Em 50 anos de silvicultura comercial e intensiva tivemos muitas modificações em toda a cadeia de produção! Chegamos a ter mais de 2.000 empresas atuando com reflorestamento em todo o Brasil – pequenos e grandes empreendimentos. Uma correria danada na procura de informações, de sementes de qualidade e até de profissionais com mais experiência. Nessa época, nem havia engenheiros para todas essas empresas. E a movimentação era intensa. As instituições de pesquisa se formando e produzindo importantes informações básicas. Em todos os estados as entidades representativas atuantes, juntavam-se às representações nacionais para reivindicações setoriais. Muita preocupação com os incentivos que, ano a ano, ia se fragilizando e dando sinais de “fim de festa”.
Já por volta dos anos 80/90 houve significativa diminuição no número de empresas e elevou-se muito o nível técnico dos trabalhos de campo. Essas mudanças deram vida e sustentação à política de incentivos fiscais por mais alguns anos e consolidou o rico patrimônio industrial dos dias atuais! Numa fotografia do antes e do agora podem ser destacadas significativas diferenças em todos os aspectos. Um destaque especial ao grande esforço das entidades representativas, tanto na defesa dos incentivos, quanto nos embates com ONGs, que já se formavam e se fortaleciam na briga contra o eucalipto.
Nessa época, não faltavam justificativas para as pedradas que sobravam para todos e de todos os lados! E que trabalho expressivo essas entidades desenvolveram!!! Sem essa defesa das entidades estaduais e nacionais dos diferentes setores, com certeza, os incentivos teriam sido extintos muito antes, e o radicalismo de algumas ONGs teria sufocado o desenvolvimento da silvicultura! Valeu e muito o trabalho das entidades representativas, dentre outras, como ARBRA, ANPCP, ABRACAVE, ABIMCI, SBS, além das entidades estaduais, sempre muito atuantes e sob a liderança de abnegados profissionais, que não mediam esforços na valorização da atividade e interesse de todos – pequenos médios e grandes empresas!
Fica o registro para que não se despreze o importante papel das entidades representativas, que nos tempos modernos se restringiram significativamente e quase desapareceram!!!! Fica a certeza e uma dúvida: o espaço institucional na defesa dos interesses dos grandes empreendimentos continua firme, forte, e muito bem representado! Mas isso atende a toda silvicultura?
Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – gestão e serviços florestais – nbleite@uol.com.br
