O desenvolvimento da silvicultura brasileira é permanente. E sempre haverá desafios a serem superados! Nos dias atuais, dentre outros, destacaríamos a manutenção dos níveis de produtividade das florestas e a integração do produtor ao processo de formação de florestas, como importantes e estratégicos desafios a serem, cuidadosamente, trabalhados. A participação do produtor, das mais diversas formas, ao processo produtivo é quase que uma necessidade estratégica para garantir o crescimento industrial! E se conseguirmos diversificar o uso da madeira, a silvicultura, com certeza, será ampliada com mais facilidade!
Manter a produtividade é proteger o patrimônio florestal e as indústrias que consomem madeira. Integrar o produtor ao processo produtivo é otimizar o uso de enorme estoque de terras disponíveis no entorno dos grandes consumidores. Estaremos somando benefícios econômicos, ambientais e sociais. Mas há de se cuidar de se remunerar de forma justa o produtor! Essa condição é essencial!
Quanto à manutenção das produtividades, há muita preocupação com os crescentes ataques de pragas e doenças. E muita preocupação de todo o setor! Há necessidade de permanente vigilância, pesquisa e colaboração entre os interessados.
Essa encrenca deve manter um elo de ligação e interação entre as empresas. E essa mesma ligação deveria ser cultivada no tocante aos materiais genéticos! Há gente experiente que não cansa de reclamar da falta de amplo programa para proteção da base genética das espécies comerciais e estratégicas que sustentam nossas indústrias! Esse assunto é sempre colocado como exemplo de ação que justifica o empenho governamental! É uma questão de segurança setorial!
Só essa mistura de pragas e doenças, materiais genéticos e alterações climáticas, que tem surgido, esporadicamente, já constitui uma bela encrenca para todos!
É uma pena que esses assuntos de tamanha importância não toquem a sensibilidade de nossos governantes. O setor privado e as instituições de pesquisas não vão continuar firmes e fortes, mas uma “ajudazinha” do Governo seria muito bem-vinda!
Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – gestão e serviços florestais – nbleite@uol.com.br
