A SILVICULTURA NÃO PODE TEMER!

 

De novo, com novos governantes, estamos precisando mostrar “nossa cara” e falar de nossas necessidades e do potencial do setor. E ainda, com tantas polêmicas, é mais do que oportuno, é quase uma obrigação da silvicultura, saber o que realmente se espera da atividade!
Vamos atrás dos compromissos assumidos na Convenção do Clima? Vamos brigar pelas florestas como biomassa para energia? Vamos restaurar as áreas degradadas do entorno de nossas bacias hidrográficas? Vamos discutir alternativas para que o fomento florestal não morra com toda a madeira encalhada? E o que fazer com a madeira que está sobrando em algumas regiões e sendo vendida a “preço vergonhoso”? E o Programa Nacional de Florestas? E afinal, como ficou a silvicultura no Ministério da Agricultura? E isso é só o que está sobrando do copo!!!
Fica para reflexão e sugestões de todos: o que precisamos fazer para que a nossa silvicultura tenha políticas públicas, que orientem, de fato, o desenvolvimento e crescimento do setor? Em que momento, o setor vai se organizar, juntar forças e se apresentar aos novos governantes? Esse desafio é do silvicultor! É de quem planta e produz!!!
Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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A vida da silvicultura e a silvicultura da vida!

O DIA DA BOA IDEIA DO GOVERNO FEDERAL FAZ 51 ANOS!

No dia 2 de setembro de 1966, o Governo Federal editava a Lei 5106. Nascia, de fato, a política de incentivos fiscais para reflorestamento. Vieram depois inúmeras mudanças, até sua extinção, mas o setor não parou mais de crescer e se desenvolver. Muitas dificuldades e superações.

O Brasil não estava preparado para tamanho desafio, o que resultou em problemas, encrencas e polêmicas. O sucesso se deve ao comprometimento de algumas empresas, ao brilhantismo de muitos profissionais e á estreita colaboração das universidades. A Comunidade de Silvicultura não poderia deixar, nesse dia, de render as mais sinceras homenagens a todos que colaboram e que deram suas vidas para o engrandecimento da silvicultura brasileira.

A Comunidade de Silvicultura lembra também que o setor está preparado para novos avanços e precisa do Governo Federal para definir políticas públicas de médio e longo prazo. É só seguir o exemplo!

Só que agora, o setor está preparado com empresas e profissionais competentes! O Governo precisa acreditar no extraordinário potencial da atividade! Os cumprimentos a todos que contribuem para o fortalecimento dessa nobre atividade.

O vídeo ilustra nossa homenagem, nesse dia, em que há 51 anos o Governo Federal teve uma boa ideia!

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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51 ANOS – SUPERAÇÕES E UM GRANDE LEGADO!

 

No dia 2 de setembro, comemora-se 51 anos da edição da Lei 5106, que instituiu pela primeira vez os incentivos fiscais para reflorestamento. Muitas alterações se sucederam com novas leis, decretos, portarias, instruções normativas, etc. Foram milhares de instrumentos legais complementares, até a extinção dos incentivos em 1988. Foi uma revolução na silvicultura brasileira. Foi um misto de tudo: erros, acertos, brilhantismo, aberrações, profissionalismo, amadorismo, falcatruas, escândalos, enfim… não  faltaram motivos para muitas polêmicas. Felizmente, os bons exemplos serviram de legado à rica silvicultura, que temos nos dias atuais.  Geralmente, eram áreas pertencentes  às indústrias  consumidoras e que precisavam da madeira. Não estavam de passagem pelo setor e com seus bons exemplos deram vida ao incentivo fiscal para reflorestamento. Daí, surgiram  os grandes exemplos – florestas de melhor qualidade, pesquisas e principalmente, brilhantes profissionais. Essa foi, para muitos, a semente do sucesso.

 

Não havia tecnologia definida para os plantios nas mais diferentes condições de clima e solo; pouca preocupação com as questões sociais e de questões ambientais nem se falava!  Cerca de 3000 empresas registradas no IBDF e mais de 50.000 projetos incentivados, em diferentes fases de desenvolvimento!

