FLORESTAS, PRODUTIVIDADE E PREOCUPAÇÕES!

É uma conversa recorrente e sempre oportuna pela importância estratégica do assunto!
Continuamos dando pique no lugar! Lá atrás, saímos de menos de 20, e já ouvimos discursos falando em 50/60 metros cúbicos/ha/ ano! No entanto, nos dias atuais, quando se pega um indicador para projeto, ninguém se atreve a ir a mais de 35/40 metros cúbicos/ha/ano. E sempre condicionando a um punhado de variáveis – clima, solo, material genético, quem vai fazer o serviço e por aí vai…

Aprendemos e evoluímos muito, mas há encrencas a serem enfrentadas! De consolo, fica uma certeza: não é segredo a ninguém que plantar e formar florestas produtivas é coisa para “gente que conhece do riscado” – chega de bruxarias!

Há quem diga que as grandes empresas tem tudo mapeado e detalhadamente programado – plantios, clones, produtividades, etc. E disso ninguém duvida! O que intriga é que quando se anda pelas estradas de terra, e se embrenha no fundo das regiões de plantio, as coisas mudam! E a sensação de tudo resolvido fica muito aquém da realidade! Há coisas muito boas, entremeadas por barbeiragens de mandar prender! E tudo em milhares de hectares! É problema de quem pensa? ou problema de quem faz? A fazeção parece estar defasada da pensação e mais distante ainda da falação!

E agora entra a seca, vem pragas e vem fogo! E continua a dúvida – quem consome pode diminuir o apetite por falta de madeira? Pode aguardar o crescimento das florestas? E só lembrando – aquela madeira, lá de longe, acabou também!

Juntando tudo, há de se refletir:

  • Faltam informações para dar segurança a todos- quem consome, quem investe, quem quer investir, quem planta para otimizar o uso da propriedade;
  • A produtividade continua aquém do que já se conseguiu! Há dúvidas quanto às reais possibilidades de melhorias na produtividade! E não há informação segura de que os problemas estão no radar das pesquisas em desenvolvimento. Todavia, há muita esperança num rumo adequado, pela competência e responsabilidade dos pesquisadores e das entidades de pesquisas que tratam da silvicultura;
  • De qualquer forma, espera-se que a solução deve atender a todos – aos grandes que sempre chegam primeiro, aos médios e pequenos produtores, que chegam por último, mas que não podem ficar fora da cadeia de produção;
  • A silvicultura produtiva de todos e para todos é a base da sustentabilidade do setor de florestas plantadas e do riquíssimo patrimônio industrial existente, que consome madeira vinte e quatro horas todos os dias!

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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AGORA, É HORA E VEZ DO CONGRESSO FLORESTAL BRASILEIRO!

Em 25 de agosto de 2003, a Ministra do Meio Ambiente Marina Silva, abria o 8° Congresso Florestal, e dizia: “que tenhamos novo ciclo de crescimento e valorização de um setor importante e estratégico para nosso desenvolvimento econômico, social e ambiental do Brasil”.

E agora, em 12 de julho de 2022, teremos a abertura do 9° Congresso! Cabem as indagações – crescemos e o setor foi valorizado? estamos contribuindo para o desenvolvimento econômico, social e ambiental do país?
O momento é oportuno para avaliarmos os resultados, discutirmos ajustes e propormos sugestões!
Estamos vivendo um mundo diferente – a indústria de base florestal duplicou em todos os segmentos de produção – agigantou-se; os programas de plantio aumentaram, abriram fronteiras e grandes áreas de plantio passaram a se destacar; o desmatamento, de repente, cresceu e virou uma encrenca, em nível internacional; as pesquisas viraram-se para dentro das empresas; a falta de mão-de-obra qualificada, e que faça mais do que fale, está sendo sentida; os processos de certificação, que confere trabalho feito, estão cada vez mais valorizados e a sustentabilidade pintada de cores diferentes, conforme o discurso, é a “palavra de ordem”. Estamos nos livrando de uma pandemia, passamos amedrontados pela COP-26, e, ainda, vivemos sob os estrondos de uma guerra!

