SILVICULTURA, PARA QUE SERVE?

 

Há uns dias atrás, num encontro de amigos, quando fazíamos alguns comentários sobre nossa atividade profissional, ficamos assustados com a pergunta de um dos presentes : “ para que serve a silvicultura e quem está metido nisso?”. O espanto se deu ainda maior, ao saber que a pergunta tinha partido de gente metida com presidenciável e que participa da equipe responsável pela elaboração de propostas políticas de campanha!

Aproveitamos a oportunidade e falamos da participação da silvicultura como base de inúmeras atividades industriais, da geração de empregos, dos benefícios econômicos, implicações ambientais e um pouco do enorme universo que depende da silvicultura!

O momento não permitia detalhes, mas foi o suficiente para ouvir uma resposta mais assustadora ainda: ” não fazia a menor idéia de tudo isso” e continuou: “ tenha certeza, de que a grande maioria desse pessoal envolvido com propostas de Governo, não sabe da importância da silvicultura”. E completou:”se o setor não mostrar o seu valor e a sua importância, com certeza, esse assunto não vai ser lembrado por ninguém!”

Esse desconhecimento do que somos e para que servimos, na verdade, não causa nenhuma surpresa! Sabemos que nossos setores industriais são conhecidíssimos e respeitados, mas a floresta que dá sustentação a tudo isso, muita gente nem imagina como se forma, e que dificuldades enfrenta…. Com certeza, nada disso é novidade!

O que preocupa , no entanto, é aceitar, que estamos, às vésperas de período eleitoral e não temos nenhum documento que mostre o que somos, para que servimos e do quê precisamos! Só resta torcer para que outros metidos em campanha presidencial não façam a mesma pergunta: para que serve a silvicultura?

As nossas entidades representativas deveriam estar prontas para essas respostas e à caça dos elaboradores dos programas dos presidenciáveis!!!!

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – gestão e serviços florestais – nbleite@uol.com.br

Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

A PRODUTIVIDADE E AS NOVIDADES!

A silvicultura brasileira – do eucalipto e do pinus – deu um salto excepcional na produtividade, graças aos conhecimentos científicos que foram acumulados nos últimos 50 anos. Com certa segurança, pode se afirmar que a produtividade das florestas, no mínimo, dobrou – de 15/20 para 35/40 metros cúbicos /ha/ano.Os procedimentos operacionais sofreram mudanças significativas e a cada plantio, somam-se novos conhecimentos. Esse dinamismo é a mola propulsora do desenvolvimento. Evoluímos nos aspectos técnicos, econômicos, sociais e ambientais. Chegar onde chegamos, exigiu grande esforço e muito investimento. Como se manter nessa posição? Há sinais de avanços e de retrocessos, e o grande exercício é conhecer as particularidades de cada caso – positivas ou negativas! De onde poderão estar surgindo as novidades que estão impactando as produtividades?

Há um mundo de explicações e caberiam explicações de especialistas. No entanto, algumas mudanças são facilmente identificáveis, principalmente, aquelas que afetam negativamente a produtividade: o preço baixo da madeira, talvez seja o maior responsável pelo grande impacto negativo –não se coloca mais adubo, não se cuida da formiga e nem da brachiária. E a queda de produtividade é inevitável! Há problemas técnicos mais específicos, mas nada se compara ao impacto da desvalorização da madeira! Só essa encrenca já seria suficiente para assustar! Principalmente, pela enorme quantidade de pequenos e médios produtores impactados!

Mas a silvicultura continua com seus avanços científicos…
E há de se dar crédito e de se cultivar muita esperança numa nova silvicultura que parece surgir: gente cuidando de manter o equilíbrio nutricional e fisiológico das plantas, somando as interações edáficas, climáticas e extremo cuidado na uniformização e otimização de uso dos insumos básicos. Tudo com muita matemática e soluções biológicas. Tudo indica que se trata de uma silvicultura otimizada com muito mais ciência, profissionalismo e madeira….

Com certeza é mais um grande avanço tecnológico. Só resta saber de quem é essa conta, e se ela vai fechar!

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – gestão e serviços florestais – nbleite@uol.com.br

Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

O PREÇO DO CARVÃO COMEÇA A SUBIR! A MESMA NOVELA À VISTA!!!

