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PUBLICAÇÃO A CONVITE DA COMUNIDADE DE SILVICULTURA: O PEQUENO GRANDE PRODUTOR DE MADEIRA
Hoje tivemos a felicidade de conversar com um grande amigo e mentor sobre as florestas plantadas de maneira independente e seus desafios. Apesar da ampla experiência no setor privado e na academia, sendo um grande especialista em genética e silvicultura, as preocupações levantadas em nossa conversa não passaram pelas técnicas e procedimentos para a formação dos ativos florestais.
Em grande parte, os produtores independentes de madeira estiveram e estão associados às grandes cadeias de valor industriais (celulose, papel, chapas, siderurgia). Nestas condições há suporte tecnológico das grandes empresas, materiais genéticos adaptados, técnicas e procedimentos silviculturais de alto rendimento, entre outros benefícios.
Entretanto, devemos nos atentar a 3 questões básicas:
• Sua floresta se encontra a menos de 100 km de um polo industrial?
• Sua área é passível de colheita mecanizada de madeira?
• Seu ativo possui pelo menos mais de 100 ha?
Se sua resposta foi sim para as questões acima, você é um grande premiado! Conseguiu praticamente garantir a venda do seu ativo. Aqui o desafio é garantir que o preço pago pela madeira pague os custos de formação e dê rentabilidade ao negócio.
Tudo muito bem até aqui, mas, e quem não está nesta condição? Hoje a situação de muitos produtores de madeira é triste e se resume em arrependimento. Este é o grande paradigma. Produzimos madeira sem planejamento estratégico, esperando o mercado encantado. Por vezes apostamos em novas espécies salvadoras que prometem bons preços de venda de madeira algum dia num futuro distante.
Produtores de madeira, faço aqui meu pedido: parem de esperar que alguém resolva seu problema de mercado! Plante a primeira muda pensando em como você poderá agregar valor ao seu ativo. Você é responsável desde o princípio, em desenvolver mercado, parcerias comerciais, rede de distribuição, etc.
Florestas plantadas são ativos de usos múltiplos que crescem em valor e diversidade ao longo do tempo. Horizontalmente, temos árvores de diferentes tamanhos. Verticalmente, temos diferentes diâmetros ao longo de uma árvore. As diferentes variedades genéticas possuem qualidades de madeira distintas e o manejo ao longo do tempo trará as qualidades que atendem os mais diversos produtos. Na escala da paisagem, florestas plantadas são excelentes opções para maximizar o aproveitamento das áreas, formar corredores, entre outras funções.
Mas não adianta fazer tudo isto e não ter para quem vender. Os próprios produtores precisam entender que NÃO EXISTE PEQUENO PRODUTOR, EXISTE PEQUENA PROPRIEDADE. Agregando valor aos produtos e estruturando cadeias de valor, a PEQENA PROPRIEDADE rural terá GRANDES PRODUTORES DE MADEIRA!
Eduardo Moré de Mattos
GEPLANT – Tecnologia Florestal
eduardo @geplant.com.br – http://www.geplant.com.br
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O EUCALIPTO E AS ESPECIES NATIVAS
O desenvolvimento do eucalipto no Brasil, sob todos os aspectos – do campo à celulose colocada do outro lado do mundo – é considerado espetacular, um sucesso! Um exemplo de negócio à base de tecnologia e tocado por incansável empreendedorismo. E o mais admirável: tudo de uma árvore exótica no meio de rica biodiversidade com centenas de espécies arbóreas valiosas! .
Nesse contexto, fica uma pergunta inevitável: E as nossas espécies nativas? será que não temos nenhuma espécie com chance de se destacar? Vamos a fatos interessantes para aguçarmos, ainda mais nossa curiosidade! .
1- O eucalipto, em suas várias espécies, foi introduzido no Brasil, por volta dos anos de 1900!!!! E só se consolidou como planta de grande valor comercial nos anos 60/70. Prestava-se como matéria-prima para uma indústria que precisava crescer e recebeu as bênçãos dos incentivos fiscais, “a cheiro de dinheiro”. Esse foi o toque mágico!
2- A produtividade inicial não passava de 15/20 metros cúbicos /ha/ano – muito semelhante à produtividade de inúmeras espécies nativas, nos dias atuais!
