SILVICULTURANDO-SE

Para leitura rápida, conhecimento e reflexão! Participe com sugestões!

1- O IPEF sob nova direção!

Na companhia do Dr. Antonio Sebastião Rensi Coelho, um dos fundadores e dos principais batalhadores pelo desenvolvimento da ciência florestal, estivemos em visita ao IPEF, para cumprimentar o novo Diretor –Professor Otávio Brito e desejar-lhe muito sucesso nessa nova e desafiadora tarefa. Uma conversa interessantíssima, em que se percebeu o entusiasmo e disposição do Prof. Brito. Com certeza, terá condições de dar continuidade aos trabalhos de seu brilhante antecessor – Prof. Barrichelo. Numa agradável “prosa” foram abordados assuntos estratégicos, que, com certeza, deverão passar pelas preocupações das entidades brasileiras de pesquisa florestal, dentre as quais o próprio IPEF. Destacamos:

– A necessidade de pesquisas nos grandes polos florestais

O grande exemplo de polo florestal em consolidação é o Mato Grosso do Sul – com quase 1(hum)milhão de hectares plantados.O desenvolvimento de um grande centro de pesquisas na região é quase uma necessidade estratégica do setor! Tarefa para Governos Federal, Estadual e empresas que atuam na região. Esse patrimônio estadual e nacional precisa ser devidamente cuidado. Dos polos em formação, destacou-se o Tocantins, como a grande fronteira que merece atenção especial de pesquisadores!

– Transformar o compromisso brasileiro em oportunidade

O Governo Brasileiro assumiu compromisso gigantesco na Convenção do Clima, em Paris, recentemente. Reflorestar até 2030 mais 12 milhões de hectares. Essa tarefa precisa ser transformada em oportunidade de negócios da silvicultura e para isso a participação das Universidades e instituições de pesquisas é imprescindível. A competência para fazer isso acontecer está nas instituições de pesquisas, universidades e grandes empresas. É um grande desafio para todos os silvicultores!

– Uso diversificado da madeira e das florestas

O Prof. Brito mostrou o seu grande interesse em apoiar, com a colaboração de seus associados, mais pesquisas para aumentar as possibilidades de uso da madeira e das florestas. O caso do uso da madeira como biomassa para geração de energia foi muito enfatizado. Essa alternativa embute uma expressiva contribuição social, que precisa ser mostrada aos nossos governantes.

– IPEF vai completar 50 anos em 2018!

Já estão sendo tomadas as medidas iniciais para as comemorações dessa data festiva. O IPEF é uma das principais entidades de pesquisa responsável pelo sucesso da silvicultura brasileira. Exemplo pioneiro de integração universidade-empresa e importante liderança na condução das pesquisas florestais brasileiras. Comentou-se muito a respeito da necessidade de se manter acesa essa chama da ciência florestal e da inegável contribuição das empresas associadas.

2- Os novos desafios precisam da pesquisa florestal

De nossa conversa agradável e nossos votos de uma bem sucedida gestão para o Professor Brito na direção do IPEF, ficou também a nossa certeza de que a colaboração e apoio das empresas para que os novos desafios sejam enfrentados com ciência, é imprescindível. Ficaram os nossos cumprimentos e a esperança de que as associadas do IPEF mantenham o apoio e continuem representando, de fato, a “filosofia de trabalho da elite das empresas florestais brasileiras”.

A Comunidade de Silvicultura expressa o seu agradecimento pelo contato e a companhia do Dr. Antonio Rensi Coelho, incansável motivador da silvicultura brasileira! Aos nossos amigos silvicultores ficamos devendo a conversa que tivemos na reunião-almoço com o Eng. Admir Lopes Mora, silvicultor de excelente experiência em genética e fisiologia florestal. Foi uma aula !

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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A SILVICULTURA E OS MUNDOS DIFERENTES!

