UMA ETERNA CONTRIBUIÇÃO AO SUCESSO DA SILVICULTURA BRASILEIRA!

Em 1969, e lá se vão 55 anos, era iniciado o plantio de E. grandis, originado de Coffs- Harbour, em Salto, pela antiga Duratex e Aguaí pela antiga Champion. Era a consolidação de excelente trabalho, que contou com a colaboração de profissionais brilhantes – Helladio do Amaral Mello, Antonio Sebastião Rensi Coelho e Ronaldo Guedes Algodoal Pereira, além dos pesquisadores da Austrália – Dr. Lindsay Dixon Pryor e Dr. Maxwell Ralph Jacobs. Parte desses plantios foram conduzidos para Área de Produção de Sementes (APS) e as sementes produzidas posteriormente foram distribuídas a várias empresas. Deram origem às florestas de altíssima produtividade. Fertilização, espaçamento e material genético de ótima qualidade consolidavam o grande salto de produtividade das florestas de eucalipto. Saímos de 15/20 e fomos para mais de 40 m3/ha/ano em muitas regiões.

Para muitos foi um dos maiores exemplos de visão, dedicação e desprendimento profissional registrado na silvicultura brasileira. Há de se destacar o apoio e colaboração de suas equipes de trabalho e a exemplar compreensão de suas empresas para o compartilhamento das sementes melhoradas. São marcos de profissionais e de empresas que serão eternizados na história, como referências para sustentação do sucesso da silvicultura brasileira!

Que em 2024, aos 55 anos, essa brilhante iniciativa seja lembrada e comemorada como exemplo de dedicação e compartilhamento de conhecimento, e que motive a todos a novas investidas na busca de mais produtividade às nossas florestas!

E ao Dr. Rensi, aos 93, remanescente dessa gloriosa equipe de profissionais, em recente conversa em Piracicaba, a convite da Geplant , contando detalhes dessa obra com incrível riqueza de detalhes, reiteramos os nossos cumprimentos e gratidão. A todos cabem os nossos respeitosos agradecimentos e admiração!

Há de ficar eternizada na história do sucesso da silvicultura brasileira a inestimável contribuição desses brilhantes profissionais!

🌳Nelson Barboza Leite – Agrônomo – Silvicultor – nbleite@uol.com.br

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O setor florestal precisa se agigantar!

Que em 2024, as prioridades do setor florestal façam parte das políticas públicas estratégicas para o desenvolvimento do país! Há centenas de exemplos expressivos que demonstram a enorme capacidade do setor na geração de empregos e benefícios econômicos e socioambientais nas regiões onde a atividade se desenvolve. Não podemos perder a oportunidade de transformar o Brasil num grande país florestal, a exemplo do que se fez com a agricultura! Esse exemplo precisa ser lembrado e cobrado, permanentemente, de nossos governantes.

Não há nenhuma razão – a não ser vontade política – para não se copiar o exemplo de sucesso de nossa agricultura. As oportunidades, que temos com nossas florestas, estão a nos desafiar e temos competência profissional e tecnologia para darmos conta do recado!

Para reflexão, peguemos a síntese de documento elaborado em novembro/ dezembro de 2018 por um Grupo de Profissionais do setor – Silviculturando-se – e que se pretendia, na ocasião, levar ao conhecimento da Ministra da Agricultura. Tratava do fortalecimento do setor florestal.

Já se passaram 5 anos, com muitas mudanças, muitas novidades e tudo por conta e risco dos interessados. Houve significativo crescimento e que, com certeza, terá continuidade. E o Governo sempre se mantendo à distância!

Vejamos algumas reivindicações sinalizadas em 2018 e os desdobramentos existentes:

1- O Programa de Desenvolvimento de Florestas Plantadas, discutido, elaborado e apresentado no final de 2018 não pode se transformar num documento de leitura. Precisa ser implementado!