Em reuniões e encontros do setor, nos últimos dias, um assunto tem se tornado sempre presente : o preço do carvão está subindo e muito! Os comentários mostram valores na faixa de R$250,00 a tonelada de carvão! Nada mal para algo que há menos de 60 dias não passava de R$ 100,00! E o mais interessante ainda: já se fala que não vai existir madeira suficiente para produção do “ouro negro”! A limpa que outros segmentos industriais deram em Minas Gerais, realmente, foi bastante expressiva.

Os mais comedidos dizem que ainda há muita madeira em algumas regiões sem comprador. Para muitos é o final da festa e vai acabar a farra! Com esses movimentos de mercado, já se diz até, que no curto prazo, vai começar a correria para novos plantios, tendo em vista a elevação do preço da madeira, que deve ocorrer simultaneamente! Uma novela conhecida que, de tempos em tempos, ressurge sem nenhuma novidade! E fica para reflexão : e como fica a silvicultura nessa encrenca!

O que falta ou o que deve ser feito para que esses absurdos deixem de impactar o setor? Uma atividade de longo prazo, que precisa de planejamento e de retorno financeiro pode continuar sem políticas públicas bem definidas? E onde fica a tal de sustentabilidade de nossa silvicultura?

.
Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – gestão e serviços florestais – nbleite@uol.com.br

Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

“A CONTRIBUIÇÃO SOCIAL DA SILVICULTURA PODERIA SER MUITO MAIOR”!

Foi essa a resposta simples e direta que o empresário deu, quando perguntamos: “ e como melhorar a vida desse pessoal”? A história girou em torno da preocupação daquele punhado de colaboradores, que morava em cubículos na cidade, com esposa e toda a filharada, transitando de um lado para outro, com gatos, cachorros e algumas pessoas com “a cara cheia de cachaça”. Daí, perguntamos : “ se levar esse pessoal para morar na fazenda , em alojamentos bem organizados, com escolas e assistência médica para essa molecada, não seria melhor para todo mundo?” E então veio a surpresa: “ você não pode imaginar a quantidade de encrenca que podem surgir. Até a certificação florestal cria dificuldades e sem falar do tremendo passivo trabalhista, que vai se formando”, e arrematou;” vai aparecer gente dizendo que é trabalho escravo, e pode até dar cadeia…., então meu amigo, cumprimos, estritamente o que a legislação manda, e estamos conversados”.

Outro caso interessante que merece registro. O amigo perguntou: “quanto custa o seu funcionário lá na fazenda? Com um pouco de rodeios, sem saber, exatamente, o objetivo, o moço falou: “ eu pago próximo de 1250,00 ao mês, dou uma cesta básica, casa, água, luz, tudo sem nenhum custo” e completou: “é dinheiro livre, pois pago todos os encargos trabalhistas”. E virando-se ao seu amigo ao lado perguntou: “ e você, quanto paga para o seu pessoal nos diferentes estados em que atua”. E aí, a resposta precisou de uma calculadora para ser mais precisa: “ resumidamente, o trabalhador ganha praticamente a mesma coisa, um pouco mais de R$ 1200,00 por mês, mas me custa, em alguns locais, quase três vezes mais”. E concluiu: “ e não tem saída, ou arco com todas essas despesas, ou me arrebento nas causas trabalhistas”. E a conclusão veio toda recheada: “ não escapo da legislação trabalhista, e nem da certificação florestal. Sem burocracia e com certificação mais realista, a contribuição social poderia ser muito mais interessante para o próprio trabalhador”!

Registros para reflexão dos silvicultores! A legislação é complexa e o processo de certificação, que já trouxe enorme contribuição para o desenvolvimento da atividade de silvicultura, precisa rediscutir e aprimorar suas avaliações sobre temas tão importantes e estratégicos para a silvicultura brasileira, e acima de tudo, para benefício da mão-de-obra florestal!

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – gestão e serviços florestais – nbleite@uol.com.br

Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

QUAL O VALOR DA TONELADA DE CAVACO DE MADEIRA?

 

Seria lógico que esse valor fosse a soma de custos que remunerasse todos os participantes do processo produtivo. Da floresta ao ponto de consumo. Juntam-se impostos, lucro desse e daquele, e temos o resultado. Uma planilha com preços justos, e estamos conversados. Mas quando se pega o telefone, e vamos atrás da informação, ouve-se de tudo!  E a conclusão a que chegamos: o preço da tonelada de cavaco, no ponto de consumo, varia de R$ 100,00 a R$200,00 por tonelada, numa distância média de 100 km! E essa variação dá origem a um punhado de especulações e justificativas. E assim o mercado de cavaco se transforma em verdadeiro leilão de interessados e oportunistas!

Há de tudo, desde quem não faz conta, até gente pegando madeira a preço de banana, usando resto disso ou daquilo, aproveitando- se de florestas abandonadas, perdidas por seca ou fogo, e até resíduos  de  pomares de fruticultura. Tudo vira cavaco! E assim, vão sendo inibidas as iniciativas com base em trabalho profissional, programado e executado com cuidados técnicos. Para muitos é a matemática nua e crua do mercado! É uma pena, pois essas alternativas casuísticas prejudicam, tremendamente, o amadurecimento de uma alternativa para uso sustentável dos plantios de florestas!

Os valores irreais baseiam-se em oportunidades, que  não passam de simples extrativismo, e  que não se sustentam, a médio prazo. Acabam com o mercado organizado, e o pior: criam na cabeça do consumidor a sensação de que madeira não tem custo – coisa de extrativista! Provocativamente, e baseando-se em conversas com profissionais atentos a essa “ onda de  cavaco”, arriscaria a dizer, que o valor justo, com condição de pagar e remunerar de forma sustentável o processo de produção,  deverá estar bem próximo de R$200,00 a tonelada!

E o mais interessante: especialistas dizem que, mesmo a esses valores, a madeira continua sendo competitiva para substituir óleo, energia elétrica ou gás!!!!!  Com a palavra os craques em redução de custos e que conheçam a realidade de nossas florestas plantadas e os custos para sua formação!

 

 

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – gestão e serviços florestais – nbleite@uol.com.br

Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

EXPOFOREST 2018 – PUJANÇA E RECADOS!

Tivemos oportunidade de visitá-la, dia 12! Uma maravilha, tudo espetacular! A Comunidade de Silvicultura cumprimenta a Malinovski Florestal, seus colaboradores e participantes. Nossos respeitosos parabéns! Mais uma demonstração inequívoca da importância da silvicultura brasileira. Tivemos oportunidade de rever profissionais de todo o Brasil e de muitas empresas. Um punhado de informações, opiniões e sugestões!

Pesando daqui e dali, ficou a impressão de que as coisas começam a mudar e para melhor!!! Mas não faltaram informações sobre a situação caótica e desesperadora de muitos produtores em determinadas regiões. São queixas quase irreversíveis, e que já estão motivando a substituição de áreas florestais. Isso é grave e pode trazer sérios desdobramentos futuros! De outro lado, sobra otimismo para muita gente metida na produção de carvão vegetal! Os números são animadores e já se fala no buraco deixado nos estoques de Minas pela falta de plantios, nos últimos 5 anos, e “pelo rapa” que outros setores deram nas florestas mineiras! Destaque também à quantidade de máquinas para diversos serviços operacionais e pela quantidade de empresas de tecnologia.

No entanto, para reflexão e quem sabe para ser trabalhado nas próximas feiras – fica a sensação de que o setor cresceu e se agigantou olhando para as grandes empresas! Pouca coisa para uso e ao alcance do pequeno produtor florestal!

Só lembrar que temos milhares e milhares de pequenos produtores, e essas mudanças só vão acontecer com interesse e apoio dos grandes consumidores e fabricantes de máquinas e equipamentos. Está na hora de olharmos também para o pequeno e médio produtor florestal!

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – gestão e serviços florestais – nbleite@uol.com.br

Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

QUE SAUDADES DA SBS – SOCIEDADE BRASILEIRA DE SILVICULTURA!

Esta exclamação, direta e sem rodeios, partiu de um silvicultor, durante reunião, em que se discutiam problemas do setor florestal brasileiro. A discussão empacou quando se tratava da área plantada existente e da produtividade a ser considerada! As diferentes abordagens cabem num livro, mas vamos aos extremos: área plantada – variando de 7 a 10 milhões de hectares – e a produtividade de 20 a 50 metros cúbicos/ha/ano! Com tamanhas diferenças, como formular pleitos e sugerir políticas públicas?

E sobre a mesa, não faltavam publicações bem elaboradas e ricas em informações e ilustrações. Mas sem a inquestionável credibilidade! Foi nesse ambiente de dúvidas, que surgiu a exclamação. O moço levantou-se indignado e soltou: ” onde estão os dados da SBS – Sociedade Brasileira de Silvicultura? ” e prosseguiu, enfaticamente: “ participei de inúmeras reuniões para discutir certificação, código florestal, legislações diversas e os números apresentados pela SBS nunca eram questionados! E continuou: “ A entidade era muito respeitada”. E, ainda concluiu: “ As reuniões eram produtivas e com ampla participação dos silvicultores”.

A reunião continuou, mas a pergunta do moço ficou sem resposta! Só no final, ao agradecer aos presentes, o coordenador da reunião comentou: “ valeu a lembrança sobre a SBS e com toda a razão, precisamos repensar a situação desse patrimônio da silvicultura brasileira”! E acrescentou pequena explicação “ Infelizmente, a um determinado tempo, as empresas deixaram de contribuir financeiramente com a entidade, sob a alegação da necessidade de uma reorganização institucional mais forte politicamente”.
E continuou: “ só não fechou pelo esforço pessoal e financeiro de restrito grupo de silvicultores, sob a liderança do respeitável Amantino”.

Precisamos colaborar e repensar a situação!
Com a palavra os silvicultores!

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – gestão e serviços florestais – nbleite@uol.com.br

Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

ONDE ESTÃO AS ENTIDADES REPRESENTATIVAS?

 

A silvicultura brasileira nesses 50 anos de intensa atividade pode sentir, em suas diferentes fases, a influência das entidades representativas. Da criação dos incentivos fiscais, em 66/67, até aos dias atuais, os fatos relevantes que abalaram a estrutura e o perfil da silvicultura, sempre tiveram entidades representativas do setor entre os protagonistas principais. Nos anos 80/90, eram dezenas de entidades antenadas, preparadas e dispostas à reuniões, discussões e reivindicações setoriais.

 

Destacavam-se os esforços da ANFCP, ABRACAVE, ARBRA, ABIMCI, SBS, SBEF, ABPM, dentre outras. Juntar todos esses esforços sempre foi um desafio, mas nunca faltou a atenção de uma ou outra entidade nas soluções de encrencas, que sempre existiram no setor, e que pesavam de forma diferente em cada segmento. O importante é que nas grandes causas o pessoal estava junto.

 

Foi assim que se sustentaram os incentivos para reflorestamento e suas frequentes  mudanças, se organizaram os Congressos Florestais e decisões estratégicas foram implementadas. Cada segmento, respeitosamente, puxava a brasa para sua sardinha, mas tudo com muito respeito. E nada de atalhos desconhecidos, e quando o assunto era de legislação e interessava a todos, entrava em ação a SBS – e todos apoiavam e davam crédito às reivindicações e pleitos. Não era nada fácil, mas a disposição e interesse da maioria superava pequenas dificuldades e eventuais vaidades.

 

Bons tempos! E como a silvicultura cresceu!  E como existem dúvidas e questões para serem discutidas! Fica o registro, e uma importante preocupação para reflexão:  onde estão as nossas entidades representativas?

 

 

 

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – gestão e serviços florestais – nbleite@uol.com.br

Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

DILEMA DO PRODUTOR: PRODUZIR COMIDA OU MADEIRA!

Quando se observa, que grande parte da madeira do entorno de grandes indústrias, está sendo consumida para produção de energia, cavaco, etc. e quase nada para celulose, vem a pergunta: por que a indústria não compra essa madeira, que está na sua cozinha? E a resposta é simples e sem rodeios: nessas áreas de topografia mais irregular, e que só servem para se fazer silvicultura, o custo de colheita é alto, pela impossibilidade de se mecanizar! E a justificativa é aritmética: a soma dos custos da madeira, colheita e transporte – com colheita não mecanizada – é superior à mesma conta, com colheita mecanizada.

