A SOFISTICAÇÃO TECNOLÓGICA E O ARROZ E FEIJÃO!

“Antes de se lançar a uma sofisticada tecnologia, há de se ter certeza de que todos os recursos da silvicultura bem feita estão aproveitados no arroz e feijão de todos os dias”, foi assim que um “silvicultor de bota” de uma nova geração se expressou quando foi indagado sobre os avanços tecnológicos da silvicultura!


E assim, de forma bem simples, foi mostrando o quanto se perdeu ao se deixar para trás os programas clássicos de melhoramento genético, os cuidados essenciais com o preparo e conservação de solo, assim como, com a proteção das águas.

Da mesma forma, ficou de lado a aplicação dos conceitos de integração solo/clima/planta para definição de materiais genéticos, formulações de adubação, além do uso abusivo de clones produtivos e até o menosprezo pela qualidade das mudas, etc.

Ele disse –“coisas simples, que simplesmente são deixadas para segundo plano”.

Há dados que mostram que pequenos descuidos operacionais, daqui e dali, podem levar a mais de 20% de perda na produtividade!

E o mesmo silvicultor brincou –“deixamos dois japoneses a vida toda trabalhando com genética para promover 20% de aumento na produtividade, e em poucos dias de plantio, um descuidado plantador de árvores joga no lixo todo o esforço dos japinhas”.

E foi categórico na afirmação – “podemos melhorar muito a silvicultura e obter aumentos significativos na produtividade, só aprendendo a aplicar nos procedimentos operacionais todo o estoque e informações científicas disponíveis”.

E antes que alguém colocasse em dúvida o grande esforço de algumas empresas no avanço da ciência florestal, foi dizendo: “nada de parar com a evolução científica, mas sim, tratar de absorver conceitos e observar o que as plantas mostram e pedem”.

Traduziu em linguagem de silvicultor – “queremos dar um salto e atalhar caminhos obrigatórios do dia-a-dia na procura de soluções sofisticadas e sem atender necessidades básicas”.

Fica para reflexão de todos os silvicultores: com certeza, os que “tomam sol e sujam a bota” sabem bem disso!

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – serviços florestais – nbleite@uol.com.br

ARTIGO PUBLICADO EM: www.celuloseonline.com.br em 17/10/2016

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MERCADO DE MADEIRA, INVENTÁRIO E A SUSTENTABILIDADE!

 

Nos dias atuais, temos inúmeras dúvidas a respeito do mercado de madeira. Algumas afirmações são incontestáveis, mas outras só trazem mais preocupações pela quantidade de incertezas que apresentam. A base de todas essas dúvidas é a falta de um inventário florestal nacional, que mostre a realidade de nossos estoques de madeira e possa dar confiança a quem compra, a quem planta, e a quem quer investir. Seria muito interessante saber se o Inventário Florestal Nacional, que está sendo desenvolvido e com muita competência pelo Serviço Florestal Brasileiro poderá atender a essa demanda da silvicultura. E com certa urgência! Precisamos conhecer o estoque de madeira de nossas florestas plantadas.

Essa preocupação tem tudo a ver com a vida da atividade! O conhecimento dessa realidade, com certeza, vai dizer da necessidade de novos plantios, das espécies a serem plantadas e evidenciará as demandas da pesquisa florestal. Essas informações são imprescindíveis para elaboração de políticas públicas, que mostrem rumos à silvicultura. O momento é oportuno para esse repensar: temos madeira sobrando em algumas regiões e faltando em outras. Estão sumindo os plantios de pinus e cresce a demanda por espécies nativas, mesmo sem pesquisa e sem informações científicas suficientes!

Há um descontentamento generalizado dos pequenos e médios produtores florestais com os preços da madeira! Muitos já estão saindo do setor! Será que precisamos de mais encrencas para tratarmos de medidas estruturais para a silvicultura brasileira? Ou vamos esperar que as preocupações batam na porta dos grandes consumidores para que as coisas aconteçam.

Aí, com certeza, as coisas se resolvem, mas até lá, muitos produtores já se mandaram do setor e com o estilingue na mão! E vai ficar, ainda mais forte, o sentimento de que a”tal silvicultura sustentável” pode ser chamada de “silvicultura das grandes indústrias”.

Nelson Barboza Leite Diretor da Teca e Daplan – Serviços Florestais

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REFERÊNCIAS DA SILVICULTURA: O PRESENTE E O FUTURO!

A silvicultura brasileira, de tempos em tempos, apresenta características ou modismos, que deixam marcas interessantes. São referências que ficam na história do setor! É fácil, se ouvir dizer: – “ lá na época dos incentivos fiscais”; – “quando começou a preocupação com sementes melhoradas”; e por aí vai….

