ERROS QUE NÃO PODEM SER REPITIDOS!

Tudo leva a crer que nossas florestas plantadas poderão se transformar em importante alternativa para geração de energia! Vamos torcer para que, de fato, isso ocorra! Temos estoques de madeira sem uso, em locais que só servem para se cultivar florestas. Usa-se a madeira disponível, e segue- se o ciclo de produção. Temos grandes áreas reflorestadas para siderurgia, que infelizmente, dão apenas alguns suspiros! E sobra madeira, que também poderá acender lâmpadas! Enfim… muita madeira sobrando e com esse aproveitamento oportuno, vamos dar sustentação ao ciclo florestal em muitas regiões. Todo mundo ganha.

No entanto, somando tudo isso, ainda é pouco para se alterar a matriz energética. Vamos ter que plantar mais, e muito mais! E aqui, para o bem da silvicultura e para que não haja frustração, é fundamental que erros do passado, que nos envergonham, até nos dias atuais, não sejam repetidos! É hora de juntarmos força e exigirmos que os novos empreendimentos sejam baseados na tecnologia e no respeito aos aspectos sociais e ambientais. Nada disso é segredo. E os que fazem silvicultura de verdade conhecem bem toda essa história.

Fora, oportunistas e milagreiros, e cuidemos de valorizar os profissionais responsáveis e competentes!!! Não é uma tarefa fácil, mas só assim, teremos um novo ciclo de reflorestamento decente, justo e que não nos envergonhará! E a grande vantagem é que as histórias das boas empresas, dos profissionais competentes e dos famosos milagreiros não é segredo a ninguém, que conheça um pouquinho do setor!

O desafio é gigantesco, mas nada que amedronte os respeitosos e competentes profissionais comprometidos com o sucesso da silvicultura brasileira.

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – gestão e serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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AS FLORESTAS PLANTADAS E A ENERGIA QUE PRECISAMOS!

A quantidade de informações a respeito dos problemas energéticos é enorme. Parece que ninguém duvida que estamos diante de um problemaço! Se essa política “da corrupção” não estivesse tão entranhada em nosso país, já estaríamos de mãos para cima rezando por melhores dias. Os políticos “do mal” atrapalharam o crescimento, o desenvolvimento e, consequentemente, adiaram o problema energético.

Novos tempos mostram a cara, gente nova, o povo acordado e as cadeias cheias e bem trancadas…. Com certeza, virá o progresso, e rapidinho! Vão surgir barreiras: uma das principais – a energia! E a turma que faz planilha já está mostrando o tremendo “buraco” na matriz energética, e os que acreditam nas planilhas e procuram soluções dizem: “ mesmo com sol ardendo e vento soprando, vamos precisar das florestas plantadas, e em muita quantidade”! E vem a pergunta: “a silvicultura brasileira tem condições de atender ”? A resposta é simples, e sem rodeios – “ com políticas públicas de longo prazo, regras definidas e viabilidade econômica, pode apostar! Lá no campo, as coisas se resolvem”!

O Brasil tem terras desocupadas, tecnologia disponível, empresas empreendedoras e gente competente. É só apitar, e o jogo começa! Se duvidarem do resultado é só ver o que aconteceu com a produção de celulose: de importador, o Brasil se transformou no maior exportador de celulose de eucalipto do mundo! E esse jogo começou, há cerca de 50 anos atrás. Sem experiência, sem gente e um bando de oportunistas atrapalhando.

Imaginem agora, depois de tantas superações, empresas capacitadas, empreendedores preparados, profissionais competentes e enorme quantidade de bons exemplos a serem seguidos! Com tudo favorável, com certeza, as florestas plantadas poderão dar a energia que tanto necessitamos!

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – gestão e serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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O QUE PRECISA PARA UMA SILVICULTURA DIFERENTE?


O Eng. Florestal, que sempre nos questiona, quando colocamos nos textos alguma “coisa diferente” voltou a se manifestar. E, desta vez, de maneira bem objetiva: “vc falou em silvicultura diferente depois da crise! Cite 3 assuntos que deverão ser definidos e que podem mudar a silvicultura!”

