EXPOFOREST 2018 – PUJANÇA E RECADOS!

Tivemos oportunidade de visitá-la, dia 12! Uma maravilha, tudo espetacular! A Comunidade de Silvicultura cumprimenta a Malinovski Florestal, seus colaboradores e participantes. Nossos respeitosos parabéns! Mais uma demonstração inequívoca da importância da silvicultura brasileira. Tivemos oportunidade de rever profissionais de todo o Brasil e de muitas empresas. Um punhado de informações, opiniões e sugestões!

Pesando daqui e dali, ficou a impressão de que as coisas começam a mudar e para melhor!!! Mas não faltaram informações sobre a situação caótica e desesperadora de muitos produtores em determinadas regiões. São queixas quase irreversíveis, e que já estão motivando a substituição de áreas florestais. Isso é grave e pode trazer sérios desdobramentos futuros! De outro lado, sobra otimismo para muita gente metida na produção de carvão vegetal! Os números são animadores e já se fala no buraco deixado nos estoques de Minas pela falta de plantios, nos últimos 5 anos, e “pelo rapa” que outros setores deram nas florestas mineiras! Destaque também à quantidade de máquinas para diversos serviços operacionais e pela quantidade de empresas de tecnologia.

No entanto, para reflexão e quem sabe para ser trabalhado nas próximas feiras – fica a sensação de que o setor cresceu e se agigantou olhando para as grandes empresas! Pouca coisa para uso e ao alcance do pequeno produtor florestal!

Só lembrar que temos milhares e milhares de pequenos produtores, e essas mudanças só vão acontecer com interesse e apoio dos grandes consumidores e fabricantes de máquinas e equipamentos. Está na hora de olharmos também para o pequeno e médio produtor florestal!

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – gestão e serviços florestais – nbleite@uol.com.br

Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

QUE SAUDADES DA SBS – SOCIEDADE BRASILEIRA DE SILVICULTURA!

Esta exclamação, direta e sem rodeios, partiu de um silvicultor, durante reunião, em que se discutiam problemas do setor florestal brasileiro. A discussão empacou quando se tratava da área plantada existente e da produtividade a ser considerada! As diferentes abordagens cabem num livro, mas vamos aos extremos: área plantada – variando de 7 a 10 milhões de hectares – e a produtividade de 20 a 50 metros cúbicos/ha/ano! Com tamanhas diferenças, como formular pleitos e sugerir políticas públicas?

E sobre a mesa, não faltavam publicações bem elaboradas e ricas em informações e ilustrações. Mas sem a inquestionável credibilidade! Foi nesse ambiente de dúvidas, que surgiu a exclamação. O moço levantou-se indignado e soltou: ” onde estão os dados da SBS – Sociedade Brasileira de Silvicultura? ” e prosseguiu, enfaticamente: “ participei de inúmeras reuniões para discutir certificação, código florestal, legislações diversas e os números apresentados pela SBS nunca eram questionados! E continuou: “ A entidade era muito respeitada”. E, ainda concluiu: “ As reuniões eram produtivas e com ampla participação dos silvicultores”.

A reunião continuou, mas a pergunta do moço ficou sem resposta! Só no final, ao agradecer aos presentes, o coordenador da reunião comentou: “ valeu a lembrança sobre a SBS e com toda a razão, precisamos repensar a situação desse patrimônio da silvicultura brasileira”! E acrescentou pequena explicação “ Infelizmente, a um determinado tempo, as empresas deixaram de contribuir financeiramente com a entidade, sob a alegação da necessidade de uma reorganização institucional mais forte politicamente”.
E continuou: “ só não fechou pelo esforço pessoal e financeiro de restrito grupo de silvicultores, sob a liderança do respeitável Amantino”.

Precisamos colaborar e repensar a situação!
Com a palavra os silvicultores!

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – gestão e serviços florestais – nbleite@uol.com.br

Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

ONDE ESTÃO AS ENTIDADES REPRESENTATIVAS?