Aqui, permanece uma interrogação! Há notícias de ações governamentais nesse sentido? Com certeza, o assunto não foi esquecido. Mas nada aconteceu que chacoalhasse o setor. As grandes encrencas estão sendo resolvidas por conta e risco da competência empresarial – a produtividade continua preocupando, o pequeno e médio produtor está se afastando do setor, a sustentabilidade exige reparos constantes, as espécies nativas continuam uma grande promessa. Surgiu o mercado de carbono, por enquanto, com muita conversa, pouca orientação e cada interessado procurando seu caminho. E para aumentar as dúvidas, as florestas plantadas continuam a representar tremenda indefinição institucional, em nível de Ministérios. É assunto do MMA, através do Serviço Florestal Brasileiro, ou é atribuição do Ministério da Agricultura? Mas, de qualquer maneira, o setor de florestas plantadas continua crescendo. Mas todos reconhecem que um amplo programa de pesquisa para dar sustentabilidade a esse rico patrimônio não pode prescindir de uma efetiva participação governamental. Da mesma forma, há assuntos que, eventualmente possam exigir colaboração e participação de todos. A quem reivindicar a responsabilidade desse chamamento? Quem vai juntar os interessados para tarefas emergenciais e para o bem comum?

2- O Serviço Florestal Brasileiro, agora no Ministério da Agricultura, precisa ser estruturado, fortalecido e com autonomia para ter condições de assumir a gestão plena da produção florestal do Brasil;

Na ocasião, o SFB estava na Agricultura. Agora migrou para o Meio Ambiente e se encontra afogado nas demandas para fazer o manejo das florestas nativas vingar. Um enorme desafio. É o lado do setor florestal que ainda engatinha. E com isso, as florestas plantadas continuam estranhas ao SFB. Ainda bem que o crescimento, até então, não dependeu de ações diretas do Governo. Tem valido a competência e o arrojo empresarial. Tomara que inciativas governamentais não se tornem imprescindíveis à sustentabilidade desse rico patrimônio. Para muitos, é inaceitável que assunto tão importante não tenha o devido reconhecimento institucional na estrutura do Governo. Desde a extinção do IBDF, em 1989, o setor vem se desintegrando, segmentando-se e se fragilizando!

3- Deve – se criar a Comissão Nacional de Políticas Públicas Florestais composta por representantes de todas as cadeias produtivas do setor para sugerir e acompanhar a implementação de políticas públicas que proporcionem viabilidade e sustentação a todas as oportunidades econômicas, sociais e ambientais de nosso rico patrimônio florestal!

Não há nada nesse sentido. Foi criada uma Comissão para discutir a programação de restaurações e créditos de carbono. Trata-se de assunto com forte apelo florestal e deverá ser supervisionado por comissão, que não consta com nenhuma entidade representativa florestal em sua composição. É o exemplo mais flagrante e explícito da fragilidade institucional que acomete o setor florestal!

Das principais reivindicações, lá de 2018, para os dias atuais observaram- se inúmeras mudanças e algumas tendências foi se consolidando. O setor de florestas plantadas continua se distanciando do Meio Ambiente e se ajeitando na Agricultura. Causa espanto a naturalidade como dúvidas persistem e mudanças acontecem, unicamente, em função da vontade e conveniência política.

Nesse quadro de dúvidas, mudanças, oportunidades e prioridades ainda a serem alinhadas, iniciamos 2024! Que encontremos força e disposição para se pensar, falar e fazer acontecer as necessárias medidas que possam agigantar o setor florestal brasileiro, mesmo dividido em seus diferentes e independentes negócios florestais!

🌳Nelson Barboza Leite – Agrônomo – Silvicultor – nbleite@uol.com.br

#Silvicultura#ServiçosFlorestais#Florestas#Plantios#GestãoFlorestal#EngenheiroFlorestal

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FELIZ NATAL E 2024 DE MUITO SUCESSO, FORÇA E DISPOSIÇÃO PARA VALORIZAÇÃO DAS FLORESTAS

A Comunidade de Silvicultura deseja aos amigos e colaboradores um Feliz Natal e que 2024 seja um ano de muitas realizações. Que tenhamos força e disposição para continuarmos em nossas discussões e sugestões visando o fortalecimento do setor e valorização das florestas. Há 10 anos o Grupo De Conversas – 4G,
já se preocupava com o assunto.

Leia, em seguida, ata de nosso encontro, e reflita a respeito do que aconteceu nesse tempo!