Vamos lá. Parece-nos desnecessário dizer que a resposta pode trilhar caminhos alternativos, e virar uma novela com café requentado e bolo de fubá. Mas a pergunta foi precisa! Cite 3! E assim, o exercício fica bem mais difícil. Limitamo-nos a registrar só o que nos parece imprescindível para a vida da silvicultura. E dentro da nossa lógica, sujeita às críticas e pauladas dos amigos silvicultores:

– Promover e incentivar o uso de espécies nativas para programas de restaurações, com foco na produção e proteção da “nossa água de todos os dias”, e nos compromissos internacionais assumidos;

– Estruturar e implementar o Programa Nacional de Energia Verde, baseado na madeira de florestas plantadas para geração de energia;

– Definir a estrutura institucional para implementar e assumir a responsabilidade executiva dos programas estabelecidos.

Com certeza, vão dizer: “e isso e mais aquilo”?
A resposta é simples:” vão continuar se arrastando, como se arrastam, há anos. Judiam, mas não matam a silvicultura. Mas se não colocarmos essas novidades na praça, o sofrimento poderá ser fatal”. 

Aliás, não estamos falando da silvicultura das grandes empresas. Essa vive muito bem, com vida própria e independência, e nem se preocupa com a saúde do vizinho!


Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – gestão e serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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NOVOS TEMPOS E MUITAS ESPERANÇAS!

A silvicultura brasileira parece que está deixando a crise para trás! Nos últimos meses muitas coisas, há tempos reclamadas, começam a dar sinais de vida: O Plano Nacional de Florestas Plantadas parece que já está meio estruturado e o mais importante – tem- se a impressão de que a EMBRAPA FLORESTAS vai encampar o assunto. Esse pessoal tem os principais instrumentos para fazer acontecer: gente competente e mandato! Com certeza, vai tomar as devidas providências para juntar os pedaços dessa novela, que se encontram nas gavetas e prateleiras de vários ministérios, falando de produção, proteção, restauração, etc.

De fato, a crise fez com que a silvicultura, só de eucalipto e pinus, passasse a ter uma roupagem diferente. Seria inaceitável, no momento, falar-se num Plano de Florestas Plantadas, que não contemplasse todas essas novidades: restauração, proteção de mananciais para garantir “a nossa água de todos os dias”, mitigações climáticas, programas com espécies nativas e por aí vai… A silvicultura vai sair da crise bem maior!!!!

Outro assunto que cresce e ganha espaço na mídia e nas conversas e reuniões técnicas é o uso da biomassa de florestas plantadas para energia. Tudo leva a crer que essa opção energética pode se transformar numa bandeira importantíssima. E com toda lógica: país com vocação florestal, terras disponíveis, tecnologia de ponta, capacidade e competência operacional, juntando –se à extraordinária contribuição social e ambiental! É só transformar essa alternativa em negócio com viabilidade econômica, e teremos o assunto encaminhado!!! E há mais novidades: o uso múltiplo das florestas e da madeira tem sido motivo de muitas reuniões e já começam a surgir perspectivas de negócios.

Enfim… há animação e muita esperança. E gente que faz acontecer envolvida nessas discussões!!! Com certeza, bons ventos chegando!

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Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – gestão e serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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O FOGO NAS FLORESTAS E O MACACO EM GALHO DOS OUTROS!

Notícias de todos os lados mostram que estamos em chamas em inúmeros locais! Grandes áreas de florestas nativas, principalmente, nas regiões de cerrado, ardem sem dó! E lá se vão vegetais, animais, moradias, enfim…. perde-se tudo! E muitos dizem: “ é assim, todo ano”. Acabar com esse cenário desastroso parece uma luta sem fim, mas não dá para se aceitar, que continuemos a fazer discurso de “ mitigações climáticas” e não nos prepararmos, adequadamente, para proteger nossas reservas florestais.

Quem não conhece o tamanho dessa encrenca, é só fazer uma visita rápida, às áreas em chamas do cerrado de Minas, Tocantins, Mato Grosso, Maranhão, dentre muitas, e vai sentir os problemas gerados, e o tanto de florestas nativas, que viram cinzas! O desafio é gigantesco, e não dá para aceitar com naturalidade essa fogueira. É quase um crime! Vejam que paradoxo! – defende-se com razão e muita veemência, o desmatamento criminoso, e assiste-se, quase que passivamente, “às gigantescas queimadas”! Parece, que se aceita, sem muito alarde, o fogo! Devemos um cumprimento especial à forca, coragem e obstinação dos que se atiram de corpo e alma para salvar as florestas!