Mas e a floresta? Deixou de ser preocupação só de ambientalistas e até a “pro” da Maria, a netinha de 6 anos, fala de proteção das florestas. E mudamos de Ministério. Agora estamos juntos com os que produzem arroz, feijão e carne! No entanto, segundo preconiza o ex-ministro do Meio Ambiente José Carlos Carvalho, e com muita propriedade, o assunto floresta é tão abrangente, plural e estratégico, que não cabe mais num só Ministério! Animador e desafiador, mas, por enquanto, a fragilidade institucional está em estado de anemia avançada. Poucos sabem onde, e a quem reclamar sobre coisas da floresta!

Paradoxalmente, os grandes empreendimentos, à base de florestas plantadas, cresceram pela competência, e por méritos próprios abriram seus caminhos… e vão bem obrigado! Há muita animação com as novas alternativas da silvicultura de espécies nativas de “olho vivo” nos compromissos internacionais do Governo. E até o carbono, ainda meio nebuloso, já se transforma em empreendimentos milionários.

Enfim, é nesse contexto desafiador, que estamos nos preparando para o Congresso Florestal Brasileiro!
Parabéns ao grupo de profissionais que com muita disposição, competência e esperança, juntou forças e está tornando realidade um grande desafio- a realização do Congresso Florestal Brasileiro – de 12 a 15 de julho. Nesses dias, estaremos só falando das Florestas!

Há muita gente com esperança e as oportunidades, com certeza, estarão à mesa para serem discutidas e implementadas. Que tenhamos força e fôlego para conseguirmos elaborar os arranjos necessários!

Fica a certeza de nossas riquezas naturais e da competência de nossos profissionais para encontrar soluções para bem de todos! Que tenhamos a lucidez para definir políticas públicas que garantam a continuidade de crescimento dos que crescem de forma sustentável, e que se abram, de fato, oportunidades para alternativas de desenvolvimento para o setor florestal brasileiro!

Uma coisa é certa – a presença e participação de todos sempre será imprescindível, se quisermos manter a esperança de encontrarmos soluções para as grandes causas do setor florestal brasileiro!!

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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“DE OLHO NO CAMPO”, O MAIOR AVANÇO TECNOLÓGICO!

“DE OLHO NO CAMPO”, O MAIOR AVANÇO TECNOLÓGICO!

Numa discussão acalorada sobre a produtividade das florestas plantadas, surgiu uma pérola, tão antiga e importante, mas nem sempre, devidamente, respeitada! No meio de argumentações genéticas e nutricionais, ouvimos: “mesmo nos dias atuais, ainda um problema que afeta a produtividade é a falta de gente experiente acompanhando o serviço de campo! A maioria só vai para conferir o trabalho realizado e se preocupa com detalhes sem nenhuma importância operacional. Vai olhar se a botina do plantador está em ordem, se as condições de transporte são satisfatórias, se há algum problema que possa atrapalhar a próxima certificação. E boa!

Mas observar a qualidade de mudas, como anda o plantio, a distribuição do adubo, o mato nos talhões, a causa das falhas, a incidência de pragas, desnutrição…. essas observações só são feitas pelo pessoal considerado mosca branca!” E a conversa continuou: “em algumas empresas há serviços de campo de mandar prender e o engraçado é, que na mesma empresa, você ouve gente falando de inovações tecnológicas para aumentar a produtividade”.

Ainda bem, que no meio da prosa, alguém fez as devidas ponderações: “ realmente, quando se anda por aí, percebe-se coisas ruins, mas são exceções!” E daí, a conversa virou para justificativas, comumente usadas – é a mão-de-obra desqualificada, é a irresponsabilidade de terceiros e por aí vai! Mas quando alguém colocou o “dedo na ferida” e disse: “ tudo isso é reflexo da falta de gente para acompanhar as atividades de campo, corrigir as falhas técnicas e orientar a mão-de obra” – todos concordaram!

