OS ATALHOS CONFUSOS DA NOSSA SILVICULTURA!

 

O Brasil é o campeão da produtividade florestal. E é imbatível! Até aí, nota 10, com faixa, hino e taça! Mas vamos aos atalhos: nossa silvicultura está no Ministério da Agricultura – quer dizer, qualquer discussão disso ou daquilo e lá na Agricultura. Mas o Serviço Florestal Brasileiro, que está no Ministério do Meio Ambiente não tem nada a ver com as florestas plantadas! No final de janeiro deste ano – 2017, foram publicados dois Decretos – Decreto nº 8.972, de 23 de janeiro de 2017 e| Decreto nº 8.975, de 24 de janeiro de 2017 – que tratam da recomposição da vegetação nativa e da estrutura regimental do Ministério do Meio Ambiente, respectivamente.

Esses decretos juntaram tudo que há de novidades, necessidades e oportunidades em termos de clima, recuperação de áreas degradadas, plantios de espécies nativas e mais um punhado de assuntos silviculturais e disseram – isso tudo é conosco, e levaram tudo ao Ministério do Meio Ambiente!

E agora? Como fica a silvicultura – essa que é campeã de produtividade e que precisa de arranjos?

Se tiver tempo, interesse e boa dose de paciência, leia os Decretos 8972 e Decreto 8975 e não deixe de dar uma olhada no documento elaborado pela CNI, em 2016 – Biodiversidade, Florestas e Indústria: Agenda de Desenvolvimento . E vai perceber que não há nada tão desconhecido e não há necessidade de se inventar a roda! Na verdade, as cartas estão na mesa, mas não dá para se jogar truco e buraco na mesma mesa, com o mesmo baralho e gente diferente! Enquanto isso, a nossa silvicultura…..
Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – serviços florestais – nbleite@uol.com.br

post-42

Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

AS FLORESTAS E A RENTABILIDADE DOS NEGÓCIOS

 

O salto da silvicultura com respeito às avaliações econômicas e financeiras dos empreendimentos foi gigantesco! Antes era só controlar o dinheiro dos incentivos fiscais. Depois vieram os orçamentos – um pouco de sofisticação e surgiam as primeiras preocupações com controles e custos florestais – e hoje, estamos submetidos às sofisticadas planilhas para administrar a TIR e suas variações.

Formar floresta é um negócio e só se sustenta quando dá lucro! E aí, justifica-se o apego à TIR – taxa interna de retorno. Soma-se daqui e dali, menos isso e mais aquilo, num determinado tempo, com essa ou aquela premissa e estamos conversados. Dá-se um “clique” e temos o resultado do empreendimento. O ciclo da silvicultura fica definido numa clicada!

De fato, quando é bem feito, com suas devidas ponderações, não há o que contestar. Um luxo, e há craques na matéria. O grande problema é que, em muitos casos, a conta só põe na balança a matemática. E sem a pitada biológica essas planilhas se transformam num pacotão de pouca aplicação prática! Mas pode ser uma maravilhosa ferramenta de controle , quando  o silvicultor põe  as pitadas  biológicas,  e quando se respeitam  as necessidades operacionais da silvicultura.

Aí, o casamento é perfeito. Sem essa integração – matemática e biologia –  a planilha   só funciona  bem no “ar condicionado”!  No campo, com chuva, barro e sol as coisas mudam e  pipocam  surpresas!  Fica o recado: se seu negócio está baseado em planilhas,  de arzinho fresco, fique esperto!  De repente, dois mais dois pode não dar quatro!

 

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – serviços florestais – nbleite@uol.com.br

Post-01 (2)

Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

 A SILVICULTURA E AS SUAS ENCRENCAS!  