Memória do 2º. Encontro do Grupo da Conversa – 4G
Data: 6/12/2013
Local: IPEF, Piracicaba, SP

Participantes:
Antonio Sebastião Rensi Coelho,
Luiz Ernesto George Barrichello,
Amantino Ramos de Freitas,
Nelson Barboza Leite,
Walter de Paula Lima,
Arnaldo Salmeron,
Rubens Cristiano Damas Garlipp,
Edson Antonio Balloni,
Admir Lopes Mora e
José Luis Stape

Convidados especiais:
Antonio Carlos Hummel
Joberto Veloso de Freitas

Condução do encontro:
O Prof. Barrichelo deu as boas vindas e o Nelson fez um relato de como o 4G surgiu e do que se pretende fazer no decorrer do tempo.

Em seguida, os colegas Hummel e Joberto falaram sobre os trabalhos que estão sendo realizados pelo Serviço Florestal Brasileiro, nesses 7 anos de existência:

a) As concessões florestais estão sendo realizadas e existem bons manejos em andamento;

b) A criação do Sistema Nacional de Informações Florestais que está sendo estruturada em 4 eixos: Recursos Florestais; Gestão Florestal; Produção Florestal e Educação e Pesquisa Florestal;

c) O plano para a realização do Inventário Florestal Nacional já foi elaborado. A coleta de informações será feita em todo território nacional, com uma grade de pontos de 20 km x 20 km (com um total de 20.000 pontos);

Quase todas as informações citadas estão na publicação Florestas do Brasil em resumo 2013 (distribuída no encontro) e também no site http://www.florestal.gov.br.

d) Foi comunicado que em 2019 o Brasil deverá sedia o Congresso Florestal Mundial da IUFRO em Curitiba.

e) Foi enfatizada a necessidade de fortalecer o termo Floresta, ou seja, deverá englobar tanto as florestas nativas quanto as plantadas;

f) Do ponto de vista institucional, foi feito uma explanação histórica das instituições IBDF, IBAMA, MMA e do SFB e seus respectivos focos de atuação.

Após a explanação dos convidados, várias perguntas foram realizadas e com as respostas e posteriores discussões permitiu evidenciar as fortalezas e possibilidades de melhoria no setor. Ficou evidente que;

  • O setor atua de forma fragmentada e não ordenada;
  • Há uma enorme oportunidade para que se comunique de forma efetiva o que vem sendo feito com as florestas nativas e plantadas;
  • Existem temas, tais como, uma possível lei para fomento florestal (tanto para nativas como para plantadas), a atuação do produtor florestal e estratégias para uso da madeira que poderão ser articuladas conjuntamente por várias entidades do setor publico e privado; e
  • Existe a possibilidade de reunir com representantes do governo para abordar temas relacionados à institucionalidade do setor, instrumentos econômicos e desregulamentação.

Próxima reunião:
Não ficou definido o local e a data.
E tudo isso, já se discutia há 10(dez) anos! O que mudou? Tudo tomou dimensões diferentes – realizações, oportunidades e desafios. Temos cerca de 10 milhões de hectares de florestas plantadas e temos a maior e mais rica floresta tropical do mundo. Somos os maiores produtores de celulose, e temos potencial para nos tornarmos uma potência no mercado de carbono.

Temos constituída e a ser otimizada a maior cadeia de bioprodutos florestais e quase 4 milhões de brasileiros vivem em função das florestas!
A agricultura se revolucionou, a partir dos anos 70, e de “campeão do café”, se tornou celeiro mundial na produção de alimentos!
Fica o grande desafio – Em que momento, vamos nos tornar, além de “campeão de celulose”, uma potência global em produtos florestais?
Esse desafio é de todos que atuam e dependem das florestas.

Que 2024 seja um ano de realizações na direção da conscientização e valorização de nossas florestas e do nosso setor florestal!

🌳Nelson Barboza Leite  – Agrônomo – Silvicultor – nbleite@uol.com.br

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FLORESTAS PLANTADAS, O SUCESSO E A DIREÇÃO DA SUSTENTABILIDADE

As observações de campo evidenciam a ligação entre os procedimentos operacionais, os custos de formação das florestas e a produtividade. Florestas com qualidade e produtividade é resultado de atenção e aplicação de tecnologia, que sempre implica na utilização de mudas de qualidade, adubação correta, controle de mato-competição na hora certa, pragas e doenças sob controle, entre os inúmeros cuidados na formação das florestas! E a boa produtividade é quase uma consequência!