3- Em 50 anos, a produtividade do eucalipto passou a 40/45 metros cúbicos/ha/ano! Resultado dos trabalhos de dezenas de instituições de pesquisas, de centenas de pesquisadores, acompanhando milhares de experimentações em vários estados brasileiros e com recursos à disposição. Investe-se milhões de dólares, anualmente, em pesquisas e os benefícios gerados ultrapassam a bilhões de dólares. Uma silvicultura campeoníssima e invejável em nível mundial. Uma soma de excelências!
4- E as nossas espécies nativas? Há inúmeras iniciativas bem conduzidas e algumas espécies já batem as produtividades iniciais do eucalipto. Há pesquisadores dedicados e muito competentes, que apostam na possibilidade de se melhorar, consideravelmente, a produtividade de muitas de nossas espécies nativas. É só investir em mais pesquisas, mais pesquisadores e divulgação do que já temos. A situação é bem semelhante aos anos de 1900 com o eucalipto!
5- Nem pensar em encontrar uma espécie para competir com o eucalipto na produção de madeira para celulose, carvão, chapas e usos industriais mais tradicionais. Nesses casos, o eucalipto é imbatível! Vamos atrás de madeira de qualidade para usos especiais. Há quem aposte que vamos encontrar um universo gigante de oportunidades econômicas, sociais e ambientais.
6- Lá atrás, em 60/70, o incentivo fiscal foi criado pela necessidade de se ter floresta para produzir madeira para fabricação de bens de consumo – celulose, papel, chapas, carvão. Só com incentivo fiscal, “a cheiro de dinheiro”, as coisas aconteceram! Temos toda a experiência com o eucalipto para ser observada e repetida!
7- Nos dias atuais, além de madeira para usos especiais, a sociedade precisa dos serviços ambientais das florestas para proteger seus recursos hídricos, restaurar áreas degradadas, etc. E para isso as nossas espécies nativas também são imbatíveis! Não seria oportuno pensarmos em algum mecanismo, “a cheiro de dinheiro “, semelhante ao que promoveu o eucalipto?
8- Com todos os recursos tecnológicos disponíveis para se implantar qualquer tipo de controle, e com toda a experiência vivida, por que não usar o caminho já conhecido? Por que não pensar num mecanismo de incentivo fiscal que possa nos levar a esse novo universo de riquezas florestais?
9- Será que com as necessárias adequações na milagrosa Lei 5106/1966, já não teríamos uma boa base para negociações?
10-A tempo e a hora
– que não percamos a oportunidade de mostrarmos esse universo de oportunidades nesses momentos que antecedem as reformas tributárias, e quando precisamos de alternativas para geração de muitos empregos!
– sem “cheiro de dinheiro”, vamos continuar criando GTs para isso e para aquilo e vamos continuar dando pique no lugar!!!
Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – gestão e serviços florestais – nbleite@uol.com.br
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A FALTA DE MADEIRA NAS NOVAS FRONTEIRAS AGRÍCOLAS
“Vai faltar madeira para secagem de grãos” foi essa a reação de um grande produtor agrícola, quando viu a floresta de seu vizinho ser cortada e substituída por pastagem! A madeira da floresta plantada com custos para o produtor não conseguia competir com a lenha “de custo zero” vinda de desmatamentos. E estava sendo extinta! Um problema para os produtores de grãos, e um desafio para reflexão dos silvicultores!
Nas novas fronteiras agrícolas de estados como Mato Grosso, Tocantins, Bahia, entre outros, há muito tempo, a lenha “de custo zero” tem suprido a necessidade de madeira para os mais diversos fins no meio rural, principalmente, nos processos de secagem e moagem de grãos. E a custo, quase zero! No entanto, esse extrativismo está se extinguindo a ritmo e formas distintas nas regiões agrícolas. Nesse jogo incontrolável, prevalece a lógica da disputa de mercado, entre o preço da lenha vendida a custo do frete e refeição do caminhoneiro e o preço da madeira das florestas plantadas com todos os custos de plantio para serem pagos. Em muitas regiões essa disputa matou a silvicultura!
Há indicações seguras de que nessas regiões, a médio prazo, sem a lenha, que está desaparecendo, e sem florestas plantadas, deverá haver sérias dificuldades para suprimento de madeira para secagem de grãos e outros usos nas propriedades agrícolas.
Esse cenário, para muitos, irreversível, passa a ser uma grande oportunidade para consolidar a silvicultura, onde ela não perdeu o espaço e para que ela possa ressurgir, onde ela foi desvalorizada e massacrada pelo incontrolável oportunismo e desinformação do mercado.
Há de se cuidar, no entanto, da tecnologia florestal a ser adotada para que a silvicultura seja bem sucedida. É trabalho para “ gente do ramo”. Em muitas regiões, onde a lenha massacrou a madeira das florestas plantadas, há indicações confiáveis, de que uma das principais razões para o insucesso da silvicultura, tenha sido a baixa produtividade das florestas plantadas. O problema da falta de informações técnicas seguras, ainda não está resolvido, mas importantes avanços tecnológicos nessas regiões, apontam a silvicultura como a solução para o suprimento de madeira nas novas fronteiras agrícolas!
Esses encontros e desencontros de interesse mostram a importância das informações setoriais e a necessária integração das atividades agrícolas e silviculturais para sucesso dos grandes empreendimentos rurais.
Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – gestão e serviços florestais – nbleite@uol.com.br
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PROSA DE BILHÕES PARA REFLEXÃO DOS SILVICULTORES
Há algum tempo, numa conversa entre amigos do setor florestal, o foco virou o cruzamento da engenharia florestal e os caminhos da silvicultura. Na verdade, o interesse era entender as relações entre o manejo de florestas nativas, a silvicultura de madeira para processos industriais e as demais atividades de plantios de árvores voltadas à recuperação de áreas degradadas, regeneração de florestas de bacias hidrográficas, agroflorestal, cultivo de espécies nativas, enfim, a silvicultura mais voltada a serviços ambientais.
E, acima de tudo, como a silvicultura de madeira para celulose, chapas, carvão, e outros produtos industriais atingiu níveis de excelência, enquanto a silvicultura para outros fins ficou só nos discursos! A conversa morreu quando alguém, de forma bem simples, falou: “ é o cheiro do dinheiro ”! E completou: “faça a silvicultura de apelo ambiental cheirar dinheiro, e vai ver como as coisas mudam rapidamente”! Alguém deu um toque complementar, mas que não deu liga: “ o manejo tem até cheiro de dinheiro, mas as dificuldades espantam”!
E daí, a conversa girou em torno das razões que podem promover ou dificultar o desenvolvimento de uma atividade. Na saída, um mais sóbrio, resumiu a conversa: “a silvicultura de madeira industrial teve o empurrão, a cheiro de dinheiro, na época dos incentivos fiscais. Gerou emprego, grandes empreendimentos, desenvolveu tecnologia e com muita competência cresceu e se tornou independente. É só repetir o modelo”. E completou: “ lá atrás, a necessidade era madeira e bastou um empurrão de alguns bilhões e deu no que deu. Atualmente, com a necessidade inegável que temos de promover restaurações florestais de áreas degradadas, de proteger nossa bacias hidrográficas para manutenção de nossos recursos hídricos, de mitigarmos efeitos climáticos, etc., tenha certeza, de que só falta um empurrão, com cheiro de dinheiro, para que as coisas aconteçam”! Chegou a conta e a prosa acabou!
Essa conversa de bilhões, merece reflexão! Será que a grande engenharia não estará na forma de se dar um empurrão com cheiro de dinheiro nas atividades que apresentam forte apelo ambiental para que tenhamos mais alternativas para nossa silvicultura?
Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – gestão e serviços florestais – nbleite@uol.com.br
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Com a tag comunidade de silvicultura, engenharia florestal, floresta, florestal, setor florestal, silvicultor, silvicultura
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AS LIVES E AS LIÇÕES PARA OS SILVICULTORES!
Em tempos de pandemia e quarentena, as lives brilham! E quantas contribuições e, quanto aprendizado! Coisas novas, gente nova, conceitos novos, divergências, e sinais de estratégicas convergências. Pena que algumas questões, que se arrastam no dia-a-dia, continuam tangenciando as conversas. Enfim, uma certeza: o pós-covid vai trazer novidades, modificar hábitos e procedimentos! E a silvicultura não vai ser exceção! Cuidemos de nos preparar para as mudanças e desafios! Iniciemos desatando os nós conceituais que vão se formando diante da diversidade de tantas informações!
