Fomento Florestal: Valeu a Pena Plantar Árvores!

É engraçado, para não dizer outra coisa, como alguns assuntos crescem, transformam-se em preocupações estratégicas e de repente   deixam o cenário da silvicultura brasileira.  O fomento florestal por volta dos anos 60/70 deu vida  a muitas empresas.  O exemplo do admirável e respeitadíssimo Dr. Rensi , na Duratex, foi tido como referência por muitos anos e continua válido e atualíssimo: a fábrica em Jundiaí foi mantida por dezenas de anos ,exclusivamente, por conta de fomentados!!! No entanto,  anos depois  o fomento  foi colocado num papel quase que marginal nas empresas. Mais recentemente,  nos anos 2008,2009 e 2010 o fomento florestal  passou novamente a ser sinônimo de integração social, parceria sustentável e até de  orgulho em discursos devidamente preparados aos CEOs de grandes empresas.  Nos dias atuais não se ouve falar! Aliás, poucas empresas mantiveram suas linhas de fomento aquecidas. Poucas mantiveram o ritmo dos discursos de seus presidentes. Essas, com certeza, transformaram e fizeram do fomento um instrumento estratégico para o suprimento de madeira. E continuam. E esse era o comportamento que se esperava de outras empresas! Devem ter respeitado os contratos e os contratados e o resultado positivo deve ter sido a razão da continuidade!  Fizeram o jogo do ganha-ganha. A vizinhança do entorno dos empreendimentos, a empresa, a integração com as comunidades, enfim, a silvicultura cumprindo  parte do seu papel social. Há, no entanto, informações de que muitas empresas sumiram de suas regiões de atuação e continuam mantendo seus parceiros fomentados como problemas jurídicos! Nesses casos, para muitos produtores o fomento criou um grande passivo econômico, social e ético. O que se espera é que esse movimento pendular quando retomar a posição de origem, com certeza, vai colocar frente à frente o comprador e o vendedor de madeira ,mas agora em situação diferente, com informações, instrumentos e discursos diferentes. Trocando em miúdos: aquela empresa que saiu correndo sem olhar para trás, vai voltar à procura da madeira. Há dados mostrando que esse movimento já deu sinais de que o passado foi esquecido e um novo discurso está sendo preparado para  a nova abordagem! Aqueles produtores que tiveram fôlego para aguentar o sufoco vão gostar e muito. Irão cobrar o preço do mal feito lá trás! Há muitos instrumentos legais, financeiros e fiscais que  poderiam ser desenvolvidos para que essa cadeia ,tão importante à silvicultura brasileira, sempre  que se constituísse não sofresse solução de continuidade. É o caso, por exemplo, da certificação florestal e das linhas de financiamentos para grandes empreendimentos. Não  haveriam grandes dificuldades para que fossem  analisados com mais detalhes os programas de fomento dessas empresas, por ocasião da certificação  ou solicitação de financiamentos. Se  estão atendendo e respeitando seus parceiros muito bem, caso contrário seria muito oportuno que existissem adequadas   penalizações. Até para valorizar os  que prezam a seriedade! Por enquanto, vamos torcer para que pelo menos o produtor ao atender o representante, que nem desconfia das encrencas lá de trás, venha com  uma polpuda oferta para compra da madeira. A pedida vai ser um pouco maior, mas necessidade vai ajudar aproximar os valores. Negócio fechado! E os produtores  dirão: valeu a pena plantar árvores!

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Investimento: Eucalipto ou Espécies Nativas

É muito comum em conversas com interessados em investimento no setor florestal a pergunta a respeito da possibilidade de se investir em plantios com espécies nativas para produção de madeira nobre! Dessa pergunta tão comum, conclui-se que – há um interesse muito grande em plantios com espécies nativas – e, de fato, há uma enorme propaganda a respeito da riqueza a ser alcançada com tais investimentos. Essa situação merece algumas considerações, tendo-se em vista o grande interesse que a

