A CHINA MANDA NA NOSSA SILVICULTURA!

 

Podemos discutir o desenvolvimento tecnológico que está chegando, o arroz com feijão, que mal se aplica nos dias de hoje, políticas públicas para isso ou aquilo; a silvicultura mitigando problemas climáticos e a madeira gerando energia; a necessidade de mais pesquisas para nossas espécies nativas e por ai vai. O cardápio é extenso. E com criatividade, quase não tem fim.

Mas juntando tudo isso, multiplicando daqui e dali, chega-se à conclusão de que, quem manda na nossa silvicultura é o valor da madeira, que permite mantermos a competição, em nível internacional, principalmente junto aos grandes importadores de celulose como a  China! Qual o motivo? Muito simples: nossos grandes consumidores, e só eles, comandam o mercado de madeira. E o preço da matéria prima,  mantem estreita relação com o  preço da celulose, lá na China. Pequenas variações, mas nada tão significativo.

Essa relação é bastante controlada. E isso não muda, tão facilmente. E daí, a conclusão lógica: a China, grande importadora de celulose, servindo como importante balizadora de preço do mercado internacional, manda nos rumos de nossa silvicultura.  A competitividade quase que congela, ou permite pouca flexibilização nos custos de produção industrial. E,  com isso não se altera o preço da madeira colocada na fábrica.

Essa cadeia com preços “imexíveis” vai fazer a  silvicultura definhar e se restringir somente aos grandes consumidores, e num raio de até 100 km dos centros de consumo. Uma atividade com várias universidades, milhares de profissionais e produtores, e milhões de empregos. Tudo à disposição, unicamente, de poucos e grandes consumidores. E ainda vamos continuar falando em sustentabilidade?

A grande esperança é que sejam agregados mais valores aos produtos industriais e não fiquemos restritos a esse mercado competitivo, que só sobrevive com o sacrifício da silvicultura. E há quem diga, que temos grande potencial para ocuparmos o mercado internacional.

Ninguém duvida, mas com a certeza, de que precisamos redesenhar a indústria de base florestal para que a madeira seja devidamente valorizada!

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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4G REALIZA REUNIÃO COM WALTER SHALKA NO IPT PARA DISCUTIR SETOR FLORESTAL

REDE SBS DIA A DIA – 29.03.2017

O grupo de especialistas em silvicultura denominado 4G (Quatro Gerações), que se reúne periodicamente para trocar ideias e experiências na área florestal, realizou na tarde de hoje, 29/03, um encontro no Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), Cidade Universitária, São Paulo. O convidado especial foi o Engo Walter Schalka, presidente da Companhia Suzano de Papel e Celulose, que abordou aspectos relevantes do atual momento vivido pelas
indústrias que utilizam matéria-prima de florestas plantadas, com ênfase no segmento de papel e celulose.

Respondendo a perguntas dos 30 participantes, Schalka esclareceu que nos últimos anos houve uma expansão significativa da capacidade produtiva de celulose de fibra curta (eucalipto), o que tem levado a uma sobre oferta dessa commodity e baixa de seu preço no mercado internacional, com consequente redução de lucratividade. Falou da grande vantagem competitiva do País no que se refere à produção florestal e da importância da madeira nos custos de produção, hoje pouco mais de 50% do cash cost da celulose. Contou do esforços permanentes de sua empresa para aumentar a qualidade da madeira e a produtividade das florestas pelo uso de novas tecnologias, dentre elas a engenharia genética. Sugeriu que o Brasil poderia agregar mais valor à matéria-prima de suas florestas, fabricando produtos cujo consumo tende a aumentar nos mercados globais, como por exemplo, papéis sanitários, celulose fluff e cartão para embalagens longa vida (liquid packaging board).

Com o avanço das mídias digitais, o consumo de papel de jornal e de escrever tem diminuído a cada ano. A reunião contou com a presença do Engo Ftal. Marcus
Vinicius da Silva Alves, Diretor do Serviço Florestal Brasileiro (SFB), Engo Boris Tabacof, membro do Conselho de Administração da Suzano, Alexandre Chueri, Diretor Florestal da Suzano, Engo Fernando Landgraf, presidente do IPT, Biol. Ligia Ferrari, Diretora do CT-Floresta do IPT, e também de representantes de proprietários, formadores e gestores de florestas; organizações certificadoras; fabricantes de equipamentos; instituições de ensino e pesquisa, e consultores florestais.
Como organização parceira do 4G, a SBS agradece a Walter Schalka pela valiosa apresentação e ao IPT pela cessão do Auditório Marcio Nahuz, Prédio 11, onde se realizou o encontro.

