Já estamos a nos acostumar com as variações climáticas, que estão se tornando mais frequentes e severas! Altas temperaturas e baixa umidade, fogo para todo canto, seca prolongada e muitas florestas secando são encrencas que engordam os desafios a serem enfrentados pela silvicultura!
Parece, que esse quadro já não é surpresa para grande parte dos silvicultores! Resta, no entanto, algumas perguntas a serem respondidas: E os impactos dessas variações na produtividade? E nos estoques de madeira? E o que pode ser feito para minimizar os impactos?
Mas ainda há os que acham que são fenômenos cíclicos, e que não há necessidade de tanta preocupação! Em 2015, a mesma novela das secas prolongadas deixou marcas profunda nas novas fronteiras, especialmente no Tocantins, além do oeste baiano, norte de Minas, regiões do Maranhão e Piauí – alguns grandes empreendimentos deram marcha ré e não engataram mais…. E o mais doloroso ainda, é que nas regiões de silvicultura tradicional há informações de que a produtividade foi impactada de forma significativa. Vieram as chuvas e vida que segue….
Nos anos seguintes muitas repetições das adversidades, mas nenhum sufoco tão marcante. Só ficou e cresceu a preocupação aos silvicultores que plantam, aos silvicultores que pesquisam, e aos investidores que acreditam na silvicultura!
Em 2020, além da covid, muita coisa se repetiu – estiagem prolongada, o fogo na sequência e muitas florestas impactadas e secando…. Será que tais alertas não são suficientes para que os que acreditam nas pesquisas, os que precisam plantar e os investidores que apostam na silvicultura repensem e renovem seus esforços nas pesquisas florestais?
Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – gestão e serviços florestais – nbleite@uol.com.br