Quem se envolve, de forma exclusiva, a esse ou aquele setor da silvicultura, talvez não perceba os mundos diferentes que coexistem nessa importante atividade rural. Para não estender muito a prosa sobre diferenças ou “incoerências”, vamos aos fatos! No último dia 23 de setembro, as mensagens da Rede SBS Dia a Dia, permitiram as seguintes conclusões:

1- O Presidente Temer ratificou a participação e os compromissos do Brasil na Convenção do Clima. E o Ministro do Meio Ambiente garantiu que vai fazer um grande esforço para antecipar as metas! – vejam que interessante! entre as inúmeras obrigações assumidas pelo Brasil, há o compromisso de se reflorestar, até 2030, mais 12 milhões de hectares! Onde, como, quem, com o quê? Com que recurso? Desses assuntos, ninguém fala nada! E o curioso, é que a silvicultura está no Ministério da Agricultura! Mas quem está prometendo dedicação é o Ministro do Meio Ambiente! Um promete e o outro fica com a obrigação? É “pra valer”? Ou estamos falando de outra atividade?

2- Mais uma, na mesma Rede:

“ Recuperação de APPs/RLs: Mais uma inovação a serviço do ambiente.

Desde a aprovação do novo Código Florestal Brasileiro, que trouxe uma definição sobre a recuperação de áreas florestais particulares no País, a maior indagação é: qual o custo disso para o produtor? A resposta mais próxima pode ser obtida a partir de hoje com o lançamento da plataforma “Quanto é? Plantar floresta”, que pretende auxiliar proprietários rurais em todo o País a calcular o investimento médio necessário para a recuperação da Reserva Legal e de Áreas de Proteção Permanente. Alocada no site do Instituto Escolhas – chancelado por um conselho científico de nomes estrelados da economia, como Marcos Lisboa e Bernard Appy -, o produtor poderá fazer uma simulação de gastos a partir de combinações sugeridas para o reflorestamento…….. “

Que maravilha! Há anos se clama por um programa de pesquisas com espécies nativas. Há grande interesse pelo potencial de nossas espécies, e pela falta de informações que garanta o sucesso dos plantios em larga escala! E então? Que dados vão ser lançados na planilha? Qual a origem desses dados?

2- Outra mensagem auspiciosa, ainda da Rede: – O FSC vai certificar serviços ecossistêmicos:…. Esse procedimento permitirá aos detentores de certificado FSC selecionar uma declaração dentre as cinco categorias de serviços ecossistêmicos: sequestro e armazenamento de carbono, conservação da biodiversidade, serviços hídricos, conservação do solo ou serviços recreacionais………….A questão é a seguinte: Alguma empresa que tenha todas as certificações em vigor, vai deixar de ir atrás de mais esse pomposo diploma? E será que as empresas que estão numa “luta danada” por causa dos preços miseráveis, que estão pagando pela madeira de seus fomentados, também se habilitarão?

Que são coisas da silvicultura, parece que não há dúvida. Mas fica outra preocupação: será que são de mundos diferentes?
Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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Para leitura rápida, conhecimento e reflexão! Participe com sugestões!
1- Novos clones de eucalipto

Arbogen, Lwarcel e Teca Serviços Florestais firmaram contrato para produção de novos clones comerciais. Os clones que deverão ser testados pela Arbogen em diferentes empresas e regiões é produto de cuidadoso trabalho de melhoramento genético de árvores superiores de florestas originadas do Pomar de Híbridos Naturais instalado, há cerca de 20 anos, pelo Eng. Nelson Barboza Leite, em Igaratá – SP. As primeiras sementes colhidas do pomar foram distribuídas a várias empresas. Algumas deram continuidade aos trabalhos de melhoramento genético até à formação e testes de novos clones.A Lwarcel Celulose, de Lençóis Paulista – S.P, desenvolveu detalhado programa de melhoramento até à produção de inúmeros clones. Os resultados de produtividade desses clones se mostraram significativamente superiores aos materiais comerciais, atualmente, em uso. Esses materias genéticos fazem parte do contrato firmado entre as empresas. Um passo importantíssimo para aumento da produtividade das florestas de eucalipto em muitas regiões. A Arbogen coordenará os testes de campo com diferentes empresas interessadas e posteriormente será responsável pela comercialização de mudas.

2- Manejo para madeira de serra merece cuidado técnico!

Aumenta o interesse de produtores florestais no manejo de florestas para produção de madeira de serraria. Essa nova onda de preocupações está surgindo, principalmente, em função das dificuldades que os produtores estão enfrentando para venda da madeira a preços compensativos e justos! Em algumas regiões, a insatisfação é generalizada e crescente! Com certeza, esses desarranjos no mercado pode ter reflexos danosos ao desenvolvimento da silvicultura em regiões tradicionalmente produtoras de madeira! Esse cenário é preocupante pelos produtores que saem da atividade e pelos que se metem a fazer o manejo sem base técnica! Manejo mal feito pode levar a erros irreversíveis!

3- A silvicultura no oeste da Bahia

As grandes fronteiras do agronegócio precisam de madeira para secagem de grãos e poderão se transformar em importantes polos florestais. O oeste da Bahia, especialmente, na região de Luiz Eduardo Magalhães e municípios vizinhos é um exemplo importante a ser observado. Já há inúmeros empreendimentos florestais sendo instalados. Como toda região em abertura, observa-se de tudo: desde florestas de baixa produtividade e com sérios danos decorrentes do déficit hídrico, até florestas produtivas, resultado de bons trabalhos silviculturais. Há muitas iniciativas interessantes e de competência na região!

4- Presidente Temer reitera compromissos da Convenção do Clima

Em sua recente visita ao exterior, o Presidente Temer, reiterou o empenho do Governo do Brasil, no sentido de cumprir as metas previstas na Convenção do Clima, em Paris, recentemente. Trata-se de um enorme desafio, que vai exigir muito esforço da silvicultura e silvicultores brasileiros! Vamos precisar muito de políticas públicas para transformar “os discursos diplomáticos” em ações de campo. Há de se reflorestar muito! Não vai dar para fazer exercícios estatísticos e justificar os milhões de hectares que precisam ser plantados!

5- A pesquisa florestal nas novas fronteiras

A corrida da silvicultura para novas fronteiras é inevitável! O elevado valor das terras e inúmeras questões sociais e ambientais estão tornando cada vez mais difícil a ampliação de novos plantios nas regiões mais desenvolvidas. É uma simples questão de tempo! Da mesma forma é certo que muitas dificuldades técnicas terão que ser superadas. Esse processo pode ser mais eficiente, na medida em que os programas de pesquisas e experimentações sejam instalados nessas regiões. Esse é um papel estratégico, de extrema necessidade e urgência que precisaria ser liderado pelos governos Federal e Estaduais – por exemplo, um desafio a ser colocado para a Embrapa Floresta! Ou será que vamos esperar que a iniciativa privada arque sozinha com essa tarefa! Em algumas regiões, como o Estado do Tocantins e oeste da Bahia, passos importantes já foram dados. Mas à semelhança do que já ocorreu em outras regiões, quando a pesquisa institucional vai na frente, o caminho fica mais curto para todos! As empresas que chegam, vão resolvendo seus problemas, mas com certeza, não vão abrir mão de suas informações estratégicas! Esse é o grande papel dos Governos! Quem diria, há anos anteriores, que “ o areião” do Mato Grosso do Sul, iria se tornar o importante pólo florestal e industrial, dos dias atuais!
Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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AS FLORESTAS PLANTADAS E O LICENCIAMENTO!

Na verdade, existe uma grande discussão a respeito dos inúmeros estudos necessários para o licenciamento de um empreendimento florestal. O “tal“ de EIA-RIMA para alguns, é só mais papel e custos, para outros são estudos para serem engavetados, e para a maioria não serve para nada e não deveria existir! Em meio, a essas polêmicas, ainda se somam outras exigências legais e particularidades regionais, estaduais e até pessoais!

Há poucos dias, estivemos envolvidos nos trabalhos de licenciamento de um empreendimento no Tocantins. Muitos relatórios e movimentações de um lado e de outro! De fora, cheira “muita confusão” e excesso de detalhes. Fomos a campo assistir ao encaminhamento dos procedimentos para identificação de fauna – aves, mamíferos, peixes, répteis, etc. Muitas fotografias, gravações, enfim, um grupo de zootecnistas, agrônomos, florestais, biólogos tratando tudo, numa linguagem científica e com extremo cuidado. Até aí, muita admiração, mas nenhuma surpresa!

A grande novidade se deu no bate-papo de almoço e quando pedimos explicações sobre os trabalhos e aplicação dos resultados. O zootecnista, pausadamente, falou: “isso tudo serve para se ter uma fotografia do ambiente e com isso vamos poder descrever o que existe e o que precisa ser feito para que nenhum impacto possa prejudicar a vida dos animais existentes” e disse ainda “ o próprio interessado, conhecendo essa fotografia, vai poder adotar os melhores procedimentos para manutenção da biodiversidade existente” e continuou com rico exemplo: “encontramos um pássaro que só vive em veredas bem preservadas, logo se não cuidarmos dessas veredas, essa espécie vai desaparecer da região”.
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A conversa continuou e inúmeros exemplos foram apresentados, mostrando muito mais que uma simples fotografia do ambiente. E concluiu: “são essas informações que vão enriquecer a forma de se distribuir as reservas e justificar a sua contribuição ambiental”. Conclusão a que todos chegamos: o que falta mesmo é a divulgação dos estudos exigidos por ocasião da elaboração do EIA-RIMA das diferentes regiões e empreendimentos. Não dá para deixar em gaveta ou prateleira os trabalhos realizados com dedicação e entusiasmo por excelentes profissionais!

Na medida em que juntamos e usamos essas informações, vamos melhorando nossos procedimentos operacionais e consolidando a sustentabilidade da silvicultura brasileira!

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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NOVAS FRONTEIRAS, A PRODUTIVIDADE DAS FLORESTAS E A BOLINHA!

Nelson Barboza Leite, em seu novo artigo, esmiúça os desafios enfrentados por silvicultores.

Novas fronteiras, produtividade das florestas e longo prazo são questões indissociáveis! E tem tudo a ver com o sucesso de empreendimentos florestais nessas regiões. Essa migração para áreas com condições edáficas e climáticas diferentes, sem mão de obra experiente e falta de informações técnicas têm sido e continuará sendo um grande desafio da silvicultura.
A expansão e crescimento do setor vão passar, obrigatoriamente, por essas novas fronteiras, mas a falta de pesquisas e informações vai continuar, por algum tempo, um desafio a ser superado. À semelhança de casos do passado, os que acreditam e respeitam a sequência natural dos fatos, sempre são muito bem recompensados! Essas dificuldades terão que ser superadas.

Nos dias atuais, a atuação nessas regiões, ainda se reveste de dúvidas e polêmicas. E o filme tem se repetido! A silvicultura chega e se exige que o silvicultor traga na bagagem a receita para todas as dificuldades a ser enfrentadas. E só se fala em produtividade lá em cima! Nem adianta discutir! Sem isso, a TIR inviabiliza o empreendimento e o trabalho nem começa! E, normalmente, se ouve: “não me venha com muita engenharia, mais isso, ou mais aquilo”.

Empreendimentos, nessas regiões, necessitam de tempo para testes e experimentações. Mas se o programa, por qualquer motivo, for paralisado no meio do caminho, a situação fica dramática e, praticamente, deixa-se de ganhar com todo o aprendizado. Muitos investidores acreditam que, tendo dinheiro, algumas cobranças daqui e dali, acompanhada dos cronogramas, tudo se resolve! Quem é do setor sabe que isso é “quase um sonho” para regiões, onde tudo é desconhecido.

Numa reunião técnica, tivemos oportunidade de conhecer uma história interessante. Ouvimos, atentamente, a narrativa apresentada por profissional muito competente e com alguns “milhões de árvores plantadas”. Conversa de gente responsável! Narrativa cheia de curiosidades e rica de exemplos e mensagens. Lições de vida e muita experiência profissional! No mínimo, imperdível para uma boa reflexão!

Tratava-se de empreendimento instalado em região, sem nada! Nova fronteira, de fato! Sem informação técnica, terras baratas, mão de obra sem experiência e tudo a ser feito! Apesar das enormes dificuldades, tratava-se de atraente desafio. Numa narrativa pausada e firme, foi colocado: “São marcantes as fases do empreendimento e os seus envolvimentos – começa com investidores entusiasmados e querendo o máximo de tudo: plantar o mais que puder, fazer o que for necessário para se ter o melhor empreendimento! Muitas promessas, compromissos com comunidades, licenciamentos, enfim… tudo, a todo vapor”!