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CONSIDERAÇÕES DA COMUNIDADE DE SILVICULTURA

O 4G é um Grupo de Quatro Gerações de silvicultores independentes, que se reúne, periodicamente, para discutir assuntos de interesse da silvicultura brasileira.. Essa foi a nossa sexta reunião. A escolha dos temas depende dos problemas existentes e impactantes à atividade. O convidado é sempre uma referência no setor. A escolha do Dr. Walter se deu em função do trabalho que a empresa vem desenvolvendo em diferentes setores produtivos visando dar maior rentabilidade aos seus acionistas.

Em sua apresentação o convidado, além dos trabalhos que estão sendo desenvolvidos em toda a organização, destacou a grande importância dada ao setor florestal. Falou do intenso programa para novos avanços tecnológicos com a pesquisa florestal, da necessidade de se adequar regras do sistema de certificação florestal e da importância de uma integração do fomento à realidade econômica da empresa. Deu destaque à necessidade de se esgotar todas as possibilidade de melhorias no “arroz e feijão” de todos os dias. O Dr. Walter mostrou-se bastante otimista com o crescimento do setor, em nível de mercado internacional, desde que um novo redesenho do setor permita maior valor agregado aos produtos brasileiros, melhorias nos sistemas de logística e muito esforço para diminuição de custos e progressivos ganhos na produtividade e qualidade da madeira. A reunião atendeu aos objetivos do 4G, abrindo muitas janelas de discussões.

Na programação do 4G para 2017 estão previstas reuniões com outros executivos empresariais e cientistas renomados, que possam abordar os temas referentes às grandes questões silviculturais. Os membros do 4G serão informados das próximas reuniões. E a Comunidade de Silvicultura dará total e pleno apoio às iniciativas do 4G !
Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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SILVICULTURA: AGRICULTURA OU MEIO AMBIENTE?

 

Há poucos dias, numa reunião de produtores rurais, onde se comentava de tudo – feijão, arroz, milho, laranja, vaca leiteira, – surgiu uma indagação, conhecida de todos os silvicultores, mas que chamou atenção pela forma colocada! Um senhor interessado em plantar árvores – e fazia questão de enfatizar “ quero plantar árvores, não me importa se é eucalipto ou nativa” e quero saber se devo tratar desse assunto aqui ou numa reunião de meio ambiente! Em seguida, alguém apressadinho, foi dizendo: “se for eucalipto é com o pessoal da agricultura, mas se for espécie nativa é no meio ambiente”! Estava armada uma tremenda discussão!

Sugestões e opiniões de todo lado. Alguns com ranço de radicalismo, mas a grande maioria, aparentando uma grande dúvida. Para salvar a lavoura, um produtor florestal, de longa data, deu o recado: “não se incomode com quem tratar, se incomode com a forma de fazer . Se fizer bem feito,respeitando as nascentes,os cuidados com erosão e usar boa tecnologia, vai formar uma floresta linda e você vai ficar, até com dó de cortar! Vai fazer como se faz na agricultura,mas tome cuidado com as nascentes,as matas de proteção, as erosões e use tecnologia para formar as florestas. E você vai ter uma floresta produtiva e com forte apelo ambiental” e completou “ e não importa a nacionalidade da árvore, é só fazer bem feito” e concluiu “ meus avós já trabalhavam com madeira e toda a família vive das nossas florestas. Vendemos madeira para carvão, celulose,energia, serraria e até cavaco. Cuidamos das estradas,das matas que protegem as nascentes e que formam um bloco de floresta maravilhoso. Não temos problema com água e temos bicho de todo jeito na fazenda.Quando alguém visita a gente,fala que moramos num paraíso ambiental e fala, até que somos ecologistas”!

A reunião continuou, mas a discussão sobre plantio de eucalipto parou com as explicações do produtor rural. Na saída,quando fui cumprimentar o senhor, ele todo envaidecido falou : “ em toda a reunião, há sempre alguém pronto para meter a boca no eucalipto” e concluiu “ é impressionante como faltam informações aos produtores rurais” e deixou uma indagação “ será que o meu caso é uma exceção”?

O caso é tão interessante, que merece ser compartilhado com mais silvicultores para reflexão!