E esse ano, para agravar ainda mais o problema, estamos tendo notícias de grandes áreas de florestas plantadas no meio do fogo. E dessas florestas, não se esperava tanto fogo! Não há empresa florestal, que não conheça o risco e a forca desse inimigo. Talvez alguns abusem e queiram fazer algumas economias em medidas preventivas. É aí, que mora o perigo! Ele chega e acaba com tudo. Aquelas economias em manutenções e limpezas, prevenções e outras medidas de proteção, se tornam insignificantes, diante dos estragos!!! E não adianta culpar e nem lamentar o “ leite derramado “. Só resta torcer para que as lições desastrosas sirvam de orientação para os anos seguintes! Essa luta faz parte da vida dos florestais e vai existir todos os anos! E a madeira perdida não é reposta. Vira cinza!

Nas escolas florestais, todos aprendem a cuidar desse perigoso inimigo, mas na prática, muitas vezes, alguém que nunca viu fogo em floresta, exige economia e redução de custos nos serviços de proteção, e desarma o florestal! E daí, o desastre é certo! Infelizmente, é a história do macaco, que não respeita o galho do outro!

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – gestão e serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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O REFLORESTAMENTO, A SILVICULTURA E O VAZIO INSTITUCIONAL

Em nossa última postagem falamos de nossa preocupação com o vazio institucional, em que se encontra a silvicultura brasileira. Tivemos uma pergunta interessante e oportuna de um engenheiro florestal- o nome não vamos mencionar, pois não tivemos autorização para tal. Ele nos fez a seguinte pergunta: “ o que significa o vazio institucional da silvicultura brasileira”? Na verdade, tivemos 1 pergunta, e 2 questionamentos: o que se entende por vazio institucional e o porquê da preocupação! Vamos às considerações:

– Chamamos de vazio institucional a falta de identidade e da representação formal de nossa atividade, dentro das estruturas organizacionais dos Ministérios – em que esteve (Meio Ambiente) e onde está ( Agricultura ). E disso resulta a falta de conhecimento governamental para entender, organizar, planejar e elaborar políticas públicas. E assim, ficamos, então, sem diretrizes e sem endereço para se discutir, reivindicar, sugerir e questionar os rumos, que vão sendo impostos à atividade. E é importante que se frise: política pública é instrumento de Governo necessário para qualquer atividade, mas para atividades de longo prazo, como a silvicultura, é indispensável, quase vital!

– E a falta dessa estrutura no Governo, deixa a silvicultura sem mesa, sem cadeira, sem caneta e sem endereço formal na estrutura do Governo! Onde discutir as necessidades do setor? Em Grupos de Trabalho, com profissionais capacitados e bem intencionados, mas sem “uma caneta” para dar legitimidade às decisões? Acreditamos que, enquanto não houver independência e autoridade “dessa caneta”, o setor continuará se arrastando!!!!

A Comunidade de Silvicultura reitera a sua convicção na necessidade estratégica de se conseguir um endereço formal para nossa atividade na estrutura de Governo. Um endereço que possa dar legitimidade à atividade, com autonomia para discutir e, acima de tudo, com poder de decidir as diretrizes indispensáveis à silvicultura brasileira!

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – gestão e serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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EM 2 ANOS, 15.000 LIKES NO FACEBOOK ! NOSSOS AGRADECIMENTOS!

A Comunidade de Silvicultura, no dia 8 de setembro, completou 2 anos de existência, e agradece a valiosa colaboração recebida. Fomos muito além do que se previa. Na ocasião, quando perguntamos, ao nosso consultor o que seria razoável esperar, a resposta foi imediata: “ em 1 ano, se conseguir mais de 1000 seguidores será bom sinal!”, e continuou: “daí, pegamos as matérias mais lidas e traçamos uma estratégia de ação!”

Com 2 anos, e mais de 15.000 likes, não podemos deixar de agradecer a todos que acompanharam nossas publicações com comentários, críticas e sugestões. Enfim, tem sido uma experiência surpreendente e com agradáveis surpresas – o administrador tem o privilégio de acompanhar com mais detalhes as participações. O nosso muitíssimo obrigado pelas colaborações dos muitos amigos. E como é bom perceber a atenção dispensada pelo pessoal!

Cabem considerações sobre os resultados alcançados e a respeito do que vamos estabelecer como estratégia para frente! A base de nossos textos e comentários se manteve fiel à valorização da pesquisa, da técnica e dos profissionais, ao tratamento justo e respeitoso aos produtores florestais e ao flagrante vazio institucional, em que se encontra a silvicultura brasileira! Essas foram as trilhas de nossas conversas!

Vejam os números mais significativos: foram mais de 100 postagens; todos os textos tiveram, em média, cerca de 5.000 visualizações e alguns ultrapassaram 20.000; recebemos mais de 200 manifestações– no e-mail pessoal – e, segundo os remetentes, para evitar “encrencas”– vejam como pesa o “ é melhor não falar”, e quanto vale a liberdade de expressão!!!!  Alcançamos, nesse período, mais de 2.500.000 pessoas e mais de 500 usuários compartilharam nossas postagens com seus seguidores! Enfim… valeu muito o esforço.

Vamos continuar na mesma direção – valorização da técnica e dos profissionais, reconhecendo o importante papel do produtor florestal e reiterando a necessidade de se ocupar o vazio institucional da silvicultura brasileira! Vamos ficar muito agradecidos com sua colaboração, seus comentários, críticas e sugestões!

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – gestão e serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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SÓ NOTÍCIAS BOAS, E AS DIFICULDADES?

Quem acompanha as informações do setor encontra notícias interessantes e, em sua maioria, muito positivas: reuniões nacionais, encontros internacionais, os benefícios das florestas plantadas para mitigações climáticas, o mercado de celulose e papel em expansão, novos produtos, os preços de celulose em discussão para eventuais aumentos, novas tecnologias… e por aí vai. Realmente, é o mundo de sucesso das grandes empresas. De outro lado, nada ou muito pouca informação a respeito das dificuldades vividas pelo setor: madeira sobrando em algumas regiões, faltando em outras, preço sempre, lá em baixo, viveiros paralisados, programas de plantios reduzidos, incidência de pragas, e …!

Sem nenhuma dúvida, são mundos diferentes. Mas constituem a mesma silvicultura! São mundos que, aparentemente, não se conhecem. As diferenças são gritantes, e dá a sensação de que só o longo prazo, vai trazer solução! E isso pode ser desastroso para nossa silvicultura e para um punhado de profissionais colocados, todo ano, no mercado de trabalho! Mas há perspectivas, que podem criar grandes oportunidades e que precisam ser mais discutidas e concretizadas. Com certeza, darão vida à silvicultura brasileira! Nessa linha, dentre outros, temos que destacar a possibilidade de se desenvolver os programas para uso da madeira para fins energéticos e os programas de revegetação com nossas espécies nativas! A energia é uma necessidade de sempre e para sempre, e a revegetação é uma dívida que o Brasil assumiu com o mundo! Estamos diante de compromissos que não devem e não podem ser esquecidos e que demandarão muitos serviços.

E muita gente, já diz que estamos atrasados no encaminhamento de tais desafios!!! Sem muita conversa, reiteramos nossas preocupações e esperança, de que esses assuntos entrem, o mais breve possível, na pauta de nossos governantes, e se tornem realidade! Talvez seja a melhor alternativa para se chegar no longo prazo, preparados para se enfrentar as encrencas que virão!

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – gestão e serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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FLORESTAS PLANTADAS: ONDE FICA NO GOVERNO FEDERAL?

Essa é uma história que merece registro. O “assunto floresta plantada” passou a conhecimento público com a criação dos incentivos fiscais, em 1966, com a Lei 5106. E todos os assuntos de florestas plantadas eram tratados no Departamento de Reflorestamento do IBDF, também criado em 1966 para cuidar do tema florestal, bem mais amplo que florestas plantadas e ligado ao Ministério da Agricultura. As florestas plantadas ficaram ali, durante todo o período em que vigorou o incentivo fiscal. Era o centro de tudo. Discussões, reuniões, sugestões, reclamações, enfim…. o Departamento de Reflorestamento , centraliza os assuntos relacionados às plantadas . E nos demais departamentos tratavam-se das questões de parques, conservação, comercialização de produtos florestais, economia, entre outras coisas. Era a “casa das florestas”, com endereço bem definido.

