PGH.2- As atividades de sustentação do setor florestal
Com a extinção do IBDF, a então “Casa da Floresta”, a família florestal foi desunida. E as diferentes atividades por força das crescentes demandas foram criando seus caminhos, com mais ou com menos destaque. E foram se afastando! O incentivo fiscal, a cheiro de dinheiro, fez o reflorestamento bombar! Provocou o desenvolvimento de pesquisas, a criação de entidades representativas e a formação de milhares de empresas. Formou um mundo independente! Muito atuante e forte politicamente. Só assim, conseguiu manter os incentivos fiscais por muitos anos!
Como contraponto, e para proteção da biodiversidade, surgiam as unidades de conservação, os parques e reservas nacionais. Elaboravam-se políticas públicas, como a reposição florestal, para fiscalizar e monitorar a comercialização dos setores produtivos com “cara de extrativismo”, como a siderurgia a carvão vegetal e as indústrias madeireiras!
E assim foi se formando a estrutura básica do setor florestal- a produção baseada na extração de madeiras das florestas nativas para siderurgia e indústrias madeiras; o reflorestamento a todo vapor, criando novidades e gerando um punhado de polêmicas e a turma da proteção e conservação – para uns o pessoal para proteger e para outros o “pessoal para dizer não”. Esse embate, fortaleceu o movimento ambientalista, que estava nascendo e criando força! Há até quem diga, que o reflorestamento, em função de seus erros, fortaleceu o movimento ambientalista!
Depois de alguns anos e com as transformações e novas caracterizações dessas atividades básicas, fica até difícil acreditar, que todas essas atividades florestais, já estiveram sob o mesmo teto, comando e endereço institucional!
Mas fica bem fácil entender o quanto seria forte e respeitado o conjunto de todas essas atividades integradas!
Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – gestão e serviços florestais – nbleite@uol.com.br