 

A silvicultura brasileira nesses 50 anos de intensa atividade pode sentir, em suas diferentes fases, a influência das entidades representativas. Da criação dos incentivos fiscais, em 66/67, até aos dias atuais, os fatos relevantes que abalaram a estrutura e o perfil da silvicultura, sempre tiveram entidades representativas do setor entre os protagonistas principais. Nos anos 80/90, eram dezenas de entidades antenadas, preparadas e dispostas à reuniões, discussões e reivindicações setoriais.

 

Destacavam-se os esforços da ANFCP, ABRACAVE, ARBRA, ABIMCI, SBS, SBEF, ABPM, dentre outras. Juntar todos esses esforços sempre foi um desafio, mas nunca faltou a atenção de uma ou outra entidade nas soluções de encrencas, que sempre existiram no setor, e que pesavam de forma diferente em cada segmento. O importante é que nas grandes causas o pessoal estava junto.

 

Foi assim que se sustentaram os incentivos para reflorestamento e suas frequentes  mudanças, se organizaram os Congressos Florestais e decisões estratégicas foram implementadas. Cada segmento, respeitosamente, puxava a brasa para sua sardinha, mas tudo com muito respeito. E nada de atalhos desconhecidos, e quando o assunto era de legislação e interessava a todos, entrava em ação a SBS – e todos apoiavam e davam crédito às reivindicações e pleitos. Não era nada fácil, mas a disposição e interesse da maioria superava pequenas dificuldades e eventuais vaidades.

 

Bons tempos! E como a silvicultura cresceu!  E como existem dúvidas e questões para serem discutidas! Fica o registro, e uma importante preocupação para reflexão:  onde estão as nossas entidades representativas?

 

 

 

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – gestão e serviços florestais – nbleite@uol.com.br

Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

DILEMA DO PRODUTOR: PRODUZIR COMIDA OU MADEIRA!

Quando se observa, que grande parte da madeira do entorno de grandes indústrias, está sendo consumida para produção de energia, cavaco, etc. e quase nada para celulose, vem a pergunta: por que a indústria não compra essa madeira, que está na sua cozinha? E a resposta é simples e sem rodeios: nessas áreas de topografia mais irregular, e que só servem para se fazer silvicultura, o custo de colheita é alto, pela impossibilidade de se mecanizar! E a justificativa é aritmética: a soma dos custos da madeira, colheita e transporte – com colheita não mecanizada – é superior à mesma conta, com colheita mecanizada.

Na verdade, a diferença de valor no custo de transporte de 100 para 500 km é menor que o valor acrescido na colheita manual! E as consequências dessa conta? Muitas e importantes: terras mecanizáveis do entorno dos grandes consumidores passarão a ter o privilégio da escolha: comida ou madeira? E o produtor vai ficar com o direito de escolher. Só lembrar, que estamos falando de milhares de famílias e de propriedades rurais envolvidas nesse dilema! E não é surpresa a ninguém, que nessa disputa e a indústria tendo interesse na madeira, a produção de alimento dança…

E nos dias atuais, temos outro agravante: se a quantidade é pequena, o negócio também emperra! O custo para mudar toda a parafernália de mecanização é alto e o preço da madeira, a centenas de quilômetros, e em terras mecanizáveis, é muito parecido à meia dúzia de bananas! E assim, o produtor fica oprimido pela topografia ou pela distância! E a solução? Investir pesado em pesquisas com equipamentos adequados e logística para pequena escala.

E isso só vai acontecer com a imprescindível colaboração dos grandes consumidores – donos do dinheiro e da competência técnica. Essas encrencas precisam ser equacionadas, antes que essa vizinhança de pequenos produtores se transforme em novos inimigos da silvicultura, e a madeira, lá de longe, acabe!

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – gestão e serviços florestais – nbleite@uol.com.br

Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

PARABÉNS, EMBRAPA FLORESTAS!

Em 2018, a Embrapa Florestas completa 40 anos de existência. Há de se reconhecer a significativa colaboração prestada ao desenvolvimento do setor florestal brasileiro. Nossos cumprimentos aos brilhantes profissionais que transformaram parte de suas vidas em trabalho para construção e desenvolvimento da entidade.

