FLORESTAS PLANTADAS, A TERCEIRIZAÇÃO E O LADO SOCIAL!

Num encontro de amigos, tivemos a grata satisfação de conversar com o Sr. Adalberto Pereira, antigo prestador de serviços, que tivemos oportunidade de conhecer nas andanças de trabalho. Numa sala enorme e muitas gargalhadas, de repente, ouvimos alguém mencionar –“ O Sr. Adalberto está por aí, firme e forte e continua cheio de prosa”! Era a preciosidade que gostaríamos de encontrar para uma conversa.

Esse senhor, por volta dos anos 90, executava serviços de silvicultura em várias empresas de S.Paulo e Minas Gerais. Na ocasião, fazia parte dos turmeiros, que cresceram, transformaram-se em pequenas empresas e que nos dias atuais são chamados de terceiros. Estava ali, portanto, um porta-voz firme e forte para comentar detalhes desse processo de terceirização, que nos dias atuais corresponde a mais de 90 % da mão-de-obra que trabalha com silvicultura nas empresas florestais. Na verdade, um exército de gente em centenas de empresas terceirizadas, que geram milhões de empregos, e que talvez se constituam num dos importantes benefícios sociais da silvicultura.

A conversa foi longa e de enorme satisfação para qualquer profissional, que queira conhecer um pouco da história da silvicultura!
A nossa prosa começou quando perguntamos – “ valeu tudo que fez, e o senhor faria tudo de novo?”. É fácil imaginar a riqueza de informações surgidas!

O Sr. Adalberto, com muita lucidez, foi objetivo em suas respostas. Deu destaque aos seguintes aspectos:
1- O prestador de serviço era respeitado e valorizado, mas antes de tudo, precisava ter a confiança do contratante. E o “fio de bigode” era a principal garantia oferecida;
2- A terceirização sempre foi muito expressiva na colheita e transporte. Esses serviços sustentavam as fábricas. Trabalhos de silvicultura eram para casos de sufoco ou tarefas específicas;
3 – A terceirização cresceu na silvicultura à medida que as empresas começaram a se afastar de suas sedes e os serviços de infra-estrutura e de apoio elevaram o custo de produção das florestas. Daí, chegou a terceirização com o propósito de diminuir custos!
4- O terceiro, que apareceu para casos específicos, atendeu às necessidades e se expandiu ;

A conversa foi rica em informações e experiências da vida profissional, além de valiosos comentários para reflexão. Foi dele que ouvimos- “há de se cultivar e valorizar a coragem e empreendedorismo desse pessoal, que participa do processo produtivo, assume uma grande responsabilidade e dá conta do recado”. E completou – “ o entendimento e a confiança faz parte de um exercício de aproximação, que se executa todo dia, até que se construa a verdadeira parceria entre as partes. Assim, nasce o respeito e a amizade entre as pessoas ”. Disse ainda – “ é importante que todos estejam dispostos a ensinar e a aprender e, acima de tudo, que tenham satisfação em caminhar juntos”.

Com essa carga de informação, só cabia agradecimentos e cumprimentos. E, ele ainda insistiu – “não deixe de compartilhar essa nossa prosa com seus amigos. Ela é sempre válida em qualquer situação”!

E daí, o nosso compartilhamento! Entendemos que tais ensinamentos só ajudam na evolução da terceirização e qualidade dos empregos gerados na silvicultura. Parece sensato o que muitos garantem – um ambiente de trabalho colaborativo entre contratante e contratado, pode refletir positivamente até na produtividade das florestas!

🌳Nelson Barboza Leite – Agrônomo – Silvicultor – nbleite@uol.com.br

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