DR. LEOPOLDO GARCIA BRANDÃO – NOTA DE FALECIMENTO

Na segunda-feira, dia 13 de junho, faleceu o Dr. Leopoldo Garcia Brandão. Foi um dos maiores colaboradores da silvicultura brasileira. Deverá ser lembrado para sempre, como “grande profissional que mudou a silvicultura  de eucalipto no Brasil”.

Montou equipe de pesquisa com brilhantes profissionais e com o uso de clones, salvou o projeto florestal, que estava sendo dizimado pelo “cancro do eucalipto”. Colocou a Aracruz S.A, em destaque no mundo inteiro e com sua equipe de trabalho, foi agraciado em 1984, na Suécia, com o Prêmio Marcus Wallenberg, a mais importante condecoração internacional do setor.

Em tudo que participava dava um toque especialíssimo de inteligência, criatividade e ousadia! Dentista de formação, recém chegado dos Estados Unidos, iniciou suas atividades na silvicultura, trabalhando no escritório do Ministro Dias Leite, no início dos incentivos fiscais, por volta de 1967.  Participou da transformação dos projetos de reflorestamento implantados no Espírito Santo, na maior indústria de celulose de eucalipto do mundo, a ARACRUZ, atualmente, FIBRIA.

Com entusiasmo contagiante, foi exemplar na  valorização dos profissionais e na pesquisa florestal. Foi Presidente do IPEF/ESALQ/PIRACICABA. Era admirado,respeitado e um dos conselheiros mais atuantes do CONAMA, onde defendeu a participação do setor florestal produtivo, compleno apoio, do então  Secretário Geral do Ministério – José Carlos Carvalho – posteriormente, LUTO_GARCIA (1)Ministro do Meio Ambiente.

A silvicultura brasileira perdeu um “craque de primeira grandeza”. A Comunidade de Silvicultura, rende aos seus familiares e milhares de admiradores as mais sentidas condolências!!!!

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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A SILVICULTURA E A COMUNICAÇÃO!

Desde há muitos anos, fala-se da necessidade de um amplo programa de  comunicação institucional sobre a silvicultura brasileira. Nos últimos anos, aumentou significativamente a quantidade de informações, que se destinam aos silvicultores e interessados no assunto. E daí? Onde entra um e onde fica o outro? Para especialistas da matéria, e isso é assunto para especialista, a informação leva conhecimento para  as pessoas , enquanto a comunicação mexe com a percepção  das pessoas! De maneira mais direta, quem não é do ramo pode arriscar – a informação muda procedimentos, enquanto a comunicação muda a forma de pensar! A informação chega ao silvicultor e dá condições para que seus procedimentos estejam alinhados com  a proposta da mensagem, enquanto a comunicação  cutuca a forma de pensar do cidadão!  Como leigo na matéria, parece que assim, as diferenças ficam mais evidentes! Quando se fala com o silvicultor, estamos  dialogando com gente de casa, mas quando se fala com o cidadão, estamos  dialogando com a sociedade. É aqui que precisamos chegar. E com clareza!

Quando  se fala do  eucalipto para o silvicultor usa-se  linguagem e  atalhos, que  normalmente, diferem dos utilizados numa conversa com um cidadão, que não sabe a  diferença entre a árvore e a bananeira! A comunicação vai e fica no imaginário do interlocutor e pode criar um anjo ou um demônio. O pensamento constrói imagens! A informação muda coisas do lugar, ajuda a construir. Usa o corpo, as mãos!  A comunicação está mais para o abstrato, a informação para o concreto! Será que as coisas funcionam assim? A palavra  fica com profissionais da área! Afinal, cada macaco no seu galho. Com certeza, haverá discordâncias, até que se encontre a forma adequada de montar a mensagem. Mas o que precisa ser feito é um amplo programa de conscientização da sociedade a respeito da  silvicultura, sua abrangência e suas contribuições. E a forma de se fazer precisa de toques de especialistas, pois temos enorme quantidade de informações científicas a respeito da matéria, e ainda persistem  os questionamentos e restrições aos plantios de eucalipto.

Há de se encontrar o mecanismo, que  leve a  sociedade a pensar no eucalipto de forma diferente! Essa espécie florestal de “mil utilidades” não é nenhum anjo, é uma simples árvore!  E está muito longe de ser o demônio que muitos pensam!  Com a palavra os especialistas em comunicação e informação! E  devemos cuidar de não advogar em causa própria  – uma mensagem educativa a respeito do assunto e que não partisse dos que dependem do eucalipto, talvez fosse a primeira regra a ser seguida! E aqui, quem  fala são os  “elaboradores de políticas públicas”. Onde encontrá-los?

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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BRILHANTES PROFISSIONAIS DA SILVICULTURA – Parte 3

A Comunidade de Silvicultura presta homenagens a mais um grupo de brilhantes silvicultores. Profissionais competentes, cujas contribuições jamais deixarão de serem lembradas. Temos muitos a serem mencionados e reiteramos solicitação já feita, no sentido, de que as indicações sejam acompanhadas de pequeno histórico da vida profissional. Só o nome nos leva ao Google e o formalismo afasta o sentimento! A Comunidade de Silvicultura aguarda as indicações!

1-Mauro Valdir Schumaker

Schumacher possui graduação em Engenharia Florestal pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), mestrado em Ciências Florestais pela Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (Esalq/USP) e doutorado em Ecologia e Nutrição Florestal pela Universitaet fuer Bodenkultur, em Viena na Áustria. Atualmente é professor titular do Departamento de Ciências Florestais da Universidade Federal de Santa Maria, atuando nos cursos de graduação e de pós-graduação em engenharia florestal desta universidade. Schumacher também é coordenador do Laboratório de Ecologia Florestal e atua como consultor das revistas “Ciência Florestal”, “Scientia Forestalis” (IPEF), “Floresta” (UFPR), “Ciência Florestal” e “Revista Árvore”, além de ser também editor chefe da revista “Ecologia e Nutrição Florestal”. Recentemente, passou a coordenar Grupo de Trabalho sobre pesquisas de melhoramento genético para pinus. O Prof.Schumaker há anos se destaca como importante liderança setorial,através de seu brilhante trabalho na universidade, em diversas empresas e na orientação de centenas de estudantes. Um batalhador pela valorização do profissional!

2-Ronaldo Viana

Possui graduação em Engenharia Florestal pela Universidade Federal do Paraná (1965), mestrado em Engenharia Florestal pelo Centro Agronomico Tropical de Enseñanza e Investigacion, Turrialba, Costa Rica (1972), doutorado em Engenharia Florestal pela University of Washington, Seattle, USA (1977) e pós-doutorado pela University of California, Berkeley, USA (1992). Aposentou-se como professor titular da Universidade Federal do Paraná em abril de 2009. Atualmente é Professor Sênior do Curso de Pós-Graduação em Engenharia Florestal da UFPR. Tem grande experiência em Proteção Florestal e Microclimatologia, atuando principalmente nos seguintes temas: proteção florestal, controle de incêndios florestais, ecologia do fogo e bioclimatologia. É considerado o grande professor que profissionalizou a forma de trabalhar com o fogo! De seus ensinamentos surgiram empresas, prestadores de serviços, fabricantes de equipamentos, etc. Na verdade, gerou uma cadeia de produção para o trabalho profissional de proteção e prevenção de fogo!

3-Carlos Alberto Ferreira

Carlos Alberto Ferreira – Foi Diretor Técnico do Programa Nacional de Pesquisa Florestal- PNPF, da Embrapa/IBDF e, posteriormente, Diretor Geral da Embrapa Florestas. Seu trabalho foi decisivo para a implantação de pesquisa em áreas pioneiras do Nordeste e Amazônia, assim como para a geração de novas tecnologias para florestas plantadas nas outras regiões do País. Resultados alcançados, tanto pelos seus trabalhos como os de seus orientados, representam significativa contribuição à ciência florestal brasileira. Também, assessorou com sucesso o IAP (Instituto ambiental do Paraná). Trabalhou com muito brilhantismo em empresas privadas, o que fez com que seus trabalhos de pesquisa estivessem sempre na direção de solucionar problemas práticos e de interesse no dia-a-dia operacional. Teve passagem brilhante na Embrapa, onde se destacou pela sua habilidade e respeito no trato com seus colaboradores. É considerado um profissional de alta competência e exemplo de dedicação e ética no setor florestal.

4-Evaristo Terezo

Evaristo Francisco de Moura Terezo graduou – se na Faculdade de Florestas da Universidade do Paraná, em 1967. Com sua grande experiência adquirida no Brasil como colaborador na Faculdade de Ciências Agrárias do Pará, Universidade Federal de Minas Gerais, SUDAM, IBDF, IBAMA, RADAMBRASIL, PNUD, e no exterior como membro de delegações de países na Europa, América do Sul, e Sudeste Asiático, Evaristo, tem sido uma liderança de destaque na região norte do país. Pesquisador, professor, historiador, empreendedor, dentre suas inúmeras qualificações é profissional indispensável em discussões que tratem do tema florestal em qualquer região brasileira e especialmente na região Norte, onde para muitos é imbatível! Tem dado apoio a empreendimentos industriais, elaboração de estudos específicos e políticas públicas regionais. Tem atuação profissional de destaque em Belém do Pará. Conhecedor profundo da Região Amazônica e de todas as experimentações e pesquisas iniciadas, há anos na região. Tem inúmeros trabalhos técnicos, informativos e livro escrito. Apaixonado pela Amazônia, tem contribuições de grande valor científico e técnico para o setor florestal. É uma biblioteca de todo o histórico florestal brasileiro na região norte. Uma pessoa maravilhosa e incansável líder dos temas de interesse da engenharia florestal.

5- Nelson Venturini

O Professor Nelson Venturi possui graduação: Engenharia Florestal – Universidade Federal do Paraná – Curitiba – PR em 1965, mestrado em Silvicultura pelo Centro Agronômico Tropical de Ensino e Pesquisa (CATIE), Turrialba, Costa Rica em 1971 e doutorado em nutrição de plantas pela Universidade de São Paulo na ESALQ, Piracicaba, SP em 1978. Ingressou na antiga ESAL em 1967 como professor de Silvicultura, no curso de Agronomia. Chefe do Departamento de Agricultura da ESAL por dois mandatos. Primeiro Coordenador do curso de Engenharia Florestal de 1980 a 1993. Primeiro Chefe do Departamento de Ciências Florestais por dois mandatos de 1984 a 1987 e 1988 a 1991. Primeiro Coordenador do Programa de pós-graduação em Engenharia Florestal da UFLA de 1992 a 1993. Primeiro Editor Chefe da Revista “CERNE” de 1994 a 1999. Atualmente é bolsista em Produtividade de Pesquisa nível 1 do CNPq junto ao Departamento de Ciências Florestais da UFLA. Foi por duas vezes membro do Comitê Assessor do CNPq na área de Recursos Florestais de 1989 a 1992 e de 2000 a 2003. Foi membro da Câmara de Assessoramento em Ciências Agrárias da FAPEMIG de 1992 a 1994. Tem sido membro de vários comitês multidisciplinares do Ministério de Ciências e Tecnologia, do CNPq e da FINEP para julgamento e acompanhamento de projetos do PPG7 destinados a financiamento de pesquisa na Amazônia. – É Professor Emérito da Universidade Federal de Lavra.

6- Jose Luiz Stape

Jose Luiz Stape foi Professor de Silvicultura na North Carolina State University, Raleigh, EUA. Concluiu o doutorado em Forest Sciences – Colorado State University em 2002, e foi professor Doutor em Silvicultura na Universidade de São Paulo de 1995 a 2008. Na USP foi coordenador do curso de Engenharia Florestal e das Estações Experimentais Florestais da USP. Publicou centenas de artigos em periódicos especializados e em anais de eventos. Participou da publicação de livros e de dezenas de eventos no exterior e no Brasil. Orientou dissertações de mestrado e de doutorado, além de ter orientado dezenas de estudantes em trabalhos de iniciação científica e conclusão de curso na área de Recursos Florestais e Engenharia Florestal. Silvicultor brilhante de reconhecida capacidade científica e de incansável criatividade. Esteve fora do país, em quase 10 anos, e nesse período, continuou sendo um dos principais pesquisadores brasileiros na criação e inovação de conceitos silviculturais. Foi recentemente contratado pela Cia. Suzano e deverá participar intensamente de toda a programação de pesquisa da empresa. Vai sobrar competência e capacidade de trabalho para continuar colaborando de forma significativa ao desenvolvimento da silvicultura brasileira. Para muitos, independente do que possa acontecer na evolução de sua brilhante carreira, esse resgate foi uma grande contribuição que a Cia. Suzano prestou para evitar, que em pouco tempo a silvicultura brasileira ficasse a reboque da silvicultura norte-americana.

8- Jorge Yared

Possui graduação em Engenharia Florestal pela Universidade Federal do Paraná (1974), mestrado em Ciências Florestais [Esalq] pela Universidade de São Paulo (1983) e doutorado em Ciência Florestal pela Universidade Federal de Viçosa (1996). Atuou, de 1975 a 1978, como pesquisador no Centro de Pesquisa Florestal da Região Amazônica, no Projeto de Desenvolvimento e Pesquisa Florestal (Convênio IBDF/FAO-BRA-45), e de l978 a 2008, como pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária. Tem experiência na área de Recursos Florestais, especialmente na área de Silvicultura Tropical com ênfase nas seguintes linhas: Florestamento e Reflorestamento, silvicultura, manejo florestal e sistemas agroflorestais, possuindo mais de uma centena de publicações em autoria e co-autoria sobre essa temática. Exerceu diversos funções administrativas, ocupando, no periodo de 1977 a 1978, o cargo de Coordenador Regional do Centro de Pesquisa Florestal da Região Amazônica, no Projeto de Desenvolvimento e Pesquisa Florestal (Convênio IBDF/FAO-BRA-45). Na Embrapa, exerceu os cargos de Chefe Adjunto de Pesquisa e Desenvolvimento (1996-2000), Chefe Adjunto de Comunicação e Negócios Tecnológicos (2002-2005), Chefe Geral Substituto (1996-2000 e 2003-2005) e, posteriormente, Chefe Geral da Embrapa Amazônia Oriental (2005-2008). Também foi Diretor Técnico de Desenvolvimento de Cadeias de Produtos Florestais (2008-2009), do Instituto de Desenvolvimento Florestal do Estado do Pará e Secretário Adjunto da Secretaria de Governo do Estado do Pará (2009). Exerceu ainda o Cargo de Diretor Geral do Instituto de Desenvolvimento Florestal do Estado do Pará (2009-2010). Foi professor do Curso de Doutorado em Ciências Agrárias, Agroecossistemas Amazônicos, na Universidade Federal Rural da Amazônia (2000-2013). Atualmente, é Chefe Geral da Embrapa Amapá desde outubro de 2013.

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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A MADEIRA COMO ALTERNATIVA ENERGÉTICA!

A silvicultura brasileira está diante de novo desafio! Produzir biomassa para geração de energia. Setores industriais já se posicionaram com destaque no mercado internacional, como celulose e chapas, usando a madeira das florestas plantadas. Agora é o momento da energia! Nessa economia globalizada em que vivemos, na procura incansável por energias limpas, aliada à preocupação mundial com os efeitos das mudanças climáticas, a produção de biomassa de florestas plantadas é mais que um negócio, é uma necessidade para construção de  um mundo com melhores perspectivas de vida. Há muita gente entendida no assunto, afirmando que essa alternativa é irreversível! Desafio para Governos, governantes e governados!

E o Brasil tem condições excepcionais para se colocar na dianteira desse processo de produção energética. No entanto, há de se planejar e implementar políticas públicas com rapidez , com dados da realidade e com a memória de nossa história! Temos terras ociosas, temos necessidade de gerar empregos, temos grande capacidade empreendedora, mas essas vantagens competitivas precisam ser direcionadas de forma convergente e, acima de tudo, na direção da sustentabilidade.  Sabemos que o grande sucesso da silvicultura junto aos setores de celulose, chapas, siderurgia, dentre outros, se deu com muita pesquisa e profissionalismo.

Essa silvicultura, que conhecemos, superou inúmeras limitações. Foram muitos anos de  pesquisas e experimentações, contando com  apoio de grandes empresas, universidades e instituições de  pesquisas. Essa foi a chave do sucesso! A produção de madeira para energia surge como nova oportunidade, mas traz premissas e questionamentos que precisam ser devidamente entendidos e equacionados:

– a madeira para energia vai competir  no mesmo mercado da madeira para celulose, chapa ou carvão.  Portanto, tem custo e o produtor precisa ser remunerado;

– essa competição vai levar a silvicultura para energia a novas fronteiras – pelo espaço, menor preço das terras e proximidade das linhas de transmissão. Ótimo!   Normalmente, essa regiões são menos favorecidas e a silvicultura pode dar excelentes contribuições sociais e ambientais. Mas vai ter que superar a falta de informações técnicas;

– pode  acontecer em inúmeras regiões e não necessita de “um mundo de florestas”, como é necessário para outras indústrias de base florestal;

– um projeto completo – da árvore ao megawatt – necessita de muito menos recurso e pode beneficiar número bem maior de investidores;

– a fixação da silvicultura, nessas regiões marginais, embute dificuldades técnicas, sociais, fundiárias, legais, dentre outras. É um desafio aos empreendedores e aos executores. E seria de se esperar, no mínimo, que as políticas públicas, já existentes, fossem mais efetivas nessas regiões. O caso mais gritante é a canseira para se viabilizar os financiamentos disponíveis!

– essa madeira de florestas plantadas se forma num longo ciclo de crescimento. Não há milagre e nem milagreiros! Sem florestas plantadas, a madeira como biomassa para energia não passa de um grande sonho!

Não nos assustemos com as dúvidas a serem resolvidas. Há necessidade de  pesquisas  e experimentações, mas temos competência científica para nos orientar. As oportunidades que se abrem são extraordinárias e todo nosso esforço deve ser convergido para que sejam estabelecidas políticas públicas realistas, que contemplem as peculiaridades da silvicultura, que atendam as necessidades do produtor e que levem de forma concreta os benefícios sociais e ambientais às regiões tão necessitadas.

O sucesso da madeira como alternativa energética, só será verdadeiro, se caminharmos na direção de uma silvicultura sustentável! E vamos torcer para que nossos governantes sejam rápidos no gatilho e que as políticas públicas sejam assentadas na realidade de campo!

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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Entrevista com Nelson Barboza Leite – CENTRAL FLORESTAL

Ele que é uma das maiores referências na Silvicultura Brasileira, Nelson conversou com o Central Florestal sobre mercado, crise econômica, profissão, projeções e engenharia florestal
O Central Florestal na busca constante em contribuir com uma importante plataforma de informações sobre assuntos referentes ao Setor Florestal brasileiro, sobretudo tendo um público alvo, o acadêmico e profissional, visa buscar o desenvolvimento crítico dos nossos leitores sobre temáticas corriqueiras da Engenharia Florestal e áreas afins, para que o estudante de graduação, Pós-graduação, Professores, Pesquisadores e Profissionais em geral, possam gradativamente acrescentar-lhes a noção de uma profissão pautada pelo senso crítico e senso comum, de modo a elevar a Engenharia Florestal brasileira a patamares mundiais.
       Assim, é com muita honra e satisfação, que entrevistamos hoje Nelson Barbosa Leite, o nosso primeiro entrevistado do CF é uma referência única na Silvicultura Brasileira. Ele que é Engenheiro Agrônomo – Silvicultor, pela ESALQ, Diretor da Teca Serviços Florestais e Daplan Serviços Florestais, é ainda colunista do Site Painel Florestal e articulista do Celulose Online.
     Nelson Leite, conversou com Central Florestal e aceitou o convite para dialogar conosco sobre “Floresta, silvicultura e os novos profissionais do Brasil”, essa entrevista tem por finalidade esclarecer a partir da ótica de um especialista e ícone florestal, as verdades sobre a situação atual do setor florestal no país, e as perspectiva do presente e do futuro, aos novos Engenheiros Florestais, profissionais de áreas afins e aos novos negócios.
      Pois bem, Nelson Barboza Leite, além de formação acadêmica agronômica, trabalhou em empresas florestais, indústrias, instituições de pesquisas e presidiu a Sociedade Brasileira de Silvicultura (SBS). A entrevista foi realizada pela Coordenação de Redação do Central Florestal, Leiam na íntegra abaixo:
Central Florestal – Diante do cenário de crise econômica no Brasil, quais as perspectivas aos novos Engenheiros Florestais e de áreas afins, no que diz respeito aos efeitos da crise na hora de prospectar vagas de emprego nas grandes empresas, indústrias, e outras instituições?
Nelson Barboza Leite   A crise  afetou toda a economia. No setor florestal os investimentos em novos projetos estão praticamente zerados! A prestação de serviço está com ociosidade, muitos viveiros fechando, enfim, toda a cadeia produtiva é afetada. As grandes empresas consumidoras também diminuíram suas programações. Essa madeira que não está sendo plantada vai  fazer falta, lá na frente.Com certeza, teremos problemas de suprimento de madeira em algumas empresas. Nesses momentos de crise é mais difícil para os profissionais sem muita experiência. Profissionais competentes criam empregos. Criam serviços especializados e vencem com mais facilidade esses períodos. É difícil para todos, mas os mais competentes e com alguma especialização, sempre conseguem melhores condições de trabalho. A competência vale muito nesses momentos. É preciso lembrar que competência  é a soma de conhecimento técnico e experiência com responsabilidade, comprometimento, seriedade e, acima de tudo, ética. Acredito que essa crise vai  abrir novos caminhos ao setor florestal brasileiro!
Central Florestal – Como o senhor vê a situação da silvicultura brasileira para os próximos anos?
Nelson Barboza Leite   A silvicultura precisa ser repaginada. Estamos muito dependentes dos grandes produtores de celulose e de painéis. A siderurgia a carvão vegetal, por exemplo, precisa ser revigorada como política de Governo, assim como a biomassa para geração de energia,  o desenvolvimento tecnológico para biorrefinarias, etc. Ficamos muito focados na produção de madeira para um grupo restrito de consumidores! A silvicultura precisa olhar de forma mais abrangente para as necessidades da sociedade!  Há necessidade dos serviços ambientais e sociais das florestas, da madeira para diversos usos e de inúmeros produtos da floresta. Ainda somos, apesar de  determos a maior floresta tropical do mundo, o ”país do ferro e do aço” e precisamos mudar essa situação! Temos participação muito pequena no mercado internacional de produtos florestais. Somos os campeões da celulose! Isso é muito pouco para o potencial que temos. Há espaço para muito mais! Precisamos de alguma forma abrir oportunidades para nossas florestas naturais e para a silvicultura com as espécies nativas! São mundos  com muitas oportunidades e fizemos muito pouco, ainda! Não há o menor sentido  para o país mais rico em biodiversidade,  ser reconhecido  e respeitado internacionalmente  por sua silvicultura de meia dúzia de espécies exóticas! Com as espécies nativas, com certeza, também teremos madeira e outros serviços e produtos da floresta. Teremos chance de revegetar as áreas ambientalmente mais sensíveis e nossas nascentes!  São dívidas que temos com as gerações futuras!  Mas essas oportunidades precisam ser alavancadas com políticas públicas. E esse   desafio precisa do empenho do engenheiro floresta! E precisamos fazer com que as universidades também assumam essa luta. A silvicultura de produção – a do metro cúbico – está muito limitada aos interesses de poucos consumidores. Gente que conseguiu financiar pesquisas e desenvolver o setor, mas que inibiu o surgimento de outras  alternativas!    Nada contra e mérito a quem conseguiu seus objetivos. Mas temos que  registrar e lamentar   a escassez de negócios e oportunidades dos  demais segmentos da engenharia florestal !
Central Florestal – O senhor pode nos fazer uma análise de projeção da evolução da silvicultura e setor florestal em geral no Brasil?
Nelson Barboza Leite   A silvicultura brasileira se desenvolveu maravilhosamente bem. Pena que não deu oportunidade às espécies nativas. A ciência para o eucalipto e o pinus atingiu altíssimo nível de desenvolvimento. Somos campeoníssimos de produtividade e competitividade. Tudo como resultado do trabalho das universidades, instituições de pesquisas e empresas.  Há, no entanto, grande diferença entre o desenvolvimento das florestas plantadas e o tratamento que damos às florestas nativas.  As diferenças são tantas, que fizeram com que cada assunto, fosse tratado em ministérios diferentes! Essa é uma aberração, quando se tem um Serviço Florestal Brasileiro. Esse desajuste precisa ser repensado para facilitar o crescimento de toda a atividade. A ciência florestal se desenvolveu sem se preocupar em distinção disso ou daquilo e o engenheiro florestal está preparado para lidar com todos esses assuntos. Florestas plantadas e florestas naturais usam caminhos diferentes, mas se utilizam de base científica, que respeitando as  particularidades de cada segmento! Precisamos ser campeões de tudo isso! Há muito a se fazer, e as oportunidades estão à disposição!
Central Florestal – Para o senhor, as Universidades brasileiras conseguem cumprir o papel de formar Engenheiros preparados para atuar na produção de florestas no Brasil? No que estas instituições podem melhorar?
Nelson Barboza Leite As universidades formam excelentes profissionais, com boa base de conhecimentos técnico e científico, mas  em alguns casos, um pouco distante da realidade do profissional. Se o profissional quiser trabalhar na Amazônia, por exemplo, dificilmente, terá condições de ser bem preparado, formando-se nas universidades do sul e sudeste. Há grande esforço de brilhantes professores para sanar tais deficiências, mas não é fácil levar a Amazônia para as salas de aula do sul e sudeste do Brasil. São dificuldades, que vão além da disposição e boa vontade dos professores.  Os estudantes, em sua grande maioria, estão preparados para lidar com  esses assuntos – produção, meio ambiente, etc. – mas as grandes demandas, ainda estão concentradas e apoiadas com recursos dos negócios ligados ao eucalipto e pinus! É imprescindível aos estudantes, às universidades e instituições de pesquisa essa aproximação às demandas do mercado!  Mas a ciência e preparação de profissionais precisaria atentar-se, um pouco mais, às demandas de longo prazo e principalmente aos segmentos, que não dispõe de recursos de interessados na solução imediata de seus problemas, como é o caso das pesquisas com espécies nativas e do desenvolvimento técnico para se lidar com nossas florestas naturais.
 Central Florestal – Mesmo sendo Engenheiro Agrônomo, o senhor tem competência suficiente para falar de floresta com muita autoridade, mas o que o senhor nos diria sobre o papel da Engenharia Florestal no desenvolvimento constante da silvicultura florestal brasileira?
Nelson Barboza Leite   A silvicultura brasileira só se desenvolveu graças  à integração das universidades, instituições de pesquisas e o irrestrito apoio de grandes empresas consumidoras de madeira. Com isso, alavancaram-se as pesquisas, surgiram brilhantes profissionais e  toda essa movimentação deu origem aos cursos de engenharia florestal.  Ao longo do tempo, os interesses econômicos foram consolidando  diferentes segmentos.  Atualmente, a distinção que se faz entre  florestas plantadas  e  florestas nativas só atrapalha a engenharia florestal. E  cria dificuldades à própria silvicultura de produção ou do “ metro cúbico”  – eucalipto, pinus e outras espécies comerciais e a silvicultura de proteção – com espécies nativas. Essa distinção inibe  o apelo ambiental  dos plantios florestais com espécies exóticas, mesmo quando sâo  feitos com tecnologia e respeito aos valores sociais e ambientais! É uma pena, pois essa silvicultura bem feita, é extremamente importante do ponto de vista econômico e importante para suprir as necessidades da sociedade e  embute importantes valores sociais e ambientais. Mas há muitos silvicultores, que se dizem  agricultores de árvores, que acham que  esse apelo ambiental não ajuda em nada a atividade de produção! Há de se conviver com essas diversidades. Mas todos perdem!
Central Florestal – Que relação o senhor vê entre a silvicultura e as discussões atuais sobre a agenda do desenvolvimento sustentável do mundo?
Nelson Barboza Leite   Essa agenda é muito ampla, mas sempre as atividades silviculturais farão parte do conjunto de ações para produção  de bens e proteção dos valores sociais e ambientais da sociedade.  A madeira, a água, a biodiversidade são exemplos de bens indispensáveis à sociedade e que podem ser bem ou mal administrados em função de uma silvicultura bem ou mal conduzida! A silvicultura do metro cúbico, a silvicultura de proteção, o manejo de nossas florestas nativas e tudo que faz parte desses conjuntos, estão nas mãos do engenheiro florestal para ser trabalhado, pesquisado e gerar bens econômicos, sociais e ambientais a toda sociedade.
Central Florestal – Como resolver a questão do pré-conceito ambiental que existe para com as florestas plantadas, sobretudo povoamentos de eucaliptos?
Nelson Barboza Leite  Precisamos desenvolver um amplo Programa de Comunicação que mostre a nossa atividade em toda sua abrangência. Comunicação profissional e institucional, que chegue nas  escolas e faça a sociedade sentir o valor de uma árvore plantada, de uma floresta comercial e de uma floresta natural. Coisas muito diferentes, com objetivos diferentes, mas essencialmente necessárias à sociedade. Precisamos de uma comunicação educativa que ensine a população a gostar da árvore plantada, a respeitar a árvore de produção e louvar a árvore de proteção! Cada um em seu lugar! Qualquer defesa do eucalipto feita pelos grandes consumidores de madeira de eucalipto será sempre suspeita! Esse pessoal, que tem dinheiro e que precisa mostrar que o eucalipto não é o diabo que se prega, há de entender que essa comunicação  é tarefa para profissionais do ramo. É uma difícil tarefa, mas  imprescindível à silvicultura brasileira!
Central Florestal – Dá para confiar integralmente na silvicultura brasileira no que diz respeito ao suprimento de demandas de produção, energia, madeira, etc?
Nelson Barboza Leite  Não há nenhuma dúvida. O Brasil tem competência tecnológica, espaço e empreendedores com disposição para qualquer negócio. Há necessidade que se estabeleçam políticas públicas que permitam a viabilidade econômica desses negócios. Nem se pensar em benesses do Governo! Mas em trabalho profissional, em bases reais, sem sonho e fantasias. Trabalho para gerar riquezas à toda  sociedade e com oportunidades a todos, que fazem silvicultura com responsabilidade, comprometimento, justiça e ética!
Central Florestal Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul, em quais regiões a silvicultura se desenvolverá com maior expansão? Para onde o senhor recomenda que os novos profissionais possam estar mais atentos para as oportunidades florestais?
Nelson Barboza Leite   Cada região tem suas necessidades e características bem definidas. As demandas e o nível tecnológico também são muito diferentes nessas regiões. O profissional precisa entender o que isso significa e como vai ser sua vida profissional em cada região. Há  semelhanças, mas os desafios vão exigir procedimentos e atitudes diferentes. Essa visão precisaria ser detectada nas universidades para evitar frustrações e melhor direcionamento da força de trabalho melhor preparada. Essas diferenças e desafios fascinam alguns profissionais e desestimulam outros. Não se surpreenda, procure conhecer no banco universitário a realidade florestal de cada região. Em todas, há muito a se fazer!
Central Florestal – Há espaço para novos negócios florestais no Brasil neste momento de crise?
Nelson Barboza Leite Há sempre espaço para novos procedimentos, novos produtos, enfim, inovações.  Aqui entra a competência profissional. Em épocas de crise, tudo é mais difícil! Essa crise está mostrando a necessidade de se rever os procedimentos silviculturais de alto custo, mesmo que sejam para aumento da produtividade! Como usar  clones de altíssima produtividade, mas que exigem altas dosagens de adubo e são altamente sensíveis a mato-competição? Não é só uma questão econômica. É acima de tudo, a falta de recurso, que vai limitar a decisão! Como agir? Esse exemplo é emblemático!  A silvicultura brasileira para se manter competitiva não pode só pensar em aumentar a produtividade com mais e mais insumos, cada vez mais  caros e mão-de-obra mais difícil e escassa! Esse bolo precisa de muito ingrediente diferente para dar ponto! É questão de economia, de genética, de fisiologia, enfim, é um  conjunto de conhecimentos do engenheiro florestal, que precisa ser combinado para se conseguir o resultado desejado! Isso tudo vai  exigir mais pesquisas para muitas perguntas sem respostas!
Central Florestal – Essa é a nossa última pergunta, e gostaríamos que o senhor deixasse uma mensagem de ânimo aos nossos estudantes de Engenharia Florestal, áreas afins e recém-formados, sobre o mercado de trabalho, o cenário de oportunidades e tudo aquilo que influencia na carreira profissional.


Nelson Barboza Leite   A engenharia florestal é uma profissão encantadora. Nossas universidades são boas e em todas há brilhantes professores,  que são orientadores e amigos de coração. Acredito que o primeiro e grande desafio do estudante é encontrar na universidade esse amigo “de coração”. Ele vai ensinar as trilhas para que sua vida profissional seja uma eterna satisfação. A engenharia florestal está em toda nossa vida. Não se precipite, tenha cautela. Não se canse de perguntar, de ouvir, de ir ver! Essa curiosidade é importante para  o estudante ter certeza do que gosta, e do que vai fazer a vida toda! Sabendo do que gosta, com um bom orientador do lado, fique tranquilo, a vida profissional vai ser uma beleza. Há muito a se fazer. E  nós todos precisamos construir e consolidar essa maravilhosa carreira profissional. Se tiver de bem com tudo isso, o dinheiro aparece! Um fortíssimo abraço a todos. Acredito muito na profissão e meus quatro adoráveis filhos, também estão metidos nessa luta!! Graças  a Deus!
ENTREVISTA CEDIDA À CENTRAL FLORESTAL – Centro de Informações sobre Engenharia Florestal – http://www.centralflorestal.com.br/
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OS GRANDES SILVICULTORES – Professor Sylvio Pellico Netto