E o narrador de forma maliciosa colocou: “Até se desconfiava de tanta disposição inicial para quem pretendia plantar um mundo de floresta”. E o profissional continuou: “A silvicultura foi iniciada com programas pequenos e praticamente todo plantio para teste”. Na verdade, para quem vai plantar uma grande área é natural que se inicie os trabalhos com testes, e em quantidade. Nos anos seguintes, vão se fazendo as correções e adequações. Esse é o procedimento responsável a ser adotado nas novas regiões. E a conversa do engenheiro continuava: “Depois de alguns anos, quando os conhecimentos se consolidavam, o empreendimento foi paralisado e ficamos no meio do caminho! E ponderou: “Em seguida, o inventário, incluindo todas as áreas experimentais, mostrou que a média de produtividade das florestas plantadas estava aquém do esperado”. E explicou: “A média dessas áreas experimentais não podia ser diferente, mas essa diferença gerou enorme polêmica”.

A narrativa continuou, mas, para nossa reflexão, essa parte da história é suficiente. E então? Onde está o erro? De quem é a responsabilidade pela produtividade aquém do esperado? O próprio profissional colocou meio indignado: “Um grande empreendimento exige testes e quando começa a ter informações, paralisa tudo! Os profissionais são responsáveis? Ou faltou comprometimento dos empreendedores com o programa de longo prazo”? O ponto alto da reunião foi quando um ouvinte falou: “faltou ao nosso amigo a bolinha”. E completou: “o investidor ouve falar que floresta é bom negócio, e acredita que a silvicultura tem tudo resolvido” e foi além: “esquecem que a silvicultura precisa de tempo para completar a receita do bolo”. E concluiu: “numa dessas aventuras, todos perdem. A silvicultura, as comunidades e os próprios investidores” e mais: “um empreendimento florestal em região nova precisa de tempo para pesquisas e os empreendedores precisam saber que a experiência profissional resolve muitos problemas, a médio e longo prazo, mas, no curto prazo, só com bolinha de cristal”.

O interessante é que, após a narrativa, plantou-se um silêncio geral no ambiente! Só foi quebrado, quando alguém falou: “conheço vários casos semelhantes”. Daí, muitos risos e alguns confessaram terem passado pelo mesmo calvário. Fica para registro, reflexão dos silvicultores amigos, e a torcida para que os novos filmes não sejam interrompidos no meio do caminho!

Nelson Barboza Leite é silvicultor com atuação em todo o País.

ARTIGO PUBLICADO EM:www.painelflorestal.com.br – Data 14/09/2016

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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A SILVICULTURA NÃO PODE TEMER!

 

De novo, com novos governantes, estamos precisando mostrar “nossa cara” e falar de nossas necessidades e do potencial do setor. E ainda, com tantas polêmicas, é mais do que oportuno, é quase uma obrigação da silvicultura, saber o que realmente se espera da atividade!
Vamos atrás dos compromissos assumidos na Convenção do Clima? Vamos brigar pelas florestas como biomassa para energia? Vamos restaurar as áreas degradadas do entorno de nossas bacias hidrográficas? Vamos discutir alternativas para que o fomento florestal não morra com toda a madeira encalhada? E o que fazer com a madeira que está sobrando em algumas regiões e sendo vendida a “preço vergonhoso”? E o Programa Nacional de Florestas? E afinal, como ficou a silvicultura no Ministério da Agricultura? E isso é só o que está sobrando do copo!!!
Fica para reflexão e sugestões de todos: o que precisamos fazer para que a nossa silvicultura tenha políticas públicas, que orientem, de fato, o desenvolvimento e crescimento do setor? Em que momento, o setor vai se organizar, juntar forças e se apresentar aos novos governantes? Esse desafio é do silvicultor! É de quem planta e produz!!!
Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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A vida da silvicultura e a silvicultura da vida!

O DIA DA BOA IDEIA DO GOVERNO FEDERAL FAZ 51 ANOS!

No dia 2 de setembro de 1966, o Governo Federal editava a Lei 5106. Nascia, de fato, a política de incentivos fiscais para reflorestamento. Vieram depois inúmeras mudanças, até sua extinção, mas o setor não parou mais de crescer e se desenvolver. Muitas dificuldades e superações.

O Brasil não estava preparado para tamanho desafio, o que resultou em problemas, encrencas e polêmicas. O sucesso se deve ao comprometimento de algumas empresas, ao brilhantismo de muitos profissionais e á estreita colaboração das universidades. A Comunidade de Silvicultura não poderia deixar, nesse dia, de render as mais sinceras homenagens a todos que colaboram e que deram suas vidas para o engrandecimento da silvicultura brasileira.

A Comunidade de Silvicultura lembra também que o setor está preparado para novos avanços e precisa do Governo Federal para definir políticas públicas de médio e longo prazo. É só seguir o exemplo!

Só que agora, o setor está preparado com empresas e profissionais competentes! O Governo precisa acreditar no extraordinário potencial da atividade! Os cumprimentos a todos que contribuem para o fortalecimento dessa nobre atividade.

O vídeo ilustra nossa homenagem, nesse dia, em que há 51 anos o Governo Federal teve uma boa ideia!

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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51 ANOS – SUPERAÇÕES E UM GRANDE LEGADO!

 

No dia 2 de setembro, comemora-se 51 anos da edição da Lei 5106, que instituiu pela primeira vez os incentivos fiscais para reflorestamento. Muitas alterações se sucederam com novas leis, decretos, portarias, instruções normativas, etc. Foram milhares de instrumentos legais complementares, até a extinção dos incentivos em 1988. Foi uma revolução na silvicultura brasileira. Foi um misto de tudo: erros, acertos, brilhantismo, aberrações, profissionalismo, amadorismo, falcatruas, escândalos, enfim… não  faltaram motivos para muitas polêmicas. Felizmente, os bons exemplos serviram de legado à rica silvicultura, que temos nos dias atuais.  Geralmente, eram áreas pertencentes  às indústrias  consumidoras e que precisavam da madeira. Não estavam de passagem pelo setor e com seus bons exemplos deram vida ao incentivo fiscal para reflorestamento. Daí, surgiram  os grandes exemplos – florestas de melhor qualidade, pesquisas e principalmente, brilhantes profissionais. Essa foi, para muitos, a semente do sucesso.

 

Não havia tecnologia definida para os plantios nas mais diferentes condições de clima e solo; pouca preocupação com as questões sociais e de questões ambientais nem se falava!  Cerca de 3000 empresas registradas no IBDF e mais de 50.000 projetos incentivados, em diferentes fases de desenvolvimento!

 

Esse era o quadro geral da situação, em meio a pressões políticas para divisão dos recursos disponíveis entre regiões e entre empresas! Realmente, uma soma de ingredientes para geração de dificuldades, escândalos e constrangimentos de toda ordem! E o louvável é que no meio de tanta lambança, sobressaíram- se exemplos de boas empresas, bons empreendimentos, excelentes empresários e brilhantes profissionais, além de respeitáveis servidores do próprio IBDF. Na verdade, algumas “excelências” em todos os aspectos conseguiram  superar  as dificuldades impostas pela situação e criaram as bases da moderna silvicultura. O processo de incentivo – da habilitação ao  dinheiro no bolso -, embora com algumas exigências burocráticas, não passava de 10 a 12 meses! Com roteiro mais ou menos padrão e tabelas de valores para as diferentes fases, assim era o projeto para liberação de  recursos.  Algumas vistorias  de campo em épocas determinadas e o empresário florestal estava de posse dos recursos incentivados. Na verdade, essa facilidade e rapidez  era muito cobiçada e abusada. Os procedimentos  inadequados  de empreendedores alheios a qualquer interesse da silvicultura, aliado às distorções do objetivo  original mataram a política  de incentivos fiscais!

 

Mas quando foi extinto, a situação do reflorestamento já estava se diferenciando. As grandes empresas já se destacavam, uma grande estrutura de pesquisa já estava instalada e em pleno desenvolvimento, entidades representativas muito ativas e, acima de tudo, grande grupo de brilhantes profissionais nas universidades, nas empresas e no próprio serviço público já estavam engajados no processo de crescimento e desenvolvimento da atividade.

 

Estima-se que o Governo Federal deva ter dispendido cerca de 15 bilhões de reais em 22 anos de incentivos para reflorestamento! Só os impostos  arrecadados pelo setor já devolveram dezenas de vezes os investimentos governamentais. E a riqueza construída pela silvicultura brasileira é incalculável, além da sua extraordinária contribuição econômica, social e ambiental!

 

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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51- UMA BOA IDÉIA!

No próximo dia 2 de setembro  estará completando  51 anos, que foi  editada a Lei 5106, de 1966, criando os incentivos fiscais para  reflorestamento no Brasil. Dali em diante, até 1988,foram feitas inúmeras alterações, até sua extinção.

Foi um período riquíssimo á silvicultura brasileira. Tivemos de tudo! Milhares de empresas foram criadas, cresceram e sumiram! Muitos erros, desvios e malfeitos, mas  estava se formando as bases de um grande e importante setor da economia. Dali surgiram escolas, as pesquisas foram se desenvolvendo, uma seleção natural eliminou os indesejáveis e muita coisa boa ficou para continuidade e prosperidade da silvicultura.

Para alguns foi a melhor politica pública de incentivos  já realizada no Brasil – nada se compara ao legado dos incentivos fiscais para reflorestamento : Sudam, Sudene, pesca, turismo,  nada se compara! – para muitos, foi a única vez que o Governo estabeleceu política pública, de fato, para o setor!

Nesses próximos  dias, a Comunidade de Silvicultura estará fazendo algumas publicações em homenagem a esse período polêmico e extremamente construtivo da silvicultura brasileira. Afinal de contas, 51 é sempre uma boa ideia!

 

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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QUE RUMOS ESTÁ TOMANDO A SILVICULTURA? 

 

Em comentário recente fizemos algumas considerações a respeito das tendências da silvicultura brasileira. Nesse  curto espaço de tempo, tivemos mudanças na política, na estrutura de Governo e já começam os sinais  de “coisas novas”. E cabe, insistir numa pergunta sem resposta: que rumos tomaremos?  Para reflexão dos silvicultores:

 

1-Como ficou a interlocução no Ministério da Agricultura?

O Eng. Florestal Fernando Castanheira foi exonerado e não se fez nenhum comentário a respeito. Nenhum movimento no setor para sugerir ou discutir eventuais mudanças!

 

2- Novos governantes e o setor não vai se apresentar?

Mesmo que seja para o mesmo “cafezinho requentado “, será que não seria  importante uma visita do setor ao novo Ministro  para mostrar o tamanho da silvicultura e as sua necessidades?

 

3- E  a madeira como energia vai acontecer?

Se o setor  ficar de braços cruzados esperando o “ gigante adormecido acordar” vai acontecer alguma coisa diferente? Será que não estamos deixando o tempo passar e apagar essa oportunidade?

 

4- E o compromisso internacional para reflorestar 12 milhões de hectares até 2030! Como vai ficar?

Até o Senado já se envolveu na questão e nenhum movimento do lado de quem faz! Vai ser só falação? Ou vai ter fazeção também?  E a silvicultura está preparada para assumir tamanho desafio?

 

5- E como anda a possibilidade de se implementar as pesquisas com nossas espécies nativas?

E se essa programação de reflorestar 12 milhôes de hectares for levada a sério? Vamos plantar o quê? Dá para recomendar algumas de nossas espécies nativas?  E como ficam os interessados em plantios com espécies nativas?

 

6- E o Inventário Florestal Brasileiro vai lidar com as  florestas plantadas?

Não seria importante que pelo menos nas grandes regiões de maior consumo – Mato Grosso do Sul, sul da Bahia, Minas Gerais, dentre outras – o Serviço Florestal Brasileiro estendesse o Inventário Florestal Nacional? Fala-se em investimentos, mas não se sabe o tamanho das necessidades ou das sobras!

 

7- E o preço da madeira?

Aparentemente, nenhuma mudança nos últimos meses. Os pequenos e médios produtores continuam reclamando e muitos desistindo de suas florestas – péssimo sinal! Lá na frente, vamos sentir falta dessas florestas que estão sendo abandonadas!

 

8- E como fica o assunto de terras para estrangeiros?

Vai afetar a silvicultura ou a produção de grãos? Na agricultura as mudanças se dão de forma  mais rápida e  os impactos  se resolvem com mais facilidade.  Mas numa atividade de longo prazo, como a silvicultura,  o crescimento  sem planejamento, sem programas definidos, enfim, sem políticas públicas pode  criar enormes dificuldades à sustentabilidade da atividade. Grandes investimentos estrangeiros podem  aumentar a oferta de madeira  e criar mais problemas aos produtores existentes!

A silvicultura precisa  crescer, há terras ociosas para serem ocupadas e os empreendimentos industriais vão se ampliar,  mas qualquer crescimento desordenado e sem objetivos definidos podem prejudicar  mais do que contribuir para o crescimento da silvicultura brasileira.

 

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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