O QUE FOI 2024 E VISÕES PARA 2025

O ano de 2024 deixou para o setor florestal brasileiro um misto de sucesso e frustrações. A silvicultura das florestas plantadas cresceu e há expectativas de que os plantios e reformas ficaram em torno de 800.000 ha. No entanto, as nossas florestas nativas foram envolvidas por intensa discussão sobre desmatamentos e queimadas. Diante desse quadro, que lições foram deixadas e o que se espera para 2025?

O setor florestal continua institucionalmente frágil e dependendo do esforço e dedicação de profissionais e entidades, muitas vezes sem nenhuma responsabilidade pública. Fala-se muito e mesmo com inegável potencial, continuamos à margem de programas e políticas públicas estratégicas para desenvolvimento do país.

O Serviço Florestal Brasileiro, longe de liderar as grandes necessidades do setor, luta a ferro e fogo para viabilizar as concessões florestais. Quem sabe um dia vai ter a força, a autonomia e estrutura para ser a base institucional do rico setor florestal brasileiro. A torcida é grande!

E que a COP 30, prevista para 2025, em Belém, no Pará, seja um sucesso. Que atinja os avanços esperados para suas políticas climáticas, e que sirva para fortalecer e valorizar nossas florestas.

Do lado das florestas plantadas, mesmo com pendências negligenciadas, o crescimento na formação de novas florestas foi gigantesco. No entanto, pendências que se arrastam, insistentemente, precisam ser lembradas sob pena de sermos taxados de omissos pelos profissionais que estão chegando ou por irresponsáveis pelos consumidores de madeira no futuro. Não temos o direito e nem a liberdade de deixarmos para trás as questões que podem comprometer a silvicultura, lá na frente!

O cuidado com a produtividade foi, oportunamente, muito bem lembrado em 2024. Há sinais de iniciativas empresariais, mas fica a sensação, que ainda falta um grande programa que dê segurança ao rico patrimônio industrial, que depende, exclusivamente da madeira. Há esperança de que as instituições de pesquisas pelos conhecimentos já somados não deixem de atender à essa estratégica demanda. Mas há de se lembrar, no entanto, que o tempo não espera e que os “estoques de salvamento” já se esgotaram. Com certeza, em 2025 os gritos de alertas voltarão com mais veemência!

Da mesma forma, o fomento florestal, os cuidados de campo com as variáveis ambientais que constituem pilares importantes da sustentabilidade, ainda continuam mais valorizados nos discursos, que no dia-a-dia de campo. Da mesma forma, as medidas para estimular a profissionalização dos terceiros, ainda continuam esbarrando em adversidades empresariais.

As novidades interessantes para aguçar nossa expectativa, estarão por conta de medidas institucionais, legais e governamentais para viabilizar os programas de recuperação de áreas degradadas, consolidar a silvicultura de espécies nativas e girar o mercado de carbono. Mas o esforço dos interessados e a participação ativa do próprio Governo sempre serão imprescindíveis! E que essas oportunidades, tão sonhadas, sirvam para alavancar o crescimento da silvicultura brasileira.

Ficam os votos e a esperança de que 2025 traga o dinamismo que o setor necessita. Temos conhecimentos e, com certeza, não faltarão profissionais competentes para que as entidades representativas, instituições de pesquisa e governamentais assumam essa postura proativa em 2025 para viabilização das medidas necessárias!

🌳Nelson Barboza Leite – Agrônomo – Silvicultor – nbleite@uol.com.br

Esta entrada foi publicada em Uncategorized e marcada com a tag , , , , , , , . Adicione o link permanente aos seus favoritos.

Deixe um comentário

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.