O Professor Sylvio Pellico Netto faz parte do respeitável grupo de profissionais que deram vida à  engenharia florestal no Brasil. Dedicou-se de corpo e alma ao ensino, à pesquisa e à formação de profissionais. Orientou centenas de estudantes, publicou milhares de trabalhos científicos, livros, etc.  Participou ativamente e com brilhantismo de reuniões, congressos, seminários no Brasil e no exterior. Sempre  atuando de forma efetiva  nas  inovações e reivindicações para o enriquecimento do ensino,  da pesquisa e desenvolvimento do setor florestal. Para  muitos é “o pai do inventário florestal no Brasil”. Tem sido exemplo de dedicação e empenho na luta pelo reconhecimento profissional do engenheiro florestal!. Pesquisador de reconhecida capacidade de trabalho deu enorme contribuição ao desenvolvimento da ciência florestal do Brasil. Atuou intensamente em universidades, instituições de ensino e pesquisa em nível nacional e internacional.

Possui graduação em Engenharia Florestal pela Universidade Federal do Paraná (1965), mestrado em Manejo Florestal – New York University (1968) e doutorado em Biometria e Inventário Florestal – Albert-Ludwigs-Universität Freiburg (1979). Ex-professor titular da Pontifícia Universidade Católica do Paraná e atualmente Professor Sênior da Universidade Federal do Paraná. Tem experiência na área de Recursos Florestais e Engenharia Florestal, com ênfase em Dendrometria e Inventário Florestal, atuando principalmente nos seguintes temas: floresta natural, inventário florestal, ecologia florestal, amostragem e regeneração natural. Participou da fundação e consolidação da FUPEF – Fundação de Pesquisas Florestais do Paraná.

Criador dos Cursos de Mestrado e Doutorado em Engenharia Florestal da UFPR, foi também Secretário Executivo do Conselho Estadual de Ciência e Tecnologia do Estado do Paraná e Diretor Presidente do TECPAR, entre outras importantes atribuições. Depois de prestar relevantes serviços públicos, veio trazer seus préstimos à PUCPR como professor, pesquisador e gestor. É nosso Professor Titular desde 2002. Foi Editor Chefe da Revista Acadêmica de 2003 a 2010. De 2002 a 2005, foi Coordenador do Projeto Sassafrás. De 2005 a 2007, foi Coordenador Administrativo do Projeto Robalo, no CPPOM em Guaratuba. Coordenou o Curso de Agronomia da PUCPR, de 1995 a 2000. Foi Decano do Centro de Ciências Agrárias e Ambientais de 1999 a 2010. Foi também Diretor do Câmpus São José dos Pinhais, de 2002 a 2010, e Diretor do Instituto de Ciências Agrárias e Ambientais – ICA, de 2000 a 2010.