Fiquemos com algumas questões que nos parecem estratégicas a nossa silvicultura:
1- Disparadamente, prevalece o foco na silvicultura do metro cúbico das florestas de eucalipto e pinus. E muitos avanços tecnológicos para controles. Um mundo digital para controle de tudo! A produção parece resolvida, enquanto a produtividade decresce….. Isso é preocupante! Ainda bem, que a produtividade já está se tornando bandeira de importantes instituições de ensino e pesquisa!!!
2- A silvicultura que não cheira a dinheiro continua pobre!! Muitos elogios e muita gente interessada, mas pouca pesquisa e pouca informação! Recuperação de áreas degradadas, serviços ambientais, manejo das florestas, cultivo de espécies nativas, muito pouco ou quase nada! Essa seria uma excelente oportunidade para uma ampla discussão desses assuntos. Precisamos encontrar mais protagonistas dispostos à luta e mais comunicação!
3- A Ministra provocada reconheceu o potencial do setor florestal, além da celulose, mas agora, sob seu comando, o assunto florestal ainda carece da devida valorização. A mudança de ministério, ainda não provocou as adequações necessárias. O Serviço Florestal parece isolado e o esforço da Câmara de Florestas Plantadas ainda é uma ilha de boas intenções dentro do Ministério. E é uma pena o setor florestal, em toda sua abrangência
continuar esparramado em diferentes corredores de Brasília! A nossa riqueza florestal, cobiçada pelo mundo, precisa de mais atenção!
4- Nos estados, parece que o assunto está se valorizando e o movimento é diferente. Que bom! Que novas lideranças se mostrem dispostas a criar condições para o desenvolvimento da atividade!! Esse dinamismo nos estados é imprescindível para criar, recriar e manter a silvicultura como fator de desenvolvimento social e econômico em muitas regiões!
5- O pequeno e médio produtor continua meio perdido! Há muitas controvérsias! Localização, mercado, tecnologia, o que plantar, como agregar valor à produção, como usar a integração agroflorestal, enfim… ainda prevalece a desinformação! Há de se desenvolver mecanismos, e com urgência, para se evitar que esse pessoal se afaste da atividade! E o pior, apedrejando a silvicultura!
6- De gente do agronegócio algumas lições para reflexão: um reconhecimento oportuno – o agro precisa das florestas. É o agroambientalismo, coisa de brasileiro e que tende a se fortalecer, em nível internacional, integrando e valorizando as florestas e a biodiversidade no processo de produção de alimentos! Um outra lição: o agro diz que precisa do Governo para executar políticas públicas, através de leis, normas, etc. e quer a responsabilidade pela elaboração dessas políticas! Essa inversão de posição parece encomendada aos silvicultores, pois há tempos falamos de políticas públicas, mas diferentemente, ficamos esperando que o Governo tome a iniciativa pela elaboração. Parece que precisamos inverter essa posição!
Temos tido inúmeras lições! Fiquemos nessas, por enquanto! As lives vão continuar e, com certeza, passarão a fazer parte do nosso dia-a-dia. Vamos torcer para que se mantenha esse fluxo de informações, com novas idéias e com novos protagonistas em ação!
A Comunidade de Silvicultura cumprimenta a todos que estão se propondo a organizar e participar dessas lives. A silvicultura está se enriquecendo e com mais discussões aumentam as oportunidades de se encontrar os caminhos para valorizarmos, adequadamente, a silvicultura e todo o setor florestal brasileiro!
Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – gestão e serviços florestais – nbleite@uol.com.br
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PERGUNTA E RESPOSTA QUE DÃO RUMO À SILVICULTURA BRASILEIRA!
Numa live promovida pelo Instituto de Engenharia, no dia 22 de maio, contando com a participação da Ministra da Agricultura -Tereza Cristina e do Eng. Francisco Graziano, tivemos a grata satisfação de ouvir da Ministra uma resposta de grande simbolismo à silvicultura brasileira, a uma pergunta “rica em questionamentos ” formulada pelo Eng. Graziano! Pergunta e resposta sintetizando angústias e esperanças!
Para muitos ficava no ar uma grande dúvida! Será que a Ministra está sensibilizada para a real dimensão e importância do setor florestal? E que nossas riquezas vão muito além do conhecido e bem sucedido segmento de celulose – uma ilha de excelência?
O Eng. Graziano, de forma educada e oportuna formulou o questionamento à Ministra a respeito da importância do setor de florestas plantadas, antes no Ministério do Meio Ambiente e que atualmente, encontra-se no Ministério da Agricultura! Pergunta de quem queria conhecer o rumo da atividade e que guardava “um punhado” de dúvidas de todo o setor!