Em 1989, o IBDF, com tudo que lhe pertencia – reflorestamento e todos os demais assuntos florestais – a pesca da SUDEPE e a borracha da SUDHEVEA, juntaram- se à SEMA, em evidência na época, e formaram o IBAMA. Em 1992, foi criado o Ministério do Meio Ambiente, ao qual ficou ligado o IBAMA. Nesse trajeto, de 1966- IBDF a 1992- Ministério do Meio Ambiente o setor florestal perdeu suas raízes e foi se desestruturando e se desmanchando! E os assuntos ligados às florestas se dividiram em partes diferentes e foram ancorando-se em pontos diferentes. E as florestas plantadas foram parar num canto da Secretaria de Florestas e Biodiversidades do Ministério do Meio Ambiente. Em 2000, foi criado o Programa Nacional de Florestas Plantadas para tratar do assunto. À margem do foco principal do Ministério do Meio Ambiente, e sem o apoio das empresas, não se desenvolveu como se previa, mas conseguiu, em 2006, dar grande contribuição para se criar o Serviço Florestal Brasileiro. Infelizmente e sob pressão de representantes do setor, não contemplou os cuidados com florestas plantadas.

Nessa época havia uma forte pressão de entidades do setor para levar o assunto “florestas plantadas” para o Ministério da Agricultura, onde se encontra representado, atualmente, por uma Câmara Setorial, composta por profissionais competentes e com muita disposição para colaboração – mas não passa de simples assessoramento e sem nenhum poder de decisão, dentro do Ministério da Agricultura! É fácil perceber que com todas essas alterações o setor ficou fragilizado e sem nenhuma” caneta que decide”.

Há informações e até documentos muito bem elaborados, mas falta o poder de decisão para criação de políticas públicas para o setor! Esse resgate é um grande desafio, que só vai acontecer com o esforço e união do setor florestal brasileiro, que é muito maior que a silvicultura de florestas plantadas dos plantadores de eucalipto e pinus!

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – gestão e serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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QUEM TOMA CONTA DA NOSSA SILVICULTURA?

Os tempos vão passando e não surge nada de concreto para cuidar das políticas públicas da silvicultura brasileira. O setor é composto por mundos de tamanho diferente e com problemas bem distintos – o mundo dos grandes consumidores, auto suficiente, com vida e defesa própria; um segundo mundo, com algumas dezenas de grandes produtores, agarrados ou querendo-se agarrar aos consumidores gigantes para não ficar sem rumo, e no final da fila, o mundão de milhares e milhares de pequenos e médios produtores sem saber o que fazer,para quem reclamar e sem ninguém para defendê-los. Mas o discurso da sustentabilidade da silvicultura comercial continua firme forte.

Os compromissos internacionais para restaurar, proteger e mitigar problemas climáticos continuam desafiadores! Mesmo assim, temos sinais de otimistas, acreditando na madeira como biomassa energética. De outro lado, como alento, somos campeões da produtividade e competitividade de florestas plantadas, temos a mais rica biodiversidade do planeta, com milhares de espécies arbóreas – a serem estudadas- e muita pesquisa com eucalipto e pinus. Quase tudo gerado e nas mãos dos grandes consumidores, além de milhares de profissionais competentes. E num país com extraordinárias condições naturais para produção florestal para um mercado internacional crescente e ávido por produtos florestais.

É fácil perceber que ,com tantas coisas favoráveis, devem existir dificuldades, que precisam ser identificadas e superadas! A lista não é pequena, mas o mais grave é saber que não existe nada, em nível de Governo Federal para tomar conhecimento dessa lista! Conhecer a lista e traçar caminhos para superação é fazer políticas públicas. Será que alguém acredita que todas essas oportunidades, riquezas e problemas vão se alinhar, um dia, sem políticas públicas? Com certeza, a silvicultura não vai precisar de “ nenhuma esmola do Governo” para se desenvolver,mas a ajuda do Governo na sua organização e integração às diretrizes de desenvolvimento do país é imprescindível. Esse papel organizador e implementador, através de políticas públicas, é do Governo, quer gostemos ou não gostemos!

É muito interessante que estejamos, bem próximos, para acompanhar e sugerir, mas a caneta precisa estar na mão do Governo. Sem diretrizes definidas, só cresce, de forma independente, a minoria, que já é independente! Mas a silvicultura nunca vai dar a sua real contribuição ao desenvolvimento do país, enquanto estiver a reboque de uma minoria capacitada de gigantes consumidores, auto suficiente, com vida e defesa própria!

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – gestão e serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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