SILVICULTURANDO-SE

A FALTA DA COMUNICAÇÃO INSTITUCIONAL!!!

Há muito tempo a silvicultura brasileira tem batalhado para elaborar amplo programa de comunicação, que possa mostrar à sociedade a atividade em toda sua abrangência e suas repercussões econômicas, sociais e ambientais. A importância das florestas, dos serviços ambientais e das implicações sociais, vai muito além do interesse das empresas e até caberia uma propaganda institucional do próprio Governo – plantar árvores faz bem para toda a sociedade. Nos últimos anos, tivemos significativo aumento na quantidade de informações aos silvicultores.
Além dessa comunicação institucional e educativa o setor é pobre em informações aos interessados no plantio de árvores para os mais diversos fins. A riqueza de dados do Google, muitas vezes, não responde às curiosidades do produtor. Nos últimos anos, houve aumento significativo na quantidade de informações encontrada nas redes digitais. Há de se destacar o pioneirismo da SBS, através de sua Rede Dia-a-Dia, que há mais de 10 anos se mantém viva na rotina dos silvicultores. Um trabalho incansável e que continua dando enormes contribuições ao setor! Nessa mesma linha informativa, cabe destaque aos trabalhos encontrados em:
http://www.painelflorestal.com.br
http://www.celuloseonline.com.br
http://www.celso-foelkel.com.br
http://www.revistaopinioes.com.br
http://www.ipef.br
http://www.sbs.org.br (Rede dia-a-dia)
São trabalhos importantes, que exigem grande esforço de seus responsáveis e que já melhoraram muito a imagem da atividade. Mas ainda falta aquela comunicação, que vai tocar na sensibilidade e na consciência das pessoas! Aquela comunicação na televisão, naquele horário das novelas, que vai ficar “com jeitão de educação ambiental”! Com certeza, isso vai bater no lugar certo! Quem sabe, com a grande responsabilidade que está sendo colocada para a silvicultura – plantar quase 15 milhões de hectares, até 2030! – o Governo desperta para essa necessidade!

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – serviços florestais – nbleite@uol.com.br

Post-01 (2)

Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

SILVICULTURANDO-SE

A certificação florestal deu enorme contribuição à silvicultura brasileira. Representou importante motivação para que aspectos técnicos, sociais e ambientais se integrassem para sucesso dos empreendimentos. Daí para se falar em silvicultura sustentável foi um passo! Já há, no entanto, empresas fazendo muito mais do que a certificação exige! São empreendimentos, que se preocupam, de fato, com as comunidades de seu entorno, com a produção diversificada, com os serviços ambientais das florestas, entre as novidades, que passam a ser observadas. Muitos empreendimentos blindam municípios com suas florestas! E tudo fica com cara de “para sempre”. Essa atividade perene, que passa de gerações para gerações, envolvendo famílias, criando costumes e valores culturais, empregando, educando e criando melhores condições de vida, é a silvicultura, de fato, sustentável! Há necessidade de se encontrar indicadores para diferenciar certificável e sustentável. O melhor exemplo para se diferenciar um do outro, é o resultado dos programas de fomento ou de parceria florestal! Quando bem feito e justo, é sempre festa! E está perto do sustentável Quando é mal conduzido, só gera problemas! Esse pode ser certificável!
Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – serviços florestais – nbleite@uol.com.br

Post-15

Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

“OS GRANDES SILVICULTORES”

