A IMPORTÂNCIA E A RIQUEZA DA INFORMAÇÃO!

 

Durante muitos anos a silvicultura brasileira limitou-se a regiões tradicionalmente produtoras de florestas, sem grandes dificuldades. E a produtividade atingiu indicadores espetaculares! Da genética à colheita, sempre estava à disposição dos interessados, no mínimo, um feijão com arroz bem apetitoso. Os primeiros avanços da silvicultura – Bahia, norte de Minas, Mato Grosso do Sul, Maranhão, pampas gaúchos, dentre outras regiões, em pouco tempo, resolveram suas adequações tecnológicas e passaram a dispor de valiosas informações! Foram expansões acompanhadas de pesquisas e de profissionais altamente capacitados.

Na última década, no entanto, o avanço para novas fronteiras foi mais ousado – regiões do Tocantins, oeste da Bahia, áreas mais secas de Minas, do Maranhão, do Piauí, dentre outras – e então, a falta de informações evidenciou mais problemas e limitações. Grandes áreas, desocupadas e com terras baratas aguçaram o interesse de muitos aventureiros! Muita gente sem informação e diante das adversidades de clima, solo, mão-de-obra despreparada,……. e o mais agravante, com a mesma receita operacional.

O resultado não poderia ser diferente – empreendimentos paralisados; florestas improdutivas; limitações técnicas indefinidas! Na verdade, os desdobramentos foram bem mais complexos, e ficaram lições importantes para reflexão:

-as expansões que avançaram em suas adequações tecnológicas, encontram- se em situação privilegiada neste contexto, e são detentoras de valiosíssimas informações!

-há de se fomentar, urgentemente, a pesquisa florestal nessas regiões para se viabilizar uma possível expansão da silvicultura brasileira. Só com informações técnicas, essas expansões serão viabilizadas!

A silvicultura, a médio e longo prazo, poderá se expandir para essas regiões e não dá para esperar que as informações técnicas surjam sem um grande programa de pesquisas. As informações, ainda em formação e nas mãos de ousados empreendedores, mostram a viabilidade dessas áreas e a ampla abrangência das pesquisas a serem desenvolvidas.

Diante desse contexto, e se essas expansões, de fato, se tornarem realidade, o esforço para o desenvolvimento da pesquisa florestal será imprescindível e as informações técnicas constituirão uma riqueza imensurável!

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – gestão e serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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