 

Esse era o quadro geral da situação, em meio a pressões políticas para divisão dos recursos disponíveis entre regiões e entre empresas! Realmente, uma soma de ingredientes para geração de dificuldades, escândalos e constrangimentos de toda ordem! E o louvável é que no meio de tanta lambança, sobressaíram- se exemplos de boas empresas, bons empreendimentos, excelentes empresários e brilhantes profissionais, além de respeitáveis servidores do próprio IBDF. Na verdade, algumas “excelências” em todos os aspectos conseguiram  superar  as dificuldades impostas pela situação e criaram as bases da moderna silvicultura. O processo de incentivo – da habilitação ao  dinheiro no bolso -, embora com algumas exigências burocráticas, não passava de 10 a 12 meses! Com roteiro mais ou menos padrão e tabelas de valores para as diferentes fases, assim era o projeto para liberação de  recursos.  Algumas vistorias  de campo em épocas determinadas e o empresário florestal estava de posse dos recursos incentivados. Na verdade, essa facilidade e rapidez  era muito cobiçada e abusada. Os procedimentos  inadequados  de empreendedores alheios a qualquer interesse da silvicultura, aliado às distorções do objetivo  original mataram a política  de incentivos fiscais!

 

Mas quando foi extinto, a situação do reflorestamento já estava se diferenciando. As grandes empresas já se destacavam, uma grande estrutura de pesquisa já estava instalada e em pleno desenvolvimento, entidades representativas muito ativas e, acima de tudo, grande grupo de brilhantes profissionais nas universidades, nas empresas e no próprio serviço público já estavam engajados no processo de crescimento e desenvolvimento da atividade.

 

Estima-se que o Governo Federal deva ter dispendido cerca de 15 bilhões de reais em 22 anos de incentivos para reflorestamento! Só os impostos  arrecadados pelo setor já devolveram dezenas de vezes os investimentos governamentais. E a riqueza construída pela silvicultura brasileira é incalculável, além da sua extraordinária contribuição econômica, social e ambiental!

 

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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51- UMA BOA IDÉIA!

No próximo dia 2 de setembro  estará completando  51 anos, que foi  editada a Lei 5106, de 1966, criando os incentivos fiscais para  reflorestamento no Brasil. Dali em diante, até 1988,foram feitas inúmeras alterações, até sua extinção.

Foi um período riquíssimo á silvicultura brasileira. Tivemos de tudo! Milhares de empresas foram criadas, cresceram e sumiram! Muitos erros, desvios e malfeitos, mas  estava se formando as bases de um grande e importante setor da economia. Dali surgiram escolas, as pesquisas foram se desenvolvendo, uma seleção natural eliminou os indesejáveis e muita coisa boa ficou para continuidade e prosperidade da silvicultura.

Para alguns foi a melhor politica pública de incentivos  já realizada no Brasil – nada se compara ao legado dos incentivos fiscais para reflorestamento : Sudam, Sudene, pesca, turismo,  nada se compara! – para muitos, foi a única vez que o Governo estabeleceu política pública, de fato, para o setor!

Nesses próximos  dias, a Comunidade de Silvicultura estará fazendo algumas publicações em homenagem a esse período polêmico e extremamente construtivo da silvicultura brasileira. Afinal de contas, 51 é sempre uma boa ideia!

 

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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QUE RUMOS ESTÁ TOMANDO A SILVICULTURA? 

 

Em comentário recente fizemos algumas considerações a respeito das tendências da silvicultura brasileira. Nesse  curto espaço de tempo, tivemos mudanças na política, na estrutura de Governo e já começam os sinais  de “coisas novas”. E cabe, insistir numa pergunta sem resposta: que rumos tomaremos?  Para reflexão dos silvicultores:

 

1-Como ficou a interlocução no Ministério da Agricultura?

O Eng. Florestal Fernando Castanheira foi exonerado e não se fez nenhum comentário a respeito. Nenhum movimento no setor para sugerir ou discutir eventuais mudanças!

 

2- Novos governantes e o setor não vai se apresentar?

Mesmo que seja para o mesmo “cafezinho requentado “, será que não seria  importante uma visita do setor ao novo Ministro  para mostrar o tamanho da silvicultura e as sua necessidades?

 

3- E  a madeira como energia vai acontecer?

Se o setor  ficar de braços cruzados esperando o “ gigante adormecido acordar” vai acontecer alguma coisa diferente? Será que não estamos deixando o tempo passar e apagar essa oportunidade?

 

4- E o compromisso internacional para reflorestar 12 milhões de hectares até 2030! Como vai ficar?

Até o Senado já se envolveu na questão e nenhum movimento do lado de quem faz! Vai ser só falação? Ou vai ter fazeção também?  E a silvicultura está preparada para assumir tamanho desafio?

 

5- E como anda a possibilidade de se implementar as pesquisas com nossas espécies nativas?

E se essa programação de reflorestar 12 milhôes de hectares for levada a sério? Vamos plantar o quê? Dá para recomendar algumas de nossas espécies nativas?  E como ficam os interessados em plantios com espécies nativas?

 

6- E o Inventário Florestal Brasileiro vai lidar com as  florestas plantadas?

Não seria importante que pelo menos nas grandes regiões de maior consumo – Mato Grosso do Sul, sul da Bahia, Minas Gerais, dentre outras – o Serviço Florestal Brasileiro estendesse o Inventário Florestal Nacional? Fala-se em investimentos, mas não se sabe o tamanho das necessidades ou das sobras!

 

7- E o preço da madeira?

Aparentemente, nenhuma mudança nos últimos meses. Os pequenos e médios produtores continuam reclamando e muitos desistindo de suas florestas – péssimo sinal! Lá na frente, vamos sentir falta dessas florestas que estão sendo abandonadas!

 

8- E como fica o assunto de terras para estrangeiros?

Vai afetar a silvicultura ou a produção de grãos? Na agricultura as mudanças se dão de forma  mais rápida e  os impactos  se resolvem com mais facilidade.  Mas numa atividade de longo prazo, como a silvicultura,  o crescimento  sem planejamento, sem programas definidos, enfim, sem políticas públicas pode  criar enormes dificuldades à sustentabilidade da atividade. Grandes investimentos estrangeiros podem  aumentar a oferta de madeira  e criar mais problemas aos produtores existentes!

A silvicultura precisa  crescer, há terras ociosas para serem ocupadas e os empreendimentos industriais vão se ampliar,  mas qualquer crescimento desordenado e sem objetivos definidos podem prejudicar  mais do que contribuir para o crescimento da silvicultura brasileira.

 

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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NOVOS GOVERNANTES E A SILVICULTURA PRECISA AVISAR QUE EXISTE!        

Há algum tempo atrás, numa mudança de governantes, tivemos oportunidade de abordar a necessidade de nossos representantes se apresentarem e mostrarem que existimos. E que temos  participação expressiva na economia do país! E que precisamos de políticas públicas para  dar diretrizes de médio e longo prazo ao setor. E se houver oportunidade, é bom lembrar que, em recente discurso,  nosso atual presidente, rasgando elogios à agropecuária brasileira, não  deu uma palavra à silvicultura!  A participação do Governo, na elaboração de políticas públicas de médio e longo prazo é imprescindível para que se possa ter uma silvicultura independente, para todos e sustentável!   Naquela abordagem, dizíamos:

“Estamos vivendo um novo momento político!  Gente nova no setor, produtores preocupados, um punhado de velhas reivindicações não atendidas (!!!!!), candidatos se organizando e muitas promessas……O momento é mais do que propício para as entidades se movimentarem e mostrarem os interesses da silvicultura brasileira.  E haverá espaço para todos!  Aos que defendem os gigantes industriais, aos que lutam pelos grandes produtores independentes e aos que se dedicam na defesa e sobrevivência dos pequenos fomentados!”  Na  ocasião, lembramos da SBS – Sociedade Brasileira de Silvicultura –  a primeira entidade não-governamental do setor florestal, com mais de 60 anos de existência e de inabalável credibilidade,  e que ainda continua lutando pela sua sobrevivência!

“ Tomara que a SBS, que sempre defendeu, indistintamente, o interesse de todos, consiga um pouquinho de força para se fazer representar junto aos futuros governantes!  Uma entidade  com uma história de dezenas de anos, mas de indiscutível credibilidade e de concretas realizações, às vezes, num momento como esse, faz a diferença! ”

Infelizmente, quase nada mudou! Passaram-se  poucos meses e estamos, de novo, diante de momento propício para  apresentarmos o setor!  Aliás, muito propício, após a exoneração do recém- empossado  Coordenador de Florestas e Borracha do Ministério da Agricultura, o Eng. Florestal Fernando Castanheira, que  há anos vinha acompanhando o setor  e  que, com certeza,  nem teve tempo para  tomar conhecimento das considerações, a seguir:

“1-A grande expectativa com respeito ao papel da Coordenadoria e ao lançamento do  Programa Nacional de Florestas Plantadas, esperado há alguns anos, tendo sua apresentação  protelada inúmeras vezes!

2- O tempo passa e muitas coisas se modificaram e seria interessante que o Programa contemplasse as necessidades atuais. Muitas coisas do passado estão como estiveram há anos, e o setor não parou. Portanto, seria interessante, que não se perdesse tempo em discussões, que não levam a nenhum lugar. Chega de café requentado!

3- De reivindicações passadas, no entanto, algumas são inadiáveis: o financiamento, que continua uma luta; os licenciamentos, que continuam discriminatórios para reflorestamento e a total desatenção com respeito a recursos para pesquisas e experimentações com espécies nativas.

4- Atenção especial deve ser dada aos programas de fomento e aos fomentados, às novas áreas de expansão da silvicultura, aos novos consumos da madeira, especialmente para energia e ao uso diversificado da floresta e da madeira.

5- Essas considerações provocativas podem ser muito enriquecidas e melhoradas, desde que se abra oportunidade para que os diferentes segmentos interessados participem das discussões, assim como pequeno, médio e grande produtor.

6- Cuidados especiais devem ser tomados para que a silvicultura brasileira seja mantida na direção da sustentabilidade, e que tanto a silvicultura de produção, quanto a silvicultura de proteção tenham suas prioridades respeitadas.

Essa rotina de se fazer presente a cada mudança de governantes é tarefa de nossos representantes – dos grandes produtores casados com suas indústrias ou independentes, dos médios e dos pequenos produtores florestais.

Nesses momentos, em que predomina a sensação de um “vazio político”,  causa-nos, certa preocupação, os comentários feitos, repetidas  vezes, e com certo desconforto, pelo ex- Ministro José Carlos Carvalho: “ o peso político da silvicultura é incompatível com a importância econômica e social de toda a cadeia produtiva”! e sempre  concluía : “É uma pena!”

 

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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SILVICULTURA: AGRICULTURA OU MEIO AMBIENTE?

 

Há poucos dias, numa reunião de produtores rurais, onde se comentava de tudo – feijão, arroz, milho, laranja, vaca leiteira – surgiu uma indagação, conhecida de todos os silvicultores, mas que chamou atenção pela forma colocada! Um senhor interessado em plantar árvores – e fazia questão de enfatizar – “quero plantar árvores, não me importa se é eucalipto ou nativa”,  e quero saber se  devo tratar desse assunto aqui ou numa reunião de meio ambiente ”!

Em seguida, alguém apressadinho, foi dizendo: “se for eucalipto é com o pessoal da agricultura, mas se for espécie nativa é no meio ambiente” ! Estava armada uma tremenda discussão! Sugestões e opiniões de todo lado. Alguns com ranço de radicalismo, mas a grande maioria, aparentando uma grande dúvida.

Para salvar a lavoura, um produtor florestal, de longa data, deu o recado: “não se incomode com quem vai tratar, se incomode com a forma de fazer”, e prosseguiu –  “Se fizer bem feito, respeitando as nascentes, os cuidados com erosão e usar boa tecnologia, vai formar uma floresta linda e  você vai  ficar, até com dó de cortar! Vai fazer como se faz na agricultura,mas  tome cuidado com as nascentes, as matas de proteção, as erosões e use tecnologia para formar as florestas. E você vai ter uma floresta produtiva e com forte apelo ambiental” e completou “ e não importa a nacionalidade da árvore, é só fazer bem feito” e concluiu “ meus avós já trabalhavam com madeira e toda a  família vive das nossas florestas . Vendemos madeira para carvão, celulose, energia, serraria e até cavaco. Cuidamos das estradas,das matas que  protegem as nascentes e que formam um bloco de floresta maravilhoso.  Não temos problema com água e temos bicho de todo jeito na fazenda.Quando alguém visita a gente,fala que moramos num paraíso ambiental e fala, até que somos ecologistas”!

A reunião continuou, mas a discussão sobre plantio de eucalipto parou com as explicações do produtor rural. Na saída, quando fui cumprimentar o  senhor, ele todo envaidecido falou : “em toda a reunião, há sempre alguém pronto para meter a boca no eucalipto” e concluiu  “ é impressionante como faltam informações aos produtores rurais” e deixou uma indagação  “  será que o meu caso é uma exceção”?

O caso parece tão interessante, que merece ser compartilhado com mais silvicultores para reflexão!

 

 

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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OS CONHECIMENTOS DA SILVICULTURA NO LIXO!      

 Há muitos que acham que somente matando formiga e acabando com o capim se consegue uma boa floresta!   A esses, metidos a administradores de  empreendimentos florestais, fica um recado:  formar florestas produtivas é assunto para profissionais do ramo!

 

É uma mistura de conhecimentos científicos, de matemática, de biologia, além de uma indispensável pitada de valorização dos colaboradores. Há até quem diga que essa arte de trabalhar e saber valorizar os colaboradores é a grande ferramenta do gestor de qualquer negócio!!! O desenvolvimento da ciência florestal e os milhões de dólares investidos em pesquisas mostraram que para se ter uma floresta de alta produtividade é necessário  que se tenha uma empresa florestal com cheiro de terra  e muita  competência tecnológica. Além de enorme disposição para matar formiga e carpir o capim!

 

De tempos em tempos, surgem, no entanto, empreendimentos de florestas com novidades, que merecem registro: novos modelos de organização, novos valores, novos conceitos e tudo com muito dinheiro em jogo! Alguns procedimentos, até então, corriqueiros e indispensáveis a qualquer empresa viram “luxo de engenheiro” – planejamento das áreas  para plantio, escolha e seleção de clones, cuidados com nutrição das plantas, formas de adubação,  atenção com espaçamentos, etc. – tudo que é engenharia vira conversa fiada!

 

O engraçado, se não fosse trágico, é que essa forma de pensar e agir vai crescendo, tomando espaço e deformando a empresa. E a retomada de rumo vira um parto de montanha!  O poder incompetente se instala com ardilosos tentáculos e cria todas as formas de defesa, além de sofisticadas  justificativas. Não há mal que dure por muito tempo, mas é muito difícil se controlar o crescimento do mal, enquanto dura!!!

 

A silvicultura brasileira e as empresas que precisam se sustentar com o sucesso dos empreendimentos florestais não podem se tornar reféns dessas controvertidas situações. Esses desinformados que se acham capacitados a responder por assuntos que não lhes competem, se postam de poderosos e fazem de tudo para desvalorizar o conhecimento, a atitude profissional e acima de tudo, as necessidades básicas de uma empresa florestal!