Esse tipo de situação faz lembrar o que sempre foi voz corrente no setor: “ um profissional experiente, que suja a bota, toma chuva e sabe usar seus conhecimentos, supera dificuldades, orienta o pessoal e consegue formar florestas produtivas. De olho no campo, ainda é o maior avanço tecnológico”

Salve salve, as empresas que valorizam seus profissionais de campo. Aí começam os ganhos de produtividade de uma boa empresa!

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – Gestão e Serviços Florestais – nbleite@uol.com.br

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NO CONGRESSO FLORESTAL BRASILEIRO, UMA LIÇÃO PARA REFLEXÃO

O reflorestamento, em seus mais de 50 anos, apresentou significativas modificações nos mais variados aspectos, superou dificuldades e deixou lições que merecem reflexão!
Por volta dos anos 70/80, chegamos a ter mais de 2.000 empresas atuando com reflorestamento em todo o Brasil. Muito dinheiro envolvido e uma correria danada, uma verdadeira loucura! Nessa época, não havia nem engenheiros para todas essas empresas.
As instituições de pesquisas correndo, continuamente, atrás de solução aos mais diversos questionamentos técnicos. Em todos os estados, as entidades representativas participavam ativamente da vida e estruturação do setor. Pairava grande preocupação com a manutenção dos incentivos, que ano a ano, ia se fragilizando por flagrantes problemas de campo! Havia um esforço comum entre empresas – grandes, médias ou pequenas- não importava o tamanho, sempre prevalecia o interesse de todos!
Já por volta de 80/90, houve significativa diminuição no número de empresas. O antigo IBDF, ousadamente e para bem da atividade promoveu uma “limpa no sistema”, eliminando enorme quantidade de empresas com atraso em suas programações ou por atuação abusiva no uso dos recursos incentivados. E que encrenca! Mas estava salvo o sistema de incentivos fiscais! Elevou-se o nível técnico das atividades operacionais, dando vida, maior crescimento e sustentação aos empreendimentos com boas florestas. Estava se consolidando a base para formação do rico patrimônio industrial dos dias de hoje.


Numa fotografia comparativa de ontem e de hoje, há de se destacar, entre muitas diferenças, a quantidade de empresas que atuava no setor, mesmo depois do expurgo promovido pelo IBDF. Empresas de todo tamanho, sempre unidas pelas entidades representativas estaduais, tanto na defesa dos incentivos, quanto nos embates com ONGs bastante atuantes e que já se fortaleciam na briga contra o eucalipto. E nessa época, não faltavam justificativas para as pedradas que sobravam de todos os lados! Sem essas entidades representativas, em nível estadual e nacional, com certeza, os incentivos teriam sido extintos bem antes do prazo alcançado, e as discussões com as ONGs teriam sufocado o desenvolvimento da silvicultura brasileira!


Valeu muito o trabalho de entidades representativas estaduais e em nível nacional como ARBRA, ANPCP, ABRACAVE, ABIMCI, SBS e outras. Há de se ressaltar também que essas representatividades só deram bons resultados graças aos trabalhos e dedicação de abnegados profissionais, que não mediam esforços na valorização da atividade, sempre no interesse de todos – pequenos, médios e grandes! Para muitos foi essa união de empresas, que deu sustentação aos incentivos fiscais, motivou o surgimento de instituições de pesquisas e preparou o setor para os embates e discussões sociais e ambientais.
A união de empresas em torno de objetivos comuns, fortaleceu e fez crescer o setor, e é uma grande lição para reflexão! Especialmente, aos que acreditam que em conjunto a representatividade do setor tem mais força e legitimidade!
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Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – Gestão e Serviços Florestais – nbleite@uol.com.br

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9º Congresso Florestal Brasileiro

Evento máximo da Engenharia Florestal Brasileira!! Os nossos votos de muito sucesso!!! O Congresso Florestal surge num momento muito oportuno!!! Nas ocasiões anteriores, muitas questões discutidas se transformaram em políticas públicas! Sempre contou com a colaboração de grande quantidade de profissionais, universidades e pesquisadores. Tudo num ambiente, que cheirava à novidade! Sempre foi um grande sucesso!

