A SUSTENTABILIDADE PRECISA SE SUSTENTAR!      

 

A silvicultura brasileira – do eucalipto e pinus – nos últimos 50 anos, na pior das hipóteses, dobrou a produtividade. Saímos de 15/20 e passamos a 30/40 metros cúbicos /ha/ano, somaram-se os avanços sociais e ambientais e os discursos  passaram a destacar  “ a  tal de sustentabilidade”. E a preocupação passou a ser a consolidação  do estágio alcançado. Antes que o modelo se desgaste, cabem algumas  reflexões:

  • Essa sustentabilidade está muito ligada aos grandes consumidores. Na maioria desses casos, a conta é paga pela indústria. Assim, a vida fica mais fácil. E agregar valores sociais e ambientais só vai depender da competência dos profissionais que tocam esses programas. E há gente brilhante dedicada ao tema.
  • Há de se encontrar mecanismos que estimule a participação de mais produtores na cadeia de produção. Vai ser desastroso esperar que o tempo resolva essa encrenca. Lá na frente, o exército de inimigos da silvicultura pode cobrar caro, qualquer mudança de posição!
  • A silvicultura precisa encontrar a forma de se integrar, verdadeiramente, aos movimentos de mitigações climáticas. Valorizar pesquisas e estimular plantios com espécies nativas parece ser a forma de maior visibilidade. Mas não pode ser só uma pitadinha! Isso custa e muito. E não dá para ficar só na disposição e idealismo de apaixonados silvicultores. Esse assunto precisa virar negócio!
  • A liberação de áreas para estrangeiros pode impactar o setor florestal. Se não houver políticas públicas adequadas, o impacto pode ser negativo. E os interessados estão chegando….
  • Se essas questões dependessem só da iniciativa privada, com certeza, seriam resolvidas. Mas há casos em que a participação governamental é essencial. E o momento não é nada favorável!
  • Duas certezas: a tecnologia avança – só depende das empresas; a silvicultura não é só metro cúbico!

Com essas e outras, fica a impressão de que manter a sustentabilidade é tão difícil, quanto chegar até ela. E aqui, o silvicultor de bota ajuda, mas não resolve! Os cumprimentos da Comunidade de Silvicultura aos que  se dedicam de corpo e alma na valorização dos valores sociais e ambientais da atividade!

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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ACIMA DE TUDO, O RESPEITO E A VALORIZAÇÃO DOS PROFISSIONAIS!  

 

Há dias atrás, ouvimos de um profissional, em meio de carreira, comentários interessantes  a respeito  da  relação profissional. O assunto é para especialista – e cada macaco no seu galho. Mas fomos em frente! O moço estava preocupado com o nível das relações que conhecera nas empresas em que tinha passado. E o nosso amigo estava indignado pelo fato desse assunto, de tamanha importância, não ser devidamente  explorado em muitas  empresas para o bem  e satisfação de seus colaboradores ! Achamos a observação curiosa, corajosa e oportuna.

Talvez esse mico tenha sido colocado no nosso colo pelas andanças  da vida! Tivemos oportunidade de trabalhar em várias empresas, instituições de pesquisas, governo, entidades representativas, novos empreendimentos, dentre outras andanças.  Isso dá uma boa ideia de diferentes situações.  Sente-se  todos os sabores e dissabores. De “paparicações”, às amargas dispensas.  Talvez tenha sido esse amplo cardápio da vida profissional, que tenha encorajado o moço a fazer o provocativo comentário.  De cara, abordamos a grande lição que aprendemos  na vida profissional : “ Acertamos  e erramos muito. Só não  erramos mais, graças aos  competentes profissionais , que sempre fizemos questão  de tê-los ao lado”! E enfatizamos: “  esteja sempre acompanhado de gente competente, que questiona, que reivindica, que critica. Esses,  de fato, evitam erros”! E continuamos: “E nada de “panelinha” ou conversinha mole, daqui e dali”.