A resposta da Ministra, foi bem representativa: “é um setor com grande potencial de crescimento, muito além da produção de celulose “. Que grata constatação! De forma simples e objetiva esse reconhecimento é uma verdadeira senha provocativa para profissionais e entidades representativas que lutam pelo fortalecimento do setor!
Enfim… a Ministra que orienta e decide reconhece a importância e o potencial do setor florestal brasileiro! Que oportunidade excelente! essa é a grande chave! Chega de volumosos documentos para justificar nossas potencialidades…… precisamos mostrar a forma de fazer as coisas acontecerem!
Agora, cabe a todos do setor- especialmente as nossas entidades representativas – o desafio do encaminhamento adequado das devidas sugestões! E cabe também, os mais respeitosos agradecimentos ao Eng. Francisco Graziano por sua oportuna participação na formatação desse provocativo desafio!
Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – gestão e serviços florestais – nbleite@uol.com.br
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No dia 14/05 a @malinovskioficial convidou-nos para um bate-papo a respeito dos novos rumos da silvicultura brasileira. (A íntegra do vídeo está disponível neste link: https://bit.ly/2T6sqeg)
Numa conversa bem descontraída falamos do sucesso da silvicultura tradicional e da necessidade de voltarmos nossas atenções às novas possibilidades que temos no setor florestal.
Demos destaque ao manejo de nossas florestas nativas e à implementação de políticas públicas que criem condições para trabalhos de restauração florestal, pesquisas com espécies nativas e programas de experimentações em áreas de novas fronteiras.
Foi dado destaque especial à valorização do pequeno proprietário, que pode se transformar em grande produtor usando tecnologia e espécies que produzam madeira de qualidade.
Houve destaque ao papel importante que deverá ser desenvolvido pela Embrapa Floresta e foram lembrados os brilhantes profissionais que garantiram o sucesso da silvicultura comercial: Dr. Helladio, Dr. Rensi, Dr. Leopoldo e professores como Prof. Barrichelo, Prof. Celso Foelkel. Falou-se também da necessidade de se ter o Ministério das Florestas para atender o setor de maneira adequada.
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INCENTIVO FISCAL PARA DAR NOVOS RUMOS À SILVICULTURA BRASILEIRA!
Não há como negar que a silvicultura tradicional – a do metro cúbico de madeira para indústrias – deve o sucesso alcançado aos incentivos fiscais para reflorestamento! E muitos acham que a grande motivação tenha sido o interesse econômico envolvido em todo o processo produtivo. Da formação das florestas à produção industrial, tudo com cheiro de dinheiro. Daí, um pouco de cuidado e as coisas andaram…. E mais importante ainda – as indústrias à base de florestas plantadas, como contrapartida, já devolveram em impostos dezenas de vezes o que se utilizou como incentivos governamentais para formação de florestas.
Talvez tenha sido um dos mais bem sucedido investimento governamental para geração de empregos e desenvolvimento social e econômico de inúmeras regiões à margem de tudo! Em cerca de 20 anos, os segmentos à base de florestas plantadas cresceram, multiplicaram-se e contribuem,nos dias atuais, de forma significativa na balança comercial brasileira.
E vem a pergunta: modelo parecido não poderia ser pensado para alavancar a proteção, manutenção e produção de água – recurso vital à toda sociedade brasileira? E que também poderia ter cheiro de dinheiro! Por exemplo: a revegetação das bacias hidrográficas que abastecem os centros consumidores!… Alguém ousaria imaginar que tais atividades não sejam de imprescindível apelo social e ambiental? E por que não incentivá-las com recursos dos próprios usuários e pagamento de serviços ambientais? É fácil imaginar a grande alavancagem que teríamos numa nova silvicultura, especialmente voltada às espécies nativas!
É lógico, que tudo isso demandaria uma grande soma de conhecimentos de legislação e das engenharias econômica e florestal ,mas muito mais de uma ousada decisão política! Mas o que consola é saber que temos profissionais competentes e conhecimentos científicos para embasar um programa dessa natureza e, acima de tudo, a certeza de que a necessidade de toda a sociedade para o recurso água é incontestável, e só vai crescer!
Esse desafio mereceria uma boa reflexão de parte dos silvicultores que fazem as coisas acontecerem!
Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – gestão e serviços florestais – nbleite@uol.com.br
OS FATOS MARCANTES DA SILVICULTURA BRASILEIRA
A história da silvicultura brasileira é marcada por fatos relevantes que se somaram e que construíram as bases técnicas, sociais, econômicas, ambientais, legais e institucionais da atividade. Tudo, muito marcado pelo dinamismo de brilhantes profissionais! É uma tarefa complexa e desafiadora listar os fatos mais impactantes. Haverá sempre uma dose emocional naquelas atividades compartilhadas e, muitas vezes, poderão ter faltado informações para avaliar melhor fatos não lembrados. E isso pode ter induzido a erros e injustiças – antecipadas desculpas às nossas interpretações. Pretende-se com essa relação provocar comentários e despertar a curiosidade por detalhes “dos fatos que construíram a nossa atividade”.
Tomaremos a liberdade, através da Comunidade de Silvicultura, de vasculharmos com mais atenção os fatos apresentados. Esperamos contar com a colaboração de nossos colaboradores para enriquecermos a listagem e que façamos as devidas complementações e correções, que com certeza serão apontadas!
1- Lei dos incentivos fiscais para reflorestamento
2- Criação das instituições de pesquisas integrando universidades e empresas
3- Os avanços da tecnologia florestal
4- Implantação dos empreendimentos industriais à base de florestas plantadas
5- Avanços tecnológicos no uso da madeira de reflorestamentos – eucalipto e pinus
6- Formação de grandes empresas florestais
7- Certificação florestal
8- Terceirização das atividades operacionais
9- A chegada e o desenvolvimento das Timos – Grupos de Investidores Internacionais
10- A fusão de grandes empreendimentos industriais
Fica aberta a discussão e que tenhamos muitos comentários! Para todos os fatos apresentados ficam as perguntas: o que representou, quais os protagonistas, quando aconteceu, que desdobramentos existiram…… enfim, essa soma de respostas resulta na nossa silvicultura ! E faz um bem danado lembrar desses fatos!
Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – gestão e serviços florestais – nbleite@uol.com.br
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O SILVICULTOR MOSCA BRANCA TÃO PROCURADO!
Há anos, continua valendo, a mesma história: “ esse tipo de profissional é uma mosca branca, e faça de tudo para preservá-lo!” – foi essa a expressão de um diretor florestal para elogiar um de seus colaboradores. E a conversa era a respeito da seleção de profissionais para os trabalhos de silvicultura. Alguém disse: “já consegui profissionais de altíssima qualidade para as mais diversas funções em nossa empresa, mas encontrar um ”silvicultor trifásico” é como encontrar uma agulha no palheiro”. E a pergunta veio, em seguida : “ o que significa esse silvicultor trifásico”? E a resposta foi bem esclarecedora: “ é aquele que pensa, fala e faz ”!
O restante da conversa foi só complemento para caracterizar o tal silvicultor. Na verdade, são esses silvicultores que fazem as coisas acontecerem nas empresas. Pensam nos problemas com antecedência e sempre encontram alternativas para solução. Sabem ouvir sugestões, discutem e incentivam iniciativas, aceitam erros e não poupam elogios para os bons resultados. Sabe gastar e economizar na dose certa. Está presente no campo para acompanhar, apoiar, mudar, ensinar e tudo com respeito, amizade e lealdade! É querido pela inteligência, pela coragem e pela responsabilidade. É de presença permanente no campo, é também conhecido como “silvicultor de botina” , que sabe defender suas posições em reuniões e é companheiro de todos os colaboradores para qualquer momento de felicidade ou dificuldade.
Para muitos, o sucesso da silvicultura brasileira tem tudo a ver com esses “silvicultores de botina”, que se doam de corpo e alma ao trabalho e fazem com que a ciência florestal seja aplicada no campo e as nossas produtividades alcancem níveis imbatíveis!
Ainda na mesma conversa em que surgiram os elogios a esse tipo de profissional, ouvimos um outro recado importante “ é muito comum esses profissionais de tamanha contribuição às suas empresas e ao setor passarem a vida toda em total anonimato, embora sejam os grandes vanguardeiros dessa nossa silvicultura campeoníssima”!
A Comunidade de Silvicultura, aproveita o ensejo para registrar os mais sinceros cumprimentos a esses brilhantes profissionais, verdadeiras moscas brancas do setor!
Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – gestão e serviços florestais – nbleite@uol.com.br
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