 

A silvicultura brasileira depois  que deu  conta  da formiga e do capim,  precisa cuidar dessa praga poderosa! Esse mal, quando se instala numa empresa, não dá para ser exterminado com formicida ou herbicida! O consolo é que o bolso de qualquer empreendedor é de alta sensibilidade e quase sempre de tolerância zero!

 

E, com certeza, será a forma de se evitar que os conhecimentos da silvicultura sejam  jogados no lixo!

  

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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  UM ELOGIO À AGROPECUÁRIA E À SILVICULTURA NADA!    

Só para registro, lembrança e reflexão! O Presidente Temer reuniu, ontem, dia 12 de julho, políticos e representantes de classe do setor agropecuário. Fez discurso de animação, elogioso e oportuno….. e nenhuma palavra para a silvicultura!

É assim mesmo? Nos últimos 15 anos é a segunda vez que um presidente chama o setor produtivo e nem toca no setor florestal e na silvicultura. A Presidente Dilma também nunca  lembrou do setor. Aliás, só lembrou em Paris, na Convenção do Clima, e sem a menor  ideia  do tamanho do compromisso, envolveu o Brasil numa dívida de  quase 15 milhões de hectares para serem reflorestados até 2030!

E se os nossos representantes se juntassem, como já foi feito em ocasiões anteriores e fossem ao Presidente para lembrá-lo que:

– o setor florestal e a silvicultura contribuem de forma significativa no PIB do país;

– temos algumas pendências que se arrastam ao longo de décadas;

– não temos uma representação institucional à altura de nossa importância econômica e de nossos compromissos com o mundo!

– temos enorme potencial de crescimento;

– temos necessidades urgentes de uma política setorial para dar sustentabilidade ao que se fez e abrir novas oportunidades para todos;

– e que se atender bem aos grandes produtores de alimentos – grãos, carne, etc –  sem olhar  para o setor florestal essa conversa   está incompleta!

– ou a silvicultura está satisfeita com os elogios à agropecuária, e isso basta!

Com a palavra, os nossos representantes!

 

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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QUANDO A SUSTENTABILIDADE FICA MANCA!

 

Nada de novo! E só para lembrar e até discordar!

 

– A competitividade da silvicultura é uma equação cujo resultado é sempre função de uma série de variáveis biológicas e matemáticas. Algumas administradas pelo homem e outras, que precisam ser respeitadas pelo homem!

– Nenhuma silvicultura é competitiva se a equação não estiver balanceada- a biologia e a matemática;

– Quando a preocupação é só produzir, ela tende a ser mais biológica – mais adubo, mais isso, mais aquilo. Não importa. O consumidor precisa da floresta de qualquer forma, lá na frente a indústria paga ;

– Quando os custos são limitados, mas sem prejudicar a biologia, a matemática tende a brilhar – são os produtores que fazem floresta para negócio;

– As condições naturais correspondem às inúmeras variáveis que o homem não muda. É sua prerrogativa escolher a localização, depois só resta conhecer as condicionantes naturais, respeitar e saber usar os conhecimentos tecnológicos para as eventuais dificuldades que surgem;

– A produtividade é o resultado do conhecimento das condicionantes naturais e a aplicação dos preceitos tecnológicos necessários;

– A relação entre a receita auferida pelo valor da madeira e o custo de produção mostra o nível de competitividade da silvicultura. Uma floresta de menor produtividade pode ser mais competitiva, se o custo de produção for menor;

– No numerador são colocadas todas as receitas com a venda da madeira e no denominador todos os custos para formar a floresta. Quanto maior for o número encontrado nessa relação, mais competitiva é a silvicultura, que está sendo praticada;

– No numerador ficam os resultados – é a receita, e no denominador ficam as variáveis administradas pelo homem – é o custo;

– A silvicultura é sustentável quando essa relação é maior que 1 (hum). Fica tudo equilibrado: a melhor tecnologia, o lado social atendido, o econômico satisfatório e o ambiental respeitado!

– A sustentabilidade é o equilíbrio de todos esses componentes, dentre outros. A predominância desse ou daquele cria desequilíbrio, e temos uma sustentabilidade manca!
Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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