FLORESTAS PLANTADAS E MELHORIAS CHEGANDO!

Numa conversa sobre assuntos da silvicultura com profissionais quilometrados, concluiu-se que as dificuldades apresentadas são sinais de novas melhorias! Tivemos a privilegiada autorização de compartilhar com os amigos importantes considerações para reflexão:


1- Sinais provocativos – A falta de madeira, a elevação dos preços, problemas de produtividade – prolongamento das secas, fogo, pragas e doenças –, o abandono das áreas de florestas pós-corte e a insatisfação do pequeno e médio produtor por plantios florestais, são alguns dos fatores que se mostram na contramão do contínuo crescimento industrial. E as prospecções de madeira já estão a longas distâncias – 400/500 km. Sinais muito ruins e que exigirão  mais pesquisas, mudanças operacionais, valorização da madeira, da floresta e do produtor! Enfim, melhorias no que fazer, na forma de fazer e para quem fizer!


2- A importância estratégica – Com tamanho patrimônio industrial à base da madeira de florestas plantadas, e com a exaustão dos salvadores “bolsões de madeira para emergência”, é o momento do “assunto florestal” assumir a pauta de decisões estratégicas dos grandes grupos consumidores. Afinal, a vida das grandes indústrias consumidoras depende da sustentabilidade das florestas!


3- Cuidados preventivos e a cabeça do prego – Há de se registrar a reação oportuna dos que sempre estiveram atentos – adquirindo madeira para garantia de estoques e, especialmente, aumentando seus programas de plantios. No entanto, principalmente, os que necessitarem acelerar seus plantios poderão ter dificuldades a serem enfrentadas – falta de mudas e viveiros se reprogramando, produtores fomentados, ainda duvidando dos novos preços da madeira, prestadores de serviços em estruturação e preocupados com a costumeira situação de “cabeça do prego”, martelado permanentemente, para abaixar o custo de produção da madeira!


4- Mudanças importantes – Nesse ambiente de necessidades e tantas lições, há de se valorizar as mudanças de procedimentos – elevação dos preços da madeira, programas de fomentos que garantam confiabilidade e boa remuneração aos produtores, seleção de prestadores de serviços qualificados e integração das lideranças empresariais para solução de problemas de ordem geral – controle de pragas e doenças, combate a fogo e implementação de serviços socioambientais em comunidades vizinhas.


5- Seguindo bons exemplos – Tudo é possível e sem nenhuma novidade! E o mais importante, temos bons exemplos para serem seguidos. Nossa torcida é para que a “moda pegue”, pois é preciso que ela pegue! E com certeza, estaremos dando passo importante na direção da sustentabilidade de nossa silvicultura!

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – Gestão e Serviços Florestais – nbleite@uol.com.br

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A SECA, A FALTA DE ÁGUA E O PLANTIO DE FLORESTAS!

Passamos por novo momento onde a seca e a falta de água atormentam muita gente. E há muito tempo, se fala da possibilidade e da necessidade de se mitigar tais impactos, extremamente negativos, com plantios de mais árvores. É só andar um pouco, no entorno das bacias que abastecem as grandes regiões e cidades brasileiras e percebe-se a precariedade da vegetação. Parece que toda a sociedade está sensibilizada por tão impactante problema!

São áreas que precisam ser replantadas para proteção das bacias que servem às populações! E o mais interessante é que todos percebem, todos falam a mesma coisa – precisamos proteger essas áreas – mas poucos, ou muito poucos, fazem alguma coisa!

Já tratamos desse tema, anteriormente, e ouvimos muito “não ponham o Governo numa tarefa dessas que não vai sair nada!”, e voltamos a insistir – esses trabalhos de recuperação de tantas áreas degradadas para o bem de todos e para cumprir nossos compromissos internacionais só vão se viabilizar com apoio e efetiva política pública que estimule o plantio de árvores! Quer gostemos ou não gostemos, a participação do Governo é imprescindível para que esse reflorestamento de proteção cresça nas dimensões necessárias!

E mais interessante ainda: com o incentivo fiscal para reflorestamento, há mais de 50 anos atrás, foi possível formar florestas e construir um setor produtivo, competitivo e de projeção internacional – o de florestas plantadas com celulose, chapas de madeira e siderurgia. Um exemplo de sucesso!

Será que nos dias atuais, seguindo o mesmo exemplo, com tanta área sem vegetação, falta de água nas torneiras e até para irrigação, além de alta sensibilidade social, não teríamos condições de criar algo semelhante para proteger nossas bacias hidrográficas?

É um grande desafio da engenharia florestal, mas temos gente competente para pensar, planejar, executar e fiscalizar, e um mundo de pessoas necessitadas! Será que não conseguimos algum mecanismo de incentivo tributário que possa nos ajudar?

Ou falta usar nossas representações institucionais e berrar bem alto para acordar nossos governantes!

🌱Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – Gestão e Serviços Florestais – nbleite@uol.com.br

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O UMBIGO E O DESENVOLVIMENTO DA SILVICULTURA!

Há quem aposte que o grande desenvolvimento técnico da silvicultura brasileira deve muito ao ambiente de integração e colaboração entre as empresas e instituições de pesquisas do setor. Com despreendimento, respeito e sem restrição, as informações eram trocadas sem nenhuma preocupação competitiva. Todos ganharam e o setor virou destaque em nível internacional!

Agora, vivemos novos tempos e as mudanças trouxeram ares de uma velada e disfarçada competição. Dessa forma, os mesmos apostadores acham que o sucesso do passado seria impossível de se viabilizar nos dias atuais. Senão vejamos!

1- Quando se indaga sobre as grandes dificuldades da silvicultura, quase sempre se ouve: “precisamos melhorar nossa base genética”! É uma conversa que se arrasta há anos! Antes, identificava-se a necessidade de se buscar sementes, e sem rodeios – do Brasil para a Austrália – e tínhamos as sementes. Foi num desses arrojos que se deu o salto mais expressivo de nossa produtividade! Solução para todos e sucesso compartilhado!

2- Há uma enorme riqueza de informações científicas nas empresas e instituições de pesquisas, mas continuam problemas de produtividade, que se repetem com roupagem diferente nas diversas regiões. Faltam discussões conjuntas e o compartilhamento da experiência profissional precisa se tornar uma palavra de ordem do “compliance” empresarial!

3- Há informações circunscritas a grupos restritos, de muita competência, mas altamente competitivos e rigorosamente fechados!

4- E as grandes reuniões de campo, onde problemas e inovações bem sucedidas eram apresentadas à apreciação de todos, sumiram! Críticas e sugestões que enriqueciam o setor foram emudecidas. Cada um com seus problemas e atrás de suas soluções. Do e para o vizinho nada!

5- Essa situação, onde cada um cuida só dos seus interesses, parece predominar nesse ambiente competitivo! Desapareceu a preocupação com o fortalecimento e desenvolvimento técnico do setor. Sumiu o espírito colaborativo! Parece que a regra é ‘’cada um que cuide do seu umbigo”!

6- Nem pensar em mudanças nessa cartilha, mas parece inevitável que para resolver certos problemas que afetam a todos, a soma de esforços parece imprescindível! O enriquecimento de nossa base genética é um bom exemplo a ser pensado!

7- O que acham?

8- Estamos vendo a realidade nua e crua, ou estamos assustados com fantasma num mundo de anjos?

9- Se estamos falando da realidade dos dias atuais, fica a sugestão para reflexão dos silvicultores! E a torcida para que se consiga juntar os esforços de excelentes e competentes profissionais, pelo menos para solução de problemas da silvicultura brasileira, que sempre dependerão da colaboração de todos!

🌱Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – Gestão e Serviços Florestais – nbleite@uol.com.br

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É HORA DE SE INVESTIR EM FLORESTAS PLANTADAS?

Quem acompanha o noticiário sobre reuniões, seminários e lives do setor de florestas plantadas tem percebido que os assuntos giram, principalmente, em torno da queda de produtividade das florestas plantadas e da possível falta de madeira em algumas regiões, bem na contramão do aumento de consumo das grandes empresas, do surgimento de novas indústrias e de bilionários investimentos em expansões e otimizações! E a reação na valorização da madeira, ainda tímida, já mostra a “cara”! Estão formados os ingredientes perfeitos para provocar quem tem floresta e quem tem interesse em investir em floresta.

Para os que estão no setor não há tanta novidade, são ciclos conhecidos. Desta vez, o destaque fica para o longo prazo de “vacas magras” e os seus impactos em toda a cadeia de produção!

Nesse ambiente, ainda sem caminhos definidos, surgem os interessados no “bom negócio”. É aí que mora o perigo! Um misto de oportunidades e riscos que precisaria ser devidamente trabalhado para que tivéssemos um jogo em que todos ganhassem e não um jogo em que poucos ganham e muitos perdem!

As grandes empresas consumidoras, com certeza estão bem informadas e são devidamente competentes para se ajustarem por conta dos recursos disponíveis ou pelo aperto nos menos avisados. Sem informações, sem representatividade e zero de políticas públicas, há grande chance de coincidir os que procuram “bons negócios” agora, com os “menos avisados”, lá na frente!

Nesse jogo de adivinhação, há quem aposte em mudanças! Deverão surgir programas de fomento bem estruturados, que vão transformar seus vizinhos em parceiros de todas as horas – e isso poderá até aumentar as áreas plantadas nas regiões com silvicultura de alta tecnologia. De outro lado, há novos interessados que se cercarão dos devidos cuidados e vão se lançar no “bom negócio” com certeza de mercado e preços compensadores! Dessa forma, fomentados respeitados e devidamente remunerados e “novos interessados” conscientes e satisfeitos com o que vai acontecer, lá na frente, há de se imaginar que a silvicultura poderá dar novo salto em seu crescimento. E até que os “novos interessados” estejam devidamente informados, fica a sugestão: se estiver bem localizado, garantia de mercado a preços remuneráveis e se aplicar a boa tecnologia disponível… vá em frente!

🌱Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – Gestão e Serviços Florestais – nbleite@uol.com.br

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O PREÇO DA MADEIRA E A PRODUTIVIDADE

Não há como negar uma estreita ligação entre o preço da madeira e a produtividade. Madeira valorizada implica em mais tecnologia, e mais tecnologia implica em mudas de qualidade, adubação correta, controle de mato-competição na hora biologicamente correta, pragas e doenças sob rigoroso controle, prestador de serviço de cabeça erguida e um forte abraço! É só acompanhar, e a produtividade em níveis elevados acontece!

E se os cuidados de manejo ambiental sustentável forem seguidos, o que inclui o respeito às limitações naturais do meio, o desenho parcimonioso de ocupação dos espaços produtivos da paisagem, tendo como base a microbacia hidrográfica, visando salvaguardar os valores hidrológicos e de diversidade biológica, daí então, estaremos, ainda mais na frente, na direção do conceito de Silvicultura Integrada, preconizada pelos Profs. da ESALQ – Walter de Paula Lima e Silvio Ferraz.

E se estiver bem localizado e com a certeza e segurança de venda da madeira a preços justos, o sucesso econômico estará garantido e ainda poderá contar com mais um punhado de vantagens ambientais das florestas plantadas! Preço justo e compensador faz toda a diferença!

Mas com preços achatados sempre falta algum ingrediente na engrenagem operacional e o resultado final, com certeza, sempre estará prejudicado. E tanto ao pequeno, quanto ao grande produtor sem a sequência operacional alinhada, não há como escapar, a produtividade vai despencar. É só uma questão de tempo! Então, vem a pergunta: o que dá para sacrificar numa situação de restrição orçamentária? E a resposta é simples: em silvicultura não se faz milagres, sem os ingredientes adequados a conta chega! Se faltou um pouco disso ou daquilo, além da pitadinha profissional, não se iluda! A produtividade vai cair!

Com certeza, nada disso é novidade! E nem a queda da produtividade de nossas florestas plantadas pode espantar, depois de tanto tempo com a madeira a preço de banana e com cortes de todos os lados. Nenhuma surpresa em estragos enormes na produtividade de muitas regiões.

A preocupação é se ter uma ideia clara do tamanho do buraco e a corrida, o mais rápido possível, para as correções! Há gente ajuizada que não entrou nessa de cortar por cortar, mas há muita gente boa que cortou no osso, contando com bruxarias operacionais e, com certeza, vão pagar caro a fatura!

Que fiquem as lições – tecnologia sem jeitinho, insumos na quantidade e momento certo, preços justos de serviços e da madeira e profissionais competentes no comando são ingredientes indispensáveis para a silvicultura de sucesso!

🌱Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – Gestão e Serviços Florestais – nbleite@uol.com.b

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PREÇO DA MADEIRA EM ALTA ACENDE A LUZ VERMELHA!

Depois de grande período de estagnação no valor da madeira, surgem os primeiros ajustes e os reflexos em toda a cadeia produtiva são imediatos!

Nos últimos 10 anos, com o valor da madeira no fundo do poço, criaram-se sérias dificuldades a toda cadeia produtiva. Os fomentados sumiram e os programas de fomento se restringiram ao mínimo para cumprimentos protocolares. Os viveiros para produção de mudas foram sucateados e os terceiros que representam, de fato, o lado dos empregos no setor de florestas plantadas, viram seus preços se achatarem a níveis extremos e com muitas desistências. Grandes “estoques de salvamento” davam o suporte necessário para abusos e manutenção dessa situação extremamente comprometedora.