silvicultura brasileira  tem despertado em  novos investidores. Principalmente, aqueles que por desinformação ou com informação incompleta, continuam, insistentemente, procurando aquela árvore milagrosa, que cresce, cresce e no final é vendida a peso de ouro!!!  A esses cabe, sem nenhuma ousadia, afirmar:  –  muito cuidado com essas  informações bombásticas!  Há poucas informações científicas geradas por instituições de pesquisas e experimentações florestais que possam dar garantia absoluta  de sucesso desses plantios. Há  exemplos bem sucedidos com algumas espécies, mas sempre cercados de excepcionalidades locais. O grande e perigoso risco é a generalização desses exemplos pontuais! Infelizmente, os escassos recursos destinados às experimentações com as espécies nativas, ainda não  permitem afirmar com  a necessária segurança, que é possível utilizar-se dessa ou daquela espécie nativa em escala comercial e  com procedimentos operacionais que garantam as produtividades tão almejadas para viabilização econômica dos empreendimentos! O Brasil possui pesquisadores altamente capacitados, responsáveis até pelo brilhantismo da silvicultura com as espécies de eucalipto e pinus, mas esses mesmos pesquisadores, na maioria dos casos, encontram-se desprovidos  dos indispensáveis recursos humanos, materiais e financeiros para que se possa  avançar nessa promissora e desafiadora tarefa. Competência profissional, com certeza, não falta !  Com muito pouco dos milhões investidos nas pesquisas com as espécies exóticas, já se teria condições de se identificar  espécies  promissoras que, com a evolução dos trabalhos  de pesquisas e experimentais,  poderiam, de fato, a médio prazo, se tornarem alternativas confiáveis para grandes investimentos! De outro lado, a pesquisa que já avançou significativamente no campo e nos laboratórios vai acumulando  cada vez mais informações técnicas e científicas para o plantio e para o uso da madeira de eucalipto e pinus para as mais diversas alternativas!!! Vai dessa forma, enriquecendo e justificando, ainda mais a decisão pelas espécies exóticas. Não é de se desanimar  e nem de se desesperar, mas parece ser uma realidade nua e crua, que vivemos. Entender essa situação é o primeiro passo para se prospectar o que fazer para mudar e aproveitar as oportunidades  que podem ser geradas pela riquíssima diversidade de espécies nativas existentes no Brasil. Dar pleno apoio às iniciativas existentes, mas assegurar-se técnica e cientificamente de todas informações que cercam os promissores  empreendimentos em escala comercial com espécies nativas, é o mínimo a ser feito aos que querem apostar nesse negócio florestal! E vamos torcer para que nossos governantes se sensibilizem pela causa e não tardem tanto para dar o devido apoio às pesquisas e aos pesquisadores que com muito esforço e até sacrifício pessoal lutam  para geração de tecnologia e viabilização de plantios comerciais com nossas espécies nativas!

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A Legislação Ambiental e as Florestas Plantadas no Brasil

Com a nova Lei Florestal  e a necessidade de sua regulamentação surge uma excelente oportunidade para que a silvicultura brasileira, setor de florestas plantadas,  possa alinhar seus interesses. Considerada uma das atividades rurais, que sempre soube conviver com as legislações vigentes, mais uma vez terá oportunidade de consolidar seus interesses com as regulamentações que advirão da  nova Lei Florestal aprovada para o país.  O setor precisa se preparar e com urgência, pois as discussões para se criar os instrumentos regulatórios demandados pela nova Lei já iniciaram . É inconcebível que o setor não se faça presente nos diversos fóruns que irão se formar para mostrar, argumentar e propor as diretrizes importantes para orientar as  suas atividades. Afinal, uma Lei Florestal que  já não contou com uma participação tão ativa  dos florestais, poderia pelo menos contemplar  em sua regulamentação  um melhor direcionamento para questões reclamadas há tantos e tantos anos.  Não se iludam aqueles que acham que essa ou aquela questão já foi resolvida. A regulamentação é um processo natural de toda e qualquer legislação e é  muito comum que questões, exaustivamente, discutidas na formulação da lei, necessitem de regulamentos  que orientem o seu cumprimento e funcionem como normas gerais, no caso, para os estados e distrito federal. Estaremos diante de uma grande oportunidade  para consolidarmos nossas diretrizes de trabalho, mas poderemos nos surpreender com  introduções indesejáveis na formatação dos instrumentos regulatórios. Agora é hora de se continuar na batalha pelo que é de direito do setor florestal e de merecimento da silvicultura brasileira! Há  anos as lideranças  do setor  se queixam, e as vezes com muita razão, do emaranhado  de toda a legislação que cerca  a atividade. Convivemos com uma Resolução CONAMA da década de oitenta e  legislações  estaduais dispersas  e  contraditórias. Não temos uma norma geral da união sobre o assunto.  Agora é a oportunidade de se  colocar de forma bem objetiva os interesses que precisam ser atendidos para dar segurança e sustentabilidade ao crescimento setorial. A simplificação da legislação não pode e não deve ser entendida como facilitações. O que precisa ser feito é a eliminação das inúmeras exigências que não agregam nada às florestas, aos empreendimentos, ao meio ambiente e ao trabalhador rural. Há de se uniformizar conceitos e procedimentos legais  entre os diversos estados da União. Um empreendedor que tenha atuação em diversas regiões brasileiras vive um permanente drama!  De outro lado, se num mesmo  estado, inúmeros empreendimentos se instalarem numa mesma região: exige-se tudo de todos! E os mesmos quesitos, vão ser apresentados, simplesmente com roupagem diferente, por todos! Um desperdício desproposital de recursos e de tempo! O papelório e o volume de documentações dizendo a mesma coisa é de assustar!  Alto custo aos empreendedores e alto custo aos governantes que se obrigam  a acompanhar, discutir e depois de muitas idas e vindas aprovar! E o pior:  a criatividade da burocracia é invejável! De tempos em tempos surgem novidades a serem atendidas: museu disso, museu daquilo, banco disso, banco daquilo…. e por aí vai. A silvicultura não se enriquece e não se agrega nenhum valor aos  empreendimentos. Gastança para cumprir exigências que ninguém acompanha. Uma quantidade enorme de trabalhos de profissionais competentes e caros  e que passado pouco tempo vão se acumular em enormes prateleiras e  pesadas gavetas do legislador de plantão! Tudo a alto custo e longo prazo para discussões, correções e acertos. É o jogo do perde – perde e todos perdem! As empresas, os proprietários rurais (pequenos, médios e grandes)  as pessoas sem os empregos e o meio ambiente pelo punhado  de estudos e levantamentos que não  protegem e não melhoram em nada as variáveis que eventualmente necessitem de proteção! No tempo  de valorização do papel das florestas,  em função das mudanças climáticas,  temos  ainda  um entendimento em vários setores da sociedade de que plantar  árvores nesse  país  é   “ter problemas”  com os órgãos ambientais, com a polícia e com as normas.  É um absurdo. Mas, é verdade. E esse quadro precisa de mudanças, e a  regulamentação   da nova Lei exige acompanhamento. É uma Lei de proteção florestal. Alguém tem dúvida?  Então, porque não criarmos  um movimento para  , finalmente o país  ter regulamentos para o  fomento florestal  ?  Vamos ficar  sempre a reboque de medidas de comando e controle ?  Enfim, mãos às obras!  E fica a dúvida! Será que estaremos, mais uma vez, diante da falta de liderança institucional? Em quem vamos apostar? Quem vai procurar o espaço e o momento da silvicultura apresentar as suas reivindicações? Quem vai cuidar dessa tarefa? Qual o endereço institucional  do setor florestal no governo  federal?  Vamos esperar que  descubram que ainda temos um enovelado de legislações que cercam nossas atividades? Um “embrolho”  institucional  que ninguém entende ! Será que não é o momento do Serviço Florestal Brasileiro, fortalecido e com novas competências,  dar provas de que realmente pode ser  o endereço institucional da silvicultura brasileira? Ou vamos nos fazer de agricultura e esperar que no bojo dos interesses da soja, do café, do algodão, do capim , do boi e da da agricultura familiar os nossos interesses também possam ser atendidos!

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O Eucalipto nas Regiões de Novas Fronteiras

O eucalipto com quase 100 anos de pesquisas e experimentações nas regiões sul e sudeste do Brasil, contando com o apoio e integrada aos interesses de grandes empresas e assistência científica das melhores escolas de engenharia florestal  e  instituições de pesquisas do país está migrando para novas regiões de fronteiras.  É um grande desafio! As observações de campo tem mostrado que todo o esforço científico deverá ser repetido nessas novas regiões para que se tenha certeza absoluta  de se alcançar uma silvicultura sustentável.  A silvicultura de sucesso cantada em prosa e verso não tem respostas  conclusivas para essas novas regiões. Há de se pesquisar e muito! Até lá, é um jogo de tentativas de acertos e erros, onde vale a experiência profissional na escolha de materiais genéticos de regiões  semelhantes e na  adequação de procedimentos operacionais. Um somatório de conhecimentos indispensáveis e limitantes para se conseguir florestas de boa produtividade. As observações em plantios de 2 a 3 anos mostram produtividades que variam de 10 a 45 metros cúbicos /ha/ano ,utilizando-se de clones comerciais disponíveis no mercado. É muito comum encontrar-se centenas de hectares totalmente dizimados por problemas de déficit hídrico, problemas nutricionais, espaçamento inadequado, etc…!!!! A silvicultura nas novas fronteiras está quebrando o paradigma de que o eucalipto é pau para qualquer obra! Exige cuidados técnicos e competência profissional para criar, adaptar e interpretar  as respostas  que vão sendo apresentadas pelos plantios florestais em espaçamentos inadequados, às formas e quantidades insuficientes de nutrientes, ao comportamento enigmático dos clones, etc. Alguém mais preocupado pode perguntar:  É possível  fazer silvicultura nessas novas regiões?  A resposta é sim, mas  com muito cuidado científico e sem bruxarias! A silvicultura não precisa parar e ficar esperando as respostas de médio e longo prazo das pesquisas florestais. Ela pode prosseguir, mas com monitoramento e atenção profissional e acima de tudo com um acelerado programa de pesquisa para consolidar ou dar os rumos definitivos para uma silvicultura sustentável. Esse cenário de certa complexidade fica mais agravado ainda, nesses novos tempos de expansão, pelo fato  da silvicultura se enveredar por novas fronteiras, muitas vezes, pilotada por empreendedores sem a menor sensibilidade para as questões biológicas, presos à  inflexíveis planilhas matemáticas e em alguns casos  acreditando em sonhos e  bruxarias  silviculturais.

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Onde Localizar o Empreendimento Florestal

Esta questão tem sido muito discutida entre investidores e técnicos especializados.  Há sempre um conjunto de  variáveis que precisam ser consideradas para neutralizar ou minimizar subjetivismos. Nesse sentido, procurou-se elaborar uma tabela  básica, respeitando-se  as premissas de sustentabilidade e que sirva como orientação para uma discussão mais rica e profunda na seleção de um empreendimento florestal.

A tabela considerou variáveis técnicas, econômicas, sociais, ambientais, ambiente institucional ( legislação e licenças) e caracterização fundiária. Para facilitar as comparações entre diferentes regiões, recomenda-se que o selecionador estabeleça uma tabela com pontuação de  zero ( falta total de informações) a 100 ( informações plenamente satisfatórias) para cada variável,de acordo com as possibilidades de superar riscos ou somar oportunidades. A soma de pontos vai mostrar a região com mais possibilidades de abrigar o empreendimento florestal. Não se trata de uma análise matemática,mas de uma avaliação básica comparativa,onde  a experiência profissional de quem avalia tem uma representatividade significativa. Sugere-se os seguintes aspectos a serem avaliados:

1-   aspectos  técnicos

– procedimentos silviculturais comprovados

– limitações edafo-climáticas

– silvicultura de alta tecnologia

– empreendimentos bem sucedidos

– custo técnico adicional (irrigação, pragas, etc)

– produtividade de trabalho

2- aspectos econômicos

-custo de formação das florestas

-custo da terra útil ( aproveitamento)

-possibilidade de expansão

-mercado para produtos florestais

-custos de instalação

3- aspectos sociais

-movimentos sociais

-mão-de-obra disponível

-valores culturais/ silvicultura

-áreas de conflito definidas

-empresas preparadas para serviços

4- aspectos ambientais

-restrições definidas

-legislação consolidada

-competitividade de uso do solo

-problemas instalados

-movimentos organizados e atuantes

5- ambiente  institucional

– políticas restritivas

– licenciamentos

– informações públicas

– estrutura dos  serviços públicos

– nível de satisfação

6-  caracterização  fundiária

-documentações  existentes

-encaminhamento de negócios

-credibilidade em negociações

-áreas de conflito

-risco nas negociações

Nada impede que a essas variáveis sejam somadas outras variáveis que possam estreitar o nível de comparação. É importante também que esse processo seja submetido a diferentes profissionais com visão e experiências diferentes em empreendimentos silviculturais.

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As Florestas e a Biomassa para Energia

A silvicultura brasileira está diante de novo desafio! Produzir, competitivamente,  biomassa para geração de energia em quantidade e qualidade.Depois de  se posicionar com destaque no mercado internacional de celulose e chapas,surge outra grande oportunidade para os empreendedores  florestais. Nessa economia globalizada em que vivemos, na procura incansável por energias limpas e na preocupação mundial com os efeitos das mudanças climáticas, a produção de biomassa de florestas plantadas é uma excelente oportunidade para geração de energia renovável.  Esse contexto, aguça o interesse e a curiosidade  a respeito do crescimento e perspectivas do setor florestal de nosso país.O Brasil tem condições excepcionais para se colocar na dianteira desse processo de produção energética. Mas há  de se planejar e implementar políticas públicas com rapidez  e , acima de tudo, com  base em dados técnicos e cientificamente comprovados da silvicultura. Temos terras ociosas, temos necessidade de gerar empregos, temos grande capacidade empreendedora, mas essas vantagens competitivas precisam ser direcionadas de forma convergente e principalmente na direção da sustentabilidade. Todos sabem que o grande sucesso da silvicultura junto aos setores de celulose, chapas, siderurgia, dentre outros, se deu depois de muita pesquisa e profissionalismo. Essa silvicultura de sucesso e de altas produtividades  só se tornou realidade depois da superação de  inúmeras limitações, ao longo de muitos anos de trabalhos científicos e experimentações. Só depois desse enorme esforço e contando com a irrestrita colaboração e apoio de grandes empresas comprometidas com a causa, universidades e instituições de pesquisas é que conseguimos alcançar os elevados índices de produtividade e o inegável sucesso dos trabalhos silvculturais. Tivemos que superar questionamentos, que até aos dias atuais, ainda se arrastam e vez ou outra, surgem como impecilho ao crescimento do setor. É o caso das polêmicas sobre água, desertificação, prejuízos à biodiversidade, dentre outros. Superamos a tudo com ciência, justificando a grande quantidade de nossas florestas plantadas devidamente  alinhadas com os rigorosos sistemas de certificação florestal como  o FSC e o CERFLOR. A produção de energia surge como nova oportunidade, mas traz junto muitos questionamentos para serem resolvidos. Não nos assustemos com as dúvidas a serem resolvidas, pois temos massa científica competente para nos orientar, mas não sejamos precipitados a grandes riscos  e mudanças de procedimentos operacionais sem a certeza absoluta da comprovação científica e da chancela das competentes universidades e instituições  de pesquisas brasileiras que  trabalham com florestas! Esse alerta, na verdade, serve para qualquer novidade milagrosa  que se vende com certa facilidade  a interessados e desavisados empreendedores.As oportunidades que se abrem são  promissoras e todo nosso esforço deve ser convergido para que se possa implementar com rapidez as pesquisas  científicas básicas, as políticas públicas imprescindíveis e acima de tudo que não se  perca a consciência, construída ao longo de tantos anos, de que o sucesso só será verdadeiro,se caminharmos com uma silvicultura sustentável!

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Clone: Problema ou Solução!

É muito comum entre os envolvidos com plantações de florestas, referir à utilização de clones, achando com isso, ter atingido o ¨top tecnológico¨. Plantamos o clone tal, um pouco daquele e mais um pouco daquele outro! Vem de lá, fulano plantou e disse que é um espetáculo!

A empresa tal só trabalha com ele e o viveiro do beltrano produziu  milhões…..  mas só consegui uns 2 ou 3 milhões de mudas! Fim de papo e  já contamos  com 60 metros cúbicos por hectare/ ano e 1.000 metros por alqueire no sétimo ano! E boa ! Que maravilha! Realmente, essa silvicultura brasileira é campeã mundial  de produtividade !

Tudo verdade ou tudo mentira! No dia-a-dia, encontramos as duas respostas. E em função dessas variações, é muito importante e estratégico para o setor, que se evite o uso indiscriminado de clones em qualquer região, para qualquer uso e sem o mínimo de cuidados técnicos. Com um pouco de exagero, há quem considere, até um crime ambiental!

E com certa lógica, pois uma plantação com clones  e mal sucedida, ocupa a área , não produz e pode se  transformar em foco de doenças e pragas!  Erros semelhantes do passado, até hoje, são polêmicas que se arrastam e não desgrudam do eucalipto, do pinus, das exóticas, das monoculturas, da mina que seca, do solo que vira deserto….  e por aí afora!

A grande maioria dessas mazelas originaram-se de barberagens técnicas!  Espécie errada, semente inadequada, plantios em áreas indevidas, desrespeito à legislação,etc. Ficam as marcas e não há palavras e argumentos que acabem com as encrencas! O clone é uma ferramenta espetacular para aumento quantitativo e qualitativo da produtividade.

Mas isso é inquestionável, quando é o resultado de experimentações locais, onde se consideram seleções genéticas seguidas e as devidas interações de solo, clima e tratos silviculturais. O clone ótimo está naquela condição, onde se tem a melhor combinação de solo, clima, espaçamento, adubação, tratos culturais, manejo, e é cortado na melhor época e  usado para a  finalidade determinada.

Também é verdade, que com informações seguras e confiáveis, experiência e muito cuidado é possível fazer-se algumas analogias e conseguir-se boas indicações  de clones, com resultados bastante satisfatórios e sem toda essa peregrinação científica!

E uma atividade, como a silvicultura, em franca expansão, não tem tempo para todas essas pesquisas!  E daí, a grande preocupação! Nesses casos, vale muito a experiência de quem interpreta as informações existentes e os cuidados adicionais  adotados.

A competência profissional diminui o risco, mas não elimina a necessidade de experimentações complementares! Não podemos banalizar o uso de clones, sob penade sacrificarmos um dos mais importantes avanços tecnológicos da silvicultura brasileira. Tecnologia é para ser utilizada com conhecimento e sem adivinhação!

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O Crescimento da Silvicultura e os Novos Desafios!

O crescimento das indústrias de base florestal, praticamente duplica a cada 10 anos!

O aumento de áreas plantadas, que se verificou nos últimos anos, quando saltamos de 300 para 600.000/ha/ano, vai atender ao aumento da produção florestal que já se encontra em andamento.

São otimizações, ou ampliações de plantas industriais existentes, nos sites já conhecidos. Num prazo curto, essas possibilidades estarão esgotadas ou limitadas por inúmeras condições: energia, água, espaço físico, exigências ambientais, etc.

E principalmente, suprimento de madeira! Ainda existem áreas disponíveis e que estão sendo aceleradamente ocupadas com programas de fomento.

Isso poderia ter sido muito maior se a cultura de fomento tivesse sido estabelecida bem anteriormente ou se as empresas desenvolvessem um programa de aquisição com preços distintos e valorizando, de fato, as florestas de seu entorno.

Essa política altamente vantajosa para as empresas e produtores poderia abrir novas oportunidades para o crescimento industrial  com a própria estrutura existente. No entanto, e mesmo, com certo atraso, o fomento vai permitir  aumento da oferta de madeira e possibilitar crescimentos das plantas atuais. Poderia ser significativamente maior!

Depois disso e representando o novo ciclo de duplicação, virão as novas plantas, em novos sites e com novas florestas! Com certeza, ao redor de 2015, estaremos discutindo o suprimento de unidades industriais  instaladas  para utilização das florestas de novas fronteiras! E que desafios serão enfrentados pela silvicultura?

