QUANTO TEMOS DE FLORESTAS PLANTADAS?

 

As estatísticas do setor são bastante duvidosas!  Para 2018, o IBGE fala em 9,85 milhões de hectares, o MapBiomas fala em 8,6 milhões e a IBA fala em 7,83 milhões. Uma diferença próxima de 30 % entre os extremos!  Isso na safra agrícola seria um desastre! Para muitos o levantamento do IBGE mostra plantios florestais de produtores independentes e sem vinculação com consumidores. Talvez seja o mesmo caso do MapBiomas. São florestas que não fazem parte das estatísticas da IBA. Mas essa diferença de 2 milhões de hectares é muito significativa! Há quem ache que são esses produtores, que mesmo insatisfeitos continuam vendendo madeira a qualquer preço. Coisa de família, com a família e nada de fazer contas. A produtividade que não chega a 30 metros cúbicos/ha/ano vai baixando, mas a floresta continua em pé! O IBGE registra e a vida continua!

Outra dúvida diz respeito às áreas plantadas apresentadas nas estatísticas das entidades do setor.  Em alguns casos, os responsáveis estão mais atentos e procurando aperfeiçoar as informações. Gente experiente troca informações e os números são arredondados. Resolve-se a informação no estado, mas o assunto em nível nacional continua pendente. E as estatísticas só crescem! Muda o ritmo de plantio, deixa de se plantar, o consumo se mantém, as vezes aumenta, os impactos são observados, e não se nota nenhum registro nas estatísticas do setor. Ninguém confere, ninguém questiona, ninguém declara suas perdas!  Há uma ajeitação engenhosa e vida que segue…

Com certeza, uma grande empresa, firme e forte, não se deixa levar sem conhecer bem suas florestas disponíveis. Um abuso nessas previsões e o pescoço rola! No entanto, nas andanças de trabalho, notam-se coisas estranhas e sem registro nas estatísticas.

E vamos às encrencas: grandes áreas impactadas por seca prolongada –  áreas enormes – ou morrem ou diminuem o crescimento anual. É sangria certa! Áreas afetadas pela infestação de formigas, muito conhecidas, mas nem sempre respeitadas! Áreas atacadas por pragas e doenças, que só crescem ano a ano. Disso todos temem, apesar de poucas medidas preventivas! E a enorme quantidade de áreas em formação, largadas ou abandonadas após a colheita. Gente insatisfeita e “p da vida” com o negócio! E mais uma novidade –  a transformação das áreas de florestas em áreas para agricultura. Tudo por conta do “preço de repolho” da madeira.

Acrescenta-se a tudo isso as engenhosas manobras silviculturais  para redução de custos –  menos adubações, mais mato-competição e até mais convivência com as formigas, entre outras mágicas. Facada sangrenta na produtividade – áreas com potencial para 40 não passa de 30.  Mas com todas essas incertezas, tirando daqui e dali, alguns setores industriais continuam crescendo. No entanto, de tempos em tempos, alguém mais prevenido anuncia gigantescos programas de plantio –  empresas competentes e atenta aos sinais de inevitáveis dificuldades! Há dúvidas quanto às áreas plantadas e, mais preocupante ainda, quanto à quantidade de madeira disponível!

Nesse contexto, ficam no ar um punhado de perguntas:  É possível definir políticas públicas, quando não se tem números oficias sobre a quantidade de madeira disponível? Que rumo tomam os investidores interessados em florestas? E como ficam as novas oportunidades que começam a surgir? E onde fica a sustentabilidade, cantada em prosa e versos, da silvicultura brasileira?

Essas questões necessitam de respostas seguras para possibilitar o crescimento ordenado do setor e a garantia de sustentação dos empreendimentos à base das florestas plantadas.

Vamos torcer para que os modernos sistemas tecnológicos possam nos atender e que se consiga somar os esforços das entidades do setor – da IBA, das entidades estaduais atuantes, como dos   estados do Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina, Bahia e outros. A esse esforço, com certeza, poderemos somar a colaboração do MapBiomas, da Câmara Setorial de Florestas Plantadas e impreterivelmente do Serviço Florestal Brasileiro! Esse desafio, com tantos interessados e competentes profissionais,  não pode ficar sem solução!

 

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – gestão e serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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MONTE OLÍMPO – ESALQ E A MOÇADA SE MEXENDO!

 

Nos dias 18 e 19 de setembro, tivemos mais um importante evento do Monte Olimpo – Grupo de estudantes de engenharia florestal da ESALQ – Piracicaba

https://gfmoesalq.wixsite.com/gfmonteolimpo

– que tem entre seus lemas ‘ vivenciar a silvicultura com ciência e visão futura’. Participamos a convite dos organizadores e tivemos a grata satisfação de nos depararmos com maravilhosas surpresas!

Foram realizadas excelentes apresentações de estudantes, pesquisadores, professores e empresários. Uma riqueza de informações, usos e modelos de aplicações de inovações  tecnológicas.  E um grande  destaque  – toda a cadeia do processo científico discutindo,  comentando e sugerindo. Do berço da ciência – a universidade – à ponta do processo produtivo  – as empresas.

Tudo com total liberdade de expressão e sem nenhuma preocupação competitiva. A  mesma filosofia colaborativa que sempre norteou o desenvolvimento da silvicultura brasileira. E só “coisas” de babar: Big Data & Analytics ; Conectividade e IoT -Internet of Things/Trees;

LIDAR – Escaneamento a laser;

Empreendedorismo e Inovação;

Design, produtividade e criatividade;

O papel da mulher no setor florestal;

Gestão da Produtividade Florestal;

Softwares para Gestão Florestal, dentre outros temas.

Realmente, essa nossa “silvicultura do metro cúbico”, está lá na frente.  Tecnologias modernas tratadas com  muita competência e  profissionalismo – aliás, tudo que há de mais moderno – e com extraordinária e contagiante motivação.  Quando se depara com esse mundo de avanços tecnológicos aumenta a sensação de que precisamos avançar na base produtiva e de proteção de nossas florestas.

Em nossa apresentação tivemos oportunidade de fazer considerações  a respeito da necessidade de se diversificar a nossa silvicultura – somos campeões da produtividade com  duas ou três espécies e meia dúzia de clones; comentamos sobre o vazio institucional em que estamos metidos; falamos da  importância de se valorizar a produção, que pelo excesso momentâneo de madeira no mercado perde espaço para o setor de suprimento nas empresas e destacamos a  urgência de se resgatar o pequeno e médio produtor, antes que  se tenha um exército de contrariados e “batendo bumbo” contra os plantios de florestas!

E a prosa continuou com comentários, perguntas e propostas!!! Depois de muitas idas e vindas surgiu uma sugestão que retrata bem o momento em que todos estávamos metidos : a necessidade de se integrar estudantes, engenheiros, escola, entidades e empresas. Alguém batizou de 5E!  Parece que a moçada se animou e já marcou reunião para dar continuidade à  sugestão!

Enfim…uma experiência maravilhosa e uma certeza: com essa moçada se mexendo,  com a orientação e entusiasmo de professores e profissionais e apoio das boas empresas  a silvicultura brasileira vai continuar crescendo!

A Comunidade de Silvicultura reitera os mais efusivos cumprimentos a essa moçada do Grupo Monte Olimpo! Parabéns e sucesso!  E que essa esperança se mantenha acesa para  grandeza do setor e que o exemplo se repita em outras universidades!

 

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – gestão e serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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E A PESQUISA, PERDEU A IMPORTÂNCIA ESTRATÉGICA?

 

A silvicultura brasileira apresenta características curiosas! De tempos em tempos, fatos novos ocupam as manchetes e vão deixando de lado temas de importância estratégica! Agora é a hora do fogo! Mas há muito tempo não se tem nada de novo na pesquisa florestal brasileira! Para muitos a pesquisa perdeu a posição estratégica para os ousados supridores de madeira – é o resultado da oferta de madeira! Para outros, não há grandes dificuldades, além de “uma bela sacola de informações” nas empresas! Para uma atividade de longo prazo tais posturas podem representar tremenda negligência!

De fato, há muitas pesquisas e pesquisadores competentes nas empresas, mas será que alguém ousa afirmar que estamos com tudo resolvido? Vamos a algumas encrencas que , raramente, são apresentadas para discussões:

– continuamos a plantar poucas espécies de eucalipto e pinus e número restrito de clones, meio aparentados, que podem a qualquer momento serem acometidos por “um sarampo” inoportuno!!! Com certeza, muitos dirão que há exagero nessa afirmação, mas será que algum melhorista tem segurança absoluta em nossa base genética?

– por onde ficaram os esforços para se aumentar a base genética de nossos pinus tropicais tão promissores e de produtividades espetaculares?

– e as novas fronteiras, que, inevitavelmente, deverão entrar no processo produtivo! Será que vamos ter que aprender apanhando? Ou vamos expandir para novas áreas e continuar plantando os mesmos clones da “Família Silva”?

– e as nossas espécies nativas? Só para fotografias? De tempos em tempos uma notícia aqui, outra ali, e …. mais nada?

– e as novas espécies e o uso diversificado da madeira? Vamos continuar firmes, fortes e para sempre, só na celulose?

– e os riscos com pragas e doenças? Não seria estratégico que em áreas de grandes concentrações – tipo Mato Grosso do Sul – que já tivéssemos um amplo programa de pesquisas para segurança do rico patrimônio industrial existente?

– e a mecanização voltada só aos grandes empreendimentos?

A lista não é pequena e a discussão desse assunto vai se tornando imprescindível! De fato, parece que a significativa mudança dos tempos modernos é que a pesquisa rica e competente perdeu sua posição estratégica nas decisões empresariais. E isso, a médio e longo prazo, pode trazer sérios problemas à sustentabilidade da silvicultura.

Fica o registro, num momento oportuno de preparativos para encontro internacional, onde vai se falar muito de pesquisas e dos grandes avanços da silvicultura brasileira!

 

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – gestão e serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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PRECISOU DO FOGO PARA A FLORESTA SER LEMBRADA!

Há muita conversa em volta desse fogo! Na verdade, pouco importa a exatidão dos números! O que importa, de fato, é que há um aumento nas áreas desmatadas, e disso parece que não há dúvida! Importa saber o que é legal, o que é ilegal e, acima de tudo, correr atrás de soluções. Tudo isso vai implicar em mais cuidados, mais fiscalizações, mais recursos. E nada disso é novidade. Precisamos de ações concretas e menos culpados para tomar pedradas. Agora é hora de agir!

O fogo, pequeno ou grande, sempre assusta e causa desespero. A regra – NUMERO 1 – para se combater incêndio – e isso se aprende nos bancos da universidade – é afastar para bem longe os que não entendem do assunto! Choro e gritaria não resolve nada. Precisamos evitar o punhado de versões desesperadoras, que não levam a lugar nenhum! O assunto floresta precisa de atenção, recurso, ciência e competência para ser tratado. E há muito tempo fala-se e reclama-se da falta de tudo isso. Pena que o assunto precisou do fogo para ser lembrado. Não adianta tantos discursos e palpites, e é bom que alguns fatos fiquem registrados;

1-Há números mostrando que nada é tão fora da normalidade do que já vem acontecendo há muito tempo! As vezes mais, as vezes menos! Mas, com certeza, o momento político tem servido como tempero bastante provocativo e apetitoso!

2-O assunto floresta deveria merecer o respeito de todos os brasileiros. Governantes, universidades e profissionais do setor. Manejar e proteger as florestas são disciplinas que se aprendem nos bancos universitários. Temos profissionais altamente competentes e a ciência florestal, de alguma forma, deveria estar envolvida e metida na procura de soluções. Proteger floresta também é ciência. Não se deseja que o fogo aumente e vamos torcer para que as chamas se apaguem, mas que se mantenham acesas as preocupações para se cuidar como sempre deveríamos ter cuidado de nossas florestas!

3- O Brasil tem mais de 7(sete) milhões de hectares de florestas plantadas sob cuidados técnicos e profissionais. Alguém ouviu falar em algum incêndio que causasse tamanha confusão nessas florestas? Não é milagre e nem sorte! É trabalho, e cuidado profissional! São mundos diferentes e com dimensões incomparáveis, mas se essas florestas plantadas não estivessem devidamente administradas, com certeza, estariam aumentando a quantidade de cinzas por todos os cantos!

Que esse fogo que está impactando tantas florestas e a nossa rica biodiversidade sirva, no mínimo, para despertar o recomeço de uma atividade florestal, cujos benefícios sociais, ambientais e econômicos deveriam merecer todo o respeito e reconhecimento de governantes e governados!

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – gestão e serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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O LICENCIAMENTO AMBIENTAL E AS FLORESTAS PLANTADA

Nos últimos dias temos acompanhado discussões de toda ordem! E o meio ambiente tem se destacado entre os focos de primeira linha! Discute-se de tudo e, numa sacola de assuntos variados, o licenciamento, que tem muito a ver com o dia-a-dia do produtor florestal, tem sido bastante metralhado.

A silvicultura, quando bem conduzida, é uma alternativa interessante para proteger o meio ambiente, para mitigação de impactos climáticos, para recuperar áreas degradadas, além de gerar enorme riqueza de bens sociais e econômicos.

Apesar de tudo isso, é tida como atividade potencialmente poluidora! Que estranho paradoxo! Longe de se pleitear liberdade total e irrestrita à silvicultura, mas causa perplexidade a inclusão do florestamento e reflorestamento nas regras do CONAMA, como atividades potencialmente poluidoras. Talvez erros do passado e bem do passado tenham justificado tamanha preocupação! Mas disso decorre um punhado de exigências legais, sob a batuta do EIA-RIMA de alto custo, e com benefícios técnicos bastante discutíveis!

A silvicultura, com certeza, deva ser uma das atividades rurais com melhores indicadores de desempenho em seus cumprimentos legais. E aqui, cabe um registro especial ao processo de certificação, que transformou as inúmeras exigências da legislação em rotina do dia-a-dia das empresas à custa de uma burocracia complexa e de alto custo. Há detalhes legais que variam de estado para estado, e que, ano a ano, só envelhecem e não trazem nenhum benefício aos empreendimentos e usuários. Há muito tempo o setor corre atrás dessas correções e sem nenhum sinal de sucesso!

Enquanto essas discussões só crescem, fiquemos na esperança de que se vierem alterações, que a silvicultura passe a ter um tratamento mais adequado e sem tanta burocracia para formação de florestas!

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – gestão e serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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E AS FLORESTAS PLANTADAS, DO MESMO JEITO!

Apesar de algumas movimentações e sinais de grandes negócios entre empresas, no tocante as políticas públicas para o setor de florestas plantadas, nada aconteceu com as mudanças de governo! Nenhuma conversa, nenhum pronunciamento, nada, absolutamente nada! Aliás, houve sim! Foi anunciada a aprovação – não sabemos quais implicações disso – do Programa Nacional de Desenvolvimento de Florestas Plantadas pelo Ministério da Agricultura.

Na verdade, não passa de um rebatismo, pois esse mesmo programa também foi lançado nos  últimos dias do governo anterior. Foi relançado sem nenhuma vírgula adicional!!!! E trata-se de excelente documento, elaborado por profissionais competentes e que retrata, fielmente, as grandes preocupações e reivindicações da silvicultura brasileira.

Poderia se constituir na referência para se discutir as políticas públicas necessárias para  alavancar, de fato, a silvicultura. Mas tudo indica que o documento vai se transformar em mais um exemplar de gaveta.  Que pena!!!! Enquanto isso, continua tudo como há vários anos! Tudo por conta e risco só dos grandes consumidores, que, felizmente, continuam firmes e fortes!

A torcida é grande para que de repente alguém dê uma pedrada nessa vidraça e se vislumbre algo de novo, num cenário envelhecido  e desgastado  por tantas frustrações!!!!

Mas vamos nos manter na torcida……

 

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – gestão e serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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FLORESTAL RIPASA/ANOS 80 – VERDADEIRA EQUIPE DE TRABALHO!

 

Neste final de semana – 2,3 e 4 de agosto – estivemos reunidos em Avaré para uma conversa entre amigos. Profissionais que tiveram a oportunidade de trabalhar juntos nos anos 80, na Ripasa –SP. Tudo dentro do convencional – muita conversa e ótimas recordações! O balanço do que se fez em quase 10 anos de trabalho deu a todos uma maravilhosa sensação de dever cumprido como profissionais e cidadãos! Resumidamente: saímos de uma programação para abastecer uma indústria com produção de 400 ton/dia e depois de 10 anos o patrimônio florestal formado tinha condição de sustentar 1000 ton/dia! Dos barracos de madeira e “lona preta” passamos às condições de certificações que vieram mais tarde. Um ousado avanço técnico, social e ambiental!

Um grupo de profissionais, transformou-se em grupo de fraternais amigos, cultivando amizade que já completa quase 40 anos! O segredo de tudo isso? – formação de um ambiente de trabalho com respeito, amizade, confiança e permanente colaboração entre todos da empresa. Para isso, valeu muito as lições de experientes profissionais e professores, que nos deram o privilégio da convivência e os exemplos de simplicidade, humildade e ética trazidos do berço. Sempre à frente o comprometimento com os interesses da empresa e a permanente valorização dos colaboradores! Essa era a filosofia da Equipe Florestal da Ripasa dos anos 80! Só assim, foi possível superar dificuldades e limitações e alcançar-se os resultados extraordinários à empresa! Um exemplo inquestionável de que o trabalho em equipe supera toda e qualquer entrave e transforma o dia-a-dia empresarial numa tremenda satisfação profissional. Faziam parte dessa equipe, entre outros: os engenheiros Balloni, Stape, Salmeron, Zani, Ubirajara, Pablo, Ademir, Osvaldo, Guerreiro, Edson, Francisco, Lineu e Nelson, além de uma excelente equipe de apoio administrativo!

Fica o registro e os respeitosos cumprimentos da Comunidade de Silvicultura a essa exemplar equipe de trabalho e brilhantes profissionais! Em nossa reunião, depois de muitas conversas animadas e descontraídas, ficou a certeza de que a verdadeira amizade e o respeito dão sustentação às boas equipes de trabalho e garantem o sucesso de qualquer empreendimento!

Fica o exemplo para reflexão das novas gerações!!!!

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – gestão e serviços florestais – nbleite@uol.com.br – Um dos membros dessa maravilhosa equipe de trabalho!

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A SILVICULTURA E AS ENTIDADES DE REPRESENTAÇÃO INSTITUCIONAL!

 

Em 50 anos de silvicultura comercial e intensiva tivemos muitas modificações em toda a cadeia de produção! Chegamos a ter mais de 2.000 empresas atuando com reflorestamento em todo o Brasil – pequenos e grandes empreendimentos. Uma correria danada na procura de informações, de sementes de qualidade e até de profissionais com mais experiência. Nessa época, nem havia engenheiros para todas essas empresas. E a movimentação era intensa. As instituições de pesquisa se formando e produzindo importantes informações básicas. Em todos os estados as entidades representativas atuantes, juntavam-se às representações nacionais para reivindicações setoriais. Muita preocupação com os incentivos que, ano a ano, ia se fragilizando e dando sinais de “fim de festa”.

Já por volta dos anos 80/90 houve significativa diminuição no número de empresas e elevou-se muito o nível técnico dos trabalhos de campo. Essas mudanças deram vida e sustentação à política de incentivos fiscais por mais alguns anos e consolidou o rico patrimônio industrial dos dias atuais! Numa fotografia do antes e do agora podem ser destacadas significativas diferenças em todos os aspectos. Um destaque especial ao grande esforço das entidades representativas, tanto na defesa dos incentivos, quanto nos embates com ONGs, que já se formavam e se fortaleciam na briga contra o eucalipto.

Nessa  época, não faltavam justificativas para as pedradas que sobravam  para todos e de todos os lados! E que trabalho expressivo essas entidades desenvolveram!!! Sem essa defesa das  entidades estaduais e nacionais  dos diferentes setores, com certeza, os incentivos teriam sido extintos muito antes, e o radicalismo de algumas ONGs teria sufocado o desenvolvimento da silvicultura! Valeu e muito o trabalho das entidades representativas, dentre outras, como ARBRA, ANPCP, ABRACAVE, ABIMCI, SBS, além das entidades estaduais, sempre muito atuantes e sob a liderança de abnegados profissionais, que não mediam esforços na valorização da atividade e interesse de todos – pequenos médios e grandes empresas!

Fica o registro para que não se despreze o importante papel das entidades representativas, que nos tempos modernos se restringiram significativamente e quase desapareceram!!!! Fica a certeza e uma dúvida: o espaço institucional na defesa dos interesses dos grandes empreendimentos continua firme, forte, e muito bem representado! Mas isso atende a toda silvicultura?

 

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – gestão e serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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QUE “RAIO” DE SUSTENTABILIDADE É ESSA?

 

O Sr. Oliveira, português “dos bravos”, é dono de uma propriedade florestal, na região de Bragança Paulista – SP. Ficou indignado ao ouvir repetidas vezes, numa palestra para produtores rurais, o expositor falar em silvicultura sustentável e  as explicações que o termo exige – plantios florestais  otimizando e integrando os aspectos técnicos,econômicos,sociais e ambientais.

Terminada a palestra e depois das educadas palmas, levantou o Sr. Oliveira e indagou:” Essa tal de silvicultura sustentável interessa a quem? De imediato, veio a resposta  detalhada ;” a todos, a quem planta, a quem trabalha com floresta, aos que vivem no entorno das florestas, a quem consome a madeira”. De novo, o Sr. Oliveira indagou :” no meu caso, que planto com meus familiares,colho e transporto com meus familiares e cuido da venda da madeira, posso concluir que o único estranho no processo é o consumidor, que compra e que paga a madeira”. E continuou : “ faço tudo como o Sr.falou, tomo todos os cuidados com minhas nascentes e a produção é muito boa,mas há um problema!”.

E enfatizou de maneira categórica: “ faz quase dez anos que estamos sem conseguir pagar nossas contas e o valor da madeira continua cada vez menor. Estou abandonando tudo e nem cuido de mais nada”!  e finalizou : “  Que “raio” de sustentabilidade é essa, que sustenta o consumidor e mais ninguém!”

A reunião continuou, mas não faltaram calorosas palmas ao Sr. Oliveira!  Quando fomos cumprimentar o palestrante, amigo de longa data, meio cabisbaixo, falou : “ o problema é que tenho ouvido histórias parecidas em todo lugar que vou falar de floresta. Só falta tomar pedrada!” Fica para reflexão dos amigos!

 

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – gestão e serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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PESQUISA: CHAVE PARA O CRESCIMENTO DA SILVICULTURA

Nos últimos dias, mesmo nesses momentos de poucas movimentações no setor, tivemos oportunidade de nos deparar com situações do dia-a-dia, que nos colocaram diante de uma velha, desgastada, mas sempre atualizada constatação: a pesquisa e as experimentações constituem, de fato, a base para consolidar o crescimento e sustentação da silvicultura! Vamos aos fatos!

  • Tramita, e agora com força política, uma proposta no Legislativo para cuidar da aquisição de terras para estrangeiros! É fácil perceber que as novas fronteiras vão entrar na mira dos empreendedores!
  • Abre-se uma grande oportunidade da madeira de florestas plantadas participar do cardápio de grandes empreendimentos energéticos. E não é coisa par o futuro! Já está acontecendo!

Não precisa ser nenhum especialista para se dar conta da necessidade de se avançar e com rapidez e base científica em pesquisas e experimentações para   dar suporte e segurança aos empreendimentos que, com certeza, surgirão!  Nada vai impedir que o processo avance, mas se tivéssemos a sorte de nos antecipar com as pesquisas básicas, teríamos ganhos expressivos!

Essa contribuição caberia muito bem às instituições governamentais e seria de fundamental importância ao sucesso da silvicultura, que inevitavelmente, vai se atirar às novas fronteiras!

 

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – gestão e serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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