O CONGRESSO FLORESTAL BRASILEIRO – OPORTUNIDADES, SOLUÇÕES E ESPERENÇA!

Diante dos mais variados desafios e com superações de toda a natureza, o nono Congresso Florestal Brasileiro realizado, de 12 a 15 de julho foi um sucesso! Cabe cumprimentos à laboriosa equipe de organizadores, palestrantes, patrocinadores e todos colaboradores. Parabéns SBEF e SBS! O evento mostrou um mundo novo e diferente. A riqueza de informações à disposição, a quantidade de brilhantes profissionais criativos, ousados e entusiasmados, a consciência geral da responsabilidade profissional, enfim, um mundo novo de esperança e convicção de que o setor florestal pode, realmente, se colocar numa posição de destaque em nível internacional como modelo de produção, de proteção e conservação de nossas florestas e toda biodiversidade. Um setor capaz de atender às demandas de produtos e sub- produtos da floresta, de serviços ambientais e de socorro às emergências climáticas. De fato, temos as principais ferramentas – informação e profissionais competentes para enfrentar e dar conta dessa missão.

A competência abre caminhos e as informações possibilitam avançar na definição das soluções necessárias! Que os ânimos não se arrefeçam para que o futuro não se distancie! Com muita clareza e objetividade foram mostrados os caminhos de sucesso dos setores já consagrados, o grande potencial para mais crescimento e os complementos adicionais na direção da sustentabilidade. Foi assim que a silvicultura de plantadas de exóticas foi visto – um gigante em crescimento e se modernizando! De outro lado, temas tidos, até então, distantes do mundo moderno, quase marginalizados e muito criticados pela sociedade mostraram-se ricos em atalhos e soluções a serem implementadas. Foram expostas inúmeras oportunidades para fortalecerem e contribuírem para o desenvolvimento econômico, social e ambiental do Brasil. O evento mostrou que o futuro está na nossa porta. Foi, de fato, um “acorda gente, é hora de se mexer”!

Apresentaram-se uma lista de destaques imprescindíveis ao fortalecimento do setor e sempre seguidos de alternativas técnicas, justificativas e profissionais preparados e experientes em suas defesas. Esse rico patrimônio de conhecimento e gente competente pode e pode tudo! É a certeza, de que nossas riquezas naturais poderão ser devidamente usadas e cuidadas de forma sustentável. Há consciência do tamanho e das encrencas de nossas mazelas, de nossas fragilidades, de nossos problemas Tudo foi mostrado com muita disposição para o enfrentamento! Novos tempos, novos e velhos desafios foram expostos e podem ser superados!!! Essa chama de realidade e entusiasmo foi acesa pelo Congresso Florestal que se findou, e deixou como legado um mundo de esperança! Há muito a se fazer e há espaço para todos contribuírem! O fim do desmatamento ilegal, proteção, manejo e conservação de nossas florestas, o cuidado e sustentabilidade com o rico patrimônio de madeira que sustenta nossas indústrias, o incentivo à silvicultura de nossas espécies nativas, a inclusão do pequeno e médio produtor na cadeia produtiva, os cuidados ambientais e sociais, a continuidade, aceleração e divulgação de nossas pesquisas, e especialmente, a fragilidade institucional de nosso setor, dentre outros clamores, foram destaques nas diversas discussões ! Que a soma das boas ideias, se transforme numa grande força para o desenvolvimento do setor florestal brasileiro! Estão à mesa todas as cartas, problemas, soluções, gente competente e muitas informações! Parabéns aos organizadores! Somos privilegiados pela fotografia que nos foi apresentada e cabem, de todos os profissionais do setor florestal brasileiro, os mais respeitosos cumprimentos a toda equipe organizadora! Esse Congresso será lembrado como um ponto de inflexão na rota do setor florestal brasileiro para sua valorização, desenvolvimento e sustentabilidade! E que essa luz acesa não se apague diante das inevitáveis dificuldades a serem superadas!

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – Gestão e Serviços Florestais – nbleite@uol.com.br

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DIA DO ENGENHEIRO FLORESTAL – NOSSOS CUMPRIMENTOS!

Dia 12 de Julho – Dia do Engenheiro Florestal!!!

“é o profissional que cuida da produção de madeira, do manejo, proteção e conservação das florestas e da natureza e sempre se preocupando com os aspectos sociais e ambientais de tudo que faz” – foi  essa a definição que  ouvimos, quando decidimos trabalhar com floresta!!!

A vida nos ensinou, no entanto, que o engenheiro florestal é muito mais que a definição que ouvimos. O  engenheiro florestal é um forte, um bravo, um grande defensor da natureza e da vida no planeta!

Que tenhamos sempre muita disposição para continuar no trabalho e na luta para enriquecer e enobrecer o setor florestal brasileiro!

A Comunidade de Silvicultura rende os mais respeitosos cumprimentos a todos os profissionais que plantam, que manejam, que protegem e que conservam nossas florestas! Estão preservando nossas vidas!

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – Gestão e Serviços Florestais – nbleite@uol.com.br

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A TERCEIRIZACAO – OPORTUNIDADES E FIM DOS OPORTUNISTAS!

Desde os trabalhos iniciais de reflorestamento, lá dos incentivos fiscais, dos anos 70, a terceirização tem se mantido presente em quase todas as atividades operacionais da silvicultura.

Quase tudo, se faz com terceiros –da produção de mudas, à colheita e transporte da madeira. Em todas as etapas está a terceirização com empresas de todos os tipos, para qualquer trabalho e dispostas e sujeitas a diferentes situações, preços e gostos – um mundo de muitas oportunidades crescentes, muitas vezes maculado por inconvenientes oportunistas. Em regra geral, a empresa terceirizada retrata um pouco do perfil da contratante e a qualidade das florestas de quem contrata é a melhor indicação e apresentação do seu terceiro, a empresa contratada. Um empreendimento bem conduzido e de sucesso não aceita terceiros se arrastando com dificuldades e sem profissionalismo – técnica, disciplina e comprometimento com os resultados – mas o inverso também é verdadeiro! Nenhum terceiro consegue dar conta de seus compromissos sem condições satisfatórias de trabalho – preços adequados, respeito e programações bem definidas. Divergências na forma de conduzir, de remunerar e definir trabalhos entre contratantes e contratados levam a desajustes inevitáveis e fracasso dos empreendimentos. E todos perdem, inclusive, e de forma irremediável, a silvicultura!

Não há dados estatísticos e nenhuma entidade de classe que cuide dos interesses, organização e treinamento de terceiros e daí, também a dificuldade para se dimensionar com mais precisão o universo da terceirização florestal. Estima-se que parte dos milhões de empregos gerados na cadeia de produção da silvicultura estejam representados por milhares de pequenas e médias empresas prestadoras de serviços, muito diferentes em suas características – estrutura, organização, profissionalismo e comprometimento com resultados. Para muitos, os terceiros representam o lado de maior peso e expressão social da silvicultura. É parte do emprego e renda de tantos elogios em discursos que proclamam a sustentabilidade do setor. E é também uma ótima ferramenta para se promover o desenvolvimento tecnológico – serviço mal feito mata a tecnologia. E da mesma forma, o trabalho com terceiros qualificados é garantia de bons serviços e boas florestas. A terceirização vem evoluindo de forma significativa nos últimos anos. O surgimento dos grandes investidores, o processo de certificação e o aumento crescente dos programas florestais tem promovido acirrada competição entre empresas. Isso tem levado contratantes e contratadas a patamares de profissionalização mais elevados, mais oportunidades e compromissos de longo prazo, surgindo parcerias construtivas e duradouras. Evolui o profissionalismo nos terceiros e a silvicultura fica enriquecida. E os oportunistas “ do serviço a qualquer preço” desaparecem! E todos ganham – o social, o técnico e o econômico. Mas a grande vencedora é, de fato, a silvicultura!

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – Gestão e Serviços Florestais – nbleite@uol.com.br

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FLORESTAS PRODUTIVAS E O OLHAR DO DIA-A-DIA!

Que cuidados são imprescindíveis para se ter uma floresta bem conduzida em todas as etapas de formação – do plantio à colheita – e com boa produtividade? Essa parece ser a “pergunta do milhão” para todo silvicultor!

E surgem as dúvidas: usar os instrumentos tecnológicos disponíveis e promover as correções que se fizerem necessárias, resolve a questão? Esse controle “no ar condicionado”, parece já estar sendo feito por muitas empresas!

E como se justificam os pequenos erros, que se somam e impactam a produtividade? Talvez, só há uma explicação – O erro foi identificado, mas a falta do “olhar de campo” não permitiu que a correção se fizesse no momento oportuno!

