A SILVICULTURA E AS MUDANÇAS DA TERCEIRIZAÇÃO!

A silvicultura, nos primeiros anos de plantio comercial, era, tipicamente, formada por mão-de-obra vinculada diretamente às empresas interessadas. Eram grandes equipes resolvendo problemas de toda natureza. Esse modelo inchou, encareceu a atividade, perdeu o foco e abriu oportunidades para mudanças! Por volta dos anos 80/90, surgiu a terceirização, seguida de outras novidades, dentre as quais, a certificação florestal e as grandes empresas de investimento estrangeiro.

E a terceirização foi crescendo com empresas bem diferentes em suas estruturas de trabalho, na organização e na capacidade profissional. Mesmo assim, foi se consolidando. As empresas contratantes diminuíram significativamente seus quadros e passaram a controladoras com modernos sistemas de gestão. No entanto, a relação entre contratado e contratante, foi se desgastando, na medida em que cresciam as divergências entre os envolvidos.

Em meio a essas dificuldades, os terceiros que não se prepararam profissionalmente foram se afastando da atividade. Ao mesmo tempo, surgiam os controladores “de planilha”, e aumentava o rigor no acompanhamento de orçamentos e custos. Nesse momento, em muitas empresas, os valores técnicos perderam espaço para o menor custo! Pipocaram, então, problemas operacionais, financeiros e o afastamento de muitos terceiros. Ficaram marcas! Há quem acredite que o impacto negativo na produtividade das florestas foi o indicador mais expressivo da “era do menor custo”!

Mais recentemente, com crises e diminuição dos programas de plantio, mais terceiros se afastaram. Há explicações para o ocorrido, mas em conversas de corredor, há uma versão que, aparentemente, prevalece: o grande problema, que levou muitos terceiros a se afastarem do setor, decorreu da desvalorização técnica e profissional, em favor da contínua redução de custos! Situações desse tipo geraram relações adversas com flagrantes prejuízos à qualidade dos serviços e à produtividade florestal.

As empresas bem sucedidas em seus processos de terceirização, sempre apresentaram propostas equilibradas entre necessidades, valorização e responsabilidade técnica e preços justos para execução. São casos, em que o “homem da planilha” valoriza a competência técnica e a experiência profissional do terceiro. Ganha o contratante, o contratado e a silvicultura! Para muitos, esse é o grande segredo para o sucesso da terceirização!

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – gestão e serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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SERVIÇOS FLORESTAIS – “SUSTENTABILIDADE É UMA BALELA”!

Foi assim que o Eng. Paulo, respondeu a uma pergunta da plateia. Tratava-se de uma reunião para discussões sobre os caminhos que levam à sustentabilidade de um empreendimento florestal! O Eng. Paulo acabava de considerar aspectos conflitantes na direção de tal objetivo. Discutia-se a abrangência da sustentabilidade: quem se envolve e a quem interessa, de fato, essa história? Ele acabava de mostrar que uma grande empresa cheia de relatórios e discursos de sustentabilidade dispensara um prestador de serviços, que empregava mais de 200 funcionários, pelo fato do terceiro se negar a dar um desconto de 10% no preço dos serviços prestados!

O Eng. Paulo enfatizava- “essa conversa de sustentabilidade é uma balela, e só interessa ao dono do negócio”! E seguindo – “o terceiro quase morre para atender às mais absurdas exigências e, quando não consegue mais fazer desconto, é dispensado e trocado por outro que, em pouco tempo, vai ter o mesmo fim”! E completou, indignado: “ isso é uma vergonha a todos profissionais que se dedicam, honestamente, aos trabalhos silviculturais e não tem nenhuma oportunidade para argumentação e defesa. Não vale nada a competência e o profissionalismo, só vale o menor custo”.

Na sua apresentação, ainda mencionou: “a conversa inicial é sempre muito boa com pessoas que não entendem nada de campo e ligadíssimas às planilhas de custo. Exigem máquinas e equipamentos novos, treinamentos, certificação, tudo do bom e do melhor. Mas nem se tocam com a viabilidade do terceiro. O grande prêmio é a redução de custo. E boa!” E foi no final dessa conversa pesada, que o assistente, menos avisado, fez a oportuna pergunta: “Com essas considerações, parece que o senhor não está muito satisfeito com a tal de sustentabilidade!”.