 

As  recentes informações sobre a silvicultura brasileira, talvez  contagiadas pelo quadro político e econômico, evidenciam  as grandes encrencas do setor. E merecem, no mínimo, boa reflexão dos que gostariam, que a nossa silvicultura se consolidasse como exemplo de atividade rural sustentável. Alguém pode até dizer: “e vem a mesma xaropada”.  Mas não dá para deixar de lado essas questões! Há de se martelar, até se encontrar alguma luz!  E não há atalhos. Precisam ser enfrentadas!  E vamos às encrencas:

  • A silvicultura está sem endereço institucional! Quem responde pelas políticas públicas do setor? Será que um setor de longo prazo, que  depende da integração de diversos segmentos não precisaria de  coordenação,  em nível de Governo Federal?  Quanto  significa a nossa contribuição ao PIB? E a nossa participação no mercado internacional- vamos  crescer ou vamos perder espaço?  Não parece muita irresponsabilidade de nossos governantes deixar que esse assunto fique à deriva?  Não é abusar  das riquezas naturais do Brasil e desprezar o potencial que temos para crescer e se desenvolver?  Saímos do Ministério do Meio Ambiente! Não quisemos participar do Serviço Florestal Brasileiro e fomos para o Ministério da Agricultura.  E ficamos satisfeitos  numa Câmara Setorial…. sem sala, sem cadeira e sem carimbo. Não parece o fim da picada?  E, o mais desolador:  ninguém reclama!
  • E os reflorestamentos prometidos na Convenção do Clima? Era, de fato, só conversa mole?  Não se ouve mais nada a respeito… Será que é culpa do Trump?
  • E o que fazer com a madeira que sobra em abundância em algumas regiões! Dá para se pensar em usar para energia? O que precisa ser feito? Ou vamos esperar que o fogo e a formiga acabem  com essas florestas!
  • Quem vai pegar esses problemas e levá-los para discutir em Brasília? Quem será que pode  e deve  fazer isso? e a quem procurar no Governo Federal? Não parece  o fim de outra picada?
  • Um consolo! – Há segmentos industriais ricos, prósperos e muito bem organizados –  e de grande  projeção e atuação em  nível nacional e internacional.  Mas parece que não percebem que  a  silvicultura – de milhares de pequenos e médios produtores – está   minguando, quase à margem de todo o processo produtivo.  Essas empresas tem  recursos, e gente competente. Só não dá para entender  como esse pessoal não percebe ou não quer se envolver nessas questões tão  estratégicas para   dar vida  à silvicultura  do pequeno e do médio produtor.
  • Há muitos que apostam  que nada vai mudar, enquanto  os caminhões continuarem a chegar carregados de madeira na portaria das indústrias. Nem mesmo a gritaria de milhares de produtores florestais, desiludidos com a silvicultura, conseguiu  abalar  o sossego dessa gente! Vamos torcer para que esse pessoal não cruze os braços. Se acordarem, vão ajudar muito, mas do contrário, estaremos fritos!

 

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – serviços florestais – nbleite@uol.com.br

post-09

Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

OS GRANDES SILVICULTORES – Manoel de Freitas

 

O Engenheiro Florestal  Manoel de Freitas faz parte de um seleto grupo de profissionais, que acompanhou e participou ativamente de todo o processo de desenvolvimento da silvicultura brasileira. É considerado como dos principais precursores na formação do polo da indústria de celulose e papel de Três Lagoas – Mato Grosso do Sul. Formou-se em 1969 pela Universidade Federal do Paraná. Trabalhou na antiga Champion, atualmente International  Paper, de 1970 a 2002.

Dedicação, disciplina, responsabilidade e ética foram as diretrizes marcantes de sua conduta profissional. Tem sido um dos grandes expoentes da silvicultura brasileira. Sua experiência profissional, sua liderança, e em especial, seus esforços pessoais para promover o desenvolvimento tecnológico, via integração das empresas florestais com as universidades, são fatores que espelham sua personalidade.  Completou sua formação profissional com cursos de administração na PUC – Campinas e Gestão Ambiental na FMC- Faculdade Metropolitana de Campinas. Possui dezenas de trabalhos  divulgados. Profissional de capacidade reconhecida em nível internacional. Grande formador de equipe e admirado pelo companheirismo por centenas de profissionais com os quais  trabalhou. Um exemplo de   cidadão e  profissional . Tem sido exemplar  protagonista das inúmeras causas florestais.