E se os cuidados com as variáveis socio ambientais forem seguidos, incluindo empregos seguros, estáveis e respeito aos colaboradores. E havendo especial atenção às limitações naturais do meio, ao desenho parcimonioso de ocupação dos espaços produtivos da paisagem, à proteção dos recursos hidrológicos e da biodiversidade, daí então, teremos promovido novos avanços. E se a floresta estiver bem localizada com venda da madeira assegurada, e a preços justos, o sucesso econômico também estará garantido! Estaremos, dessa forma, na direção da silvicultura sustentável!

Cria-se um ciclo virtuoso – florestas bem feitas, valores socioambientais devidamente considerados, venda da madeira a preço justo, teremos interesse permanente de produtores e mais plantios de florestas! Esse é o ciclo almejado por todos! Ao produtor, ao consumidor, às indústrias, ao empregado e ao empregador. Essa é a direção da sustentabilidade da silvicultura!
Então, vem a pergunta: o que dá para sacrificar numa situação de restrição orçamentária?

E a resposta é simples: em silvicultura não se faz milagres, sem os ingredientes adequados os impactos são inevitáveis! Se faltou um pouco disso ou daquilo, além da indispensável colaboração profissional, não haverá surpresa. A produtividade vai cair!
Com certeza, nada disso é novidade! E nem a queda de produtividade de nossas florestas plantadas pode espantar, depois de tanto tempo, em que a madeira se manteve a ”preço de banana”.

Que fiquem as lições – aplicação de tecnologia e sem ajeitações, insumos em quantidade e no momento certo, preços justos de serviços e da madeira e profissionais competentes no comando são ingredientes indispensáveis para a silvicultura de sucesso. E estaremos caminhando na direção da sustentabilidade!

🌳Nelson Barboza Leite  – Agrônomo – Silvicultor – nbleite@uol.com.br

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FLORESTAS PLANTADAS, A TERCEIRIZAÇÃO E O LADO SOCIAL!

Num encontro de amigos, tivemos a grata satisfação de conversar com o Sr. Adalberto Pereira, antigo prestador de serviços, que tivemos oportunidade de conhecer nas andanças de trabalho. Numa sala enorme e muitas gargalhadas, de repente, ouvimos alguém mencionar –“ O Sr. Adalberto está por aí, firme e forte e continua cheio de prosa”! Era a preciosidade que gostaríamos de encontrar para uma conversa.

Esse senhor, por volta dos anos 90, executava serviços de silvicultura em várias empresas de S.Paulo e Minas Gerais. Na ocasião, fazia parte dos turmeiros, que cresceram, transformaram-se em pequenas empresas e que nos dias atuais são chamados de terceiros. Estava ali, portanto, um porta-voz firme e forte para comentar detalhes desse processo de terceirização, que nos dias atuais corresponde a mais de 90 % da mão-de-obra que trabalha com silvicultura nas empresas florestais. Na verdade, um exército de gente em centenas de empresas terceirizadas, que geram milhões de empregos, e que talvez se constituam num dos importantes benefícios sociais da silvicultura.

A conversa foi longa e de enorme satisfação para qualquer profissional, que queira conhecer um pouco da história da silvicultura!
A nossa prosa começou quando perguntamos – “ valeu tudo que fez, e o senhor faria tudo de novo?”. É fácil imaginar a riqueza de informações surgidas!