A resposta dada – “a sustentabilidade é uma balela”! – ficou parecendo a todos, que foi somente uma parte, do quanto o Eng. Paulo teria a dizer! Que interessante! Percebeu-se, nessa troca de farpas, importantes alertas para reflexão – É oportuno registrar que grande parte dos empregos gerados na silvicultura estão ligados aos serviços operacionais, que normalmente são realizados por terceiros contratados. É aqui que a coisa pega! É parte significativa do lado social que está em jogo, e que é tanto enaltecida!

Conhecer a realidade dessas relações, com certeza, vai promover ainda mais a silvicultura brasileira na direção da sustentabilidade – para todos!

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – gestão e serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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SERÁ QUE VAI FALTAR MADEIRA?

Não há informação oficial que mostre o que está acontecendo, de fato, com o mercado de madeira de florestas plantadas – eucalipto e pinus. Mas a movimentação geral no setor preocupa! E que movimentações são essas? Sem muitos rodeios:

1- Os programas de plantios estão paralisados há alguns anos – só os grandes consumidores estão plantando! É só ver a quantidade de viveiros desativados e terceiros mudando de atividade;

2- Houve uma queda expressiva na produtividade das florestas em decorrência de períodos secos consecutivos – 2015,16 e 17. E 2018 está pintando bem feio!

3- É flagrante a quantidade de áreas florestais abandonadas e sendo devoradas por formiga, invadidas pelo mato ou com ataques de pragas;

4- Muitas florestas estão sendo transportadas a mais de 1000 km para serem consumidas;

5- As florestas ociosas em regiões acidentadas continuam com pouco aproveitamento – não há mão-de-obra para os serviços e a mecanização só se desenvolveu para áreas planas;

6 – Madeira de pinus ou eucalipto de maior dimensão para serraria já é coisa rara! E o plantio de pinus só nos estados do sul;

7- Muitos aumentos de produção industrial não foram seguidos de mais plantios- ficaram só na sobra de mercado!

8 – O mercado de carvão apresentou pequena melhora e já se percebeu que não existe madeira para atender a siderurgia, se realmente o negócio aquecer;

9 – Limpeza de áreas florestais para se transformar em agricultura já está se tornando negócio atrativo para prestadores de serviços;

10 -Grandes indústrias dão sinais de novas ampliações!

Com esses sinais será que há necessidade de alguma estatística oficial para mostrar que o problema de madeira pode voltar a assustar?

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – gestão e serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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CERTIFICAÇÃO FLORESTAL: SUCESSO, BANALIDADES E NOVOS AVANÇOS!

Não há quem possa negar a extraordinária contribuição que a certificação florestal tem prestado ao desenvolvimento da silvicultura brasileira. Serviu para organizar procedimentos operacionais, promover melhorias técnicas, sociais e ambientais. Muitas atitudes só mudaram, e para melhor, com a chegada da certificação! Há, no entanto, detalhes banais sem nenhuma importância para o “conjunto da obra”, que não prejudicam e nem agregam nada ao processo produtivo, e que talvez mereçam ser repensados. São pequenos ajustes, que se transformam em “não conformidades”, e que só causam embaraços e constrangimentos. Nada que uma simples conversa não possa resolver! Depois de tantos avanços, prender-se à banalidades, parece ser um desperdício de tempo!

De outro lado, há aspectos que deveriam passar pelo crivo da certificação. Fazem parte da estrutura dos empreendimentos e eventuais desajustes deixam marcas indeléveis na sustentabilidade dos negócios. São questões que fogem da atual alçada da certificação. Dizem respeito ao desequilíbrio de força nas relações entre as empresas, seus fornecedores de serviços e seus fomentados. E aqui, há um mundo a ser explorado! Essa relação atingiu elevado nível de profissionalismo, nem sempre acompanhado e equilibrado entre as partes. Há muito a se adequar entre as obrigações, direitos e responsabilidades dos envolvidos.

Uma olhadela da certificação, com certeza, poderia dar rumos interessantes a muitas questões polêmicas! Há quem diga, que isso ou aquilo não está e nem deve estar na alçada da certificação, mas se é para o bem da silvicultura, qual a razão para não estar? Temos vários anos de certificação e suficiente competência para se observar e se enfatizar o que deu bons resultados, eliminar banalidades que só criam desgastes inúteis e, incluir avaliações, que pesam na relação de parceiros que maculam a sustentabilidade dos empreendimentos.

Essa análise crítica e construtiva poderia proporcionar novo salto à certificação e enriquecer, ainda mais, a silvicultura brasileira! E o mais importante de tudo: são acertos, que só dependem do entendimento e disposição dos interessados!

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – gestão e serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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FLORESTA, SILVICULTURA E OS PRESIDENCIÁVEIS: O QUE FALAR!!!

Estamos nos aproximando das eleições e ainda não vimos nenhum sinal, de qualquer candidato, a respeito do setor florestal brasileiro. E quantas riquezas, quantos empregos e oportunidades ligadas ao setor! E nada de qualquer comentário! Nem dos presidenciáveis e nem do próprio setor! Em algumas postagens anteriores, falamos dessa inércia. Mas não tivemos conhecimento de nenhum movimento. Que estranho! A Comunidade de Silvicultura, com a colaboração de membros do 4G – Grupo de discussões de 4 Gerações – toma a liberdade de insistir, apresentando alguns assuntos provocativos para discussão e sugestões.

O setor florestal é abrangente e, estruturalmente, bastante complexo, com muitas limitações, preocupações e expectativas. Talvez o grande exercício seja definir prioridades! Tarefa desafiadora, mas não devemos e nem podemos desanimar…… quem sabe, até às eleições, tenhamos conseguido, conjuntamente, alinhar algumas prioridades! Assim estaremos dando nossa contribuição às entidades representativas, no encaminhamento das reivindicações do setor! Seguem sugestões para reflexão, discussão e comentários!

1-Uma história mal resolvida: a silvicultura sem endereço institucional!

Estar no Ministério da Agricultura – sem corpo e sem alma – não parece ter resolvido o problema institucional da silvicultura brasileira! Esse assunto merece uma ampla discussão e a atividade precisa ser valorizada à altura de suas contribuições e responsabilidades econômicas, sociais e ambientais.

2- Os compromissos internacionais assumidos e sem rumos definidos!

Há inúmeras e interessantes iniciativas, mas nada que mostre os rumos a serem tomados e transformados em políticas públicas! Nossos compromissos vão ser cobrados e, acima de tudo, o cumprimento de nossas obrigações, com certeza, implicaria em fortalecimento do setor florestal brasileiro!

3- O Programa Nacional de Florestas Plantadas ( na gaveta)

Há documentos preparados sobre o assunto, contando com efetiva participação de profissionais e entidades competentes. É necessário retomar o processo de discussão e implementar o Programa. Apresentam prpostas que podem trazer rumos importantes à silvicultura brasileira. Os trabalhos realizados não podem se restringir a documentos de gavetas burocráticas. A silvicultura precisa crescer e se fortalecer! Há de se plantar mais, desenvolver pesquisas e proteger o patrimônio que sustenta a riquíssima base industrial, geradora de milhões de empregos, renda, excedentes exportáveis e com destacada posição no PIB nacional.

4- A energia das florestas plantadas

Já houveram discussões, e muitos acreditam que o uso da biomassa, à base de florestas plantadas, como alternativa energética é inevitável. Essa discussão é imprescindível e pode definir o aproveitamento de muitas florestas disponíveis e novos rumos à atividade. Sem sonhar, precisamos partir para ações concretas.

5- Fortalecimento do Serviço Florestal Brasileiro

A importância social, econômica e ambiental de nossas florestas exige o fortalecimento do Serviço Florestal Brasileiro (SFB). O SFB precisa ampliar sua área de atuação e poderá se transformar no grande gestor das riquezas naturais de nossos biomas.