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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SERGIO MORO E O REFLORESTAMENTO

Existe uma preocupação geral com o que pode vir amanhã ou depois de amanhã…… A vassoura passa aqui e ali. Reclamações, mas muito mais calorosos aplausos! Aposta e grande torcida para que as coisas se definam sem retrocessos. Com certeza, teremos um país diferente, depois dessa novela, ainda sem final à vista! E a silvicultura onde entra nisso? Continuamos esperando que políticas públicas definam novos rumos à silvicultura brasileira. Enquanto isso, parece que todo mundo está encolhido. 


O problema é que essa “paralização silenciosa” pode trazer reflexos negativos, lá na frente. De consolo, temos algumas iniciativas interessantes:

1- No Paraná, a APRE e a ABIMCI estão se movimentando. Discutindo medidas que favoreçam e criem condições para o desenvolvimento da atividade. O plantio de pinus está se arrastando e pode trazer reflexos à indústria madeireira no futuro. A floresta de pinus tem peso significativo na economia estadual e as empresas estão se ajeitando!

2- Há informações de que na Bahia o fomento está sendo bem sucedido. Essa é uma notícia maravilhosa! O pequeno e médio produtor continuam acreditando na silvicultura!

3- A Coalizão Brasil Clima Florestas e Agricultura, uma entidade sem fins lucrativos e que não depende de Governo, está desenvolvendo inúmeros trabalhos com espécies nativas. É esforço de profissionais e empresas que acreditam no potencial da silvicultura brasileira. Mistura competência, criatividade e sensibilidade pelos valores sociais e ambientais;

4- No Mato Grosso do Sul, o Painel Florestal está liderando reuniões técnicas e de negócios com vista ao desenvolvimento do setor. Fala-se na presença de mais de 1000 profissionais aos encontros que acontecerão nos dias 28,29 e 30 de março!

São demonstrações de que o setor depende pouco do Governo. Mas, infelizmente, há pendências inevitáveis! E só para lembrar: lá trás, o incentivo fiscal para reflorestamento, que criou a base inicial de sustentação da indústria florestal do Brasil foi, justificadamente, extinto por distorções na aplicação de recursos financeiros. Foram anos, até que as coisas se acertassem!

Não querendo justificar os erros do passado, vale uma comparação: todo o recurso dispendido em mais de 20 anos de incentivo fiscal com todas as criminosas distorções, foi dinheiro para “café de boteco”, perto dessa lambança descoberta pelo Sergio Moro!

E o que deu certo já devolveu, em impostos, algumas vezes tudo que foi aplicado, além de milhões de empregos criados!
Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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A SILVICULTURA E A NECESSIDADE DE MAIS DISCUSSÕES CONJUNTAS!

 

“Há necessidade de muita coisa, mas a falta de discussões conjuntas das grandes questões, que afetam a silvicultura, o isolamento e a independência de alguns protagonistas, preocupa”! Foi assim, que um grande amigo e empresário do setor, respondeu, quando indagamos –“o que o senhor apontaria como principal diferença entre os tempos lá de trás e a modernidade atual”! Na continuidade de nossa conversa, e com mais detalhes, comentou-se de inúmeras questões resolvidas em conjunto.

A tecnologia se desenvolveu graças aos trabalhos das empresas com as universidade e às grandes regiões conjuntas do IPEF,SIF, dentre outras instituições. Cada encontro de 50,60 profissionais era uma aula coletiva e diversos procedimentos silviculturais se alteravam no outro dia, em muitas empresas. A legislação, sempre complexa, foi se ajustando com as reuniões em diferentes entidades e na Sociedade Brasileira de Silvicultura – SBS. Não havia segredos! Tudo era compartilhado sem nenhuma dificuldade. E não havia internet! Era o interesse profissional e o comprometimento com o desenvolvimento do setor que fazia a “roda girar”. Nenhum assunto ficava solto à espera de solução espontânea! E vejam quantas questões estratégicas, nos dias atuais, saltam daqui e dali e ninguém resolve e nem se discute nada!

Há iniciativas, quase heroicas, mas muito aquém das necessidades do setor. Parabéns ao Painel Florestal, Mais Florestas, IPEF,SIF,EMBRAPA, dentre outras, que fazem grande esforço para manter vivo o interesse em reuniões e discussões setoriais. Há assuntos soltos que precisam de discussões, colaborações, e decisões conjuntas. O uso da madeira como alternativa energética, os compromissos brasileiros nas discussões de Clima, dentre outros, são exemplos de temas que exigem reuniões, discussões e participação dos interessados.

No meio da conversa citou- “ há movimentos que precisam ser divulgados, ampliados e integrado à vida da silvicultura. A Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura é um ótimo exemplo de trabalho muito competente, que precisa de divulgação para enriquecer ainda mais a silvicultura brasileira”. E completou –“ com divulgação vamos juntar mais produtores florestais, em torno dessa filosofia de trabalho”! No final da conversa ficou um recado –“ o setor só cresce, e se sustenta, com mais produtores, mais participação e mais discussões dos assuntos que interessam a todos”!

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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A SUSTENTABILIDADE PRECISA SE SUSTENTAR!      

 

A silvicultura brasileira – do eucalipto e pinus – nos últimos 50 anos, na pior das hipóteses, dobrou a produtividade. Saímos de 15/20 e passamos a 30/40 metros cúbicos /ha/ano, somaram-se os avanços sociais e ambientais e os discursos  passaram a destacar  “ a  tal de sustentabilidade”. E a preocupação passou a ser a consolidação  do estágio alcançado. Antes que o modelo se desgaste, cabem algumas  reflexões:

  • Essa sustentabilidade está muito ligada aos grandes consumidores. Na maioria desses casos, a conta é paga pela indústria. Assim, a vida fica mais fácil. E agregar valores sociais e ambientais só vai depender da competência dos profissionais que tocam esses programas. E há gente brilhante dedicada ao tema.
  • Há de se encontrar mecanismos que estimule a participação de mais produtores na cadeia de produção. Vai ser desastroso esperar que o tempo resolva essa encrenca. Lá na frente, o exército de inimigos da silvicultura pode cobrar caro, qualquer mudança de posição!
  • A silvicultura precisa encontrar a forma de se integrar, verdadeiramente, aos movimentos de mitigações climáticas. Valorizar pesquisas e estimular plantios com espécies nativas parece ser a forma de maior visibilidade. Mas não pode ser só uma pitadinha! Isso custa e muito. E não dá para ficar só na disposição e idealismo de apaixonados silvicultores. Esse assunto precisa virar negócio!
  • A liberação de áreas para estrangeiros pode impactar o setor florestal. Se não houver políticas públicas adequadas, o impacto pode ser negativo. E os interessados estão chegando….
  • Se essas questões dependessem só da iniciativa privada, com certeza, seriam resolvidas. Mas há casos em que a participação governamental é essencial. E o momento não é nada favorável!
  • Duas certezas: a tecnologia avança – só depende das empresas; a silvicultura não é só metro cúbico!

Com essas e outras, fica a impressão de que manter a sustentabilidade é tão difícil, quanto chegar até ela. E aqui, o silvicultor de bota ajuda, mas não resolve! Os cumprimentos da Comunidade de Silvicultura aos que  se dedicam de corpo e alma na valorização dos valores sociais e ambientais da atividade!

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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ACIMA DE TUDO, O RESPEITO E A VALORIZAÇÃO DOS PROFISSIONAIS!  

 

Há dias atrás, ouvimos de um profissional, em meio de carreira, comentários interessantes  a respeito  da  relação profissional. O assunto é para especialista – e cada macaco no seu galho. Mas fomos em frente! O moço estava preocupado com o nível das relações que conhecera nas empresas em que tinha passado. E o nosso amigo estava indignado pelo fato desse assunto, de tamanha importância, não ser devidamente  explorado em muitas  empresas para o bem  e satisfação de seus colaboradores ! Achamos a observação curiosa, corajosa e oportuna.

Talvez esse mico tenha sido colocado no nosso colo pelas andanças  da vida! Tivemos oportunidade de trabalhar em várias empresas, instituições de pesquisas, governo, entidades representativas, novos empreendimentos, dentre outras andanças.  Isso dá uma boa ideia de diferentes situações.  Sente-se  todos os sabores e dissabores. De “paparicações”, às amargas dispensas.  Talvez tenha sido esse amplo cardápio da vida profissional, que tenha encorajado o moço a fazer o provocativo comentário.  De cara, abordamos a grande lição que aprendemos  na vida profissional : “ Acertamos  e erramos muito. Só não  erramos mais, graças aos  competentes profissionais , que sempre fizemos questão  de tê-los ao lado”! E enfatizamos: “  esteja sempre acompanhado de gente competente, que questiona, que reivindica, que critica. Esses,  de fato, evitam erros”! E continuamos: “E nada de “panelinha” ou conversinha mole, daqui e dali”.

O respeito entre as pessoas deve prevalecer   sempre. Até nas encrencas.  Aceite que tirem isso, cortem aquilo, mas não aceite que tenha que adotar qualquer providência, que afete o respeito e a credibilidade junto aos seus colaboradores”. E como a sugestão do moço era para falar de relacionamento profissional, fica o registro: “só agindo sempre de maneira  responsável, honesta e justa  em tudo e com todos, teremos chance de  criar  ambiente de trabalho capaz de manter a equipe de trabalho integrada e produtiva”. Em livros especializados há  definições  e explicações sobre o assunto. Na verdade, a definição é  assunto  para ser tratado e explicado por especialistas. Mas para  proceder com honestidade, respeito e justiça não há necessidade de nenhum ensinamento.  É só  agir!

O sucesso da silvicultura tem muito a ver com as brilhantes equipes de profissionais, que se formaram em muitas empresas, em diferentes épocas. Nos dias atuais, há inúmeros casos a serem observados.  Não invente a roda, é só seguir os bons exemplos. Cuidemos  de formar boas equipes e valorizemos os brilhantes profissionais! A silvicultura vai sempre depender desse pessoal para continuar se desenvolvendo!

 

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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FRASES QUE RETRATAM O SILVICULTOR!

 

Seguem algumas “pérolas” colhidas pela vida dos silvicultores! Evitamos identificar autores, pois o objetivo foi mostrar posturas, que orgulham e ensinam. O Professor? A vida!

1- A VIDA DO PROFISSIONAL É MARCADA POR SUAS GRANDES CONTRIBUIÇÕES, MAS AS PEQUENAS AÇÕES DE TODOS OS DIAS PODEM MARCAR A VIDA DE MUITAS PESSOAS!

– de um brilhante silvicultor com muitas realizações e que nunca deixou de valorizar seus colaboradores.
2- SE NÃO CONVENCER, CEDA. SÓ NÃO DEIXE QUE MANCHEM SUA REPUTAÇÃO;

– de um silvicultor lutando para evitar que a redução de custos não prejudique a qualidade de suas florestas.
3- A SILVICULTURA COMBINA BIOLOGIA E MATEMÁTICA, MAS HÁ QUEM SÓ ACREDITE NA MATEMÁTICA. ESSES ERRARAM DE PROFISSÃO!

– de silvicultor às voltas com controladores matemáticos. Só matemáticos e de apego religioso às planilhas!
4- O PRESIDENTE, DIRETOR OU CHEFE NEM SEMPRE É O MAIS COMPETENTE. PODE SER O MAIS TEIMOSO, RANCOROSO E BURRO!MAS É A VEZ DELE!

– de profissional diante de uma nova direção de reconhecida incompetência.
5- ERRAR É HUMANO, MAS QUANDO VOCÊ SE CERCA DE HUMANOS COMPETENTES ESSA POSSIBILIDADE FICA BEM DIMINUÍDA!

– de silvicultor diante de grandes desafios e pouca informação.
6- A UNIVERSIDADE FORMA PROFISSIONAIS COMPETENTES, MAS SÓ OS QUE TRAZEM DO BERÇO A GRANDEZA DE CARÁTER SE TORNAM BRILHANTES.

– de silvicultor diante do brilhantismo de colaboradores, que não tiveram tantas oportunidades para formação acadêmica.
7- A DECISÃO ERRADA PODE CRIAR INÚMERAS DIFICULDADES, MAS A PESSOA ERRADA PODE MATAR A EMPRESA.

– de um silvicultor diante da impossibilidade e teimosia de superiores mal preparados.
8- NÃO TOME NENHUMA DECISÃO DE CAMPO SEM ANTES APANHAR CHUVA E SUJAR A BOTA.

-de silvicultor diante de uma inovadora e milagrosa alternativa tecnológica.
9- A BOA EQUIPE SÓ ESTÁ PRONTA QUANDO NÃO PRECISA FAZER PANELA PARA QUE OS INCONVENIENTES SE AFASTEM.

– de silvicultor diante do isolamento de colaboradores inconvenientes.
10-QUANDO ERRAR CONJUNTAMENTE, NÃO DEIXE DE ASSUMIR A RESPONSABILIDADE PELO ERRO.