De uma forma ou outra, sempre foram marcas que mostravam novidades tecnológicas, que foram enriquecendo a silvicultura. E agora? Quais as marcas da silvicultura dos tempos atuais? Há muitas surgindo e muitas se consolidando. Quais marcarão época? Seria o processo de certificação? O manejo para uso múltiplo das florestas de eucalipto? Um repensar na utilização de clones? Os desajustes dos programas de fomento? A valorização dos aspectos socioambientais? Os grandes negócios com ativos florestais? Os novos investidores envolvidos com florestas? As novas indústrias e os estoques indefinidos de madeira? As perspectivas das novas fronteiras? Seriam algumas dessas marcas ou seria a soma de todas elas? Essas interrogações levam a questionamentos inevitáveis! E a silvicultura está sendo enriquecida com essas novidades? E vai continuar competitiva?

Há preocupações para todos: para os profissionais da silvicultura, para os grandes produtores, para investidores e especialmente, para os médios e pequenos produtores independentes! As palavras de ordem são: diminuir custos, cortar isso ou aquilo, paralisar programas de plantio, diminuir a produção de mudas, etc. A silvicultura está sendo desacelerada! Essas mudanças podem impactar os estoques futuros?

Há muitas dúvidas, mas com certeza, sejam quais forem as referências predominantes, os reflexos futuros virão e afetarão a todos: produtores e consumidores! Problemas de curto prazo numa atividade de longo prazo podem criar problemas imensuráveis! A madeira que sobra hoje, e é vendida “a preço de repolho”, segundo o Engº Balloni, afeta toda a cadeia de produção no presente, e afetará também no futuro. Só não dá para imaginar em que intensidade. Os produtores vão se afastando, e não se planta mais nada!

E quanto vai custar, lá na frente, a madeira que não existirá? São registros discutíveis e que merecem reflexão. Muito mais, por parte daqueles que brigam por uma silvicultura sustentável!
Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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MANEJO DE FLORESTAS DE EUCALIPTO PARA MADEIRA DE SERRA  

 

O manejo das florestas de eucalipto para produção de madeira de serraria é uma alternativa excelente para os produtores  florestais. Mais recentemente, em função inclusive da dificuldade de se vender a madeira  para processos industriais – celulose, siderurgia e chapas – tem aumentado, sobremaneira, o interesse pelo manejo, procurando- se alternativas para se evitar  a venda da madeira. E se agregar  valor às florestas que não estão sendo colhidas.

O manejo de florestas para  produção de madeira de serraria exige conhecimentos técnicos e muita experiência.  Não se recomenda qualquer iniciativa sem orientação  profissional. Nesses casos, o erro  é irreversível.   De forma bastante simples e informativa, seguem algumas considerações que, obrigatoriamente, precisam ser  seguidas:

1-Proximidade de mercado

É importante conhecer o mercado da região. Embora se conheça casos em que a madeira para serra  esteja sendo transportada  a mais de 300 km, é interessante que esse custo de transporte, quando reduzido, possa ser  agregado  ao valor da madeira. Normalmente, próximo às grandes cidades ou regiões   é uma localização privilegiada. Mas  de qualquer forma, é bom  enfatizar que  o transporte  de produto valorizado  é  sempre mais conveniente.

2- Qualidade da floresta a ser manejada

É interessante que sejam  manejadas as florestas de boa produtividade e que tenham sido resultado de boa implantação, com as adubações adequadas, sem pragas e doenças e principalmente que se tenha conhecimento das características da madeira.  Diferentes clones e espécies  podem apresentar madeira com qualidades indesejáveis para serra. O produtor deve conhecer as características físicas e mecânicas da madeira que vai ser produzida. Outro aspecto importantíssimo  é a  idade da floresta. Plantar com o objetivo de se manejar para serraria e adotar o manejo numa floresta implantada para outros fins são coisas bem distintas. Essa mudança de rumo num empreendimento florestal depende de inúmeras avaliações técnicas para se determinar os procedimentos adequados. Na verdade, cada caso é um caso para ser discutido, mas sempre haverá oportunidade de se agregar valor à floresta.

3- Capacidade produtiva do solo

O solo tem uma capacidade produtiva limitativa. Em solos muito pobre em nutrientes  sempre se consegue melhorar a produção, mas é importante se conhecer a capacidade produtiva do solo para que se tenha uma relação custo-benefício satisfatória com respeito ás adubações complementares. A madeira de eucalipto para serraria deve alcançar diâmetro – DAP – acima de 40 cm. Árvores com diâmetro inferior também podem ser aproveitadas,  mas com valor comercial inferior.