6- A expansão do reflorestamento com objetivos determinados

Há de se reflorestar em maior escala; há de se valorizar e implementar as pesquisas, especialmente, em novas fronteiras, com nossas espécies nativas e estudos para novos usos da madeira e de produtos não madeireiros e bens das florestas. Os 50 anos de atividade , de aprendizado e de sucesso do reflorestamento precisam servir de referência para novos avanços.

7- Proteger nossas bacias hidrográficas é proteger vidas!

Nos últimos anos, têm se tornado flagrantes os grandes problemas com a escassez de nossos recursos hídricos. Há necessidade urgente de proteção e de intensa revegetação. Isso implicará no desenvolvimento de pesquisas e no desenvolvimento da silvicultura com nossas espécies nativas para essa e outras finalidades.

8 – Harmonização da legislação florestal

Depois de tantas alterações, é de extrema importância , que seja definida a cartilha de procedimentos legais para os trabalhos florestais. Há muitas divergências entre regiões e estados, e há interpretações conflitantes entre os vários agentes responsáveis por licenciamentos, autorizações e fiscalizações. Essas dificuldades não acrescentam nada em termos de desenvolvimento e precisam ser harmonizadas.

9- Insegurança jurídica

Ainda persistem dúvidas quanto à possibilidade de aquisição de terras próximas às fronteiras. O Brasil já experimentou desinvestimentos promissores do setor por conta dessa incerteza .

10 – Infraestrutura

A infraestrutura em modais de transporte de produtos florestais carece de investimentos que proporcionem maior eficácia e menores custos de escoamento e de distribuição .

11 –Novos modelos de produção florestal

Necessidade de implementar/ reforçar pesquisas em empreendimentos agrosilvipastoris para produtores independentes. Há evidências e projetos já implantados que demonstram que esses modelos podem assegurar conservação ambiental conciliada com renda a curto e longo prazos.

O quê mais??????? Não deixe de comentar e apresentar sugestões.

 

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – gestão e serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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A SILVICULTURA, A CIÊNCIA E O PROFISSIONALISMO!

Só se faz florestas produtivas com conhecimentos científicos e profissionais competentes! Essa regra deveria ser seguida, obrigatoriamente, por administradores e empreendedores florestais. Formar florestas produtivas é aplicação de conhecimentos científicos, matemáticos, biológicos, além da indispensável participação de uma equipe de colaboradores treinados para execução e acompanhamento de todo o processo produtivo.

Trabalhar com equipe e saber valorizar seus colaboradores é quase uma arte. Para muitos, essa é a grande ferramenta do gestor bem sucedido! Para se ter uma floresta produtiva é necessário que a empresa tenha competência e experiência profissional. É o conhecido – “cheiro de terra”! Nos últimos anos, tem surgido situações curiosas, e que merecem registro! Aparecem daqui, e dali, novos modelos de organização, novos valores, novos conceitos, e novos procedimentos, as vezes, só com o objetivo de reduzir custos!

Muitas vezes, procedimentos silviculturais essenciais são relegados a segundo plano, e viram “luxo de engenheiro”. E assim, não se dá o devido valor ao planejamento das atividades, escolha e seleção do material genético, cuidados com nutrição das plantas, atenção com espaçamentos, etc. É o caminho do insucesso! E o interessante é que a inevitável retomada de rumo, lá na frente, ainda se transforma num parto de montanha com desgastes financeiros e pessoais incalculáveis. Para muitos, a administração que não sabe valorizar e respeitar o conhecimento científico e a experiência profissional, é a grande limitação para o sucesso de muitos empreendimentos florestais.

O consolo é que o bolso de qualquer empreendedor é de grande sensibilidade e, quase sempre, de tolerância zero! O sucesso da silvicultura brasileira deve muito ao desenvolvimento da ciência florestal e ao talento de brilhantes profissionais que dedicaram suas vidas ao trabalho!