Profissional exemplar, ético e competente. Professor muito querido e pesquisador reconhecido no mundo inteiro. Grande  defensor das causas florestais. Formou  brilhantes profissionais, que se orgulham de tê-lo como amigo, orientador e conselheiro. A Comunidade de Silvicultura com todo respeito e admiração rende-lhe as mais sinceras congratulações!

 

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – serviços florestais – nbleite@uol.com.br

Sylvio Pellico Netto

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A CHUVA CHEGOU E NÃO SE FALA MAIS NISSO!

Como se previa, só com um pouco de chuva e não se fala mais em revegetar as áreas degradadas e nem de se proteger nascentes.  Parece  que a lição da “torneira seca”, não colou!  As previsões mostram que as chuvas não  cobrirão  os déficits anteriores. E poderemos ter novas dificuldades. Mas isso não muda nada!

O preocupante é não se ouvir nada a respeito de soluções, que, de fato, corrijam os problemas já evidenciados! Será que alguém duvida da  necessidade de se pensar seriamente – com recurso e tecnologia – na revegetação das áreas degradadas e nascentes das bacias que alimentam nossos grandes reservatórios? Há tantas reuniões e pregações a respeito de assunto tão importante, e nada de concreto acontece!

E se as universidades e pesquisadores entrassem nessa luta, as coisas mudariam? Ou teremos que contar com o violão e berros de artistas famosos para que nossos governantes acordem! O choro da “torneira seca” parece que não adiantou nada!

 

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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70º ANIVERSÁRIO Sr. NELSON BARBOZA LEITE

E hoje, 20/05/2016, nós da Família Barboza Leite, temos o privilégio e a honra de comemorar o 70º aniversário do Sr. Nelson Barboza Leite, nosso Pai, um dos profissionais mais respeitáveis da Silvicultura Brasileira, um exemplo de caráter, honestidade, respeito, bondade, generosidade, de bem com tudo e com todos quase sempre. Somos suspeitos para falarmos qualquer coisa, pois afinal com um pai destes se dispensa qualquer tipo de elogio. Bom para não alongar muito esta conversa, desejamos ao Sr. pai sempre muita saúde para continuarmos tendo o privilégio de sua presença e que continue sendo sempre este homem espetacular. Amor imenso pelo Sr.!!

 

Família Teca Consultoria e Empreendimentos Florestais!

Esposa, Cleide Leite. Filhos, Alexandre, Gustavo, Daniel e Mariana.

NIVER_NELSON

 

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SILVICULTURA: ESTÁ SOBRANDO MADEIRA?

Apesar de existir inúmeras publicações mostrando a quantidade de áreas plantadas em suas diferentes versões, há uma unanimidade dentro do setor: não existe , com razoável garantia, dado que mostre a quantidade de madeira disponível de nossas florestas plantadas!

É lógico, que algumas empresas possuem tudo certinho: por espécies, por ano, curvas de crescimento e por aí vai…. Mas há dúvidas, principalmente, quando se fala na disponibilidade de madeira naqueles estados de grande produção industrial – por exemplo, Mato Grosso do Sul, ou quando se fala dos estados com mais madeira disponível – por exemplo, Minas Gerais. Essa falta de informações, com maior precisão, cria enormes dificuldades no estabelecimento de políticas públicas para o setor e gera muita desconfiança em novos investidores. E ainda se fala em aumentar a área de florestas plantadas!
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É inaceitável que continuemos nessas incertezas, ainda mais quando se sabe que o Serviço Florestal Brasileiro vem realizando , há anos, o levantamento de nossas florestas em muitos estados. Será que não é possível estender o trabalho aos estados com mais urgência dessas informações? Será que é possível tecnicamente, e com mais recursos atender a essas demandas? Se não for possível, a quem recorrer?

Muitas perguntas e uma certeza: há gente muito competente lidando com esse assunto no Serviço Florestal Brasileiro! Resta, então: como fazer para que a silvicultura brasileira possa ser devidamente dimensionada? E há sinais cruzados de todo lado: há regiões, onde aparentemente, sobra madeira; há caminhões rodando mais de 500 km carregados de madeira; indústrias anunciando ampliações; biomassa para energia, queda na produtividade, intensos ataques de pragas e doenças, e por aí vai….E não faltam notícias sobre reduções de programas de plantio!

Realmente, sem bola de cristal, só um inventário bem feito poderia dar tranquilidade aos rumos da silvicultura brasileira. Ou fiquemos com o que é certo – uma boa floresta e o consumo nas proximidades!

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Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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AOS AMIGOS SILVICULTORES – NOTA DE FALECIMENTO

Hoje, dia17 de maio, a silvicultura brasileira está de luto. Faleceu o Professor Paulo Y. Kageyama. Profissional brilhante e dedicado às causas sociais e ambientais da atividade florestal. Geneticista de reconhecida competência em nível nacional e internacional.
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Apaixonado pelas espécies nativas de nossa rica biodiversidade. Perde a ciência, perde a silvicultura. Um grande amigo de todas as horas! A Comunidade de Silvicultura rende a todos familiares e amigos as mais respeitosas condolências!

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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