Estamos diante de muitas promessas, desafios e responsabilidades. E tudo pode trazer ótimas oportunidades. E o interessante é que quase tudo que se vislumbra, tem alguma coisa com florestas!
Parece ser o grande momento para se correr atrás de propostas concretas e políticas públicas, que promovam o desenvolvimento do setor florestal brasileiro. E isso, antes que sejamos pautados por “abelhudos”, que não tem nada a ver com florestas e ocupem o espaço e os holofotes voltados às questões sociais e ambientais. Saibamos aproveitar o protagonismo das florestas em nível mundial!
Aparentemente, o desmatamento e o mercado de carbono deverão se tornar os grandes alvos, e ambos têm tudo a ver com atividades florestais!
É hora do Serviço Florestal Brasileiro justificar sua existência e se fortalecer! É hora das instituições de pesquisas que trabalham com espécies nativas apresentarem suas programações e resultados! Nem precisa tocar nas possibilidades dos que trabalham com florestas plantadas. Esses, ágeis e muito bem preparados, competentes e articulados, já estão na estrada…
Tomara que tenhamos uma alavancagem nos programas de Manejo Florestal de nossa Amazônia e de outros biomas – talvez uma das importantes ferramentas para o combate ao desmatamento – e que a “silvicultura do carbono” com nossas espécies nativas se desenvolva, de fato, em toda sua abrangência, e que tenha o mesmo sucesso da “silvicultura do metro cúbico”, que sustenta um rico patrimônio industrial! E, assim acontecendo, não será nenhuma surpresa pela competência e brilhantismo dos profissionais que atuam no setor!
Que a COP 26 não seja mais um grande repositório de excelentes ideias, só para promover mais reuniões, seminários, eloquentes discursos e volumosos relatórios!Que a “fazeção” seja estimulada e não se deixe para conferir promessas e compromissos só na COP 27!
Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – Gestão e Serviços Florestais – nbleite@uol.com.br