Nelson Barboza Leite – nbleite@uol.com.br

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CELSO FOELKEL

Prezados amigos

Temos a enorme satisfação de apresentar aos amigos da Comunidade de Silvicultura o excelente trabalho do Dr. Celso B. Foelkel, a quem rendemos os mais elogiosos e respeitosos cumprimentos. Leitura imperdível a todos que se relacionam com o setor florestal brasileiro. Conheça a história do nosso setor, entenderá o esforço e dedicação de brilhantes profissionais, e a importante contribuição da SBS – Sociedade Brasileira de Silvicultura e da SBEF – Sociedade Brasileira de Engenheiros Florestais!

Publicação do LinkedIn de Celso Foelkel:

Amigos do setor florestal brasileiro: Oferecemos para acesso público e gratuito todos os livros técnicos (Anais) dos oito Congressos Florestais Brasileiros que aconteceram entre 1953 a 2003 em nosso País. Uma história e um relato da evolução do setor florestal no Brasil. Encontrem isso através do link:https://lnkd.in/dySF8AD

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A GREVE DOS CAMINHONEIROS E O PREÇO DA MADEIRA!

Como resultado da greve dos caminhoneiros, com certeza, haverá aumento do preço dos fretes, em geral. E isso pode trazer novos reflexos no preço da madeira! Senão vejamos: o valor da madeira no final da linha é composto pelo valor da madeira – de uma flexibilidade estrondosa – mais o custo das operações de colheita – discutido centavo por centavo e o custo do frete – agora, com liberdade formal para ser melhorado! Daí, a conclusão: a corda vai arrebentar do lado do produtor! Os otimistas dirão que os valores serão repassados e não haverá problema para os produtores! Os pessimistas apostam que a corda vai arrebentar do lado do produtor e nem haverá discussão.

Há anos atrás, quando o valor da madeira subia e os preços eram controlados, a correria era certa e a planilha de custo mostrava os acréscimos da madeira. Com entidades brigando e profissionais correndo para todo lado, sem nenhuma dúvida, os aumentos estavam garantidos. Os acréscimos da madeira eram, de fato, repassados! Nos dias atuais, a situação é totalmente inversa. O preço da madeira no final da linha não muda e com isso as adequações na cadeia de produção vão ficar na conta da madeira. E não se fala mais nisso!

Aliás, não haverá nenhuma entidade para discutir ou correr atrás dos repasses, que ficarem na conta da madeira. Uma pena o sofrimento dos produtores. Há de se evitar que num próximo movimento de caminhoneiro não haja um levante de produtores florestais para evitar que no fim da novela, a conta fique por conta da madeira!

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – gestão e serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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GRANDES NEGOCIAÇÕES! E COMO FICARÁ A SILVICULTURA?

Estamos assistindo às grandes negociações, que estão ocorrendo nas indústrias de base florestal. Novos protagonistas e um mundo de florestas mudando de mãos! Não temos muito a fazer, mas a proteger! Estejamos atentos aos eventuais impactos na silvicultura brasileira. Aceitar que não vai mudar nada é tremenda ingenuidade. Mas achar que o mundo vai acabar, também não faz sentido! Com certeza, teremos mudanças!

O exercício é saber que impactos poderão surgir, em que dimensão e quem serão afetados! Há de se torcer para que a estrutura básica e os grandes avanços alcançados não sofram retrocesso e, principalmente que as oportunidades que temos de crescimento não sejam afetadas! Mais diretamente: será que as pesquisas sempre compartilhadas e que levaram o Brasil às produtividades espetaculares serão mantidas? E a valorização da madeira, que se encontra bem abaixo da realidade, e afugenta os produtores, será corrigida? Não podemos deixar que os produtores florestais se transformem em inimigos da silvicultura!

A expansão do setor passa pela integração dos pequenos e médios produtores à cadeia de produção. E não há segredo: a madeira com preços atrativos é a maior alavanca para aumentar o plantio de florestas e aproveitar a grande quantidade de áreas ociosas, junto aos centros consumidores existentes. Há quem diga que estamos prestes a viver nova fase da silvicultura! Vamos esperar que surjam protagonistas com sensibilidade para preservar avanços e disposição para adequação de ajustes imprescindíveis !

Não se pode mudar as regras do mercado,nem se meter nessas negociações de gigantes, mas há de se mostrar e proteger os valores estratégicos,que entram nesse jogo, e que são importantes para o crescimento da atividade. Manter a pesquisa florestal compartilhada e fortalecida e criar condições concretas para a efetiva participação dos pequenos e médios produtores na cadeia de produção são responsabilidades de todos que atuam no setor. São premissas que precisam ser preservadas e valorizadas.

Que os novos protagonistas estejam alertas à realidade que vivemos e sirvam como alavancagem para o pleno desenvolvimento da silvicultura brasileira!

 

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – gestão e serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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OS GRANDES SILVICULTORES – DR. AMANTINO RAMOS DE FREITAS

 

O Dr. Amantino Ramos de Freitas, nascido em Itapeva, em 1940, casado, com filhos e netos, é engenheiro civil, formado na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, em 1963.Há décadas, tem participado do desenvolvimento da silvicultura brasileira, com  destaque  em trabalhos e estudos científicos de tecnologia para uso da madeira para diversas finalidades.  Sua contribuição,no entanto, é ampla e diversificada. Tem sido, na verdade, um grande defensor dos mais diversos interesses do setor florestal brasileiro.Trabalhou durante mais de trinta anos no IPT. No período de 1976 a 1995, comoDiretor da Divisão de Madeiras, posteriormente, denominada Divisão de Produtos Florestais. Durante sua brilhante carreira, sempre foi um homem ético, afável, cordial e de  ricos conhecimentos tecnológicos.  Possui formação profissional admirável:

PhD em Engenharia Civil, Virginia Polytechnic Institute – VPI, EUA (1978)

MS in Forestry, U. de Washington, Seattle, EUA (1966)

Lumber Inspector, NHLA School, Memphis, EUA (1968)

Uma de suas principais características é a permanente disposição para colaborar, orientar e apoiar iniciativas de interesse  do setor florestal e da sociedade.  Atualmente, participa de inúmeras atividades, das quais se destacam:

-Presidente da Sociedade Brasileira de Silvicultura – SBS (www.sbs.org.br), S. Paulo

-Vice-Presidente da CPTI – Tecnologia e Desenvolvimento (www.cpti.com.br), S. Paulo

-Membro fundador (1987) do Instituto Fernando Braudel de Economia Mundial, S. Paulo

-Membro da Câmara Setorial de Produtos Florestais da SAA, Governo de S. Paulo

-Membro dos Conselhos Deliberativo e Consultivo da SBS, S.Paulo

-Membro da Comissão Externa de Avaliação de Projetos do LPF/SFB, Brasília.

-Colaborador do mensário “Folha Espírita”, S. Paulo.

Tem participado como consultor na área de produtos florestais e sustentabilidade para diversas organizações:

  • de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola – IMAFLORA, Piracicaba, SP
  • Rainforest Alliance, Nova Iorque, EUA
  • Responsible Jewellery Council (RJC), Londres, UK
  • Round Table on Sustainable Palm Oil (RSPO), Oxford, UK
  • Banco Mundial, Country Office, Brasília (2012-2016)
  • Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo – FAPESP: membro do quadro de assessores (1970 – presente)
  • Social and Envir. Acc. and Labelling Alliance – ISEAL, Londres (2012-13)
  • Eucatex S. A. – assistência junto ao INMETRO visando à homologação do Dinatex como para recebimento de madeira roliça para a fábrica de Salto (2008 – 2010)
  • Tropical Forest Trust, Gland, Suíça – Avaliação de exportadores de madeira (2004)
  • Greenpeace – tradução de artigos técnicos (2004)
  • MMA Ministério do Meio Ambiente – tradução de textos de documentos de projeto e publicações técnicas (2004)
  • Forest Stewardship Council (FSC, Bonn) – Auditoria de certificadoras florestais (2000); Revisão de relatórios de certificação (2000, 2001); Tradução de relatórios de certificação, manuais operacionais e contratos de certificação (1998-2004);
  • International Paper Brasil – Avaliação de clones de grandisHill ex Maiden para a produção de madeira serrada (2001-2002); Avaliação da unidade estéreo para a medição de madeira recebida pela fábrica de celulose e papel de Mogi Guaçu (1998-1999); Adequação de embalagem de venda de papel no varejo (2002); Métodos de recebimento de madeira roliça (2002-2003)
  • International Tropical Timber Organization (ITTO, Yokohama) – Apoio na preparação de projetos: Peru (1990/91), Panamá (1991), Equador (1994); Plantações Florestais – Colômbia (1997); Diagnóstico da Indústria Florestal – Peru (2003);
  • Madeirit / GVA – avaliação de embalagem de exportação de compensado usado como forma de concreto (2003);
  • Instituto de Pesquisas Tecnológicas S/A IPT: consultor para assuntos de informação tecnológica (1999); membro de bancas para admissão de técnicos de nível universitário (2002);
  • Madeireira Cemex-Forex – Avaliação de desempenho de páletes de exportação de bobinas de aço (2002);
  • Japan Overseas Pulpwood Plantantion Center (JOPP) – Suprimento de matéria prima para a indústria de celulose, com ênfase em coníferas (2001);
  • IBAMA – Fortalecimento institucional do Laboratório de Produtos Florestais (1999/2005);
  • FAO/UNIDO – Exploração sustentável de florestas da Bacia Amazônica (1990)

Sempre teve participação  expressiva em associações profissionais e científicas, entre as quais destacamos:

-Forest Stewardship Council International – FSC, Bonn (fundador e membro da primeira diretoria)

-Conselho Brasileiro de Manejo Florestal – FSC/Brasil (fundador)

-International Academy of Wood Science, IAWS, Kyoto (life member), Japão

-Forest Products Society, (ex – FPRS, desde 1966), Madison, EUA

-International Union of Forestry Research Organizations, IUFRO, Viena (Premio “Distinguished Award” 1997)

-Phi-Kappa-Phi Honorary Fraternity, Baton Rouge (life)

-Instituto de Economia Mundial “Fernand Braudel”, S. Paulo (fundador)

Seu dinamismo e criatividade tem resultado em excelentes contribuições ao setor florestal. Criou a unidade de processamento de madeira, em área, na época de domínio do IBDF, onde  se desenvolveram importantes trabalhos de tratamento de madeira, de serraria, de estufas de secagem e de marcenaria. Nessa unidade, também foram processadas toras de pequenos diâmetros de Pinus spp, procedentes do Instituto Florestal do Estado de São Paulo, produzindo-se madeira para móveis, construção e outros produtos. A marcenaria da Divisão de Madeiras do IPT  desenvolveu a produção de painéis de sarrafos colados para a produção de móveis,  e  serviu como importante referência para o uso das madeiras de reflorestamento na indústria moveleira.

Entre 1980-1985 foi Coordenador do Convênio IPT-CVRD, na construção da Ferrovia Carajás -São Luiz, e da equipe do IPT que teve atuação importante na decisão sobre o uso de dormentes de madeira, resultando em geração de empregos e aproveitamento de madeiras de desmatamento.

Coordenou diversos convênios com excelentes resultados práticos:

-Convênio com o IEE, Instituto de Energia e Eletrotécnica da USP que propiciou a construção de unidades e salas para pós-graduandos e salas de aula, construídos em madeira de eucalipto e pinus, os quais até o presente estão em boas condições de uso.

– Projeto e construção de passarela de madeira de eucalipto, com 34 metros de vão, na Avenida Eliseu de Almeida, movimentada artéria de São Paulo. A passarela esteve em serviço por dez anos, tendo sido desativada em razão de alteração no plano viário.

-Convênio com a Virginia Polytechnic Institute, Blacksburg, Virginia, EUA, por meio do qual cinco engenheiros do IPT fizeram cursos de mestrado e um de doutorado nas áreas de Operações Florestais, Secagem de Madeiras, Engenharia da Madeira e Anatomia e Identificação de Madeira.