O Sr. Adalberto, com muita lucidez, foi objetivo em suas respostas. Deu destaque aos seguintes aspectos:
1- O prestador de serviço era respeitado e valorizado, mas antes de tudo, precisava ter a confiança do contratante. E o “fio de bigode” era a principal garantia oferecida;
2- A terceirização sempre foi muito expressiva na colheita e transporte. Esses serviços sustentavam as fábricas. Trabalhos de silvicultura eram para casos de sufoco ou tarefas específicas;
3 – A terceirização cresceu na silvicultura à medida que as empresas começaram a se afastar de suas sedes e os serviços de infra-estrutura e de apoio elevaram o custo de produção das florestas. Daí, chegou a terceirização com o propósito de diminuir custos!
4- O terceiro, que apareceu para casos específicos, atendeu às necessidades e se expandiu ;

A conversa foi rica em informações e experiências da vida profissional, além de valiosos comentários para reflexão. Foi dele que ouvimos- “há de se cultivar e valorizar a coragem e empreendedorismo desse pessoal, que participa do processo produtivo, assume uma grande responsabilidade e dá conta do recado”. E completou – “ o entendimento e a confiança faz parte de um exercício de aproximação, que se executa todo dia, até que se construa a verdadeira parceria entre as partes. Assim, nasce o respeito e a amizade entre as pessoas ”. Disse ainda – “ é importante que todos estejam dispostos a ensinar e a aprender e, acima de tudo, que tenham satisfação em caminhar juntos”.

Com essa carga de informação, só cabia agradecimentos e cumprimentos. E, ele ainda insistiu – “não deixe de compartilhar essa nossa prosa com seus amigos. Ela é sempre válida em qualquer situação”!

E daí, o nosso compartilhamento! Entendemos que tais ensinamentos só ajudam na evolução da terceirização e qualidade dos empregos gerados na silvicultura. Parece sensato o que muitos garantem – um ambiente de trabalho colaborativo entre contratante e contratado, pode refletir positivamente até na produtividade das florestas!

🌳Nelson Barboza Leite – Agrônomo – Silvicultor – nbleite@uol.com.br

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GRITO DE ALERTA – OPORTUNO, MOTIVADOR E ESTRATÉGICO!

Há poucos dias, o Presidente do Conselho Deliberativo da IBA, o Dr. Antonio Joaquim de Oliveira, deu uma importantíssima contribuição estratégica à silvicultura brasileira. Em seu artigo publicado em várias revistas e comentado em grupos de ZAP, o Dr. Joaquim colocou a produtividade das florestas como grande desafio a ser superado pelas empresas e instituições de pesquisas nos próximos anos!

Nada de novo para um assunto que tem chamado a atenção há algum tempo de todos os silvicultores. No entanto, vale muito a origem do grito de alerta. Não foi de pesquisadores ou de instituições de pesquisas, nem dessa ou daquela empresa, tendo à mão os dados de inventários das florestas. Esse pessoal, de variadas formas, até que tem berrado, mas nada tem mudado de forma expressiva. As mudanças continuam restritas a algumas empresas.

Desta vez, o grito desafiador foi do Presidente do Conselho Administrativo da entidade nacional, que representa todos os segmentos industriais, que consomem madeira e que só se sustentarão, a médio e longo prazo, com a produção das florestas plantadas! Alerta em defesa da sustentabilidade do rico patrimônio florestal e industrial que gera milhões de empregos, além de importante contribuinte do PIB Nacional. Grito de alerta com propriedade e legitimidade, e que merece os cumprimentos e a respeitosa admiração da silvicultura brasileira!!!

Pode ser a chacoalhada tão necessária e com a autoridade de Presidente do C.A. de entidade representativa setorial de tamanha importância! Grito de alerta a tempo de pesquisadores, instituições de pesquisas e empresas, que existem em função da madeira de florestas plantadas, se coçarem e tomarem as devidas providências a tempo e à moda da conveniência de cada interessado. Grito dos que conhecem a importância das florestas e os desafios a serem superados em toda a cadeia de produção. Com certeza, um alerta não para desesperar, mas muito mais para garantir apoio, incentivo e motivação!
Grito de alerta dos que conhecem a competência e capacidade profissional dos pesquisadores, instituições de pesquisas e empresas que tratam da silvicultura brasileira. Grito de alerta dos que já participaram e se beneficiam do desenvolvimento tecnológico e da superação de inumeráveis obstáculos! Grito de alerta dos que reconhecem que a sustentabilidade da silvicultura brasileira vai sempre exigir adequações e melhorias contínuas em seus processos de produção!

Há quem diga, que o passo mais importante para que as pedras começassem a se mover, seria um “grito de alerta” com legitimidade suficiente para dar à floresta a devida valorização estratégica como fator essencial à sustentabilidade patrimonial. E assim foi feito! A floresta, com certeza, está sendo recolocada na mesa dos executivos que decidem o futuro das indústrias de base florestal.

Parabéns ao Conselho Deliberativo da IBA e ao seu Presidente Dr. Antonio Joaquim pelo “grito de alerta!“ E que essa importante entidade mantenha o apoio às instituições de pesquisas e pesquisadores e, acima de tudo, a visão estratégica das florestas para sustentabilidade das indústrias brasileiras de base florestal!

🌳Nelson Barboza Leite – Agrônomo – Silvicultor – nbleite@uol.com.br

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“POR QUE NÃO FALAS”?

Quem tem acompanhado o desenvolvimento da silvicultura brasileira deve ter notado grande diferença no comportamento das empresas, entidades representativas e até instituições de pesquisas diante de questões polêmicas que surgem de tempos em tempos!

Lá atrás, um batalhão se mexia em defesa da silvicultura! Atualmente, assusta a complacência do setor diante de críticas tão contundentes e de oportunidades que passam sem nenhuma discussão, sem nenhuma reivindicação e envolvimento dos possíveis interessados!

Antes, a qualquer manifestação que causasse polêmica, havia sempre uma pronta resposta! Há quem aposte que até o próprio incentivo fiscal, que todos usufruíram, de pequenas a grandes empresas, só se manteve em pé, graças ao esforço permanente das entidades representativas – ARBRA, ANFCP, ABRACAVE, SBS, dentre outras. Nada ficava sem uma resposta, sem um posicionamento setorial. Nem tudo se resolvia, até porque muitas encrencas eram justificadas por barbeiragens de campo, comuns numa atividade sem tradição, com muito dinheiro envolvido e bruxarias dos picaretas que andavam às soltas. Manchavam o setor, mas a reação era imediata pela massa de interessados e empresas executoras de bons projetos. Esse pessoal dava total apoio às atuantes entidades representativas da época.

Juntamente com as escolas e instituições de pesquisas eram produzidos e distribuídos documentos técnicos, explicando e divulgando informações sobre o reflorestamento, que crescia em várias regiões. Por muito tempo, o grande nó enfrentado pela atividade tratava da “monocultura do eucalipto e do deserto verde”. Uma discussão que nunca se esgotou e que tem se desdobrado, de tempos em tempos, em inúmeras polêmicas regionais. Antes, tudo sob o acompanhamento atento das entidades e prontas respostas das empresas envolvidas.

E da mesma forma que se prestavam para defesa da atividade, havia ampla união para pleitos e melhorias das legislações vigentes. Nem pedradas no setor, nem distorções nas legislações e muito menos oportunidades legais passavam desapercebidas sem intensas discussões e o crivo das entidades representativas. Percebia- se assim, o pulsar e a motivação de um setor com vida. Essa movimentação integrada servia como mola propulsora de uma atividade que crescia, num momento em que surgiam as grandes indústrias que necessitariam de muita madeira!

Foi o período áureo da silvicultura brasileira. Período de inspiração, de construção e de brilhantes construtores! A atividade cresceu, se desenvolveu e deu origem às indústrias, que se agigantaram! E as florestas, como obra pronta, se mantiveram num processo bem-sucedido e consolidado, mas como parte dos grandes empreendimentos. E passaram a cumprir, exclusivamente, a função de suprimento de matéria-prima e obrigatoriamente a custos competitivos! Sumiram os entusiasmados construtores e a obra consolidada calou-se.

Nos dias atuais, ao se olhar essa atividade tão exitosa, geradora de tantas riquezas e de ricos patrimônios industriais, lembramos do comentário feito por um ex-professor nosso da ESALQ ao comparar a nossa silvicultura à mais famosa escultura de Michelangelo. O escultor italiano esculpiu em um bloco de mármore maciço e levou cinco anos para concluir. Ao terminar, Michelangelo ficou tão impressionado com o resultado pela sua beleza e realismo que exclamou “Perché non parli”? Ou traduzindo – “POR QUE NÃO FALAS”?

🌳Nelson Barboza Leite – Agrônomo – Silvicultor – nbleite@uol.com.br

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FUNDO CLIMA – FLORESTAS NATIVAS E OS RECURSOS HÍDRICOS!

As conversas mais recentes sobre mudanças climáticas, agora giram em torno do Fundo Clima, constituído para apoiar projetos que tratem de atividades que contribuam para reduzir a emissão de gases do efeito estufa e as adaptações necessárias para o enfrentamento das mudanças climáticas. Seu Conselho Gestor, composto por 28 membros, priorizou as metas iniciais, que tratam do desenvolvimento urbano, logística e transporte, transição energética, serviços e inovações e florestas nativas e recursos hídricos!

O Governo está envolvido diretamente no assunto. À frente das iniciativas parecem estar o Ministério da Fazenda com o BNDES firme na captação e movimentação de recursos e o Meio Ambiente na coordenação geral do programa. O BNDES, tem se mostrado protagonista – chave, com disposição e dinheiro para animar a proposta. Fala-se, inicialmente, em 10 bilhões de reais.
Finalmente, surge uma ótima novidade para o setor florestal – estamos com as florestas nativas como uma das alternativas a serem contempladas! Que ótimo! Mas, e agora?

Depois desses passos iniciais, parece imprescindível que o setor florestal, através de suas empresas e entidades representativas, corram atrás das regras e das orientações burocráticas para que o setor florestal possa participar, de fato, desse assunto. Seria ótimo, se surgisse um Programa Nacional de Florestas para esse objetivo, com prazos, metas e áreas prioritárias para serem manejadas ou restauradas. Que surjam projetos com ampla visibilidade para que se evitem as oportunas e inconvenientes espertezas dos atentos plantonistas! E com urgência, haja vista o que disse o Presidente do BNDES, numa apresentação do Fundo – “ é bom que todos se apressem, pois a demanda será grande e a fila já está longa…”. E não é segredo para ninguém, que nosso setor florestal não tem sido tão rápido na procura de caminhos para seu próprio interesse.

Boas notícias e algumas provocações a serem respondidas! – Só floresta nativa vai ser contemplada? Vai se tratar de manejo ou de plantios para restaurações? Esses projetos também poderão se habilitar ao mercado de carbono? E se alguns projetos com espécies exóticas –por exemplo, o eucalipto ou pinus – apresentarem adicionalidades, a serem determinadas, e que promovam enriquecimentos ambientais e sociais, terão chance de serem contemplados? Enfim, a quem caberá estabelecer regras, mostrar os encaminhamentos burocráticos, aprovar e monitorar os resultados? Será o Serviço Florestal Brasileiro?

Que bom, que já temos muitas promessas e entusiasmo de parte das instituições governamentais. Há tempos, não se ouvia falar em alternativas que pudessem alavancar o setor florestal! Tomara que não percamos esse momento, que nos parece tão oportuno. E que o setor florestal se mexa o suficiente para que essas propostas se tornem realidade!
Há muito a ser feito. É hora de nos coçarmos!

🌳Nelson Barboza Leite  – Agrônomo – Silvicultor – nbleite@uol.com.br

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EVENTOS RETUMBANTES E OS ALERTAS QUE FICARAM!

A semana de 6 a 11 de agosto/2023 merece registro especial no calendário da história do setor florestal! Tivemos o Encontro Brasileiro de Silvicultura e Colheita e a Expoflorest-2023, organizados pela Malinoviski Feiras e Eventos. Um sucesso retumbante! Cabem os nossos cumprimentos aos organizadores e a todos que participaram dos brilhantes eventos. O setor florestal ficou enriquecido com a presença de quase 40.000 pessoas de mais de 40 países!

De todos que estiveram presentes só se ouviu elogiosas referências! Foi mais uma inquestionável demonstração da grandiosidade e importância do setor florestal e da capacidade e empreendedorismo de empresas e profissionais do Brasil!

