A SILVICULTURA E A ENCRENCA BATENDO NA PORTA

De tempos em tempos surgiam novidades na silvicultura brasileira. Há muito tempo, nada de novo quanto aos procedimentos silviculturais. No entanto, o mundo digital avança em controles, planejamento, inventário, automação disso ou daquilo e sobre máquinas e equipamentos sofisticados para colheita. Trouxeram a floresta para dentro do escritório em ambiente com água fresca e sem barro! E a colheita, até assusta! Uma tremenda operação de guerra bem sincronizada. Um verdadeiro show de arrojo e competência! Na verdade, esse negócio de planejar, observar, avaliar, entender a floresta e colher a madeira está lá na frente. Nesses aspectos a evolução foi gigantesca e de encher os olhos!

Há, no entanto, uma tremenda encrenca batendo em nossa porta de manhã, à tarde e à noite! Vamos aos fatos: Nos últimos 5 anos, tem aumentado muito a ocorrência de pragas e doenças em todas as regiões. E cada vez mais vorazes! Só isso já seria o suficiente para tirar o sono de muita gente. Até porque uns cuidam bem, outros mais ou menos e alguns não fazem nada e não estão preocupados com os problemas causados! Junta-se a isso o prolongamento de períodos secos em locais, até então, nunca afetados por tais injúrias climáticas. E para mais complexo da equação cresce o interesse por novas áreas sem informações seguras e com os mesmos materiais genéticos – ou quase os mesmos!

A grande encrenca é que esse rico patrimônio florestal sustenta um parque industrial de incalculável valor e de importância econômica, social, ambiental e estratégica para o desenvolvimento de inúmeras regiões do Brasil! Manter a sustentabilidade dessas indústrias é quase que um problema de “segurança nacional”!

Mas há riscos? Se houver medidas preventivas e darmos prioridade aos programas de pesquisas que sumiram, com certeza, os impactos serão mitigados e nos manteremos firmes e fortes e a festa continua! Mas se prevalecer só a cabeça matemática, achando que os estoques de madeira são inesgotáveis e continuarmos guiados por planilhas para otimizar intervenções, a encrenca vai crescer, se fortalecer e criar danos irreparáveis! Uma encrenca louca e incontrolável. Um fim de festa preocupante!

Com a palavra o pessoal da biologia – que sejam valorizados e venham com disposição e criatividade. E o pessoal da matemática que se prepare para dar apoio e não deixar de se preocupar com a luzinha vermelha, que acende a qualquer hora, quando falta madeira. Por enquanto, o barulho na porta parece não assustar, pois continua uma falsa sensação de que sobra madeira e que Deus é brasileiro!

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – gestão e serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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A SILVICULTURA NA DIREÇÃO DO EXTRATIVISMO!

Na cidade de São Paulo, dentre outros grandes centros, ainda se encontram, com facilidade, os pequenos fornecedores de madeira para padarias, pizzarias e pequenas indústrias. Não há dados confiáveis a respeito dos quantitativos, mas há sinais de que esse consumo é bastante expressivo!

Há alguns dias, num posto de estrada, tivemos oportunidade de prosear com um transportador de madeira, o Seu Benedito. Estava acompanhado do filho, que tinha ajudado no carregamento da madeira. Essa rotina da família, segundo eles, já vem de muitos anos!

E foi do Seu Benedito, mais falante, que ouvimos: “ antes, esse negócio era muito melhor! A gente trabalhava até com lenha extraída de mata nativa, que só custava para cortar e tirar do mato. Assim valia a pena! Hoje temos que comprar a madeira e pelo preço que entregamos, só dá para pagar a comida de cada dia!” E foi o mesmo Seu Benedito, quem falou: “ até tenho um pouco de floresta, mas se tiver que pagar para cortar e empilhar a madeira para depois transportar, o que ganho só cobre o frete, e quase mais nada! E se tiver que comprar a madeira não dá nem para o arroz e feijão de cada dia !” E, mais triste ainda, foi o complemento- “o que está salvando é que há muita gente vendendo floresta a preço de banana, e alguns até pagando para acabar com a floresta. Fica parecendo a época, em que pegávamos madeira da mata nativa, há mais de 30 anos atrás. Só assim conseguimos uns trocos a mais”!

Essa situação, que viabiliza o trabalho do Seu Benedito e garante o fornecimento de madeira para substituir óleo ou energia, aparentemente, tende a sofrer sérias dificuldades para se sustentar, além de comprometer a silvicultura como alternativa de renda para o pequeno e médio produtor rural.

Esses produtores, estão se livrando de suas florestas e não querem nem ouvir falar em formar floresta! Estão vendendo a madeira a preço de banana ou dando de graça para se livrar da floresta. E assim, transforma a silvicultura de pouca ou de muita tecnologia em autêntico extrativismo!

Essa é uma realidade que assusta e preocupa quem planta e quem trabalha com madeira, mas, acima de tudo, deveria preocupar, e muito, quem sempre vai depender de madeira.

Aos que duvidam, segue a receita: pare um caminhãozinho na estrada, carregado de madeira de metrinho e provoque uma prosa! Sem muito esforço, vai ouvir um punhado de histórias sobre as florestas do pequeno produtor, os apertos para vender a madeira e as oportunidades que estão surgindo para ganhar madeira em troca da limpeza das áreas florestais, dos que estão desistindo da silvicultura!

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – gestão e serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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A SUSTENTABILIDADE DE NOSSA SILVICULTURA! CARA PÁLIDA, SERÁ?

Há poucos dias, tivemos oportunidade de assistir a tese de doutorado do Eng. Florestal Marcelo Langer apresentando e defendendo o uso de indicadores para medir a sustentabilidade de empreendimentos florestais! Mesmo diante de uma banca bem rigorosa, com apertos de todo lado, ficou a impressão de uma brilhante defesa e de que, com os devidos acertos e sugestões dos especialistas da bancada, logo teremos indicadores com mais matemática para medir objetivamente a sustentabilidade de empreendimentos silviculturais.

Não que falte, no momento, mecanismos para avaliar a situação econômica, social e ambiental dos empreendimentos ou empresas florestais! A certificação florestal, entre os vários processos de avaliação, contribuiu e muito para que as variáveis econômicas, sociais e ambientais fossem agregadas de forma integrada aos procedimentos operacionais. E a silvicultura evoluiu muito!

Mas quando se fala em sustentabilidade e se misturam as avaliações existentes fica a impressão de que falta alguma coisa para mostrar com mais objetividade essa “tal de sustentabilidade”! Enquanto não existe medida, o discurso segue livre e solto, daqui e dali. E a sustentabilidade, sem régua e meio abstrata, reina! E não precisa ser nenhum especialista para perceber que existe algumas controvérsias nessas pregações otimistas!

Vamos aos berros e evidências flagrantes e incontestáveis -viveiros paralisando as produções por falta de interessados ou inviabilidade financeira pelas mudas a preço irrisório e insuficiente para pagar as contas; os diversos colaboradores diretos e indiretos que representam mais de 70% da mão-de-obra de toda a cadeia de serviços operacionais, tirando leite de pedra, fazendo mágica e buraco na conta bancária para sobreviver e respeitar contratos e compromissos; o produtor de madeira pequeno ou grande, alguns ligados a programas de fomento, num braço de ferro danado ou sem celular para não ouvir cobranças do gerente do banco! E a lista de “apertos e sufocos” é grande e tudo pelo sucesso da cadeia produtiva da silvicultura!

Só fechando olhos e ouvidos para não perceber o paradoxo dessa situação, com o discurso lá do final da linha – “o sucesso e contínuo crescimento se deve à sustentabilidade de nossa silvicultura ”! Aqui, vem muito a calhar – Prezado cara pálida, será?

A tempo e a hora – parabéns Dr. Marcelo Langer pelo brilhante e oportuno trabalho. Com certeza, teremos indicadores que permitirão medir, concretamente, os avanços da silvicultura brasileira na direção da sustentabilidade e sua contribuição para o desenvolvimento sustentável do Brasil!

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – gestão e serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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E OS NOSSOS ESTOQUES DE MADEIRA! ESTÃO CORRETOS?

Pode parecer redundância, mas essa pergunta é sempre colocada nas discussões de profissionais que atuam no setor! Numa reunião com executivos florestais, quando esse assunto foi colocado, houve logo uma posição bem objetiva: “ é problema e competência de cada empresa”.

Como não se fala em políticas públicas, de fato, nem caberia discussão, se não houvesse um “punhado” de consequências devido à falta de uma informação precisa sobre os estoques de madeira!

Quando se fala em preço de madeira, a resposta é imediata: “é o mercado”! E muita gente deixa de investir. Quando se discute os programas de plantio, a resposta é bem parecida: “ o mercado está pelas tampas”! E muitos deixam de plantar. Quando se fala em perdas pelo fogo ou pela seca, a resposta muda um pouco, mas fica na mesma direção: “há muita madeira, nem vão sentir”. E os investidores correm do setor! Enfim, a sensação geral é que temos, de fato, madeira sobrando e nenhum sinal que justifique alguma preocupação!

No entanto, alguns ingredientes apimentam um pouco essas discussões! Novas indústrias com programações industriais gigantescas, enormes áreas queimadas, queda na produtividade, viveiros de produção de mudas paralisando atividades, plantios em baixa, silvicultura do custo mínimo, áreas exploradas e sem cuidados com o manejo da brotação, áreas florestais substituídas por agricultura, florestas abandonadas, etc. A soma dessa mistura deveria assustar!

E alguém mais vivido fala: “ em que momento vamos ter um sinal de alerta para mudar essa situação? ”. E a resposta também não traz nenhuma surpresa: “ é só a primeira fábrica dar uma derrapada no abastecimento e acabou o sossego”! E aí vem a correria e o desespero geral!

Fica para reflexão dos que “acham” que tem madeira e principalmente aos que nem se preocupam em achar alguma coisa, mas sabem que sempre irão precisar de madeira!
E só lembrar que em silvicultura nada é imediato. Até as correções, mesmo que em desespero, demandarão longo prazo!

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – gestão e serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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AS LIVES QUE INFORMAM E PROVOCAM REFLEXÃO!

Nesse mundo de lives muitas questões estão sendo apresentadas e possibilitando uma visão mais detalhada da realidade da silvicultura brasileira.Gente nova e competente mostrando “a cara” e dando sugestões e muitas questões interessantes sendo discutidas. Há lives sobre tudo! É só selecionar!

Recentemente, de algumas lives informativas e que provocam reflexão, ouvimos considerações importantes, que nos pareceram estratégicas para a silvicultura brasileira!

Destacaríamos para reflexão:
1-As secas prolongadas, o fogo e os impactos na produtividade e estoques de madeira! Que medidas devem ser adotadas?
2- A silvicultura será a mesma para os próximos 50 anos?
3- Como manejar as florestas plantadas para que se consiga agregar mais valores ambientais e sociais?
4- Produção de água de qualidade não seria um produto estratégico oferecido pelas florestas plantadas e que mereceria manejo e destaque especial dos silvicultores?
5- Será que o corte raso em grandes extensões contínuas não mereceria uma revisão como alternativa para proteção florestal e diminuição dos impactos na fauna que se abriga nessas áreas?
6- Será que todos esses aspectos somados não vão exigir, de fato, mais áreas plantadas?

Fiquemos por aqui! Compartilhamos e submetemos à apreciação de nossos amigos da Comunidade para comentários e sugestões!!!

Fica a pergunta, caso se justifiquem essas considerações: a quem caberia puxar essas discussões?

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – gestão e serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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O FOGO E A SOLIDARIEDADE EMPRESARIAL

A seca prolongada e o fogo na sequência estão causando impactos significativos nos estoques de madeira. Juntando as perdas dos vários locais afetados, talvez possa se falar numa perda total em torno de 20.000 ha. As empresas dessas regiões estão passando por uma experiência preocupante! Tem sido de uma dificuldade indescritível a luta contra o fogo. Há, no entanto, pontos importantes a serem destacados para servir de orientação a todos que trabalham com florestas plantadas!

O fogo não escolhe floresta para queimar. E o comodismo só atrapalha! Florestas com cobertura de seguro viram cinzas e servem para expandir as queimadas. E nem cabe comentar a desatenção de empresas, sem sistema de proteção, sem mão-de-obra preparada e sem equipamentos de combate! É mais que uma irresponsabilidade. São salvas pela solidariedade dos vizinhos, mas pouco fazem para se salvarem.

Há de se louvar a disposição dos que se juntam para uma verdadeira guerra! A soma de esforços tem mostrado posturas exemplares quanto à solidariedade. Uns com mais, outros com menos, mas muitos se juntam nesses momentos de dificuldades!
A silvicultura só ganharia se a postura “de todos por todos “ se tornasse o “mantra” na defesa do patrimônio florestal nas várias regiões brasileiras! Lições de solidariedade merecem os mais respeitosos elogios e com certeza, vão obrigar todos a se preocuparem e ”bem “ com a proteção florestal.

Há de se destacar, acima de tudo, o valor e a dedicação dos que enfrentam o fogo como defendem suas próprias vidas!! Os nossos mais respeitosos cumprimentos pelo incansável esforço desse pessoal que mantem acesa a chama da solidariedade entre as empresas e seus colaboradores! E um destaque especial a colaboração dos terceiros, na grande maioria contratados para fazer silvicultura e que se transformam em verdadeiros salvadores do patrimônio florestal. Uma lição de comprometimento e solidariedade!

Que todos estejam preparados para proteger seu patrimônio e sempre à disposição para colaborar na defesa do patrimônio vizinho. E que essa integração de força e de exemplar solidariedade seja mais um importante marco da silvicultura brasileira e um forte alento para que as empresas estejam sempre preparadas com pessoal treinado e equipamentos adequados para proteção das florestas.

De todos e por todos!

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – gestão e serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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AS ENCRENCAS DO CLIMA E OS DESAFIOS DA SILVICULTURA

Já estamos a nos acostumar com as variações climáticas, que estão se tornando mais frequentes e severas! Altas temperaturas e baixa umidade, fogo para todo canto, seca prolongada e muitas florestas secando são encrencas que engordam os desafios a serem enfrentados pela silvicultura!

Parece, que esse quadro já não é surpresa para grande parte dos silvicultores! Resta, no entanto, algumas perguntas a serem respondidas: E os impactos dessas variações na produtividade? E nos estoques de madeira? E o que pode ser feito para minimizar os impactos?

Mas ainda há os que acham que são fenômenos cíclicos, e que não há necessidade de tanta preocupação! Em 2015, a mesma novela das secas prolongadas deixou marcas profunda nas novas fronteiras, especialmente no Tocantins, além do oeste baiano, norte de Minas, regiões do Maranhão e Piauí – alguns grandes empreendimentos deram marcha ré e não engataram mais…. E o mais doloroso ainda, é que nas regiões de silvicultura tradicional há informações de que a produtividade foi impactada de forma significativa. Vieram as chuvas e vida que segue….

Nos anos seguintes muitas repetições das adversidades, mas nenhum sufoco tão marcante. Só ficou e cresceu a preocupação aos silvicultores que plantam, aos silvicultores que pesquisam, e aos investidores que acreditam na silvicultura!

Em 2020, além da covid, muita coisa se repetiu – estiagem prolongada, o fogo na sequência e muitas florestas impactadas e secando…. Será que tais alertas não são suficientes para que os que acreditam nas pesquisas, os que precisam plantar e os investidores que apostam na silvicultura repensem e renovem seus esforços nas pesquisas florestais?

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – gestão e serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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A MAGIA DE UM EMPURRÃO DO GOVERNO!

Quando se fala do papel do Governo e da necessidade de políticas públicas, muita gente ”faz biquinho” e surgem comentários irônicos: “ não meta o Governo nesse negócio para não atrapalhar ” – “ não precisamos do Governo, e quanto mais longe melhor” – e por aí vai… Essas” boas-vindas” à participação do Governo no dia-a-dia das atividades, já não causam nenhuma estranheza. E no setor florestal a coisa não é diferente!
 
Quando se observa a complexa estrutura institucional do setor florestal e a necessidade de políticas públicas para viabilizar as oportunidades, comumente, apresentadas por profissionais do setor, geralmente essa sensação aparece, apesar de algumas controvérsias! Para uns o governo é de fundamental importância – desse lado ficam os segmentos que precisam se organizar e necessitam de algum empurrão para que as oportunidades se viabilizem! As necessidades se evidenciam, mas os negócios não saem do lugar! Para outros, o governo não ajuda em nada! É dispensável e o melhor a fazer é não se meter no dia-a-dia. Desse lado ficam os independentes. Um chorinho daqui e dali, mas nada além de ajudas rotineiras – são os produtores de soja, de algodão, de milho e outras commodities. Com pernas próprias administram suas necessidades.
 
No setor florestal temos o segmento de florestas plantadas, como exemplo dessa situação de independência e vida própria. Para muitos, quanto mais distante do Governo, melhor! Uma ou outra encrenca e sem muita dificuldade o assunto é resolvido. Com inegáveis méritos, dosa, adequadamente, conhecimento, competência e organização! Mas é bom não esquecer que florestas plantadas, um exemplo de sucesso e de total independência, é fruto de política pública bancada pelo Governo, sob muitas críticas e graças à insistente visão e esforço de brilhantes profissionais e empreendedores, que, lá atrás, sentiram a falta de madeira para promover o desenvolvimento de segmentos industrias estratégicos para o país! Lá se vão mais de 50 anos, e como foi mágico o empurrão do Governo, através dos incentivos fiscais, naquela época! Realmente, o tempo passa e a memória encolhe.
 
Nos dias atuais, muita gente que nunca ouviu falar nada a respeito dos concorridos e cobiçados incentivos fiscais, dá de ombros e com o narizinho em pé, tasca: ”não meta o Governo nessas discussões que só vai atrapalhar!”.
 
O segmento de florestas plantadas era da mesma família e morava na mesma casa, juntamente com os outros segmentos do setor – a casa das florestas, o antigo IBDF – tudo no mesmo endereço! Foi só um empurrão do Governo, em um dos segmentos da casa, e deu no que deu! Cresceu, e se tornou independente. E com os impostos gerados já devolveu ao Governo, muitas vezes o que recebeu de incentivo. Agora, rico e admirado, não quer nem ouvir falar dessas histórias do passado!
 
Tudo bem, que não queira nem lembrar do passado, mas que poderia dar uma mãozinha para ajudar seus familiares, disso ninguém duvida. E, essa mãozinha, com certeza, seria muito bem-vinda! E o mais importante é que não faltam oportunidades, apontadas daqui e dali e que podem depender, muitas vezes, só de um empurrãozinho do Governo para pegar embalo!
 
Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – gestão e serviços florestais – nbleite@uol.com.br
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AS GRANDES EMPRESAS E A EXCELÊNCIA DA SILVICULTURA BRASILEIRA

A Comunidade de Silvicultura estará apresentando as empresas que levaram a silvicultura brasileira aos níveis de excelência! Resultado do profissionalismo e valorização da tecnologia e dos aspectos sociais e ambientais em todos os procedimentos operacionais. Temos a satisfação de iniciar essas apresentações com a Klabin- uma empresa centenária e exemplar! Os nossos cumprimentos ao Diretor Florestal Eng. José Totti e toda sua equipe de competentes colaboradores. Temos a maior satisfação em compartilhar com nossos amigos da Comunidade algumas informações da empresa!
 
KLABIN – MODELO DE INTEGRAÇÃO TECNOLÓGICA, ECONÔMICA, SOCIAL E AMBIENTAL
 
A Klabin é uma empresa de 121 anos que mantém uma história pautada pelo seu compromisso com o desenvolvimento sustentável.
 
Pioneira no manejo florestal em forma de mosaico, a Companhia é referência mundial nesse sistema que mescla florestas nativas conservadas com florestas plantadas. Essa prática colabora com a conservação da biodiversidade por meio dos corredores ecológicos, que favorecem a circulação de centenas de espécies de animais silvestres. Já são mais de 844 espécies de fauna e 1.889 espécies da flora identificadas em nossas florestas. Nossa base florestal contempla 258 mil ha de florestas plantadas de pínus e eucalipto – com uma média de 90 árvores plantadas a cada minuto! e 240 mil ha de florestas nativas conservadas nos estados do Paraná, Santa Catarina e São Paulo.
 
Nossas florestas apresentam um dos maiores índices de produtividade do mundo e estão localizadas num raio médio de 71km, o que confere grande competitividade às operações.
 
A Klabin possui certificações que asseguram a origem da nossa matéria-prima, como a Forest Stewardship Council® – FSC® e Cerflor.
 
Mesmo sendo uma empresa centenária, a Klabin mantém o pioneirismo que a tornou uma gigante do setor. A Companhia segue investindo em sistemas e tecnologias visando aumentar a eficiência do negócio. Há de se destacar os Centros de Tecnologia, Florestal e Industrial, onde são integrados os programas de pesquisas e desenvolvimentos. Um exemplo é a linha da Qualidade da Madeira, em que se busca de forma integrada a maior produtividade em volume de madeira e fibras por hectare, com maior rendimento industrial e, principalmente, melhor qualidade do produto final, resultando em embalagens mais sustentáveis e com melhor desempenho.
 
Apenas em 2020, a Companhia implementou duas tecnologias pioneiras no país; – o primeiro caminhão autocarregável das Américas com tecnologia sueca adaptada à realidade das nossas florestas. O veículo é equipado com um braço mecânico, com diversas câmeras e sensores, que transmitem informações ao operador na cabine do caminhão; e a implementação do primeiro caminhão dobrável do Brasil com tecnologia trazida da Austrália com adaptações que atendem às necessidades específicas da operação florestal da Klabin.
 
Foi em 2020 também que a Klabin obteve liberação para utilização de drones em longa distância, sendo a primeira empresa do setor de papel e celulose a conquistar o aval para a operação.
 
É premissa da Política de Sustentabilidade da Klabin promover o desenvolvimento local das comunidades onde está inserida. Dessa forma, a Companhia implementa diversos programas – Programa de Fomento Florestal, que insere pequenos agricultores na cadeia produtiva do setor de árvores plantadas e os apoia na produção de madeira para fins industriais; Programa Matas Sociais – Planejando Propriedades Sustentáveis, que auxilia pequenos produtores rurais no planejamento sustentável e na diversificação do uso da propriedade, incentiva a agricultura familiar, a permanência no campo, o desenvolvimento da cadeia de produção e o empreendedorismo; e o Programa Matas Legais, que promove ações de planejamento da propriedade rural, conservação, educação ambiental e fomento florestal, orientando pequenos e médios proprietários para atuar de forma mais eficiente, rentável e ecológica.
 
Desde 2014, a Klabin integra o Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE), da B3, e é signatária do Pacto Global da ONU e do Pacto Nacional para Erradicação do Trabalho Escravo, buscando fornecedores e parceiros de negócio que sigam os mesmos valores de ética, transparência e respeito aos princípios de sustentabilidade. Essa gestão orientada para o Desenvolvimento Sustentável é uma das principais premissas para a consolidação da Companhia como a maior produtora e exportadora de papéis para embalagens do Brasil, única do país a oferecer ao mercado uma solução em celuloses de fibra curta, fibra longa e fluff, e líder nos mercados de embalagens de papelão ondulado e sacos industriais.
 
Nossos cumprimentos e agradecimentos – reiteramos nossos cumprimentos e agradecimentos ao Eng. José Totti – Diretor Florestal da Klabin e toda sua equipe operacional pelo brilhante trabalho que vem sendo desenvolvido e aos colaboradores do setor de Comunicação da Klabin pela elaboração do texto apresentado.
 
Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – gestão e serviços florestais – nbleite@uol.com.br
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A COVID, AS LIVES E AS INDEFINIÇÕES INSTITUCIONAIS

A covid mudou a nossa vida! Novos costumes, novas formas de trabalho e a comunicação nem se fala… Estamos no mundo das lives com novidades e muita gente nova em ação! E os mais diversos assuntos estão sendo abordados, discutidos e concluídos. Mas nem sempre sem deixar dúvidas e divergências estratégicas. E aquela integração de empresas, pesquisadores, problemas e soluções parece que, realmente, faz parte do passado. Acima de tudo, vale o “compliance”, quase sinônimo de uma mistura cordial de competição e de “amigos, amigos, mas negócios a parte”.
 
E quanta gente boa mostrando a cara e novas lideranças se destacando. Muito bom para o setor, que cresce e precisa de força e renovação! Mas nessa movimentação e novidades fica a intrigante sensação de que está faltando alguma coisa para definir com mais clareza o universo do setor! Ao colocarmos essa sensação, numa prosa entre amigos, depois de algumas conversas de um lado e de outro, parece que ficamos bem perto de uma explicação: não temos identidade institucional! Há inúmeras instituições cuidando de diversos aspectos e com vinculações diferentes! Um emaranhado institucional que dificulta, sobremaneira, a formulação de políticas públicas para o setor florestal.
 
Dessa maneira, vamos continuar dando “pique no lugar” pois não sabemos o rumo a tomar! Só alguns exemplos curiosos – o Serviço Florestal vinculado ao Ministério da Agricultura toma conta das concessões florestais, mas quem tem o poder de concessão é o Ministério do Meio Ambiente! – florestas plantadas para processos industriais está no Ministério da Agricultura, mas se o produtor estiver interessado em plantios de nativas para recuperação de suas reservas ou áreas degradadas, daí o assunto é lá no Ministério do Meio Ambiente. E os cruzamentos e “bolas nas costas” envolvem interessados nos mais diversos segmentos do setor florestal.
 
É uma discussão, que se arrasta há anos. Há de se somar o conhecimento das universidades, a disposição das lideranças empresariais, pesquisadores, gente do governo, consultores, produtores de todo o tamanho, ambientalistas, agentes de comunicação, enfim…. todas as diferentes cadeias de produção, de proteção, de comercialização, etc. e definir as bases estruturais e institucionais do setor! Essa integração e sinergismo, respeitando-se as características de cada segmento, irá agigantar o setor e mostrar quem somos, o que somos e como deveremos ser no futuro, tão presente!
 
Nenhum segmento vai perder ou sacrificar sua independência e o setor vai ser enriquecido. Mas essa discussão precisa ser feita e as decisões governamentais são imprescindíveis para que ,de fato, sejamos protagonistas no universo florestal internacional!
 
Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – gestão e serviços florestais – nbleite@uol.com.br
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