FLORESTAS PLANTADAS, OS NOVOS SALTOS E AS LIÇÕES QUE FICARÃO!

A silvicultura do metro cúbico, aquela de formar florestas para industrialização com 6/7 anos, está a 150 por hora! É só passar pelas regiões onde os projetos estão sendo implantados e vai perceber, sem muito esforço, o corre-corre desenfreado! No momento, o Mato Grosso do Sul, parece ser o centro das atenções!

Observa-se de tudo – demanda de todos os lados, escassez de máquinas e serviços, de mudas e disparadamente de gente – em todos os níveis, para todas as atribuições e responsabilidades! Há trabalho para todos, empresas promovendo treinamento, profissionais ensinando e batalhando, consultores de diferentes especializações atuando e no campo o serviço corre dia e noite!

Os programas são gigantescos e as programações futuras de matéria-prima só crescem. Nessa correria ainda vale muito a fazeação. E, exatamente, nessa hora pesa muito a experiência e o conhecimento das pessoas, a facilidade para compartilhar informações, a disposição para ensinar e aprender, enfim o grande exercício de saber conviver e de respeitar as pessoas e colaboradores em todos os momentos. Esse perfil profissional, “com conhecimento entre as orelhas”, segundo pesquisa da Embrapa, faz a diferença e supera dificuldades e limitações. Todos procuram!

E que interessante – encontram-se brilhantes profissionais, até então no anonimato, e prontos para o desafio; depara-se com gente nova necessitando de apoio e atenção, e se percebe a disposição da terceirização, acelerando a profissionalização e com maior comprometimento com resultados e qualidade dos serviços. Como importante destaque, há de se registrar a preocupação de muitas empresas no sentido de se aumentar a capacidade de treinamento e qualificação de colaboradores. Aqui, há de se ressaltar e valorizar a participação e experiência de renomados consultores. Aliás, não há outra saída, a não ser educar e treinar pessoas para dar sustentabilidade a esse crescimento!

Afora as encrencas com a falta de gente, também há outros desafios que demandam atenção. Há problemas necessitando de mais pesquisas – e aqui fica evidente, dentre outros aspectos, a urgência de se enriquecer a base genética das populações que se formam – assim como, problemas do século passado, que ainda rondam as empresas – como é o caso das encrencas com as formigas, que não estão para brincadeira e dispostas, na cara dura, a comer mais e mais florestas!

E há também expectativas para novidades – muita gente querendo saber dos créditos de carbono, de possíveis adicionalidades na formação das florestas, da recuperação de áreas degradadas com espécies nativas, dos serviços ambientais, além de mecanismos estratégicos para se resgatar os pequenos e médios produtores, que continuam assustados com a silvicultura. Aliás, com medo dos preços da madeira, que já deixou, lá atrás, muita gente sem conseguir pagar as contas!

Juntando-se tudo, resta a expectativa do resultado desse grande salto na quantidade de florestas plantadas! Com certeza, estará mostrando a importância da silvicultura como fator de desenvolvimento social e ambiental da região.

Tomara que escolas, empresas e o próprio Governo usem o aprendizado desse novo salto, suas causas e consequências para as devidas avaliações e imprescindíveis políticas públicas para garantir a sustentabilidade, de fato, da silvicultura brasileira na região e no Brasil!

Nelson Barboza Leite – Agrônomo – Silvicultor – nbleite@uol.com.br

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