A COP, AS FLORESTAS, AS OPORTUNIDADES E AS NOSSAS LIDERANÇAS!

Começaram as discussões e logo as florestas assumiram o protagonismo do evento! Na verdade, era o que todos esperavam.

E agora?

Fala-se em muitos recursos para se manter as florestas em pé, para regeneração de áreas degradadas, para se proteger e acabar com desmatamento, para mais cuidado com fogo, com a proteção dos que vivem na floresta, enfim, a floresta é a bola da vez. E ligam as florestas ao sucesso da agricultura, e proteger florestas, com certeza, passará a ser instrumento de marketing no mercado internacional!

De repente, os olhares externos viram um mundo de riquezas em coisas brasileiras, que há anos, só preocupam e interessam a grupos restritos de especialistas. E mesmo formando mais de 1500 engenheiros florestais todo ano, o esforço feito tem sido insignificante para que se consiga, de fato, uma estrutura institucional forte e independente com capacidade de valorizar devidamente nossas florestas!

Não temos um setor florestal! Temos sim, profissionais que se dedicam a diferentes assuntos do setor florestal – os que cuidam do manejo, os que cuidam da biodiversidade, os que ensinam, os que pesquisam, os que plantam e abastecem grandes indústrias e até especialistas que fazem legislações para contemplar e ordenar todas essas atividades!

E de repente, o mundo olha para todo esse verde compartimentado, e fica admirado pelo extraordinário potencial de desenvolvimento e de riquezas que temos, nesses novos tempos de mudanças climáticas, de mercado de carbono, de possibilidades de regenerações florestais, etc.

A tempo e à hora, vamos torcer e colaborar, quando houver necessidade, para que nossas lideranças, diferentes instituições de ensino e pesquisa, representações setoriais, etc. consigam juntar os esforços, as competências e os reconhecidos conhecimentos existentes para traçar políticas públicas para viabilizar as oportunidades que se vislumbram!

Estaremos comprometidos com o mundo, mas, acima de tudo, com as gerações futuras que necessitarão dos benefícios de nossos recursos florestais. É hora de encontrar os caminhos e fazer, nem precisa de muito discurso!

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – Gestão e Serviços Florestais – nbleite@uol.com.br

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