Madeira para energia: a bola da vez!

Há poucos dias tive oportunidade de ouvir, com muita atenção, o relato de um conhecido professor universitário, a respeito de uma pesquisa realizada com a plateia, que assistia sua palestra! O título da palestra era: Para onde vai a silvicultura brasileira? Foram mais de 90 minutos, onde o professor com muita habilidade e conhecimento fez inúmeras considerações sobre dúvidas e incertezas, que rondam o setor. Muito discretamente, fez também considerações interessantes sobre comentários, que ouviu de alguns presentes. Para alguns a palestra não trouxe nada de novidade. Tudo conhecido, problemas sem solução e empurrados “com a barriga”. Para ele, o que valeu, de fato, foi o exercício realizado com a plateia! Resumidamente, o professor apresentou 5(cinco) alternativas para que a plateia escolhesse a mais interessante alternativa, que pudesse ser indicada ao Governo como reivindicação prioritária do setor! E, segundo o professor, entre mais apupos do que aplausos, apresentou:
1- Resolver todas as pendências legais, que se arrastam há anos no setor;
2- Criar linhas de financiamento, de acordo com o manejo florestal a ser adotado;
3- Estabelecer amplo programa de pesquisa e experimentação com espécies nativas;
4- Criar mecanismos de incentivos para recuperação de áreas degradadas;
5- Incentivar os programas de fomento com uso alternativo da madeira;

O desafio foi vencer a fúria da plateia para trocar essa ou aquela alternativa e principalmente para incluir algumas novidades! Um péssimo sinal – problemas antigos ninguém quer discutir! Uma conclusão indiscutível – muita insatisfação e muita coisa a ser feita! A platéia composta por diferentes profissionais, com destaque para produtores florestais, investidores, alunos, pesquisadores, professores, prestadores de serviços, fomentados , etc. depois de algumas discussões e velhas justificativas aceitou as alternativas apresentadas originalmente, com uma inclusão :

– Viabilizar o uso da madeira de florestas plantadas para geração de energia;
E, segundo o professor, a defesa para essa inclusão foi tão enfática, que não houve como não aceitar. O postulante comentou : “ a silvicultura gera desenvolvimento em regiões marginais e desprovidas de todos os recursos ; usa áreas degradadas e não compete com a agricultura e nem com a pecuária” e a justificativa mais contundente : “não precisa de uma montanha de dinheiro, e que as vezes fica só na promessa, para viabilizar o empreendimento” e concluiu “é possível menores empreendimentos com menos florestas e que, consequentemente, não vão blindar municípios e comunidades”. Segundo o relato, aberta a votação, não houve disputa: a grande maioria aclamou a energia como alternativa energética, como a grande reivindicação setorial a ser levada ao Governo! Antes de finalizar a reunião, o professor confessou ter sido surpreendido com a forma enfática com que o assunto foi tratado e indagou do interesse de algum voluntário em explicar o resultado . E a colocação de um famoso e atuante pesquisador enriqueceu ainda mais a questão : “ a madeira como alternativa energética é a bola da vez”! e continuou – “vamos chegar com a silvicultura em regiões, onde não existe nada e vamos gerar empregos, melhorar a educação, a saúde pública e levar esperança para populações esquecidas. Vamos criar as raízes do desenvolvimento para populações carentes com extremas necessidades” e arrematou – “só a silvicultura faz isso e precisamos mostrar aos nossos Governantes esse importante papel do nosso setor”. Segundo o professor, houve até um ameaço de aplausos. E a reunião terminou com a promessa de que ele tentaria de alguma forma apresentar o assunto para ser pensado e refletido por mais silvicultores. Gostei da prosa, peguei o bonde e estou compartilhando com os amigos silvicultores para reflexão e, muito mais que isso, continuarmos insistindo para que a silvicultura brasileira consiga os instrumentos de políticas públicas, que a torne grande instrumento de desenvolvimento social de regiões esquecidas no final da linha. E tem mais: fazendo florestas e gerando energia renovável para um Brasil, que necessita de quantidade incalculável desse insumo!

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan, empresas de serviços florestais.

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OS GRANDES SILVICULTORES!

