S. A. – assistência junto ao INMETRO visando à homologação do Dinatex como para recebimento de madeira roliça para a fábrica de Salto (2008 – 2010)
  • Tropical Forest Trust, Gland, Suíça – Avaliação de exportadores de madeira (2004)
  • Greenpeace – tradução de artigos técnicos (2004)
  • MMA Ministério do Meio Ambiente – tradução de textos de documentos de projeto e publicações técnicas (2004)
  • Forest Stewardship Council (FSC, Bonn) – Auditoria de certificadoras florestais (2000); Revisão de relatórios de certificação (2000, 2001); Tradução de relatórios de certificação, manuais operacionais e contratos de certificação (1998-2004);
  • International Paper Brasil – Avaliação de clones de grandisHill ex Maiden para a produção de madeira serrada (2001-2002); Avaliação da unidade estéreo para a medição de madeira recebida pela fábrica de celulose e papel de Mogi Guaçu (1998-1999); Adequação de embalagem de venda de papel no varejo (2002); Métodos de recebimento de madeira roliça (2002-2003)
  • International Tropical Timber Organization (ITTO, Yokohama) – Apoio na preparação de projetos: Peru (1990/91), Panamá (1991), Equador (1994); Plantações Florestais – Colômbia (1997); Diagnóstico da Indústria Florestal – Peru (2003);
  • Madeirit / GVA – avaliação de embalagem de exportação de compensado usado como forma de concreto (2003);
  • Instituto de Pesquisas Tecnológicas S/A IPT: consultor para assuntos de informação tecnológica (1999); membro de bancas para admissão de técnicos de nível universitário (2002);
  • Madeireira Cemex-Forex – Avaliação de desempenho de páletes de exportação de bobinas de aço (2002);
  • Japan Overseas Pulpwood Plantantion Center (JOPP) – Suprimento de matéria prima para a indústria de celulose, com ênfase em coníferas (2001);
  • IBAMA – Fortalecimento institucional do Laboratório de Produtos Florestais (1999/2005);
  • FAO/UNIDO – Exploração sustentável de florestas da Bacia Amazônica (1990)

Sempre teve participação  expressiva em associações profissionais e científicas, entre as quais destacamos:

-Forest Stewardship Council International – FSC, Bonn (fundador e membro da primeira diretoria)

-Conselho Brasileiro de Manejo Florestal – FSC/Brasil (fundador)

-International Academy of Wood Science, IAWS, Kyoto (life member), Japão

-Forest Products Society, (ex – FPRS, desde 1966), Madison, EUA

-International Union of Forestry Research Organizations, IUFRO, Viena (Premio “Distinguished Award” 1997)

-Phi-Kappa-Phi Honorary Fraternity, Baton Rouge (life)

-Instituto de Economia Mundial “Fernand Braudel”, S. Paulo (fundador)

Seu dinamismo e criatividade tem resultado em excelentes contribuições ao setor florestal. Criou a unidade de processamento de madeira, em área, na época de domínio do IBDF, onde  se desenvolveram importantes trabalhos de tratamento de madeira, de serraria, de estufas de secagem e de marcenaria. Nessa unidade, também foram processadas toras de pequenos diâmetros de Pinus spp, procedentes do Instituto Florestal do Estado de São Paulo, produzindo-se madeira para móveis, construção e outros produtos. A marcenaria da Divisão de Madeiras do IPT  desenvolveu a produção de painéis de sarrafos colados para a produção de móveis,  e  serviu como importante referência para o uso das madeiras de reflorestamento na indústria moveleira.

Entre 1980-1985 foi Coordenador do Convênio IPT-CVRD, na construção da Ferrovia Carajás -São Luiz, e da equipe do IPT que teve atuação importante na decisão sobre o uso de dormentes de madeira, resultando em geração de empregos e aproveitamento de madeiras de desmatamento.

Coordenou diversos convênios com excelentes resultados práticos:

-Convênio com o IEE, Instituto de Energia e Eletrotécnica da USP que propiciou a construção de unidades e salas para pós-graduandos e salas de aula, construídos em madeira de eucalipto e pinus, os quais até o presente estão em boas condições de uso.

– Projeto e construção de passarela de madeira de eucalipto, com 34 metros de vão, na Avenida Eliseu de Almeida, movimentada artéria de São Paulo. A passarela esteve em serviço por dez anos, tendo sido desativada em razão de alteração no plano viário.

-Convênio com a Virginia Polytechnic Institute, Blacksburg, Virginia, EUA, por meio do qual cinco engenheiros do IPT fizeram cursos de mestrado e um de doutorado nas áreas de Operações Florestais, Secagem de Madeiras, Engenharia da Madeira e Anatomia e Identificação de Madeira.

– Convênio com a Aracruz Celulose, atual Fibria, que desenvolveu pesquisas damadeira de clones de eucalipto para uso como madeira sólida.

Participou da organização de simpósios, conferências, reuniões nacionais e internacionais  sobre variados temas relativos à utilização de florestas, madeiras, meio ambiente e sustentabilidade.

Foi sempre incansável representante do setor florestal brasileiro em muitas ocasiões, das quais destacamos;

-1983  First UNIDO Consultation on the Wood and Wood Products Industry, Helsinki, Chairman do Grupo dos Países em Desenvolvimento

-1985  International Group on Wood Preservation – IRG XVI Annual Meeting,Casa Grande Hotel, Guarujá, SP, Comissão Organizadora

-1988  All-IUFRO Division 5 Conference, Hotel Maksoud, S. Paulo, Comissão Organizadora

-1989  Latin America Preparatory Meeting for II UNIDO Wood and Wood Products Consultation, Guarujá, SP, Comissão Organizadora

-1990  VI Congresso Florestal Brasileiro, Campos de Jordão, SP, Presidente

-1992  International Congress on Transcommunication, S. Paulo, Com. Organizadora

-1992  All IUFRO Division 5 Conference, Nancy, França, Presidente Internacional

-1993  VII Congresso Florestal Brasileiro e I Congresso Florestal Panamericano, Curitiba,Comissão Organizadora

-1994  II Congresso Internacional de Compensado e Madeira Tropical, Belém, Comissão Organizadora

-1995  Seminário Internacional sobre a Utilização do Eucalipto para Produção de Madeira Serrada- Comissão Organizadora

` -1995  World Conference on Tropical Plywood in Latin America and the Caribbean,Quito, Relator.

-1997  III Congresso Internacional de Compensado e Madeira Tropical, Belém,   Comissão Organizadora

-1998  I Seminário do Setor Madeireiro do Estado de Mato Grosso, Comissão Organizadora

-1998  I Congreso Forestal Venezolano, Mérida, conferencista convidado: “Produtos Florestais”

-1998  I Congreso Latinoamericano de IUFRO, Valdívia, Chile, Membro da Secretaria Técnica e conferencista convidado para o tema “Produtos Florestais”

-1999  IV Congresso Internacional de Compensado e Madeira Tropical, Belém, Comissão Organizadora

-2000 II Jornadas da Assoc. Médico-Espírita de São Paulo – Tesoureiro (79/setembro)MEDNESP

-2001, Congresso Médico-Espírita Brasileiro Tesoureiro (14-16/junho)

-2003  II Congresso Intern. de Médicos Espíritas – MEDINESP 2003, Comissão Organizadora

-2003  VIII Congresso Florestal Brasileiro, São Paulo, Comitê Executivo

-2005 Congresso Mednesp 2005, São Paulo, Comissão Organizadora

-2006 – Primeiro Congresso Médico-Espirita dos EUA, Washington, DC, Comissão Organizadora

-2011 – Reunião do Comitê Executivo IAWS, em paralelo com o III Encontro Brasileiro de Madeira e Estruturas de Madeira, EESC/USP, S. Carlos, 09 – 15/05/2011

A Comunidade de Silvicultura sente-se honrada em prestar essa homenagem ao brilhante engenheiro civil, que dedicou sua vida profissional na busca de soluções tecnológicas para uso da madeira e na intensa participação e colaboração nos  mais diversos assuntos de interesse da silvicultura brasileira.  Da mesma forma, os nossos cumprimentos pelo grande esforço e dedicação à frente da Sociedade Brasileira de Silvicultura – SBS, mantida com o respeito, credibilidade e confiança, que a entidade sempre  preservou ! Um exemplo de cidadão e de profissional, que merece de todos os silvicultores os mais elogiosos cumprimentos!

 

Colaboraram na elaboração desse texto o Eng.Reinaldo Herrero Ponce e Lene Andrade, aos quais a Comunidade de Silvicultura agradece imensamente.

 

.

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – gestão e serviços florestais – nbleite@uol.com.br

Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

SILVICULTURA, PARA QUE SERVE?

 

Há uns dias atrás, num encontro de amigos, quando fazíamos alguns comentários sobre nossa atividade profissional, ficamos assustados com a pergunta de um dos presentes : “ para que serve a silvicultura e quem está metido nisso?”. O espanto se deu ainda maior, ao saber que a pergunta tinha partido de gente metida com presidenciável e que participa da equipe responsável pela elaboração de propostas políticas de campanha!

Aproveitamos a oportunidade e falamos da participação da silvicultura como base de inúmeras atividades industriais, da geração de empregos, dos benefícios econômicos, implicações ambientais e um pouco do enorme universo que depende da silvicultura!

O momento não permitia detalhes, mas foi o suficiente para ouvir uma resposta mais assustadora ainda: ” não fazia a menor idéia de tudo isso” e continuou: “ tenha certeza, de que a grande maioria desse pessoal envolvido com propostas de Governo, não sabe da importância da silvicultura”. E completou:”se o setor não mostrar o seu valor e a sua importância, com certeza, esse assunto não vai ser lembrado por ninguém!”

Esse desconhecimento do que somos e para que servimos, na verdade, não causa nenhuma surpresa! Sabemos que nossos setores industriais são conhecidíssimos e respeitados, mas a floresta que dá sustentação a tudo isso, muita gente nem imagina como se forma, e que dificuldades enfrenta…. Com certeza, nada disso é novidade!

O que preocupa , no entanto, é aceitar, que estamos, às vésperas de período eleitoral e não temos nenhum documento que mostre o que somos, para que servimos e do quê precisamos! Só resta torcer para que outros metidos em campanha presidencial não façam a mesma pergunta: para que serve a silvicultura?

As nossas entidades representativas deveriam estar prontas para essas respostas e à caça dos elaboradores dos programas dos presidenciáveis!!!!

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – gestão e serviços florestais – nbleite@uol.com.br

Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

A PRODUTIVIDADE E AS NOVIDADES!

A silvicultura brasileira – do eucalipto e do pinus – deu um salto excepcional na produtividade, graças aos conhecimentos científicos que foram acumulados nos últimos 50 anos. Com certa segurança, pode se afirmar que a produtividade das florestas, no mínimo, dobrou – de 15/20 para 35/40 metros cúbicos /ha/ano.Os procedimentos operacionais sofreram mudanças significativas e a cada plantio, somam-se novos conhecimentos. Esse dinamismo é a mola propulsora do desenvolvimento. Evoluímos nos aspectos técnicos, econômicos, sociais e ambientais. Chegar onde chegamos, exigiu grande esforço e muito investimento. Como se manter nessa posição? Há sinais de avanços e de retrocessos, e o grande exercício é conhecer as particularidades de cada caso – positivas ou negativas! De onde poderão estar surgindo as novidades que estão impactando as produtividades?

Há um mundo de explicações e caberiam explicações de especialistas. No entanto, algumas mudanças são facilmente identificáveis, principalmente, aquelas que afetam negativamente a produtividade: o preço baixo da madeira, talvez seja o maior responsável pelo grande impacto negativo –não se coloca mais adubo, não se cuida da formiga e nem da brachiária. E a queda de produtividade é inevitável! Há problemas técnicos mais específicos, mas nada se compara ao impacto da desvalorização da madeira! Só essa encrenca já seria suficiente para assustar! Principalmente, pela enorme quantidade de pequenos e médios produtores impactados!

Mas a silvicultura continua com seus avanços científicos…
E há de se dar crédito e de se cultivar muita esperança numa nova silvicultura que parece surgir: gente cuidando de manter o equilíbrio nutricional e fisiológico das plantas, somando as interações edáficas, climáticas e extremo cuidado na uniformização e otimização de uso dos insumos básicos. Tudo com muita matemática e soluções biológicas. Tudo indica que se trata de uma silvicultura otimizada com muito mais ciência, profissionalismo e madeira….

Com certeza é mais um grande avanço tecnológico. Só resta saber de quem é essa conta, e se ela vai fechar!

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – gestão e serviços florestais – nbleite@uol.com.br

Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

O PREÇO DO CARVÃO COMEÇA A SUBIR! A MESMA NOVELA À VISTA!!!

Em reuniões e encontros do setor, nos últimos dias, um assunto tem se tornado sempre presente : o preço do carvão está subindo e muito! Os comentários mostram valores na faixa de R$250,00 a tonelada de carvão! Nada mal para algo que há menos de 60 dias não passava de R$ 100,00! E o mais interessante ainda: já se fala que não vai existir madeira suficiente para produção do “ouro negro”! A limpa que outros segmentos industriais deram em Minas Gerais, realmente, foi bastante expressiva.

Os mais comedidos dizem que ainda há muita madeira em algumas regiões sem comprador. Para muitos é o final da festa e vai acabar a farra! Com esses movimentos de mercado, já se diz até, que no curto prazo, vai começar a correria para novos plantios, tendo em vista a elevação do preço da madeira, que deve ocorrer simultaneamente! Uma novela conhecida que, de tempos em tempos, ressurge sem nenhuma novidade! E fica para reflexão : e como fica a silvicultura nessa encrenca!

O que falta ou o que deve ser feito para que esses absurdos deixem de impactar o setor? Uma atividade de longo prazo, que precisa de planejamento e de retorno financeiro pode continuar sem políticas públicas bem definidas? E onde fica a tal de sustentabilidade de nossa silvicultura?

.
Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – gestão e serviços florestais – nbleite@uol.com.br

Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

“A CONTRIBUIÇÃO SOCIAL DA SILVICULTURA PODERIA SER MUITO MAIOR”!

