FUNDO CLIMA – FLORESTAS NATIVAS E OS RECURSOS HÍDRICOS!

As conversas mais recentes sobre mudanças climáticas, agora giram em torno do Fundo Clima, constituído para apoiar projetos que tratem de atividades que contribuam para reduzir a emissão de gases do efeito estufa e as adaptações necessárias para o enfrentamento das mudanças climáticas. Seu Conselho Gestor, composto por 28 membros, priorizou as metas iniciais, que tratam do desenvolvimento urbano, logística e transporte, transição energética, serviços e inovações e florestas nativas e recursos hídricos!

O Governo está envolvido diretamente no assunto. À frente das iniciativas parecem estar o Ministério da Fazenda com o BNDES firme na captação e movimentação de recursos e o Meio Ambiente na coordenação geral do programa. O BNDES, tem se mostrado protagonista – chave, com disposição e dinheiro para animar a proposta. Fala-se, inicialmente, em 10 bilhões de reais.
Finalmente, surge uma ótima novidade para o setor florestal – estamos com as florestas nativas como uma das alternativas a serem contempladas! Que ótimo! Mas, e agora?

Depois desses passos iniciais, parece imprescindível que o setor florestal, através de suas empresas e entidades representativas, corram atrás das regras e das orientações burocráticas para que o setor florestal possa participar, de fato, desse assunto. Seria ótimo, se surgisse um Programa Nacional de Florestas para esse objetivo, com prazos, metas e áreas prioritárias para serem manejadas ou restauradas. Que surjam projetos com ampla visibilidade para que se evitem as oportunas e inconvenientes espertezas dos atentos plantonistas! E com urgência, haja vista o que disse o Presidente do BNDES, numa apresentação do Fundo – “ é bom que todos se apressem, pois a demanda será grande e a fila já está longa…”. E não é segredo para ninguém, que nosso setor florestal não tem sido tão rápido na procura de caminhos para seu próprio interesse.

Boas notícias e algumas provocações a serem respondidas! – Só floresta nativa vai ser contemplada? Vai se tratar de manejo ou de plantios para restaurações? Esses projetos também poderão se habilitar ao mercado de carbono? E se alguns projetos com espécies exóticas –por exemplo, o eucalipto ou pinus – apresentarem adicionalidades, a serem determinadas, e que promovam enriquecimentos ambientais e sociais, terão chance de serem contemplados? Enfim, a quem caberá estabelecer regras, mostrar os encaminhamentos burocráticos, aprovar e monitorar os resultados? Será o Serviço Florestal Brasileiro?

Que bom, que já temos muitas promessas e entusiasmo de parte das instituições governamentais. Há tempos, não se ouvia falar em alternativas que pudessem alavancar o setor florestal! Tomara que não percamos esse momento, que nos parece tão oportuno. E que o setor florestal se mexa o suficiente para que essas propostas se tornem realidade!
Há muito a ser feito. É hora de nos coçarmos!

🌳Nelson Barboza Leite  – Agrônomo – Silvicultor – nbleite@uol.com.br

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