As Florestas e a Biomassa para Energia

A silvicultura brasileira está diante de novo desafio! Produzir, competitivamente,  biomassa para geração de energia em quantidade e qualidade.Depois de  se posicionar com destaque no mercado internacional de celulose e chapas,surge outra grande oportunidade para os empreendedores  florestais. Nessa economia globalizada em que vivemos, na procura incansável por energias limpas e na preocupação mundial com os efeitos das mudanças climáticas, a produção de biomassa de florestas plantadas é uma excelente oportunidade para geração de energia renovável.  Esse contexto, aguça o interesse e a curiosidade  a respeito do crescimento e perspectivas do setor florestal de nosso país.O Brasil tem condições excepcionais para se colocar na dianteira desse processo de produção energética. Mas há  de se planejar e implementar políticas públicas com rapidez  e , acima de tudo, com  base em dados técnicos e cientificamente comprovados da silvicultura. Temos terras ociosas, temos necessidade de gerar empregos, temos grande capacidade empreendedora, mas essas vantagens competitivas precisam ser direcionadas de forma convergente e principalmente na direção da sustentabilidade. Todos sabem que o grande sucesso da silvicultura junto aos setores de celulose, chapas, siderurgia, dentre outros, se deu depois de muita pesquisa e profissionalismo. Essa silvicultura de sucesso e de altas produtividades  só se tornou realidade depois da superação de  inúmeras limitações, ao longo de muitos anos de trabalhos científicos e experimentações. Só depois desse enorme esforço e contando com a irrestrita colaboração e apoio de grandes empresas comprometidas com a causa, universidades e instituições de pesquisas é que conseguimos alcançar os elevados índices de produtividade e o inegável sucesso dos trabalhos silvculturais. Tivemos que superar questionamentos, que até aos dias atuais, ainda se arrastam e vez ou outra, surgem como impecilho ao crescimento do setor. É o caso das polêmicas sobre água, desertificação, prejuízos à biodiversidade, dentre outros. Superamos a tudo com ciência, justificando a grande quantidade de nossas florestas plantadas devidamente  alinhadas com os rigorosos sistemas de certificação florestal como  o FSC e o CERFLOR. A produção de energia surge como nova oportunidade, mas traz junto muitos questionamentos para serem resolvidos. Não nos assustemos com as dúvidas a serem resolvidas, pois temos massa científica competente para nos orientar, mas não sejamos precipitados a grandes riscos  e mudanças de procedimentos operacionais sem a certeza absoluta da comprovação científica e da chancela das competentes universidades e instituições  de pesquisas brasileiras que  trabalham com florestas! Esse alerta, na verdade, serve para qualquer novidade milagrosa  que se vende com certa facilidade  a interessados e desavisados empreendedores.As oportunidades que se abrem são  promissoras e todo nosso esforço deve ser convergido para que se possa implementar com rapidez as pesquisas  científicas básicas, as políticas públicas imprescindíveis e acima de tudo que não se  perca a consciência, construída ao longo de tantos anos, de que o sucesso só será verdadeiro,se caminharmos com uma silvicultura sustentável!

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Clone: Problema ou Solução!

É muito comum entre os envolvidos com plantações de florestas, referir à utilização de clones, achando com isso, ter atingido o ¨top tecnológico¨. Plantamos o clone tal, um pouco daquele e mais um pouco daquele outro! Vem de lá, fulano plantou e disse que é um espetáculo!

A empresa tal só trabalha com ele e o viveiro do beltrano produziu  milhões…..  mas só consegui uns 2 ou 3 milhões de mudas! Fim de papo e  já contamos  com 60 metros cúbicos por hectare/ ano e 1.000 metros por alqueire no sétimo ano! E boa ! Que maravilha! Realmente, essa silvicultura brasileira é campeã mundial  de produtividade !

Tudo verdade ou tudo mentira! No dia-a-dia, encontramos as duas respostas. E em função dessas variações, é muito importante e estratégico para o setor, que se evite o uso indiscriminado de clones em qualquer região, para qualquer uso e sem o mínimo de cuidados técnicos. Com um pouco de exagero, há quem considere, até um crime ambiental!

