PRAGAS E DOENÇAS: A NECESSIDADE DE ESFORÇO CONJUNTO!

 

Na reunião do IPEF, que participamos no dia 27 de abril, tivemos oportunidade de conhecer os inúmeros programas de pesquisa que estão sendo desenvolvidos pelas empresas associadas. Indiscutivelmente, uma riqueza de informações! Um patrimônio imensurável, que pode garantir a competitividade da silvicultura por muito tempo. Há muito a evoluir e, aparentemente, as bases científicas se encontram consolidadas. Um excelente trabalho que vem sendo construído há muitos anos. Ficou evidente, no entanto, que algumas pesquisas originam-se de demandas que transcendem as relações de cada associada com o IPEF. São problemas que podem afetar a todos e precisam do engajamento de todos para que se possa dar o devido encaminhamento a essas questões.

É o caso da proteção desse rico patrimônio florestal brasileiro contra ataques de pragas e doenças! Há algum tempo, renomados silvicultores tem- se mostrados preocupados com essa questão. O Dr. Rensi, um profissional de grande respeitabilidade, com certa frequência, lembra do recado que o Dr. Pryor – antigo pesquisador da Austrália, dizia, com muita insistência – “ O Brasil está trabalhando com uma base genética muito pequena. Isso pode causar, a qualquer momento, um grave problema.

Há necessidade de se ampliar a base genética da silvicultura brasileira”. E o interessante, lembra o Dr. Rensi – “ já se foram quase 50 anos, e as coisas não mudaram muito. Aliás, aumentou-se de forma significativa a quantidade de áreas plantadas e sem tantas modificações no material genético”. E ele, sempre, conclui – “ será que esse pessoal está esperando que aconteça algum desastre para depois acordar?”

Face à dimensão das eventuais dificuldades e à importância socioeconômica, que a silvicultura já representa para muitas regiões, a Comunidade de Silvicultura apresenta o tema para reflexão! E aqui, como foi lembrado, na reunião do IPEF, não vai adiantar nada a pesquisa isolada desta ou daquela empresa. Vamos precisar do esforço e das pesquisas de todos! Essas são pesquisas que transcendem os objetivos e a missão do IPEF. A silvicultura brasileira precisa dessa segurança!

Essa é uma necessidade de todo o setor de base florestal e casos, como esse, precisariam ser pensados como estratégia de Governo!!!!!

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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O IPEF e o berço da silvicultura!

 

Ontem, dia27 de abril, tivemos oportunidade de participar das Assembléias  do IPEF – prestação de contas, relatórios técnicos e mudanças de Diretores. Como sócio honorário da instituição – título dado  a todos ex –diretores – pude ter a satisfação de conhecer um pouco da grandiosidade da instituição e ficar com a certeza de que  essa riqueza de conhecimento acumulada em 50 anos (completa 50 anos em 2018), já transcende aos objetivos da instituição.

 

É um grande patrimônio da ciência florestal brasileira!  Acreditamos que não seja nenhuma ousadia  dizer que  o crescimento da silvicultura brasileira vai depender, e muito, dos novos rumos que o IPEF trilhar!  Mais produtividade em nossas florestas, com menores custos, com tecnologias mais eficientes, avanços com nossas espécies nativas, divulgação de informações aos produtores florestais, usos alternativos da madeira, os impactos climatológicos, a madeira como biomassa energética, a segurança de nosso rico patrimônio – pragas e doenças – e mais outros temas de relevante importância  fazem parte de um grande elenco de trabalhos em andamento  na instituição.

 

O IPEF cresceu, serviu de modelo para outras instituições, tornou-se referência tecnológica para nossa silvicultura intensiva, está acompanhando e monitorando toda a  atividade, e atento às inúmeras adversidades que podem surgir. O  sucesso do IPEF é a garantia de que o PIB Florestal pode crescer! A nossa silvicultura vai continuar sendo competitiva, as indústrias  de base florestal vão ocupar espaço nos mercados internacionais. O bom desempenho do IPEF é a certeza, de que essa riqueza tecnológica da silvicultura brasileira está sob  guarda de profissionais competentes, entusiasmados e de extrema dedicação.