– Convênio com a Aracruz Celulose, atual Fibria, que desenvolveu pesquisas damadeira de clones de eucalipto para uso como madeira sólida.

Participou da organização de simpósios, conferências, reuniões nacionais e internacionais  sobre variados temas relativos à utilização de florestas, madeiras, meio ambiente e sustentabilidade.

Foi sempre incansável representante do setor florestal brasileiro em muitas ocasiões, das quais destacamos;

-1983  First UNIDO Consultation on the Wood and Wood Products Industry, Helsinki, Chairman do Grupo dos Países em Desenvolvimento

-1985  International Group on Wood Preservation – IRG XVI Annual Meeting,Casa Grande Hotel, Guarujá, SP, Comissão Organizadora

-1988  All-IUFRO Division 5 Conference, Hotel Maksoud, S. Paulo, Comissão Organizadora

-1989  Latin America Preparatory Meeting for II UNIDO Wood and Wood Products Consultation, Guarujá, SP, Comissão Organizadora

-1990  VI Congresso Florestal Brasileiro, Campos de Jordão, SP, Presidente

-1992  International Congress on Transcommunication, S. Paulo, Com. Organizadora

-1992  All IUFRO Division 5 Conference, Nancy, França, Presidente Internacional

-1993  VII Congresso Florestal Brasileiro e I Congresso Florestal Panamericano, Curitiba,Comissão Organizadora

-1994  II Congresso Internacional de Compensado e Madeira Tropical, Belém, Comissão Organizadora

-1995  Seminário Internacional sobre a Utilização do Eucalipto para Produção de Madeira Serrada- Comissão Organizadora

` -1995  World Conference on Tropical Plywood in Latin America and the Caribbean,Quito, Relator.

-1997  III Congresso Internacional de Compensado e Madeira Tropical, Belém,   Comissão Organizadora

-1998  I Seminário do Setor Madeireiro do Estado de Mato Grosso, Comissão Organizadora

-1998  I Congreso Forestal Venezolano, Mérida, conferencista convidado: “Produtos Florestais”

-1998  I Congreso Latinoamericano de IUFRO, Valdívia, Chile, Membro da Secretaria Técnica e conferencista convidado para o tema “Produtos Florestais”

-1999  IV Congresso Internacional de Compensado e Madeira Tropical, Belém, Comissão Organizadora

-2000 II Jornadas da Assoc. Médico-Espírita de São Paulo – Tesoureiro (79/setembro)MEDNESP

-2001, Congresso Médico-Espírita Brasileiro Tesoureiro (14-16/junho)

-2003  II Congresso Intern. de Médicos Espíritas – MEDINESP 2003, Comissão Organizadora

-2003  VIII Congresso Florestal Brasileiro, São Paulo, Comitê Executivo

-2005 Congresso Mednesp 2005, São Paulo, Comissão Organizadora

-2006 – Primeiro Congresso Médico-Espirita dos EUA, Washington, DC, Comissão Organizadora

-2011 – Reunião do Comitê Executivo IAWS, em paralelo com o III Encontro Brasileiro de Madeira e Estruturas de Madeira, EESC/USP, S. Carlos, 09 – 15/05/2011

A Comunidade de Silvicultura sente-se honrada em prestar essa homenagem ao brilhante engenheiro civil, que dedicou sua vida profissional na busca de soluções tecnológicas para uso da madeira e na intensa participação e colaboração nos  mais diversos assuntos de interesse da silvicultura brasileira.  Da mesma forma, os nossos cumprimentos pelo grande esforço e dedicação à frente da Sociedade Brasileira de Silvicultura – SBS, mantida com o respeito, credibilidade e confiança, que a entidade sempre  preservou ! Um exemplo de cidadão e de profissional, que merece de todos os silvicultores os mais elogiosos cumprimentos!

 

Colaboraram na elaboração desse texto o Eng.Reinaldo Herrero Ponce e Lene Andrade, aos quais a Comunidade de Silvicultura agradece imensamente.

 

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Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – gestão e serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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