A Comunidade de Silvicultura rende a todos os mais sinceros e respeitosos cumprimentos. No entanto, há de se manter, em destaque, a forma objetiva adotada pela Diretoria da Embrapa para elaboração do programa florestal e a criação da Embrapa Florestas. Um exemplo de postura pública, diante de flagrante necessidade! Em plena “explosão dos incentivos fiscais e reflorestamento”, com extrema carência de pesquisa e informação, além de programas governamentais –PRODEPEF/IBDF – com inúmeros problemas de continuidade, a criação de uma entidade de pesquisa era de imprescindível necessidade.

A Direção da EMBRAPA foi alertada, e o jogo foi rápido e sem rodeios! Em poucos dias, estava criado o GT- Florestas, dentro da filosofia de trabalho da entidade: GT com total apoio e independência para, em 30 dias, apresentar o que precisava ser feito e as decisões a serem adotadas. As palavras do Dr. Almiro Blumenschein, na ocasião, o Diretor Técnico da EMBRAPA, foram bem claras – “ O GT terá todo apoio necessário e recursos à disposição, mas em 30 dias, queremos estar com tudo pronto para nossas decisões!” O GT era formado por Antonio Paulo Mendes Galvão, José Geraldo de Araujo Carneiro, Carlos Eugenio Thibau, José Luiz Timoni e Nelson Barboza Leite. Por sua experiência e indiscutível competência o Dr. Paulo, transformou-se no coordenador dos trabalhos.

Tudo bem simples, sem imposições e muita ética e respeito. Trabalho árduo e prazeroso pela enorme experiência que todos viviam. Com certeza, foi importante no encaminhamento das discussões, o brilhantismo e a habilidade do nosso coordenador – Dr. Paulo Galvão. No prazo previsto, o documento com informações solicitadas, consultas e colaborações externas, estava pronto! Tudo sem atalhos, com total transparência e participação de interessados.

Nascia ali, firme e forte, o Programa de Florestas, que deu origem à Embrapa Florestas. Na sequência, o Dr. Paulo assumiu a Diretoria da nova entidade e deu continuidade, com muito sucesso, aos trabalhos programados. As novas direções que se sucederam, enriqueceram, ainda mais, a entidade. Na verdade, nenhuma entidade completa 40 anos de existência, sem contar com profissionais competentes e comprometidos com responsabilidade e ética em seus trabalhos!

A Comunidade de Silvicultura reitera os cumprimentos a todos que participam da Embrapa Florestas e deixa o registro da forma simples, desburocratizada e objetiva de sua criação! A silvicultura brasileira espera que essa postura simples e objetiva sirva de exemplo no encaminhamento de muitas de nossas limitações!

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – gestão e serviços florestais – nbleite@uol.com.br

Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

PROFUSÃO DE NOTÍCIAS E FALTA DE INFORMAÇÕES ESTRATÉGICAS!

Nos dias atuais, a silvicultura brasileira vive num ambiente de intensas especulações. Nunca houve tantas notícias e informações disponíveis, e nem tantos profissionais competentes ligados aos serviços de comunicação do setor. Fala-se de tudo: sobre o mercado, preços de madeira, falta de madeira de pinus; queda nos programas de plantio; questionamentos sobre a produtividade das florestas; problemas de pragas e doenças; os impactos negativos da seca; a madeira mineira viajando para fora; as reações da siderurgia, o mercado de cavaco e biomassa surgindo; a exportação de pellet acontecendo; a resinagem se consolidando, e por aí vai… A lista é grande e são questões com diferentes respostas e opiniões. O preocupante é que dados estratégicos, se misturam nesse meio.

E daí, separar o “joio do trigo” passa a ser uma tarefa complexa e de alto risco. Ter informações confiáveis está se tornando um privilégio! São os novos tempos, com recursos do mundo digital à disposição de todos e para tudo! Nessa feira de saldos e retalhos, ainda vale a credibilidade e o respeito pelas fontes, que não se deixam contagiar por sensacionalismos e modismos! A falta de dados estratégicos e confiáveis é de fundamental importância ao desenvolvimento da atividade.

A nossa silvicultura, pela importância econômica e social que representa, parece que não deveria ficar refém dessa situação! Fica para nossa reflexão: será que temos dados, suficientemente, confiáveis para orientar as políticas públicas, tão reclamadas pelo setor? Seria consequência de nossa fragilidade institucional? A quem reclamar?

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – gestão e serviços florestais – nbleite@uol.com.br

Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

DE QUEM DEVEMOS ESPERAR ALGUMA INICIATIVA?

 

Em postagens anteriores, falamos da necessidade de se elaborar um documento básico como referência para ser apresentado aos presidenciáveis. O setor precisa mostrar que existe, que contribui e que tem necessidades a serem atendidas! E esse exercício já foi feito em várias oportunidades, no passado.  É uma tarefa espinhosa e apimentada por interesses e vaidades, mas que precisa ser feita! Foi assim que modificações importantes aconteceram. E assim mesmo, para muitas coisas, nunca se deu a menor  atenção.  Independente de resultados, esse exercício institucional precisa e deve ser feito, mesmo que seja um “café requentado”.

Há muitas encrencas a serem resolvidas, mas definir meia dúzia de prioridades não parece tarefa tão complicada.  E até, já existem documentos, nas mãos de profissionais competentes, em preparação.  Com certeza, apresentar o que existe para uma discussão, já seria um avanço significativo. Mas o tempo passa e nada!

Dentro de poucos meses, já estaremos com novos Governantes e  perderemos  a oportunidade de  fazermos as devidas e antecipadas reivindicações. Depois das eleições   definidas, essa fila de apresentações “ vira a esquina”, e teremos mais dificuldades para mostrar as prioridades de nossa silvicultura.  Esse jogo sempre foi assim!

Temos problemas a serem solucionados, temos sugestões a serem oferecidas e temos profissionais competentes para tratar do assunto! E fica a questão:  quem vai tomar a iniciativa de encaminhar esse processo?

 

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – gestão e serviços florestais – nbleite@uol.com.br

Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

E A MADEIRA JÁ FOI REFERÊNCIA PARA PREÇO DE CELULOSE!

Nos dias atuais, quando se fala dessa relação, ouve-se que “quem controla é o mercado, e não tem como lidar com isso”. Há até, quem garanta que “ isso é assunto da indústria e fim de papo – se o produtor quiser é assim, e se não quiser, é assim também”. Na verdade, quem paga a conta e, principalmente, quando a oferta é muito grande, não há o que se fazer. A indústria manda prender e manda soltar. Manda e desmanda!

Mas essa história já foi bem diferente! E para refrescar a memória, lembremo-nos das famosas reuniões da Associação Nacional dos Fabricantes de Celulose e Papel, nos anos 70/80 e do GT-7, que tratava de Reflorestamento – e que, periodicamente, era obrigado a apresentar relatório comprovando os preços crescentes da madeira: notas do produtor, contratos de compra, carimbos daqui e dali, tudo para justificar as solicitações do setor para aumentar o preço da celulose!

Havia falta de madeira e os valores crescentes tinham rebate automático no preço da celulose! Sem essa compensação, segundo a Associação, a indústria ficaria “ no vermelho” e inviabilizaria o setor! E tudo, formalmente, apresentado ao CIP ((Conselho Interministerial de Preços), ligado ao Ministério da Fazenda, que então liberava os aumentos no preço da celulose! Nesse tempo, e “ sem nenhuma frescura ”não havia muita prosa – ou se pagava o preço solicitado pelo produtor florestal, ou não se levava a madeira.

Como as coisas mudaram! O valor da madeira era, de fato, a referência para que fosse estabelecido o preço da celulose! E vem a pergunta: Como ficaria nos dias atuais, se a cada aumento de preço da celulose, houvesse alguma contrapartida para a madeira? E o pior: a quem reclamar se o produtor ficar “no vermelho”?

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – gestão e serviços florestais – nbleite@uol.com.br

Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

E O FOMENTO FLORESTAL SERIA ALAVANCADO!

É significativa a disponibilidade de florestas plantadas e sem utilização, no entorno de grandes consumidores. Há justificativas de toda ordem: técnicas, econômicas, sociais, além de muita conversa! Soma-se daqui e dali, e não bate o valor da madeira colocada na fábrica! Esse indicador é composto pelo valor da madeira em pé, mais custos de colheita, transporte e impostos. Os custos de colheita e transporte tiveram grandes reduções nos últimos tempos, em função da mecanização e alternativas operacionais.

A evolução tecnológica foi intensa e minuciosa, quase à exaustão. Tudo feito com competência e profissionalismo. Alterações nesses componentes é como tirar leite de pedra! Nos impostos, só as isenções de produtor rural. Ficaram a madeira em pé, e o dono da porteira para acertarem as contas! E sobram dificuldades e sempre muito elásticas: topografia, tamanho das áreas, acessos, etc. Nem aquela floresta de alta produtividade, e certificada, passa no crivo seletivo do processo operacional de colheita e transporte. Com todos os riscos, o atravessador vira milagreiro e tem sido a solução. Tira mais um naco do produtor, mas leva a madeira.

Dá-se preferência à madeira, mesmo que à grande distância, consequentemente, barata, e que viabiliza o uso de toda a parafernália de mecanização de baixo custo operacional. Afora outros detalhes adicionais, o resumo do resumo é que, de perto ou de longe, a madeira do pequeno produtor precisa ter preço baixo para fechar a conta do grande consumidor! E fala-se que 30 % da madeira dos grandes consumidores vem do pequeno produtor! E então, como mudar esse quadro? Cooperativas, tecnologias, máquinas e equipamentos para as condições do pequeno produtor? Parece ser o caminho, mas que vai precisar muito do grande consumidor! Talvez, uma grande necessidade estratégica possa provocar mudanças! Mas, a curto prazo, parece que a única saída seria encontrar um incentivo tributário, que atraísse o consumidor! E para isso a participação do grande consumidor é imprescindível!

Essa é a realidade nua e crua. De fato, a sustentabilidade da silvicultura, tem muito a ver com pequenos produtores, sempre à reboque do grande consumidor de madeira! Esse precisa ser provocado! E qualquer arranjo, que possa ser feito, com certeza, vai se transformar em significativa alavanca para todos os programas de fomento florestal. E todos ganham!!!

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – gestão e serviços florestais – nbleite@uol.com.br

Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

A SILVICULTURA E A ELITIZAÇÃO DA PRODUTIVIDADE

As observações de campo já mostram diferenças significativas entre florestas, muitas vezes, separadas por uma simples cerca ou aceiro. E as diferenças são evidentes: formiga, competição com ervas daninhas, falhas, falta de adubação e os sinais das indisfarçáveis erosões! E em muitos casos, até as placas de beira de estrada já indicam as diferenças. Uma grande empresa e um pequeno produtor! Num chute bem conservador: uma floresta deve passar 40 metros cúbicos /ha/ano e a outra não chega a 25! Até aí, nenhum milagre! Com certeza, a falta e o descuido são reflexos da falta de se investir em tecnologia e mais insumos. A expressão desanimadora de um produtor, que se colocava ao lado da cerca, explica todo o drama: “eu sei que precisa fazer tudo isso, mas não tenho como fazer!”. E aí, parece que falta dinheiro e orientação técnica!

Afora essa realidade de campo, as diferenças começam a se estender às práticas de viveiro e até às preocupações de consultores especializados. No viveiro pode se notar a separação de clones especiais e o cuidado distinto com mudas de A ou de B. Nas ações dos consultores percebe-se, claramente, que a aplicação desse ou daquele conceito vai exigir mais ou menos investimentos adicionais. Na verdade, não há nenhuma novidade em tudo isso. Na silvicultura, no entanto, já tivemos programas de fomento florestal, onde dar tratamento exemplar ao produtor fomentado era “quase uma questão de honra da empresa”. E dessa forma, a evolução tecnológica não era separada por nenhuma cerca e as produtividades eram bem parecidas! E é lógico que a madeira era vendida por valores que permitiam gastar mais com adubo, formiga e mato-competição. Até as informações dos consultores, lá na frente, se transformavam em práticas repassadas aos fomentados! Enfim… todos ganhavam.

Com as modernidades introduzidas na silvicultura vamos torcer para que a evolução tecnológica não se restrinja a uma elite de grandes empresas e fique distante do pequeno produtor! Aí, estaremos sacrificando uma atividade que envolve milhares e milhares de famílias e a sustentabilidade da silvicultura vai ser uma realidade, só para discursos!

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – gestão e serviços florestais – nbleite@uol.com.br

Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário