Existe um conjunto de palavras simples que jamais deveriam faltar no dia a dia de quem lidera pessoas, especialmente na silvicultura, por favor, obrigado e parabéns.
Pode parecer pouco. Mas pode ajudar muito para o sucesso de um bom gestor de serviços silviculturais.
Esse profissional jamais deveria se constranger em repetir dezenas de vezes ao dia essas palavras mágicas, o “por favor”, que é a forma respeitosa de pedir, o “obrigado”, que é o reconhecimento pelo esforço executado, e o “parabéns”, que é o combustível emocional que valoriza, incentiva e fortalece quem faz.
A silvicultura brasileira é construída com tecnologia, máquinas e planejamento. Mas, acima de tudo, é construída por pessoas. São milhares, talvez milhões, de colaboradores, em diferentes empresas e regiões, que diariamente dão vida ao campo, formam florestas e ajudam a construir esse extraordinário patrimônio florestal brasileiro.
E entre todos eles existe uma figura fundamental, o profissional que comanda os serviços de campo, o gestor das operações silviculturais. É dele que se espera a liderança. É dele que depende grande parte da execução. É dele que depende o ambiente de trabalho. Enfim, é dele que depende também a qualidade das florestas.
Mas talvez exista uma responsabilidade ainda maior, é ele que faz com que as pessoas sintam que são importantes e responsáveis pelos resultados de campo. Nenhuma máquina substitui o valor de um trabalhador respeitado. Nenhuma tecnologia supera a força de uma equipe motivada. E nenhum ambiente de trabalho prospera sem cordialidade, respeito e reconhecimento.
Por isso, um bom gestor não pode se cansar de repetir as palavras mágicas, por favor, obrigado e parabéns. Todos ganham com isso. Mas, principalmente, ganha o trabalhador lá do fim da cadeia. A mão de obra de campo. O trabalhador que muitas vezes enfrenta sol, chuva, poeira, distância e dificuldades para que a floresta aconteça. É esse, do final da cadeia, que faz crescer a floresta produtiva e que orgulha a silvicultura brasileira.
Esse colaborador talvez nunca esqueça um tratamento cordial, amigo e fraterno recebido. E talvez esteja, justamente aí, uma das maiores forças da boa silvicultura, a capacidade de produzir grandes florestas sem jamais perder o respeito pelas pessoas.
🌳Nelson Barboza Leite – Agrônomo – Silvicultor – nbleite@uol.com.br