O Eng. Agrônomo Antonio Sebastião Rensi Coelho faz parte de um grupo seleto de profissionais responsáveis pelo grande sucesso da silvicultura brasileira. Participou intensamente da fundação do IPEF e como Diretor Florestal da Duratex, durante mais de 30 anos, deixou marcas significativas de seu trabalho:

1- Deu oportunidade para que centenas de profissionais tivessem a enorme satisfação e orgulho de fazer parte de sua equipe empresarial. Tem sido um mestre e amigo inesquecível para todos. Ensinou silvicultura, mas acima de tudo tem dado exemplos de ética, de responsabilidade e de comprometimento. Sua vida tem sido de dedicação à silvicultura. Em tudo que participa deixa a marca de sua enorme paixão pelo desenvolvimento da silvicultura. Só tem amigos e para muitos tem representado “verdadeiro pai “. Recebeu centenas de merecidas e honrosas homenagens;

2- Foi um dos principais pioneiros do “fomento de verdade”, onde o produtor tem a preferência, é tratado com justiça, amizade e valorizado como parceiro. Manteve o suprimento de uma grande indústria – Duratex, em Jundiaí-SP -, basicamente, com a parceria dos produtores fomentados. Em toda a região, em que atuou, é lembrado, admirado, respeitado e mantém laços de fraterna amizade com todos que atuam ou atuaram em seu entorno. É o mesmo “Seu Rensi” em qualquer lugar da Região Bragantina- SP, quando se fala ou se procura um exemplo de fomento a ser seguido! Para muitos do setor, esse modelo de fomento, se aplicado e usado pelas empresas florestais, daria uma “cara” diferente à silvicultura. Quando perguntado sobre o segredo de tamanho sucesso, é objetivo e não deixe nenhuma dúvida : “é só ser justo e respeitar”.

3- Foi , em companhia de Dr. Ronaldo Guedes Algodoal Pereira, o grande reintrodutor do E. grandis e outras espécies para plantios comerciais e, posteriormente, disponibilizou essas áreas para coleta e distribuição comercial do valioso material genético para os reflorestadores. Esse gesto de desprendimento propiciou grande salto na produtividade das florestas incentivadas e assegurou o sucesso de muitos empreendimentos incentivados. Uma contribuição de valor inestimável à silvicultura brasileira!

4- Participou de inúmeras reuniões de trabalho, tem sido incansável motivador de iniciativas inovadoras, pesquisas e experimentações. É autor de centenas de publicações e informativos técnicos e autor de –Trilhas da Floresta – documentário patrocinado pela Duratex S.A. e que mostra detalhes da vida profissional desse ilustre silvicultor!

5- Continua firme, forte e cheio de otimismo. Só não imagina o tamanho da sua contribuição à silvicultura brasileira e o quanto é querido e admirado por milhares de silvicultores!

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan, empresas de serviços florestais – nbleite@uol.com.br

LIVRO “TRILHA DAS FLORESTAS” – AUTOR Dr. Rensi Coelho

LINK: http://www.ipef.br/noticias/?Session=14

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SILVICULTURA: DO BALÃO AO TRANSGÊNICO!

O salto foi espetacular! Por volta dos anos 70, a grande preocupação da silvicultura era encontrar sementes de qualidade para serem utilizadas nos projetos de reflorestamento. Na ocasião, através dos incentivos fiscais, o Brasil plantava por volta de 400.000 ha/ano. Quase tudo de eucalipto e pinus. Cerca de 80% de eucalipto! É fácil imaginar o tamanho da encrenca. Mais de 1.000 empresas de reflorestamento disputavam as cartas-consultas, apresentavam seus projetos e partiam para o plantio. E para os mais variados cantos! Florestas para o Programa Nacional de Celulose e Papel, formalmente reconhecido no Programa Nacional de Desenvolvimento Setorial e para o Programa Nacional de Siderurgia a Carvão Vegetal – esse eu não sei se constava no PNDS, mas os reflorestadores e o próprio IBDF, assim consideravam.

Nessa tocada, a política de incentivos fiscais, iniciada em 67/68, em poucos anos, cresceu, rapidamente, para área plantada de quase 2 milhões de hectares! Sementes de eucalipto, de beira de estradas, ou na melhor hipótese, do Horto de Rio Claro.
Os plantios de pinus na grande maioria eram realizados com sementes importadas. Aparentemente, essas espécies com mais plantios no sul do Brasil, pareciam menos sensíveis à qualidade genética das sementes. As florestas de eucaliptos, no entanto, apresentavam baixa produtividade e enorme desuniformidade. Aqui, entra a grande contribuição da Duratex e da Champion Celulose e Papel (a atual International Paper). Essas empresas iniciaram plantios com sementes de E. grandis, importadas da Austrália e os resultados foram espetaculares. Florestas bastante uniformes e produtividade quase que dobrada! Um salto memorável da silvicultura.

