INCENTIVO FISCAL PARA DAR NOVOS RUMOS À SILVICULTURA BRASILEIRA!

Não há como negar que a silvicultura tradicional – a do metro cúbico de madeira para indústrias – deve o sucesso alcançado aos incentivos fiscais para reflorestamento! E muitos acham que a grande motivação tenha sido o interesse econômico envolvido em todo o processo produtivo. Da formação das florestas à produção industrial, tudo com cheiro de dinheiro. Daí, um pouco de cuidado e as coisas andaram…. E mais importante ainda – as indústrias à base de florestas plantadas, como contrapartida, já devolveram em impostos dezenas de vezes o que se utilizou como incentivos governamentais para formação de florestas.

Talvez tenha sido um dos mais bem sucedido investimento governamental para geração de empregos e desenvolvimento social e econômico de inúmeras regiões à margem de tudo! Em cerca de 20 anos, os segmentos à base de florestas plantadas cresceram, multiplicaram-se e contribuem,nos dias atuais, de forma significativa na balança comercial brasileira.

E vem a pergunta: modelo parecido não poderia ser pensado para alavancar a proteção, manutenção e produção de água – recurso vital à toda sociedade brasileira? E que também poderia ter cheiro de dinheiro! Por exemplo: a revegetação das bacias hidrográficas que abastecem os centros consumidores!… Alguém ousaria imaginar que tais atividades não sejam de imprescindível apelo social e ambiental? E por que não incentivá-las com recursos dos próprios usuários e pagamento de serviços ambientais? É fácil imaginar a grande alavancagem que teríamos numa nova silvicultura, especialmente voltada às espécies nativas!

É lógico, que tudo isso demandaria uma grande soma de conhecimentos de legislação e das engenharias econômica e florestal ,mas muito mais de uma ousada decisão política! Mas o que consola é saber que temos profissionais competentes e conhecimentos científicos para embasar um programa dessa natureza e, acima de tudo, a certeza de que a necessidade de toda a sociedade para o recurso água é incontestável, e só vai crescer!

Esse desafio mereceria uma boa reflexão de parte dos silvicultores que fazem as coisas acontecerem!

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – gestão e serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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