Talvez não estejamos tão longe de se fazer correções com recursos digitais “no dia e na hora”, mas por enquanto, problemas no preparo de solo, nas adubações, na seleção e plantio das mudas, no controle de falhas, na irrigação, no controle de formiga, demais pragas e doenças, e outros inúmeros detalhes, só se evitam com a presença e o “olhar de campo”. Lá no escritório, a imagem bem trabalhada pode mostrar o problema, mas na maioria dos casos, a encrenca já se deu. Só resta penalizar o executor, e aguardar a quebra na produtividade!

E qual o impacto desses erros? Pode variar muito em função da dimensão das operações mal executadas! Há quem afirme que numa empresa com problemas de gestão no campo, o que se encontra, normalmente, é um conjunto de erros, que se somam e que podem diminuir em mais de 30 % a produtividade das florestas!

Uma boa gestão de campo, implica em visitas e observações permanentes dos serviços operacionais e correções feitas “na hora e no dia” em que se verifica o problema. E isso só se consegue com colaboradores experientes, confiáveis e comprometidos com os resultados!

E aqui mora o perigo! Aumenta de forma significativa a concorrência por mão-de-obra preparada, nos grandes polos de reflorestamento. E o que fazer? E a que custo? Na verdade, não há tanta diferença entre os custos do bem feito e do mal feito! Muitas vezes, o que falta é treinamento, assistência e valorização da mão-de-obra. Simples assim, mas que faz toda a diferença nos resultados de campo! O grande segredo está em treinar e valorizar a mão-de-obra que sabe fazer e que se compromete com bons resultados. Pode até ter um custo mais elevado, mas que se paga com a qualidade dos serviços e pela maior produtividade. O grande segredo é saber escolher quem sabe fazer, e em quem se pode confiar!

Em algumas empresas, nem é o silvicultor, lá do campo, que seleciona o executor dos trabalhos operacionais. Muitas vezes, a escolha é feita tendo como referência somente o custo apresentado no processo de seleção dos terceiros executores. Não se fala e nem se valoriza sua experiência e do seu comprometimento com os resultados do trabalho. É aqui, de fato, que começa toda a encrenca! E nesses casos, o silvicultor “do sol e da chuva” vai brigar e berrar, mas de nada vai adiantar!

Nos dias atuais, de muita competição e custos crescentes, essa seleção “de quem faz” somente pelo menor custo, tem proporcionado em muitas empresas, sérios entraves à produtividade das florestas. E o grande problema é que os erros só aparecem a médio e longo prazo!

Os cumprimentos aos empreendedores que selecionam e valorizam, adequadamente, a tempo e à hora, as empresas competentes, cuja mão-de-obra respeita e sabe cumprir suas responsabilidades!

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – Gestão e Serviços Florestais – nbleite@uol.com.br

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PRODUTIVIDADE – INSPIRAÇÃO E CUIDADOS!

A silvicultura brasileira, especialmente a do metro cúbico por hectare/ano, tem a produtividade como referência básica para determinar o sucesso ou fracasso de qualquer empreendimento com florestas plantadas. E daí, o assunto ser cercado de todos os cuidados durante todo o tempo de maturação dos plantios. Inspiração para tomadas de decisões ou mudanças de atitudes, e controles para avaliar resultados são as ferramentas do dia-a-dia do silvicultor responsável pela gestão de empreendimentos florestais. O assunto é abrangente, complexo e exige conhecimentos científicos, técnicos e experiência de campo. Às vezes, pequenos sinais mostram o rumo de grandes soluções. Não há nenhuma cartilha para ser seguida.

No entanto, de muitas conversas, opiniões e sugestões, listamos e compartilhamos, algumas questões, que acreditamos, devam estar permanentemente no radar dos silvicultores! Vamos chamar de “ a listinha de cabeceira”. E não esgota o assunto. É só para reflexão! Sempre será imprescindível monitorar, observar, ver, perguntar, conversar, respeitar as pessoas que fazem e não ter medo do sol e do barro! E, acima de tudo, se achar interessante e incompleto, faça as devidas complementações e adequações nessa provocativa “listinha de cabeceira”. E vamos que vamos….

-Correr atrás da máxima produtividade é o melhor caminho da silvicultura?

-Mais produtividade ou menos custo? Há diferença para quem consome ou para quem produz?

– Alta produtividade é o melhor remédio para sustentabilidade? E se errar na dose?

– Como manejar os plantios e garantir água para as plantas e água para as comunidades? Há como equilibrar essas demandas?

-Mais terras e mais terras para garantir o abastecimento, e se aumentarmos a produtividade do terceiro?

-Para falta de madeira não há saída. E a madeira lá de longe, acabou. Se faltar, vai parar a fábrica!

– A produção de madeira, cada vez mais escassa e cara, exige estratégia, engenharia especializada e gente boa no campo todo dia!

– Material genético, silvicultura e proteção – pragas, doenças e fogo – tem constituído o tripé da produtividade! Recebem cuidados semelhantes?

– Sofisticados controles no escritório fotografam o “agora”, e os olhares de campo melhoram a produtividade de anos depois! Providências inseparáveis e indispensáveis!

– A madeira tende a exigir continuamente cuidados especiais para sua produção sustentável – produtividade, custo e benefícios socioambientais – todos no mesmo pacote!

🌱Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – Gestão e Serviços Florestais – nbleite@uol.com.br

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FLORESTAS, PRODUTIVIDADE E PREOCUPAÇÕES!

É uma conversa recorrente e sempre oportuna pela importância estratégica do assunto!
Continuamos dando pique no lugar! Lá atrás, saímos de menos de 20, e já ouvimos discursos falando em 50/60 metros cúbicos/ha/ ano! No entanto, nos dias atuais, quando se pega um indicador para projeto, ninguém se atreve a ir a mais de 35/40 metros cúbicos/ha/ano. E sempre condicionando a um punhado de variáveis – clima, solo, material genético, quem vai fazer o serviço e por aí vai…

Aprendemos e evoluímos muito, mas há encrencas a serem enfrentadas! De consolo, fica uma certeza: não é segredo a ninguém que plantar e formar florestas produtivas é coisa para “gente que conhece do riscado” – chega de bruxarias!

Há quem diga que as grandes empresas tem tudo mapeado e detalhadamente programado – plantios, clones, produtividades, etc. E disso ninguém duvida! O que intriga é que quando se anda pelas estradas de terra, e se embrenha no fundo das regiões de plantio, as coisas mudam! E a sensação de tudo resolvido fica muito aquém da realidade! Há coisas muito boas, entremeadas por barbeiragens de mandar prender! E tudo em milhares de hectares! É problema de quem pensa? ou problema de quem faz? A fazeção parece estar defasada da pensação e mais distante ainda da falação!

E agora entra a seca, vem pragas e vem fogo! E continua a dúvida – quem consome pode diminuir o apetite por falta de madeira? Pode aguardar o crescimento das florestas? E só lembrando – aquela madeira, lá de longe, acabou também!

Juntando tudo, há de se refletir:

  • Faltam informações para dar segurança a todos- quem consome, quem investe, quem quer investir, quem planta para otimizar o uso da propriedade;
  • A produtividade continua aquém do que já se conseguiu! Há dúvidas quanto às reais possibilidades de melhorias na produtividade! E não há informação segura de que os problemas estão no radar das pesquisas em desenvolvimento. Todavia, há muita esperança num rumo adequado, pela competência e responsabilidade dos pesquisadores e das entidades de pesquisas que tratam da silvicultura;
  • De qualquer forma, espera-se que a solução deve atender a todos – aos grandes que sempre chegam primeiro, aos médios e pequenos produtores, que chegam por último, mas que não podem ficar fora da cadeia de produção;
  • A silvicultura produtiva de todos e para todos é a base da sustentabilidade do setor de florestas plantadas e do riquíssimo patrimônio industrial existente, que consome madeira vinte e quatro horas todos os dias!

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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AGORA, É HORA E VEZ DO CONGRESSO FLORESTAL BRASILEIRO!

Em 25 de agosto de 2003, a Ministra do Meio Ambiente Marina Silva, abria o 8° Congresso Florestal, e dizia: “que tenhamos novo ciclo de crescimento e valorização de um setor importante e estratégico para nosso desenvolvimento econômico, social e ambiental do Brasil”.

E agora, em 12 de julho de 2022, teremos a abertura do 9° Congresso! Cabem as indagações – crescemos e o setor foi valorizado? estamos contribuindo para o desenvolvimento econômico, social e ambiental do país?
O momento é oportuno para avaliarmos os resultados, discutirmos ajustes e propormos sugestões!
Estamos vivendo um mundo diferente – a indústria de base florestal duplicou em todos os segmentos de produção – agigantou-se; os programas de plantio aumentaram, abriram fronteiras e grandes áreas de plantio passaram a se destacar; o desmatamento, de repente, cresceu e virou uma encrenca, em nível internacional; as pesquisas viraram-se para dentro das empresas; a falta de mão-de-obra qualificada, e que faça mais do que fale, está sendo sentida; os processos de certificação, que confere trabalho feito, estão cada vez mais valorizados e a sustentabilidade pintada de cores diferentes, conforme o discurso, é a “palavra de ordem”. Estamos nos livrando de uma pandemia, passamos amedrontados pela COP-26, e, ainda, vivemos sob os estrondos de uma guerra!

Mas e a floresta? Deixou de ser preocupação só de ambientalistas e até a “pro” da Maria, a netinha de 6 anos, fala de proteção das florestas. E mudamos de Ministério. Agora estamos juntos com os que produzem arroz, feijão e carne! No entanto, segundo preconiza o ex-ministro do Meio Ambiente José Carlos Carvalho, e com muita propriedade, o assunto floresta é tão abrangente, plural e estratégico, que não cabe mais num só Ministério! Animador e desafiador, mas, por enquanto, a fragilidade institucional está em estado de anemia avançada. Poucos sabem onde, e a quem reclamar sobre coisas da floresta!

Paradoxalmente, os grandes empreendimentos, à base de florestas plantadas, cresceram pela competência, e por méritos próprios abriram seus caminhos… e vão bem obrigado! Há muita animação com as novas alternativas da silvicultura de espécies nativas de “olho vivo” nos compromissos internacionais do Governo. E até o carbono, ainda meio nebuloso, já se transforma em empreendimentos milionários.

Enfim, é nesse contexto desafiador, que estamos nos preparando para o Congresso Florestal Brasileiro!
Parabéns ao grupo de profissionais que com muita disposição, competência e esperança, juntou forças e está tornando realidade um grande desafio- a realização do Congresso Florestal Brasileiro – de 12 a 15 de julho. Nesses dias, estaremos só falando das Florestas!

Há muita gente com esperança e as oportunidades, com certeza, estarão à mesa para serem discutidas e implementadas. Que tenhamos força e fôlego para conseguirmos elaborar os arranjos necessários!

Fica a certeza de nossas riquezas naturais e da competência de nossos profissionais para encontrar soluções para bem de todos! Que tenhamos a lucidez para definir políticas públicas que garantam a continuidade de crescimento dos que crescem de forma sustentável, e que se abram, de fato, oportunidades para alternativas de desenvolvimento para o setor florestal brasileiro!

Uma coisa é certa – a presença e participação de todos sempre será imprescindível, se quisermos manter a esperança de encontrarmos soluções para as grandes causas do setor florestal brasileiro!!

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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“DE OLHO NO CAMPO”, O MAIOR AVANÇO TECNOLÓGICO!

“DE OLHO NO CAMPO”, O MAIOR AVANÇO TECNOLÓGICO!

Numa discussão acalorada sobre a produtividade das florestas plantadas, surgiu uma pérola, tão antiga e importante, mas nem sempre, devidamente, respeitada! No meio de argumentações genéticas e nutricionais, ouvimos: “mesmo nos dias atuais, ainda um problema que afeta a produtividade é a falta de gente experiente acompanhando o serviço de campo! A maioria só vai para conferir o trabalho realizado e se preocupa com detalhes sem nenhuma importância operacional. Vai olhar se a botina do plantador está em ordem, se as condições de transporte são satisfatórias, se há algum problema que possa atrapalhar a próxima certificação. E boa!

Mas observar a qualidade de mudas, como anda o plantio, a distribuição do adubo, o mato nos talhões, a causa das falhas, a incidência de pragas, desnutrição…. essas observações só são feitas pelo pessoal considerado mosca branca!” E a conversa continuou: “em algumas empresas há serviços de campo de mandar prender e o engraçado é, que na mesma empresa, você ouve gente falando de inovações tecnológicas para aumentar a produtividade”.

Ainda bem, que no meio da prosa, alguém fez as devidas ponderações: “ realmente, quando se anda por aí, percebe-se coisas ruins, mas são exceções!” E daí, a conversa virou para justificativas, comumente usadas – é a mão-de-obra desqualificada, é a irresponsabilidade de terceiros e por aí vai! Mas quando alguém colocou o “dedo na ferida” e disse: “ tudo isso é reflexo da falta de gente para acompanhar as atividades de campo, corrigir as falhas técnicas e orientar a mão-de obra” – todos concordaram!

Esse tipo de situação faz lembrar o que sempre foi voz corrente no setor: “ um profissional experiente, que suja a bota, toma chuva e sabe usar seus conhecimentos, supera dificuldades, orienta o pessoal e consegue formar florestas produtivas. De olho no campo, ainda é o maior avanço tecnológico”

Salve salve, as empresas que valorizam seus profissionais de campo. Aí começam os ganhos de produtividade de uma boa empresa!

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – Gestão e Serviços Florestais – nbleite@uol.com.br

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NO CONGRESSO FLORESTAL BRASILEIRO, UMA LIÇÃO PARA REFLEXÃO

O reflorestamento, em seus mais de 50 anos, apresentou significativas modificações nos mais variados aspectos, superou dificuldades e deixou lições que merecem reflexão!
Por volta dos anos 70/80, chegamos a ter mais de 2.000 empresas atuando com reflorestamento em todo o Brasil. Muito dinheiro envolvido e uma correria danada, uma verdadeira loucura! Nessa época, não havia nem engenheiros para todas essas empresas.
As instituições de pesquisas correndo, continuamente, atrás de solução aos mais diversos questionamentos técnicos. Em todos os estados, as entidades representativas participavam ativamente da vida e estruturação do setor. Pairava grande preocupação com a manutenção dos incentivos, que ano a ano, ia se fragilizando por flagrantes problemas de campo! Havia um esforço comum entre empresas – grandes, médias ou pequenas- não importava o tamanho, sempre prevalecia o interesse de todos!
Já por volta de 80/90, houve significativa diminuição no número de empresas. O antigo IBDF, ousadamente e para bem da atividade promoveu uma “limpa no sistema”, eliminando enorme quantidade de empresas com atraso em suas programações ou por atuação abusiva no uso dos recursos incentivados. E que encrenca! Mas estava salvo o sistema de incentivos fiscais! Elevou-se o nível técnico das atividades operacionais, dando vida, maior crescimento e sustentação aos empreendimentos com boas florestas. Estava se consolidando a base para formação do rico patrimônio industrial dos dias de hoje.


Numa fotografia comparativa de ontem e de hoje, há de se destacar, entre muitas diferenças, a quantidade de empresas que atuava no setor, mesmo depois do expurgo promovido pelo IBDF. Empresas de todo tamanho, sempre unidas pelas entidades representativas estaduais, tanto na defesa dos incentivos, quanto nos embates com ONGs bastante atuantes e que já se fortaleciam na briga contra o eucalipto. E nessa época, não faltavam justificativas para as pedradas que sobravam de todos os lados! Sem essas entidades representativas, em nível estadual e nacional, com certeza, os incentivos teriam sido extintos bem antes do prazo alcançado, e as discussões com as ONGs teriam sufocado o desenvolvimento da silvicultura brasileira!


Valeu muito o trabalho de entidades representativas estaduais e em nível nacional como ARBRA, ANPCP, ABRACAVE, ABIMCI, SBS e outras. Há de se ressaltar também que essas representatividades só deram bons resultados graças aos trabalhos e dedicação de abnegados profissionais, que não mediam esforços na valorização da atividade, sempre no interesse de todos – pequenos, médios e grandes! Para muitos foi essa união de empresas, que deu sustentação aos incentivos fiscais, motivou o surgimento de instituições de pesquisas e preparou o setor para os embates e discussões sociais e ambientais.
A união de empresas em torno de objetivos comuns, fortaleceu e fez crescer o setor, e é uma grande lição para reflexão! Especialmente, aos que acreditam que em conjunto a representatividade do setor tem mais força e legitimidade!
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Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – Gestão e Serviços Florestais – nbleite@uol.com.br

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9º Congresso Florestal Brasileiro

Evento máximo da Engenharia Florestal Brasileira!! Os nossos votos de muito sucesso!!! O Congresso Florestal surge num momento muito oportuno!!! Nas ocasiões anteriores, muitas questões discutidas se transformaram em políticas públicas! Sempre contou com a colaboração de grande quantidade de profissionais, universidades e pesquisadores. Tudo num ambiente, que cheirava à novidade! Sempre foi um grande sucesso!

Está de volta, num momento de grandes interrogações! Com certeza, em nenhuma das edições anteriores, havia uma pauta com tanta expectativa e demanda por inovações e uma “bela chacoalhada no setor florestal”. Desejamos que seja um grande sucesso e que, acima de tudo, o setor florestal tenha seus valores institucionais enriquecidos!!

Grande iniciativa da SBEF – Sociedade Brasileira de Engenheiros Florestais e SBS- Sociedade Brasileira de Silvicultura e que tenham o sucesso merecido!

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – Gestão e Serviços Florestais – nbleite@uol.com.br

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