Manoel de Freitas é paulista, nascido na cidade de Itararé em 1946. Na Champion e depois International Paper desenvolveu uma longa e vitoriosa carreira: praticamente ocupou todos os cargos de gestão florestal na empresa e em suas coligadas. Manoel de Freitas é um daqueles personagens “que se dedicou de corpo e alma a uma única empresa”, do início de sua carreira até a aposentadoria. Sempre muito respeitado e querido pelos seus colaboradores.  Em 2003, criou a empresa  Manoel de Freitas Consultoria Florestal, o que lhe permitiu ampliar sua carreira para inúmeras outras empresas brasileiras e internacionais: Ramires Reflorestamentos, Caxuana Reflorestamento, Votorantim Celulose e Papel, ArborGen, Aracruz Celulose, Suzano, MecPrec, GMR Florestal, etc. Internacionalmente, atuou em países como Chile, Argentina, Peru, Estados Unidos, Inglaterra e Uruguai, dentre outros. Participou de dezenas de cursos e congressos  como orientador e palestrante.

Teve grande participação na gestão do IPEF (como presidente e também diretor do Conselho de Administração), e atuações importantes em outras associações, como: Associação Paulista dos Engenheiros Florestais, SBS – Sociedade Brasileira de Silvicultura, Florestar (membro fundador e presidente por cinco anos), FunBio – Fundo Brasileiro para a Biodiversidade e Reflores/MS – Associação Sul-Mato-Grossense de Produtores e Consumidores de Florestas Plantadas. Atualmente, exerce também o cargo de  conselheiro da Innovatech. Sua experiência e visão holística colaboraram para torná-lo um profissional com amplo e diversificado conhecimento.

Em 1988, juntamente com o saudoso Dr. Ronaldo Algodoal Guedes Pereira deram  início ao  projeto de reflorestamento da Chanpion no Mato Grosso do Sul e que deu origem ao grande polo industrial, que se formou na região. Esse registro jamais será esquecido, e sempre será reverenciado pelos silvicultores brasileiros. Foi agraciado com vários prêmios, distinções e homenagens. Com destaque e  merecido orgulho, foi o primeiro engenheiro florestal a ser agraciado com o “Prêmio Floresta”, da Universidade Federal do Paraná, em 2000, quando se comemorava os 40 anos da Engenharia Florestal no Brasil. Manoel de Freitas é casado com Elisabete, paranaense de Sengés; sendo que o casal tem três filhas (Charlote, Camile e Dubianca) e três netinhos – “seus maiores e mais valiosos patrimônios nessa existência”.

A Comunidade de Silvicultura rende-lhe, com a maior satisfação, os mais sinceros cumprimentos pela extraordinária colaboração que tem prestado ao desenvolvimento da silvicultura brasileira. É um profissional que enriquece a atividade e  orgulha a todos que gozam do privilégio de sua amizade!

Nota – A Comunidade de Silvicultura agradece a participação do Eng.Ftal. João Comerio na elaboração desse texto e registra a publicação –  Eucalyptus Newsletter de Celso Foelkel – como referência para coleta de   detalhes informativos para  organização dos dados apresentados nessa  homenagem.

 

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – serviços florestais – nbleite@uol.com.br

manoel-de-freitas

Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

O PODER QUE A SILVICULTURA PERDEU!  

 

Antes, meia dúzia de Diretores Florestais faziam uma  reunião, discutiam e definiam qualquer assunto de interesse da silvicultura. Foi assim que chegamos, onde chegamos. Profissionais brilhantes com poder de decisão e autonomia para deliberar sobre os mais diversos assuntos. As empresas cresceram, as legislações se modificaram, a tecnologia teve uma explosão! Muitos fatores favoreceriam, inclusive a premente necessidade de madeira.