Daí, mais uma sequência de trabalhos importantes com mais importações e coleta em novas áreas selecionadas. E entre muitas colaborações, há de se destacar o incansável trabalho do IPEF, sob a tutela de Walter Suiter e de José Zani Filho. Com a chancela do IBDF, através de Portaria Normativa, incentivando o uso de sementes melhoradas, o Eng. Zani, então responsável pelos serviços de campo do IPEF, colheu dezenas de toneladas de sementes para comercialização. Dos 5 milhões de hectares estimados como plantios incentivados, seguramente, mais de 40% foram formados com material genético de melhor qualidade, originado dos trabalhos do IPEF.

É fácil perceber o tamanho do benefício à silvicultura brasileira. É importante salientar a brilhante colaboração de inúmeros profissionais, nessa fase de desenvolvimento do setor. Caberão muitos registros! Na verdade, essa “semente melhorada” salvou grande parte dos plantios realizados com incentivos fiscais! Foi nessa corrida por melhor material, e em função das dificuldades operacionais de subir e descer de árvores gigantescas, que surgiu “o balão” para alçar o colhedor e facilitar o trabalho de coleta de sementes. O colhedor subia amarrado pela cintura e o balão permanecia preso e controlado, do chão, por uma cordinha! Parecia uma descoberta maravilhosa. Rendeu uma reunião conjunta das empresas do IPEF, em Mogi Guaçu (SP). Com muitas sugestões e tremenda frustração no dia da apresentação. Manobras e enormes dificuldades, e o “balão”, nesse dia, não subiu! Virou piada, dentro do IPEF, e de vez em quando, surgiam candidatos para serem alçados pelo balão, mas sem a cordinha! Essa fase “das sementes melhoradas” deu origem a amplos programas de pesquisas, seleção de matrizes, introduções de espécies e procedências e por aí vai… As produtividades foram crescendo e, de repente, surgiram os clones.

Nova disparada, diversas contribuições e, mais uma vez, estamos chegando a num novo patamar: os transgênicos! Muita lenha se queimou, e há muita gente dizendo, que ainda há muita lenha para se queimar, até que se possa consolidar essa posição! Mas a silvicultura continua crescendo firme e forte!

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan, empresas de serviços florestais – nbleite@uol.com.br

ARTIGO PUBLICADO www.celuloseonline.com.br

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Será que a silvicultura precisa do governo?

Há anos, a silvicultura brasileira corre atrás de algum ministério para ouvir suas reivindicações, cuidar da legislação, adequar os financiamentos, e por aí vai. A lista é a mesma, e lá se vão anos! Muda a forma de pedir, de argumentar, mas as grandes questões continuam na pauta e sem solução. Não precisa nem ser do setor para conhecê-las!

No começo de setembro, numa apresentação para falar da competitividade do setor, a convite dos alunos de florestas da Esalq, mostrei uma relação de problemas que preocupam o setor e que, consequentemente, podem afetar essa competitividade. Aliás, a mesma relação feita por inúmeros profissionais, entidades de classe, e apresentada a diferentes governos, em diferentes oportunidades.

Nada de novo. Tudo muito antigo. A surpresa se deu no intervalo para o cafezinho! Um senhor, acompanhado de sua senhora e da filha, educadamente, aproximou- se da rodinha e falou: “meus cumprimentos, sou agrônomo, minha filha é florestal e achei interessante sua exposição, mas gostaria de fazer uma pequena consideração” e mandou bala: “tenho ouvido falar dessas encrencas há muito anos, sugiro que você mude o título da apresentação e coloque: “Mesmo com essas adversidades, a silvicultura continua sendo competitiva!”E completou: “provavelmente, se o governo tivesse se metido a ajudar, os problemas estariam do mesmo jeito e teríamos ainda, mais dificuldades para cuidar em nossa vida”. E continuou: “cabe muito bem uma interrogação no final de sua apresentação: será que a silvicultura precisa do governo? Agradeci e prometi refletir sobre o assunto. Mas o cafezinho cheio de surpresas continuou.