O respeito entre as pessoas deve prevalecer   sempre. Até nas encrencas.  Aceite que tirem isso, cortem aquilo, mas não aceite que tenha que adotar qualquer providência, que afete o respeito e a credibilidade junto aos seus colaboradores”. E como a sugestão do moço era para falar de relacionamento profissional, fica o registro: “só agindo sempre de maneira  responsável, honesta e justa  em tudo e com todos, teremos chance de  criar  ambiente de trabalho capaz de manter a equipe de trabalho integrada e produtiva”. Em livros especializados há  definições  e explicações sobre o assunto. Na verdade, a definição é  assunto  para ser tratado e explicado por especialistas. Mas para  proceder com honestidade, respeito e justiça não há necessidade de nenhum ensinamento.  É só  agir!

O sucesso da silvicultura tem muito a ver com as brilhantes equipes de profissionais, que se formaram em muitas empresas, em diferentes épocas. Nos dias atuais, há inúmeros casos a serem observados.  Não invente a roda, é só seguir os bons exemplos. Cuidemos  de formar boas equipes e valorizemos os brilhantes profissionais! A silvicultura vai sempre depender desse pessoal para continuar se desenvolvendo!

 

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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FRASES QUE RETRATAM O SILVICULTOR!

 

Seguem algumas “pérolas” colhidas pela vida dos silvicultores! Evitamos identificar autores, pois o objetivo foi mostrar posturas, que orgulham e ensinam. O Professor? A vida!

1- A VIDA DO PROFISSIONAL É MARCADA POR SUAS GRANDES CONTRIBUIÇÕES, MAS AS PEQUENAS AÇÕES DE TODOS OS DIAS PODEM MARCAR A VIDA DE MUITAS PESSOAS!

– de um brilhante silvicultor com muitas realizações e que nunca deixou de valorizar seus colaboradores.
2- SE NÃO CONVENCER, CEDA. SÓ NÃO DEIXE QUE MANCHEM SUA REPUTAÇÃO;

– de um silvicultor lutando para evitar que a redução de custos não prejudique a qualidade de suas florestas.
3- A SILVICULTURA COMBINA BIOLOGIA E MATEMÁTICA, MAS HÁ QUEM SÓ ACREDITE NA MATEMÁTICA. ESSES ERRARAM DE PROFISSÃO!

– de silvicultor às voltas com controladores matemáticos. Só matemáticos e de apego religioso às planilhas!
4- O PRESIDENTE, DIRETOR OU CHEFE NEM SEMPRE É O MAIS COMPETENTE. PODE SER O MAIS TEIMOSO, RANCOROSO E BURRO!MAS É A VEZ DELE!

– de profissional diante de uma nova direção de reconhecida incompetência.
5- ERRAR É HUMANO, MAS QUANDO VOCÊ SE CERCA DE HUMANOS COMPETENTES ESSA POSSIBILIDADE FICA BEM DIMINUÍDA!

– de silvicultor diante de grandes desafios e pouca informação.
6- A UNIVERSIDADE FORMA PROFISSIONAIS COMPETENTES, MAS SÓ OS QUE TRAZEM DO BERÇO A GRANDEZA DE CARÁTER SE TORNAM BRILHANTES.

– de silvicultor diante do brilhantismo de colaboradores, que não tiveram tantas oportunidades para formação acadêmica.
7- A DECISÃO ERRADA PODE CRIAR INÚMERAS DIFICULDADES, MAS A PESSOA ERRADA PODE MATAR A EMPRESA.

– de um silvicultor diante da impossibilidade e teimosia de superiores mal preparados.
8- NÃO TOME NENHUMA DECISÃO DE CAMPO SEM ANTES APANHAR CHUVA E SUJAR A BOTA.

-de silvicultor diante de uma inovadora e milagrosa alternativa tecnológica.
9- A BOA EQUIPE SÓ ESTÁ PRONTA QUANDO NÃO PRECISA FAZER PANELA PARA QUE OS INCONVENIENTES SE AFASTEM.

– de silvicultor diante do isolamento de colaboradores inconvenientes.
10-QUANDO ERRAR CONJUNTAMENTE, NÃO DEIXE DE ASSUMIR A RESPONSABILIDADE PELO ERRO.

– de silvicultor que gerencia uma equipe de colaboradores.
Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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O “VOLUME MORTO DE FLORESTA” E A POUPANÇA VERDE! 

 

Há alguns anos atrás, floresta plantada era sinônimo de poupança verde. Era receita certa.  E muitos produtores ganharam dinheiro com produção de madeira. Mercado garantido e grandes programas de fomento, quando valia o “fio de bigode”.  Tratado e respeitado diziam a mesma coisa. E assim, os plantios foram crescendo. Nem a  distância do consumidor  assustava. Essa euforia provocou  a formação de plantios independentes,  e em muitos casos, sem  a devida preocupação com dois aspectos básicos : uso de tecnologia para se conseguir boas florestas e falta  de atenção com a distância do consumidor.

Áreas florestadas de baixa produtividade, com acessos difíceis e a grandes distâncias dos consumidores transformaram as almejadas poupanças em verdadeiros “micos”. E o pior, aumentaram as estatísticas da oferta, e  acentuaram a   sensação de que  está sobrando madeira. E o preço despencou. O impacto repercutiu em geral e todos perderam. Até aquela madeira na cozinha do consumidor passou a ser medida com a mesma régua!

E  muitas negociações  de madeira,  tornaram-se desastrosas.  Segundo, nosso amigo Eng. Manoel de Freitas, essas florestas em condições desfavoráveis para negociação constituem um verdadeiro “volume morto de florestas”. Essa situação ficou ainda mais agravada com o avanço dos sistemas mecanizados de colheita. Equipamentos caríssimos e com operadores qualificados exigem condições operacionais especiais para otimizar seus rendimentos: áreas planas e com tamanho,  que justifique o deslocamento de todos os equipamentos.

E nessa onda, muitas florestas de qualidade e nas vizinhanças de consumidores, mas pela impossibilidade de plena mecanização, estão sendo ‘matadas’ e passam a fazer parte do volume morto, também.  Paradoxalmente, um morto vivo!  Atrapalharam e embaralharam todo o mercado!  O desequilíbrio entre oferta e demanda de madeira é resultado de inúmeras variáveis e o “volume morto de floresta” não pode, isoladamente, responder pelo desarranjo de mercado. Mas merece as devidas ponderações.

Da mesma forma, há de se enfatizar,  que toda essa seletividade, seria anulada se o apetite dos grandes consumidores estivesse aguçado.  Ficam algumas  impressões para  reflexão;

  • Há muita madeira sobrando, mas em condições operacionais desfavoráveis. Por falta de tecnologia , localização inadequada, ou ambos.  Constituem o “volume morto de florestas”. É o  custo de erros!
  • A mecanização da colheita se transformou em novo indicador seletivo para comercialização das florestas. E a poupança verde, de fato, passou a ter “cara bem definida” – floresta produtiva, próxima do mercado consumidor e em condições favoráveis para mecanização ( relevo e tamanho da área).
  • O volume morto, quando  está morto por conveniência do comprador – florestas boas, próximas  do consumidor, mas com dificuldades operacionais – afasta os produtores, que se transformam em inimigos da silvicultura;
  • Há muita gente apostando que essa postura empresarial, de curto prazo, pode gerar  sérias dificuldades para o abastecimento futuro  de muitas indústrias. Há quem aposte na falta de madeira, a longo prazo!
  •  Fica um alerta! Se o produtor tem madeira para vender é bom  saber se a  sua floresta faz parte do volume morto, do volume que está sendo matado ou se é uma bela poupança verde. E   cuidado com a régua!

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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DE QUE SILVICULTURA ESTAMOS FALANDO?

 

Recebemos uma mensagem curiosa com 3 perguntas e 1 sugestão. Coisas de silvicultor com pouca informação, mas educado e muito bem intencionado:

1- “Plantar árvores para fins comerciais ou plantar árvores para proteger nascentes, não é a mesma silvicultura?

2- “Um assunto está no Ministério da Agricultura e a outro no Ministério do Meio Ambiente e o Serviço Florestal Brasileiro não tem nada a ver com nenhum dos dois?

3- “E como deixaram que isso acontecesse?”

4- E a sugestão – “será que juntando tudo no Serviço Florestal Brasileiro não seria mais lógico?

Com a palavra, os protagonistas da nossa silvicultura!

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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OS ATALHOS CONFUSOS DA NOSSA SILVICULTURA!

