Há 45 anos começava muito mais do que a formação de uma equipe de trabalho na Ripasa.
Começava a construção de uma história.
E essa história teve mais um capítulo especial nos dias 17 e 18 de abril de 2026, quando parte dessa trajetória se reencontrou, não apenas para recordar, mas para reafirmar aquilo que o tempo não apagou.
Estavam presentes os engenheiros Rubens, Balloni, Stape, Salmeron, Lineu, Zani e Nelson, nomes que representam, com orgulho, apenas uma parte da grande equipe da Ripasa Florestal dos anos 80/90.
Uma equipe construída no dia a dia.
Na convivência.
Nas decisões tomadas com responsabilidade e respeito.
Não era um grupo pressionado.
Era uma equipe comprometida.
Não era baseada em cobrança excessiva.
Era baseada em confiança.
E isso fazia toda a diferença.
Havia pontualidade nas entregas, não por imposição, mas por respeito.
Havia cooperação, não por obrigação, mas por convicção.
E havia amizade, daquelas que se constroem trabalhando juntos e enfrentando desafios reais.
Todos sabiam exatamente onde queriam chegar.
Metas claras. Direção definida. Confiança mútua.
E os resultados vieram, consistentes, sólidos e transformadores.
A empresa cresceu.
Se consolidou como referência técnica no setor.
Deixou de depender de madeira, para passar a fornecer madeira.
As florestas que sustentavam uma indústria de 400 toneladas por dia passaram a ter capacidade para abastecer 1.000 toneladas por dia.
E até o símbolo da ineficiência virou exemplo de organização.
Caminhões que antes aguardavam dias em filas passaram a descarregar na hora marcada.
Foram inúmeras inovações nos procedimentos operacionais.
Soluções práticas para problemas reais.
E, acima de tudo, a construção de um modelo de trabalho eficiente, integrado e respeitado.
Um dos grandes feitos foi exatamente esse.
A formação de uma equipe verdadeiramente integrada, onde cada um conhecia seu papel, e confiava no trabalho do outro.
Nada disso aconteceu por acaso.
Houve apoio pleno e irrestrito da Diretoria e da Presidência, na pessoa do Osmar Zogbi, garantindo condições e confiança para que o trabalho fosse realizado com liberdade e responsabilidade.
E a atuação da equipe não ficou restrita à empresa.
Seus representantes participaram ativamente de atividades e reivindicações institucionais junto às entidades do setor, contribuindo para o desenvolvimento da silvicultura brasileira além dos limites da própria organização.
Porque era isso que movia aquela equipe.
Compromisso com o trabalho, e com o setor.
Mas, no fim, o maior resultado não está apenas nos números, nas metas atingidas ou nas inovações implementadas.
Está nas pessoas.
Quarenta e cinco anos depois, o que permanece é o respeito.
É a admiração.
É a amizade construída ao longo de uma vida profissional.
E fica, acima de tudo, um sentimento claro, gratidão.
Gratidão pela oportunidade de ter participado de uma equipe que fez história.
Gratidão pela convivência, pelo aprendizado e pelos desafios compartilhados.
Gratidão por ter vivido um tempo em que era possível crescer junto, como profissionais e como pessoas.
Porque, no fim, mais do que resultados, formamos uma família com filosofia de vida profissional que orgulha a todos.
Cabem respeitosas recordações aos participantes que não puderam comparecer e nossa afetuosa lembrança do Eng. Edson, que já nos deixou.
Que estejamos firmes e fortes para comemorarmos os 50 anos.
🌳Nelson Barboza Leite – Agrônomo – Silvicultor – nbleite@uol.com.br