12 DE JULHO – DIA DO ENGENHEIRO FLORESTAL

HOMENAGEM AOS GUARDIÕES DAS FLORESTAS E PROTAGONISTAS DO FUTURO SUSTENTÁVEL DO BRASIL

Em 12 de julho, celebramos o Dia do Engenheiro Florestal, uma data que vai muito além de simples comemoração.

É um momento de reconhecimento àqueles que dedicam sua vida profissional à proteção, à conservação e ao uso sustentável de um dos maiores patrimônios do nosso país: as florestas.

Ser engenheiro florestal é assumir a responsabilidade de equilibrar produção e preservação.

É aplicar ciência, técnica e sensibilidade para que a natureza continue a oferecer seus inúmeros serviços ecossistêmicos — como o sequestro de carbono, a regulação do clima, a proteção da biodiversidade e a segurança hídrica — ao mesmo tempo em que promove geração de renda, inclusão social e desenvolvimento regional.

Nos tempos atuais, marcados por intensas mudanças climáticas, degradação ambiental e desafios sociais, o papel do engenheiro florestal torna-se ainda mais decisivo.

Seu trabalho está no centro das soluções baseadas na natureza, seja na restauração de áreas degradadas, no manejo de florestas nativas ou no planejamento racional das florestas plantadas — setor este em que o Brasil já é referência mundial.

Entretanto, apesar de sua relevância estratégica, essa profissão ainda é pouco conhecida por grande parte da população, especialmente em um país cada vez mais urbano e distante da realidade do campo.

Isso torna ainda mais necessário reforçar sua visibilidade, apoiar sua formação prática e valorizar seu protagonismo nas políticas públicas e nos processos de decisão sobre o uso do território.

As escolas e universidades têm papel crucial ao formar engenheiros florestais preparados para os desafios do século XXI — profissionais que unam conhecimento técnico, vivência de campo, compromisso ético e visão de futuro.

É no chão da floresta, lado a lado com comunidades, produtores e trabalhadores rurais, que o engenheiro florestal encontra o verdadeiro sentido de sua missão.

O Brasil tem todas as condições para se tornar uma potência florestal global. Temos biodiversidade, solo, clima, experiência e capacidade produtiva.

Mas esse futuro só será possível com o fortalecimento institucional do setor, a valorização de seus profissionais e o reconhecimento das florestas como parte essencial da pauta nacional de desenvolvimento.

É urgente que a floresta esteja entre as prioridades governamentais, integrando as agendas de clima, economia verde, geração de empregos e soberania ambiental.

Nesta data, saudamos com respeito, gratidão e admiração todos os engenheiros e engenheiras florestais do Brasil.

Que sua dedicação continue inspirando novas gerações, fortalecendo o setor florestal e contribuindo para a construção de um país mais justo, resiliente e sustentável.

Parabéns, Engenheiro Florestal! Seu trabalho faz florescer o futuro.

🌳Nelson Barboza Leite – Agrônomo – Silvicultor – nbleite@uol.com.br

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SILVICULTURA EM DESTAQUE: CIÊNCIA, COMPROMETIMENTO E INSPIRAÇÃO NO EVENTO GEPLANT

Nos dias 25 e 26 de junho de 2025, a GEPLANT realizou um encontro memorável no Hotel Dona Carolina, em Itatiba (SP).

Comemorando seus 10 anos de atuação, a empresa proporcionou aos participantes uma verdadeira imersão técnica, científica e emocional na realidade e nas perspectivas da silvicultura brasileira.

A sala de reuniões foi tomada por um público expressivo, formado por clientes, parceiros, técnicos, professores, pesquisadores e amigos do setor. O ambiente transbordava cordialidade, organização e, sobretudo, uma contagiante motivação.

Mais do que uma celebração institucional, o evento foi uma aula aberta sobre o presente e o futuro da silvicultura.

Falou-se de tudo! Uma diversidade de temas foi abordada com embasamento científico, clareza de resultados e, principalmente, generosidade na partilha das informações.

A GEPLANT mostrou, com humildade e competência, a seriedade de seu trabalho no monitoramento de produtividade, no manejo florestal e na busca constante por acertos — inclusive por meio do reconhecimento de erros como parte do aprendizado.

Destacaram-se tópicos fundamentais para o avanço do setor, como as dúvidas recorrentes sobre produtividade, os desafios de expansão da silvicultura para novas regiões, as técnicas avançadas na produção de clones, a importância do cuidado com os solos e o papel central das bacias hidrográficas no planejamento territorial.

Também se alertou para a preocupante ausência de políticas públicas florestais e a falta de uma instituição governamental dedicada ao tema.

Houve espaço ainda para discussões estratégicas: a valorização da prestação de serviços, a retomada dos fomentos florestais, a urgência de investir em pesquisas com espécies nativas e a implementação de manejos florestais sustentáveis de longo prazo, voltados à produção diversificada de madeira.

Em meio a tantas contribuições, dois momentos foram especialmente emocionantes:

A homenagem ao Dr. Antonio Sebastião Rensi Coelho, exemplo vivo do pioneirismo e da competência técnica, que aos 94 anos esteve presente, inspirando todos com sua trajetória notável.

E o reconhecimento ao desempenho operacional da empresa Valor Florestal, além da apresentação de estudos de caso de vários clientes, que ilustraram as boas práticas em andamento no campo.

O encerramento não poderia ter sido mais simbólico: a palestra de Montanaro, ícone do esporte brasileiro, sobre a importância da formação de equipes e da colaboração para o alcance de resultados extraordinários.

Uma mensagem clara — dentro e fora das quadras, ou das florestas — de que o sucesso é fruto de esforço conjunto.

Eventos como esse reafirmam o quanto a silvicultura tem a oferecer ao Brasil. Com transparência, integração e compromisso com o conhecimento técnico e científico, ganha-se força para enfrentar os desafios e aproveitar as oportunidades que se abrem no horizonte do setor florestal.

Fica, portanto, a certeza de que encontros como este são indispensáveis. Que venham outros! Que mais empresas, profissionais e instituições se juntem a esse movimento pela excelência, pela sustentabilidade e pelo protagonismo da nossa silvicultura.

Nosso sincero e especial agradecimento à GEPLANT, pela realização desse evento que honra o setor e inspira a todos nós.


🌳Nelson Barboza Leite – Agrônomo – Silvicultor – nbleite@uol.com.br

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UM GRANDE DESAFIO: FORTALECER A REPRESENTAÇÃO INSTITUCIONAL DO SETOR FLORESTAL

A história do setor florestal brasileiro mostra que conquistas científicas, econômicas e ambientais só se transformam em políticas públicas duradouras quando há entidades fortes, organizadas e legitimadas por lideranças atuantes.

O protagonismo institucional sempre foi decisivo para o avanço da silvicultura no país. Hoje, mais do que nunca, é preciso fortalecê-lo para enfrentar os desafios atuais e aproveitar as novas oportunidades que surgem.

Bons exemplos não faltam. O Código Florestal de 1965, os incentivos fiscais de 1967 e a construção de uma base legal e técnica que fez do Brasil uma referência mundial em florestas plantadas só se concretizou graças à articulação institucional.

Entidades como a Sociedade Brasileira de Silvicultura (SBS), a então Bracelpa (Associação Brasileira de Celulose e Papel), a ABRACAVE (Associação Brasileira dos Produtores de Carvão Vegetal), a ARBRA (Associação dos Reflorestadores do Brasil) e uma ampla rede de instituições estaduais desempenharam papéis fundamentais.

Elas conectaram a realidade regional com a agenda nacional e impulsionaram o setor como vetor de desenvolvimento econômico, social e ambiental.

Essas organizações foram responsáveis por negociações legislativas, criação de sistemas de certificação como o Cerflor e a introdução do FSC (Forest Stewardship Council) no país. Lutaram por crédito rural específico, incentivos fiscais e inserção do setor florestal em fóruns internacionais.

Nada disso seria possível sem entidades representativas atuando com competência técnica e visão de futuro.

Os congressos florestais, realizados em conjunto pela SBS e SBEF (Sociedade Brasileira dos Engenheiros Florestais), cumpriram um papel integrador: reuniam a cadeia produtiva para conhecer, discutir e aplicar os avanços científicos e tecnológicos promovidos por diversas instituições de pesquisa.

Além disso, serviram de espaço de formação e articulação de lideranças, muitas das quais dedicaram parte de sua trajetória profissional à representação institucional.

No entanto, apesar do crescimento contínuo do setor, a sua diversidade atual ainda não é plenamente representada.

Empresas e empreendimentos voltados ao manejo sustentável de florestas nativas, sobretudo na Amazônia, enfrentam enormes desafios técnicos, logísticos e regulatórios.

Trata-se de uma atividade estratégica para a conservação da biodiversidade, a geração de renda local e o uso sustentável dos recursos florestais nativos. No entanto, esse segmento carece de representação institucional sólida, capaz de defender seus interesses, propor políticas públicas específicas, garantir acesso ao financiamento e promover a valorização do manejo florestal como instrumento de preservação e desenvolvimento.

Setores emergentes também enfrentam o mesmo dilema.

A recuperação de áreas degradadas com espécies nativas, o mercado de carbono e o conjunto de empresas terceirizadas — responsáveis por mais de 70% das operações florestais — têm grande impacto social e econômico, mas pouca presença em espaços decisórios.

São centenas de empreendimentos e milhares de empregos que seguem invisíveis institucionalmente.

Mais grave ainda é a perda de espaço político estratégico. A exclusão do setor florestal do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA) é um exemplo claro disso.

Essa ausência coloca em risco a continuidade de políticas públicas estruturantes e reduz a capacidade de influência do setor em decisões cruciais para o presente e o futuro das florestas brasileiras.

A Indústria Brasileira de Árvores (IBÁ) — entidade nacional que representa com excelência as empresas da indústria de base florestal — vem desempenhando um papel importante na articulação e promoção do setor, tanto no Brasil quanto no exterior.

Ela também congrega diversas entidades estaduais, mas talvez não possa, nem deva, assumir sozinha a representação de um setor tão amplo, complexo e em transformação.

É urgente resgatar, fortalecer e diversificar as formas de representação institucional.

Isso passa por valorizar ainda mais as entidades regionais, integrar os segmentos especializados que vêm surgindo e, acima de tudo, abrir espaço para que novas gerações de profissionais e lideranças assumam esse protagonismo com visão de futuro e responsabilidade histórica.

Nenhum setor cresce ou se sustenta sem representação forte, legítima e técnica.

Se o Brasil hoje é referência mundial em silvicultura, isso se deve a uma organização institucional construída com trabalho, liderança e compromisso coletivo.

É hora de reconhecer esse legado e garantir que a floresta brasileira — plantada ou nativa — continue sendo uma aliada estratégica do desenvolvimento sustentável, da economia e da vida.


🌳Nelson Barboza Leite – Agrônomo – Silvicultor – nbleite@uol.com.br

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A ESTAÇÃO DE FOGO CHEGOU — E COM ELA, A RESPONSABILIDADE DE TODOS NÓS

O período crítico das queimadas já começou. E, com ele, cresce a preocupação em todas as regiões onde há cobertura florestal.

No campo, tanto em pequenas propriedades quanto em grandes empreendimentos, todos conhecem a realidade: uma distração, uma faísca, e o prejuízo pode ser devastador.

Na propriedade do Sr. Pedro, pequeno produtor com 35 hectares de eucalipto, a rotina mudou. A tranquilidade deu lugar à vigilância constante: abafadores prontos, trator abastecido, alguém sempre de plantão. Ele resume o sentimento de muitos:

“Chegou a estação das preocupações. Todo dia, toda hora, a qualquer momento pode começar a correria para salvar nosso ganha-pão.”

Esse senso de alerta precisa se espalhar — não apenas entre os pequenos, mas, sobretudo, entre os grandes detentores de áreas florestais.

A pergunta que se impõe é urgente: estamos realmente preparados? Estão as empresas prontas para proteger seu patrimônio florestal e, principalmente, as vidas humanas envolvidas no combate aos incêndios?

O receio do Sr. Pedro é legítimo:

“Tenho muito medo de acidente com filhos e amigos que, em pânico e sem preparo, se metem nessa encrenca.”

Esse temor precisa ser um sinal claro: improviso e despreparo não combatem incêndios.

Somente com equipes treinadas, equipamentos adequados e protocolos de segurança bem estabelecidos é possível enfrentar com responsabilidade esse desafio.

É preciso agir com estratégia, planejamento e, acima de tudo, respeito à vida e ao meio ambiente.

É hora de reforçar um compromisso inegociável:

As empresas do setor florestal têm um papel essencial no enfrentamento dos incêndios. Garantir apoio integral, segurança irrestrita e capacitação técnica às equipes terceirizadas é um dever que vai além da obrigação legal — é uma exigência moral, ambiental e social.

Não se trata de escolha, mas de responsabilidade.

Sabemos que há investimentos a serem feitos. Mas o custo da negligência é imensuravelmente maior. O comprometimento precisa estar à altura do risco.

Afinal, o que está em jogo são vidas humanas, biodiversidade, o futuro das florestas e a sustentabilidade da cadeia produtiva.

Felizmente, já vemos bons exemplos pelo país. Estados como Mato Grosso do Sul, Paraná, Bahia, Santa Catarina e Minas Gerais mostram iniciativas inspiradoras: campanhas de conscientização, treinamentos especializados, equipamentos à disposição e, acima de tudo, uma postura de respeito à vida e ao patrimônio natural.

A essas empresas e entidades, nossos sinceros cumprimentos. Elas mostram que é possível unir desenvolvimento e responsabilidade.

Agora é o momento de agir — juntos, com consciência, coragem e comprometimento.

🌳Nelson Barboza Leite – Agrônomo – Silvicultor – nbleite@uol.com.br

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FLORESTAS PLANTADAS: SUCESSO NÃO SE IMPROVISA, SUSTENTABILIDADE NÃO SE INVENTA

Quer produtividade florestal de verdade? Então saiba: não basta plantar e torcer, como quem joga uma moeda no fundo do poço e espera milagre. Silvicultura não é loteria — é ciência aplicada no chão.

Floresta bem-feita nasce de decisão técnica, muda sadia, solo bem preparado e manejo impecável. Muda fraca, adubação errada, praga ignorada? É como construir casa sem alicerce. Pode até ficar de pé por um tempo… até cair com o primeiro vento.

E não se engane: não estamos falando só de árvores. Queremos silvicultura de verdade? Então que se respeite o ser humano com o mesmo rigor com que se respeita o cronograma de adubação.

Seu Dito, tratorista em Guarapuava, resume assim:

“Se a floresta cresce direito, é porque teve mão boa cuidando.”

Trabalho digno, segurança, respeito, proteção da paisagem, uso inteligente da água — isso não é favor. É fundamento.

Sem isso, não há sustentabilidade — há maquiagem verde.

Agora pense: se o plantio estiver no lugar certo, a madeira com preço justo, o mercado ativo e os produtores capacitados — o sucesso financeiro não é meta, é consequência.

Há exemplos concretos de grandes empreendimentos que tomaram os devidos cuidados com tecnologia, aspectos sociais e ambientais, e alcançaram aumentos expressivos na produtividade, com trabalhadores satisfeitos, nascentes protegidas e comunidades valorizadas.

Aí o ciclo virtuoso se fecha:

Técnica → Resultado → Renda → Reinvestimento → Expansão com responsabilidade.

Quem ganha? Todo mundo: produtor, indústria, consumidor, trabalhadores, meio ambiente.

Mas aí vem a pergunta incômoda: com o orçamento apertado, o que dá para cortar?

Resposta? Nada. Absolutamente nada.

Silvicultura é como receita de pão: tire o fermento, tire o tempo de forno, corte a farinha certa — e o que sobra? Massa crua e desperdício.

Cortou adubo, esqueceu tecnologia, dispensou o técnico? Prepare-se para colher mato, não madeira. E depois não adianta culpar o clima.

Fica o recado:

Silvicultura de sucesso exige decisão, ciência e coragem.

Sem atalhos. Sem “jeitinho”. Sem economizar no que realmente importa.

A fórmula não é segredo:

Tecnologia no tempo certo. Insumo na medida certa. Profissionais bem pagos. Paisagem respeitada. Comunidade valorizada.

Esse é o único caminho real para a sustentabilidade — não de papel, mas de verdade.

🌳Nelson Barboza Leite – Agrônomo – Silvicultor – nbleite@uol.com.br

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CONSTRUINDO CONEXÕES VERDES: CORREDORES ECOLÓGICOS E A SILVICULTURA

Ao longo das últimas décadas, vêm sendo formadas extensas e contínuas áreas de florestas plantadas, visando à produção de madeira para diversos fins. Nesses casos, é fundamental que se adotem medidas que protejam os recursos hídricos, a biodiversidade e que mantenham a harmonia da paisagem. Esses imensos plantios merecem atenção especial.

Há, no entanto, casos bem-sucedidos de grandes áreas florestais onde são mesclados estratégicos mosaicos de vegetação natural, como medidas mitigadoras desses efeitos. São exemplos a serem seguidos!

O avanço de grandes plantios, sem a devida preocupação com a ocupação territorial adequadamente ordenada, pode trazer inúmeras consequências: marginalização de pequenos produtores, empobrecimento da fauna local por falta de alimentação e impactos sobre nascentes e pequenos riachos. São sinais de adversidades que ameaçam o meio ambiente, a qualidade de vida das comunidades remanescentes e o futuro dos empregos ligados à cadeia florestal e industrial dessas regiões.

Quando o planejamento do uso do território é feito de forma independente pelas diversas empresas, nem sempre os interesses comuns das regiões são preservados.

Essas extensas áreas causam preocupação, principalmente diante da necessidade de medidas de proteção contra o fogo e eventuais ataques de pragas e doenças. Nesse sentido, a formação de corredores ecológicos — faixas contínuas de vegetação nativa que conectem fragmentos de florestas, Áreas de Preservação Permanente (APPs) e Reservas Legais — apresenta-se como uma estratégia interessante para manter o equilíbrio ambiental, conservar os recursos hídricos, permitir o fluxo da fauna, fortalecer a resiliência da paisagem e, acima de tudo, constituir-se em uma importante medida de proteção do patrimônio florestal.

As grandes empresas do setor florestal, com sua estrutura técnica, capacidade financeira e influência, têm papel fundamental nesse processo. Trata-se de mais uma inestimável contribuição para garantir a sustentabilidade dos empreendimentos a médio e longo prazo. A formação de faixas com florestas naturais, restaurando áreas estratégicas e criando redes de vegetação nativa conectadas, pode diminuir sobremaneira os impactos dos imensos blocos de monoculturas.

Instituições de pesquisa, entidades representativas do setor e o poder público são peças essenciais na soma de esforços para a criação e o fortalecimento de políticas públicas específicas nesse sentido. Incentivos técnicos, financeiros e legais — como pagamentos por serviços ambientais e créditos de carbono — são fundamentais para que os proprietários rurais, especialmente os pequenos e médios produtores, possam participar ativamente dessa construção ecológica. Destaca-se, nesse contexto, o importante e estratégico papel do fomento florestal como excelente alternativa para implementar ações nessa direção.

Este é um chamamento a toda a sociedade: é preciso encontrarmos novos caminhos para dar legitimidade à sustentabilidade das grandes áreas com florestas plantadas! Precisamos unir forças — empresas, governos, pesquisadores, trabalhadores e comunidades — para que a ocupação territorial com grandes extensões de florestas mantenha a paisagem viva e sustentável.

🌳Nelson Barboza Leite – Agrônomo – Silvicultor – nbleite@uol.com.br

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A SILVICULTURA E A HORA DE REPENSAR NOVOS CAMINHOS

A silvicultura brasileira mantem no centro das discussões, algumas pendências estratégicas intocáveis e que poderão trazer sérios problemas, lá na frente! Apesar dos significativos avanços tecnológicos e dos inúmeros programas que se anunciam, a falta de avanços concretos suscita questionamentos. Em meio a diferentes visões e abordagens, uma realidade se impõe: é necessário identificar e retomar o protagonismo sobre os fatores, que realmente impactam as reais adversidades de nossa silvicultura.

Mais do que buscar justificativas históricas, o momento exige foco no presente e na construção de soluções sustentáveis para o futuro. A Expedição Silvicultura, ousada e oportuna iniciativa conduzida pelo jornalista Paulo Cardoso, surge como uma contribuição importante nesse cenário. Ao propor uma imersão técnica e analítica nas práticas atuais do dia-a-dia de campo e na realidade da produtividade das diferentes regiões, a expedição deverá oferecer subsídios valiosos para que o setor reflita com profundidade sobre seus rumos.

Entre os principais desafios que rondam o setor, destacam-se o uso de materiais genéticos de desempenho variado, os efeitos da expansão sobre áreas com limitações edafo-climáticas, o desaparecimento dos pequenos e médios produtores, a desordenada modificação da paisagem e as consequências nos recursos hídricos e proteção da biodiversidade, a falta de profissionalização dos modelos de terceirização que, muitas vezes, comprometem a qualidade dos serviços e a valorização da mão-de-obra, são alguns dos fatores, que com certeza, deverão ser observados. Tais fatores, associados, podem estar impactando diretamente os indicadores de produtividade das florestas e pondo em risco a sustentabilidade a sustentabilidade da silvicultura.

A consequência é um ciclo de baixa eficácia: planta-se mais como forma de compensação, intensifica-se o uso do solo disponível, os custos operacionais aumentam e os resultados ficam aquém do esperado. Isso afeta tanto o desempenho técnico quanto a sustentabilidade econômica, social e ambiental das operações. Todos perdem!

Ainda assim, os relatórios setoriais seguem destacando os avanços da silvicultura brasileira — e com razão, pois há conquistas importantes a serem reconhecidas. No entanto, é preciso que esses avanços caminhem lado a lado com uma análise crítica e transparente dos desafios que ainda persistem. Num determinado momento essa conta chega. E pode chegar nas mãos de quem não terá nenhuma responsabilidade pelos resultados adversos. Muitas vezes e a depender das circunstâncias, uma conta impagável!
O setor florestal brasileiro possui conhecimento, capacidade técnica e capital humano para liderar uma nova fase de crescimento sustentável. Para isso, é fundamental adotar uma postura proativa, baseada em dados, boas práticas e compromisso com melhorias contínuas.

Cuidar da sustentabilidade da silvicultura não é apenas uma meta operacional — é uma responsabilidade estratégica para a perenidade e credibilidade do setor. Há milhões de empregos e famílias que dependem do sucesso dos empreendimentos florestais e industriais. Esse desafio é gigantesco, mas é de todos – profissionais, empresas, universidades, instituições de pesquisas e dos próprios governantes!

🌳Nelson Barboza Leite  – Agrônomo – Silvicultor – nbleite@uol.com.br

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Artigo de opinião do Prof. Dr. Celso Foelkel

SOCIEDADE BRASILEIRA DE SILVICULTURA


70 anos de contribuição inestimável ao setor florestal brasileiro

Precisamos manter essa história em direção a um futuro vencedor

Neste mês de setembro, celebramos uma data marcante para o setor florestal brasileiro: os 70 anos da Sociedade Brasileira de Silvicultura. Fundada com o propósito de representar, fortalecer e fomentar o desenvolvimento da silvicultura no Brasil, a SBS construiu uma trajetória sólida, pautada pelo compromisso técnico, ético e institucional com o crescimento sustentável das florestas plantadas e naturais no país.

Ao longo dessas sete décadas, a entidade prestou relevantes serviços ao setor florestal brasileiro. Em conjunto com outras instAituições, foi peça fundamental na defesa e manutenção dos incentivos fiscais voltados ao reflorestamento – mecanismo essencial para impulsionar investimentos e ampliar a base florestal nacional. Também teve papel importantíssimo no apoio técnico à criação de uma legislação florestal brasileira que não fosse impeditiva ao desenvolvimento do setor e que ajudasse na gestão dos recursos florestais naturais a serem preservados ou plantados.

A SBS também esteve à frente de discussões cruciais para a qualidade e a certificação dos produtos florestais, participando ativamente da concepção e estruturação do CERFLOR – Programa Brasileiro de Certificação Florestal – que hoje é referência internacional em boas práticas de manejo e responsabilidade ambiental.

Outro marco da sua atuação é a parceria com a Sociedade Brasileira dos Engenheiros Florestais (SBEF), com quem coordenou inúmeros Congressos Florestais Brasileiros, espaços que promoveram o intercâmbio técnico e científico e fortaleceram o elo entre academia, setor produtivo e políticas públicas.

Seus inúmeros marcos e conquistas foram difundidos principalmente através da Revista Silvicultura, que entre os anos de 1976 até 2001, trouxe atualidades, notícias e artigos técnicos ao setor florestal em suas 84 edições. A revista se constituiu durante esse tempo no principal noticioso para o setor florestal brasileiro.

Ao longo de sua história passada, a SBS contou com a colaboração ativa das grandes lideranças do setor florestal, tanto técnicas como gerenciais, sendo reconhecida por sua seriedade, competência e capacidade de articulação.

Neste momento especial, prestamos nossos mais respeitosos cumprimentos à SBS, aos seus sócios e dirigentes e a todos que contribuíram para que ela se tornasse referência em representatividade, conhecimento e compromisso com o desenvolvimento sustentável do Brasil.

Entretanto, a SBS, como tantas outras associações técnicas ou setoriais em escala global, tem enfrentado problemas de sobrevivência há pelo menos uma década. O principal deles tem sido a não renovação de seu quadro de associados (individuais e empresas), que tem reduzido drasticamente pela mudança de gerações dos técnicos e das empresas florestais e pelos espaços perdidos para outras associações, universidades e institutos de pesquisa. Isso tudo tem reduzido a capacidade da gestão atual, comandada pelo bravo amigo do setor, o Dr. Amantino Ramos de Freitas, que tem sido o principal fator para nossa sociedade continuar lutando para tentar manter seus espaços e serviços. Como sócio da associação, ficamos entristecidos por vê-la aos poucos perdendo seus principais serviços como eventos, revistas, publicações técnicas, representação setorial, website etc.

Parabéns, SBS, pelos seus 70 anos! Que venham muitos mais, com ainda mais conquistas e avanços para o setor florestal! Mas para que isso aconteça, é vital que novas lideranças do setor se interessem em dar continuidade aos serviços voluntários que inúmeros sócios e não sócios da SBS realizaram por décadas e com sucesso conhecido e reconhecido. É também fundamental que as empresas produtoras e fornecedoras do setor florestal se interessem em apoiar a SBS para que ela possa ajudar na construção de novas rotas e oferecer serviços que sejam vitais para a coletividade do setor e para nosso país.
Prof. Dr. Celso Foelkel

Conheçam mais em outros materiais sobre a SBS em:
http://www.celso-foelkel.com.br/pinus/PinusLetter43_SBS.pdf
https://www.celso-foelkel.com.br/artigos/Foelkel_Sociedade_Brasileira_Silvicultura.pdf

A Comunidade de Silvicultura sente-se honrada com a postagem do amigo Celso Foelkel em nossa página!

🌳Nelson Barboza Leite – Agrônomo – Silvicultor – nbleite@uol.com.br

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A SILVICULTURA PRECISA E OS EFEITOS NA PRODUTIVIDADE

Ainda se fala muito a respeito dos fatores que levam os empreendimentos florestais ao sucesso. Condições de solo e clima, material genético adequado, mudas de qualidade, nutrição, controle de mato-competição, pragas e doenças são fatores que impactam diretamente a produtividade. Tudo isso, bem descrito, pode ser encontrado em anexos contratuais, que devem ser seguidos pelos executores contratados — muitas vezes, sem margem para discussão.

No entanto, mesmo com todos esses cuidados, nem sempre o resultado final atende ao que foi planejado. E aí surge a indagação: onde e quem errou? Quem responde pela baixa produtividade? Como explicar resultados abaixo do esperado?
E então vem a frustração: “Mas as florestas estavam tão bonitas!” Essa é uma realidade muito comum.
Vale lembrar: o custo de formação de uma floresta com produtividade de 35 m³/ha/ano ou de 45 m³/ha/ano é praticamente o mesmo. A grande diferença está na forma, nos cuidados, na quantidade de insumos e, principalmente, no momento certo de adotar cada procedimento operacional. Ser preciso no “arroz com feijão” do plantio e da formação florestal faz toda a diferença no resultado final.

É aqui que entram a competência e a responsabilidade de quem executa as atividades operacionais. Para muitos, é justamente aí que mora o segredo. Florestas produtivas são o resultado da soma de detalhes cuidadosamente aplicados no dia a dia, os quais impactam diretamente no desempenho do projeto.

É nesse contexto que se comprova a qualidade dos procedimentos adotados — algo que dificilmente se consegue acompanhar minuto a minuto no campo. O comprometimento do executor com a qualidade do trabalho operacional é o que vai definir o padrão da floresta.
Quando todos os recursos estão disponíveis, o sucesso ainda dependerá da mão de quem executa. Um conhecido e experiente Diretor Florestal uma vez afirmou:
“Tomamos todos os cuidados na escolha do executor, pois é dele que vai depender o sucesso do nosso negócio.”

E ainda complementou:
“Não adianta selecionar apenas com base no custo ou na estrutura de serviços que a empresa possui. A grande diferença está nas pessoas que comandam, nas suas trajetórias profissionais e no comprometimento com os resultados de campo. Isso é o que traz segurança e garantia de qualidade operacional — e de uma boa floresta.”

Esse nosso amigo não abre mão desses princípios e assegura que essa é a chave do sucesso. De fato, são essas particularidades que diferenciam contratantes e contratados — e que transformam um executor de serviços em um parceiro confiável, com disposição para enfrentar qualquer dificuldade.

🌳Nelson Barboza Leite  – Agrônomo – Silvicultor – nbleite@uol.com.br

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AS AMIZADES QUE O TEMPO NÃO APAGA!

Nos dias 28 e 29 de março de 2025, mais uma vez o Grupo F3–Fortaleza, Firme e Forte se reuniu para mais uma brilhante comemoração. O Grupo é formado por profissionais, que se juntaram na década de 80, e constituíram a Florestal da Ripasa. Já se foram mais de 40 anos e continua a mesma amizade e a grande satisfação em todos os reencontros.

Os desafios superados, sempre com muito entusiasmo e dedicação, criaram uma amizade, quase que familiar! Na verdade, somos privilegiados pelas oportunidades vividas. E o tempo nunca irá apagar de nossas vidas os momentos de tantas felicidades e motivação profissional. Cabe também o nosso respeitoso agradecimento ao apoio e compreensão dos acionistas, representados pela presença permanente de Osmar Zogbi, em todos os momentos de nossa caminhada.

F3 – SEMPRE UNIDO!

No último final de semana (27 e 28/ março p.p.) tivemos a alegria de reunir novamente esse grupo, dessa vez em Itararé, sob a organização do Rubens Trevisan. Algumas amizades que já duram mais de 50 anos. O Grupo liderado pelo Nelson Barboza Leite, iniciou sua formação mesmo em 1981, na antiga Ripasa. Com o tempo mais profissionais foram integrados, mas podemos dizer que o grupo foi formado mesmo há 44 anos! Putz! Uma vida!

Um grupo de profissionais que trabalhava em harmonia, respeito mútuo e muita dedicação. Não tínhamos estrelas. Todos, pessoas simples, bota suja de barro, mas um caráter ímpar, trazido do berço e aprimorado no trabalho. A cumplicidade, o respeito profissional e a harmonia, foram a chave do sucesso. Divergências? Logicamente, que houve muitas.

Mas todas tratadas com muito profissionalismo e sempre conseguimos chegar num ponto comum. NINGUÉM DEIXAVA A FRUTA APODRECER NAS GAVETAS.

E com tudo isso, conseguimos fazer uma grande empresa, cujo resultado é muito respeitado pelo setor FLORESTAL. Além do sucesso no trabalho, o mais importante foi A AMIZADE CULTIVADA, E QUE DURA ATÉ HOJE. UMA RARIDADE NOS DIAS ATUAIS, e que fazemos de tudo para ser eternizada!

Estiveram presentes RUBENS TREVISAN, (anfitrião nota 10) NELSON BARBOZA LEITE, EDSON ANTONIO BALLONI, JOSÉ ZANI FILHO, LINEU H. WADOUSKI, FRANCISCO ASSIS RIBEIRO e ARNALDO SALMERON. Alguns do grupo não puderam comparecer, mas fica o registro. Especial agradecimento ao SR. CABRAL, consultor da CIA. SUZANO e Sr. RIVALDO ( EX-RIPASA) que nos receberam com cordialidade e profissionalismo e proporcionaram um giro pelas Fazendas IBITI e SANTANA(hoje propriedade da SUZANO), onde pudemos observar a grandiosidade da empresa, e que muito nos emocionou, pois ali, nós plantamos as primeiras árvores. Que memoráveis recordações e que florestas maravilhosas!

Por último, fica o agradecimento a todos que compareceram e principalmente a DEUS, que nos permite essa alegria.
E continuamos no Grande F3 – FORTALEZA, FIRME e FORTE e otimistas para que em 2026 possamos comemorar os 45 anos do Grupo.
Obrigado a todos.

Eng. Florestal – Arnaldo Salmeron
Respeitosos agradecimentos a todos. E que nos próximos encontros possamos contar com a presença dos que justificadamente não puderam comparecer – Carlos Guerreiro, Osvaldo Fernandes, Ademir Cunha Bueno, José Luiz Stape, dentre outros. E de todos os saudosos cumprimentos ao Edson Martini (in memorian).

Respeitosos agradecimentos a todos os amigos,
🌳Nelson Barboza Leite – Agrônomo – Silvicultor – nbleite@uol.com.br

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