A TERCEIRIZACAO – OPORTUNIDADES E FIM DOS OPORTUNISTAS!

Desde os trabalhos iniciais de reflorestamento, lá dos incentivos fiscais, dos anos 70, a terceirização tem se mantido presente em quase todas as atividades operacionais da silvicultura.

Quase tudo, se faz com terceiros –da produção de mudas, à colheita e transporte da madeira. Em todas as etapas está a terceirização com empresas de todos os tipos, para qualquer trabalho e dispostas e sujeitas a diferentes situações, preços e gostos – um mundo de muitas oportunidades crescentes, muitas vezes maculado por inconvenientes oportunistas. Em regra geral, a empresa terceirizada retrata um pouco do perfil da contratante e a qualidade das florestas de quem contrata é a melhor indicação e apresentação do seu terceiro, a empresa contratada. Um empreendimento bem conduzido e de sucesso não aceita terceiros se arrastando com dificuldades e sem profissionalismo – técnica, disciplina e comprometimento com os resultados – mas o inverso também é verdadeiro! Nenhum terceiro consegue dar conta de seus compromissos sem condições satisfatórias de trabalho – preços adequados, respeito e programações bem definidas. Divergências na forma de conduzir, de remunerar e definir trabalhos entre contratantes e contratados levam a desajustes inevitáveis e fracasso dos empreendimentos. E todos perdem, inclusive, e de forma irremediável, a silvicultura!

Não há dados estatísticos e nenhuma entidade de classe que cuide dos interesses, organização e treinamento de terceiros e daí, também a dificuldade para se dimensionar com mais precisão o universo da terceirização florestal. Estima-se que parte dos milhões de empregos gerados na cadeia de produção da silvicultura estejam representados por milhares de pequenas e médias empresas prestadoras de serviços, muito diferentes em suas características – estrutura, organização, profissionalismo e comprometimento com resultados. Para muitos, os terceiros representam o lado de maior peso e expressão social da silvicultura. É parte do emprego e renda de tantos elogios em discursos que proclamam a sustentabilidade do setor. E é também uma ótima ferramenta para se promover o desenvolvimento tecnológico – serviço mal feito mata a tecnologia. E da mesma forma, o trabalho com terceiros qualificados é garantia de bons serviços e boas florestas. A terceirização vem evoluindo de forma significativa nos últimos anos. O surgimento dos grandes investidores, o processo de certificação e o aumento crescente dos programas florestais tem promovido acirrada competição entre empresas. Isso tem levado contratantes e contratadas a patamares de profissionalização mais elevados, mais oportunidades e compromissos de longo prazo, surgindo parcerias construtivas e duradouras. Evolui o profissionalismo nos terceiros e a silvicultura fica enriquecida. E os oportunistas “ do serviço a qualquer preço” desaparecem! E todos ganham – o social, o técnico e o econômico. Mas a grande vencedora é, de fato, a silvicultura!

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – Gestão e Serviços Florestais – nbleite@uol.com.br

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