FLORESTAS PRODUTIVAS E O OLHAR DO DIA-A-DIA!

Que cuidados são imprescindíveis para se ter uma floresta bem conduzida em todas as etapas de formação – do plantio à colheita – e com boa produtividade? Essa parece ser a “pergunta do milhão” para todo silvicultor!

E surgem as dúvidas: usar os instrumentos tecnológicos disponíveis e promover as correções que se fizerem necessárias, resolve a questão? Esse controle “no ar condicionado”, parece já estar sendo feito por muitas empresas!

E como se justificam os pequenos erros, que se somam e impactam a produtividade? Talvez, só há uma explicação – O erro foi identificado, mas a falta do “olhar de campo” não permitiu que a correção se fizesse no momento oportuno!

Talvez não estejamos tão longe de se fazer correções com recursos digitais “no dia e na hora”, mas por enquanto, problemas no preparo de solo, nas adubações, na seleção e plantio das mudas, no controle de falhas, na irrigação, no controle de formiga, demais pragas e doenças, e outros inúmeros detalhes, só se evitam com a presença e o “olhar de campo”. Lá no escritório, a imagem bem trabalhada pode mostrar o problema, mas na maioria dos casos, a encrenca já se deu. Só resta penalizar o executor, e aguardar a quebra na produtividade!

E qual o impacto desses erros? Pode variar muito em função da dimensão das operações mal executadas! Há quem afirme que numa empresa com problemas de gestão no campo, o que se encontra, normalmente, é um conjunto de erros, que se somam e que podem diminuir em mais de 30 % a produtividade das florestas!

Uma boa gestão de campo, implica em visitas e observações permanentes dos serviços operacionais e correções feitas “na hora e no dia” em que se verifica o problema. E isso só se consegue com colaboradores experientes, confiáveis e comprometidos com os resultados!

E aqui mora o perigo! Aumenta de forma significativa a concorrência por mão-de-obra preparada, nos grandes polos de reflorestamento. E o que fazer? E a que custo? Na verdade, não há tanta diferença entre os custos do bem feito e do mal feito! Muitas vezes, o que falta é treinamento, assistência e valorização da mão-de-obra. Simples assim, mas que faz toda a diferença nos resultados de campo! O grande segredo está em treinar e valorizar a mão-de-obra que sabe fazer e que se compromete com bons resultados. Pode até ter um custo mais elevado, mas que se paga com a qualidade dos serviços e pela maior produtividade. O grande segredo é saber escolher quem sabe fazer, e em quem se pode confiar!

Em algumas empresas, nem é o silvicultor, lá do campo, que seleciona o executor dos trabalhos operacionais. Muitas vezes, a escolha é feita tendo como referência somente o custo apresentado no processo de seleção dos terceiros executores. Não se fala e nem se valoriza sua experiência e do seu comprometimento com os resultados do trabalho. É aqui, de fato, que começa toda a encrenca! E nesses casos, o silvicultor “do sol e da chuva” vai brigar e berrar, mas de nada vai adiantar!

Nos dias atuais, de muita competição e custos crescentes, essa seleção “de quem faz” somente pelo menor custo, tem proporcionado em muitas empresas, sérios entraves à produtividade das florestas. E o grande problema é que os erros só aparecem a médio e longo prazo!

Os cumprimentos aos empreendedores que selecionam e valorizam, adequadamente, a tempo e à hora, as empresas competentes, cuja mão-de-obra respeita e sabe cumprir suas responsabilidades!

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – Gestão e Serviços Florestais – nbleite@uol.com.br

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