Foi essa a resposta simples e direta que o empresário deu, quando perguntamos: “ e como melhorar a vida desse pessoal”? A história girou em torno da preocupação daquele punhado de colaboradores, que morava em cubículos na cidade, com esposa e toda a filharada, transitando de um lado para outro, com gatos, cachorros e algumas pessoas com “a cara cheia de cachaça”. Daí, perguntamos : “ se levar esse pessoal para morar na fazenda , em alojamentos bem organizados, com escolas e assistência médica para essa molecada, não seria melhor para todo mundo?” E então veio a surpresa: “ você não pode imaginar a quantidade de encrenca que podem surgir. Até a certificação florestal cria dificuldades e sem falar do tremendo passivo trabalhista, que vai se formando”, e arrematou;” vai aparecer gente dizendo que é trabalho escravo, e pode até dar cadeia…., então meu amigo, cumprimos, estritamente o que a legislação manda, e estamos conversados”.

Outro caso interessante que merece registro. O amigo perguntou: “quanto custa o seu funcionário lá na fazenda? Com um pouco de rodeios, sem saber, exatamente, o objetivo, o moço falou: “ eu pago próximo de 1250,00 ao mês, dou uma cesta básica, casa, água, luz, tudo sem nenhum custo” e completou: “é dinheiro livre, pois pago todos os encargos trabalhistas”. E virando-se ao seu amigo ao lado perguntou: “ e você, quanto paga para o seu pessoal nos diferentes estados em que atua”. E aí, a resposta precisou de uma calculadora para ser mais precisa: “ resumidamente, o trabalhador ganha praticamente a mesma coisa, um pouco mais de R$ 1200,00 por mês, mas me custa, em alguns locais, quase três vezes mais”. E concluiu: “ e não tem saída, ou arco com todas essas despesas, ou me arrebento nas causas trabalhistas”. E a conclusão veio toda recheada: “ não escapo da legislação trabalhista, e nem da certificação florestal. Sem burocracia e com certificação mais realista, a contribuição social poderia ser muito mais interessante para o próprio trabalhador”!

Registros para reflexão dos silvicultores! A legislação é complexa e o processo de certificação, que já trouxe enorme contribuição para o desenvolvimento da atividade de silvicultura, precisa rediscutir e aprimorar suas avaliações sobre temas tão importantes e estratégicos para a silvicultura brasileira, e acima de tudo, para benefício da mão-de-obra florestal!

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – gestão e serviços florestais – nbleite@uol.com.br

Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

QUAL O VALOR DA TONELADA DE CAVACO DE MADEIRA?

 

Seria lógico que esse valor fosse a soma de custos que remunerasse todos os participantes do processo produtivo. Da floresta ao ponto de consumo. Juntam-se impostos, lucro desse e daquele, e temos o resultado. Uma planilha com preços justos, e estamos conversados. Mas quando se pega o telefone, e vamos atrás da informação, ouve-se de tudo!  E a conclusão a que chegamos: o preço da tonelada de cavaco, no ponto de consumo, varia de R$ 100,00 a R$200,00 por tonelada, numa distância média de 100 km! E essa variação dá origem a um punhado de especulações e justificativas. E assim o mercado de cavaco se transforma em verdadeiro leilão de interessados e oportunistas!

Há de tudo, desde quem não faz conta, até gente pegando madeira a preço de banana, usando resto disso ou daquilo, aproveitando- se de florestas abandonadas, perdidas por seca ou fogo, e até resíduos  de  pomares de fruticultura. Tudo vira cavaco! E assim, vão sendo inibidas as iniciativas com base em trabalho profissional, programado e executado com cuidados técnicos. Para muitos é a matemática nua e crua do mercado! É uma pena, pois essas alternativas casuísticas prejudicam, tremendamente, o amadurecimento de uma alternativa para uso sustentável dos plantios de florestas!

Os valores irreais baseiam-se em oportunidades, que  não passam de simples extrativismo, e  que não se sustentam, a médio prazo. Acabam com o mercado organizado, e o pior: criam na cabeça do consumidor a sensação de que madeira não tem custo – coisa de extrativista! Provocativamente, e baseando-se em conversas com profissionais atentos a essa “ onda de  cavaco”, arriscaria a dizer, que o valor justo, com condição de pagar e remunerar de forma sustentável o processo de produção,  deverá estar bem próximo de R$200,00 a tonelada!

E o mais interessante: especialistas dizem que, mesmo a esses valores, a madeira continua sendo competitiva para substituir óleo, energia elétrica ou gás!!!!!  Com a palavra os craques em redução de custos e que conheçam a realidade de nossas florestas plantadas e os custos para sua formação!

 

 

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – gestão e serviços florestais – nbleite@uol.com.br

Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário