O PREÇO DA MADEIRA E A PRODUTIVIDADE

Não há como negar uma estreita ligação entre o preço da madeira e a produtividade. Madeira valorizada implica em mais tecnologia, e mais tecnologia implica em mudas de qualidade, adubação correta, controle de mato-competição na hora biologicamente correta, pragas e doenças sob rigoroso controle, prestador de serviço de cabeça erguida e um forte abraço! É só acompanhar, e a produtividade em níveis elevados acontece!

E se os cuidados de manejo ambiental sustentável forem seguidos, o que inclui o respeito às limitações naturais do meio, o desenho parcimonioso de ocupação dos espaços produtivos da paisagem, tendo como base a microbacia hidrográfica, visando salvaguardar os valores hidrológicos e de diversidade biológica, daí então, estaremos, ainda mais na frente, na direção do conceito de Silvicultura Integrada, preconizada pelos Profs. da ESALQ – Walter de Paula Lima e Silvio Ferraz.

E se estiver bem localizado e com a certeza e segurança de venda da madeira a preços justos, o sucesso econômico estará garantido e ainda poderá contar com mais um punhado de vantagens ambientais das florestas plantadas! Preço justo e compensador faz toda a diferença!

Mas com preços achatados sempre falta algum ingrediente na engrenagem operacional e o resultado final, com certeza, sempre estará prejudicado. E tanto ao pequeno, quanto ao grande produtor sem a sequência operacional alinhada, não há como escapar, a produtividade vai despencar. É só uma questão de tempo! Então, vem a pergunta: o que dá para sacrificar numa situação de restrição orçamentária? E a resposta é simples: em silvicultura não se faz milagres, sem os ingredientes adequados a conta chega! Se faltou um pouco disso ou daquilo, além da pitadinha profissional, não se iluda! A produtividade vai cair!

Com certeza, nada disso é novidade! E nem a queda da produtividade de nossas florestas plantadas pode espantar, depois de tanto tempo com a madeira a preço de banana e com cortes de todos os lados. Nenhuma surpresa em estragos enormes na produtividade de muitas regiões.

A preocupação é se ter uma ideia clara do tamanho do buraco e a corrida, o mais rápido possível, para as correções! Há gente ajuizada que não entrou nessa de cortar por cortar, mas há muita gente boa que cortou no osso, contando com bruxarias operacionais e, com certeza, vão pagar caro a fatura!

Que fiquem as lições – tecnologia sem jeitinho, insumos na quantidade e momento certo, preços justos de serviços e da madeira e profissionais competentes no comando são ingredientes indispensáveis para a silvicultura de sucesso!

🌱Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – Gestão e Serviços Florestais – nbleite@uol.com.b

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