Na verdade, a diferença de valor no custo de transporte de 100 para 500 km é menor que o valor acrescido na colheita manual! E as consequências dessa conta? Muitas e importantes: terras mecanizáveis do entorno dos grandes consumidores passarão a ter o privilégio da escolha: comida ou madeira? E o produtor vai ficar com o direito de escolher. Só lembrar, que estamos falando de milhares de famílias e de propriedades rurais envolvidas nesse dilema! E não é surpresa a ninguém, que nessa disputa e a indústria tendo interesse na madeira, a produção de alimento dança…

E nos dias atuais, temos outro agravante: se a quantidade é pequena, o negócio também emperra! O custo para mudar toda a parafernália de mecanização é alto e o preço da madeira, a centenas de quilômetros, e em terras mecanizáveis, é muito parecido à meia dúzia de bananas! E assim, o produtor fica oprimido pela topografia ou pela distância! E a solução? Investir pesado em pesquisas com equipamentos adequados e logística para pequena escala.

E isso só vai acontecer com a imprescindível colaboração dos grandes consumidores – donos do dinheiro e da competência técnica. Essas encrencas precisam ser equacionadas, antes que essa vizinhança de pequenos produtores se transforme em novos inimigos da silvicultura, e a madeira, lá de longe, acabe!

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – gestão e serviços florestais – nbleite@uol.com.br

Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

PARABÉNS, EMBRAPA FLORESTAS!

Em 2018, a Embrapa Florestas completa 40 anos de existência. Há de se reconhecer a significativa colaboração prestada ao desenvolvimento do setor florestal brasileiro. Nossos cumprimentos aos brilhantes profissionais que transformaram parte de suas vidas em trabalho para construção e desenvolvimento da entidade.

A Comunidade de Silvicultura rende a todos os mais sinceros e respeitosos cumprimentos. No entanto, há de se manter, em destaque, a forma objetiva adotada pela Diretoria da Embrapa para elaboração do programa florestal e a criação da Embrapa Florestas. Um exemplo de postura pública, diante de flagrante necessidade! Em plena “explosão dos incentivos fiscais e reflorestamento”, com extrema carência de pesquisa e informação, além de programas governamentais –PRODEPEF/IBDF – com inúmeros problemas de continuidade, a criação de uma entidade de pesquisa era de imprescindível necessidade.

A Direção da EMBRAPA foi alertada, e o jogo foi rápido e sem rodeios! Em poucos dias, estava criado o GT- Florestas, dentro da filosofia de trabalho da entidade: GT com total apoio e independência para, em 30 dias, apresentar o que precisava ser feito e as decisões a serem adotadas. As palavras do Dr. Almiro Blumenschein, na ocasião, o Diretor Técnico da EMBRAPA, foram bem claras – “ O GT terá todo apoio necessário e recursos à disposição, mas em 30 dias, queremos estar com tudo pronto para nossas decisões!” O GT era formado por Antonio Paulo Mendes Galvão, José Geraldo de Araujo Carneiro, Carlos Eugenio Thibau, José Luiz Timoni e Nelson Barboza Leite. Por sua experiência e indiscutível competência o Dr. Paulo, transformou-se no coordenador dos trabalhos.

Tudo bem simples, sem imposições e muita ética e respeito. Trabalho árduo e prazeroso pela enorme experiência que todos viviam. Com certeza, foi importante no encaminhamento das discussões, o brilhantismo e a habilidade do nosso coordenador – Dr. Paulo Galvão. No prazo previsto, o documento com informações solicitadas, consultas e colaborações externas, estava pronto! Tudo sem atalhos, com total transparência e participação de interessados.

Nascia ali, firme e forte, o Programa de Florestas, que deu origem à Embrapa Florestas. Na sequência, o Dr. Paulo assumiu a Diretoria da nova entidade e deu continuidade, com muito sucesso, aos trabalhos programados. As novas direções que se sucederam, enriqueceram, ainda mais, a entidade. Na verdade, nenhuma entidade completa 40 anos de existência, sem contar com profissionais competentes e comprometidos com responsabilidade e ética em seus trabalhos!

A Comunidade de Silvicultura reitera os cumprimentos a todos que participam da Embrapa Florestas e deixa o registro da forma simples, desburocratizada e objetiva de sua criação! A silvicultura brasileira espera que essa postura simples e objetiva sirva de exemplo no encaminhamento de muitas de nossas limitações!

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – gestão e serviços florestais – nbleite@uol.com.br

Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário