CONVERSA: A INSUBSTITUÍVEL FERRAMENTA TECNOLÓGICA DA SILVICULTURA!

Numa reunião de profissionais, em que se discutiam os desafios tecnológicos e o mundo digital, um diretor florestal falou: “ a conversa dentro e entre os profissionais das empresas é insubstituível. É a grande tacada tecnológica para assegurar o sucesso de qualquer inovação de nossa silvicultura ”! Numa conversa animada, bastou essa senha, para que inúmeros exemplos fossem abordados. Uns para serem seguidos e outros para serem execrados. O grande exemplo ficou por conta daquela empresa, onde a conversa é livre e solta, o famigerado e-mail é instrumento de apoio e de lembrança e a “toda poderosa EXCEL” é sempre acompanhada de boas e esclarecedoras discussões! Acertos e desacertos são feitos sem muita frescura e de forma direta entre os interessados. Não há mensageiros ou “fofoqueiros” no meio do caminho.

E o exemplo a ser execrado ficou por conta da empresa onde o e-mail, sem muita discussão e com enorme lista de copiados, encaminha a decisão final! Diferenças e cuidados complementares ficam por conta do mensageiro, mas sem nenhum efeito. Tudo se encontra definido no e-mail, vindo da sala do canto, sempre acompanhado de detalhado ANEXO, e não se fala mais nisso! Quem tem a oportunidade de transitar em diferentes empresas, sabe muito bem, que esse modelo que merece ser execrado não é tão incomum, quanto possa parecer! Há muitos disfarces, mas o ranço da postura impositiva é inconfundível.

É, relativamente, fácil perceber o ambiente encrencado e cheio de competição e de desconfiança, que predomina dessas organizações. Todos perdem, mas quem perde mais é a silvicultura! O mesmo diretor, que deu a senha para a conversa, apresentou um brilhante exemplo: “ tivemos oportunidade de trabalhar com profissionais competentes e questionadores. Eram inevitáveis as conversas francas e objetivas, e assim criou-se um ambiente de amizade, lealdade e comprometimento. Foi a chave para se manter a equipe motivada e pronta para enfrentar qualquer dificuldade e aceitar inovações. Nunca um problema ficou sem solução. O trabalho se transformou numa tremenda satisfação profissional, consolidaram-se grandes e respeitosas amizades e assegurou-se o sucesso dos trabalhos silviculturais da empresa”!

Nesse mundo de inovações digitais, fica o registro para incentivar e enriquecer, o relacionamento entre as pessoas e transformar a rotina de trabalho em satisfação profissional. Assim, vamos acompanhar e facilitar os avanços digitais e evitar que o convite para uma prosa venha, via e-mail, da sala ao lado!

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – gestão e serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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E COMO FICA A SILVICULTURA?

Considerando os resultados eleitorais, de ontem, fica uma certeza: ganhe A ou B, vamos ter mudanças nessa estrutura institucional vigente! A única dúvida é quanto à intensidade das mudanças. E temos para reflexão!
-O Programa Nacional de Florestas Plantadas que está sendo submetido à Audiência Pública (o prazo para sugestões foi prorrogado até 18 de outubro) vai ter validade?

-Entre A ou B, será que as sugestões vão ser aceitas, ainda mais vindas de um Governo que se arrasta!

– O Documento sob análise atende às reivindicações de toda a silvicultura? Acreditamos que a silvicultura do metro cúbico está bem retratada, mas a atividade ampliou-se significativamente, nos últimos anos!

– E as novas perspectivas da silvicultura estão devidamente contempladas no referido Documento? Atualmente, não dá para se pensar em silvicultura sem se lembrar dos compromissos assumidos em Convenções do Clima, não dá para se aceitar a falta de recursos para pesquisas com nossas espécies nativas, não dá para esquecer da necessidade de se recuperar nossas bacias hidrográficas e até a lógica da silvicultura do metro cúbico está sendo muito alterada no novo contexto econômico e social dos dias atuais!

– Dá para aceitar que nossa silvicultura continue discutindo seus interesses em diferentes ministérios?

– Será que não é o momento de se fortalecer o Serviço Florestal Brasileiro com autonomia e independência institucional para cuidar de tudo que se refira à floresta?

Para apimentar ainda mais as discussões, lembremos que na época do extinto IBDF, o assunto florestal era bem definido e reflorestamento convivia em harmonia com florestas nacionais, parques, mercado, pesquisas…..

Bons e saudosos tempos!

 

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REFLORESTAMENTO: QUANDO AS CONTRIBUIÇÕES SE SOMAM!

O reflorestamento, em grande escala, surgiu no Brasil com os incentivos fiscais em 1966, com a Lei 5106 e foi extinto em 1987. Deixou área plantada ao redor de 5 milhões de hectares, muita experiência de sucesso e polêmicas de toda natureza – desvio de recursos, florestas de péssima qualidade, abusos legais, etc., além de milhares de empresas se arrastando em termos técnicos e organizacionais. Mas o legado deixado é rico, amplo e diversificado! Só a parte bem sucedida – perto de 50 % da área plantada – deu condições para o surgimento de grandes indústrias, promoveu extraordinário desenvolvimento científico e tecnológico e fez com que a silvicultura brasileira passasse a ser referência em nível mundial.

O retorno dessas indústrias em impostos, já ultrapassou, algumas vezes, tudo que se colocou em incentivos fiscais. De longe, foi das políticas públicas de maior retorno ao país! E o legado é enriquecido, ainda mais, com as lições que ficaram para trás! E aqui, cabe registro especial: a otimização das contribuições econômicas, sociais e ambientais se somam e se consolidam de forma efetiva, quando o ciclo florestal se completa e todos os protagonistas da cadeia de produção são devidamente remunerados – quem planta, quem maneja, quem colhe, quem consome! Essa é a silvicultura sustentável, quando todos ganham e os benefícios econômicos, sociais e ambientais se somam e se consolidam! Se a cadeia é interrompida ou desequilibrada as contribuições se transformam em graves problemas à sociedade!
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O que fazer com florestas improdutivas ou abandonadas? E onde ficam as contribuições sociais e ambientais de empreendimentos mal conduzidos e abandonados? Com certeza, nada disso é novidade! Mas que fique o registro para reflexão dos que lutam pelo crescimento da silvicultura brasileira!

 

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EQUIPE E PRIORIDADES, O SUCESSO DA PESQUISA FLORESTAL!

 

Um dia, lá atrás, ouvimos do nosso Mestre Dr. Helládio: “o pesquisador, que se isola, não consegue definir prioridades”!  E completou, com ênfase e muita convicção: “ trabalhar em equipe é uma necessidade na pesquisa e em qualquer atividade  produtiva!”. Essa conversa surgiu quando alguém apresentou, todo entusiasmado, um longo programa de pesquisa, rico em detalhes e com a pretensão de resolver “ um punhado de problemas” ao mesmo tempo.  O Dr. Helladio, acrescentou no comentário acima: “ discuta com todos os interessados e defina as prioridades a serem superadas” e ainda: “ veja o que precisa ser resolvido com urgência, o restante acontece naturalmente”!

A pesquisa falava de testar progênies de matrizes de espécies de eucalipto, em diferentes espaçamentos e tipos de solos! E, na ocasião, nem se tinha certeza da espécie adequada para ser usada! O programa original de mais de 100 páginas foi reduzido a menos de 20, e o tempo e os recursos foram significativamente diminuídos. Era, mais ou menos, com essa filosofia de trabalho, que a pesquisa se desenvolvia à alta velocidade e o IPEF conseguia manter a equipe de pesquisadores integrada e motivada!

Coisas do Dr. Helládio, profissional brilhante, de  altíssima  competência e sensibilidade prática! Foi com essa simplicidade que a silvicultura deu passos gigantescos para aumentar a produtividade. Nos dias atuais, temos  complexos desafios a serem superados. Talvez, nada tão simples!

Mas fica para reflexão os ensinamentos do Mestre Helládio: trabalho em equipe, muita conversa, simplicidade e objetividade são ingredientes indispensáveis para o sucesso da  pesquisa!

 

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A SILVICULTURA “SEM EIRA NEM BEIRA”!

Numa reunião acalorada, quando alguém indagou: “qual o endereço institucional da silvicultura? “, surgiu a resposta com boa dose de ironia: “ só sei que estamos no Ministério da Agricultura e mais nada. Saímos do Ministério do Meio Ambiente, onde a luta era grande para encontrar espaço e fomos parar nos corredores do Ministério da Agricultura – sem sala e sem telefone”. Um descaso com setor tão importante para o desenvolvimento econômico, social e ambiental do país! A silvicultura encontra-se representada por Comissão, composta por profissionais competentes, mas sem mesa, sem cadeira e sem caneta para tomar decisão! Segundo muitos, “se não é para resolver, criemos uma Comissão”.

Será que poderemos falar em sustentabilidade da silvicultura com tanta fragilidade institucional? Se não ficarmos de braços cruzados, até 4 de outubro próximo – data limite para receber contribuições – será muito oportuno, que atendendo à Portaria SPA/MAPA nº 3086 de 04/09/2018 – que trata da Consulta Pública do Plano Nacional de Desenvolvimento de Florestas Plantadas – PNDF, que estabelece “os princípios e os objetivos da Política Agrícola para Florestas Plantadas”, enfatizemos essa vergonhosa situação, reconhecida no Tema 1 do referido Documento:

Tema 1: Locus institucional do setor de florestas plantadas

“A gestão política do setor de florestas plantadas foi transferida para o MAPA em 2014. Avanços foram alcançados, porém ainda de forma tímida. É necessário internalizar a cadeia produtiva florestal no MAPA. Seus sistemas de informação, apresentações de resultados 173 anuais, superintendências estaduais não incluem o setor florestal. Ou seja, a estrutura interna do MAPA ainda não considera o setor florestal como parte sistêmica. É importante que todas as divisões administrativas do MAPA tenham clareza de sua interface com o setor de florestas plantadas e insiram o setor em suas atividades, incluindo políticas, estratégias, estatística, comunicação e programas. A Câmara setorial de florestas plantadas, atualmente é a única instância de comunicação e de encaminhamento para as demandas do setor florestal ao MAPA. A ampliação da atuação e fortalecimento da Câmara Setorial como um canal efetivo de interface com o Ministério é fundamental. Este Plano recomenda ainda a criação de um locus dentro do MAPA, no nível de departamento, por exemplo, com profissionais especializados em florestas plantadas, a fim de desenvolver estratégias e mecanismos para a promoção e competitividade deste setor.”
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Com certeza, nenhum outro assunto teria tanta legitimidade para representar o Tema 1, do Documento que trata das prioridades da silvicultura brasileira!

E amanhã, 21 de setembro é Dia da Árvore” , quem sabe um dia teremos endereço institucional,onde a árvore seja lembrada todos os dias!

 

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PLANTIO DE FLORESTAS: OS SINAIS QUE TEMOS!!

Há pouco dias, tivemos oportunidade de visitar uma região em S.Paulo, com inúmeras propriedades com plantios florestais, originados de fomento florestal. Observamos muitas áreas de segunda rotação sem manejo, falta de adubação e sintomas típicos da presença de formiga. Cheiro de abandono – péssimo sinal. Espólios do fomento florestal, lá de trás!

Juntando-se esse contexto, comum em outras regiões também, à fala do Presidente de uma grande empresa, referindo-se à defasagem entre plantios e demanda de madeira: “o preocupante é que existem florestas, onde não existe indústria”, formam-se cenários, que merecem reflexão!

1- no entorno das indústrias, parece que toda a madeira, em boas condições, já foi consumida e, aparentemente, não está havendo reposição – péssimo sinal!

2- as florestas vizinhas aos consumidores não estão sendo manejadas adequadamente, após o corte. Cheira abandono, e assim, a produtividade vai despencar – péssimo sinal!

3- as florestas vizinhas e que não apresentam condições favoráveis à colheita mecanizada – áreas pequenas, topografia – ou não alcançam o valor de compra conveniente estão de posse de produtores insatisfeitos – péssimo sinal!

4- as florestas que estão à distância dos consumidores, com certeza, estão sendo adquiridas por preço muito baixo e desanimador, segundo os produtores. Vão parar de plantar – péssimo sinal!

Essa situação precisa mudar para que a silvicultura não se limite à meia dúzia de grandes consumidores! É voz corrente que a saída para o vizinho plantar mais e tomar conta de suas florestas, e o produtor, lá de longe, continuar plantando, não parece tão complicada. É só elevar o preço da madeira – e aí teremos um bom sinal!

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A REPRESENTATIVIDADE DO SETOR! COMO ANDA?

Há anos atrás, como presidente da SBS e seguido de inúmeros representantes de outras entidades, fomos ao Ministro do Meio Ambiente, na ocasião, nosso amigo Dr. José Carlos Carvalho, fazer uma série de reivindicações para o setor. A reunião foi muito positiva e uma de nossas reivindicações foi encaminhada com sucesso pelo Ministro – pleiteávamos uma vaga no Conama para representação do setor florestal!

Mas essa reunião ficou marcada pelo que ouvimos do Ministro – “ prezados amigos, gostaria de cumprimentá-los pelo acontecimento de hoje – não tenho conhecimento de outras ocasiões, em que o setor tenha conseguido reunir os representantes dos diversos segmentos para pleitear alguma coisa ao Governo Federal” e continuou : “ o setor é forte economicamente, tem embasamento técnico, é reconhecidamente empreendedor, mas é muito desunido e, consequentemente, frágil em suas reivindicações!”.

E a conversa teve continuidade e ouvimos mais um “punhado” de exemplos de nossa indiscutível fragilidade! De lá para cá, já se foram mais de 15 anos!!!! E vale a indagação – as coisas mudaram? O setor conseguiu unir forças para reinvindicar? O setor sabe o que precisa reivindicar?

E a mais trágica das perguntas: Quem teria a responsabilidade, crédito e legitimidade para juntar as forças do setor florestal?

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OS DESAFIOS QUE NÃO SE DELEGAM!!

Durante muitos anos a silvicultura brasileira esteve voltada exclusivamente à cultura de espécies exóticas – mais de 80% dos recursos disponíveis para plantios e pesquisas com eucalipto e pinus. Plantios com outras espécies nunca passaram de grande e duvidosa aventura! Algumas migalhas, graças à insistência de brilhantes profissionais, foram colocadas em pesquisas e pequenos plantios com outras espécies!!! E ainda: cerca de 80% das pesquisas florestais existentes tratam da produção de madeira para celulose, chapas ou carvão vegetal. Nenhuma novidade e nenhuma surpresa, uma vez que grande parte dos recursos usados sempre vieram dos produtores de celulose, chapas ou carvão. E há de se reconhecer o sucesso alcançado, e o inegável reconhecimento, em nível nacional e internacional dos trabalhos!

Mas é bom pensarmos em novos caminhos à nossa silvicultura. Ficou para trás uma enorme dívida com outras espécies, com outros usos da madeira e com as contribuições das próprias florestas – recuperação de áreas ambientais estratégicas e serviços ambientais,dentre outras.

Há de se dar atenção especial às nossas espécies nativas – há quem diga que temos dezenas de espécies com grande potencial para produção de madeira de alto valor comercial. Há de se manter vivo o compromisso de recuperação de nossas nascentes e bacias hidrográficas. E isso é dívida do Governo Federal, em nível internacional! Há de se assinalar também que, nos últimos anos, surgiram novas espécies exóticas, que estão se mostrando promissoras e o próprio eucalipto tem despertado interesse comercial para outras finalidades! Há de se valorizar o uso alternativo das florestas – energia, serviços ambientais, madeiras nobres e especiais!

Para muitos são esses novos ares que irão constituir o perfil de uma silvicultura mais independente e não submissa, exclusivamente, às amarras dos gigantes da exportação. Mas não nos iludamos com facilidades para tais superações. É imprescindível que essas possibilidades, que se vislumbram, se transformem em negócios com viabilidade econômica. Só assim serão atraídos novos interessados e poderão ser constituídas novas cadeias de produção.

Sem sonho e sem poesia, essa é a fagulha que incendeia! E esse desafio não pode ser delegado a terceiros. É de exclusiva responsabilidade e interesse dos silvicultores!

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SIMPÓSIO IPEF: O SUCESSO E RECADOS IMPORTANTES!

Nos dias 22 e 23 de agosto, o IPEF completou 50 anos com um simpósio rico de informações. De forma inequívoca foi mostrada a marca desses anos de muita pesquisa e dedicação de brilhantes profissionais. Foi muito elogiada a vitoriosa e exemplar parceria da universidade com as empresas. Um sucesso,num ambiente alegre e festivo! Participamos de discussões e, na oportunidade, entre vários comentários apontamos alguns aspectos, que entendemos como importantes para serem observados nos programas de pesquisa e na filosofia de trabalho dos próximos anos. De nossos comentários destacamos:

1- A silvicultura brasileira precisa continuar crescendo. Mas é de vital importância que se dê a devida atenção à proteção do rico patrimônio que sustenta as indústrias de base florestal. Há de se multiplicar os esforços com respeito às pragas e doenças de nossas florestas. Esse assunto deve merecer muito cuidado e atenção! As pragas e doenças se proliferam com intensidade e esse risco precisa ser superado para proteção do ativo florestal que sustenta as indústrias à base de madeira;

2- Há de se implementar pesquisas com nossas espécies nativas! Essa é uma lição de casa que deixou de ser feita nesses 50 anos de pesquisa do IPEF! É inadiável que se encontre alternativas para que a competência científica que ficou à disposição do eucalipto e do pinus, também se volte às nossas espécies nativas;

3- Há de se enriquecer as parcerias dentro da cadeia de produção. Parcerias entre instituições, universidades, empresas e, acima de tudo, a parceria que valorize o produtor florestal. Atualmente, há inúmeros casos, em que o produtor florestal, convidado e provocado para participar da cadeia produtiva está sendo colocado para trás. É inimaginável que se deixe formar os” inimigos da silvicultura”, por falta de tratamento respeitoso aos fomentados! A pesquisa não pode se voltar só aos grandes consumidores de madeira. A participação do pequeno e médio produtor florestal é de vital importância para a legitimidade da silvicultura!

4- O crescimento da silvicultura vai implicar, obrigatoriamente, na ocupação de novas áreas em regiões carentes de informações científicas. Não podemos deixar que a pesquisa só se concretize no momento em que essa corrida aconteça. Esse desafio precisa ser superado para que se tenha certeza do contínuo desenvolvimento e expansão da silvicultura brasileira!

Na oportunidade, enfatizamos que tais considerações foram enriquecidas pelos frequentes comentários postados na Comunidade de Silvicultura! Reiteramos os nossos agradecimentos a todos que participam de nossa página!

 

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IPEF – 50 ANOS E A SILVICULTURA BRASILEIRA!

Nos próximos dias 22 e 23 de agosto, com reuniões e discussões, o IPEF estará completando 50 anos! Uma história de trabalho e de sucesso construída por profissionais que se doaram de corpo e alma à silvicultura brasileira. É difícil listar as pessoas que se destacaram – foram muitos! Mas só assim, com competência e muita dedicação seria possível construir obra tão expressiva! A produtividade de nossas florestas que saltou de 15/20 a mais de 50 metros cúbicos /ha/ano, talvez não tenha sido o maior legado da instituição. Esses valores resultam da contribuição de várias instituições!

O grande legado tem sido a valorização da pesquisa, da ética, do profissional e acima de tudo, o desprendimento e respeito pelo compartilhamento das informações científicas. Esse conjunto de forças deu vida à silvicultura. O IPEF foi escola para profissionais, foi inspiração para avanços científicos, foi modelo para outras instituições, foi guia para muitas empresas, tem sido pilar de sustentação às indústrias de base florestal. Foi um modelo exemplar de integração da universidade e empresas.

E aqui, cabe o nosso reconhecimento pela grande contribuição da ESALQ –Piracicaba- USP e de seus abnegados professores. E o IPEF ainda tem muito a oferecer e precisa continuar contando com o imprescindível apoio da ESALQ-USP! Nessa referência de 50 anos, cabe os nossos mais respeitosos cumprimentos ao memorável e querido Mestre, Dr. Helládio do Amaral Mello, que liderou o grupo de respeitosos profissionais que idealizou, criou e deu identidade à instituição. E com essa lembrança, homenageamos os grandes e brilhantes profissionais que deram parte de suas vidas para o desenvolvimento e sucesso da instituição.

Nossos cumprimentos aos que mantem acesa essa filosofia de trabalho, que enriquece a silvicultura brasileira!

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