 

A Comunidade de Silvicultura cumprimenta os diretores  que deixaram seus postos e deseja à nova direção muito sucesso! E um  reconhecimento especial da Comunidade:  a sustentabilidade  das indústrias de base florestal  passa pelo sucesso das pesquisas florestais. E o IPEF representa   importante  berço   da ciência florestal!  O IPEF serve a um grupo seleto de empresas, mas acima de tudo, já se tornou  necessidade de toda a silvicultura brasileira!

 

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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SILVICULTURANDO-SE

Assuntos para reflexão e sugestões!
1- E o Congresso Florestal Brasileiro?
Por muito tempo, foi o maior evento do setor. Sempre, as grandes decisões, que mudaram rumos ou que consolidaram oportunidades, tiveram a chancela do Congresso Florestal Brasileiro, realizado sob a tutela da SBS – Sociedade Brasileira de Silvicultura, em parceria com a Sociedade Brasileira dos Engenheiros Florestais. Os resultados foram sempre positivos: avanços tecnológicos mostrados pelos renomados pesquisadores; inovações empresariais ; reivindicações de estudantes ; participação efetiva das universidades ; das instituições governamentais, etc. Os Congressos Florestais sempre produziram resultados estratégicos importantes! Será que não estamos no momento de nos preparar para um evento dessa natureza? e que possa contar com o apoio das grandes autoridades do setor: universidades, lideranças empresariais e governamentais? Com a palavra as entidades representativas do setor!

2- E as novas fronteiras da silvicultura?
Há alguns anos atrás, a moda era a corrida para as novas fronteiras – Tocantins, Piauí, Maranhão, oeste da Bahia, etc. Alguns empreendimentos surgiram e se consolidaram. Outros foram até determinado ponto e pararam…. Enfim, para muitos, que não acompanham o desenvolvimento da silvicultura, fica a sensação de que essas novas fronteiras sumiram…… Tremendo ” fogo de palha”! Cada caso tem suas particularidades, mas aspectos negativos se somaram e criaram enormes dificuldades para continuidade de alguns empreendimentos: a grande crise econômica, aliada aos frustrantes resultados iniciais , talvez possam ser apontados como os principais aspectos que arrefeceram o entusiasmo dos mais interessados. Mas cabe a pergunta: ainda vale pensar em novas fronteiras? Para muitos essa resposta vai depender de outras indagações : A-Os setores industriais de base florestal vão continuar crescendo?
. B- Os empreendimentos que tiveram continuidade mostraram indicadores convincentes para se formar florestas com sucesso?
São essas perguntas que precisam ser devidamente analisadas. Algumas regiões, realmente, por total falta de condições edafo-climáticas não terão chance de serem aproveitadas. Mas muitas, com certeza, vão se constituir, de fato, em importantes fronteiras da silvicultura brasileira. No entanto, há de se concentrar muitos esforços em pesquisas e experimentações. Há dados, que mostram a viabilidade de se formar floresta com material genético bem selecionado e procedimentos silviculturais adequados às condições regionais. O estado do Maranhão já é uma realidade e o Tocantins é exemplo típico de região com grande potencial para desenvolvimento.
No entanto, isso só será realidade na medida em que se avancem com pesquisas e experimentações. Há sinais concretos e animadores, de que é possível se fazer silvicultura e com sucesso na região. Se os setores industriais continuarem a crescer, o aproveitamento dessas regiões será inevitável! Avancemos com as pesquisas e experimentações e lá na frente, com certeza, a silvicultura vai agradecer!

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Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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A SILVICULTURA É SÓ O “ARROZ COM FEIJÃO”?

 

Tem sido comum encontrarmos referência ao “arroz com feijão” da silvicultura. Pode até parecer um procedimento corriqueiro e que qualquer plantador dá conta do recado. Com certeza, essa forma simplista de se interpretar o “arroz com feijão” seja responsável por muitas florestas improdutivas existentes, por aí.

Talvez a interpretação mais adequada fosse – “ é um pacote de práticas silviculturais bem sucedidas, que se aplica rigorosamente na formação das florestas”. O “arroz com feijão” é coisa para profissionais responsáveis e comprometidos com resultados. Sem firulas e sem “mais ou menos”. Preparo de solo bem feito, cuidado extremo com erosão, adubações “ na pinta”, mudas de qualidade genética e de boa formação, formiga morta e mato-competição nem pensar ! Parece tudo muito simples. Mas repita, sem nenhuma exceção, essa rotina em toda sua área de plantio, e vai perceber a necessidade de muito esforço e quantas dificuldades precisam ser superadas. E se facilitar, esqueça! Nada de 35,40 metros cúbicos /ha/ano.

Há uma rotina de procedimentos a ser seguida,rigorosamente, e a filosofia básica é a simplicidade com que se faz, o cuidado com a qualidade e a quantidade de tudo que se faz, e o respeito por custos, prazos e cronogramas de tudo que precisa ser feito. Juntar, somar e multiplicar tudo isso é coisa para gente preparada, que não tenha preguiça para amassar barro, medo de tomar sol e chuva e, acima de tudo, saiba respeitar seus colaboradores! Esse é o “arroz com feijão”.

E as pesquisas e as sofisticadas tecnologias, que podem se agregar ao processo para aumentar a produtividade, onde entram? No conhecimento detalhado do solo, na escolha dos melhores equipamentos para execução das tarefas, na produção de melhor material genético, na identificação e melhoramento desse material genético, no acompanhamento da fisiologia vegetal e na sua integração com adubações e práticas operacionais, nos sistemas de proteção e controle, na forma de se programar para empreender, etc. Grande parte disso pode ser, feito sem sol e sem chuva, mas com base científica bem direcionada !

Aqui, entram os grandes pesquisadores. Aqui entra a ciência de se fazer floresta. Daqui saem as melhorias para o “ feijão com arroz” melhorado. Aí, sim….Quando se consegue somar tudo isso, a chance de se ter boa produtividade é grande. E são os casos de sucesso da silvicultura brasileira. A encrenca se dá, quando não se faz o básico e se parte para o melhorado! E as primeiras coisas que evitam são o barro, o sol e a chuva!
Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – serviços florestais – nbleite@uol.com.br

 

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  A SILVICULTURA PRECISA DE UMA CHACOALHADA!

 

 

A silvicultura brasileira, nos  últimos 50 anos, teve mudanças significativas.  Mas nos dias atuais, está estagnada!  É bom conhecer um pouco da  história!  Ouvimos de um grande amigo: “precisamos falar das dificuldades que enfrentávamos  e que, com tanta facilidade,  eram resolvidas” e completou : “Hoje tudo é  mais complicado. Tudo precisa de reuniões,  conforme esse ou aquele interessado. E ninguém decide nada!”. E lembrou: “o Dr. Helládio passava a mão no telefone, ligava para dois ou três diretores e estava  tudo encaminhado”.

 

Dessa forma rápida e rasteira, passamos de 20 metros cúbicos para quase 35 metros cúbicos/ha/ano. Daí para frente, estamos dando pique no lugar! Os tempos são outros, com novas tecnologias, sofisticados sistemas de controle, mas  nenhuma mudança significativa. Há dúzias de  detalhes e melhorias, mas o “ arroz e feijão dos 35” , ainda é  o grande alvo, e é privilégio de poucos!  As encrencas com legislação?

 

Algumas reuniões, juntava –se  na SBS,  elaborava-se um documento conjunto e estava feito o pleito do setor! Hoje? Nem imagino como fazer isso! e muito menos para quem levar em Brasília! Discutir as reivindicações do setor!  Não sabemos dizer onde. Talvez  tenhamos que deixar na mesa de algum deputado…. e  boa! E o que está faltando? Um ditado antigo dizia: “ em casa que falta pão, todo mundo discute, mas ninguém tem razão”.

 

Será que essa paradeira toda, é  fruto do preço da madeira, ou sinal de que, de fato,  o  setor está encolhendo?  Será que não está passando do momento de se organizar alguma  mobilização conjunta, e promovermos uma chacoalhada na nossa silvicultura?  Como fazer e com quem, é outra conversa! Primeiro é preciso que acordemos!

 

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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A CHINA MANDA NA NOSSA SILVICULTURA!

 

Podemos discutir o desenvolvimento tecnológico que está chegando, o arroz com feijão, que mal se aplica nos dias de hoje, políticas públicas para isso ou aquilo; a silvicultura mitigando problemas climáticos e a madeira gerando energia; a necessidade de mais pesquisas para nossas espécies nativas e por ai vai. O cardápio é extenso. E com criatividade, quase não tem fim.

Mas juntando tudo isso, multiplicando daqui e dali, chega-se à conclusão de que, quem manda na nossa silvicultura é o valor da madeira, que permite mantermos a competição, em nível internacional, principalmente junto aos grandes importadores de celulose como a  China! Qual o motivo? Muito simples: nossos grandes consumidores, e só eles, comandam o mercado de madeira. E o preço da matéria prima,  mantem estreita relação com o  preço da celulose, lá na China. Pequenas variações, mas nada tão significativo.