Existe uma unanimidade no setor florestal brasileiro, ela se chama Sebastião do Amaral Machado. O Professor Sebastião, como é conhecido nacional e internacionalmente, é referencia tanto no ensino, como na pesquisa, como na contribuição aos mais diversos trabalhos relacionados com o setor florestal brasileiro. Sua posição como um magistrado nos temas florestais tem sido referencia nacional nos últimos 50 anos. Desde meados da década de 60 do século passado, o Professor Sebastião esteve envolvido com os processos políticos do setor florestal, tendo sido o criador e primeiro presidente da Associação Paranaense de Engenheiros Florestais. Bem como da Sociedade Brasileira de Engenheiros Florestais, onde ocupou o cargo de Tesoureiro na primeira Diretoria daquela instituição defensora dos direitos dos Engenheiros Florestais.
O Professor Sebastião é formado em Engenharia Florestal, em 1965 (segunda turma), pela Universidade Federal do Paraná, fez seu Mestrado, em 1972, no Instituto Interamericano de Ciências Agrícolas da Organização dos Estados Americanos (OEA), e concluiu o Doutorado pela Universidade de Washington, em 1978. Em sua carreira de pesquisador orientou e/ou co-orientou trabalhos de pesquisas de 155 alunos de pós-graduação em Engenharia Florestal e também participou de mais de 150 bancas examinadoras de trabalhos científicos relacionados com florestas e sua adequada utilização para geração de bens e benefícios à sociedade. Além disso, seu acervo de publicações ultrapassa os 400 artigos científicos e trabalhos técnicos nas mais variadas revistas científicas em nível nacional e internacional.
Recentemente, por indicação do Vereador Felipe Braga Cortes, recebeu, por decisão unânime da Câmara de Vereadores de Curitiba, o Título de Cidadão Honorário, pelos serviços prestados ao ensino, pesquisa e extensão universitária.
A referencia, Sebastião do Amaral Machado, continua ativa e prestando seus serviços e ampliando suas contribuições ao desenvolvimento do setor florestal, como pesquisador sênior da Universidade Federal do Paraná e também como consultor da Fundação Araucária de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Paraná.
Homenagem do Prof. Joesio Siqueira – Diretor da STCP Engenharia de Projetos
http://www.stcp.com.br

SEBASTIAO_AMARAL_MACHADO_POST

Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

A SILVICULTURA E AS NOVAS FRONTEIRAS!

A silvicultura brasileira cresce e precisa crescer ainda mais. Embora as estatísticas sejam discutíveis, há dados mostrando que já estamos próximos de 8 milhões de hectares reflorestados com as diversas espécies. Fala-se em aumento da capacidade produtiva de diferentes setores, da possibilidade de se usar a madeira como biomassa para produção de energia e, agora, a nossa Presidente se comprometeu na ONU em reflorestar mais doze milhões de hectares até 2030! De outro lado, fala-se de sobra de madeira aqui ou ali! E parece que existe mesmo. Mas há fortes indícios, de que essa sobra é resultado de ardilosa estratégia de mercado! Com a “língua de fora” o produtor vende por preço baixo e ainda fica agradecido. Essa forma sutil e truculenta tem sido usada, há muito tempo, para desafiar as leis de mercado. Um paradoxo! São os consumidores, que falam de sustentabilidade da silvicultura !!! De repente, as coisas mudam e, com certeza, vem o discurso do crescimento do setor e da necessidade de mais florestas. E virá a pergunta: para onde vai a silvicultura? Há duas respostas prontas: 1- alguns vão fazer enorme esforço para expandir os plantios de florestas no seu entorno; 2- outros, sem outra saída, vão ter que pular para novas regiões, onde há espaço para crescer! Aquelas empresas, que souberam respeitar os fomentados e parceiros, com certeza, terão mais facilidades para aumentar suas florestas ,através de terceiros. Souberam respeitar seus parceiros e serão premiadas. Estarão acomodadas por tempo bem maior. Mas aquelas empresas, que um dia transformaram seus parceiros em problemas jurídicos, podem esquecer! Vão ter que arrumar a mala e baixar em outro canto! Antes, com certeza, vão dar nova investida nos produtores de seu entorno. Até há espaço para isso. Aquele que, ontem, estrangulou o produtor, já sumiu do setor. O interlocutor, de hoje, encontra-se com outra farda, foi vacinado e não sabe das encrencas do passado! Talvez tenha sido informado, às escondidas, e sem muitas explicações, de que muitas florestas foram cortadas com 4 a 5 anos pelo crescimento extraordinário que alcançaram. Uma mágica florestal, que reduziu o custo industrial, valeu prêmios, bonificações e tchau….. !
De tudo isso, fica o seguinte: se não fosse a corrida do mal vizinho, ainda ficariam as irreversíveis pressões ambientais, restrições ao uso de água, dificuldades de logística, entre outras adversidades para forçar a debandada de algumas indústrias para bem longe! E onde será esse “ bem longe “? Aliás, aqui não existe nenhuma adivinhação, é só observar os movimentos existentes! Com certeza, haverá uma corrida atrás de terras baratas, desocupadas, de preferência degradadas e sem necessidade de expulsar produtores de comida, índios ou quilombolas. São novas fronteiras, que vão exigir o enquadramento da silvicultura, numa nova cartilha de uso e ocupação de solos e com novas tecnologias! Vão ter que enfrentar um mundo novo de muitas surpresas e sem poder contar com a surrada receita da silvicultura tradicional. De clones a espaçamentos, só novidades! E, acima de tudo, conseguir produzir o metro cúbico de madeira em níveis competitivos! Os trabalhos pioneiros, nessas regiões, estão mostrando a necessidade de se repaginar os procedimentos operacionais. Alguns teimosos e apressados, já quebraram a cara! No entanto, há gente driblando as dificuldades e se creditando para beber muita água limpa! Mas o sucesso desse ou daquele empreendimento, nessas regiões, não vai ser suficiente para assegurar o sucesso da silvicultura nessas novas regiões. Nessas regiões, não cabe generalizações!. Esses empreendedores pioneiros serão privilegiados e terão suas informações reservadas “a quatro chaves”. A corrida para essas regiões será inevitável e a lição de casa não vai estar à disposição dos desembarcados. As pesquisas e experimentações precisam ser aceleradas. É uma tarefa de Governo e um grande desafio para a silvicultura, que precisa crescer. São superações imprescindíveis para que a expansão do setor seja bem sucedida! Ou encaramos essa realidade, ou cruzamos os braços com a esperança, de que esse mundo de área, a ser reflorestada, vai ser encontrado perto de praias ou de “cidades maravilhosas”!
Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – serviços florestais – nbleite@uol.com.br

Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

PALESTRA: FORMAÇÃO PROFISSIONAL E MERCADO DE TRABALHO

No sábado, dia 24/10, à tarde, na ESALQ-Piracicaba, a convite de alunos de florestas, o Engº Alexandre Barboza Leite teve uma conversa informal e cheia de entusiasmo com os alunos e ex-alunos, que participam do Grupo Florestal Monte Olimpo. Foram abordados assuntos da vida dos estudantes e do profissional. Uma conversa rica de informações e de muitas surpresas! A qualidade e o nível técnico dos trabalhos apresentados, as preocupações e a valorização das questões operacionais e as expectativas profissionais foram destaques da conversa. Também foi bastante enfatizada a necessária responsabilidade do aluno na busca de conhecimento e sempre comprometido com bons estágios e bons orientadores. Um recado a todos – a silvicultura precisa de profissionais, que conheçam o campo, de fato, estejam comprometidos com a ética, cuidem da qualidade dos trabalhos e zelem dos aspectos sociais e ambientais da atividade! De coração, os sinceros cumprimentos aos participantes do Grupo Florestal Monte Olimpo!
Engº Alexandre Barboza Leite

IMG_0221 IMG_0222

Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

Madeira para energia: a bola da vez!

Há poucos dias tive oportunidade de ouvir, com muita atenção, o relato de um conhecido professor universitário, a respeito de uma pesquisa realizada com a plateia, que assistia sua palestra! O título da palestra era: Para onde vai a silvicultura brasileira? Foram mais de 90 minutos, onde o professor com muita habilidade e conhecimento fez inúmeras considerações sobre dúvidas e incertezas, que rondam o setor. Muito discretamente, fez também considerações interessantes sobre comentários, que ouviu de alguns presentes. Para alguns a palestra não trouxe nada de novidade. Tudo conhecido, problemas sem solução e empurrados “com a barriga”. Para ele, o que valeu, de fato, foi o exercício realizado com a plateia! Resumidamente, o professor apresentou 5(cinco) alternativas para que a plateia escolhesse a mais interessante alternativa, que pudesse ser indicada ao Governo como reivindicação prioritária do setor! E, segundo o professor, entre mais apupos do que aplausos, apresentou:
1- Resolver todas as pendências legais, que se arrastam há anos no setor;
2- Criar linhas de financiamento, de acordo com o manejo florestal a ser adotado;
3- Estabelecer amplo programa de pesquisa e experimentação com espécies nativas;
4- Criar mecanismos de incentivos para recuperação de áreas degradadas;
5- Incentivar os programas de fomento com uso alternativo da madeira;

O desafio foi vencer a fúria da plateia para trocar essa ou aquela alternativa e principalmente para incluir algumas novidades! Um péssimo sinal – problemas antigos ninguém quer discutir! Uma conclusão indiscutível – muita insatisfação e muita coisa a ser feita! A platéia composta por diferentes profissionais, com destaque para produtores florestais, investidores, alunos, pesquisadores, professores, prestadores de serviços, fomentados , etc. depois de algumas discussões e velhas justificativas aceitou as alternativas apresentadas originalmente, com uma inclusão :

– Viabilizar o uso da madeira de florestas plantadas para geração de energia;
E, segundo o professor, a defesa para essa inclusão foi tão enfática, que não houve como não aceitar. O postulante comentou : “ a silvicultura gera desenvolvimento em regiões marginais e desprovidas de todos os recursos ; usa áreas degradadas e não compete com a agricultura e nem com a pecuária” e a justificativa mais contundente : “não precisa de uma montanha de dinheiro, e que as vezes fica só na promessa, para viabilizar o empreendimento” e concluiu “é possível menores empreendimentos com menos florestas e que, consequentemente, não vão blindar municípios e comunidades”. Segundo o relato, aberta a votação, não houve disputa: a grande maioria aclamou a energia como alternativa energética, como a grande reivindicação setorial a ser levada ao Governo! Antes de finalizar a reunião, o professor confessou ter sido surpreendido com a forma enfática com que o assunto foi tratado e indagou do interesse de algum voluntário em explicar o resultado . E a colocação de um famoso e atuante pesquisador enriqueceu ainda mais a questão : “ a madeira como alternativa energética é a bola da vez”! e continuou – “vamos chegar com a silvicultura em regiões, onde não existe nada e vamos gerar empregos, melhorar a educação, a saúde pública e levar esperança para populações esquecidas. Vamos criar as raízes do desenvolvimento para populações carentes com extremas necessidades” e arrematou – “só a silvicultura faz isso e precisamos mostrar aos nossos Governantes esse importante papel do nosso setor”. Segundo o professor, houve até um ameaço de aplausos. E a reunião terminou com a promessa de que ele tentaria de alguma forma apresentar o assunto para ser pensado e refletido por mais silvicultores. Gostei da prosa, peguei o bonde e estou compartilhando com os amigos silvicultores para reflexão e, muito mais que isso, continuarmos insistindo para que a silvicultura brasileira consiga os instrumentos de políticas públicas, que a torne grande instrumento de desenvolvimento social de regiões esquecidas no final da linha. E tem mais: fazendo florestas e gerando energia renovável para um Brasil, que necessita de quantidade incalculável desse insumo!

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan, empresas de serviços florestais.

Publicado em Uncategorized | 1 Comentário

OS GRANDES SILVICULTORES!

O Eng. Agrônomo Antonio Sebastião Rensi Coelho faz parte de um grupo seleto de profissionais responsáveis pelo grande sucesso da silvicultura brasileira. Participou intensamente da fundação do IPEF e como Diretor Florestal da Duratex, durante mais de 30 anos, deixou marcas significativas de seu trabalho:

1- Deu oportunidade para que centenas de profissionais tivessem a enorme satisfação e orgulho de fazer parte de sua equipe empresarial. Tem sido um mestre e amigo inesquecível para todos. Ensinou silvicultura, mas acima de tudo tem dado exemplos de ética, de responsabilidade e de comprometimento. Sua vida tem sido de dedicação à silvicultura. Em tudo que participa deixa a marca de sua enorme paixão pelo desenvolvimento da silvicultura. Só tem amigos e para muitos tem representado “verdadeiro pai “. Recebeu centenas de merecidas e honrosas homenagens;

2- Foi um dos principais pioneiros do “fomento de verdade”, onde o produtor tem a preferência, é tratado com justiça, amizade e valorizado como parceiro. Manteve o suprimento de uma grande indústria – Duratex, em Jundiaí-SP -, basicamente, com a parceria dos produtores fomentados. Em toda a região, em que atuou, é lembrado, admirado, respeitado e mantém laços de fraterna amizade com todos que atuam ou atuaram em seu entorno. É o mesmo “Seu Rensi” em qualquer lugar da Região Bragantina- SP, quando se fala ou se procura um exemplo de fomento a ser seguido! Para muitos do setor, esse modelo de fomento, se aplicado e usado pelas empresas florestais, daria uma “cara” diferente à silvicultura. Quando perguntado sobre o segredo de tamanho sucesso, é objetivo e não deixe nenhuma dúvida : “é só ser justo e respeitar”.