É difícil cercar o atacado e o varejo, mas alguns aspectos já estão se mostrando evidentes: como assegurar o crescimento e a estabilidade dos empreendimentos nessas novas fronteiras? algumas excelentes oportunidades existentes, como é o caso dos mecanismos de reposição serão devidamente monitorados, para se evitar abusos ? a silvicultura, com essa nova clientela de investidores interessados, está bem orientada, ou corremos o risco de estarmos criando”bois verdes” e novos engodos para o futuro! os cuidados técnicos essenciais estão sendo tomados?

Cabem outras indagações, mas essas apresentadas  servem para mostrar, que estamos iniciando uma nova fase da silvicultura, com algumas questões indefinidas, e que não podem redundar em erros!

Erros poderão  sacrificar o crescimento industrial lá na frente e criar novos estigmas negativos para a silvicultura e que , à semelhança de erros do passado, demandam anos para serem removidos!

Os novos clientes, em sua maioria, administradores e investidores matemáticos, querem produtividade, legalidade e certeza de que não serão surpreendidos na continuidade de seus negócios!

Nesse novo contexto setorial, seria muito sensato que se promovesse, através das entidades representativas e dos próprios Governos Estaduais e Federal, uma ampla reflexão a respeito das estratégias governamentais e empresariais a serem adotadas para garantir o crescimento e fortalecimento da silvicultura com plena segurança a todos os interessados!

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Qualidade Operacional e o Sucesso da Silvicultura !

Manter a qualidade dos procedimentos operacionais, com certeza, constitui-se na melhor  maneira de se assegurar altas produtividades e o sucesso dos empreendimentos florestais. É, portanto, premissa essencial para se manter a silvicultura brasileira competitiva e sustentável. Embora, possa parecer uma questão resolvida e inquestionável, há inúmeras informações  mostrando que   nessa nova fase de crescimento da silvicultura, a qualidade das florestas em formação deixa muito a desejar!É importante enfatizar, que dados experimentais mostram que a diferença entre uma floresta formada com qualidade e uma outra floresta sem os devidos cuidados técnicos pode ser superior  a 100 %, e muitas vezes com custos bem semelhantes! Acompanhar e ter certeza da qualidade dos trabalhos operacionais é assegurar o sucesso técnico, econômico e ambiental dos plantios florestais.

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O Mercado de Ativos Florestais e os Cuidados Necessários

A silvicultura vive momento inédito! Uma forte demanda por ativos florestais  formados e uma intensa movimentação para formação de  florestas em novas regiões. A segura valorização das florestas está despertando grande interesse em investidores nacionais e internacionais.  Um movimento, quase que inevitável e que deverá trazer inúmeras oportunidades à silvicultura brasileira.  Mas, com certeza, também virão algumas preocupações! As oportunidades  sempre serão bem –vindas, mas cabe uma reflexão preventiva  com respeito a problemas que poderão surgir: – a falta de  informações científicas comprovadas poderá levar à formação de extensas áreas florestais de baixa produtividade nas novas regiões de fronteira da silvicultura.Fato indesejável e de impactos constrangedores a uma atividade que há anos luta para desmistificações do mal feito do passado ; – a preocupação com a venda imediata dos ativos vai levar, obrigatoriamente, os empreendedores a limitar seus custos ao  básico  operacional,deixando a segundo plano os avanços da produtividade  decorrentes de ajustes técnicos que  aumentam custos no curto prazo e reflexos só a médio e longo prazo. Algo indesejável e quase que inaceitável a quem mira, quase que exclusivamente, o curto prazo!  Promessas  e expectativas de altas produtividades poderão frustrar  os novos empreendedores; – poderemos ter restrições  a investimentos em pesquisas para não se onerar os ativos em formação.  Com isso poderemos ter uma estagnação tecnológica e que pode refletir na competitividade da silvicultura brasileira no longo prazo. Demos saltos gigantescos em nossa produtividade, mas ainda temos muito a ganhar em áreas específicas da ciência florestal. Temos pessoal competente para continuarmos nossos avanços. Mas o interesse contínuo dos empreendedores  e recursos para financiamento das pesquisas são ingredientes indispensáveis para manutenção dessa cultura de desenvolvimento. Adotadas as devidas precauções para que a euforia do curto prazo não se transforme num tormento lá na frente, os momentos atuais  serão sempre lembrados como uma nova etapa de crescimento e sustentabilidade do setor!

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