Depois de grande período de estagnação no valor da madeira, surgem os primeiros ajustes e os reflexos em toda a cadeia produtiva são imediatos!
Nos últimos 10 anos, com o valor da madeira no fundo do poço, criaram-se sérias dificuldades a toda cadeia produtiva. Os fomentados sumiram e os programas de fomento se restringiram ao mínimo para cumprimentos protocolares. Os viveiros para produção de mudas foram sucateados e os terceiros que representam, de fato, o lado dos empregos no setor de florestas plantadas, viram seus preços se achatarem a níveis extremos e com muitas desistências. Grandes “estoques de salvamento” davam o suporte necessário para abusos e manutenção dessa situação extremamente comprometedora.
No entanto, os problemas se agravaram, quando inúmeras consequências se somaram: florestas abandonadas, incêndios em todo canto, pragas e doenças, secas prolongadas e a chegada de novos concorrentes pela madeira, dentre outros fatores. Até então, vamos que vamos!
De repente, os estoques sumiram, o preço da madeira começou a se elevar, depois de tanta angústia, e acendeu a luz vermelha!
Aparentemente, o setor já acordou! Cresce a preocupação com a falta de madeira em algumas regiões, não há mudas em quantidade e qualidade disponíveis no mercado e os terceiros ainda não se encontram devidamente estruturados para a demanda de serviços que se evidencia!
Essa novela não traz nenhuma novidade, mas a certeza de que está ficando quase impossível contar com improvisações diante das necessidades crescentes! Mais concorrentes, produtividades em baixa, poucos plantios, sem estoques de salvamento, adversidades climáticas… e um aumento gigantesco, e que só tende a crescer, no consumo de madeira.
Há quem aposte na necessidade de mudanças imprescindíveis em pontos estratégicos da cadeia produtiva, com esforços redobrados em pesquisas, reconhecimento de terceiros profissionalizados e valorização da silvicultura, lá no campo!
Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – Gestão e Serviços Florestais – nbleite@uol.com.br