FLORESTAS BOAS E A PRESENÇA DO “MOSCA BRANCA”!

Nos últimos 50 anos a silvicultura – a do metro cúbico – evoluiu de forma espetacular! Saímos de 15/20 metros cúbicos/ha/ano e chegamos próximo de 50 metros! Lógico que com suas variações de local, de empresa, de profissionais, etc. Estamos falando da capacidade de produção, que cresceu de forma significativa. E nisso, aparentemente, não há o que discutir – pura tecnologia! Mas quanto aos resultados alcançados por região ou empresa, aí sim, cabem ponderações! Há de se depender de inúmeros fatores, com destaque às características de clima e solo, recursos disponíveis e especialmente da capacidade, competência, dedicação e comprometimento dos executores dos serviços de campo! É aqui, que entra o “mosca branca”!

Entre o crescimento da produtividade de 20 para 50, houve um mundo de realizações e histórias! Quase um sonho que se tornou realidade para os que viveram e conheceram os desafios, as encrencas e o sucesso!

E agora? Novos tempos! Muitas informações e novidades, com novas demandas e desafios a serem superados. Mas num ambiente muito diferente dos tempos idos – trocaram a palavra de ordem cooperação por competição!

No entanto, nesse ambiente, em que mais se ouve, e quase nada se fala, há destaques importantes para reflexão! Fatos constatados, resultado de conversas, opiniões, sugestões e reuniões realizadas no “arzinho fresco da sala” ou sob o “sol ardido e barro” do campo.

E encurtando a prosa, vamos a um destaque interessante – o colaborador “mosca branca”!

Estamos falando daquele profissional que sempre esteve no campo – chegava bem cedinho e, às vezes, saía à noitinha. Via tudo, ajudava, orientava, corrigia, conversava, ensinava, conferia e ainda agradecia a todos! Se falasse inglês ótimo, se dominasse tudo de computador, bom também, e se fosse craque no discurso, mais valor ainda. A relação do que podia e devia sempre foi grande, mas na relação do que não podia, só uma regrinha – precisava estar e viver o campo, e antenado com o que se faz, como se faz e quem faz! Esse sempre foi o “mosca branca” da nossa silvicultura – ajudando, corrigindo, ensinando, melhorando, falando, escrevendo, defendendo, reivindicando, brigando, pacificando, se atualizando, se modernizando, mas sempre marcando a presença no campo!

E o importante – toda empresa de sucesso e com boas florestas, com certeza, contou com colaborador desse tipo – “ mosca branca”. Há quem diga, que se encontra em extinção, uma pena!

Com esse registro deixamos o nosso reconhecimento pelo imprescindível trabalho desse profissional e os nossos cumprimentos pela significativa parcela de contribuição para sucesso de nossa silvicultura!

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – Gestão e Serviços Florestais – nbleite@uol.com.br

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SUSTENTABILIDADE, PRODUTIVIDADE E O PROFISSIONAL DE CAMPO!

O assunto sustentabilidade das florestas plantadas continua sendo um assunto discutível, às vezes, controverso e com muitas histórias! Ouve-se de tudo! Cabe preocupação às colocações que tratam do assunto, enfatizando, exclusivamente, a produtividade como referência para sustentabilidade dos empreendimentos!  Nesses casos, não se nota nenhuma atenção além do cronograma operacional – plantio, manutenção e proteção das florestas. Enfim, entendem a sustentabilidade, como sinônimo de produção de madeira, e boa! O foco desses empreendimentos se restringe a reduzir custo e aumentar produtividade. E muitas vezes, acréscimos insignificantes, quando comparados às perdas, causadas por barbeiragens, que se cometem no dia-a-dia, principalmente pela  ausência de profissionais no campo. Já dizia um grande e respeitado silvicultor – “depende da sensibilidade, experiência e presença de profissionais de campo o sucesso ou o fracasso de qualquer empreendimento florestal –  da orientação técnica, ao sucesso das inovações e, acima de tudo, à aplicação e respeito às exigências e necessidades sociais e ambientais da atividade”.  Sábios e sempre atualizados  ensinamentos!