3- Foi , em companhia de Dr. Ronaldo Guedes Algodoal Pereira, o grande reintrodutor do E. grandis e outras espécies para plantios comerciais e, posteriormente, disponibilizou essas áreas para coleta e distribuição comercial do valioso material genético para os reflorestadores. Esse gesto de desprendimento propiciou grande salto na produtividade das florestas incentivadas e assegurou o sucesso de muitos empreendimentos incentivados. Uma contribuição de valor inestimável à silvicultura brasileira!

4- Participou de inúmeras reuniões de trabalho, tem sido incansável motivador de iniciativas inovadoras, pesquisas e experimentações. É autor de centenas de publicações e informativos técnicos e autor de –Trilhas da Floresta – documentário patrocinado pela Duratex S.A. e que mostra detalhes da vida profissional desse ilustre silvicultor!

5- Continua firme, forte e cheio de otimismo. Só não imagina o tamanho da sua contribuição à silvicultura brasileira e o quanto é querido e admirado por milhares de silvicultores!

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan, empresas de serviços florestais – nbleite@uol.com.br

LIVRO “TRILHA DAS FLORESTAS” – AUTOR Dr. Rensi Coelho

LINK: http://www.ipef.br/noticias/?Session=14

PEDIDO_FOTO

Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

SILVICULTURA: DO BALÃO AO TRANSGÊNICO!

O salto foi espetacular! Por volta dos anos 70, a grande preocupação da silvicultura era encontrar sementes de qualidade para serem utilizadas nos projetos de reflorestamento. Na ocasião, através dos incentivos fiscais, o Brasil plantava por volta de 400.000 ha/ano. Quase tudo de eucalipto e pinus. Cerca de 80% de eucalipto! É fácil imaginar o tamanho da encrenca. Mais de 1.000 empresas de reflorestamento disputavam as cartas-consultas, apresentavam seus projetos e partiam para o plantio. E para os mais variados cantos! Florestas para o Programa Nacional de Celulose e Papel, formalmente reconhecido no Programa Nacional de Desenvolvimento Setorial e para o Programa Nacional de Siderurgia a Carvão Vegetal – esse eu não sei se constava no PNDS, mas os reflorestadores e o próprio IBDF, assim consideravam.

Nessa tocada, a política de incentivos fiscais, iniciada em 67/68, em poucos anos, cresceu, rapidamente, para área plantada de quase 2 milhões de hectares! Sementes de eucalipto, de beira de estradas, ou na melhor hipótese, do Horto de Rio Claro.
Os plantios de pinus na grande maioria eram realizados com sementes importadas. Aparentemente, essas espécies com mais plantios no sul do Brasil, pareciam menos sensíveis à qualidade genética das sementes. As florestas de eucaliptos, no entanto, apresentavam baixa produtividade e enorme desuniformidade. Aqui, entra a grande contribuição da Duratex e da Champion Celulose e Papel (a atual International Paper). Essas empresas iniciaram plantios com sementes de E. grandis, importadas da Austrália e os resultados foram espetaculares. Florestas bastante uniformes e produtividade quase que dobrada! Um salto memorável da silvicultura.

Daí, mais uma sequência de trabalhos importantes com mais importações e coleta em novas áreas selecionadas. E entre muitas colaborações, há de se destacar o incansável trabalho do IPEF, sob a tutela de Walter Suiter e de José Zani Filho. Com a chancela do IBDF, através de Portaria Normativa, incentivando o uso de sementes melhoradas, o Eng. Zani, então responsável pelos serviços de campo do IPEF, colheu dezenas de toneladas de sementes para comercialização. Dos 5 milhões de hectares estimados como plantios incentivados, seguramente, mais de 40% foram formados com material genético de melhor qualidade, originado dos trabalhos do IPEF.