– de silvicultor que gerencia uma equipe de colaboradores.
Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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O “VOLUME MORTO DE FLORESTA” E A POUPANÇA VERDE! 

 

Há alguns anos atrás, floresta plantada era sinônimo de poupança verde. Era receita certa.  E muitos produtores ganharam dinheiro com produção de madeira. Mercado garantido e grandes programas de fomento, quando valia o “fio de bigode”.  Tratado e respeitado diziam a mesma coisa. E assim, os plantios foram crescendo. Nem a  distância do consumidor  assustava. Essa euforia provocou  a formação de plantios independentes,  e em muitos casos, sem  a devida preocupação com dois aspectos básicos : uso de tecnologia para se conseguir boas florestas e falta  de atenção com a distância do consumidor.

Áreas florestadas de baixa produtividade, com acessos difíceis e a grandes distâncias dos consumidores transformaram as almejadas poupanças em verdadeiros “micos”. E o pior, aumentaram as estatísticas da oferta, e  acentuaram a   sensação de que  está sobrando madeira. E o preço despencou. O impacto repercutiu em geral e todos perderam. Até aquela madeira na cozinha do consumidor passou a ser medida com a mesma régua!

E  muitas negociações  de madeira,  tornaram-se desastrosas.  Segundo, nosso amigo Eng. Manoel de Freitas, essas florestas em condições desfavoráveis para negociação constituem um verdadeiro “volume morto de florestas”. Essa situação ficou ainda mais agravada com o avanço dos sistemas mecanizados de colheita. Equipamentos caríssimos e com operadores qualificados exigem condições operacionais especiais para otimizar seus rendimentos: áreas planas e com tamanho,  que justifique o deslocamento de todos os equipamentos.

E nessa onda, muitas florestas de qualidade e nas vizinhanças de consumidores, mas pela impossibilidade de plena mecanização, estão sendo ‘matadas’ e passam a fazer parte do volume morto, também.  Paradoxalmente, um morto vivo!  Atrapalharam e embaralharam todo o mercado!  O desequilíbrio entre oferta e demanda de madeira é resultado de inúmeras variáveis e o “volume morto de floresta” não pode, isoladamente, responder pelo desarranjo de mercado. Mas merece as devidas ponderações.

Da mesma forma, há de se enfatizar,  que toda essa seletividade, seria anulada se o apetite dos grandes consumidores estivesse aguçado.  Ficam algumas  impressões para  reflexão;

  • Há muita madeira sobrando, mas em condições operacionais desfavoráveis. Por falta de tecnologia , localização inadequada, ou ambos.  Constituem o “volume morto de florestas”. É o  custo de erros!
  • A mecanização da colheita se transformou em novo indicador seletivo para comercialização das florestas. E a poupança verde, de fato, passou a ter “cara bem definida” – floresta produtiva, próxima do mercado consumidor e em condições favoráveis para mecanização ( relevo e tamanho da área).
  • O volume morto, quando  está morto por conveniência do comprador – florestas boas, próximas  do consumidor, mas com dificuldades operacionais – afasta os produtores, que se transformam em inimigos da silvicultura;
  • Há muita gente apostando que essa postura empresarial, de curto prazo, pode gerar  sérias dificuldades para o abastecimento futuro  de muitas indústrias. Há quem aposte na falta de madeira, a longo prazo!
  •  Fica um alerta! Se o produtor tem madeira para vender é bom  saber se a  sua floresta faz parte do volume morto, do volume que está sendo matado ou se é uma bela poupança verde. E   cuidado com a régua!

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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DE QUE SILVICULTURA ESTAMOS FALANDO?

 

Recebemos uma mensagem curiosa com 3 perguntas e 1 sugestão. Coisas de silvicultor com pouca informação, mas educado e muito bem intencionado:

1- “Plantar árvores para fins comerciais ou plantar árvores para proteger nascentes, não é a mesma silvicultura?

2- “Um assunto está no Ministério da Agricultura e a outro no Ministério do Meio Ambiente e o Serviço Florestal Brasileiro não tem nada a ver com nenhum dos dois?

3- “E como deixaram que isso acontecesse?”

4- E a sugestão – “será que juntando tudo no Serviço Florestal Brasileiro não seria mais lógico?

Com a palavra, os protagonistas da nossa silvicultura!

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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