4- Acessos e topografia

É muito importante que os acessos e a topografia facilitem o trânsito de caminhões pesados para o transporte da madeira. Da mesma forma em topografias acidentadas o trabalho de colheita fica muito dificultado. Todas essas dificuldade  encarecem os serviços e refletem negativamente no valor da madeira.

5-Treinamento da mão-de obra executora

O manejo da floresta de eucalipto vai sempre exigir desbastes periódicos e desrama das árvores que serão mantidas em pé. Embora todos os trabalhos sejam feitos mediante indicadores técnicos, o treinamento da mão – de-obra de campo é fundamental. Os erros cometidos nessas  intervenções podem comprometer significativamente a qualidade da madeira e consequentemente o valor comercial. E todo o cuidado deve ser observado com respeito  à segurança do trabalhador, pois é comum o uso de ganchos, facões e escadas para facilitar o trabalho

6- Procedimentos  operacionais

Os procedimentos básicos compreendem os desbastes e a desrama das árvores.

6.1- Desbastes – O tempo para o desbaste para depender da possibilidade de se aproveitar o material retirado, mas fica sempre entre 4 a 7.  Idades menores dificultam o aproveitamento da madeira retirada. Essa primeira intervenção pode ser seletiva – escolhendo as árvores com algum problema e de menor desenvolvimento e normalmente chega a 30 a 40 % das árvores plantadas. Se a floresta é bastante homogênea essa intervenção pode ser sistemática – elimina – se completamente linhas para facilitar a retirada. Deve-se definir a sistematização procurando – se manter  de 30 a 40% da população. Outras intervenções devem ser feitas  entre 9/10 anos, procurando-se retirar mais 30 a 40 % da população original e da mesma forma – seletivo ou eventualmente alguma sistematização. Sempre considerando-se  a distribuição das plantas na área plantada e deixando-se para completar o ciclo ,cerda de 250 a 300 árvores por hectare. Para exatidão desses números e eventuais acertos é imprescindível o acompanhamento profissional com dados de inventário, curvas de crescimento, etc.

6.2- Desrama – Trata-se de operação cuidadosa e normalmente pode ser iniciada, até  por ocasião do primeiro desbaste. Neste caso, procura-se identificar cerca de  20 a 30% das árvores que também deverão permanecer até  final do ciclo. Deixa-se  algumas árvores a mais para que haja possibilidade de eventual seleção  em eventuais desbastes. A  desrama deve ser feita até á altura de 2/3 da copa. Quanto maior for a altura que se conseguir mante o tronco desramado maior  será a possibilidade de se obter madeira de melhor qualidade.

7-Acompanhamento técnico e comercial

Todo esse trabalho de manejo precisa ser planejado de acordo com os inventários de campo – quantitativo e qualitativo e as curvas de crescimento da floresta. Sem esses instrumentos corre-se grande risco de se cometer erros significativos. O manejo de florestas de eucalipto para serraria para que  se consiga ,de fato, sucesso na quantidade e qualidade da madeira exige acompanhamento de profissionais capacitados. O valor de venda da madeira de qualidade é significativamente maior. Para que todos  os melhoramentos técnicos sejam agregados ao produto e para que haja o devido reconhecimento comercial o acompanhamento técnico também se torna necessário, tanto para verificações quantitativas ,quanto para caracterização adequada da madeira.

8- Valores de mercado e empresas executoras dos serviços

Atualmente – agosto/2016 – há muita procura por madeira de eucalipto para serraria e o valor do metro cúbico em pé  gira em torno de R$ 200,00. Esses valores apresentam grandes variações em função da localização, mercado, etc. Uma árvore com 15 anos de idade, bem manejada e em  boas condições de crescimento pode atingir mais de 2 metros cúbicos. Equivalendo, portanto,  a cerca de R$ 400,00 por árvore. Considerando que se tenha deixado  300 árvores/ha,   a receita seria de R$  120.000,00 por hectare! Há inúmeras empresas comercializando áreas florestais para serem desenvolvida s e empresas especializadas  na gestão de empreendimentos de florestas para manejo.

 

Alexandre Tadeu  Barboza Leite – Diretor da Teca Serviços Florestais – tecaflorestal@uol.com.br

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CONSIDERAÇÕES DO EX-MINISTRO JOSÉ CARLOS CARVALHO    

 

Em meio  às inúmeras manifestações de preocupações com respeito aos compromissos assumidos e ratificados pelo Governo do Brasil,  em Paris, na Convenção do Clima, a Comunidade de Silvicultura recebeu  mensagem muito oportuna de nosso amigo e ex-Ministro José Carlos Carvalho. Com muita honra e satisfação, compartilhamos com nossos amigos. Imperdível para reflexão de todos, que lutam pelo fortalecimento da silvicultura  brasileira! Caro amigo e sempre Ministro, a Comunidade de Silvicultura  orgulhosamente  agradece!