Em seguida, outro participante, com jeitão de gente bem informada, pegou carona na conversa e indagou: “e se a nossa presidente, na próxima reunião da ONU, anunciar compromissos para o Brasil, que impliquem em mais plantios de florestas?”. Então, falei: “pode ser que sirva para que o governo perceba as nossas fragilidades e tome providências”. O moço retrucou: “essa é resposta de gente otimista, o pessimista diria – estaremos fo…..s”. E o moço acertou na primeira parte de suas previsões. A presidente foi à ONU e se comprometeu com metas para reflorestar, recuperar pastagens, integrar pecuária, agricultura e floresta. E agora? Parece que da apresentação e da prosa no cafezinho ficaram algumas dúvidas para reflexão e uma certeza: a silvicultura brasileira está diante de um gigantesco desafio! É melhor ficarmos com o desafio, do que acharmos que os compromissos assumidos, não passam de uma tremenda conversa mole.

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan, empresas de serviços florestais – nbleite@uol.com.br

Artigo publicado em www.painelflorestal.com.br

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REVISTA OPINIÕES: A gestão profissional e a tecnológica.

Para conhecimento e sugestões, segue artigo publicado pelo Engº Alexandre Barboza Leite. Na mesma revista encontram-se inúmeros artigos importantes para a silvicultura.

Artigo publicado em REVISTA OPINIÕES
(www.revistaopinioes.com.br)

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SILVICULTURANDO – SE

Neste final de semana,em Piracicaba,em festa comemorativa de 45 anos de formado – turma do A – 70 – tive chance de conversar com amigos silvicultores, que fizeram comentários interessantíssimos a respeito do setor e da oportunidade que se abriu com a “COMUNIDADE DE SILVICULTURA” para divulgação de técnicas silviculturais e sugestões diversas. Diante dessas considerações,reitero o convite para participarem e mandarem sugestões. Destacaram a importância de se falar sobre a silvicultura nas novas regiões, as oportunidades e eventuais dificuldades; o comportamento dos clones nessas regiões; a possibilidade de se trabalhar com novos materiais genéticos; as implicações dos compromissos assumidos pela nossa Presidente na ONU,etc. Foi muito mencionada a relevante colaboração do Proessor Helládio do Amaral Mello, como um dos grandes responsáveis pelo sucesso da silvicultura brasileira. E um importante lembrete :”não vamos deixar de mencionar os seus inúmeros colaboradores e todos que lutaram pelo setor”
Nelson Barboza Leite

 

 

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E a bola está na frente do gol, de novo!

Mais uma vez estamos com o gol na nossa frente! Será que vamos marcar o gol? A nossa presidente foi a Nova Iorque – em reunião da ONU, assumiu um punhado de compromissos internacionais e colocou a silvicultura brasileira, de novo, numa posição de protagonismo! Sem muitos detalhes numéricos, é fácil, somando-se reflorestamento ,recuperação, integração disso mais aquilo, perceber-se que estamos falando em plantios em torno de 1 milhão de hectares/ano para os próximos 15 anos!!!! E quem está prometendo é a nossa Presidente, que em seu discurso, na abertura da Assembleia Geral da ONU ( 28/09/2015), disse:

“A ambição continuará a pautar nossas ações. Por isso, anunciei ontem, aqui na ONU, nossa INDC [ – Pretendida Contribuição Nacionalmente Determinada, na sigla em inglês – ]. Será de 43% a contribuição do Brasil para a redução das emissões de gases de efeito estufa até 2030, com base em 2005. Neste período, o Brasil pretende o fim do desmatamento ilegal; o reflorestamento de 12 milhões de hectares; a recuperação de 15 milhões de hectares de pastagens degradadas; a integração de 5 milhões de hectares de lavoura, pecuária e florestas” .

E mais interessante ainda. Essas promessas,com certeza,têm o respaldo de nossa Ministra da Agricultura, que gosta de falar e de fazer! Temos, portanto, compromissos internacionais a serem cumpridos. E agora? Quem vai puxar esse programa? Mais uma vez, estamos na frente do gol! Será que vamos dar de canela? Os próximos lances mostrarão a trilha a ser seguida. O setor não pode cruzar os braços e ficar esperando que o Governo adivinhe tudo que é preciso ser feito. Parece até que o Governo, anunciando esse desafio, levou a bola na frente do gol! Os silvicultores precisam arregaçar as mangas e batalhar! Vamos esperar que os gritos, que com certeza virão, não sejam de desespero, mas de chamamento para o desafio colocado! Ou não é conversa séria?
Nelson Barboza Leite – nbleite @uol.com.br – Diretor da Teca e Daplan, empresas de serviços florestais.

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Vista geral da Área de Produção de Sementes Híbridas de E.urograndis-NBL

A área de aproximadamente 2,5 ha está localizada em Igaratá –S.Paulo. Com aproximadamente 17 anos de idade , conta com matrizes de E. grandis e E,urophylla de procedências muito bem sucedidas em várias regiões brasileiras. A área, após desbastes seletivos, manteve somente árvores de excelente desenvolvimento. As primeiras sementes coletadas ,há mais de 10 anos, foram distribuídas a várias empresas para teste. Em algumas dessas parcerias os trabalhos de melhoramento tiveram continuidade com seleções, testes de progênies, produção e testes clonais, formação de pequenos plantios, etc. Os clones que estão sendo selecionados estão mostrando resultados altamente significativos com produtividades bem acima da média dos clones que estão sendo usados atualmente. Após as necessárias medidas para” salva-guarda legal” do material genético, e em breve, esses novos materiais genéticos estarão sendo apresentados e todas as parcerias e todos os colaboradores que participaram do nosso processo.

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As Chuvas e o Fim das Discussões Sobre a Água

Há alguns meses atrás a falta de água nas torneiras das casas  transtornou  a vida de muitas famílias paulistanas! O problema se transformou numa febre pelo líquido sagrado e gerou desespero generalizado. Foram  meses em que as manchetes dos principais jornais  só   tratavam   desse assunto.  Todos foram afetados – residências, restaurantes, indústrias. Ninguém deixou de sentir, mesmo que em escala menor, o drama da falta de água. Também não faltaram acusações e justificativas. Surgiram  inúmeras soluções alternativas e propostas de trabalhos a serem executados. Até o  desmatamento e o abuso com o remanescente das matas naturais e protetoras das nascentes foi lembrado e o descuido, muito criticado! E para muitos especialistas, essa é  uma das principais razões do alarmante desastre! E também não faltaram sugestões para recuperar as  áreas desprovidas de vegetação protetora. Muitos estudos, outrora realizados e engavetados, foram colocados à mesa para discussão e  apressadas providências! Até recursos, que  sempre foram negados, começaram a pipocar daqui e dali! No meio desse entusiasmo, não faltaram os mais céticos que profetizavam – é só chover e acaba tudo! Os otimistas de plantão não se deixaram abater! E para o bem das futuras gerações, inúmeras soluções foram apontadas na direção de se restaurar a vegetação natural das regiões mais degradadas. Percebeu-se que faltam informações técnicas com  exatidão científica, mas sobram dados operacionais que permitem um início promissor de plantios com espécies florestais nativas. Muitas Prefeituras, através de suas Secretarias de Meio Ambiente foram a campo e traçaram os programas iniciais para recuperação das matas de suas nascentes. Cresceu o interesse em se estabelecer políticas  públicas pelos serviços ambientais! Muitos viveiros de mudas nativas tiveram suas vendas significativamente aumentadas. Não ficou nenhuma dúvida de que a sociedade está sensibilizada e motivada para se engajar em campanhas que visem a  restauração de nossas florestas de proteção. O trabalho pioneiro de muitas ONGS, que há anos, lutam  em prol dos plantios  de nativas, deu sinais inequívocos de seus resultados positivos. Dentre muitas, há de se destacar o incansável trabalho da SOS Mata Atlântica, que tem  grande estoque de  informações e experiência no assunto. Estão nessa luta há décadas! Mas as chuvas ameaçaram chegar e nem em quantidade satisfatória. Mas o suficiente para dar uma esfriada na  chapa! E por mais que continuem evidentes as marcas do problema, fica a sensação de que essa encrenca  passa rapidinho, se realmente, as chuvas chegarem! E ficam as inevitáveis dúvidas – algum programa  será implantado?  Como o paulistano da torneira fechada e sensibilizado pode ajudar?  E as indústrias, que quase foram paralisadas,  vão, de fato, participar  ou colaborar de alguma forma? Quem vai divulgar os programas em desenvolvimento?  Será que vamos perder  a oportunidade de se viabilizar os  programas de plantios de proteção com espécies nativas? E os governantes municipais, estaduais e federais vão esquecer  do problema?  A restauração de nossas matas de proteção não vai encher as represas e fazer jorrar água em torneiras enferrujadas, mas não  podemos deixar às gerações futuras esse mal  sem nenhuma solução ou encaminhamento! Proteger e revegetar  nossas nascentes e matas ciliares é parte básica  e essencial de um grande problema!  Parece ser um desafio a todos que pretendem melhor qualidade de vida às futuras gerações!

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Qual o Preço da Madeira?

Qual o preço da  madeira?  Essa  é a pergunta mais frequente  nas conversas  com produtores florestais! A resposta pode ser dada de várias formas: o grande empreendedor fala de R$ 45,00 a R$ 55,00 o metro cúbico em pé para viabilizar a TIR que  interessa aos investidores ; o comprador de madeira da indústria pode falar em metro cúbico posto/fábrica ou  tonelada com determinada umidade/posta fábrica, com casca ou sem casca ,etc. E tudo  seguido  de  considerações  em função da distância, dos acessos, da situação  de mercado,  e por aí vai… Há outras formas  para  tratar do assunto, mas a pergunta da maioria dos produtores  não é respondida de forma clara e objetiva! Apesar das modificações introduzidas  no mercado de madeira, uma parte significativa de produtores, ainda pensa e faz suas contas na base  da madeira cortada e empilhada ou dessa madeira em pé! E nesses casos, está se falando do “famoso e envelhecido estéreo”.  O problema, na verdade, não é a linguagem utilizada, mas a negociação que a oportunidade gera. O profissional consciente com pouco de paciência e interesse na aquisição e na satisfação do vendedor,  procura explicar as variações do negócio e mostra, objetivamente, o preço que se pretende pagar pelo estéreo – a velha referência do produtor. Multiplica isso, divide aquilo, soma, desconta e tasca o valor! Esse valor, à semelhança  do grande empreendedor,deve atender aos interesses do produtor. Deve ser suficiente para pagar as contas dos serviços para se formar as florestas, os gastos com insumos e sobrar alguma coisa para que ele continue  fazendo silvicultura. Isso é muito importante para que a atividade seja sustentável. Essa é a tal de sustentabilidade que  deve ser igual, tanto para aquele que pensa e fala  só  o  que está escrito nas planilhas, quanto  para o que, mesmo  sem planilha,  sabe as contas que precisam ser pagas! Segundo inúmeros produtores florestais consultados, o valor  que deixa, nos dia atuais, o produtor satisfeito com o negócio de produzir madeira, está na faixa de R$ 30,00 a R$ 35,00 por estéreo de madeira em pé! Comprar madeira a esses valores é a  melhor forma de se dar  sustentabilidade  à atividade. Comprar  por valor muito menor, é matar o produtor! Ele vende por falta de informação ou extrema necessidade, mas  na primeira oportunidade, ele sai do negócio! Há informações de que grandes quantidades de madeira estão sendo negociadas por valores, até inferiores,  a R$ 20,00 por estéreo de madeira em pé!  É impossível mudar as leis de mercado – sempre haverá  compradores aproveitando  oportunidades –   mas é, sem nenhuma dúvida, tremenda maldade, submeter  o produtor a tais negociações!  Podem  existir inúmeras  justificativas  para tal procedimento –  sobra de madeira,  distância e custo de transporte  ,  condições de  colheita, retração do  consumo,  economia do país, etc. E até  um “jeitoso blá  blá” que transforma  a compra  num  grande favor  ao desesperado produtor! Mas não há nenhuma dúvida , quanto ao impacto negativo dessas compras! Madeira adquirida por  preço “danado de ruím”,  mata o produtor e cria uma péssima imagem à silvicultura. Parece que disso ninguém duvida!  E essa preocupação fica mais viva nos dias atuais, quando se fala muito de madeira para energia! E surge de todo lado, gente que nunca viu um pé de eucalipto, não  tem a menor  noção  do que é  fazer floresta e  sai à cata de  florestas dos pequenos produtores. Esse pessoal  faz  a conta de trás para frente para viabilizar o empreendimento industrial  e chega a valores ridículos para a madeira. Tudo com a indicação matemática  das perfeitas, bem elaboradas  e “  EXCELentes planilhas”. E o pior é que encontram produtores mal informados ou extremamente necessitados, que  vendem  suas florestas. São negócios insustentáveis  que causam, no curto prazo, tremendo impacto negativo à silvicultura brasileira, que muitos lutam  para que se torne exemplo de sustentabilidade para  o meio rural brasileiro!

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