Mas quem teve a oportunidade de acompanhar, mesmo à  distância, há de reconhecer que a grande alavanca de  tudo isso, era a força que os Diretores Florestais tinham em suas organizações! Há dezenas de exemplos, em que só bastavam meia dúzia  de palavras, um fiozinho de bigode e grandes questões estavam resolvidas! Alguns mais radicais vão dizer que a grande maioria de tudo que existe de importante no setor  foi criado por conta desses profissionais, que podiam tomar decisão e tinham plena autonomia para tal.

O  setor continua  avançando, mas é pura inércia! Nem se pode pensar em falar em mais ou menos competência, pois o que há de gente boa por aí, não é brincadeira. Profissionais preparadíssimos, verdadeiros craques! Mas a  tal de autonomia para se fazer  é outro departamento! Antes, 3 ou 4 diretores decidiam, hoje mais de 30 sentam discutem, fazem planilha, orçamentos, mas precisam pedir ordem para alguém, que também  não decide.

Há até exceções. Mas, até esses, sentem-se fragilizados e desencorajados para “brigar”. O importante é que a silvicultura precisa dar mais alguns saltos tecnológicos, sociais e ambientais. Há de se discutir alternativas para melhorar a integração com produtores de madeira e até dar mais luzes aos profissionais que atuam com silvicultura. Instituições governamentais para cuidar  do assunto não dá nem para se pensar,  mas que as organizações empresariais  tenham seus diretores florestais  fortalecidos para não deixar que a silvicultura se torne uma simples tarefa extrativista. Só com o cuidado de não acabar e comprar a preço baixo!

 

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – serviços florestais – nbleite@uol.com.br

1-1

Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

ONDE SE FAZ O MELHOR FOMENTO FLORESTAL?

 

Temos recebido informações de que há empresas fazendo fomento e com muito sucesso! Quer dizer, há fomentados satisfeitos.  A Comunidade de Silvicultura está abrindo espaço para os comentários e informações a respeito de notícia tão bacana para nossa silvicultura!

O setor precisa conhecer as empresas que estão conseguindo atender de forma satisfatória seus fomentados!  Precisamos conhecer e divulgar para que esses bons exemplos possam ser seguidos. Que notícia boa!  Essa relação indo bem enriquece a silvicultura!  Contamos com a participação de todos. Informe e mostre como anda o fomento na sua região. Vamos identificar a região brasileira onde o fomento florestal é bem feito. Onde produzir floresta é uma boa alternativa para aumentar a renda do produtor rural! Qual é a empresa brasileira que faz o melhor fomento florestal.

O setor precisa conhecer. E esse trabalho precisa ser mostrado e devidamente reconhecido. A Comunidade de Silvicultura agradece a sua colaboração e os seus comentários!

 

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – serviços florestais – nbleite@uol.com.br

Post-39

Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

A CARA DA SILVICULTURA BRASILEIRA!    

 

A silvicultura brasileira vai mudar a cara? De uma mistura de  pequenos, médios e grandes produtores, a silvicultura está ficando concentrada  nas mãos de meia dúzia de consumidores globais !   Só esse seletíssimo grupo vai conseguir sobreviver a custo alto para produzir e a baixo valor de venda.

Aliás, esse pessoal não vende, só faz um simples exercício contábil!  Alguns dirão: “ É o mercado, e não  dá para  mudar as regras”! Com muitas florestas, muita madeira, ninguém vai bancar o  bonzinho  e pagar  um preço maior,quando  há madeira, quase de graça à disposição!  Esse desequilíbrio  na oferta e demanda, que se instalou por  inúmeras razões, no médio e longo prazo, pode trazer muitas dificuldades para o setor.

Aos que acham, que é assim mesmo, é bom lembrar que desarranjo numa atividade de longo prazo, talvez só  se arranje, lá na frente! Ou é diferente? Mas parece que isso é encrenca para outros! Do lado dos produtores, a coisa continua ardendo e muita gente vai virar as costas, e de estilingue na mão! A concentração da silvicultura na mão de quem não precisa vender madeira  traz inúmeros desdobramentos:  a pesquisa financiada pelos  interessados vai continuar  concentrada e com destino certo; máquinas e equipamentos só para grandes  áreas, e por aí vai.

Essa sensação fica mais evidente ainda, quando se abre uma revista do setor e se observa as máquinas e equipamentos gigantescos.  E vem a pergunta: para quem? Ou em reuniões técnicas, onde  são tratados  temas sofisticadíssimos por especialistas “de pouco sol”. Não parece tão simples  identificar essa ou aquela ação que diminua tal tendência. E o  interessante é  que todo ex-produtor, na maioria dos casos, engrossa o pessoal do contra! Em municípios, onde centenas de produtores plantavam floresta, de repente, ficam  só  enormes fazendas! Há quem aposte, que no longo prazo, a produção de madeira vai se restringir aos grandes  consumidores!

Esse assunto dá muito “pano para manga” e exige uma boa reflexão!  É bom  não  esperar que todo o caldo seja entornado.  Pois, daí, não há o que fazer! Por enquanto, é só pagar  um preço justo pela madeira e a vizinhança queima o estilingue.  A silvicultura brasileira não  pode mudar a cara! Há de se encontrar uma alternativa que motive nossos comandantes a mudar as regras desse jogo.  Há necessidade de mudanças! Mas a quem reclamar? Ou em que porta bater?

 

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – serviços florestais – nbleite@uol.com.br

6

Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

O QUE DISSERAM DE 2016!         

 

A Comunidade de Silvicultura queria registrar e  discutir a opinião dos  silvicultores a respeito do que foi o ano de 2016 para a silvicultura brasileira. Em 7 dias , os registros da página  mostraram que alcançamos cerca de 60.000 pessoas,1300 curtiram,113 compartilharam,30 comentaram e 18 enviaram mensagens pelo e-mail pessoal. Segundo analistas do Facebook o resultado foi excelente!

 

Fizemos um resumo dos pontos mais comentados e estamos compartilhando para conhecimento e  discussões.  O objetivo era identificar as dores. E parece que há dores de todo tipo: de cabeça, de barriga e de cotovelo! Seguem os comentários  que nos pareceram mais relevantes:

 

  • Tivemos a participação de brilhantes profissionais. Parece que há muita gente com a mesma disposição e interesse pela atividade. Isso é animador! A Comunidade, respeitosamente, agradece e sente-se honrada com as manifestações. Houve inúmeras sugestões para melhorias!

 

  • A impressão é que os comentários apresentados pela Comunidade de Silvicultura foram considerados bem realistas. No entanto, foram enfatizados alguns São dores com sinais preocupantes: o nível tecnológico; o fomento florestal, a representação institucional, as pesquisas com espécies nativas, a falta de estrutura  governamental para implementar políticas públicas e o valor desanimador da madeira;

 

  • Há muita expectativa com respeito à viabilização da madeira como alternativa energética; ao incentivo de novos reflorestamentos para proteção ; ao retorno de investimentos estrangeiros em negócios florestais ; à maior valorização do silvicultor de campo  e aos aspectos ambientais dos empreendimentos;

 

  • Tivemos a grata satisfação de saber que o texto foi aproveitado para discussões em algumas empresas e foi motivo de muitas conversas – a favor e contra –  entre profissionais. Do amigo e ex-Ministro José Carlos Carvalho recebemos e compartilhamos para nossa honra  a seguinte mensagem : “Parabéns pela iniciativa de aglutinar e mobilizar a comunidade Florestal brasileira.Vamos continuar valorizando esse espaço como uma trincheira para a autocrítica do setor e a defesa de seus legítimos interesses, tendo como foco o uso múltiplo madeireiro e não madeireiro”……

 

O  objetivo  era fomentar as discussões  e por em  destaque os principais  problemas da atividade. Não se esgotou o assunto, mas, com certeza,  todos nós estamos prestando nossa   colaboração  para  que dores controláveis, não se transformem em males incuráveis!

 

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – serviços florestais – nbleite@uol.com.br

5-2

Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

AS MARCAS QUE FICARAM DE 2016?

A Comunidade de Silvicultura preparou uma relação de  tópicos  para  avaliar  as marcas   que o ano de 2016 deixaram no setor. O objetivo é obter a opinião dos silvicultores. Nada de identificar doenças, mas as dores, se existirem!  E que essa reflexão sirva  para mais  discussões e alertas  a todos que atuam e se interessam pelo setor. Como provocação a Comunidade de Silvicultura  apresenta suas impressões para críticas e sugestões. Assim, talvez fique mais  fácil identificar  a dor: na cabeça ou no pé!

  • Nível tecnológico dos trabalhos de campo:

Melhorou – aumentou a preocupação em se fazer bem feito. Grandes áreas não significam qualidade, e muitas  barbeiragens estão ficando expostas e criando constrangimentos. Os inevitáveis impactos na produção de madeira estão exigindo melhorias operacionais. Reduzir custo está deixando de ser obrigação e perdendo para competência;

  • Distância para aquisição de madeira:

Piorou – aumentou a distância. Há muita gente buscando madeira a grandes distâncias. Madeira a preço de repolho e vizinhos insatisfeitos. Um contraste incompreensível. Mas,  com certeza, terá fim. E outros responderão pelas consequências!

  • Produtividade média das florestas:

Piorou – é o reflexo de plantios mal feitos – mato-competição, formiga, pragas, fogo, clones, etc. Está diminuindo a produtividade média e fica flagrante  a necessidade de ajustes no processo de produção de madeira. A dúvida é quanto ao momento dos  inevitáveis ajustes! Pode faltar madeira? É bom lembrar que o remédio é só,  a longo prazo;

  • Problemas com pragas e doenças:

Piorou – aumentou significativamente os sinais de novos ataques. O setor pode ser surpreendido. Muita gente ainda não se deu conta dos riscos e da necessidade de medidas preventivas. Há especialistas que acreditam  que o grande problema é desinformação. Muito mais que o interesse por medidas preventivas;

  • Preço da madeira:

Piorou – há muitos produtores desistindo de suas florestas e de seus  programas de plantio. O valor da madeira está muito  aquém do desejado e esperado. E o custo para se fazer a floresta cresceu. O produtor aprendeu a fazer conta, e está querendo sair do setor. Uma pena!

  • Reflorestamentos para conservação e proteção:

Melhorou – aumentou o interesse e a necessidade está se evidenciando.  Mas enquanto esses plantios não se transformarem em negócio, o assunto fica só na falação. Mas a falação quando  aumenta  pode provocar atitudes. Há bons exemplos a serem seguidos;

  • Possibilidade de se usar a madeira como alternativa energética:

Melhorou – ficou evidente a necessidade de se encontrar alternativas para a energia fóssil. A silvicultura precisa desgarrar-se da dependência exclusiva dos grandes consumidores. Eucalipto para serra está se tornando uma realidade e a biomassa para energia está se tornando uma realidade. Até a atenção dos tradicionais consumidores está crescendo. Ótimo sinal, pois esse pessoal faz acontecer;

  • Estruturação do Programa Nacional de Florestas Plantadas:

Piorou – sumiu. Ninguém sabe informar. É a falência institucional da silvicultura, em nível de Governo Federal. Fica o desafio:  quando e como reorganizar?

  • Ações governamentais para alavancar a atividade:

Piorou – não houve nenhum movimento. E a silvicultura precisa do Governo para algumas realizações. Talvez nem tanto de dinheiro, mas muito de políticas que  mostrem as diretrizes de longo prazo, que integrem  setores , infra- estrutura, etc. Uma pena!!