Está de volta, num momento de grandes interrogações! Com certeza, em nenhuma das edições anteriores, havia uma pauta com tanta expectativa e demanda por inovações e uma “bela chacoalhada no setor florestal”. Desejamos que seja um grande sucesso e que, acima de tudo, o setor florestal tenha seus valores institucionais enriquecidos!!

Grande iniciativa da SBEF – Sociedade Brasileira de Engenheiros Florestais e SBS- Sociedade Brasileira de Silvicultura e que tenham o sucesso merecido!

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – Gestão e Serviços Florestais – nbleite@uol.com.br

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PRODUTIVIDADE DAS FLORESTAS, RAINHA OU BRUXA!

A silvicultura voltada à produção de metro cúbico de madeira – a silvicultura do MCM – é regida pelas leis da produtividade. Tem RG, com local, data e origem bem definidas. E com essa identidade, os programas de plantios, estudos de viabilidade, e mais modernamente, os indicadores de sustentabilidade, passaram a ser regidos pelos 40/45 metros cúbicos/ha/ano! Fora disso, é incompetência, falta disso ou daquilo e não dá nem para culpar o desatento São Pedro! É a “cara” da silvicultura de regiões tradicionais com tecnologias avançadas, sem adversidades edafoclimáticas e manutenções no dia e na hora. Sem segredo, há até quem se atreva a dizer em mais de 50! Nesse jogo, e com esse time, somos campeoníssimos da produtividade e da competitividade, e ainda cuidamos dos aspectos sociais e ambientais de forma exemplar! Essa é a silvicultura que o mundo inteiro admira!

Quando saímos atrás de terras mais baratas, encontramos inúmeras adversidades e as referências mudaram. Se tornou impossível, a princípio, alcançar os mesmos indicadores de produtividade. Os 40/45 que parametravam tudo, baixou, e os indicadores de viabilidade dos negócios, de ganhos dos investidores, e de sustentabilidade do produtor exigiram mudanças e adequações em todos os níveis. Até uma inquietante dúvida surgiu: continuaremos os campeoníssimos da competitividade com 30/35? Com produtividade mais baixa e as mesmas exigências do processo produtivo – precisa adubar, precisa fazer manutenção, precisa remunerar os investidores, precisa pagar os que fazem as florestas… E a produtividade festejada como rainha, passou a assombrar como bruxa!

Mas a silvicultura com tecnologia e competência reagiu. Precisava mudar e mudou bastante! Quem mudou, encontrou novos caminhos e com profissionalismo continuou firme e forte em patamares de produtividades sustentáveis. Mas mudou em tudo e subiu a régua para tudo! Há inúmeros exemplos de sucesso mostrando que esse processo é dinâmico e exige atenção permanente para evitar defasagens. E salve a tecnologia e o profissionalismo!

A grande encrenca é quando não se muda, ou se muda parte do processo, deixando os elos mais frágeis da cadeia de produção à margem das melhorias – produtores de mudas, fornecedores, prestadores de serviços, fomentados, etc. Desses, muitas vezes, fica-se à espera de milagres e aí, as coisas ficam complicadas. A sorte é que a silvicultura dá respostas imediatas e as mudanças aparecem. Mas sempre ficam para trás os que acreditam em milagres e nos milagreiros. Nesses casos só o tempo, sempre implacável, vai cobrar um alto preço ou um pescoço!

Para muitos, saber administrar esse dinamismo da silvicultura e de toda sua cadeia de produção faz a grande diferença entre empresas, entre os profissionais que tomam decisão e o resultado dos empreendimentos florestais!

Essa sequência de surpresas e adequações tem sido a rotina da silvicultura nas mudanças para novas fronteiras. Sempre fica valendo a tecnologia, o arrojo e a competência profissional. É bom lembrar que com o aumento contínuo do consumo de madeira esses riscos e necessárias adequações às novas fronteiras continuarão a exigir mais e mais tecnologia e, acima de tudo, a imprescindível participação de profissionais, que saibam equilibrar todo o sistema produtivo.

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – Gestão e Serviços Florestais – nbleite@uol.com.br

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SETOR FLORESTAL, MAS QUE SETOR?

Foi essa expressão de quase indignação, que ouvimos de um recém-formado em engenharia florestal, quando falávamos da necessidade de um esforço conjunto do setor florestal, num momento de desafios e oportunidades. E a insistência foi mais triste ainda – “será que existe algo mais importante para o engenheiro florestal do que as florestas? E nos dias atuais, só se fala em desmatamento e eu não ouço, em nenhum momento, qualquer manifestação ou proposta de nossos amigos florestais! Como explicar isso? Existe ou não existe o setor florestal brasileiro?”

Tentamos mostrar as preocupações de algumas entidades representativas e até a movimentação e alardes da própria imprensa. Não adiantou em nada! A fúria aumentou – “a engenharia florestal sumiu, estamos perdendo ótima oportunidade para mostrarmos a utilidade de nosso trabalho e de tudo que aprendemos nas universidades. Não ouço uma discussão e nem comentários de alternativas para resolver problema tão importante e que interessa a toda sociedade”. E ainda acrescentou – “tenho ouvido muito mais profissionais de outras áreas interessados no assunto, mas nada dos florestais”. Ainda tentamos levar para o lado das florestas plantadas e daí, tomamos uma cacetada maior – “esse pessoal é a parte rica e independente do setor e vive numa bolha de excelência, com caraterísticas, organização e vida própria e não se envolve nessas questões das florestas brasileiras! Com certeza, se quisessem ajudar, as coisas seriam diferentes, mas parece que o problema não é deles!”. O tom da prosa foi amenizado, quando alguém informou – “está na hora do embarque, e continuamos essa conversa numa outra oportunidade!”.

Então…. guardamos toda essa angústia do recém-formado para compartilhar com os amigos da nossa Comunidade! Provocativamente, será que temos argumentos para nos contrapor às justificativas expostas? Será que essa indignação representa o sentimento das gerações que estão se iniciando na vida profissional? E lembrar que se formam todos os anos quase 2000 engenheiros florestais no Brasil!

O que acham? Com a palavra os interessados, e que sejam bem-vindos os comentários!

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – Gestão e Serviços Florestais – nbleite@uol.com.br

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NOVIDADE DO PÓS – COP 26 | A SILVICULTURA DO CARBONO!

As lives – o modismo da comunicação – do setor florestal estão com “cara e conversa” novas! Antes, eram só melhorias da Silvicultura do Metro Cúbico e com competência e independência, agora, já há espaços para novidades – olhares para coisas do setor, mas que nunca tiveram a devida atenção – e surge então, a Silvicultura do Carbono – um amplo guarda-chuva que abriga a silvicultura de nossas espécies nativas, a recuperação de áreas degradadas, a agroflorestal e até mais cuidados socioambientais com a Silvicultura do Metro Cúbico!

O nome??? Surgiu de um bate-papo, que mantemos semanalmente – Prof. Luiz E. Barrichelo, Prof. Walter de Paula Lima, Eng. Admir Mora e Eng. Nelson Barboza Leite. 

As oportunidades com certeza virão, mas só não podemos perder o espaço das florestas na hora da monetização do carbono. Outro benefício importante é que esse mercado vai exigir um esforço grande para regularização das atividades rurais, especialmente, no que toca ao respeito e a valorização do Código Florestal, regularização fundiária, unidades de conservação, terras indígenas, etc.

Com certeza, certificações de todo tipo vão rodar os empreendimentos para validar os créditos de carbono. Talvez seja a força que faltava para organizar e fortalecer na “marra” a estrutura institucional do setor florestal!

Vamos torcer para que não percamos esse momento propício para valorização de todos os segmentos que compõem o mundo das florestas brasileiras!

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – Gestão e Serviços Florestais – nbleite@uol.com.br

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ACABOU A COP 26 – AGORA É FAZEÇÃO!

Estamos diante de muitas promessas, desafios e responsabilidades. E tudo pode trazer ótimas oportunidades. E o interessante é que quase tudo que se vislumbra, tem alguma coisa com florestas!

Parece ser o grande momento para se correr atrás de propostas concretas e políticas públicas, que promovam o desenvolvimento do setor florestal brasileiro. E isso, antes que sejamos pautados por “abelhudos”, que não tem nada a ver com florestas e ocupem o espaço e os holofotes voltados às questões sociais e ambientais. Saibamos aproveitar o protagonismo das florestas em nível mundial! 

Aparentemente, o desmatamento e o mercado de carbono deverão se tornar os grandes alvos, e ambos têm tudo a ver com atividades florestais!

É hora do Serviço Florestal Brasileiro justificar sua existência e se fortalecer! É hora das instituições de pesquisas que trabalham com espécies nativas apresentarem suas programações e resultados! Nem precisa tocar nas possibilidades dos que trabalham com florestas plantadas. Esses, ágeis e muito bem preparados, competentes e articulados, já estão na estrada…

Tomara que tenhamos uma alavancagem nos programas de Manejo Florestal de nossa Amazônia e de outros biomas – talvez uma das importantes ferramentas para o combate ao desmatamento – e que a “silvicultura do carbono” com nossas espécies nativas se desenvolva, de fato, em toda sua abrangência, e que tenha o mesmo sucesso da “silvicultura do metro cúbico”, que sustenta um rico patrimônio industrial! E, assim acontecendo, não será nenhuma surpresa pela competência e brilhantismo dos profissionais que atuam no setor!

Que a COP 26 não seja mais um grande repositório de excelentes ideias, só para promover mais reuniões, seminários, eloquentes discursos e volumosos relatórios!Que a “fazeção” seja estimulada e não se deixe para conferir promessas e compromissos só na COP 27!

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – Gestão e Serviços Florestais – nbleite@uol.com.br

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A COP, AS FLORESTAS, AS OPORTUNIDADES E AS NOSSAS LIDERANÇAS!

Começaram as discussões e logo as florestas assumiram o protagonismo do evento! Na verdade, era o que todos esperavam.

E agora?

Fala-se em muitos recursos para se manter as florestas em pé, para regeneração de áreas degradadas, para se proteger e acabar com desmatamento, para mais cuidado com fogo, com a proteção dos que vivem na floresta, enfim, a floresta é a bola da vez. E ligam as florestas ao sucesso da agricultura, e proteger florestas, com certeza, passará a ser instrumento de marketing no mercado internacional!

De repente, os olhares externos viram um mundo de riquezas em coisas brasileiras, que há anos, só preocupam e interessam a grupos restritos de especialistas. E mesmo formando mais de 1500 engenheiros florestais todo ano, o esforço feito tem sido insignificante para que se consiga, de fato, uma estrutura institucional forte e independente com capacidade de valorizar devidamente nossas florestas!

Não temos um setor florestal! Temos sim, profissionais que se dedicam a diferentes assuntos do setor florestal – os que cuidam do manejo, os que cuidam da biodiversidade, os que ensinam, os que pesquisam, os que plantam e abastecem grandes indústrias e até especialistas que fazem legislações para contemplar e ordenar todas essas atividades!

E de repente, o mundo olha para todo esse verde compartimentado, e fica admirado pelo extraordinário potencial de desenvolvimento e de riquezas que temos, nesses novos tempos de mudanças climáticas, de mercado de carbono, de possibilidades de regenerações florestais, etc.

A tempo e à hora, vamos torcer e colaborar, quando houver necessidade, para que nossas lideranças, diferentes instituições de ensino e pesquisa, representações setoriais, etc. consigam juntar os esforços, as competências e os reconhecidos conhecimentos existentes para traçar políticas públicas para viabilizar as oportunidades que se vislumbram!

Estaremos comprometidos com o mundo, mas, acima de tudo, com as gerações futuras que necessitarão dos benefícios de nossos recursos florestais. É hora de encontrar os caminhos e fazer, nem precisa de muito discurso!

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – Gestão e Serviços Florestais – nbleite@uol.com.br

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