Tem-se observado que a presença técnica no campo evita que vá para o lixo o melhoramento tecnológico e que sejam marginalizados os cuidados operacionais  necessários à sustentabilidade da silvicultura. O olhar de campo evita erros na quantidade e distribuição de adubo e outros insumos, no controle de formigas, na seleção e uso de mudas, na proteção dos remanescentes florestais, no estabelecimento de corredores ecológicos, na proteção de solos, na distribuição e locação harmoniosa de talhões, na abertura de estradas, nos cuidados com os sistemas hidrológicos, e outros inúmeros detalhes operacionais dos empreendimentos florestais. O profissional experiente e atento no campo é a melhor ferramenta para se garantir o sucesso dos empreendimentos.

É o elo mais sensível da cadeia produtiva! Na verdade, todo mundo sabe disso. A diferença está entre saber a importância de estar no campo e atento para ver e enxergar as prioridades, de fato! Todo esforço é necessário para que os profissionais de campo sejam devidamente treinados, orientados e reconhecidos! A solução não está no tapinha nas costas e conversas melosas. O que resolve é treiná-lo e valorizá-lo em função da importância estratégica do seu trabalho. Há de se embutir nessa visão de campo o compromisso e responsabilidade pelos resultados operacionais a serem alcançados –positivos ou negativos – além dos aspectos sociais e ambientais.

O  importante, a se destacar dessa prosa, é haver ótimos exemplos de sucesso a serem seguidos. Empreendimentos com florestas de altas produtividades e pleno atendimento das necessidades sociais e ambientais. E sem nenhum milagre –  só com treinamento, orientação, e acompanhamento de campo, de segunda a segunda. São esses exemplos concretos de sucesso, que justificam os conceitos do respeitado silvicultor – acompanhar e viver o campo é garantir o sucesso dos empreendimentos florestais e consolidar as bases da silvicultura sustentável!

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – Gestão e Serviços Florestais – nbleite@uol.com.br

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A CULTURA EMPRESARIAL E A FORÇA DAS DECISÕES FLORESTAIS!

Numa conversa muita proveitosa entre profissionais e estudantes, fomos surpreendidos por interessante pergunta:”Quais as causas que fazem com que as decisões florestais, em algumas empresas, não dependam dos florestais”? E ainda completou com uma “sinuca de bico” – “parece que a empresa muda o foco e esquece das florestas”. Um pouco mais de conversa, e percebemos a pertinência da preocupação!

O que responder? A justificativa mais razoável parece ser – “numa empresa florestal, depois de uma boa gestão e com estoques de madeira em níveis satisfatórios, fica a sensação de que tudo está resolvido! E daí para frente, o grande negócio passa a ser colher e transportar a madeira no tempo preciso e a custos competitivos! Essa fase  envolve recursos financeiros gigantescos e a oportunidade de surgir novos protagonistas para cuidar das florestas, que se transformaram em estoque de madeira, é muito grande”!  Essa parece ser a lógica da mudança de foco. Para muitos, essas empresas que vivem da madeira e quando se sentem abastecidas não dão a devida atenção à silvicultura, tem cultura mais extrativista do que florestal!

Mas o “perguntador”, insistiu –“ e se houver problema com as florestas, faltar madeira, e se forem necessárias mudanças nos procedimentos operacionais”? Será que o gestor de estoque terá sensibilidade e convicção para conseguir mudanças, a tempo e à hora? Realmente, tivemos que admitir que algumas dificuldades poderão surgir ao longo do tempo! Na verdade, com madeira à disposição e tomado por tantas novidades, máquinas e equipamentos modernos e caros, ferramentas digitais para controles e a pressão permanente para manutenção do fluxo de suprimento de madeira, não é de se estranhar que a exatidão matemática sufoque a biologia florestal. Com estoques de madeira na tampa, deixa de existir razões para investimentos em pesquisas, pesquisadores e experimentações com florestas! Grandes investimentos são direcionados à logística, à colheita, em boas estradas e informações, cada vez mais precisas. Enquanto isso, a silvicultura mofa e empobrece!

Nesses casos, em que os ganhos no suprimento de madeira  passa a ser o grande prêmio a ser alcançado, é importante que a silvicultura não seja marginalizada.  E que não se deixe nascer e morrer os metros cúbicos adicionais da produtividade com o “japonês do melhoramento” ou com o pessoal que mexe com florestas.  E o interessante é que, mesmo nesses casos, a silvicultura sustentável vai continuar firme e forte, mas  só “nos discursos e nos relatórios anuais”! Diante de tais circunstâncias, vida que segue… Pode ser  que lá na frente surjam dificuldades no suprimento de madeira, e se constate que nem a competência de grandes silvicultores promove estoques inesgotáveis de madeira. Nesses momentos, em que acaba o ciclo da bonança, e recomeça a correria atrás de florestas, surgem as grandes encrencas e sempre algum pescoço rola. Esse filme é conhecido!

O sucesso de empreendimentos à base de madeira mostra que a presença de profissionais de florestas, tem se tornado, imprescindível, na tomada de decisões estratégicas e valorização equilibrada de todas as fases operacionais da floresta – na formação, adequação, manutenção, uso e garantia dos estoques de madeira. É assim que se dá sustentabilidade à silvicultura e se consolida a cultura florestal numa empresa.  E há de se ter então, cuidados permanentes com as florestas em suas mais diversas funções. Como na manutenção e equilíbrio dos sistemas hidrológicos, na harmonização da paisagem, na proteção da biodiversidade regional, proteção de solos, integração com comunidades e fornecedora de madeira para uso industrial, também!

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – Gestão e Serviços Florestais – nbleite@uol.com.br

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O MUNDO FLORESTAL – OPORTUNIDADES, RIQUEZAS E POBREZA INSTUCIONAL!

É inegável que a sensibilidade da sociedade para o tema florestal sempre existiu! Vem do nome de nosso país, inspirado numa árvore muito cobiçada desde a época do descobrimento – o pau-brasil! E seguiram- se inúmeras manifestações de preocupação com a floresta, passando pelos Códigos de 1934, de 65 com suas inúmeras adequações, além das centenas de legislações, pondo regra em tudo, as vezes até atrapalhando, mas sempre em atenção ao tema. Veio o Instituto do Pinho, depois o IBDF, a política de incentivos fiscais para reflorestamento, as ações de reposição florestal, a criação das áreas protegidas, as unidades de conservação, IBAMA,ICMBIO, escolas de engenharia florestal, instituições de pesquisas, ONGs de todo tipo, associações de classe, inumeráveis atividades econômicas à base das florestas, indústrias gigantescas e, mais modernamente, cresce todo dia a preocupação do mundo com as nossas florestas!

E fala-se em milhões de empregos e ainda se cobram medidas urgentes para mitigar desastres climáticos globais!!! Nessa importante e crescente escalada ficam algumas perguntas:

1- Já houve alguma manifestação governamental para valorizar o setor?

A resposta é sim!!! E são inumeráveis as iniciativas governamentais em todos os níveis para valorização do setor florestal, de forma ampla e irrestrita! E mais – quantos profissionais competentes já se envolveram e dedicaram suas vidas para desenvolvimento do setor florestal brasileiro!!! Só que todo o esforço está disperso em diversas entidades governamentais! E a sensação de vazio institucional prevalece e espanta!

2- A sociedade conhece e sabe disso?

Nos dias atuais, em que a floresta é tão venerada no Brasil e no mundo por seus benefícios econômicos, sociais e ambientais, não há nada governamental de concreto que centralize e transmita essa sensação de comando e que responda por tantas obrigações, necessidades e pelo famigerado desmatamento de todos os dias!! Há uma sensação generalizada de que o assunto florestal no Brasil não tem comando! Com tantas discussões e falações, fica a impressão de que ninguém manda em nada!

3- Há, no entanto, uma ressalva interessante a ser feita – e se fortalecer-se, dar independência e a devida autonomia às iniciativas existentes e que já deram sinais positivos? Identificar o que só precisa ser melhor estruturado, talvez seja uma missão mais interessante e lógica do que criar “coisas novas”!

4- E agora às vésperas de eleições, será que não é o momento exato de mostrarmos as realidades do setor florestal brasileiro? Temos ótimos exemplos de sucesso, grandes empreendimentos e excelentes oportunidades econômicas, sociais e ambientais, além de centenas de profissionais altamente capacitados! Nossos governantes estão ansiosos na identificação de bandeiras importantes para serem apresentadas! O mundo das florestas não seria essa bandeira a ser mostrada e defendida?

5-Por que nos calamos, com tanta competência, grandes empresas, universidades, entidades representativas, ricas e influentes?

Há mais um mundo de indagações a se fazer! Mas nenhuma grande novidade. Problemas e pendências que se arrastam há tempos! Fiquemos com a esperança de que surjam interessados em desenrolar essa encrenca!! Mas, por enquanto, só nos resta a esperança no meio dessa mistura de tantas oportunidades e riquezas e de tamanha pobreza institucional!

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – Gestão e Serviços Florestais – nbleite@uol.com.br

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A PRODUTIVIDADE DAS FLORESTAS E AS INOVAÇÕES DISRUPTIVAS!

Nos dias atuais, nas regiões tradicionais, com tantos plantios para todo canto é muito fácil perceber a diferença entre o que se pensa fazer, o que se pensa estar sendo feito e o que realmente é feito! E tudo com reflexos na qualidade das florestas e na produtividade, que se diz em baixa! É o famoso desequilíbrio entre a pensação, a falação e a fazeção! Ao ler artigos e informações técnicas, assistir às lives e palestras – e o Congresso Florestal realizado recentemente foi um bom exemplo – e vendo os trabalhos de campo, a sensação é que há algo muito estranho no dia-a-dia da nossa silvicultura!

Uma caminhada por diferentes atalhos, vai propiciar uma vista geral de tudo – empresas diferentes, serviços diversos, procedimentos variados e consequentemente florestas com produtividades distintas, em mesma região, com mesmo solo, mesma quantidade de chuva e o mesmo material genético! É fácil perceber e não precisa ser especialista – muda a empresa, muda quem faz, muda e muda muito a qualidade das florestas. Uma realidade nua e crua! Só falta achar que essas diferenças são normais!

Essas observações permitem evidenciar algumas pistas: há empresas em que se observam, de forma generalizada, boas e ótimas florestas. Em outras a qualidade varia e em algumas fica a impressão de que não há preocupação com os serviços e a qualidade das florestas- o negócio é plantar! Em resumo – há empresas bem alinhadas com o que há de tecnologia, executam com precisão os procedimentos operacionais e, com certeza, alcançam altas produtividades. Estas, com certeza, estarão aptas a novos saltos tecnológicos e ao universo das inovações de todo tipo – já sabem e dominam com maestria o arroz com feijão. Com certeza, serão as empresas de vanguarda que levarão a silvicultura brasileira a outros patamares econômicos, sociais e ambientais.

Há, no entanto, empresas com “arroz papa” e feijão sem tempero. Apesar de muito arrojo e discurso pomposo, continua o trivial mal feito. E, por exemplos anteriores, só com coragem e correria não se melhora a qualidade das refeições. E na silvicultura a novela se repete! Pode-se até fazer discursos e falar em tecnologias modernas, mas a produtividade das florestas não muda. Essa gente vai precisar correr atrás do prejuízo! E não adianta nada a impressão de que vai tudo bem, obrigado!

Diante desse quadro, fica a pergunta – qual a participação dessa parcela que pensa e fala que faz, mas não vê que não faz? É difícil mensurar! Mas caberia uma quantificação mais detalhada, pois essa parcela vai ter rebatimento direto na produtividade, que parece estar em queda! E essa quantificação também seria importante para se ter uma noção clara dos protagonistas de nossa silvicultura, que estão realmente aptos a falar em sustentabilidade, tecnologias avançadas, inovações disruptivas, valorizações socioambientais, agregação de valores às florestas, ESG, adicionalidades, créditos de carbono e por aí afora!

Aproveitando a oportunidade – como vai o estoque de madeira para os próximos 10 anos? Vamos atrás de inovações disruptivas ou vamos cuidar de fazer bem temperado o “arroz com feijão”?

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – Gestão e Serviços Florestais – nbleite@uol.com.br

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O CONGRESSO FLORESTAL BRASILEIRO – OPORTUNIDADES, SOLUÇÕES E ESPERENÇA!

Diante dos mais variados desafios e com superações de toda a natureza, o nono Congresso Florestal Brasileiro realizado, de 12 a 15 de julho foi um sucesso! Cabe cumprimentos à laboriosa equipe de organizadores, palestrantes, patrocinadores e todos colaboradores. Parabéns SBEF e SBS! O evento mostrou um mundo novo e diferente. A riqueza de informações à disposição, a quantidade de brilhantes profissionais criativos, ousados e entusiasmados, a consciência geral da responsabilidade profissional, enfim, um mundo novo de esperança e convicção de que o setor florestal pode, realmente, se colocar numa posição de destaque em nível internacional como modelo de produção, de proteção e conservação de nossas florestas e toda biodiversidade. Um setor capaz de atender às demandas de produtos e sub- produtos da floresta, de serviços ambientais e de socorro às emergências climáticas. De fato, temos as principais ferramentas – informação e profissionais competentes para enfrentar e dar conta dessa missão.

A competência abre caminhos e as informações possibilitam avançar na definição das soluções necessárias! Que os ânimos não se arrefeçam para que o futuro não se distancie! Com muita clareza e objetividade foram mostrados os caminhos de sucesso dos setores já consagrados, o grande potencial para mais crescimento e os complementos adicionais na direção da sustentabilidade. Foi assim que a silvicultura de plantadas de exóticas foi visto – um gigante em crescimento e se modernizando! De outro lado, temas tidos, até então, distantes do mundo moderno, quase marginalizados e muito criticados pela sociedade mostraram-se ricos em atalhos e soluções a serem implementadas. Foram expostas inúmeras oportunidades para fortalecerem e contribuírem para o desenvolvimento econômico, social e ambiental do Brasil. O evento mostrou que o futuro está na nossa porta. Foi, de fato, um “acorda gente, é hora de se mexer”!

Apresentaram-se uma lista de destaques imprescindíveis ao fortalecimento do setor e sempre seguidos de alternativas técnicas, justificativas e profissionais preparados e experientes em suas defesas. Esse rico patrimônio de conhecimento e gente competente pode e pode tudo! É a certeza, de que nossas riquezas naturais poderão ser devidamente usadas e cuidadas de forma sustentável. Há consciência do tamanho e das encrencas de nossas mazelas, de nossas fragilidades, de nossos problemas Tudo foi mostrado com muita disposição para o enfrentamento! Novos tempos, novos e velhos desafios foram expostos e podem ser superados!!! Essa chama de realidade e entusiasmo foi acesa pelo Congresso Florestal que se findou, e deixou como legado um mundo de esperança! Há muito a se fazer e há espaço para todos contribuírem! O fim do desmatamento ilegal, proteção, manejo e conservação de nossas florestas, o cuidado e sustentabilidade com o rico patrimônio de madeira que sustenta nossas indústrias, o incentivo à silvicultura de nossas espécies nativas, a inclusão do pequeno e médio produtor na cadeia produtiva, os cuidados ambientais e sociais, a continuidade, aceleração e divulgação de nossas pesquisas, e especialmente, a fragilidade institucional de nosso setor, dentre outros clamores, foram destaques nas diversas discussões ! Que a soma das boas ideias, se transforme numa grande força para o desenvolvimento do setor florestal brasileiro! Estão à mesa todas as cartas, problemas, soluções, gente competente e muitas informações! Parabéns aos organizadores! Somos privilegiados pela fotografia que nos foi apresentada e cabem, de todos os profissionais do setor florestal brasileiro, os mais respeitosos cumprimentos a toda equipe organizadora! Esse Congresso será lembrado como um ponto de inflexão na rota do setor florestal brasileiro para sua valorização, desenvolvimento e sustentabilidade! E que essa luz acesa não se apague diante das inevitáveis dificuldades a serem superadas!

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – Gestão e Serviços Florestais – nbleite@uol.com.br

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DIA DO ENGENHEIRO FLORESTAL – NOSSOS CUMPRIMENTOS!

Dia 12 de Julho – Dia do Engenheiro Florestal!!!

“é o profissional que cuida da produção de madeira, do manejo, proteção e conservação das florestas e da natureza e sempre se preocupando com os aspectos sociais e ambientais de tudo que faz” – foi  essa a definição que  ouvimos, quando decidimos trabalhar com floresta!!!

A vida nos ensinou, no entanto, que o engenheiro florestal é muito mais que a definição que ouvimos. O  engenheiro florestal é um forte, um bravo, um grande defensor da natureza e da vida no planeta!

Que tenhamos sempre muita disposição para continuar no trabalho e na luta para enriquecer e enobrecer o setor florestal brasileiro!

A Comunidade de Silvicultura rende os mais respeitosos cumprimentos a todos os profissionais que plantam, que manejam, que protegem e que conservam nossas florestas! Estão preservando nossas vidas!

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – Gestão e Serviços Florestais – nbleite@uol.com.br

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A TERCEIRIZACAO – OPORTUNIDADES E FIM DOS OPORTUNISTAS!

Desde os trabalhos iniciais de reflorestamento, lá dos incentivos fiscais, dos anos 70, a terceirização tem se mantido presente em quase todas as atividades operacionais da silvicultura.

Quase tudo, se faz com terceiros –da produção de mudas, à colheita e transporte da madeira. Em todas as etapas está a terceirização com empresas de todos os tipos, para qualquer trabalho e dispostas e sujeitas a diferentes situações, preços e gostos – um mundo de muitas oportunidades crescentes, muitas vezes maculado por inconvenientes oportunistas. Em regra geral, a empresa terceirizada retrata um pouco do perfil da contratante e a qualidade das florestas de quem contrata é a melhor indicação e apresentação do seu terceiro, a empresa contratada. Um empreendimento bem conduzido e de sucesso não aceita terceiros se arrastando com dificuldades e sem profissionalismo – técnica, disciplina e comprometimento com os resultados – mas o inverso também é verdadeiro! Nenhum terceiro consegue dar conta de seus compromissos sem condições satisfatórias de trabalho – preços adequados, respeito e programações bem definidas. Divergências na forma de conduzir, de remunerar e definir trabalhos entre contratantes e contratados levam a desajustes inevitáveis e fracasso dos empreendimentos. E todos perdem, inclusive, e de forma irremediável, a silvicultura!

Não há dados estatísticos e nenhuma entidade de classe que cuide dos interesses, organização e treinamento de terceiros e daí, também a dificuldade para se dimensionar com mais precisão o universo da terceirização florestal. Estima-se que parte dos milhões de empregos gerados na cadeia de produção da silvicultura estejam representados por milhares de pequenas e médias empresas prestadoras de serviços, muito diferentes em suas características – estrutura, organização, profissionalismo e comprometimento com resultados. Para muitos, os terceiros representam o lado de maior peso e expressão social da silvicultura. É parte do emprego e renda de tantos elogios em discursos que proclamam a sustentabilidade do setor. E é também uma ótima ferramenta para se promover o desenvolvimento tecnológico – serviço mal feito mata a tecnologia. E da mesma forma, o trabalho com terceiros qualificados é garantia de bons serviços e boas florestas. A terceirização vem evoluindo de forma significativa nos últimos anos. O surgimento dos grandes investidores, o processo de certificação e o aumento crescente dos programas florestais tem promovido acirrada competição entre empresas. Isso tem levado contratantes e contratadas a patamares de profissionalização mais elevados, mais oportunidades e compromissos de longo prazo, surgindo parcerias construtivas e duradouras. Evolui o profissionalismo nos terceiros e a silvicultura fica enriquecida. E os oportunistas “ do serviço a qualquer preço” desaparecem! E todos ganham – o social, o técnico e o econômico. Mas a grande vencedora é, de fato, a silvicultura!

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – Gestão e Serviços Florestais – nbleite@uol.com.br

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FLORESTAS PRODUTIVAS E O OLHAR DO DIA-A-DIA!

Que cuidados são imprescindíveis para se ter uma floresta bem conduzida em todas as etapas de formação – do plantio à colheita – e com boa produtividade? Essa parece ser a “pergunta do milhão” para todo silvicultor!

E surgem as dúvidas: usar os instrumentos tecnológicos disponíveis e promover as correções que se fizerem necessárias, resolve a questão? Esse controle “no ar condicionado”, parece já estar sendo feito por muitas empresas!

E como se justificam os pequenos erros, que se somam e impactam a produtividade? Talvez, só há uma explicação – O erro foi identificado, mas a falta do “olhar de campo” não permitiu que a correção se fizesse no momento oportuno!

Talvez não estejamos tão longe de se fazer correções com recursos digitais “no dia e na hora”, mas por enquanto, problemas no preparo de solo, nas adubações, na seleção e plantio das mudas, no controle de falhas, na irrigação, no controle de formiga, demais pragas e doenças, e outros inúmeros detalhes, só se evitam com a presença e o “olhar de campo”. Lá no escritório, a imagem bem trabalhada pode mostrar o problema, mas na maioria dos casos, a encrenca já se deu. Só resta penalizar o executor, e aguardar a quebra na produtividade!

E qual o impacto desses erros? Pode variar muito em função da dimensão das operações mal executadas! Há quem afirme que numa empresa com problemas de gestão no campo, o que se encontra, normalmente, é um conjunto de erros, que se somam e que podem diminuir em mais de 30 % a produtividade das florestas!

Uma boa gestão de campo, implica em visitas e observações permanentes dos serviços operacionais e correções feitas “na hora e no dia” em que se verifica o problema. E isso só se consegue com colaboradores experientes, confiáveis e comprometidos com os resultados!

E aqui mora o perigo! Aumenta de forma significativa a concorrência por mão-de-obra preparada, nos grandes polos de reflorestamento. E o que fazer? E a que custo? Na verdade, não há tanta diferença entre os custos do bem feito e do mal feito! Muitas vezes, o que falta é treinamento, assistência e valorização da mão-de-obra. Simples assim, mas que faz toda a diferença nos resultados de campo! O grande segredo está em treinar e valorizar a mão-de-obra que sabe fazer e que se compromete com bons resultados. Pode até ter um custo mais elevado, mas que se paga com a qualidade dos serviços e pela maior produtividade. O grande segredo é saber escolher quem sabe fazer, e em quem se pode confiar!

Em algumas empresas, nem é o silvicultor, lá do campo, que seleciona o executor dos trabalhos operacionais. Muitas vezes, a escolha é feita tendo como referência somente o custo apresentado no processo de seleção dos terceiros executores. Não se fala e nem se valoriza sua experiência e do seu comprometimento com os resultados do trabalho. É aqui, de fato, que começa toda a encrenca! E nesses casos, o silvicultor “do sol e da chuva” vai brigar e berrar, mas de nada vai adiantar!

Nos dias atuais, de muita competição e custos crescentes, essa seleção “de quem faz” somente pelo menor custo, tem proporcionado em muitas empresas, sérios entraves à produtividade das florestas. E o grande problema é que os erros só aparecem a médio e longo prazo!

Os cumprimentos aos empreendedores que selecionam e valorizam, adequadamente, a tempo e à hora, as empresas competentes, cuja mão-de-obra respeita e sabe cumprir suas responsabilidades!

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – Gestão e Serviços Florestais – nbleite@uol.com.br

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PRODUTIVIDADE – INSPIRAÇÃO E CUIDADOS!

A silvicultura brasileira, especialmente a do metro cúbico por hectare/ano, tem a produtividade como referência básica para determinar o sucesso ou fracasso de qualquer empreendimento com florestas plantadas. E daí, o assunto ser cercado de todos os cuidados durante todo o tempo de maturação dos plantios. Inspiração para tomadas de decisões ou mudanças de atitudes, e controles para avaliar resultados são as ferramentas do dia-a-dia do silvicultor responsável pela gestão de empreendimentos florestais. O assunto é abrangente, complexo e exige conhecimentos científicos, técnicos e experiência de campo. Às vezes, pequenos sinais mostram o rumo de grandes soluções. Não há nenhuma cartilha para ser seguida.

No entanto, de muitas conversas, opiniões e sugestões, listamos e compartilhamos, algumas questões, que acreditamos, devam estar permanentemente no radar dos silvicultores! Vamos chamar de “ a listinha de cabeceira”. E não esgota o assunto. É só para reflexão! Sempre será imprescindível monitorar, observar, ver, perguntar, conversar, respeitar as pessoas que fazem e não ter medo do sol e do barro! E, acima de tudo, se achar interessante e incompleto, faça as devidas complementações e adequações nessa provocativa “listinha de cabeceira”. E vamos que vamos….

-Correr atrás da máxima produtividade é o melhor caminho da silvicultura?

-Mais produtividade ou menos custo? Há diferença para quem consome ou para quem produz?

– Alta produtividade é o melhor remédio para sustentabilidade? E se errar na dose?

– Como manejar os plantios e garantir água para as plantas e água para as comunidades? Há como equilibrar essas demandas?

-Mais terras e mais terras para garantir o abastecimento, e se aumentarmos a produtividade do terceiro?

-Para falta de madeira não há saída. E a madeira lá de longe, acabou. Se faltar, vai parar a fábrica!

– A produção de madeira, cada vez mais escassa e cara, exige estratégia, engenharia especializada e gente boa no campo todo dia!

– Material genético, silvicultura e proteção – pragas, doenças e fogo – tem constituído o tripé da produtividade! Recebem cuidados semelhantes?

– Sofisticados controles no escritório fotografam o “agora”, e os olhares de campo melhoram a produtividade de anos depois! Providências inseparáveis e indispensáveis!

– A madeira tende a exigir continuamente cuidados especiais para sua produção sustentável – produtividade, custo e benefícios socioambientais – todos no mesmo pacote!

🌱Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – Gestão e Serviços Florestais – nbleite@uol.com.br

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