Essa relação é bastante controlada. E isso não muda, tão facilmente. E daí, a conclusão lógica: a China, grande importadora de celulose, servindo como importante balizadora de preço do mercado internacional, manda nos rumos de nossa silvicultura.  A competitividade quase que congela, ou permite pouca flexibilização nos custos de produção industrial. E,  com isso não se altera o preço da madeira colocada na fábrica.

Essa cadeia com preços “imexíveis” vai fazer a  silvicultura definhar e se restringir somente aos grandes consumidores, e num raio de até 100 km dos centros de consumo. Uma atividade com várias universidades, milhares de profissionais e produtores, e milhões de empregos. Tudo à disposição, unicamente, de poucos e grandes consumidores. E ainda vamos continuar falando em sustentabilidade?

A grande esperança é que sejam agregados mais valores aos produtos industriais e não fiquemos restritos a esse mercado competitivo, que só sobrevive com o sacrifício da silvicultura. E há quem diga, que temos grande potencial para ocuparmos o mercado internacional.

Ninguém duvida, mas com a certeza, de que precisamos redesenhar a indústria de base florestal para que a madeira seja devidamente valorizada!

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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4G REALIZA REUNIÃO COM WALTER SHALKA NO IPT PARA DISCUTIR SETOR FLORESTAL

REDE SBS DIA A DIA – 29.03.2017

O grupo de especialistas em silvicultura denominado 4G (Quatro Gerações), que se reúne periodicamente para trocar ideias e experiências na área florestal, realizou na tarde de hoje, 29/03, um encontro no Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), Cidade Universitária, São Paulo. O convidado especial foi o Engo Walter Schalka, presidente da Companhia Suzano de Papel e Celulose, que abordou aspectos relevantes do atual momento vivido pelas
indústrias que utilizam matéria-prima de florestas plantadas, com ênfase no segmento de papel e celulose.

Respondendo a perguntas dos 30 participantes, Schalka esclareceu que nos últimos anos houve uma expansão significativa da capacidade produtiva de celulose de fibra curta (eucalipto), o que tem levado a uma sobre oferta dessa commodity e baixa de seu preço no mercado internacional, com consequente redução de lucratividade. Falou da grande vantagem competitiva do País no que se refere à produção florestal e da importância da madeira nos custos de produção, hoje pouco mais de 50% do cash cost da celulose. Contou do esforços permanentes de sua empresa para aumentar a qualidade da madeira e a produtividade das florestas pelo uso de novas tecnologias, dentre elas a engenharia genética. Sugeriu que o Brasil poderia agregar mais valor à matéria-prima de suas florestas, fabricando produtos cujo consumo tende a aumentar nos mercados globais, como por exemplo, papéis sanitários, celulose fluff e cartão para embalagens longa vida (liquid packaging board).

Com o avanço das mídias digitais, o consumo de papel de jornal e de escrever tem diminuído a cada ano. A reunião contou com a presença do Engo Ftal. Marcus
Vinicius da Silva Alves, Diretor do Serviço Florestal Brasileiro (SFB), Engo Boris Tabacof, membro do Conselho de Administração da Suzano, Alexandre Chueri, Diretor Florestal da Suzano, Engo Fernando Landgraf, presidente do IPT, Biol. Ligia Ferrari, Diretora do CT-Floresta do IPT, e também de representantes de proprietários, formadores e gestores de florestas; organizações certificadoras; fabricantes de equipamentos; instituições de ensino e pesquisa, e consultores florestais.
Como organização parceira do 4G, a SBS agradece a Walter Schalka pela valiosa apresentação e ao IPT pela cessão do Auditório Marcio Nahuz, Prédio 11, onde se realizou o encontro.

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CONSIDERAÇÕES DA COMUNIDADE DE SILVICULTURA

O 4G é um Grupo de Quatro Gerações de silvicultores independentes, que se reúne, periodicamente, para discutir assuntos de interesse da silvicultura brasileira.. Essa foi a nossa sexta reunião. A escolha dos temas depende dos problemas existentes e impactantes à atividade. O convidado é sempre uma referência no setor. A escolha do Dr. Walter se deu em função do trabalho que a empresa vem desenvolvendo em diferentes setores produtivos visando dar maior rentabilidade aos seus acionistas.

Em sua apresentação o convidado, além dos trabalhos que estão sendo desenvolvidos em toda a organização, destacou a grande importância dada ao setor florestal. Falou do intenso programa para novos avanços tecnológicos com a pesquisa florestal, da necessidade de se adequar regras do sistema de certificação florestal e da importância de uma integração do fomento à realidade econômica da empresa. Deu destaque à necessidade de se esgotar todas as possibilidade de melhorias no “arroz e feijão” de todos os dias. O Dr. Walter mostrou-se bastante otimista com o crescimento do setor, em nível de mercado internacional, desde que um novo redesenho do setor permita maior valor agregado aos produtos brasileiros, melhorias nos sistemas de logística e muito esforço para diminuição de custos e progressivos ganhos na produtividade e qualidade da madeira. A reunião atendeu aos objetivos do 4G, abrindo muitas janelas de discussões.

Na programação do 4G para 2017 estão previstas reuniões com outros executivos empresariais e cientistas renomados, que possam abordar os temas referentes às grandes questões silviculturais. Os membros do 4G serão informados das próximas reuniões. E a Comunidade de Silvicultura dará total e pleno apoio às iniciativas do 4G !
Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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SILVICULTURA: AGRICULTURA OU MEIO AMBIENTE?

 

Há poucos dias, numa reunião de produtores rurais, onde se comentava de tudo – feijão, arroz, milho, laranja, vaca leiteira, – surgiu uma indagação, conhecida de todos os silvicultores, mas que chamou atenção pela forma colocada! Um senhor interessado em plantar árvores – e fazia questão de enfatizar “ quero plantar árvores, não me importa se é eucalipto ou nativa” e quero saber se devo tratar desse assunto aqui ou numa reunião de meio ambiente! Em seguida, alguém apressadinho, foi dizendo: “se for eucalipto é com o pessoal da agricultura, mas se for espécie nativa é no meio ambiente”! Estava armada uma tremenda discussão!

Sugestões e opiniões de todo lado. Alguns com ranço de radicalismo, mas a grande maioria, aparentando uma grande dúvida. Para salvar a lavoura, um produtor florestal, de longa data, deu o recado: “não se incomode com quem tratar, se incomode com a forma de fazer . Se fizer bem feito,respeitando as nascentes,os cuidados com erosão e usar boa tecnologia, vai formar uma floresta linda e você vai ficar, até com dó de cortar! Vai fazer como se faz na agricultura,mas tome cuidado com as nascentes,as matas de proteção, as erosões e use tecnologia para formar as florestas. E você vai ter uma floresta produtiva e com forte apelo ambiental” e completou “ e não importa a nacionalidade da árvore, é só fazer bem feito” e concluiu “ meus avós já trabalhavam com madeira e toda a família vive das nossas florestas. Vendemos madeira para carvão, celulose,energia, serraria e até cavaco. Cuidamos das estradas,das matas que protegem as nascentes e que formam um bloco de floresta maravilhoso. Não temos problema com água e temos bicho de todo jeito na fazenda.Quando alguém visita a gente,fala que moramos num paraíso ambiental e fala, até que somos ecologistas”!

A reunião continuou, mas a discussão sobre plantio de eucalipto parou com as explicações do produtor rural. Na saída,quando fui cumprimentar o senhor, ele todo envaidecido falou : “ em toda a reunião, há sempre alguém pronto para meter a boca no eucalipto” e concluiu “ é impressionante como faltam informações aos produtores rurais” e deixou uma indagação “ será que o meu caso é uma exceção”?

O caso é tão interessante, que merece ser compartilhado com mais silvicultores para reflexão!

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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SERGIO MORO E O REFLORESTAMENTO

Existe uma preocupação geral com o que pode vir amanhã ou depois de amanhã…… A vassoura passa aqui e ali. Reclamações, mas muito mais calorosos aplausos! Aposta e grande torcida para que as coisas se definam sem retrocessos. Com certeza, teremos um país diferente, depois dessa novela, ainda sem final à vista! E a silvicultura onde entra nisso? Continuamos esperando que políticas públicas definam novos rumos à silvicultura brasileira. Enquanto isso, parece que todo mundo está encolhido. 


O problema é que essa “paralização silenciosa” pode trazer reflexos negativos, lá na frente. De consolo, temos algumas iniciativas interessantes:

1- No Paraná, a APRE e a ABIMCI estão se movimentando. Discutindo medidas que favoreçam e criem condições para o desenvolvimento da atividade. O plantio de pinus está se arrastando e pode trazer reflexos à indústria madeireira no futuro. A floresta de pinus tem peso significativo na economia estadual e as empresas estão se ajeitando!

2- Há informações de que na Bahia o fomento está sendo bem sucedido. Essa é uma notícia maravilhosa! O pequeno e médio produtor continuam acreditando na silvicultura!

3- A Coalizão Brasil Clima Florestas e Agricultura, uma entidade sem fins lucrativos e que não depende de Governo, está desenvolvendo inúmeros trabalhos com espécies nativas. É esforço de profissionais e empresas que acreditam no potencial da silvicultura brasileira. Mistura competência, criatividade e sensibilidade pelos valores sociais e ambientais;

4- No Mato Grosso do Sul, o Painel Florestal está liderando reuniões técnicas e de negócios com vista ao desenvolvimento do setor. Fala-se na presença de mais de 1000 profissionais aos encontros que acontecerão nos dias 28,29 e 30 de março!

São demonstrações de que o setor depende pouco do Governo. Mas, infelizmente, há pendências inevitáveis! E só para lembrar: lá trás, o incentivo fiscal para reflorestamento, que criou a base inicial de sustentação da indústria florestal do Brasil foi, justificadamente, extinto por distorções na aplicação de recursos financeiros. Foram anos, até que as coisas se acertassem!

Não querendo justificar os erros do passado, vale uma comparação: todo o recurso dispendido em mais de 20 anos de incentivo fiscal com todas as criminosas distorções, foi dinheiro para “café de boteco”, perto dessa lambança descoberta pelo Sergio Moro!

E o que deu certo já devolveu, em impostos, algumas vezes tudo que foi aplicado, além de milhões de empregos criados!
Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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A SILVICULTURA E A NECESSIDADE DE MAIS DISCUSSÕES CONJUNTAS!

 

“Há necessidade de muita coisa, mas a falta de discussões conjuntas das grandes questões, que afetam a silvicultura, o isolamento e a independência de alguns protagonistas, preocupa”! Foi assim, que um grande amigo e empresário do setor, respondeu, quando indagamos –“o que o senhor apontaria como principal diferença entre os tempos lá de trás e a modernidade atual”! Na continuidade de nossa conversa, e com mais detalhes, comentou-se de inúmeras questões resolvidas em conjunto.

A tecnologia se desenvolveu graças aos trabalhos das empresas com as universidade e às grandes regiões conjuntas do IPEF,SIF, dentre outras instituições. Cada encontro de 50,60 profissionais era uma aula coletiva e diversos procedimentos silviculturais se alteravam no outro dia, em muitas empresas. A legislação, sempre complexa, foi se ajustando com as reuniões em diferentes entidades e na Sociedade Brasileira de Silvicultura – SBS. Não havia segredos! Tudo era compartilhado sem nenhuma dificuldade. E não havia internet! Era o interesse profissional e o comprometimento com o desenvolvimento do setor que fazia a “roda girar”. Nenhum assunto ficava solto à espera de solução espontânea! E vejam quantas questões estratégicas, nos dias atuais, saltam daqui e dali e ninguém resolve e nem se discute nada!

Há iniciativas, quase heroicas, mas muito aquém das necessidades do setor. Parabéns ao Painel Florestal, Mais Florestas, IPEF,SIF,EMBRAPA, dentre outras, que fazem grande esforço para manter vivo o interesse em reuniões e discussões setoriais. Há assuntos soltos que precisam de discussões, colaborações, e decisões conjuntas. O uso da madeira como alternativa energética, os compromissos brasileiros nas discussões de Clima, dentre outros, são exemplos de temas que exigem reuniões, discussões e participação dos interessados.

No meio da conversa citou- “ há movimentos que precisam ser divulgados, ampliados e integrado à vida da silvicultura. A Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura é um ótimo exemplo de trabalho muito competente, que precisa de divulgação para enriquecer ainda mais a silvicultura brasileira”. E completou –“ com divulgação vamos juntar mais produtores florestais, em torno dessa filosofia de trabalho”! No final da conversa ficou um recado –“ o setor só cresce, e se sustenta, com mais produtores, mais participação e mais discussões dos assuntos que interessam a todos”!

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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