 

“Prezado Nelson Barboza Leite, você coloca uma questão crucial relativamente ao setor florestal, especialmente na área de restauração, através da silvicultura, que não está sendo percebida adequadamente, a não ser pelas lideranças diretamente envolvidas nesse tema. É importante destacar que não é crucial apenas para as atividades florestais, longamente relegadas a plano secundário nas políticas públicas brasileiras, mas, também e sobretudo, para honrar os compromissos assumidos pelo Brasil no âmbito do Acordo de Paris. As pessoas comuns não se deram conta, ainda, que a NDC brasileira, que equivale às metas do Acordo, está praticamente ancorada no setor florestal! Isto é, foi atribuída ao setor florestal brasileiro a responsabilidade de liderar os esforços que iremos fazer para reduzir e mitigar as emissões dos gases de efeito estufa – GEF. Isso ocorrerá, como sabemos, de duas maneiras: i) a restauração de 12 milhões de hectares de florestas e ii) a redução de desmatamento na Amazônia e em outros biomas. Há, ainda, o plantio de florestas na outra meta de recuperar 15 milhões de hectares de pastagens degradadas, sendo parte com projetos de integração lavoura-pecuária-florestas. Além disso, temos pela frente as obrigatoriedade de cumprir a nova lei florestal, que vai exigir nos próximos anos o esforço hercúleo de plantio de mais de 25 milhões de hectares de novas florestas para recompor APP e RL, sem contar os esforços de plantio para atender as demandas de natureza econômica, a depender dos cenários prospectivos em face da deplorável situação econômica brasileira. Em cumprimento à nova Lei Florestal, o País vem executando o Cadastro Ambiental Rural, através do qual estamos conhecendo de forma pioneira o passivo ambiental das propriedades rurais em relação à supressão histórica da vegetação, especialmente das florestas. É importante louvar o trabalho do SFB nessa esfera. Todavia, não podemos ignorar a inércia do governo e da sociedade quando se analisa as iniciativas a serem tomadas para organizar os meios de implementação da Lei Florestal, via os PRA, e toda a grande e inadiável estruturação das medidas para executar e cumprir as metas estipuladas na NDC apresentada ao Secretariado da Convenção de Mudanças Climáticas da ONU, no âmbito do Acordo de Paris. Não consigo entender a “tranquilidade” com que estamos lidando com essa questão, quando lembramos que teremos que reflorestar e recuperar por meio de regeneração 12 milhões de hectares de florestas até 2030. Nada, absolutamente, nada está sendo feito em áreas vitais para cumprir essa meta, destacando: rede de coleta de sementes, infraestrutura de produção de mudas e serviço de assistência técnica. Temos um extraordinário desafio e uma oportunidade única, diria até que essa realidade gerou uma “oportunidade compulsória” para a silvicultura brasileira. Creio que competência profissional não nos falta, mas teremos que conceber uma política florestal que responda a esses desafios, baseada nos novos conceitos atrelados às florestas, principalmente à multifuncionalidade do setor e, mais uma vez, refundar as nossas instituições florestais, aniquiladas pela ambiguidade que tem dominado o setor, pela complexidade do pluralismo de sua concepção, pelas incertezas do governo e pela crônica apatia do setor privado florestal brasileiro.”

 

 

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Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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SILVICULTURANDO-SE

Para leitura rápida, conhecimento e reflexão! Participe com sugestões!

1- O IPEF sob nova direção!

Na companhia do Dr. Antonio Sebastião Rensi Coelho, um dos fundadores e dos principais batalhadores pelo desenvolvimento da ciência florestal, estivemos em visita ao IPEF, para cumprimentar o novo Diretor –Professor Otávio Brito e desejar-lhe muito sucesso nessa nova e desafiadora tarefa. Uma conversa interessantíssima, em que se percebeu o entusiasmo e disposição do Prof. Brito. Com certeza, terá condições de dar continuidade aos trabalhos de seu brilhante antecessor – Prof. Barrichelo. Numa agradável “prosa” foram abordados assuntos estratégicos, que, com certeza, deverão passar pelas preocupações das entidades brasileiras de pesquisa florestal, dentre as quais o próprio IPEF. Destacamos:

– A necessidade de pesquisas nos grandes polos florestais

O grande exemplo de polo florestal em consolidação é o Mato Grosso do Sul – com quase 1(hum)milhão de hectares plantados.O desenvolvimento de um grande centro de pesquisas na região é quase uma necessidade estratégica do setor! Tarefa para Governos Federal, Estadual e empresas que atuam na região. Esse patrimônio estadual e nacional precisa ser devidamente cuidado. Dos polos em formação, destacou-se o Tocantins, como a grande fronteira que merece atenção especial de pesquisadores!

– Transformar o compromisso brasileiro em oportunidade

O Governo Brasileiro assumiu compromisso gigantesco na Convenção do Clima, em Paris, recentemente. Reflorestar até 2030 mais 12 milhões de hectares. Essa tarefa precisa ser transformada em oportunidade de negócios da silvicultura e para isso a participação das Universidades e instituições de pesquisas é imprescindível. A competência para fazer isso acontecer está nas instituições de pesquisas, universidades e grandes empresas. É um grande desafio para todos os silvicultores!

– Uso diversificado da madeira e das florestas

O Prof. Brito mostrou o seu grande interesse em apoiar, com a colaboração de seus associados, mais pesquisas para aumentar as possibilidades de uso da madeira e das florestas. O caso do uso da madeira como biomassa para geração de energia foi muito enfatizado. Essa alternativa embute uma expressiva contribuição social, que precisa ser mostrada aos nossos governantes.

– IPEF vai completar 50 anos em 2018!

Já estão sendo tomadas as medidas iniciais para as comemorações dessa data festiva. O IPEF é uma das principais entidades de pesquisa responsável pelo sucesso da silvicultura brasileira. Exemplo pioneiro de integração universidade-empresa e importante liderança na condução das pesquisas florestais brasileiras. Comentou-se muito a respeito da necessidade de se manter acesa essa chama da ciência florestal e da inegável contribuição das empresas associadas.

2- Os novos desafios precisam da pesquisa florestal

De nossa conversa agradável e nossos votos de uma bem sucedida gestão para o Professor Brito na direção do IPEF, ficou também a nossa certeza de que a colaboração e apoio das empresas para que os novos desafios sejam enfrentados com ciência, é imprescindível. Ficaram os nossos cumprimentos e a esperança de que as associadas do IPEF mantenham o apoio e continuem representando, de fato, a “filosofia de trabalho da elite das empresas florestais brasileiras”.

A Comunidade de Silvicultura expressa o seu agradecimento pelo contato e a companhia do Dr. Antonio Rensi Coelho, incansável motivador da silvicultura brasileira! Aos nossos amigos silvicultores ficamos devendo a conversa que tivemos na reunião-almoço com o Eng. Admir Lopes Mora, silvicultor de excelente experiência em genética e fisiologia florestal. Foi uma aula !

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – serviços florestais – nbleite@uol.com.br

SILVICULTURANDO-SE

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A SILVICULTURA E OS MUNDOS DIFERENTES!

Quem se envolve, de forma exclusiva, a esse ou aquele setor da silvicultura, talvez não perceba os mundos diferentes que coexistem nessa importante atividade rural. Para não estender muito a prosa sobre diferenças ou “incoerências”, vamos aos fatos! No último dia 23 de setembro, as mensagens da Rede SBS Dia a Dia, permitiram as seguintes conclusões:

1- O Presidente Temer ratificou a participação e os compromissos do Brasil na Convenção do Clima. E o Ministro do Meio Ambiente garantiu que vai fazer um grande esforço para antecipar as metas! – vejam que interessante! entre as inúmeras obrigações assumidas pelo Brasil, há o compromisso de se reflorestar, até 2030, mais 12 milhões de hectares! Onde, como, quem, com o quê? Com que recurso? Desses assuntos, ninguém fala nada! E o curioso, é que a silvicultura está no Ministério da Agricultura! Mas quem está prometendo dedicação é o Ministro do Meio Ambiente! Um promete e o outro fica com a obrigação? É “pra valer”? Ou estamos falando de outra atividade?

2- Mais uma, na mesma Rede:

“ Recuperação de APPs/RLs: Mais uma inovação a serviço do ambiente.

Desde a aprovação do novo Código Florestal Brasileiro, que trouxe uma definição sobre a recuperação de áreas florestais particulares no País, a maior indagação é: qual o custo disso para o produtor? A resposta mais próxima pode ser obtida a partir de hoje com o lançamento da plataforma “Quanto é? Plantar floresta”, que pretende auxiliar proprietários rurais em todo o País a calcular o investimento médio necessário para a recuperação da Reserva Legal e de Áreas de Proteção Permanente. Alocada no site do Instituto Escolhas – chancelado por um conselho científico de nomes estrelados da economia, como Marcos Lisboa e Bernard Appy -, o produtor poderá fazer uma simulação de gastos a partir de combinações sugeridas para o reflorestamento…….. “

Que maravilha! Há anos se clama por um programa de pesquisas com espécies nativas. Há grande interesse pelo potencial de nossas espécies, e pela falta de informações que garanta o sucesso dos plantios em larga escala! E então? Que dados vão ser lançados na planilha? Qual a origem desses dados?

2- Outra mensagem auspiciosa, ainda da Rede: – O FSC vai certificar serviços ecossistêmicos:…. Esse procedimento permitirá aos detentores de certificado FSC selecionar uma declaração dentre as cinco categorias de serviços ecossistêmicos: sequestro e armazenamento de carbono, conservação da biodiversidade, serviços hídricos, conservação do solo ou serviços recreacionais………….A questão é a seguinte: Alguma empresa que tenha todas as certificações em vigor, vai deixar de ir atrás de mais esse pomposo diploma? E será que as empresas que estão numa “luta danada” por causa dos preços miseráveis, que estão pagando pela madeira de seus fomentados, também se habilitarão?

Que são coisas da silvicultura, parece que não há dúvida. Mas fica outra preocupação: será que são de mundos diferentes?
Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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SILVICULTURANDO-SE

Para leitura rápida, conhecimento e reflexão! Participe com sugestões!
1- Novos clones de eucalipto

Arbogen, Lwarcel e Teca Serviços Florestais firmaram contrato para produção de novos clones comerciais. Os clones que deverão ser testados pela Arbogen em diferentes empresas e regiões é produto de cuidadoso trabalho de melhoramento genético de árvores superiores de florestas originadas do Pomar de Híbridos Naturais instalado, há cerca de 20 anos, pelo Eng. Nelson Barboza Leite, em Igaratá – SP. As primeiras sementes colhidas do pomar foram distribuídas a várias empresas. Algumas deram continuidade aos trabalhos de melhoramento genético até à formação e testes de novos clones.A Lwarcel Celulose, de Lençóis Paulista – S.P, desenvolveu detalhado programa de melhoramento até à produção de inúmeros clones. Os resultados de produtividade desses clones se mostraram significativamente superiores aos materiais comerciais, atualmente, em uso. Esses materias genéticos fazem parte do contrato firmado entre as empresas. Um passo importantíssimo para aumento da produtividade das florestas de eucalipto em muitas regiões. A Arbogen coordenará os testes de campo com diferentes empresas interessadas e posteriormente será responsável pela comercialização de mudas.

2- Manejo para madeira de serra merece cuidado técnico!

Aumenta o interesse de produtores florestais no manejo de florestas para produção de madeira de serraria. Essa nova onda de preocupações está surgindo, principalmente, em função das dificuldades que os produtores estão enfrentando para venda da madeira a preços compensativos e justos! Em algumas regiões, a insatisfação é generalizada e crescente! Com certeza, esses desarranjos no mercado pode ter reflexos danosos ao desenvolvimento da silvicultura em regiões tradicionalmente produtoras de madeira! Esse cenário é preocupante pelos produtores que saem da atividade e pelos que se metem a fazer o manejo sem base técnica! Manejo mal feito pode levar a erros irreversíveis!

3- A silvicultura no oeste da Bahia

As grandes fronteiras do agronegócio precisam de madeira para secagem de grãos e poderão se transformar em importantes polos florestais. O oeste da Bahia, especialmente, na região de Luiz Eduardo Magalhães e municípios vizinhos é um exemplo importante a ser observado. Já há inúmeros empreendimentos florestais sendo instalados. Como toda região em abertura, observa-se de tudo: desde florestas de baixa produtividade e com sérios danos decorrentes do déficit hídrico, até florestas produtivas, resultado de bons trabalhos silviculturais. Há muitas iniciativas interessantes e de competência na região!

4- Presidente Temer reitera compromissos da Convenção do Clima

Em sua recente visita ao exterior, o Presidente Temer, reiterou o empenho do Governo do Brasil, no sentido de cumprir as metas previstas na Convenção do Clima, em Paris, recentemente. Trata-se de um enorme desafio, que vai exigir muito esforço da silvicultura e silvicultores brasileiros! Vamos precisar muito de políticas públicas para transformar “os discursos diplomáticos” em ações de campo. Há de se reflorestar muito! Não vai dar para fazer exercícios estatísticos e justificar os milhões de hectares que precisam ser plantados!

5- A pesquisa florestal nas novas fronteiras

A corrida da silvicultura para novas fronteiras é inevitável! O elevado valor das terras e inúmeras questões sociais e ambientais estão tornando cada vez mais difícil a ampliação de novos plantios nas regiões mais desenvolvidas. É uma simples questão de tempo! Da mesma forma é certo que muitas dificuldades técnicas terão que ser superadas. Esse processo pode ser mais eficiente, na medida em que os programas de pesquisas e experimentações sejam instalados nessas regiões. Esse é um papel estratégico, de extrema necessidade e urgência que precisaria ser liderado pelos governos Federal e Estaduais – por exemplo, um desafio a ser colocado para a Embrapa Floresta! Ou será que vamos esperar que a iniciativa privada arque sozinha com essa tarefa! Em algumas regiões, como o Estado do Tocantins e oeste da Bahia, passos importantes já foram dados. Mas à semelhança do que já ocorreu em outras regiões, quando a pesquisa institucional vai na frente, o caminho fica mais curto para todos! As empresas que chegam, vão resolvendo seus problemas, mas com certeza, não vão abrir mão de suas informações estratégicas! Esse é o grande papel dos Governos! Quem diria, há anos anteriores, que “ o areião” do Mato Grosso do Sul, iria se tornar o importante pólo florestal e industrial, dos dias atuais!
Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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AS FLORESTAS PLANTADAS E O LICENCIAMENTO!

Na verdade, existe uma grande discussão a respeito dos inúmeros estudos necessários para o licenciamento de um empreendimento florestal. O “tal“ de EIA-RIMA para alguns, é só mais papel e custos, para outros são estudos para serem engavetados, e para a maioria não serve para nada e não deveria existir! Em meio, a essas polêmicas, ainda se somam outras exigências legais e particularidades regionais, estaduais e até pessoais!

Há poucos dias, estivemos envolvidos nos trabalhos de licenciamento de um empreendimento no Tocantins. Muitos relatórios e movimentações de um lado e de outro! De fora, cheira “muita confusão” e excesso de detalhes. Fomos a campo assistir ao encaminhamento dos procedimentos para identificação de fauna – aves, mamíferos, peixes, répteis, etc. Muitas fotografias, gravações, enfim, um grupo de zootecnistas, agrônomos, florestais, biólogos tratando tudo, numa linguagem científica e com extremo cuidado. Até aí, muita admiração, mas nenhuma surpresa!

A grande novidade se deu no bate-papo de almoço e quando pedimos explicações sobre os trabalhos e aplicação dos resultados. O zootecnista, pausadamente, falou: “isso tudo serve para se ter uma fotografia do ambiente e com isso vamos poder descrever o que existe e o que precisa ser feito para que nenhum impacto possa prejudicar a vida dos animais existentes” e disse ainda “ o próprio interessado, conhecendo essa fotografia, vai poder adotar os melhores procedimentos para manutenção da biodiversidade existente” e continuou com rico exemplo: “encontramos um pássaro que só vive em veredas bem preservadas, logo se não cuidarmos dessas veredas, essa espécie vai desaparecer da região”.
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A conversa continuou e inúmeros exemplos foram apresentados, mostrando muito mais que uma simples fotografia do ambiente. E concluiu: “são essas informações que vão enriquecer a forma de se distribuir as reservas e justificar a sua contribuição ambiental”. Conclusão a que todos chegamos: o que falta mesmo é a divulgação dos estudos exigidos por ocasião da elaboração do EIA-RIMA das diferentes regiões e empreendimentos. Não dá para deixar em gaveta ou prateleira os trabalhos realizados com dedicação e entusiasmo por excelentes profissionais!

Na medida em que juntamos e usamos essas informações, vamos melhorando nossos procedimentos operacionais e consolidando a sustentabilidade da silvicultura brasileira!

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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NOVAS FRONTEIRAS, A PRODUTIVIDADE DAS FLORESTAS E A BOLINHA!

Nelson Barboza Leite, em seu novo artigo, esmiúça os desafios enfrentados por silvicultores.

Novas fronteiras, produtividade das florestas e longo prazo são questões indissociáveis! E tem tudo a ver com o sucesso de empreendimentos florestais nessas regiões. Essa migração para áreas com condições edáficas e climáticas diferentes, sem mão de obra experiente e falta de informações técnicas têm sido e continuará sendo um grande desafio da silvicultura.
A expansão e crescimento do setor vão passar, obrigatoriamente, por essas novas fronteiras, mas a falta de pesquisas e informações vai continuar, por algum tempo, um desafio a ser superado. À semelhança de casos do passado, os que acreditam e respeitam a sequência natural dos fatos, sempre são muito bem recompensados! Essas dificuldades terão que ser superadas.

Nos dias atuais, a atuação nessas regiões, ainda se reveste de dúvidas e polêmicas. E o filme tem se repetido! A silvicultura chega e se exige que o silvicultor traga na bagagem a receita para todas as dificuldades a ser enfrentadas. E só se fala em produtividade lá em cima! Nem adianta discutir! Sem isso, a TIR inviabiliza o empreendimento e o trabalho nem começa! E, normalmente, se ouve: “não me venha com muita engenharia, mais isso, ou mais aquilo”.

Empreendimentos, nessas regiões, necessitam de tempo para testes e experimentações. Mas se o programa, por qualquer motivo, for paralisado no meio do caminho, a situação fica dramática e, praticamente, deixa-se de ganhar com todo o aprendizado. Muitos investidores acreditam que, tendo dinheiro, algumas cobranças daqui e dali, acompanhada dos cronogramas, tudo se resolve! Quem é do setor sabe que isso é “quase um sonho” para regiões, onde tudo é desconhecido.

Numa reunião técnica, tivemos oportunidade de conhecer uma história interessante. Ouvimos, atentamente, a narrativa apresentada por profissional muito competente e com alguns “milhões de árvores plantadas”. Conversa de gente responsável! Narrativa cheia de curiosidades e rica de exemplos e mensagens. Lições de vida e muita experiência profissional! No mínimo, imperdível para uma boa reflexão!

Tratava-se de empreendimento instalado em região, sem nada! Nova fronteira, de fato! Sem informação técnica, terras baratas, mão de obra sem experiência e tudo a ser feito! Apesar das enormes dificuldades, tratava-se de atraente desafio. Numa narrativa pausada e firme, foi colocado: “São marcantes as fases do empreendimento e os seus envolvimentos – começa com investidores entusiasmados e querendo o máximo de tudo: plantar o mais que puder, fazer o que for necessário para se ter o melhor empreendimento! Muitas promessas, compromissos com comunidades, licenciamentos, enfim… tudo, a todo vapor”!

E o narrador de forma maliciosa colocou: “Até se desconfiava de tanta disposição inicial para quem pretendia plantar um mundo de floresta”. E o profissional continuou: “A silvicultura foi iniciada com programas pequenos e praticamente todo plantio para teste”. Na verdade, para quem vai plantar uma grande área é natural que se inicie os trabalhos com testes, e em quantidade. Nos anos seguintes, vão se fazendo as correções e adequações. Esse é o procedimento responsável a ser adotado nas novas regiões. E a conversa do engenheiro continuava: “Depois de alguns anos, quando os conhecimentos se consolidavam, o empreendimento foi paralisado e ficamos no meio do caminho! E ponderou: “Em seguida, o inventário, incluindo todas as áreas experimentais, mostrou que a média de produtividade das florestas plantadas estava aquém do esperado”. E explicou: “A média dessas áreas experimentais não podia ser diferente, mas essa diferença gerou enorme polêmica”.

A narrativa continuou, mas, para nossa reflexão, essa parte da história é suficiente. E então? Onde está o erro? De quem é a responsabilidade pela produtividade aquém do esperado? O próprio profissional colocou meio indignado: “Um grande empreendimento exige testes e quando começa a ter informações, paralisa tudo! Os profissionais são responsáveis? Ou faltou comprometimento dos empreendedores com o programa de longo prazo”? O ponto alto da reunião foi quando um ouvinte falou: “faltou ao nosso amigo a bolinha”. E completou: “o investidor ouve falar que floresta é bom negócio, e acredita que a silvicultura tem tudo resolvido” e foi além: “esquecem que a silvicultura precisa de tempo para completar a receita do bolo”. E concluiu: “numa dessas aventuras, todos perdem. A silvicultura, as comunidades e os próprios investidores” e mais: “um empreendimento florestal em região nova precisa de tempo para pesquisas e os empreendedores precisam saber que a experiência profissional resolve muitos problemas, a médio e longo prazo, mas, no curto prazo, só com bolinha de cristal”.

O interessante é que, após a narrativa, plantou-se um silêncio geral no ambiente! Só foi quebrado, quando alguém falou: “conheço vários casos semelhantes”. Daí, muitos risos e alguns confessaram terem passado pelo mesmo calvário. Fica para registro, reflexão dos silvicultores amigos, e a torcida para que os novos filmes não sejam interrompidos no meio do caminho!

Nelson Barboza Leite é silvicultor com atuação em todo o País.

ARTIGO PUBLICADO EM:www.painelflorestal.com.br – Data 14/09/2016

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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