Em meio a tantos e ricos comentários de quem esteve presente, destacaram-se alguns alertas que merecem registro e reflexão:

1- o gigantismo e o brilhantismo de tudo se transforma em tremendo paradoxo diante do nanismo institucional, em que se encontra metido o setor florestal brasileiro;

2- a riqueza tecnológica exposta e colocada à disposição dos visitantes foi uma demonstração inequívoca da corrida tecnológica pela automação, informatização e conectividade dos serviços silviculturais;

3- o “grito da produtividade” representado pela palestra do Prof. Jose Luiz Stape – Mudanças climáticas e produtividade – no dia 7 de agosto , no Encontro de Silvicultura, deverá servir de alavanca estratégica para dar rumos à pesquisa florestal – “ é imprescindível e urgente que se instale uma rede experimental de interesse nacional para que se possa promover a seleção e identificação dos melhores materiais genéticos para aumentar a produtividade de nossas florestas plantadas”.

Enfim, com certeza, o setor florestal estará sempre agradecido pelos sinais estratégicos de eventos tão retumbantes! São alertas para reflexão e providências empresariais e governamentais – o paradoxo entre a representatividade do setor e a fragilidade institucional a que estamos submetidos, o desenvolvimento tecnológico que caminha na direção de resolver problemas da carência quantitativa de mão- de-obra e as marteladas vigorosas na necessidade de se cuidar da produtividade de nossas florestas plantadas com mais pesquisas e uso dos recursos científicos disponíveis!

Fica o registro para reflexão – de quem viu e sentiu bem de perto, e para quem só ouviu as informações de tudo que aconteceu nessa semana histórica promovida pela Malinoviski Feiras e Eventos. Reiteramos nossos cumprimentos!

🌳Nelson Barboza Leite – Agrônomo – Silvicultor – nbleite@uol.com.br

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E O FOGO CHEGOU, TÃO ASSUSTADOR COMO SEMPRE!

E a estação de fogo está aí! E não há quem não se preocupe!

Na casa do Sr.Pedro, dono de uma floresta de 35 ha de eucalipto acabou a tranquilidade – sempre alguém fica de plantão, com os abafadores preparados e o tratorzinho pronto para qualquer encrenca! E lá, ainda, ouvimos do Sr. Pedro“ chegou a estação das preocupações, todo dia, toda hora, a qualquer momento pode começar a correria para salvar nosso ganha-pão”. De um pequeno produtor, tanta preocupação, tanta angústia. Que desespero!

Foi esse depoimento de tanto medo, que nos remeteu às preocupações que deve reinar entre os grandes detentores de extensas áreas florestais em diferentes regiões brasileiras! E daí, algumas indagações – será que nessa briga com o fogo, há possibilidade de vitória só com correria?

Ainda, aproveitando a lição do Sr. Pedro – “ tenho medo e muito medo de acidente com os filhos e amigos que entram em pânico e sem preparo se metem nessa encrenca” – será que nessas grandes áreas de florestas as empresas estão preparadas para evitar esses problemas? Será que, ainda contam só com a boa vontade das pessoas, que se atiram de corpo e alma nessa briga? Há plena consciência de que o homem treinado e com equipamentos adequados ainda é a única alternativa para se combater o fogo? E que, usar pessoas despreparadas, é correr risco de perder floresta e gente?

Há quem aposte que nessas áreas com florestas nas mãos de empresas bem estruturadas todos esses cuidados são tomados! Que assim seja.. Mas há quem teime em acreditar que nem sempre os cuidados preventivos são tomados por todos – ainda pode existir empresas que não adotam os cuidados preventivos e que pensam em contar só com a disposição e boa vontade de pessoas sem treinamento e desprovidas de equipamentos adequados. São casos, em que falta mesmo é responsabilidade empresarial e profissional! Tomara que sejam raras exceções!

Nesse período, há de se destacar o excelente trabalho de divulgação e orientações de muitas entidades do setor! No Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina, Bahia e Minas Gerais, entre outros, as entidades realizam trabalhos exemplares chamando a atenção das empresas para os cuidados preventivos, à disponibilidade de equipamentos adequados e, acima de tudo, ao treinamento e colaboração de todos nas regiões afetadas. Nossos cumprimentos às entidades e empresas pelos cuidados preventivos com as florestas e com seus colaboradores!

Na verdade, combater o fogo com cuidados preventivos, equipamentos adequados e treinamento dos combatentes é respeitar a vida e valorizar a silvicultura!

🌳Nelson Barboza Leite – Agrônomo – Silvicultor – nbleite@uol.com.br

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