  • Recursos governamentais para pesquisas florestais:

Estagnou –  a pesquisa continua dependendo de recursos das grandes empresas para resolver  seus problemas. Felizmente, o oxigênio do dia-a-dia está mantido. Avanços?  Só por conta e exclusividade dos interessados. Há instituições e profissionais com muita capacidade a oferecer;

  • Pesquisas com as  espécies florestais  nativas:

Estagnou – continuamos pobres no conhecimento de nossa rica diversidade de espécies florestais nativas! Uma vergonha para a silvicultura brasileira. A quem reclamar? Quem vai reclamar?  Há mais de 50 anos, a produtividade do eucalipto não passava de 20 metros  cúbicos por hectare/ano, muito parecido com o que se consegue com algumas espécies nativas e quase sem pesquisa. Grandes investimentos em pesquisas e experimentações elevaram a produtividade das espécies exóticas comerciais. Um alento às pesquisas com nossas espécies nativas. Um desafio para a engenharia florestal do  Brasil !

  • Novos empreendimentos florestais:

Estagnou – sumiram os novos empreendimento  e os investidores perderam um pouco do entusiasmo.  O ambiente econômico e  político atrapalhou, até o interesse das grandes TIMOS. Há muitas oportunidades de negócio  e,  com  certeza, aos sinais de estabilização, esse pessoal   deverá voltar a investir;

  • Mato Grosso do Sul como  polo de silvicultura:

Melhorou – continua crescendo. Muitas dúvidas e muitas demandas. Trabalhos maravilhosos ao lado de graves e inaceitáveis problemas! Processo de crescimento irreversível e com muitas necessidades logísticas. Há necessidade de se integrar interesses e de se enriquecer o embasamento tecnológico. Um grande desafio para os empreendimentos perenes;

  • Áreas com plantios de pinus:

Piorou – diminuiu, quase sumiu! Poderemos enfrentar  problemas futuros. O produtor de floresta está muito insatisfeito com o preço da madeira. A longo  prazo , não se vislumbram perspectivas. Faltam políticas públicas. Ainda está valendo a competência e a iniciativa de poucos e brilhantes profissionais;

  • Uso da madeira dos desbastes de pinus:

Piorou –  a madeira está muito desvalorizada e o produtor  desanimado está fugindo do setor.  Foi um ano de debandada. Vem reflexo lá na frente!

  • Surgimento de novas espécies para cultivo:

Melhorou – aumentou significativamente  a quantidade de interessados em plantar espécies alternativas. Precisaria mais experimentações, mais divulgação e mais envolvimento de instituições de pesquisas e universidades. Bom para a silvicultura. Sinal inquestionável de que há gente interessada em fazer floresta e querem sair do eucalipto ou pinus;

  • Serviços silviculturais:

Melhorou – mais preocupações com nutrição, manejo do solo, mato-competição. Aumentou a preocupação em se fazer bem feito para não se perder produtividade. O silvicultor está sendo mais valorizado. Reduzir custo está deixando de ser uma obrigação. Está sendo muito valorizado o prestador de serviço, que tem capacidade de colaborar na decisão técnica. Está sumindo o simples cumpridor de cronograma, a custo mais baixo! A silvicultura se enriquece;

  • Produção de mudas:

Estagnou – diminuíram-se os produtores. Espera-se  que os remanescentes sejam valorizados;

  • Certificação florestal:

Melhorou – continua sendo valorizada. Tem muita credibilidade e talvez possa ajudar ainda mais o desenvolvimento do setor;

  • Representatividade institucional da silvicultura:

Piorou – ninguém sabe informar o que está acontecendo. A silvicultura não pode continuar assim, sob pena de se  perder oportunidades de negócio e a competitividade, no longo prazo;

  • Legislação florestal:

Estagnou – nenhuma mudança significativa. Nenhuma discussão. Os problemas velhos continuam sem solução e são esquecidos. Vem bomba, lá na frente;

  • Programas de fomento florestal:

Piorou – muitos descontentes. Muita falação. Muita desinformação. Isso precisa mudar para o bem e a credibilidade da silvicultura. Há bons exemplos a serem seguidos. É imprescindível para sustentabilidade da atividade. Há muitos, que apontam como o grande problema que se agravou no ano! Aumentou, de forma significativa, a quantidade de  pequenos e médios produtores insatisfeitos com a atividade!

  • Mercado externo:

Estagnou – falta infraestrutura e logística para criar condições de maior competitividade ao país.  Há oportunidades para crescimento e desenvolvimento.  É essencial a atuação dos Governos Federal e Estadual. O desenvolvimento continua por conta, criatividade e iniciativa das empresas;

  • A integração e colaboração entre empresas:

Estagnou – aumentou a competição  entre empresas. Uma disputa em que todos perdem e a silvicultura diminui a competitividade. Há muitos problemas que dependem da colaboração de todos. A silvicultura brasileira sempre dependeu das empresas: da integração entre elas e da integração com instituições de pesquisas;

  • Reconhecimento social e ambiental da silvicultura:

Piorou – há movimentos que ressurgem por falta de comunicação. Há muita discussão  de problemas resolvidos. Há trabalhos de grande importância sem a devida propaganda, em nível da sociedade urbana. Esse pessoal faz leis e continua distante da realidade social e ambiental do setor. Não se pode deixar de reconhecer o esforço gigantesco que muitas empresas fazem para valorizar o setor, mas não se pode acreditar que as encrencas estejam sendo equacionadas. Será que essa comunicação está mal direcionada?

 

Aguardamos e agradecemos, desde já, os comentários.

 

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – serviços florestais – nbleite@uol.com.br

Post-05

Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

O LADO RICO E O LADO POBRE DA SILVICULTURA!
“A silvicultura é como uma grande família: de um lado, aqueles muito ricos, sempre com novidades, grandes negócios, tudo de melhor, viagens, fino trato, outro mundo. Até o cheiro parece diferente! De outro lado, a turminha mais pobre. A do batente. Muita disposição e valentia .A luta brava de todos os dias. Entre esses, alguns festeiros, sempre animados. Esse pessoal corre, corre e parece que dá pique no lugar! ”, essa foi a definição que ouvi de um respeitado professor universitário. E ainda, de sobra, completou: “os ricos não precisam de nada, os pobres lutam e nunca têm nada, mas pulam, gritam, berram, reclamam e parece que não saem do lugar. Na verdade, são os que dão vida ao setor”.

A conversa continuou e mais na frente, para completar a obra, o bem humorado professor disse : “vamos colocar cada segmento da silvicultura em seu território e vamos ver se não é, exatamente, dessa forma que as coisas acontecem! E foi batizando cada segmento de acordo com seu perfil : “ ricos – as grandes indústrias : não precisam de nada, tem tecnologia na mão, recursos suficientes, gente independente , torcem para que o Governo não atrapalhe e nem dão bola para o restante da família. Os pobres – universidades, professores, pesquisadores e , especialmente, os que trabalham com espécies nativas, fomentados , produtores florestais, prestadores de serviço, consultores, entre muitos. Lutam todo dia! Mas vão que vão. E os festeiros animam o ambiente. Sempre barulhentos. Não saem do lugar, mas se divertem, e até conseguem, vez ou outra, juntar a família – entidades de classe, instituições de governo, fazedores de políticas públicas, legisladores, financiadores de programas , e por aí vai”.

E, em tom de brincadeira, falou: “só essa turminha do barulho encheria o salão”. A conversa foi longa e com muitas variações. Mas nada, tão adequado para uma boa reflexão, quanto a analogia da família!
E fica a dúvida: dá para juntar toda essa turma, numa festa só?

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – serviços florestais – nbleite@uol.com.br

8-1

Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário