PRODUTIVIDADE DAS FLORESTAS, RAINHA OU BRUXA!

A silvicultura voltada à produção de metro cúbico de madeira – a silvicultura do MCM – é regida pelas leis da produtividade. Tem RG, com local, data e origem bem definidas. E com essa identidade, os programas de plantios, estudos de viabilidade, e mais modernamente, os indicadores de sustentabilidade, passaram a ser regidos pelos 40/45 metros cúbicos/ha/ano! Fora disso, é incompetência, falta disso ou daquilo e não dá nem para culpar o desatento São Pedro! É a “cara” da silvicultura de regiões tradicionais com tecnologias avançadas, sem adversidades edafoclimáticas e manutenções no dia e na hora. Sem segredo, há até quem se atreva a dizer em mais de 50! Nesse jogo, e com esse time, somos campeoníssimos da produtividade e da competitividade, e ainda cuidamos dos aspectos sociais e ambientais de forma exemplar! Essa é a silvicultura que o mundo inteiro admira!

Quando saímos atrás de terras mais baratas, encontramos inúmeras adversidades e as referências mudaram. Se tornou impossível, a princípio, alcançar os mesmos indicadores de produtividade. Os 40/45 que parametravam tudo, baixou, e os indicadores de viabilidade dos negócios, de ganhos dos investidores, e de sustentabilidade do produtor exigiram mudanças e adequações em todos os níveis. Até uma inquietante dúvida surgiu: continuaremos os campeoníssimos da competitividade com 30/35? Com produtividade mais baixa e as mesmas exigências do processo produtivo – precisa adubar, precisa fazer manutenção, precisa remunerar os investidores, precisa pagar os que fazem as florestas… E a produtividade festejada como rainha, passou a assombrar como bruxa!

Mas a silvicultura com tecnologia e competência reagiu. Precisava mudar e mudou bastante! Quem mudou, encontrou novos caminhos e com profissionalismo continuou firme e forte em patamares de produtividades sustentáveis. Mas mudou em tudo e subiu a régua para tudo! Há inúmeros exemplos de sucesso mostrando que esse processo é dinâmico e exige atenção permanente para evitar defasagens. E salve a tecnologia e o profissionalismo!

A grande encrenca é quando não se muda, ou se muda parte do processo, deixando os elos mais frágeis da cadeia de produção à margem das melhorias – produtores de mudas, fornecedores, prestadores de serviços, fomentados, etc. Desses, muitas vezes, fica-se à espera de milagres e aí, as coisas ficam complicadas. A sorte é que a silvicultura dá respostas imediatas e as mudanças aparecem. Mas sempre ficam para trás os que acreditam em milagres e nos milagreiros. Nesses casos só o tempo, sempre implacável, vai cobrar um alto preço ou um pescoço!

Para muitos, saber administrar esse dinamismo da silvicultura e de toda sua cadeia de produção faz a grande diferença entre empresas, entre os profissionais que tomam decisão e o resultado dos empreendimentos florestais!

Essa sequência de surpresas e adequações tem sido a rotina da silvicultura nas mudanças para novas fronteiras. Sempre fica valendo a tecnologia, o arrojo e a competência profissional. É bom lembrar que com o aumento contínuo do consumo de madeira esses riscos e necessárias adequações às novas fronteiras continuarão a exigir mais e mais tecnologia e, acima de tudo, a imprescindível participação de profissionais, que saibam equilibrar todo o sistema produtivo.

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – Gestão e Serviços Florestais – nbleite@uol.com.br

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SETOR FLORESTAL, MAS QUE SETOR?

Foi essa expressão de quase indignação, que ouvimos de um recém-formado em engenharia florestal, quando falávamos da necessidade de um esforço conjunto do setor florestal, num momento de desafios e oportunidades. E a insistência foi mais triste ainda – “será que existe algo mais importante para o engenheiro florestal do que as florestas? E nos dias atuais, só se fala em desmatamento e eu não ouço, em nenhum momento, qualquer manifestação ou proposta de nossos amigos florestais! Como explicar isso? Existe ou não existe o setor florestal brasileiro?”

Tentamos mostrar as preocupações de algumas entidades representativas e até a movimentação e alardes da própria imprensa. Não adiantou em nada! A fúria aumentou – “a engenharia florestal sumiu, estamos perdendo ótima oportunidade para mostrarmos a utilidade de nosso trabalho e de tudo que aprendemos nas universidades. Não ouço uma discussão e nem comentários de alternativas para resolver problema tão importante e que interessa a toda sociedade”. E ainda acrescentou – “tenho ouvido muito mais profissionais de outras áreas interessados no assunto, mas nada dos florestais”. Ainda tentamos levar para o lado das florestas plantadas e daí, tomamos uma cacetada maior – “esse pessoal é a parte rica e independente do setor e vive numa bolha de excelência, com caraterísticas, organização e vida própria e não se envolve nessas questões das florestas brasileiras! Com certeza, se quisessem ajudar, as coisas seriam diferentes, mas parece que o problema não é deles!”. O tom da prosa foi amenizado, quando alguém informou – “está na hora do embarque, e continuamos essa conversa numa outra oportunidade!”.

Então…. guardamos toda essa angústia do recém-formado para compartilhar com os amigos da nossa Comunidade! Provocativamente, será que temos argumentos para nos contrapor às justificativas expostas? Será que essa indignação representa o sentimento das gerações que estão se iniciando na vida profissional? E lembrar que se formam todos os anos quase 2000 engenheiros florestais no Brasil!

O que acham? Com a palavra os interessados, e que sejam bem-vindos os comentários!

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – Gestão e Serviços Florestais – nbleite@uol.com.br

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NOVIDADE DO PÓS – COP 26 | A SILVICULTURA DO CARBONO!

As lives – o modismo da comunicação – do setor florestal estão com “cara e conversa” novas! Antes, eram só melhorias da Silvicultura do Metro Cúbico e com competência e independência, agora, já há espaços para novidades – olhares para coisas do setor, mas que nunca tiveram a devida atenção – e surge então, a Silvicultura do Carbono – um amplo guarda-chuva que abriga a silvicultura de nossas espécies nativas, a recuperação de áreas degradadas, a agroflorestal e até mais cuidados socioambientais com a Silvicultura do Metro Cúbico!

O nome??? Surgiu de um bate-papo, que mantemos semanalmente – Prof. Luiz E. Barrichelo, Prof. Walter de Paula Lima, Eng. Admir Mora e Eng. Nelson Barboza Leite. 

As oportunidades com certeza virão, mas só não podemos perder o espaço das florestas na hora da monetização do carbono. Outro benefício importante é que esse mercado vai exigir um esforço grande para regularização das atividades rurais, especialmente, no que toca ao respeito e a valorização do Código Florestal, regularização fundiária, unidades de conservação, terras indígenas, etc.

Com certeza, certificações de todo tipo vão rodar os empreendimentos para validar os créditos de carbono. Talvez seja a força que faltava para organizar e fortalecer na “marra” a estrutura institucional do setor florestal!

Vamos torcer para que não percamos esse momento propício para valorização de todos os segmentos que compõem o mundo das florestas brasileiras!

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – Gestão e Serviços Florestais – nbleite@uol.com.br

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ACABOU A COP 26 – AGORA É FAZEÇÃO!

Estamos diante de muitas promessas, desafios e responsabilidades. E tudo pode trazer ótimas oportunidades. E o interessante é que quase tudo que se vislumbra, tem alguma coisa com florestas!

Parece ser o grande momento para se correr atrás de propostas concretas e políticas públicas, que promovam o desenvolvimento do setor florestal brasileiro. E isso, antes que sejamos pautados por “abelhudos”, que não tem nada a ver com florestas e ocupem o espaço e os holofotes voltados às questões sociais e ambientais. Saibamos aproveitar o protagonismo das florestas em nível mundial! 

Aparentemente, o desmatamento e o mercado de carbono deverão se tornar os grandes alvos, e ambos têm tudo a ver com atividades florestais!

É hora do Serviço Florestal Brasileiro justificar sua existência e se fortalecer! É hora das instituições de pesquisas que trabalham com espécies nativas apresentarem suas programações e resultados! Nem precisa tocar nas possibilidades dos que trabalham com florestas plantadas. Esses, ágeis e muito bem preparados, competentes e articulados, já estão na estrada…

Tomara que tenhamos uma alavancagem nos programas de Manejo Florestal de nossa Amazônia e de outros biomas – talvez uma das importantes ferramentas para o combate ao desmatamento – e que a “silvicultura do carbono” com nossas espécies nativas se desenvolva, de fato, em toda sua abrangência, e que tenha o mesmo sucesso da “silvicultura do metro cúbico”, que sustenta um rico patrimônio industrial! E, assim acontecendo, não será nenhuma surpresa pela competência e brilhantismo dos profissionais que atuam no setor!

Que a COP 26 não seja mais um grande repositório de excelentes ideias, só para promover mais reuniões, seminários, eloquentes discursos e volumosos relatórios!Que a “fazeção” seja estimulada e não se deixe para conferir promessas e compromissos só na COP 27!

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – Gestão e Serviços Florestais – nbleite@uol.com.br

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A COP, AS FLORESTAS, AS OPORTUNIDADES E AS NOSSAS LIDERANÇAS!

Começaram as discussões e logo as florestas assumiram o protagonismo do evento! Na verdade, era o que todos esperavam.

E agora?

Fala-se em muitos recursos para se manter as florestas em pé, para regeneração de áreas degradadas, para se proteger e acabar com desmatamento, para mais cuidado com fogo, com a proteção dos que vivem na floresta, enfim, a floresta é a bola da vez. E ligam as florestas ao sucesso da agricultura, e proteger florestas, com certeza, passará a ser instrumento de marketing no mercado internacional!

De repente, os olhares externos viram um mundo de riquezas em coisas brasileiras, que há anos, só preocupam e interessam a grupos restritos de especialistas. E mesmo formando mais de 1500 engenheiros florestais todo ano, o esforço feito tem sido insignificante para que se consiga, de fato, uma estrutura institucional forte e independente com capacidade de valorizar devidamente nossas florestas!

Não temos um setor florestal! Temos sim, profissionais que se dedicam a diferentes assuntos do setor florestal – os que cuidam do manejo, os que cuidam da biodiversidade, os que ensinam, os que pesquisam, os que plantam e abastecem grandes indústrias e até especialistas que fazem legislações para contemplar e ordenar todas essas atividades!

E de repente, o mundo olha para todo esse verde compartimentado, e fica admirado pelo extraordinário potencial de desenvolvimento e de riquezas que temos, nesses novos tempos de mudanças climáticas, de mercado de carbono, de possibilidades de regenerações florestais, etc.

A tempo e à hora, vamos torcer e colaborar, quando houver necessidade, para que nossas lideranças, diferentes instituições de ensino e pesquisa, representações setoriais, etc. consigam juntar os esforços, as competências e os reconhecidos conhecimentos existentes para traçar políticas públicas para viabilizar as oportunidades que se vislumbram!

Estaremos comprometidos com o mundo, mas, acima de tudo, com as gerações futuras que necessitarão dos benefícios de nossos recursos florestais. É hora de encontrar os caminhos e fazer, nem precisa de muito discurso!

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – Gestão e Serviços Florestais – nbleite@uol.com.br

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FLORESTAS PLANTADAS E MELHORIAS CHEGANDO!

Numa conversa sobre assuntos da silvicultura com profissionais quilometrados, concluiu-se que as dificuldades apresentadas são sinais de novas melhorias! Tivemos a privilegiada autorização de compartilhar com os amigos importantes considerações para reflexão:


1- Sinais provocativos – A falta de madeira, a elevação dos preços, problemas de produtividade – prolongamento das secas, fogo, pragas e doenças –, o abandono das áreas de florestas pós-corte e a insatisfação do pequeno e médio produtor por plantios florestais, são alguns dos fatores que se mostram na contramão do contínuo crescimento industrial. E as prospecções de madeira já estão a longas distâncias – 400/500 km. Sinais muito ruins e que exigirão  mais pesquisas, mudanças operacionais, valorização da madeira, da floresta e do produtor! Enfim, melhorias no que fazer, na forma de fazer e para quem fizer!


2- A importância estratégica – Com tamanho patrimônio industrial à base da madeira de florestas plantadas, e com a exaustão dos salvadores “bolsões de madeira para emergência”, é o momento do “assunto florestal” assumir a pauta de decisões estratégicas dos grandes grupos consumidores. Afinal, a vida das grandes indústrias consumidoras depende da sustentabilidade das florestas!


3- Cuidados preventivos e a cabeça do prego – Há de se registrar a reação oportuna dos que sempre estiveram atentos – adquirindo madeira para garantia de estoques e, especialmente, aumentando seus programas de plantios. No entanto, principalmente, os que necessitarem acelerar seus plantios poderão ter dificuldades a serem enfrentadas – falta de mudas e viveiros se reprogramando, produtores fomentados, ainda duvidando dos novos preços da madeira, prestadores de serviços em estruturação e preocupados com a costumeira situação de “cabeça do prego”, martelado permanentemente, para abaixar o custo de produção da madeira!


4- Mudanças importantes – Nesse ambiente de necessidades e tantas lições, há de se valorizar as mudanças de procedimentos – elevação dos preços da madeira, programas de fomentos que garantam confiabilidade e boa remuneração aos produtores, seleção de prestadores de serviços qualificados e integração das lideranças empresariais para solução de problemas de ordem geral – controle de pragas e doenças, combate a fogo e implementação de serviços socioambientais em comunidades vizinhas.


5- Seguindo bons exemplos – Tudo é possível e sem nenhuma novidade! E o mais importante, temos bons exemplos para serem seguidos. Nossa torcida é para que a “moda pegue”, pois é preciso que ela pegue! E com certeza, estaremos dando passo importante na direção da sustentabilidade de nossa silvicultura!

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – Gestão e Serviços Florestais – nbleite@uol.com.br

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A SECA, A FALTA DE ÁGUA E O PLANTIO DE FLORESTAS!

Passamos por novo momento onde a seca e a falta de água atormentam muita gente. E há muito tempo, se fala da possibilidade e da necessidade de se mitigar tais impactos, extremamente negativos, com plantios de mais árvores. É só andar um pouco, no entorno das bacias que abastecem as grandes regiões e cidades brasileiras e percebe-se a precariedade da vegetação. Parece que toda a sociedade está sensibilizada por tão impactante problema!

São áreas que precisam ser replantadas para proteção das bacias que servem às populações! E o mais interessante é que todos percebem, todos falam a mesma coisa – precisamos proteger essas áreas – mas poucos, ou muito poucos, fazem alguma coisa!

Já tratamos desse tema, anteriormente, e ouvimos muito “não ponham o Governo numa tarefa dessas que não vai sair nada!”, e voltamos a insistir – esses trabalhos de recuperação de tantas áreas degradadas para o bem de todos e para cumprir nossos compromissos internacionais só vão se viabilizar com apoio e efetiva política pública que estimule o plantio de árvores! Quer gostemos ou não gostemos, a participação do Governo é imprescindível para que esse reflorestamento de proteção cresça nas dimensões necessárias!

E mais interessante ainda: com o incentivo fiscal para reflorestamento, há mais de 50 anos atrás, foi possível formar florestas e construir um setor produtivo, competitivo e de projeção internacional – o de florestas plantadas com celulose, chapas de madeira e siderurgia. Um exemplo de sucesso!

Será que nos dias atuais, seguindo o mesmo exemplo, com tanta área sem vegetação, falta de água nas torneiras e até para irrigação, além de alta sensibilidade social, não teríamos condições de criar algo semelhante para proteger nossas bacias hidrográficas?

É um grande desafio da engenharia florestal, mas temos gente competente para pensar, planejar, executar e fiscalizar, e um mundo de pessoas necessitadas! Será que não conseguimos algum mecanismo de incentivo tributário que possa nos ajudar?

Ou falta usar nossas representações institucionais e berrar bem alto para acordar nossos governantes!

🌱Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – Gestão e Serviços Florestais – nbleite@uol.com.br

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O UMBIGO E O DESENVOLVIMENTO DA SILVICULTURA!

Há quem aposte que o grande desenvolvimento técnico da silvicultura brasileira deve muito ao ambiente de integração e colaboração entre as empresas e instituições de pesquisas do setor. Com despreendimento, respeito e sem restrição, as informações eram trocadas sem nenhuma preocupação competitiva. Todos ganharam e o setor virou destaque em nível internacional!

Agora, vivemos novos tempos e as mudanças trouxeram ares de uma velada e disfarçada competição. Dessa forma, os mesmos apostadores acham que o sucesso do passado seria impossível de se viabilizar nos dias atuais. Senão vejamos!

1- Quando se indaga sobre as grandes dificuldades da silvicultura, quase sempre se ouve: “precisamos melhorar nossa base genética”! É uma conversa que se arrasta há anos! Antes, identificava-se a necessidade de se buscar sementes, e sem rodeios – do Brasil para a Austrália – e tínhamos as sementes. Foi num desses arrojos que se deu o salto mais expressivo de nossa produtividade! Solução para todos e sucesso compartilhado!

2- Há uma enorme riqueza de informações científicas nas empresas e instituições de pesquisas, mas continuam problemas de produtividade, que se repetem com roupagem diferente nas diversas regiões. Faltam discussões conjuntas e o compartilhamento da experiência profissional precisa se tornar uma palavra de ordem do “compliance” empresarial!

3- Há informações circunscritas a grupos restritos, de muita competência, mas altamente competitivos e rigorosamente fechados!

4- E as grandes reuniões de campo, onde problemas e inovações bem sucedidas eram apresentadas à apreciação de todos, sumiram! Críticas e sugestões que enriqueciam o setor foram emudecidas. Cada um com seus problemas e atrás de suas soluções. Do e para o vizinho nada!

5- Essa situação, onde cada um cuida só dos seus interesses, parece predominar nesse ambiente competitivo! Desapareceu a preocupação com o fortalecimento e desenvolvimento técnico do setor. Sumiu o espírito colaborativo! Parece que a regra é ‘’cada um que cuide do seu umbigo”!

6- Nem pensar em mudanças nessa cartilha, mas parece inevitável que para resolver certos problemas que afetam a todos, a soma de esforços parece imprescindível! O enriquecimento de nossa base genética é um bom exemplo a ser pensado!

7- O que acham?

8- Estamos vendo a realidade nua e crua, ou estamos assustados com fantasma num mundo de anjos?

9- Se estamos falando da realidade dos dias atuais, fica a sugestão para reflexão dos silvicultores! E a torcida para que se consiga juntar os esforços de excelentes e competentes profissionais, pelo menos para solução de problemas da silvicultura brasileira, que sempre dependerão da colaboração de todos!

🌱Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – Gestão e Serviços Florestais – nbleite@uol.com.br

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É HORA DE SE INVESTIR EM FLORESTAS PLANTADAS?

Quem acompanha o noticiário sobre reuniões, seminários e lives do setor de florestas plantadas tem percebido que os assuntos giram, principalmente, em torno da queda de produtividade das florestas plantadas e da possível falta de madeira em algumas regiões, bem na contramão do aumento de consumo das grandes empresas, do surgimento de novas indústrias e de bilionários investimentos em expansões e otimizações! E a reação na valorização da madeira, ainda tímida, já mostra a “cara”! Estão formados os ingredientes perfeitos para provocar quem tem floresta e quem tem interesse em investir em floresta.

Para os que estão no setor não há tanta novidade, são ciclos conhecidos. Desta vez, o destaque fica para o longo prazo de “vacas magras” e os seus impactos em toda a cadeia de produção!

Nesse ambiente, ainda sem caminhos definidos, surgem os interessados no “bom negócio”. É aí que mora o perigo! Um misto de oportunidades e riscos que precisaria ser devidamente trabalhado para que tivéssemos um jogo em que todos ganhassem e não um jogo em que poucos ganham e muitos perdem!

As grandes empresas consumidoras, com certeza estão bem informadas e são devidamente competentes para se ajustarem por conta dos recursos disponíveis ou pelo aperto nos menos avisados. Sem informações, sem representatividade e zero de políticas públicas, há grande chance de coincidir os que procuram “bons negócios” agora, com os “menos avisados”, lá na frente!

Nesse jogo de adivinhação, há quem aposte em mudanças! Deverão surgir programas de fomento bem estruturados, que vão transformar seus vizinhos em parceiros de todas as horas – e isso poderá até aumentar as áreas plantadas nas regiões com silvicultura de alta tecnologia. De outro lado, há novos interessados que se cercarão dos devidos cuidados e vão se lançar no “bom negócio” com certeza de mercado e preços compensadores! Dessa forma, fomentados respeitados e devidamente remunerados e “novos interessados” conscientes e satisfeitos com o que vai acontecer, lá na frente, há de se imaginar que a silvicultura poderá dar novo salto em seu crescimento. E até que os “novos interessados” estejam devidamente informados, fica a sugestão: se estiver bem localizado, garantia de mercado a preços remuneráveis e se aplicar a boa tecnologia disponível… vá em frente!

🌱Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – Gestão e Serviços Florestais – nbleite@uol.com.br

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O PREÇO DA MADEIRA E A PRODUTIVIDADE

Não há como negar uma estreita ligação entre o preço da madeira e a produtividade. Madeira valorizada implica em mais tecnologia, e mais tecnologia implica em mudas de qualidade, adubação correta, controle de mato-competição na hora biologicamente correta, pragas e doenças sob rigoroso controle, prestador de serviço de cabeça erguida e um forte abraço! É só acompanhar, e a produtividade em níveis elevados acontece!

E se os cuidados de manejo ambiental sustentável forem seguidos, o que inclui o respeito às limitações naturais do meio, o desenho parcimonioso de ocupação dos espaços produtivos da paisagem, tendo como base a microbacia hidrográfica, visando salvaguardar os valores hidrológicos e de diversidade biológica, daí então, estaremos, ainda mais na frente, na direção do conceito de Silvicultura Integrada, preconizada pelos Profs. da ESALQ – Walter de Paula Lima e Silvio Ferraz.

E se estiver bem localizado e com a certeza e segurança de venda da madeira a preços justos, o sucesso econômico estará garantido e ainda poderá contar com mais um punhado de vantagens ambientais das florestas plantadas! Preço justo e compensador faz toda a diferença!

Mas com preços achatados sempre falta algum ingrediente na engrenagem operacional e o resultado final, com certeza, sempre estará prejudicado. E tanto ao pequeno, quanto ao grande produtor sem a sequência operacional alinhada, não há como escapar, a produtividade vai despencar. É só uma questão de tempo! Então, vem a pergunta: o que dá para sacrificar numa situação de restrição orçamentária? E a resposta é simples: em silvicultura não se faz milagres, sem os ingredientes adequados a conta chega! Se faltou um pouco disso ou daquilo, além da pitadinha profissional, não se iluda! A produtividade vai cair!

Com certeza, nada disso é novidade! E nem a queda da produtividade de nossas florestas plantadas pode espantar, depois de tanto tempo com a madeira a preço de banana e com cortes de todos os lados. Nenhuma surpresa em estragos enormes na produtividade de muitas regiões.

A preocupação é se ter uma ideia clara do tamanho do buraco e a corrida, o mais rápido possível, para as correções! Há gente ajuizada que não entrou nessa de cortar por cortar, mas há muita gente boa que cortou no osso, contando com bruxarias operacionais e, com certeza, vão pagar caro a fatura!

Que fiquem as lições – tecnologia sem jeitinho, insumos na quantidade e momento certo, preços justos de serviços e da madeira e profissionais competentes no comando são ingredientes indispensáveis para a silvicultura de sucesso!

🌱Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – Gestão e Serviços Florestais – nbleite@uol.com.b

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