MINISTÉRIO DAS FLORESTAS E O ECONEGÓCIO!

Parece que estamos longe de entender a lógica que levou o Brasil a ter os assuntos de florestas divididos em diversos segmentos com ações, objetivos e estruturas institucionais independentes. Lá atrás, tudo cabia no antigo IBDF. Nos dias atuais, florestas plantadas; manejo de florestas nativas; unidades de conservação; restaurações florestais; integração lavoura-pecuária- floresta; madeira comercializada na ilegalidade, desmatamentos irregulares, invasões de Unidades de Conservação, Ibama, Chico Mendes…. tudo de floresta, mas sob tutelas institucionais diferentes. Desuniram toda a família!
 
Um país de excelentes condições naturais com possibilidade de liderar o mercado internacional de produtos madeireiros e não-madereiros, que abriga uma riquíssima biodiversidade e com possibilidade de se tornar liderança ambiental em nível mundial, vive sob críticas e arranhões de especialistas, empresas, ,universidades, ongs, políticos, organizações internacionais, além da desconfiança de toda a sociedade! E todos esperando milagres das florestas – que traga chuva, que empregue, que gere riqueza e que melhore o clima do mundo!
 
E quantos contrastes! O segmento de florestas plantadas como exemplo de sucesso em todos os aspectos – do campo ao mundo de exportações – independente, tocado com tecnologia, muita pesquisa e competência! De outro lado, nossas florestas nativas, especialmente nossa Floresta Amazônica, amada e adorada pelo mundo, é alvejada de todos os lados!
 
E quantas encrencas brotam a todo instante! Convenções e Acordos Internacionais não são respeitados. Programas não são cumpridos. Iniciativas privadas surgem daqui e dali, e com brilhantismo, mas sem nenhuma ligação com Governo ou instituições governamentais. Tudo no peito e na raça! Fica uma sensação de “casa sem dono”!
 
E uma grande curiosidade! Despontam e com frequência profissionais especializados dando provas de muita competência. E nesses dias de lives, surgem do anonimato excelentes profissionais, além dos já conhecidos floresteiros sempre dando lições de conhecimento!!! Fica a certeza, de que gente para solucionar essa encrenca não falta! E lembrar que formam mais de 1500 engenheiros florestais todos os anos para se colocarem à disposição para eventuais necessidades!
 
E tudo é muito grande! Tudo tem dimensões continentais! Tudo tem relação com o mundo! Ficam algumas perguntas para reflexão:
 
1- As inúmeras atividades florestais, à semelhança das atividades agrícolas que se somam e formam o rico agronegócio, não poderiam constituir também um rico econegócio?
 
2- Haverá algum mecanismo para juntar tais atividades sem políticas públicas governamentais?
 
3- Alguém duvida da importância de um empurrão governamental à semelhança dos incentivo fiscais dado às florestas plantadas?
 
4- Alguém acredita que tais providências possam surgir sem um esforço conjunto de todos os interessados?
 
5- Será que alguém duvida da necessidade de um Ministério de Florestas para promover o econegócio?
 
6- E como fazer? Vamos esperar ganhar de Papai Noel ou vamos juntar nossos esforços para que isso aconteça!
 
Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – gestão e serviços florestais – nbleite@uol.com.br
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