O PNDFP É LANÇADO EM 2018 E RELANÇADO EM 2019!

O Programa Nacional de Desenvolvimento de Florestas Plantadas, que já tinha sido lançado em final de 2018, foi novamente lançado em 2019, no Dia do Meio Ambiente – 6 de junho! Para alguns, um sinal importante da atenção dispensada ao setor! De qualquer forma, o que interessa é que o assunto não está esquecido, aliás, bem lembrado! Os documentos falam e tratam do mesmo assunto, que já vinha sendo discutido, há algum tempo pela Câmara Setorial de Florestas Plantadas e cuidadosamente revisado pela Embrapa Florestas, antes do lançamento em 2018.

Trata-se de documento que mostra com muita propriedade a realidade do setor de florestas plantadas. Aponta problemas, faz sugestões, estabelece metas, enfim, é o documento ideal para que o Governo, realmente dê início a um processo de implementação de ações para o desenvolvimento da silvicultura brasileira! É o mesmo documento que o Grupo Silviculturando-se sugeriu em sua carta à Ministra – carta remetida por Correio – que fosse devidamente considerado. E foi!

Vamos torcer para que o processo de implementação avance! Há muitos aspectos importantes e discutidos com detalhes no documento, mas cabem algumas considerações sob um aspecto que entendemos como fundamental e que atenderia uma das principais sugestões apresentadas e que há anos vem sendo reivindicado pelo setor: a valorização institucional da atividade de florestas plantadas na estrutura do MAPA! E isso poderia ser representado com a inclusão das plantadas na estrutura organizacional do Serviço Florestal Brasileiro, que precisaria ser reforçado e com autonomia para, de fato, fazer a gestão de tudo que se trata de florestas no Brasil. Isso, não aconteceu!

Sugeria-se até, que o CONAFLOR, que se encontra dentro do SFB, pudesse contar com a representação de diferentes segmentos da silvicultura brasileira para discutir e colaborar na elaboração de políticas públicas para o setor! Essa possibilidade ficou para trás! Mas vamos manter a esperança, na Câmara Setorial de Florestas Plantadas!

Que se mantenha firme e forte, e tenha força política e espaço para discutir e propor as medidas preconizadas no documento duplamente lançado pelo Governo!

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – gestão e serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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SEM GOVERNO AS PLANTADAS SEGUEM, MAS AS NATIVAS FICAM NA UTI!

 

Em recente postagem, quando indagávamos sobre o que seria do setor florestal – sem rumo e sem documento – recebemos alguns comentários que nos remetem, obrigatoriamente, à reflexão! – Há razão para se preocupar com o desinteresse do Governo com relação ao setor florestal?  Passemos, portanto, rapidamente, pelas atividades florestais, observando possíveis amarras que, eventualmente, dependam da postura governamental.  De forma bem simplificada, o setor florestal é composto por atividades ligadas   às florestas plantadas ou  ao manejo e proteção das florestas nativas. As principais cadeias de produção se sustentam à base de madeira de florestas plantadas – em esmagadora maioria provenientes dos plantios de eucalipto ou de pinus –  ou de madeira originada do manejo de florestas nativas. Mundos bem diferentes!  Vejamos quem precisa do Governo!

Será que quem planta floresta, tendo dinheiro e tecnologia, sabendo onde plantar, como plantar e conhecendo o mercado, consegue se manter sem ajuda e sem apoio  do Governo?   Como o Governo não se mexe, há anos, e os segmentos industriais à base de florestas plantadas, especialmente de eucalipto e pinus, continuam crescendo, tudo indica que, com Governo ou sem Governo, a vida!  Aliás, a simplificação dos complexos licenciamentos, seria muito bem-vinda. Mas é só!  E esses segmentos são os mais ativos e de maior impacto e importância econômica e social!  Poderão até existir pequenas dificuldades, mas nada que limite o crescimento e desenvolvimento dos negócios à base de florestas plantadas.

Pelo menos para os grandes consumidores que, na verdade, são os principais protagonistas e que puxam os segmentos industriais! São fortes e independentes, e  quando  há necessidade,  até fazem o papel do próprio Governo. Vão continuar crescendo por conta e risco! Sabem, com competência, usar as condições  que favorecem a competitividade da silvicultura brasileira!  Só falta mais empenho para integrar , de fato,  os produtores de florestas  à cadeia de produção.  Resolvendo isso, fica  fechado o ciclo.  Na verdade, um Governo ativo  poderia  otimizar e ampliar o leque de aproveitamento da base florestal, especialmente com a diversificação de espécies e mais  pesquisas  com nossas espécies nativas. A não  se mexer, não atrapalhando já fica de bom tamanho!

De outro lado temos o mundo  das florestas nativas e aqui a coisa é muito diferente! Os processos legais são complexos e afetam toda a cadeia de produção. Licenciamentos para tudo e intensa fiscalização.  Neste mundo não dá para o interessado arregaçar as mangas e seguir em frente. Aqui a mão do Governo  é de vital importância! É quase uma questão de vida ou morte! Na verdade, esse segmento ainda apresenta poucas oportunidades para iniciativas que não dependam do aval do Governo. Possui  grande potencial para crescimento,mas  na largada o apoio do Governo é  questão de sobrevivência! Quem sabe, lá na frente, se torne independente!  Tem papel importantíssimo na proteção, preservação e conservação de nossa riquíssima biodiversidade e um grande potencial para geração de benefícios econômicos sociais e ambientais. Tudo,  sempre dependeu muito mais da consciência e dedicação de abnegados profissionais do que por mecanismos e estratégias  de políticas governamentais!

Trocando em miúdos: o setor de florestas plantadas cresce, se desenvolve e se defende, sem precisar do Governo. Aliás, a torcida é para que o Governo não se envolva para evitar  complicações! Mas para o setor de florestas nativas tanto com respeito à produção, quanto á defesa e proteção dos valores ambientais e sociais, a participação do Governo é imprescindível. Se faltam recursos para tocar o setor florestal, que se aloquem os existentes, prioritariamente, às florestas nativas. O segmento de florestas plantadas continuará forte e quem sabe, até, institucionalmente, respeitado. Seguirá crescendo mesmo que o Governo fique parado! Mas o de florestas nativas vai parar na UTI!

 

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – gestão e serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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E O SETOR FLORESTAL, COMO VAI FICAR?

Com as mudanças do Governo, a expectativa era de que coisas novas acontecessem! Alguns movimentos e conversas entre os mais próximos e…. nada! Fica a pergunta: Que mudanças caberiam? Para muitos, há anos, com ou sem mudanças de Governo, não acontece nada no setor! O crescimento, o sucesso ou o fracasso tem sido por conta exclusiva dos interessados. Há, no entanto muitos profissionais e entidades, que continuam a acreditar na possibilidade de abrirmos novas oportunidades para melhor usar o nosso potencial florestal – plantadas e nativas! E o interessante é que a todo instante surgem novidades! Para os otimistas é mais um “agora vai” e para os pessimistas “é a mesma novela de sempre, não vira nada”. Vamos aos fatos do dia-a-dia e tentemos adivinhar o encaminhamento!

– O Serviço Florestal Brasileiro saiu do Meio Ambiente e foi para a Agricultura. E não deu nenhuma notícia!

– As florestas plantadas que estavam no Meio Ambiente migraram para Agricultura. Viraram uma cultura como outra qualquer! Nada de especial, sem sala e sem telefone!

– Fala-se na simplificação dos licenciamentos, mas ninguém ousa discutir o assunto que está lá no Conama! Será que vão querer mudar na “valentona”?

– Os compromissos internacionais que implicariam em atividades silviculturais diversas parecem que estão virando “piada” e nada de concreto! Vamos ficar devendo?

– Há uma diminuição drástica das áreas de plantio e ninguém fala nada. Parece tudo normal e eventuais dificuldades que se ajeitem com o tempo!

– Os produtores continuam aos berros reclamando da venda de madeira a preço de banana. Isso talvez mude um pouco, quando diminuir a mercadoria;

– Há segmentos que se despontam em nível internacional, por exclusiva competência, mas há outros que se arrastam com o pouco oxigênio que resta!

–  E sem falar de áreas abandonadas, florestas  sendo substituídas por agricultura, problemas de pragas e doenças……………!!!!!

Fica a pergunta, nem otimista e nem pessimista, para onde vamos?  E com quem vamos reclamar? E a pior de todas as perguntas: Adianta reclamar?

Essa postagem não deve ser tomada como o “fim do mundo”. É o retrato do momento que vivemos, e essa paralisia geral precisa ser quebrada! Que tenhamos força e não percamos a esperança de que ainda é possível mudanças e medidas que podem provocar o fortalecimento da silvicultura brasileira! Essa encrenca vai sempre exigir o empenho e esforço dos profissionais de plantão da silvicultura.

E vamos torcer para que os que estão de passagem desocupem “o beco” o mais rápido possível!

 

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – gestão e serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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PENSANDO BEM, PARA QUE SERVE O GOVERNO???    

 

Recebemos uma mensagem bem amarga e digna de muita reflexão, logo após a postagem da carta elaborada pelo Grupo Silviculturando – se.  O Sr. Pinheiros, sitiante do sul de Minas Gerais, produtor florestal e muito batalhador por melhorias da silvicultura, ficou indignado quando soube que o Grupo não conseguiu entregar à carta com sugestões à Ministra – só foi possível pelo Correio.

A conversa tem muito para reflexão e como fomos autorizados a compartilhar na Comunidade de Silvicultura, segue para conhecimento de nossos amigos A prosa foi bem simples e objetiva:

“não mudou nada, e vocês continuam pensando em sugestões ao Governo para alavancar a atividade de silvicultura? Qual a vantagem em envolver o Governo em assuntos da silvicultura brasileira?  Faz políticas públicas interessantes? Não. Tem condições de criar linhas de financiamento condizentes com a atividade? Não. Pode oferecer tecnologia para quem precisa de ajuda? Não. Pode diminuir a burocracia para agilizar os processos operacionais? Pode, mas não faz! E daí? Como acham que vai se desenvolver e crescer a atividade? Bem simples: por conta e risco dos interessados!!!!! Planta quem achar que é bom negócio e vai atrás de informação, se quiser fazer bem feito! Adianta juntar interessados e fazer reivindicações aqui ou ali? Não. Adianta, e muito, conversar e se entender com gente de confiança e que pode comprar sua madeira e pagar um preço justo. O resto é balela! Aliás, não se metam e não deixem o Governo se meter para não atrapalhar!”

Fica o recado e a indignação do Sr. Pinheiros! Cabe uma boa reflexão!!!!!

 

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – gestão e serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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O SETOR SE MANTÉM À DISPOSIÇÃO!

Os profissionais que compuseram o Grupo Silviculturando-se continuam à disposição!

– Segue a carta encaminhada à Ministra da Agricultura;

– Artigo da Revista Opiniões que trata do assunto;

O mais importante: o setor continua à disposição!

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – gestão e serviços florestais-
nbleite@uol.com.br

https://florestal.revistaopinioes.com.br/…/1-o-grito-de-al…/

Carta enviada a Ministra Dra. Tereza Cristina Correa da Costa Dias

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O PRODUTOR FLORESTAL E O RESGATE INEVITÁVEL

Com a madeira aos valores atuais é quase uma piada falar-se em produtor florestal! Em regra geral, a gritaria é grande, forte e constante. Um péssimo sinal para aqueles que vão precisar da madeira para tocar seus negócios. Ou plantam para se garantir ou vão ter enormes dificuldades com a falta de madeira, e a preço muito mais elevado! Vai ser o momento do produtor, de língua de fora, dar seus berros! Mas esse jogo de empurra-empurra não é bom para silvicultura e vai na contramão do que se prega como “silvicultura sustentável”.

A participação do produtor, atualmente magoado e desiludido, continua sendo uma necessidade estratégica para os consumidores de madeira. Precisamos encontrar uma saída para mudar essa história! Formamos mais de 1400 engenheiros florestais todos os anos, somos campeões de produtividade, lideramos a produção de celulose de eucalipto, temos tecnologia para indústrias que processam a madeira, e a siderurgia a carvão vegetal tem tudo para crescer, nesses tempos de procura por alternativas que ajudem no combate às mudanças climáticas.

Mas persiste a sensação de que estamos paralisados e de braços cruzados à espera de soluções milagrosas para chacoalhar o setor! Não podemos deixar que essa debandada de produtores insatisfeitos ponha em dúvida a sustentabilidade do setor. Mas não dá para esconder essa insatisfação contagiante e generalizada! Precisamos resgatar o interesse e respeito dos produtores com programas de fomento mais vantajosos aos produtores. Preço justo e garantia de compra, tornaram- se obrigações desacreditadas!

Para se resgatar os incrédulos produtores haverá necessidade de se apresentar atratividades concretas e comprometimento assegurado! Sem sonhos e sem promessas para o futuro! É estratégico para o crescimento da silvicultura, que se tenha plena consciência dos estragos existentes, e que o enfrentamento desses problemas não seja empurrado para outros resolverem! Há necessidade de soluções objetivas e sem muito discurso. Aliás, os produtores se dizem saturados de tanta “conversa mole”!

Encontrar solução para essa encrenca é um desafio de todos que defendem a sustentabilidade da silvicultura brasileira! E com certa urgência, antes que os insatisfeitos coloquem a boca no trombone, e se juntem ao exército dos que brigam com o eucalipto!

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – gestão e serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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COM O DIABO SOLTO, QUE NÃO SOBRE NADA ÀS FLORESTAS!

 

Há muitos anos não se via um ambiente de disputa e empurrões entre ambientalistas e agronegócio! Para muitos essa convivência pacífica é bem natural, tanto pelos entendimentos técnicos desenvolvidos, quanto pelo brilhantismo dos profissionais que militam dos dois lados. Muita gente competente, gente do bem! E os exemplos de integração e parcerias existem aos montes!

E nesse aspecto de juntar interesses para bem de todos o setor florestal de plantadas é campeão! É só ver o quanto de áreas plantadas e certificadas existem. Quase tudo! É um processo de melhoria contínua, com perfeita integração entre empresas florestais e certificadoras. Serviço levado a sério e com muito profissionalismo de ambos os lados! De repente, começam “fuxicos” de ambientalistas e de gente do agronegócio. Que coisa estranha para um ambiente que parecia tão tranquilo!  Para as florestas ainda não sobrou nenhuma pedrada, mas não vai demorar!

Daí, lembrei de uma historinha que conhecemos pelo  Zap – um  jegue estava preso num tronco e uivando de raiva! O diabo chegou e soltou o jegue, que entrou numa horta e estragou toda a plantação. O dono da horta matou o jegue. O dono do jegue matou o dono da horta. Os filhos desse mataram o dono do jegue. Os filhos revidaram e mais mortes. Moral da história com pequenas adaptações: o que um jegue solto pode fazer!!!! E o que temos com tudo isso?  Nada!

Mas só lembrar que o setor de florestas plantadas estava no Ministério do Meio Ambiente e passou para o Ministério da Agricultura. E como as pedras estão indo de um lado e de outro, a chance de sobrar alguma pedrada nas florestas plantadas é grande!!! Fiquemos atentos, apesar de todo esforço e respeito que a silvicultura brasileira tem pelos valores sociais e ambientais envolvidos no processo produtivo!

 

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – gestão e serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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O SETOR FLORESTAL E O SOCORRO DO SERVIÇO DE CORREIO!

Finalmente, a carta- documento do Grupo Silviculturando-se vai chegar às mãos da Ministra! Apresenta reivindicações e hipoteca pleno e irrestrito apoio para o sucesso de sua missão! Sintetiza cerca de 300 mensagens recebidas de mais de 150 profissionais do setor florestal, representando entidades representativas em nível nacional e estadual, além de consultores e estudantes.

A carta chegará, mas com a prestimosa ajuda dos serviços de correio/sedex/aviso de recebimento! E depois de uma incansável e frustrada batalha de muitos profissionais na procura de se agendar um encontro com a Ministra. Com certeza, ao ler a carta, a nossa Ministra jamais vai imaginar o esforço que foi feito para que essa leitura pudesse ser realizada na companhia de representantes do Grupo Silviculturando-se, depois de tanto esforço e despreendimento de abnegados profissionais. Venceu a persistência! E a Ministra receberá a mensagem de apoio e sugestões para melhorias do setor florestal brasileiro.

Uma pena, a nossa Ministra ter perdido a oportunidade de sentir o contagiante entusiasmo e esperança dos elaboradores. A todos que se dedicaram, voluntariamente, a construir essa colaboração, ficou a convicção de que o recado foi dado. E vida que segue!

Essa carta-documento será reproduzida na integra pela Comunidade de Silvicultura e basicamente faz as seguintes reivindicações:

1- O Programa de Desenvolvimento de Florestas Plantadas, discutido, elaborado e apresentado no final de 2018 não pode se transformar num documento de leitura. Precisa ser implementado!

2- O Serviço Florestal Brasileiro, agora no Ministério da Agricultura, precisa ser estruturado, fortalecido e com autonomia para ter condições de assumir a gestão plena da produção florestal do Brasil;

3- Deve se criar a Comissão Nacional de Políticas Públicas Florestais composta por representantes de todas as cadeias produtivas do setor para sugerir e acompanhar a implementação de políticas públicas que proporcionem viabilidade e sustentação a todas as oportunidades econômicas, sociais e ambientais de nosso rico patrimônio florestal!

A carta enfatiza a disposição das entidades representativas do setor no sentido de prestar irrestrita colaboração nas discussões e trabalhos específicos que se fizerem necessários!

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – gestão e serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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OS IMPACTOS DA SOBRA DE MADEIRA 

 

Com certeza, o preço da madeira não vai subir, enquanto continuar sobrando madeira em algumas regiões! Aliás, já está acabando em regiões que permitem a mecanização da colheita e acesso aos gigantescos caminhões.  Para esse tipo de condição não há limitação de distância!!  Mas a luz amarela de muitos consumidores já está acesa, e ainda há sobra e muita sobra em regiões montanhosas.  Aí, no entanto, vai continuar sobrando e a retirada só vai acontecer de “punhadinho”. É o resultado de erros que se somaram, num período de encantamento pelo “negócio de floresta”.

Há muita gente apostando numa falta de madeira, a curto prazo, pelos desdobramentos ocorridos com madeira a “preço de banana”: os grandes consumidores vivendo das sobras diminuíram seus plantios,  e os demais pararam de plantar; o estoque  de regiões  tradicionais –  Minas é o exemplo mais  evidente – sofreu um “rapa” e não houve renovação; as alterações no regime pluviométrico dos últimos anos impactou significativamente grandes plantios – estima-se numa queda de produtividade perto de 10 %, em algumas regiões – as pragas estão se multiplicando  com apetite feroz e muita gente fazendo de conta que não vê!!!!

O consumo de madeira para energia também cresceu, mas esse pessoal não planta! E o manejo das brotações tomou lugar das reformas, mas isso só dá certo em florestas de boa qualidade e exige investimento e cuidados técnicos! Caso contrário, é produtividade mais baixa, na certa! Juntando tudo isso, há quem aposte no surgimento de um buraco nos estoques de madeira e vai começar nova correria!

Esse filme é antigo, só que desta vez vai exigir mais criatividade e muita conta atrasada vai ser cobrada!   Fica a preocupação: será que essa grande capacidade industrial, geradora de tantas riquezas e benefícios econômicos, sociais e ambientais, não corre risco de ser afetada? E o pior de tudo é que toda vez que esse pessoal toma alguma trombada, a encrenca fica para a silvicultura, que continua sustentável, nos discursos!

 

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – gestão e serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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COMUNICAÇÃO: O PRIVILÉGIO DA INFORMAÇÃO!           

 

A silvicultura brasileira se desenvolveu de forma rápida graças às pesquisas e à ampla divulgação dos resultados encontrados. Bons tempos, tudo sem nenhum segredo e pleno desprendimento das empresas e dos pesquisadores!  Importantes questões eram apresentadas e resolvidas em acaloradas e concorridas reuniões. Novos tempos… as reuniões e as informações foram se escasseando e até as instituições de pesquisas – IPEF, SIF, FUPEF, dentre outras –  foram tornando seus encontros menos frequentes e mais específicos. Novidades, daqui e dali, ficaram mais restritas!

Abriu- se assim, espaço aos eventos técnicos organizados por empresas especializadas com temas importantes e com  apresentações de profissionais competentes escolhidos “ a dedo”! Tudo bem profissionalizado, mas nada por conta do “bispo”! Gente preparada falando e gente interessada pagando para ouvir e apreender.

E os auditórios lotados e satisfação plena dos participantes.  Cabem respeitosos cumprimentos aos organizadores pela iniciativa, pelos temas escolhidos e brilhantes apresentações!  Cabe, no entanto, uma preocupação! Aumenta a distância entre a elite de empresas e grandes produtores e a camada sem nenhuma assistência de pequenos e médios produtores.  Esse contraste não favorece o crescimento da silvicultura e gera uma inevitável indagação: como ficam os pequenos e médios produtores rurais que querem acompanhar o desenvolvimento tecnológico do setor?

Não há nenhum serviço de extensão florestal no Brasil, portanto as inovações não chegam a esse público! As informações sobre mercado, novas espécies, avanços tecnológicos vão se tornando um privilégio para poucos! E a massa de produtores florestais vai se sentindo cada vez mais marginalizada! Fica o alerta para reflexão!  Enquanto isso, vai se evidenciando a falta dos Congressos, e vai aumentando a saudade dos tempos em que as reuniões do IPEF, da SIF e outras entidades de pesquisas enchiam auditórios.

Enfim, as coisas mudaram….  Novíssimos tempos, discussões importantes e esclarecedoras com gente competente e dignas de nossos respeitosos cumprimentos!!! Só falta encontrarmos uma forma de levarmos essa bagagem de conhecimento aos pequenos e médios produtores para que, de fato, toda a silvicultura brasileira seja beneficiada e a informação não seja um privilégio para poucos!

 

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – gestão e serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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