No entanto, os problemas se agravaram, quando inúmeras consequências se somaram: florestas abandonadas, incêndios em todo canto, pragas e doenças, secas prolongadas e a chegada de novos concorrentes pela madeira, dentre outros fatores. Até então, vamos que vamos!

De repente, os estoques sumiram, o preço da madeira começou a se elevar, depois de tanta angústia, e acendeu a luz vermelha!

Aparentemente, o setor já acordou! Cresce a preocupação com a falta de madeira em algumas regiões, não há mudas em quantidade e qualidade disponíveis no mercado e os terceiros ainda não se encontram devidamente estruturados para a demanda de serviços que se evidencia!

Essa novela não traz nenhuma novidade, mas a certeza de que está ficando quase impossível contar com improvisações diante das necessidades crescentes! Mais concorrentes, produtividades em baixa, poucos plantios, sem estoques de salvamento, adversidades climáticas… e um aumento gigantesco, e que só tende a crescer, no consumo de madeira.

Há quem aposte na necessidade de mudanças imprescindíveis em pontos estratégicos da cadeia produtiva, com esforços redobrados em pesquisas, reconhecimento de terceiros profissionalizados e valorização da silvicultura, lá no campo!

🌱Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – Gestão e Serviços Florestais – nbleite@uol.com.br

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CRISES E AVANÇOS DESAFIADORES DA SILVICULTURA

De tempos em tempos a silvicultura dá saltos qualitativos. Para muitos, esses saltos surgem depois de crises, ameaças ou limitação à estabilidade do setor. Normalmente, provocam impactos na produtividade, no social, no ambiental ou na estrutura organizacional do setor, dentre outros.

Tivemos um salto importante com a adubação das florestas, em seguida com as sementes melhoradas e com a clonagem de eucalipto completou-se um grande ciclo de produtividade. Com essa soma de conhecimentos saímos de 15/20 para 30/40 metros cúbicos /ha/ano. Estar mais próximo de 30 ou de 40 era competência profissional das diferentes empresas. Com a chegada da certificação, mais instrutiva do que fiscalizadora, grande salto se deu no social e ambiental, além de consolidar os procedimentos operacionais. Regra bem geral, pois ainda nos dias atuais e sem muito esforço, encontramos casos com 10 a 20 anos de atraso, que se misturam no embalo da campeoníssima silvicultura brasileira!

Nos últimos 20 anos, nada tão expressivo para mudar o rumo da silvicultura. No entanto, muita evolução tecnológica na otimização dos procedimentos e inúmeras ferramentas digitais para aprimorar os controles e monitoramentos das florestas. Num período com madeira sobrando e com tanta sustentabilidade para todos os lados, até grandes “ barbeiragens operacionais” não justificavam qualquer preocupação!

No entanto, nos últimos anos, as coisas mudaram e até o assustador “apagão florestal” passou a ser lembrado nas “conversas de aeroporto”! Acendeu-se a luz amarela e a luz vermelha, apesar da sustentabilidade e discursos pomposos de muitos empreendimentos. Foi só os estoques da madeira de salvamento se esgotarem e a correria começou. E todos os sinais camuflados por anos se mostraram ameaçadores: materiais genéticos improdutivos, pragas e doenças a todo canto, os impactos das secas prolongadas, os fomentados que se afastaram, o preço da madeira se ajustando, dentre outros, são alguns dos sinais que anunciam novos e desafiadores tempos à silvicultura! Para muitos teremos imprescindíveis avanços em toda a cadeia produtiva!

O que consola é que muitas mudanças, até então, sem a devida atenção, com certeza, trarão mais valorização à tecnologia, às necessidades sociais e ambientais e à competência profissional!

Vai ganhar e ganhar muito a silvicultura!

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – Gestão e Serviços Florestais – nbleite@uol.com.br

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DE NOVO! FALTA ÁGUA, CRESCE O DESMATAMENTO E ARDE O FOGO!

Estamos chegando no período de seca e já falta água, o desmatamento cresce e surgem os primeiros sinais de queimadas. Encrencas gigantes que mexem com a vida de toda sociedade! Coincidência, negligência, incompetência ou azar? De tudo, bastante coisa e bem relacionado com floresta!!!

Vamos aos fatos!

A falta de água, afora os fatores climáticos, tem muito a ver com nossas bacias hidrográficas sem florestas e com as milhares de áreas degradadas que entopem nossos rios. O remédio é intensificar as restaurações de áreas degradadas e proteger nossas bacias e reservas aquíferas com florestas! O desmatamento tem a ver com a destruição de nossas florestas, invasões de reservas, falta de fiscalização e corrida na busca de madeira. O fogo, quase sempre, surge como consequência do desmatamento e da falta de proteção das florestas!

Não precisa ser nenhum especialista para perceber que o denominador comum dessas equações é a floresta! E vem a inevitável pergunta: Quem vai desenvolver programas para cuidar das restaurações necessárias? Quem vai cuidar dos compromissos internacionais assumidos? Quem vai proteger as florestas e acabar com a ilegalidade do rico mercado madeireiro? Quem vai assegurar a preservação e conservação de nossa biodiversidade? Quem vai promover a moderna Silvicultura Integrada, segundo o Dr. Walter de Paula Lima, respeitando as limitações naturais do meio e os espaços produtivos da paisagem, em harmonia com os serviços da colheita, e que está se tornando cada vez mais importante à sustentabilidade das indústrias de base florestal?

Diante de tantas incertezas, será que alguém duvida da importância estratégica, econômica, social e ambiental de ser ter um Ministério de Florestas à altura de nossas necessidades? Há muitos que acreditam que desta forma estaremos dando respostas às inúmeras responsabilidades difusas e recorrentes, e conduzindo o Brasil na direção de se tornar protagonista no mercado internacional de produtos florestais e serviços ambientais!

🌱Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – Gestão e Serviços Florestais – nbleite@uol.com.br

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DIA MUNDIAL DO MEIO AMBIENTE E AS NOSSAS FLORESTAS ⠀



Dia 5 de junho! Dia Mundial do Meio Ambiente!

Que nesse dia, saibamos reconhecer o valor de nossas riquezas florestais e a urgência de adotarmos medidas e políticas públicas que nos possibilitem usufruí-las de forma racional e sustentável! Temos base tecnológica, universidades, instituições de pesquisas, profissionais competentes e comprovada capacidade empresarial.


Somos campeoníssimos em silvicultura de florestas plantadas e líder mundial na produção de celulose de fibra curta, mas somos pífios no mercado internacional de madeiras tropicais, onde temos nosso maior patrimônio! São realidades contrastantes de segmentos distintos de um mundo florestal, que clama por um arranjo institucional condizente com sua riqueza!

Esses paradoxos desafiadores precisam ser superados! Peguemos os exemplos mais emblemáticos – A Amazônia diante de tantas encrencas e polêmicas de jornal e de polícia, e as florestas plantadas em destaque internacional com tudo que há de mais moderno em toda a cadeia produtiva – e também, de outro lado, dentre outros segmentos, há de se destacar a incansável luta para viabilização dos programas de recuperação de áreas degradadas ou de proteção de nossas bacias hidrográficas!
E o interessante dessa história é que esses segmentos que, as vezes, não se conversam e negam parentesco, de repente, contribuem expressivamente para uma causa comum de grande interesse de toda a sociedade – o meio ambiente!

Que esse dia sirva para reflexão! E que o apelo ambiental que cresce todo dia e que envolve a todos, faça surgir a imprescindível disposição política para unir e fortalecer os diferentes segmentos e consolidar, de fato, o setor florestal brasileiro!

🌱Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – Gestão e Serviços Florestais – nbleite@uol.com.br

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O RICO MUNDO DAS FLORESTAS! QUE FLORESTAS?

Temos assistido nos últimos tempos à inúmeras discussões envolvendo florestas. Da riqueza e desmatamento da Amazônia aos estoques de madeira para suprir as indústrias à base de madeira de florestas plantadas; dos programas de recuperação de áreas degradadas, do compromisso brasileiro com novos reflorestamentos, da proteção de nossas Unidades de Conservação, da proteção das bacias hidrográficas, e a todo instante dos mercados internacionais de produtos florestais, onde somos campeões na produção de celulose de eucalipto, campeões de produtividades de florestas plantadas e pífios no mercado de madeiras tropicais, apesar de ter a maior floresta tropical do mundo!
Quanta diversidade e contrastes!

Mas de que florestas estamos tratando? Que instituição ou que Ministério fala pelo setor? Fica difícil identificar as devidas responsabilidades, pois não se ouve nada de ninguém. Será que não está passando do momento de juntarmos tudo e voltarmos ao IBDF, que centralizava tudo que se tratava de floresta?

Pode parecer meio absurdo, mas mais absurdo é termos tamanha riqueza e não conseguirmos estabelecer políticas públicas que garantam o uso racional desse rico tesouro em favor da população brasileira!⠀

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – Gestão e Serviços Florestais – nbleite@uol.com.br

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