E com certa lógica, pois uma plantação com clones  e mal sucedida, ocupa a área , não produz e pode se  transformar em foco de doenças e pragas!  Erros semelhantes do passado, até hoje, são polêmicas que se arrastam e não desgrudam do eucalipto, do pinus, das exóticas, das monoculturas, da mina que seca, do solo que vira deserto….  e por aí afora!

A grande maioria dessas mazelas originaram-se de barberagens técnicas!  Espécie errada, semente inadequada, plantios em áreas indevidas, desrespeito à legislação,etc. Ficam as marcas e não há palavras e argumentos que acabem com as encrencas! O clone é uma ferramenta espetacular para aumento quantitativo e qualitativo da produtividade.

Mas isso é inquestionável, quando é o resultado de experimentações locais, onde se consideram seleções genéticas seguidas e as devidas interações de solo, clima e tratos silviculturais. O clone ótimo está naquela condição, onde se tem a melhor combinação de solo, clima, espaçamento, adubação, tratos culturais, manejo, e é cortado na melhor época e  usado para a  finalidade determinada.

Também é verdade, que com informações seguras e confiáveis, experiência e muito cuidado é possível fazer-se algumas analogias e conseguir-se boas indicações  de clones, com resultados bastante satisfatórios e sem toda essa peregrinação científica!

E uma atividade, como a silvicultura, em franca expansão, não tem tempo para todas essas pesquisas!  E daí, a grande preocupação! Nesses casos, vale muito a experiência de quem interpreta as informações existentes e os cuidados adicionais  adotados.

A competência profissional diminui o risco, mas não elimina a necessidade de experimentações complementares! Não podemos banalizar o uso de clones, sob penade sacrificarmos um dos mais importantes avanços tecnológicos da silvicultura brasileira. Tecnologia é para ser utilizada com conhecimento e sem adivinhação!

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O Crescimento da Silvicultura e os Novos Desafios!

O crescimento das indústrias de base florestal, praticamente duplica a cada 10 anos!

O aumento de áreas plantadas, que se verificou nos últimos anos, quando saltamos de 300 para 600.000/ha/ano, vai atender ao aumento da produção florestal que já se encontra em andamento.

São otimizações, ou ampliações de plantas industriais existentes, nos sites já conhecidos. Num prazo curto, essas possibilidades estarão esgotadas ou limitadas por inúmeras condições: energia, água, espaço físico, exigências ambientais, etc.

E principalmente, suprimento de madeira! Ainda existem áreas disponíveis e que estão sendo aceleradamente ocupadas com programas de fomento.

Isso poderia ter sido muito maior se a cultura de fomento tivesse sido estabelecida bem anteriormente ou se as empresas desenvolvessem um programa de aquisição com preços distintos e valorizando, de fato, as florestas de seu entorno.

Essa política altamente vantajosa para as empresas e produtores poderia abrir novas oportunidades para o crescimento industrial  com a própria estrutura existente. No entanto, e mesmo, com certo atraso, o fomento vai permitir  aumento da oferta de madeira e possibilitar crescimentos das plantas atuais. Poderia ser significativamente maior!

Depois disso e representando o novo ciclo de duplicação, virão as novas plantas, em novos sites e com novas florestas! Com certeza, ao redor de 2015, estaremos discutindo o suprimento de unidades industriais  instaladas  para utilização das florestas de novas fronteiras! E que desafios serão enfrentados pela silvicultura?

É difícil cercar o atacado e o varejo, mas alguns aspectos já estão se mostrando evidentes: como assegurar o crescimento e a estabilidade dos empreendimentos nessas novas fronteiras? algumas excelentes oportunidades existentes, como é o caso dos mecanismos de reposição serão devidamente monitorados, para se evitar abusos ? a silvicultura, com essa nova clientela de investidores interessados, está bem orientada, ou corremos o risco de estarmos criando”bois verdes” e novos engodos para o futuro! os cuidados técnicos essenciais estão sendo tomados?

Cabem outras indagações, mas essas apresentadas  servem para mostrar, que estamos iniciando uma nova fase da silvicultura, com algumas questões indefinidas, e que não podem redundar em erros!

Erros poderão  sacrificar o crescimento industrial lá na frente e criar novos estigmas negativos para a silvicultura e que , à semelhança de erros do passado, demandam anos para serem removidos!

Os novos clientes, em sua maioria, administradores e investidores matemáticos, querem produtividade, legalidade e certeza de que não serão surpreendidos na continuidade de seus negócios!

Nesse novo contexto setorial, seria muito sensato que se promovesse, através das entidades representativas e dos próprios Governos Estaduais e Federal, uma ampla reflexão a respeito das estratégias governamentais e empresariais a serem adotadas para garantir o crescimento e fortalecimento da silvicultura com plena segurança a todos os interessados!

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Qualidade Operacional e o Sucesso da Silvicultura !

Manter a qualidade dos procedimentos operacionais, com certeza, constitui-se na melhor  maneira de se assegurar altas produtividades e o sucesso dos empreendimentos florestais. É, portanto, premissa essencial para se manter a silvicultura brasileira competitiva e sustentável. Embora, possa parecer uma questão resolvida e inquestionável, há inúmeras informações  mostrando que   nessa nova fase de crescimento da silvicultura, a qualidade das florestas em formação deixa muito a desejar!É importante enfatizar, que dados experimentais mostram que a diferença entre uma floresta formada com qualidade e uma outra floresta sem os devidos cuidados técnicos pode ser superior  a 100 %, e muitas vezes com custos bem semelhantes! Acompanhar e ter certeza da qualidade dos trabalhos operacionais é assegurar o sucesso técnico, econômico e ambiental dos plantios florestais.

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O Mercado de Ativos Florestais e os Cuidados Necessários

A silvicultura vive momento inédito! Uma forte demanda por ativos florestais  formados e uma intensa movimentação para formação de  florestas em novas regiões. A segura valorização das florestas está despertando grande interesse em investidores nacionais e internacionais.  Um movimento, quase que inevitável e que deverá trazer inúmeras oportunidades à silvicultura brasileira.  Mas, com certeza, também virão algumas preocupações! As oportunidades  sempre serão bem –vindas, mas cabe uma reflexão preventiva  com respeito a problemas que poderão surgir: – a falta de  informações científicas comprovadas poderá levar à formação de extensas áreas florestais de baixa produtividade nas novas regiões de fronteira da silvicultura.Fato indesejável e de impactos constrangedores a uma atividade que há anos luta para desmistificações do mal feito do passado ; – a preocupação com a venda imediata dos ativos vai levar, obrigatoriamente, os empreendedores a limitar seus custos ao  básico  operacional,deixando a segundo plano os avanços da produtividade  decorrentes de ajustes técnicos que  aumentam custos no curto prazo e reflexos só a médio e longo prazo. Algo indesejável e quase que inaceitável a quem mira, quase que exclusivamente, o curto prazo!  Promessas  e expectativas de altas produtividades poderão frustrar  os novos empreendedores; – poderemos ter restrições  a investimentos em pesquisas para não se onerar os ativos em formação.  Com isso poderemos ter uma estagnação tecnológica e que pode refletir na competitividade da silvicultura brasileira no longo prazo. Demos saltos gigantescos em nossa produtividade, mas ainda temos muito a ganhar em áreas específicas da ciência florestal. Temos pessoal competente para continuarmos nossos avanços. Mas o interesse contínuo dos empreendedores  e recursos para financiamento das pesquisas são ingredientes indispensáveis para manutenção dessa cultura de desenvolvimento. Adotadas as devidas precauções para que a euforia do curto prazo não se transforme num tormento lá na frente, os momentos atuais  serão sempre lembrados como uma nova etapa de crescimento e sustentabilidade do setor!

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O Apagão Florestal da Crise!