É fácil perceber o tamanho do benefício à silvicultura brasileira. É importante salientar a brilhante colaboração de inúmeros profissionais, nessa fase de desenvolvimento do setor. Caberão muitos registros! Na verdade, essa “semente melhorada” salvou grande parte dos plantios realizados com incentivos fiscais! Foi nessa corrida por melhor material, e em função das dificuldades operacionais de subir e descer de árvores gigantescas, que surgiu “o balão” para alçar o colhedor e facilitar o trabalho de coleta de sementes. O colhedor subia amarrado pela cintura e o balão permanecia preso e controlado, do chão, por uma cordinha! Parecia uma descoberta maravilhosa. Rendeu uma reunião conjunta das empresas do IPEF, em Mogi Guaçu (SP). Com muitas sugestões e tremenda frustração no dia da apresentação. Manobras e enormes dificuldades, e o “balão”, nesse dia, não subiu! Virou piada, dentro do IPEF, e de vez em quando, surgiam candidatos para serem alçados pelo balão, mas sem a cordinha! Essa fase “das sementes melhoradas” deu origem a amplos programas de pesquisas, seleção de matrizes, introduções de espécies e procedências e por aí vai… As produtividades foram crescendo e, de repente, surgiram os clones.

Nova disparada, diversas contribuições e, mais uma vez, estamos chegando a num novo patamar: os transgênicos! Muita lenha se queimou, e há muita gente dizendo, que ainda há muita lenha para se queimar, até que se possa consolidar essa posição! Mas a silvicultura continua crescendo firme e forte!

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan, empresas de serviços florestais – nbleite@uol.com.br

ARTIGO PUBLICADO www.celuloseonline.com.br

6432-florestal-brasil-203-foto-paulo-cardoso-a

Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

Será que a silvicultura precisa do governo?

Há anos, a silvicultura brasileira corre atrás de algum ministério para ouvir suas reivindicações, cuidar da legislação, adequar os financiamentos, e por aí vai. A lista é a mesma, e lá se vão anos! Muda a forma de pedir, de argumentar, mas as grandes questões continuam na pauta e sem solução. Não precisa nem ser do setor para conhecê-las!

No começo de setembro, numa apresentação para falar da competitividade do setor, a convite dos alunos de florestas da Esalq, mostrei uma relação de problemas que preocupam o setor e que, consequentemente, podem afetar essa competitividade. Aliás, a mesma relação feita por inúmeros profissionais, entidades de classe, e apresentada a diferentes governos, em diferentes oportunidades.

Nada de novo. Tudo muito antigo. A surpresa se deu no intervalo para o cafezinho! Um senhor, acompanhado de sua senhora e da filha, educadamente, aproximou- se da rodinha e falou: “meus cumprimentos, sou agrônomo, minha filha é florestal e achei interessante sua exposição, mas gostaria de fazer uma pequena consideração” e mandou bala: “tenho ouvido falar dessas encrencas há muito anos, sugiro que você mude o título da apresentação e coloque: “Mesmo com essas adversidades, a silvicultura continua sendo competitiva!”E completou: “provavelmente, se o governo tivesse se metido a ajudar, os problemas estariam do mesmo jeito e teríamos ainda, mais dificuldades para cuidar em nossa vida”. E continuou: “cabe muito bem uma interrogação no final de sua apresentação: será que a silvicultura precisa do governo? Agradeci e prometi refletir sobre o assunto. Mas o cafezinho cheio de surpresas continuou.

Em seguida, outro participante, com jeitão de gente bem informada, pegou carona na conversa e indagou: “e se a nossa presidente, na próxima reunião da ONU, anunciar compromissos para o Brasil, que impliquem em mais plantios de florestas?”. Então, falei: “pode ser que sirva para que o governo perceba as nossas fragilidades e tome providências”. O moço retrucou: “essa é resposta de gente otimista, o pessimista diria – estaremos fo…..s”. E o moço acertou na primeira parte de suas previsões. A presidente foi à ONU e se comprometeu com metas para reflorestar, recuperar pastagens, integrar pecuária, agricultura e floresta. E agora? Parece que da apresentação e da prosa no cafezinho ficaram algumas dúvidas para reflexão e uma certeza: a silvicultura brasileira está diante de um gigantesco desafio! É melhor ficarmos com o desafio, do que acharmos que os compromissos assumidos, não passam de uma tremenda conversa mole.

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan, empresas de serviços florestais – nbleite@uol.com.br

Artigo publicado em www.painelflorestal.com.br

n_globo_brasil_26987

Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

REVISTA OPINIÕES: A gestão profissional e a tecnológica.

Para conhecimento e sugestões, segue artigo publicado pelo Engº Alexandre Barboza Leite. Na mesma revista encontram-se inúmeros artigos importantes para a silvicultura.

Artigo publicado em REVISTA OPINIÕES
(www.revistaopinioes.com.br)

ENTREVISTA_02

ENTREVISTA_01_CAPA

Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário