SALVE, SALVE! AS NOVIDADES DA SILVICULTURA!

Recentemente já se pode destacar sinais de boas novidades no cenário da silvicultura brasileira! E sinais animadores, que podem mudar o que se faz e o que se espera de nossa silvicultura!

Sem rodeios, vamos aos fatos: a corrida por madeira já começou e o preço já subiu – 50,60 reais o metro cúbico em pé; já não é novidade e sempre foi a grande alavanca do setor: o fomento está tomando vida com novos formatos em importantes empresas – é importante a contribuição da silvicultura para geração de empregos e a melhor alternativa empresarial para boa convivência com comunidades vizinhas. Já temos uma Lei para pagamentos de serviços ambientais e que pode impulsionar a silvicultura de nativas. Aqui há necessidade de acertos e da colaboração de mais silvicultores, além dos poucos e ilustres profissionais que trabalharam no anonimato e conseguiram a tal Lei!

Na verdade a lista é maior, mas entendemos que os sinais apresentados são suficientes para mudanças no cenário sem vida e sem esperança de alguns longos anos passados!

Alguém pode lembrar e perguntar de uma lista de prioridades que tínhamos preparado e não conseguimos apresentar à Ministra! Daquilo, nada! Tudo está como esteve por muitos anos – a curto prazo, com certeza, ouviremos os berros! Continuamos frágeis, procurando identidade e sem endereço institucional; os problemas de pragas e doenças só crescem, nada de novidades nos programas de melhoramento genético, nada de avanços das pesquisas às novas fronteiras, enfim: continua tudo como sempre esteve há alguns anos!

Salve, salve os sinais positivos apresentados e que se tornem realidade! Por enquanto, é o que há! Sem musculatura institucional, qualquer mexida que se pretenda reivindicar é como enxugar gelo!

Só não podemos jogar a toalha!

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – gestão e serviços florestais – nbleite@uol.com

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A SILVICULTURA E A SUSTENTABILIDADE SEM CONVERSA MOLE!

A sustentabilidade tem sido a palavra mais utilizada nos últimos tempos, quando o assunto é silvicultura. Qualquer discurso que trate de florestas plantadas sempre termina com um sonoro- “ é a sustentabilidade da silvicultura brasileira”. Fora os homens dos discursos, qualquer profissional do setor sabe que essa “conversa mole” não cola! Há anos, os produtores de madeira, principalmente os pequenos e médios sofrem, não conseguem pagar suas contas e não querem nem ouvir falar em plantar eucalipto ou pinus. Muitos já entregaram suas florestas a preço de banana e se transformaram em inimigos da silvicultura.

Mas os discursos continuam e criam-se programas disso ou daquilo, tudo para endeusar a abstrata sustentabilidade, e nada para melhorar as condições dos negócios concretos de madeira dos produtores! Ainda somos os campeões do metro cúbico, mas longe de podermos dizer que todos que trabalham com produção de madeira são sustentáveis. Na verdade, alguns sabem ser, pois com madeira a valores variando de 20 a R$ 50,00 o metro cúbico em pé, com certeza, há gente satisfeita, que soube jogar e se saiu bem! Mas a grande maioria de pequenos e médios produtores, encontra-se quebrada! O estranho é que nada disso é segredo e nem causa surpresa a ninguém. E o pior ainda, é que grandes consumidores, que sempre vão depender da madeira, sabem de tudo e não mudam uma palha para modificar a situação.

É o mercado e boa! Portanto, falar de silvicultura brasileira sustentável só cola para quem não conhece nada do setor! No entanto, mais recentemente, estão surgindo sinais animadores! Os produtores quebrados estão eliminando suas florestas e os estoques desaparecendo. Fim de feira, e a madeira a preço de banana está sumindo! Em algumas regiões o valor já dobrou e já se fala em até R$50,00 o metro cúbico!Com certeza, por mais algum tempo, ainda teremos caminhões perambulando a milhares de quilômetros de centros industriais, antes que a teimosia se dobre diante da nova realidade.E que fique a grande lição desses amargos tempos – a silvicultura só é sustentável, quando a madeira tem preços justos, o resto é conversa mole!

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – gestão e serviços florestais – nbleite@uol.com

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MINISTRO ALYSON PAULINELLI À NOBEL DA PAZ? QUE HONRA!

O ex-Ministro Alysson Paulinelli da Agricultura está sendo, merecidamente, indicado para o Prêmio Nobel da Paz de 2020! Sua contribuição à agricultura brasileira foi de grandeza imensurável. Há de se registrar também sua excelente contribuição dada às atividades de reflorestamento!

Vivia-se período importante da política de incentivos fiscais, iniciada em 1966/67. De 1974 – 1979, o Brasil, sob a coordenação do Departamento de Reflorestamento do IBDF, sob a Presidência de Paulo Berutti, vinculado ao Ministro Alysson Paulinelli reflorestou cerca de 2.000.000 ha.

O grande mérito, no entanto, não foi a quantidade plantada, mas as modificações promovidas nos procedimentos de implementação da política de incentivo fiscal!

No início da gestão do Ministro, o reflorestamento sofria os primeiros e agressivos ataques de toda ordem. Muito dinheiro, quase que de graça, gerando polêmicas e flagrantes abusos de todo tipo! Era o maior incentivo governamental da época, mas faltavam informações técnicas para milhares de empresas metidas numa louca competição pelos recursos. O grande esforço das entidades representativas e os trabalhos das boas empresas à época eram insuficientes para dar crédito e sustentação à continuidade dos incentivos! No entanto, por volta de 1975/76 inúmeras alterações foram colocadas em prática!

Numa manhã, bem cedinho, em companhia do Dr. Paulo Berutti, estivemos na residência do Ministro para um café da manhã. O Dr. Paulo Berutti havia nos convidado para dirigir o Departamento de Reflorestamento, em meio às polêmicas decisões a serem tomadas sobre as concorridas cartas- consultas daquele ano! Numa calmaria, regada a café com bolo de fubá, tivemos a satisfação de ouvir de Paulo Berutti e Alisson Paulinelli – “ Ministro, esse moço, Nelson Barboza Leite, é lá da ESALQ-Piracicaba, da turma do Professor Helládio. E vai assumir a Direção do Departamento de Reflorestamento, hoje à tarde! Do Ministro, em seguida, ouvimos- “ Seja bem-vindo e faça tudo que achar necessário para darmos seriedade e credibilidade aos programas de reflorestamento”. E continuou – “ precisamos dar uma chacoalhada nesses projetos e fazer com que o reflorestamento seja um sucesso. Isso há de ser o início de grandes programas industriais à base de florestas plantadas! E concluiu – “ conte sempre com o nosso irrestrito apoio para tomar todas as providências necessárias”!

Foram quase três anos de trabalho, e o apoio prometido nunca faltou, além da extraordinária colaboração de companheiros do IBDF, das boas empresas, entidades representativas e instituições de pesquisa! Essa colaboração conjunta foi a chave para que as providências adotadas dessem ótimos resultados!

Só nos primeiros 50 dias, já tínhamos cancelado mais de 1000 empresas com significativos atrasos em seus programas de plantio – eram mais de 2500 em atuação! Logo em seguida, tornamos obrigatório o uso de sementes melhoradas, a utilização de adubação nas florestas e, acima de tudo, a responsabilidade e presença técnica de profissionais no dia-a-dia das empresas!

Foi um mundo de boas experiências e de muito trabalho. E só nos cabe gratidão e reconhecimento pelo apoio e a confiança do saudoso Dr. Paulo Berutti e do Ministro Alisson Paulinelli, nosso candidato ao merecido Prêmio Nobel da Paz de 2020.

Que venha o merecido prêmio ao nosso Ministro Paulinelli, com os cumprimentos da Comunidade de Silvicultura!

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – gestão e serviços florestais – nbleite@uol.com

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EUCALIPTO DE 300, DE 200 E RAZÕES PARA REFLEXÃO!

Há anos atrás, os experientes compradores de madeira só olhavam no eucalipto e diziam: “com certeza, se tiver sete anos de idade deve ter perto de 300 metros cúbicos por hectare”. E por muito tempo, grandes negócios eram fechados apenas com essa olhada geral na floresta – as diferenças, normalmente, se acertavam no fechamento das contas. Nos dias atuais, e com as ferramentas disponíveis, as avaliações são bem próximas da realidade e os antigos compradores de madeira foram esquecidos. Certa vez, indagamos um conhecido comprador de madeira sobre as referências usadas para chutar com tanta precisão. E a resposta foi imediata: “É bem simples, é só prestar atenção na cor do solo, da floresta e na quantidade de mato e luz dentro do talhão. Tudo bem verdinho, sem mato e sem luz e num solo vermelho, pode apostar que dá perto de 300! Luz para todo lado, solo branco e mato, pode apostar que não chega a 200!”.

Essa história nos veio à lembrança, ao avaliar as florestas que fomos encontrando durante uma longa viagem de mais de 1200km para os lados de Brasília. Vimos de tudo! Florestas de eucalipto de todo tamanho, em idades diferentes e com as mais diversas características! Em resumo, pudemos observar: eucalipto do começo ao fim do trajeto – indiscutivelmente, quer gostem, quer não gostem, é plantado em todo lugar! Poucos plantios novos e muitas florestas em segunda rotação – parte mal conduzidas, algumas abandonadas e muitas com boa produtividade; florestas bem verdinhas e sem muita luz também foram vistas, mas longe de ser a maioria; muitas florestas de verde pálido, com aparência de desnutrição, sinais de árvores secas e presença de pragas – essa visão é bem comum; algumas áreas sendo destocadas para dar lugar à agricultura, que bomba, se esparrama para todo canto mecanizável e parece querer expulsar a silvicultura – florestas desvalorizadas, com certeza, vão perder espaço – e, curiosamente, enormes carretas com madeira descascada tão distantes de centros industriais… paremos por aqui! Tudo pode ser visto nas proximidades das estradas. É só prestar um pouquinho de atenção! E se olhar, querendo ver, vai enxergar mais detalhes!

Preocupa a quantidade de problemas corriqueiros que se somam em prejuízo das florestas. Realmente, com muita propriedade, já dizia nosso mestre Dr. Helladio: “Se quiser conhecer a situação da silvicultura vá para o campo”.Ficam os registros para reflexão dos silvicultores interessados!

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – gestão e serviços florestais – nbleite@uol.com

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A SILVICULTURA E A IMPORTÂNCIA DA PESQUISA DE TODOS PARA TODOS!

A silvicultura brasileira se tornou um sucesso graças às pesquisas desenvolvidas, no momento certo, pelas instituições de pesquisas e empresas, e a divulgação das informações de todos para todos. A pesquisa mostrava os resultados, apontava a direção e o silvicultor, lá no campo, corria para agregar os avanços tecnológicos aos plantios. Dezenas de novidades se somaram para aumentar a produtividade. E tudo, sempre num ambiente de respeito e colaboração, sob a liderança de ilustres pesquisadores e empresas de vanguarda. Foi o período áureo da silvicultura, com compartilhamento pleno de tudo e sem nenhuma restrição. Reuniões do IPEF, SIF e outras instituições eram verdadeiras feiras de novidades e troca de experiências. Todos ganhavam!

A pesquisa abria espaço, continuamente, para melhoramentos operacionais! E assim se consolidou a fertilização das florestas, o uso de sementes melhoradas, a produção de clones, espaçamentos mais equilibrados, mais precisão nos tratos culturais e, por aí, problemas e soluções evoluíram num sincronismo perfeito. E nada de segredos ou confidencialidades! A qualquer dificuldade, juntavam-se pesquisadores das várias instituições e, em pouco tempo, surgiam as soluções a serem adotadas. Para muitos foi esse sincronismo entre problemas do dia-a-dia e a pronta resposta das pesquisas, a grande alavanca para se promover o salto na produtividade de nossas florestas! Esse processo consolidou as referências básicas de um pacote tecnológico de sucesso que deu a impressão para muitos de que todos os problemas já estavam resolvidos! E assim, à exceção de melhorias específicas, dessa ou daquela empresa, formou-se o grande patrimônio florestal existente.

Ao longo do tempo, as pesquisas tiveram continuidade, com mais foco em detalhes específicos e ligadas aos interesses e competência das diferentes empresas. Aquela corrida conjunta para construção do setor perdia a intensidade e o sincronismo entre problemas, pesquisas e soluções foi se esvaecendo. Continua valendo o esforço e a capacidade das instituições de pesquisas e das empresas na procura de novos avanços científicos , mas aquela filosofia do esforço conjunto e compartilhado para o bem da silvicultura de todos ficou para a história. Perdeu espaço para uma silenciosa e progressiva competição, sob o manto protetor do educado e diplomático compliance!

Novos tempos, com mais planilhas, arzinho fresco, mais reservas e independência e menos barro!

Tomara que essa nova postura tenha força suficiente para resolver os problemas que estão batendo à porta, afetando a produtividade de todos e que, indubitavelmente, irão exigir rapidez nas soluções e, acima de tudo, um grande esforço de todos para manter a sustentabilidade do setor!

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – gestão e serviços florestais – nbleite@uol.com

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A SILVICULTURA E A ENCRENCA BATENDO NA PORTA

De tempos em tempos surgiam novidades na silvicultura brasileira. Há muito tempo, nada de novo quanto aos procedimentos silviculturais. No entanto, o mundo digital avança em controles, planejamento, inventário, automação disso ou daquilo e sobre máquinas e equipamentos sofisticados para colheita. Trouxeram a floresta para dentro do escritório em ambiente com água fresca e sem barro! E a colheita, até assusta! Uma tremenda operação de guerra bem sincronizada. Um verdadeiro show de arrojo e competência! Na verdade, esse negócio de planejar, observar, avaliar, entender a floresta e colher a madeira está lá na frente. Nesses aspectos a evolução foi gigantesca e de encher os olhos!

Há, no entanto, uma tremenda encrenca batendo em nossa porta de manhã, à tarde e à noite! Vamos aos fatos: Nos últimos 5 anos, tem aumentado muito a ocorrência de pragas e doenças em todas as regiões. E cada vez mais vorazes! Só isso já seria o suficiente para tirar o sono de muita gente. Até porque uns cuidam bem, outros mais ou menos e alguns não fazem nada e não estão preocupados com os problemas causados! Junta-se a isso o prolongamento de períodos secos em locais, até então, nunca afetados por tais injúrias climáticas. E para mais complexo da equação cresce o interesse por novas áreas sem informações seguras e com os mesmos materiais genéticos – ou quase os mesmos!

A grande encrenca é que esse rico patrimônio florestal sustenta um parque industrial de incalculável valor e de importância econômica, social, ambiental e estratégica para o desenvolvimento de inúmeras regiões do Brasil! Manter a sustentabilidade dessas indústrias é quase que um problema de “segurança nacional”!

Mas há riscos? Se houver medidas preventivas e darmos prioridade aos programas de pesquisas que sumiram, com certeza, os impactos serão mitigados e nos manteremos firmes e fortes e a festa continua! Mas se prevalecer só a cabeça matemática, achando que os estoques de madeira são inesgotáveis e continuarmos guiados por planilhas para otimizar intervenções, a encrenca vai crescer, se fortalecer e criar danos irreparáveis! Uma encrenca louca e incontrolável. Um fim de festa preocupante!

Com a palavra o pessoal da biologia – que sejam valorizados e venham com disposição e criatividade. E o pessoal da matemática que se prepare para dar apoio e não deixar de se preocupar com a luzinha vermelha, que acende a qualquer hora, quando falta madeira. Por enquanto, o barulho na porta parece não assustar, pois continua uma falsa sensação de que sobra madeira e que Deus é brasileiro!

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – gestão e serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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A SILVICULTURA NA DIREÇÃO DO EXTRATIVISMO!

Na cidade de São Paulo, dentre outros grandes centros, ainda se encontram, com facilidade, os pequenos fornecedores de madeira para padarias, pizzarias e pequenas indústrias. Não há dados confiáveis a respeito dos quantitativos, mas há sinais de que esse consumo é bastante expressivo!

Há alguns dias, num posto de estrada, tivemos oportunidade de prosear com um transportador de madeira, o Seu Benedito. Estava acompanhado do filho, que tinha ajudado no carregamento da madeira. Essa rotina da família, segundo eles, já vem de muitos anos!

E foi do Seu Benedito, mais falante, que ouvimos: “ antes, esse negócio era muito melhor! A gente trabalhava até com lenha extraída de mata nativa, que só custava para cortar e tirar do mato. Assim valia a pena! Hoje temos que comprar a madeira e pelo preço que entregamos, só dá para pagar a comida de cada dia!” E foi o mesmo Seu Benedito, quem falou: “ até tenho um pouco de floresta, mas se tiver que pagar para cortar e empilhar a madeira para depois transportar, o que ganho só cobre o frete, e quase mais nada! E se tiver que comprar a madeira não dá nem para o arroz e feijão de cada dia !” E, mais triste ainda, foi o complemento- “o que está salvando é que há muita gente vendendo floresta a preço de banana, e alguns até pagando para acabar com a floresta. Fica parecendo a época, em que pegávamos madeira da mata nativa, há mais de 30 anos atrás. Só assim conseguimos uns trocos a mais”!

Essa situação, que viabiliza o trabalho do Seu Benedito e garante o fornecimento de madeira para substituir óleo ou energia, aparentemente, tende a sofrer sérias dificuldades para se sustentar, além de comprometer a silvicultura como alternativa de renda para o pequeno e médio produtor rural.

Esses produtores, estão se livrando de suas florestas e não querem nem ouvir falar em formar floresta! Estão vendendo a madeira a preço de banana ou dando de graça para se livrar da floresta. E assim, transforma a silvicultura de pouca ou de muita tecnologia em autêntico extrativismo!

Essa é uma realidade que assusta e preocupa quem planta e quem trabalha com madeira, mas, acima de tudo, deveria preocupar, e muito, quem sempre vai depender de madeira.

Aos que duvidam, segue a receita: pare um caminhãozinho na estrada, carregado de madeira de metrinho e provoque uma prosa! Sem muito esforço, vai ouvir um punhado de histórias sobre as florestas do pequeno produtor, os apertos para vender a madeira e as oportunidades que estão surgindo para ganhar madeira em troca da limpeza das áreas florestais, dos que estão desistindo da silvicultura!

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – gestão e serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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A SUSTENTABILIDADE DE NOSSA SILVICULTURA! CARA PÁLIDA, SERÁ?

Há poucos dias, tivemos oportunidade de assistir a tese de doutorado do Eng. Florestal Marcelo Langer apresentando e defendendo o uso de indicadores para medir a sustentabilidade de empreendimentos florestais! Mesmo diante de uma banca bem rigorosa, com apertos de todo lado, ficou a impressão de uma brilhante defesa e de que, com os devidos acertos e sugestões dos especialistas da bancada, logo teremos indicadores com mais matemática para medir objetivamente a sustentabilidade de empreendimentos silviculturais.

Não que falte, no momento, mecanismos para avaliar a situação econômica, social e ambiental dos empreendimentos ou empresas florestais! A certificação florestal, entre os vários processos de avaliação, contribuiu e muito para que as variáveis econômicas, sociais e ambientais fossem agregadas de forma integrada aos procedimentos operacionais. E a silvicultura evoluiu muito!

Mas quando se fala em sustentabilidade e se misturam as avaliações existentes fica a impressão de que falta alguma coisa para mostrar com mais objetividade essa “tal de sustentabilidade”! Enquanto não existe medida, o discurso segue livre e solto, daqui e dali. E a sustentabilidade, sem régua e meio abstrata, reina! E não precisa ser nenhum especialista para perceber que existe algumas controvérsias nessas pregações otimistas!

Vamos aos berros e evidências flagrantes e incontestáveis -viveiros paralisando as produções por falta de interessados ou inviabilidade financeira pelas mudas a preço irrisório e insuficiente para pagar as contas; os diversos colaboradores diretos e indiretos que representam mais de 70% da mão-de-obra de toda a cadeia de serviços operacionais, tirando leite de pedra, fazendo mágica e buraco na conta bancária para sobreviver e respeitar contratos e compromissos; o produtor de madeira pequeno ou grande, alguns ligados a programas de fomento, num braço de ferro danado ou sem celular para não ouvir cobranças do gerente do banco! E a lista de “apertos e sufocos” é grande e tudo pelo sucesso da cadeia produtiva da silvicultura!

Só fechando olhos e ouvidos para não perceber o paradoxo dessa situação, com o discurso lá do final da linha – “o sucesso e contínuo crescimento se deve à sustentabilidade de nossa silvicultura ”! Aqui, vem muito a calhar – Prezado cara pálida, será?

A tempo e a hora – parabéns Dr. Marcelo Langer pelo brilhante e oportuno trabalho. Com certeza, teremos indicadores que permitirão medir, concretamente, os avanços da silvicultura brasileira na direção da sustentabilidade e sua contribuição para o desenvolvimento sustentável do Brasil!

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – gestão e serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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E OS NOSSOS ESTOQUES DE MADEIRA! ESTÃO CORRETOS?

Pode parecer redundância, mas essa pergunta é sempre colocada nas discussões de profissionais que atuam no setor! Numa reunião com executivos florestais, quando esse assunto foi colocado, houve logo uma posição bem objetiva: “ é problema e competência de cada empresa”.

Como não se fala em políticas públicas, de fato, nem caberia discussão, se não houvesse um “punhado” de consequências devido à falta de uma informação precisa sobre os estoques de madeira!

Quando se fala em preço de madeira, a resposta é imediata: “é o mercado”! E muita gente deixa de investir. Quando se discute os programas de plantio, a resposta é bem parecida: “ o mercado está pelas tampas”! E muitos deixam de plantar. Quando se fala em perdas pelo fogo ou pela seca, a resposta muda um pouco, mas fica na mesma direção: “há muita madeira, nem vão sentir”. E os investidores correm do setor! Enfim, a sensação geral é que temos, de fato, madeira sobrando e nenhum sinal que justifique alguma preocupação!

No entanto, alguns ingredientes apimentam um pouco essas discussões! Novas indústrias com programações industriais gigantescas, enormes áreas queimadas, queda na produtividade, viveiros de produção de mudas paralisando atividades, plantios em baixa, silvicultura do custo mínimo, áreas exploradas e sem cuidados com o manejo da brotação, áreas florestais substituídas por agricultura, florestas abandonadas, etc. A soma dessa mistura deveria assustar!

E alguém mais vivido fala: “ em que momento vamos ter um sinal de alerta para mudar essa situação? ”. E a resposta também não traz nenhuma surpresa: “ é só a primeira fábrica dar uma derrapada no abastecimento e acabou o sossego”! E aí vem a correria e o desespero geral!

Fica para reflexão dos que “acham” que tem madeira e principalmente aos que nem se preocupam em achar alguma coisa, mas sabem que sempre irão precisar de madeira!
E só lembrar que em silvicultura nada é imediato. Até as correções, mesmo que em desespero, demandarão longo prazo!

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – gestão e serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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AS LIVES QUE INFORMAM E PROVOCAM REFLEXÃO!

Nesse mundo de lives muitas questões estão sendo apresentadas e possibilitando uma visão mais detalhada da realidade da silvicultura brasileira.Gente nova e competente mostrando “a cara” e dando sugestões e muitas questões interessantes sendo discutidas. Há lives sobre tudo! É só selecionar!

Recentemente, de algumas lives informativas e que provocam reflexão, ouvimos considerações importantes, que nos pareceram estratégicas para a silvicultura brasileira!

Destacaríamos para reflexão:
1-As secas prolongadas, o fogo e os impactos na produtividade e estoques de madeira! Que medidas devem ser adotadas?
2- A silvicultura será a mesma para os próximos 50 anos?
3- Como manejar as florestas plantadas para que se consiga agregar mais valores ambientais e sociais?
4- Produção de água de qualidade não seria um produto estratégico oferecido pelas florestas plantadas e que mereceria manejo e destaque especial dos silvicultores?
5- Será que o corte raso em grandes extensões contínuas não mereceria uma revisão como alternativa para proteção florestal e diminuição dos impactos na fauna que se abriga nessas áreas?
6- Será que todos esses aspectos somados não vão exigir, de fato, mais áreas plantadas?

Fiquemos por aqui! Compartilhamos e submetemos à apreciação de nossos amigos da Comunidade para comentários e sugestões!!!

Fica a pergunta, caso se justifiquem essas considerações: a quem caberia puxar essas discussões?

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – gestão e serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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