Nos últimos meses a silvicultura brasileira viveu momentos de expectativas, que há anos não vivia! Continuam as discussões sobre o Código Florestal, alguns insistem  na retirada da silvicultura da alçada do Ministério do Meio Ambiente,  mas uma questão criou uma tremenda desordem no setor e aparentemente já está passando e com certeza, num prazo muito curto, não se fala mais nisso! Estamos falando da crise econômica internacional, que abalou a todos, e que criou inúmeras dificuldades para a silvicultura.  Dificuldades passageiras, que foram previstas, como tal, por muitos profissionais do setor. E como serão os problemas gerados? Não há nenhuma estatística confiável que mostre a dimensão do problema. Mas com um pouco de informações, uma dose maior de curiosidade e alguma vivência no setor é possível chegar-se a algumas conclusões. Vamos tocar apenas no problema principal  e seus desdobramentos: criou-se um buraco no estoque de madeira, que vinha sendo formado com os novos plantios; muitos prestadores de serviços e produtores de mudas quebraram; e programas de fomento e fomentados transformaram-se de parceiros em problemas jurídicos!  Há dados informativos mostrando, que nos anos de 2005, 2006, 2007, os programas de plantio chegaram ao redor de 600.000 h/ ano e dos quais, cerca de 30 %, foram realizados através de programas de fomento.  É difícil quantificar  o número  de fomentados insatisfeitos e que foram banidos do setor.  Mas voltando ao tamanho do buraco, que num determinado momento poderá surgir no suprimento de  madeira, a médio e longo prazo, o “apagão florestal da crise”. As informações das grandes empresas, responsáveis pelos maiores programas de plantio ou reforma , dos viveiros de produção de mudas, dos fornecedores de insumos, como herbicidas, adubos e formicidas ,mostraram que a programação de 2008/2009,  deve ter sido reduzida  de  30 a 40%, ou seja, 180 a 240.000 ha deixaram de ser plantados.   Essa floresta, que não foi plantada, deveria produzir o equivalente a volume próximo  de 40 ( quarenta) milhões de metros cúbicos de madeira.  E para essa previsão, estamos admitindo uma produtividade conservadora de 30 metros cúbicos/ha/ano e produção de 200 metros cúbicos por ha, com corte aos 7 (sete) anos. Essa madeira irá faltar para a produção industrial já instalada, para eventuais expansões ou para as duas alternativas. Se o abalo atingiu só 2008/2009  essa é a encrenca do “apagão florestal da crise”. Se, no entanto, houver ainda, a ressaca da crise, causada pelas mudanças nas empresas e pirotecnias dos pós-crises, e a programação de 2009/2010 for afetada também, esse número poderá ser ainda maior! Nada que acabe com as indústrias de base florestal, mas as empresas estarão diante de uma gigantesca  superação, que vai custar muito mais, do que as economias, que provocaram o desaquecimento instantâneo dos programas operacionais.  O custo dos prejuízos causados junto a fornecedores de serviços, de mudas e fomentados não dá nem para  quantificar! A silvicultura estará, portanto, lá na frente, diante de mais um  grande desafio. Como recuperar essa produção perdida? Cortando-se precocemente as florestas existentes?  Atraindo novos fomentados  com uma moderna e sofisticada linguagem e  justificativas vantajosas ? São perguntas, ainda sem respostas definidas, e que deverão preocupar os silvicultores, a médio prazo. As soluções caberão a profissionais, que, em muitos casos, não tiveram nada a ver  com as decisões tomadas  na crise e no pós-crise, mas  que, com certeza, terão que  encontrar  uma saída!  Para não piorar a  situação, espera-se que a silvicultura brasileira reveja com a maior rapidez possível, as lições vividas e não se deixe levar por pirotecnistas, produtores de planilhas mágicas, com múltiplas soluções e com matemática de última geração. Tudo com exatidão centesimal, mas sem considerar  e respeitar as pessoas que fazem e a realidade biológica da produção florestal.  E tudo para o presente! Se, lá na frente, as fábricas  tiverem problemas de abastecimento, se os custos se elevarem e se a sociedade  continuar questionando a silvicultura, não há porquê  se preocupar!  Na ocasião, outros resolverão esses problemas!  Esses registros são importantes para se evitar que, lá na frente, sejam colocadas  as mesmas justificativas  de sempre  para problemas tão comprometedores: até lá, um outro Ministério será responsável pela falta de políticas governamentais; limitações impostas pelas legislações complexas ;  falta de financiamentos e por aí vai…. Lembrar  e penalizar as decisões do passado, nem pensar, até porque, de fato, de nada adiantará! A silvicultura brasileira tem um extraordinário potencial para crescer e se desenvolver de forma sustentável, mas tem um limite de tolerância e de capacidade de recuperação!

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Sem Queda de Braço!

A silvicultura brasileira surgiu, expandiu-se e tornou-se referência em nível internacional, respeitando as regras estabelecidas pelo atual Código Florestal. Isso não significa que o setor não tenha sugestões para mudanças. Houve significativa evolução da ciência florestal, nos últimos 40 anos e muitos conhecimentos científicos precisam ser incorporados ao Código. Deveria ser um processo natural! Uma ampla discussão, que envolva as universidades e as instituições de pesquisas florestais, com certeza, poderá redundar em sugestões com pleno embasamento científico para serem incorporadas ao Código.  Temos dificuldades que precisam ser superadas para promover o crescimento do setor.  Há necessidade de uma legislação federal descentralizadora, e ninguém pode negar a falta de diretrizes estratégicas, políticas públicas e a  imprescindível simplificação do complexo processo de licenciamento das atividades silviculturais, em muitos estados. Mas essas dificuldades, na verdade, não serão resolvidas com as mudanças, que estão sendo preconizadas  para o Código Florestal.  Os licenciamentos, por exemplo, são questões a serem resolvidas em nível de CONAMA. Quanto à  Reserva Legal, não há duvidas! Cabe uma discussão, quanto à dimensão, localização e eventual utilização. Mas mesmo assim, à exceção da Região Norte, a existência da Reserva Legal está longe de ser uma limitação  para o crescimento da atividade. Talvez, uma das mais importantes discussões para a silvicultura, seja a ocupação de áreas montanhosas , pela dificuldade de se definir de forma objetiva o que é TOPO de MORRO. Em regiões montanhosas, na maioria dos casos, impróprias à agricultura, a silvicultura pode se instalar sem dificuldades operacionais e promover a proteção dessas áreas, muitas delas, atualmente, desprovidas de qualquer cobertura. Os benefícios sociais, econômicos e ambientais serão imensuráveis, especialmente aos mananciais hidrográficos dessas regiões. A silvicultura brasileira tem tecnologia para ocupar áreas montanhosas, protegendo os topos de morros e mais importante ainda, dando estabilidade às sensíveis encostas! Mas é preciso que as regras estejam claras e não fiquem sujeitas à abstração e subjetivismo de avaliações pontuais. Nesta questão, o setor está enriquecido de argumentos para fazer suas próprias reivindicações. E com certeza,como já tivemos demonstrações , em ocasiões anteriores, ainda poderemos contar para esse objetivo ,  com o apoio de expressiva parcela de ambientalistas. E a regulamentação sobre TOPO de MORRO, também é matéria da alçada do CONAMA. Temos dificuldades com  a complexidade das legislações estaduais e a diversidade de regulamentações, através de resoluções e portarias de órgãos estaduais. Eessas são questões do SISNAMA. Acreditar que com mudanças do Código Florestal iremos superar as limitações  para o crescimento  da silvicultura, pode parecer  falta de se conhecer o que precisa mudar, como mudar e quem deve mudar! Se não identificarmos as nossas prioridades e atuarmos com objetividade nessas questões pontuais, poderemos nos desgastar numa discussão, repleta de revanchismos e radicalismos e que pouco tem a ver com as reais necessidades do setor florestal! É bom lembrar  também, que temos, voluntariamente, grande parte de nossas florestas plantadas sob a égide de rigorosos sistemas de certificação e, reiteradas vezes, e com certo orgulho, mostramos em nossos discursos, que somos exemplo de atividade rural sustentável. Simplificar o cipoal de regulamentações, que envolve a silvicultura é uma necessidade inadiável, que precisa ser negociada, em diferentes estados e com diversos atores. E sem pancadaria!  É um problema da silvicultura e que precisa ser resolvido pelos silvicultores. São questões específicas e que tem pouco a ver com essa queda-de-braço entre ruralistas e ambientalistas!  E lembrando: o atual  Código Florestal foi elaborado por uma equipe, que contou com a participação de brilhantes silvicultores!

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Premissas Relevantes!

A evolução tecnológica, social e ambiental da silvicultura, nos últimos 40 anos, foi espetacular! Quase que  triplicou a produtividade ( de aproximadamente 15, passou-se para mais de 50 metros cúbicos/ha/ano , em algumas regiões), o uso múltiplo da madeira de pinus e de eucalipto, o elevado nível de mecanização da colheita, a aceitação espontânea da certificação florestal como  referência na direção da sustentabilidade, o crescimento dos programas de fomento e o respeito que os fomentados alcançaram em algumas  empresas,etc., são exemplos bem distintos e que servem  para mostrar como a evolução da silvicultura se deu em todas  as direções: econômicas, sociais e ambientais. Algumas premissas  foram marcantes nessa evolução. A seleção dessas premissas, sem nenhuma dúvida, estará sujeita às considerações subjetivas, mas é muito importante, que alguns registros sejam assinalados para se evitar, que nessa ou noutras crises, que eventualmente, tenhamos que enfrentar, não esqueçamos dos avanços  alcançados pela silvicultura e evitemos, com todas as forças,  que qualquer decisão  governamental ou empresarial,  possa causar prejuízos e impactos negativos ao  árduo processo evolutivo da atividade!  Registramos como premissas relevantes: a busca permanente pelo aumento qualitativo e quantitativo da produtividade; a evolução tecnológica para o uso alternativo da madeira; a agregação de valores ambientais aos procedimentos operacionais; a valorização da mão-de-obra e a qualidade do emprego florestal; o respeito aos processos de certificação florestal; a integração do fomentado florestal ao processo produtivo; o respeito às legislações vigentes.  A lista é muito maior e vai depender sempre de uma boa dose do subjetivismo profissional para selecionar ou se comprometer com essa ou aquela premissa. As assinaladas, acima, com muita certeza, tem o apoio de grande parte dos silvicultores comprometidos com o desenvolvimento sustentável da silvicultura!

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Fomento e o Preço da Madeira

Uma justa remuneração da madeira produzida  a pequenas distâncias das fábricas pode se transformar no melhor instrumento para alavancar as atividades de fomento florestal no entorno das indústrias consumidoras. Sabe-se que existe uma diferença muito grande no custo da madeira transportada de 100, 250 e 500 km. Há diferenças  superiores a 70%! Sabe-se, também, que menos de 50% dos estoques de madeira das diversas indústrias  se encontram  em raio  inferior a 100 km das fontes consumidoras. O raio de 100 km compreende  área total de aproximadamente  3 milhões de há,  o que torna mais fácil abrigar programas de fomento de  40, 50 ou 60 mil ha  em áreas ociosas (cerca de2% da área total !) Com certeza, um programa de fomento que transfira parte do custo de transporte da longa distância  para o valor da madeira em pé do entorno da fábrica, teria uma enorme chance de atrair proprietários rurais interessados  na diversificação da produção rural. A atividade de silvicultura com essa agregação de valor  pode se tornar extremamente atraente! Infelizmente, nos dias atuais são raros os casos em que se dá à “madeira de quintal “ a justa e distinta remuneração! Uma mudança de atitude nesse sentido, poderia provocar profundas alterações no perfil da atividade: menos custos de transporte, menos consumo de energia, menos poluição, menos gastos com conservação de estradas, menos riscos de acidentes, mais renda aos produtores rurais, melhor utilização de terras ociosas, mais racionalidade  na  produção de madeira, mais valorização para a silvicultura,  mais competitividade para as florestas plantadas brasileiras!

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Uma Vitória que Desmonta!

Histórias que precisam de registros…… Por volta de 2004,um pouco antes do Congresso Florestal Brasileiro, na ocasião, como presidente da SBS, fui procurado por um associado , que pretendia ser presidente da SBS.  De forma muito democrática e educada solicitou, sem muitos rodeios, que se tomassem todas as providências para que durante o Congresso ele fosse empossado como Presidente da SBS. Faça assim, convide fulano, convoque ciclano, ponha ali, tire daqui…..tudo bem democrático e compartilhado! Houve até algumas recomendações para que tudo se cumprisse, conforme o solicitado, sob pena de, em caso de uma eventual desavença, de se amargar alguns constrangimentos futuros!  Uma humilhação a entidade e a todos os seus associados. Um desrespeito sem tamanho!  Pretendia-se tomar a SBS para usar a sua credibilidade  na luta por reinvindicações  polêmicas e contrárias aos princípios da entidade. Chegaram as eleições e mais um candidato surgiu. Todos os formalismos foram respeitados. Convocação feita, eleição realizada, 45 eleitores, aparentemente, uma disputa bem dividida. v Votos apurados: candidato A- zero voto; candidato B – 45 votos! O mais incrível dessa história é que nem alguns representantes sabidamente  favoráveis ao candidato  tiveram coragem de votar no próprio!  Logo, em seguida, alguns meses apenas, a SBS começou a perder associados  e ficou a sensação  mais de uma derrota do que  de uma vitória. São vitórias que desmontam! São desafios indesejáveis que criam constrangimentos  e que precisam ser barrados para não por em risco a dignidade e respeito de todos que sempre colaboraram com a SBS.

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