 

O Brasil é o campeão da produtividade florestal. E é imbatível! Até aí, nota 10, com faixa, hino e taça! Mas vamos aos atalhos: nossa silvicultura está no Ministério da Agricultura – quer dizer, qualquer discussão disso ou daquilo e lá na Agricultura. Mas o Serviço Florestal Brasileiro, que está no Ministério do Meio Ambiente não tem nada a ver com as florestas plantadas! No final de janeiro deste ano – 2017, foram publicados dois Decretos – Decreto nº 8.972, de 23 de janeiro de 2017 e| Decreto nº 8.975, de 24 de janeiro de 2017 – que tratam da recomposição da vegetação nativa e da estrutura regimental do Ministério do Meio Ambiente, respectivamente.

Esses decretos juntaram tudo que há de novidades, necessidades e oportunidades em termos de clima, recuperação de áreas degradadas, plantios de espécies nativas e mais um punhado de assuntos silviculturais e disseram – isso tudo é conosco, e levaram tudo ao Ministério do Meio Ambiente!

E agora? Como fica a silvicultura – essa que é campeã de produtividade e que precisa de arranjos?

Se tiver tempo, interesse e boa dose de paciência, leia os Decretos 8972 e Decreto 8975 e não deixe de dar uma olhada no documento elaborado pela CNI, em 2016 – Biodiversidade, Florestas e Indústria: Agenda de Desenvolvimento . E vai perceber que não há nada tão desconhecido e não há necessidade de se inventar a roda! Na verdade, as cartas estão na mesa, mas não dá para se jogar truco e buraco na mesma mesa, com o mesmo baralho e gente diferente! Enquanto isso, a nossa silvicultura…..
Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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AS FLORESTAS E A RENTABILIDADE DOS NEGÓCIOS

 

O salto da silvicultura com respeito às avaliações econômicas e financeiras dos empreendimentos foi gigantesco! Antes era só controlar o dinheiro dos incentivos fiscais. Depois vieram os orçamentos – um pouco de sofisticação e surgiam as primeiras preocupações com controles e custos florestais – e hoje, estamos submetidos às sofisticadas planilhas para administrar a TIR e suas variações.

Formar floresta é um negócio e só se sustenta quando dá lucro! E aí, justifica-se o apego à TIR – taxa interna de retorno. Soma-se daqui e dali, menos isso e mais aquilo, num determinado tempo, com essa ou aquela premissa e estamos conversados. Dá-se um “clique” e temos o resultado do empreendimento. O ciclo da silvicultura fica definido numa clicada!

De fato, quando é bem feito, com suas devidas ponderações, não há o que contestar. Um luxo, e há craques na matéria. O grande problema é que, em muitos casos, a conta só põe na balança a matemática. E sem a pitada biológica essas planilhas se transformam num pacotão de pouca aplicação prática! Mas pode ser uma maravilhosa ferramenta de controle , quando  o silvicultor põe  as pitadas  biológicas,  e quando se respeitam  as necessidades operacionais da silvicultura.

Aí, o casamento é perfeito. Sem essa integração – matemática e biologia –  a planilha   só funciona  bem no “ar condicionado”!  No campo, com chuva, barro e sol as coisas mudam e  pipocam  surpresas!  Fica o recado: se seu negócio está baseado em planilhas,  de arzinho fresco, fique esperto!  De repente, dois mais dois pode não dar quatro!

 

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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 A SILVICULTURA E AS SUAS ENCRENCAS!  

 

As  recentes informações sobre a silvicultura brasileira, talvez  contagiadas pelo quadro político e econômico, evidenciam  as grandes encrencas do setor. E merecem, no mínimo, boa reflexão dos que gostariam, que a nossa silvicultura se consolidasse como exemplo de atividade rural sustentável. Alguém pode até dizer: “e vem a mesma xaropada”.  Mas não dá para deixar de lado essas questões! Há de se martelar, até se encontrar alguma luz!  E não há atalhos. Precisam ser enfrentadas!  E vamos às encrencas:

  • A silvicultura está sem endereço institucional! Quem responde pelas políticas públicas do setor? Será que um setor de longo prazo, que  depende da integração de diversos segmentos não precisaria de  coordenação,  em nível de Governo Federal?  Quanto  significa a nossa contribuição ao PIB? E a nossa participação no mercado internacional- vamos  crescer ou vamos perder espaço?  Não parece muita irresponsabilidade de nossos governantes deixar que esse assunto fique à deriva?  Não é abusar  das riquezas naturais do Brasil e desprezar o potencial que temos para crescer e se desenvolver?  Saímos do Ministério do Meio Ambiente! Não quisemos participar do Serviço Florestal Brasileiro e fomos para o Ministério da Agricultura.  E ficamos satisfeitos  numa Câmara Setorial…. sem sala, sem cadeira e sem carimbo. Não parece o fim da picada?  E, o mais desolador:  ninguém reclama!
  • E os reflorestamentos prometidos na Convenção do Clima? Era, de fato, só conversa mole?  Não se ouve mais nada a respeito… Será que é culpa do Trump?
  • E o que fazer com a madeira que sobra em abundância em algumas regiões! Dá para se pensar em usar para energia? O que precisa ser feito? Ou vamos esperar que o fogo e a formiga acabem  com essas florestas!
  • Quem vai pegar esses problemas e levá-los para discutir em Brasília? Quem será que pode  e deve  fazer isso? e a quem procurar no Governo Federal? Não parece  o fim de outra picada?
  • Um consolo! – Há segmentos industriais ricos, prósperos e muito bem organizados –  e de grande  projeção e atuação em  nível nacional e internacional.  Mas parece que não percebem que  a  silvicultura – de milhares de pequenos e médios produtores – está   minguando, quase à margem de todo o processo produtivo.  Essas empresas tem  recursos, e gente competente. Só não dá para entender  como esse pessoal não percebe ou não quer se envolver nessas questões tão  estratégicas para   dar vida  à silvicultura  do pequeno e do médio produtor.
  • Há muitos que apostam  que nada vai mudar, enquanto  os caminhões continuarem a chegar carregados de madeira na portaria das indústrias. Nem mesmo a gritaria de milhares de produtores florestais, desiludidos com a silvicultura, conseguiu  abalar  o sossego dessa gente! Vamos torcer para que esse pessoal não cruze os braços. Se acordarem, vão ajudar muito, mas do contrário, estaremos fritos!

 

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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OS GRANDES SILVICULTORES – Manoel de Freitas

 

O Engenheiro Florestal  Manoel de Freitas faz parte de um seleto grupo de profissionais, que acompanhou e participou ativamente de todo o processo de desenvolvimento da silvicultura brasileira. É considerado como dos principais precursores na formação do polo da indústria de celulose e papel de Três Lagoas – Mato Grosso do Sul. Formou-se em 1969 pela Universidade Federal do Paraná. Trabalhou na antiga Champion, atualmente International  Paper, de 1970 a 2002.

Dedicação, disciplina, responsabilidade e ética foram as diretrizes marcantes de sua conduta profissional. Tem sido um dos grandes expoentes da silvicultura brasileira. Sua experiência profissional, sua liderança, e em especial, seus esforços pessoais para promover o desenvolvimento tecnológico, via integração das empresas florestais com as universidades, são fatores que espelham sua personalidade.  Completou sua formação profissional com cursos de administração na PUC – Campinas e Gestão Ambiental na FMC- Faculdade Metropolitana de Campinas. Possui dezenas de trabalhos  divulgados. Profissional de capacidade reconhecida em nível internacional. Grande formador de equipe e admirado pelo companheirismo por centenas de profissionais com os quais  trabalhou. Um exemplo de   cidadão e  profissional . Tem sido exemplar  protagonista das inúmeras causas florestais.

Manoel de Freitas é paulista, nascido na cidade de Itararé em 1946. Na Champion e depois International Paper desenvolveu uma longa e vitoriosa carreira: praticamente ocupou todos os cargos de gestão florestal na empresa e em suas coligadas. Manoel de Freitas é um daqueles personagens “que se dedicou de corpo e alma a uma única empresa”, do início de sua carreira até a aposentadoria. Sempre muito respeitado e querido pelos seus colaboradores.  Em 2003, criou a empresa  Manoel de Freitas Consultoria Florestal, o que lhe permitiu ampliar sua carreira para inúmeras outras empresas brasileiras e internacionais: Ramires Reflorestamentos, Caxuana Reflorestamento, Votorantim Celulose e Papel, ArborGen, Aracruz Celulose, Suzano, MecPrec, GMR Florestal, etc. Internacionalmente, atuou em países como Chile, Argentina, Peru, Estados Unidos, Inglaterra e Uruguai, dentre outros. Participou de dezenas de cursos e congressos  como orientador e palestrante.

Teve grande participação na gestão do IPEF (como presidente e também diretor do Conselho de Administração), e atuações importantes em outras associações, como: Associação Paulista dos Engenheiros Florestais, SBS – Sociedade Brasileira de Silvicultura, Florestar (membro fundador e presidente por cinco anos), FunBio – Fundo Brasileiro para a Biodiversidade e Reflores/MS – Associação Sul-Mato-Grossense de Produtores e Consumidores de Florestas Plantadas. Atualmente, exerce também o cargo de  conselheiro da Innovatech. Sua experiência e visão holística colaboraram para torná-lo um profissional com amplo e diversificado conhecimento.

Em 1988, juntamente com o saudoso Dr. Ronaldo Algodoal Guedes Pereira deram  início ao  projeto de reflorestamento da Chanpion no Mato Grosso do Sul e que deu origem ao grande polo industrial, que se formou na região. Esse registro jamais será esquecido, e sempre será reverenciado pelos silvicultores brasileiros. Foi agraciado com vários prêmios, distinções e homenagens. Com destaque e  merecido orgulho, foi o primeiro engenheiro florestal a ser agraciado com o “Prêmio Floresta”, da Universidade Federal do Paraná, em 2000, quando se comemorava os 40 anos da Engenharia Florestal no Brasil. Manoel de Freitas é casado com Elisabete, paranaense de Sengés; sendo que o casal tem três filhas (Charlote, Camile e Dubianca) e três netinhos – “seus maiores e mais valiosos patrimônios nessa existência”.

A Comunidade de Silvicultura rende-lhe, com a maior satisfação, os mais sinceros cumprimentos pela extraordinária colaboração que tem prestado ao desenvolvimento da silvicultura brasileira. É um profissional que enriquece a atividade e  orgulha a todos que gozam do privilégio de sua amizade!

Nota – A Comunidade de Silvicultura agradece a participação do Eng.Ftal. João Comerio na elaboração desse texto e registra a publicação –  Eucalyptus Newsletter de Celso Foelkel – como referência para coleta de   detalhes informativos para  organização dos dados apresentados nessa  homenagem.

 

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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O PODER QUE A SILVICULTURA PERDEU!  

 

Antes, meia dúzia de Diretores Florestais faziam uma  reunião, discutiam e definiam qualquer assunto de interesse da silvicultura. Foi assim que chegamos, onde chegamos. Profissionais brilhantes com poder de decisão e autonomia para deliberar sobre os mais diversos assuntos. As empresas cresceram, as legislações se modificaram, a tecnologia teve uma explosão! Muitos fatores favoreceriam, inclusive a premente necessidade de madeira.

Mas quem teve a oportunidade de acompanhar, mesmo à  distância, há de reconhecer que a grande alavanca de  tudo isso, era a força que os Diretores Florestais tinham em suas organizações! Há dezenas de exemplos, em que só bastavam meia dúzia  de palavras, um fiozinho de bigode e grandes questões estavam resolvidas! Alguns mais radicais vão dizer que a grande maioria de tudo que existe de importante no setor  foi criado por conta desses profissionais, que podiam tomar decisão e tinham plena autonomia para tal.

O  setor continua  avançando, mas é pura inércia! Nem se pode pensar em falar em mais ou menos competência, pois o que há de gente boa por aí, não é brincadeira. Profissionais preparadíssimos, verdadeiros craques! Mas a  tal de autonomia para se fazer  é outro departamento! Antes, 3 ou 4 diretores decidiam, hoje mais de 30 sentam discutem, fazem planilha, orçamentos, mas precisam pedir ordem para alguém, que também  não decide.

Há até exceções. Mas, até esses, sentem-se fragilizados e desencorajados para “brigar”. O importante é que a silvicultura precisa dar mais alguns saltos tecnológicos, sociais e ambientais. Há de se discutir alternativas para melhorar a integração com produtores de madeira e até dar mais luzes aos profissionais que atuam com silvicultura. Instituições governamentais para cuidar  do assunto não dá nem para se pensar,  mas que as organizações empresariais  tenham seus diretores florestais  fortalecidos para não deixar que a silvicultura se torne uma simples tarefa extrativista. Só com o cuidado de não acabar e comprar a preço baixo!

 

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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