Com as mudanças do Governo, a expectativa era de que coisas novas acontecessem! Alguns movimentos e conversas entre os mais próximos e…. nada! Fica a pergunta: Que mudanças caberiam? Para muitos, há anos, com ou sem mudanças de Governo, não acontece nada no setor! O crescimento, o sucesso ou o fracasso tem sido por conta exclusiva dos interessados. Há, no entanto muitos profissionais e entidades, que continuam a acreditar na possibilidade de abrirmos novas oportunidades para melhor usar o nosso potencial florestal – plantadas e nativas! E o interessante é que a todo instante surgem novidades! Para os otimistas é mais um “agora vai” e para os pessimistas “é a mesma novela de sempre, não vira nada”. Vamos aos fatos do dia-a-dia e tentemos adivinhar o encaminhamento!
– O Serviço Florestal Brasileiro saiu do Meio Ambiente e foi para a Agricultura. E não deu nenhuma notícia!
– As florestas plantadas que estavam no Meio Ambiente migraram para Agricultura. Viraram uma cultura como outra qualquer! Nada de especial, sem sala e sem telefone!
– Fala-se na simplificação dos licenciamentos, mas ninguém ousa discutir o assunto que está lá no Conama! Será que vão querer mudar na “valentona”?
– Os compromissos internacionais que implicariam em atividades silviculturais diversas parecem que estão virando “piada” e nada de concreto! Vamos ficar devendo?
– Há uma diminuição drástica das áreas de plantio e ninguém fala nada. Parece tudo normal e eventuais dificuldades que se ajeitem com o tempo!
– Os produtores continuam aos berros reclamando da venda de madeira a preço de banana. Isso talvez mude um pouco, quando diminuir a mercadoria;
– Há segmentos que se despontam em nível internacional, por exclusiva competência, mas há outros que se arrastam com o pouco oxigênio que resta!
– E sem falar de áreas abandonadas, florestas sendo substituídas por agricultura, problemas de pragas e doenças……………!!!!!
Fica a pergunta, nem otimista e nem pessimista, para onde vamos? E com quem vamos reclamar? E a pior de todas as perguntas: Adianta reclamar?
Essa postagem não deve ser tomada como o “fim do mundo”. É o retrato do momento que vivemos, e essa paralisia geral precisa ser quebrada! Que tenhamos força e não percamos a esperança de que ainda é possível mudanças e medidas que podem provocar o fortalecimento da silvicultura brasileira! Essa encrenca vai sempre exigir o empenho e esforço dos profissionais de plantão da silvicultura.
E vamos torcer para que os que estão de passagem desocupem “o beco” o mais rápido possível!
Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – gestão e serviços florestais – nbleite@uol.com.br
